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quarta-feira, 23 de maio de 2018

PHILIP ROTH, ESCRITOR AMERICANO, MORRE AOS 85 ANOS NOS ESTADOS UNIDOS


Vencedor do prêmio Pulitzer, premiado autor de 'O complexo de Portnoy' é considerado um dos maiores autores do século XX.
Por G1
23/05/2018

O escritor Philip Roth durante entrevista em março de 1993 (Foto: Arquivo / AP Photo )



            O escritor americano Philip Roth, um dos ícones da literatura dos Estados Unidos do século XX, morreu nesta terça-feira (22), aos 85 anos.

O premiado romancista, autor de de mais de 30 livros, morreu em um hospital em Nova York de insuficiência cardíaca, informou o seu agente literário, Andrew Wylie.

Roth conquistou praticamente todos os prêmios literários relevantes em mais de 60 anos de carreira. Morreu, no entanto, sem o Prêmio Nobel de Literatura, para o qual foi considerado favorito em diversas ocasiões.


Nascido em 1933 na cidade de Newark, Nova Jersey, em uma família judaica, Roth teve sua obra associada a esta comunidade.
Muitos de seus romances refletem as questões de identidade dos judeus dos EUA, o que o vincula a outros autores como Saul Bellow, laureado com o Nobel de Literatura de 1976, e Bernard Malamud.

Roth era ateu e se considerava antirreligioso. Seus relatos provocadores sobre a moral pequeno burguesa judaico-americana, sátiras políticas, reflexões sobre o peso da história, ou mais recentemente sobre o envelhecimento, ficam com frequência na fronteira entre a autobiografia e a ficção.

"Escrevo ficção e me dizem que é autobiografia. Escrevo autobiografia e me dizem que é ficção. Então, como sou tão bobo e eles tão espertos, deixem que eles decidam o que é e o que não é", afirmou.

Ele é conhecido sobretudo por seus romances, embora também tenha escrito contos e ensaios. É dono de um estilo realista, direto e irônico. Parte da sua obra explora a natureza do desejo sexual e a autocompreensão.

A marca registrada da sua ficção é o monólogo íntimo "O complexo de Portnoy", livro que lhe rendeu fama mundial. Nele, o jovem protagonista fala ao seu psicanalista, sem qualquer reserva, sobre a sua obsessão pela masturbação e o relacionamento com a mãe possessiva, os Estados Unidos e o judaísmo.

"Fico feliz de escrever sobre sexo. Um tema extenso! Mas a maioria das coisas que conto em meus livros nunca aconteceram. No entanto, são necessários alguns elementos de realidade para começar a inventar", disse anos depois.

Representantes da comunidade judaica consideraram que o romance estava impregnado de antissemitismo. Outros enxergaram pura e simplesmente pornografia. Mas o fato é que ele mudou a cara da literatura norte-americana, derrubando barreiras entre a comédia e a alta literatura.

Nos últimos anos, Roth se virou para uma crise existencial e sexual de média idade, sem nunca abandonar o seu compromisso de explorar a vergonha, o constrangimento e outras culpas secretas do ser humano, ainda que sempre com uma dose de humor.

Pouco antes de morrer, o escritor se dedicava à produção da sua biografia, que está sendo escrita por Blake Bailey.

Além do "Complexo de Portnoy", entre as suas obras mais conhecidas, estão a coleção de contos “Goodbye, Columbus” (1959) e a trilogia americana, publicada na década de 1990, composta por “Pastoral americana” (1997), “Casei com um comunista” (1998) e “A marca humana”.

Morre, aos 85 anos, em Nova York, Philip Roth

No Brasil, a maior parte da obra é editada pela Companhia das Letras.

Alguns dos livros de Roth traduzidos para o português:

"Adeus, Columbus" (1959)
"O Complexo de Portnoy" (1969)
"O professor de desejo" (1977)
"Diário de uma ilusão" (1979); publicado pela Círculo do Livro, mas esgotado
"Zuckerman Acorrentado" (1981)
"O avesso da vida" (1986)
"Os fatos" (1988); autobiografia
"Patrimônio" (1991); relato biográfico do pai
"Operação Shylock" (1993)
"Teatro de Sabath" (1995)
"Pastoral americana" (1997)
"Casei com um comunista" (1998)
"A marca humana" (2000)
"O animal agonizante" (2001)
"Entre nós" (2001)
"Complô contra a América" (2004)
"Homem comum" (2006)
"Fantasma sai de cena" (2007)
"Indignação" (2008)
"A humilhação" (2009)
"Nêmesis" (2010)
"Nêmesis" (2010) foi o último romance publicado pelo escritor, que vivia entre seu apartamento no Upper East Side de Nova York e uma casa em Connecticut.
Em 2017, ele publicou "Why Write" (sem tradução em português), uma coleção de ensaios e trabalhos não-ficcionais escritos entre 1960 e 2013.
Roth é o único autor americano a ter suas obras completas publicadas em vida pela Library of America, que tem como missão editorial preservar as obras consideradas como parte da herança cultural americana.

Aposentadoria

Depois de mais de meio século de uma carreira que o tornou famoso em todo o mundo, em 2012 o autor anunciou que não tinha "mais nada para escrever".
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"Não tenho mais energia suficiente para suportar a frustração. A escrita é frustração, uma frustração cotidiana, para não dizer humilhação", declarou ao 'New York Times'.

"Não posso mais enfrentar os dias em que escrevo cinco páginas e jogo fora", completou Roth, que escrevia de pé desde que percebeu que andar de um lado para o outro liberava sua mente.
Em agosto de 2017, ele voltou a explicar a decisão ao jornal francês "Libération":

"Contar histórias, isto que foi tão precioso durante toda minha existência, já não é o centro da minha vida. É estranho. Nunca imaginei que algo assim poderia acontecer".

Vida familiar e acadêmica

Philip Roth era filho de um vendedor de seguros e pertencia à segunda geração de uma família judaica que emigrou da região europeia de Galícia (Polônia/Ucrânia).

Formou-se pela Universidade Bucknell (Pensilvânia) e obteve o pós-graduação em literatura inglesa pela Universidade de Chicago, onde atuou como professor de escrita criativa. Também lecionou nas universidades de Iowa, Pensilvânia e Princeton (Nova Jersey).

Ele largou o programa de doutorado em 1959 para escrever críticas de filmes para a revista "New Republic" antes de publicar “Adeus, Columbus”.

Roth ensinou literatura comparativa na Universidade da Pensilvânia. Ele se aposentou da carreira de professor em 1992, quando o sucesso editorial era tão grande que teve que se dedicar integralmente à carreira de escritor. Suas obras eram sempre alvo de escândalo e impacto na sociedade americana.

Foi casado duas vezes. A primeira com Margaret Martinson (1959-1963), que morreu em 1968, em um acidente de carro. A segunda com a atriz inglesa Claire Bloom, da qual se divorciou em 1994 após um casamento turbulento. Ela se sentiu traída ao ler o manuscrito de "Engano" (1990), que continha uma mulher de meia-idade entediada chamada Claire, casada com um escritor adúltero chamado Philip.

Principais prêmios

Philip Roth recebe em 2010 do então presidente dos EUA, Barack Obama, a Medalha Nacional de Humanidades (Foto: Mark Wilson / Getty Images / AFP Photo)

1960: National Book Award, por "Adeus, Columbus"
1987: National Book Critics Circle Award, por "O avesso da vida"
1991: National Book Critics Circle Award, por "Patrimônio"
1994: PEN Faulkner, por "Operação Shylock"
1995: National Book Award, por "O Teatro de Sabbath"
1998: Prêmio Pulitzer de Ficção por “Pastoral americana”
2001: Prêmio Franz Kafka
2001: PEN Faulkner, por "A marca humana"
2006: PEN/Nabokov
2007: PEN Faulkner, por "Homem comum"
2011: Prêmio Internacional Man Booker
2012: Prêmio Príncipe das Astúrias de Literatura


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terça-feira, 22 de maio de 2018

A REVOLUÇÃO FASCISTA DO PT por Geraldo Maia Santos


(Postado na “Itabuna Centenária–ICAL” e no Facebook há 4 anos)


(A propósito....)

Por que novas formas de gestão devem ser hegemônicas? Por que não plurais, múltiplas, cíclicas, em permanente diálogo e convivência com a diferença, com os opostos, com a oposição, não para cooptá-la, nem para se submeter ao outro, mas para aprender o que se pode ou não ser aproveitado para a construção do bem comum. 

E por que hegemonia? E pior, hegemonia de forma totalitária e intolerante., como a que está sendo implantada pelo PT no Brasil. E pior ainda. Os petistas acham-se os donos da verdade, os verdadeiros e únicos 'revolucionários', tal o sectarismo intolerante que praticam. E só a eles é concedido o poder da palavra e sua expressão, quando outros proferem suas ideias são, como ensinou o 'deus' Lênin, acusados de alguma mentira, excluídos, demonizados, suprimidos e, como ensinou o 'deus' Stálin e o 'deus' Mao, e o 'deus Pol Pot', os maiorais do panteão comuno-fascista, sumariamente eliminados.

Nada e ninguém pode contrariar a ditadura comuno-fascista do PT. Sob um disfarce 'socialista', um discurso '171' em prol do 'bem-comum', na verdade exercem a intolerância do poder do estado totalitário 'liberal' sobre o poder (não tolerado) da cidadania livre, plural e independente.

Ninguém no Brasil pode criticar as 'esquerzetices', os desmandos, a corrupção escancarada e disfarçada, os crimes de lesa-pátria, de lesa-humanidade cometidos diariamente pelo PT e seus 'novos' aliados, o pior da direita corrupta, suja, imunda, vil, canalha que durante séculos cometeu toda sorte de barbaridades contra o povo e a nação brasileira.

Para implantar a sua 'nova gestão' o PT utilizou de tudo que um dia julgou combater. E dessa forma implantou a continuação modificada do que sempre esteve posto a massacrar o país e sua população, agora escravizada e explorada modernamente pela confusão ideológica totalitária neoliberal esquerzóide gramisciniana.

Para tanto nenhum princípio, escrúpulo, ética, valor, foi utilizado pelo PT. Apenas o 'novo' vale-tudo político que coopta as forças mais reacionárias e conservadoras do país para colocá-las ao seu serviço, a exemplo do carlismo, de Sarney, Colllor, Maluf, Delfim Neto, etc, etc, etc, até chegar ao ponto de ter alguém sobejamente corrupto e reacionário como Michel Temer na vice-presidência do país!

Caracas! A ideia fixa, a loucura da hegemonia fez o PT perder de uma vez toda e qualquer sombra de estribeira, de vergonha, de caráter, de característica, de personalidade, de perfil. A doença da 'hegemonia a qualquer custo' levou o PT ao extremo, ao ápice da traição em todos os sentidos da vida humana.

Em troca de uma efêmera hegemonia abjetou-se sumariamente, envileceu-se ao máximo sem respeitar sua própria 'história de lutas', desse modo reduzidas a mero jogo de cena e de palavras, autêntico estelionato político e ideológico, porque fingiu combater uma ditadura apenas para impor, na primeira oportunidade, a sua ditatorial 'revolução democrática', embuste retórico para referir-se à ditadura do comuno-fascismo que está sendo implantada no país graças a nossa condição de fraqueza ideológica, cultural, espiritual, de ignorância letrada, de analfabetismo funcional, de doença degenerativa geral, de miséria existencial, e da falência geral dos princípios mais comezinhos de honra e dignidade.

Um sintoma bem claro dessa realidade é o fato de que no Brasil o governo petista não liga mesmo a mínima para a educação, a saúde, o meio ambiente, a cultura, a imprensa, porque essas áreas são consideradas “perigosas” aos ditadores de esquerda, direita e centro, portanto não devem ser contempladas com políticas públicas eficazes cunhadas por meio do diálogo e do reconhecimento de políticas já implantadas pela população. 
E por que não?

Porque isso implica num perigo muito grande para quem quer a hegemonia política e o controle do pensamento, do movimento, do sentimento, da expressão humana através do controle com 'mão de ferro' da 'revolução demonocrática', na verdade a implantação na base da propaganda, do assistencialismo, da demagogia, como faz e fez qualquer 'coronel' ditador tipo ACM, Sarney, etc., do estado comuno-facista revisionista gramisciniano, sonho maior dos PeTralhas brasileiros para quem a ideia de “povo” a ser contemplado com as benesses da hegemonia não é o povo trabalhador, todos os que lutam para manter o país de pé,mas resume-se aos cooptados, aos fanáticos fascistas de carteirinha, em seus cargos de gabinete em gabinete que acreditam, mediante tais e quais e tantos outros favores, nas propostas do governo petista.
Tanto isso é verdade que em um concurso na Bahia para a secretaria da cultura constava bem claro no edital que contava ponto a favor a pessoa ser filiada ao PT ou pertencer a alguma entidade não governamental aliada do petismo. Querem mais?

Reconheço que um dia pensei de fato que, com o PT, estava sendo iniciado um novo processo de gestão da coisa pública, um processo revolucionário, moderno, socializante, que fosse construído a favor do povo, de todos realmente. Também contribui para a implantação desse governo que tão logo no poder deixou cair a máscara e revelou a sua condição espúria e aviltante de governar o país.

Faço o mea culpa, mas nos primeiros movimentos vi que estava redondamente enganado, ou melhor, tinha sido enganado, ou melhor ainda, me deixei enganar totalmente levado por sonhos e utopias que julguei (errado) serem partilhados pelos que se colocavam no campo contrário das forças reacionárias dominantes e seus asseclas. Jamais poderia supor que essas mesmas forças, que em um momento foram combatidas, derrotadas e alijadas do poder, seriam utilizadas e assimiladas ideologicamente, através das práticas observadas logo depois, para construir a tão almejada hegemonia política do PT.

Não se trata aqui de mágoa, nem rancor, nem ressentimento, mas de uma reflexão indignada sobre a crueldade de um governo que se abate sobre qualquer um que não lhe renda obediência cega ilimitada frente aos seus desmandos. Governo esse que, graças as alianças e práticas espúrias, conseguiu mais quatro nos de atuação comuno-fascista no Brasil. Governo esse que tem como único critério apoiar fartamente quem está do seu lado fanaticamente, sem nenhuma visão crítica, sem visão, melhor ainda.

A educação, a saúde, o meio ambiente, a cultura estão sendo aviltados exatamente para proporcionar a ignorância e o servilismo como base de sustentação do governo petista que caminha, graças à nossa omissão e covardia, a passos largos rumo ao totalitarismo autoritário gramsciniano que, num rasgo de cinismo, ainda chamam de “Revolução Democrática”.

Geraldo Maia
Poeta, escritor, ator, jornalista.
Filho de Itabuna, residente em Louveira, SP.

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ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO O Menino, o Velho e o Burro


Um velho, um menino e um burro caminhavam em direção à cidade.

O menino montou no burro e o velho foi caminhando.

Enquanto caminhavam, passaram por algumas pessoas que comentaram que era um absurdo que o velhinho tinha que caminhar, enquanto o menino ia montado no burro.

O homem e o garoto pensaram que talvez os críticos estivessem certos, então trocaram de lugar.

Mais tarde, eles passaram por algumas pessoas que comentaram: "Que absurdo esse senhor deixa o menino caminhando e ele vai no bem bom montado no burro".

Eles então decidiram que os dois caminhariam.

Logo mais, eles passaram por mais algumas pessoas que achavam que eles eram dois idiotas por caminharem quando tinham um burro que poderia carregá-los.

Então os dois montaram no burro.

Agora, passaram por algumas pessoas que os criticavam por colocar tanta carga sobre o pobre burrinho.

O menino e o homem disseram que provavelmente estavam certos, então decidiram carregar o burro nos braços.

Quando atravessaram a ponte, perderam o controle do animal, ele caiu no rio e se afogou.

Moral da história? Se você tentar agradar a todos, você vai acabar se lascando no final!



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segunda-feira, 21 de maio de 2018

INOVAÇÕES SÃO A ATRAÇÃO DE CONGRESSO PARA EMPREENDEDORES

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
A busca do novo, do inusitado, do surpreendente, é o que mais atrai pessoas que querem evoluir em suas áreas de atuação. Nesse sentido, o IX Congresso Norte/Nordeste da Pequena Empresa – Empreendedorismo com Inovação Tecnológica – vai de encontro aos anseios do dirigente que, por sua visão inovadora, habilidade, coragem e determinação, contribui significativamente para a sustentabilidade econômica, social e ambiental do País.

O evento acontecerá dia 25/05 no auditório principal da UESC. A realização é da AMPESBA – Associação da Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais do Estado da Bahia, em parceria com SEBRAE e CONAMPE. Apoio das CDLs de Ilhéus e Itabuna, Associação Comercial e SICOMÉRCIO de Ilhéus e Banco do Nordeste.

Segundo o presidente da AMPESBA e organizador do evento, Valdir Ribeiro, “As inovações não são apenas de tecnologia. Novidades serão apresentadas também nas áreas de marketing pessoal, relações trabalhistas, previdenciárias, pregões eletrônicos, capacitação e linhas de financiamento, entre outras, através de palestras técnicas e motivacionais”.

O acesso a todos os painéis do Congresso no auditório da UESC é livre. Caso queira almoçar no próprio local do evento, a organização disponibiliza para o participante alimentação a preço de custo através de ticket que pode ser adquirido antecipadamente.


Evento: IX Congresso Norte/Nordeste da Pequena Empresa
Dia: 25/05/2018 (sexta-feira)
Horário: 8h00 às 17h00
Local: Auditório Paulo Souto da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz
Endereço: Rodovia Jorge Amado, km 16 (Ilhéus-Itabuna)
Informações e inscrições: (73) 9.8886-1436 (Oi/WhatsApp) e 9.9178-3684 (Tim) –ampesba@yahoo.com.br
Certificado: 10 horas


Contato – Valdir Ribeiro: (73) 9.8886-1436 (Oi/WhatsApp) e 9.9178-3684 (Tim)
Assessoria de Imprensa– Carlos Malluta: (73) 9.9133-4523 (Tim/WhatsApp) e 9.8877-7701 (Oi) 

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ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Os filhos são como águias


Os filhos são como águias


"Ensinarás a voar...
Mas não voarão o teu voo.

Ensinarás a sonhar...
Mas não sonharão o teu sonho.

Ensinarás a viver...
Mas não viverão a tua vida.

Ensinarás a cantar...
Mas não cantarão a tua canção.

Ensinarás a pensar...
 Mas não pensarão como tu.

Porém, saberás que cada vez que voem, sonhem, vivam, cantem e pensem... estará a semente do caminho ensinado e aprendido!"


Madre Teresa de Calcutá

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'NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI', DIZ MORO EM DISCURSO NOS EUA

Juiz falou a formandos da Universidade de Notre Dame, onde já discursaram Obama e George W. Bush.
Por G1
20/05/2018

O juiz Sergio Moro durante o discurso aos formandos de 2018 da Universidade de Notre Dame (Foto: Reprodução)

O juiz Sergio Moro afirmou neste domingo (20) na cerimônia de formatura da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, "que ninguém está acima da lei" e que esta é uma lição não só para o Brasil, "mas até para democracias maduras".

"Nunca se esqueçam da pedra angular das nações democráticas, que é o estado de direito. Isso significa que todos têm igual proteção da lei. Isso significa que é preciso proteger os mais vulneráveis. Mas também significa que ninguém está acima da lei", disse. "Essa é uma lição não só para o Brasil, mas até para democracias maduras", emendou.

Moro foi o principal orador da cerimônia. Antes dele, a função foi exercida pelos então presidentes dos EUA George W. Bush (2001) e Barack Obama (2009) e pelo então secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan (2000), entre outros. Em 2017, o convidado foi o vice-presidente americano, Mike Pence.

Ao apresentar o juiz brasileiro, o presidente da Universidade, reverendo John I. Jenkins, lembrou que, no mês passado, o escritor peruano e prêmio Nobel da Paz Mario Vargas Llosa afirmou que escolheria Moro "sem vacilar um segundo" se precisasse eleger um brasileiro como exemplo para o mundo.

No discurso, pelo qual foi aplaudido de pé ao final, Sergio Moro falou sobre o trabalho na Operação Lava Jato, que disse "não tem sido fácil".

Ele citou o número de condenados por lavagem de dinheiro e corrupção na Operação Lava Jato – 157, no total –, e lembrou, sem citar nomes, que entre eles há empresários das maiores construtoras brasileiras, além de políticos de alto escalão como um ex-governador (Sergio Cabral, do Rio de Janeiro), um ex-ministro da Fazenda (Antonio Palocci), um ex-presidente da Câmara (Eduardo Cunha) e "até mesmo um ex-presidente (Lula)".

"Não tem sido um trabalho fácil. Velhos hábitos de corrupção sistência e impunidade são difíceis de derrotar", disse, emendando há "ameaças, riscos e tentativas de difamação", mas que apesar disso as investigações e julgamentos continuam.

Moro ainda classificou a corrupção no país como "vergonhosa", mas destacou como positivo o endurecimento da lei sobre esses crimes.

"Eu não sei o que vai acontecer com o futuro do Brasil. Nós podemos sofrer revéses. Mas eu acredito que nós demos a nós mesmos ao menos uma chance de ter um país melhor", afirmou.

Moro disse que o Brasil falhou em "impedir o abuso do poder público para ganhos privados" e que então a corrupção cresceu e se tornou "disseminada, endêmica ou mesmo sistêmica".

O juiz diz ter sido influenciado por outros juízes, como o italiano Givoanni Falcone que condenou 344 membros da máfia da Scicília, organização criminosa que parecia "invencível", nas palavras do juiz.

Disse também ter se inspirado na lei de combate à corrupção americana, elaborada por um ex-aluno da Universidade de Notre Dame, uma coincidência que chamou de "mundo pequeno".

Moro citou semelhanças entre as histórias do Brasil e dos Estados Unidos, como o sofrimento com a escravidão no século 19 e o fato de ambos os países terem recebidos milhões de imigrantes de todo o mundo. E elencou diferenças, como a força economômica e a maturidade da democracia.

Ele destacou que a última ditadura no Brasil terminou em 1985 e que, "desde então, é possível dizer que, como vocês aqui, temos os mesmos sonhos de liberdade e equalidade".

Honoris causa
Em outubro de 2017, Sergio Moro havia recebido o Notre Dame Awards, uma honraria concedida pela universidade a pessoas que são "pilares de consciência e integridade, cujas ações beneficiaram seus compatriotas", segundo a instituição.

O prêmio existe desde 1992 e já foi entregue a pessoas como Madre Teresa de Calcutá, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o irlândes John Hume, agraciado com o Nobel da Paz em 1998.
Na ocasião, o presidente da Universidade de Notre Dame disse que o juiz está "engajado em nada menos que na preservação da integridade da nação com sua aplicação firme e não enviesada da lei".

Neste domingo, o juiz recebeu da universidade o título de doutor honoris causa, como um "líder no movimento anticorrupção de seu país".

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UM CONTO DE AMOR - Lorri Benedik


Um conto de amor


O rapaz passava pelo empório da cidade, quando o proprietário o chamou. Tinha 19 anos e tinha boa aparência.

O dono lhe ofereceu um bandolim para comprar e lhe disse que tocar um instrumento era uma ótima forma de atrair garotas.

O rapaz achou interessante a ideia e depois de uma negociação, comprou o instrumento.

Ele já ouvira falar de uma orquestra de bandolins que praticava todas as semanas no porão de uma sinagoga. Eram filhos de imigrantes judeus, vindos da Europa Oriental.

Foi lá, aprendeu a tocar e a ler partituras musicais. A jovem Dora já tocava na orquestra.

Foi olhar o rapaz e ir se encantando aos poucos. Um dia, ela criou coragem e o convidou para ser seu par numa festa de formatura da escola.

Começaram a namorar. Quando andavam lado a lado, Kelly segurava o braço de Dora gentilmente.

A vizinhança dizia que eles pareciam Cinderela e o Príncipe Encantado.

O jovem par se casou. Era o ano de 1944 e Dora acabara de completar 20 anos.

Três anos mais tarde, nasceu o primeiro filho e depois o segundo e o terceiro.

Preocupações sempre havia. Orçamento familiar. Comportamentos na escola. Momentos sérios de conversas ao redor da mesa da cozinha, depois de colocar as crianças na cama.

E elas ouviam, de seus quartos, as vozes suaves dos pais flutuarem pelo corredor.

Risos eram constantes naquele lar. Contavam histórias bobas, só para rir. Criavam danças malucas, ouviam e tornavam a ouvir os mesmos discos.

Quando as crianças ficaram maiores, Dora manifestou desejo de trabalhar meio período. E, se isso a faria feliz, tudo estava bem para Kelly.

Logo, ela chegaria à conclusão que, sem um diploma universitário, não teria promoções, não cresceria. E nem seu salário.

Reuniu marido e filhos ao redor da mesa da cozinha e expôs seu plano. Precisava e desejava obter um diploma universitário.

Queria ser professora de verdade. No entanto, o marido teria de cuidar das crianças, durante a noite.

O filho maior teria que colaborar, chegando em casa cedo o suficiente para ajudar o pai com o jantar. A filha do meio deveria auxiliar a menor nos deveres de casa.

Kelly respirou fundo e disse: Dora, não se preocupe. Ficaremos bem. Sei o que isso representa para você. Serei o homem mais feliz desta cidade porque terei a mulher mais feliz ao meu lado.

Aos 50 anos, Dora recebeu o grau de bacharel em educação pré-escolar.
Kelly enxugou lágrimas de alegria, irradiando orgulho.

Ele não conseguiu terminar os estudos, pois precisava trabalhar para ajudar no sustento da família.

Dia desses, Dora precisou viajar para ir ao casamento de um parente. Kelly ficou em casa, porque não gosta de viajar.

A filha, preocupada com o pai sozinho em casa, telefonou. Achou a voz dele muito estranha.

Algum problema?- Perguntou.

Promete que não vai rir? – Disse ele. Sinto falta de sua mãe.

Mas, pai, ela viajou há poucas horas.

Eu sei, mas depois de 60 anos de casamento…

Na história de amor desse casal, nada de extraordinário. O seu conto de amor não tem mágica, castelo, fada madrinha, varinha de condão.

Como eles conseguem viver juntos há tanto tempo?

Eles nunca brigam. Não são abertamente carinhosos, mas têm uma união muito profunda.

Importam-se um com o outro. Relevam pequenas falhas. Exaltam as virtudes de um e de outro.

Sobretudo, entre carinho, ternura e afeto, uma grande dose de respeito mútuo.

Redação do Momento Espírita com base no artigo
Uma história de amor à moda antiga, de Lorri Benedik,
de Seleções Reader´s Digest, outubro de 2005.
Em 08.02.2010.


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