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domingo, 4 de fevereiro de 2018

LUÍS ROBERTO BARROSO E ROGERIO SCHIETTI: EXECUÇÃO PENAL, OPINIÃO E FATOS

Voltar atrás na questão da prisão após condenação em 2ª instância incentiva esquemas de corrupção
O ministro do STF Luís Roberto Barroso, que defende prisão após condenação em 2º grau - Fátima Meira/Futura Press/Folhapress

LUÍS ROBERTO BARROSO
E ROGERIO SCHIETTI

Processos --cíveis ou criminais-- deveriam demorar seis meses, um ano. Um ano e meio quando muito complexos. No entanto, acostumamo-nos com um patamar muito ruim de celeridade, em que os casos levam 3, 5, 10, 20 anos até serem concluídos. O Judiciário passou a ser o refúgio de quem não tem razão, porque no mínimo se consegue adiar por muitos anos qualquer responsabilização. Esse atraso tem custo social, econômico e moral.

O sistema penal brasileiro, por sua vez, é extremamente disfuncional. A sociedade tem duas grandes aflições: violência e corrupção. Porém, mais da metade dos 726 mil internos estão nas nossas tétricas penitenciárias por crimes não violentos. Quase 30% estão lá por delitos punidos pela Lei de Drogas. Geralmente são presos em flagrante e permanecem presos desde antes da decisão de primeiro grau. Com essas pessoas, o sistema é bem duro.

Já os presos por corrupção e delitos afins correspondem a menos de 1% do total. Criminosos do colarinho branco, que só na aparência não são violentos --muita gente morre e adoece por conta dos dinheiros desviados--, utilizam sucessivos recursos, adiando o julgamento definitivo, o que, não raro, leva à prescrição. Com essas pessoas, o sistema é bem manso.

Em 2016, por três vezes, o Supremo Tribunal Federal deu um importante passo para mudar esse quadro. E, assim, passou a permitir a execução da pena após a decisão de segundo grau. Como é em quase todo o mundo.

Há quem se oponha a esse entendimento e defenda que se deva aguardar o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), na crença de que assim se evitaria uma grande quantidade de erros judiciários. Porém, pesquisa desenvolvida a pedido do primeiro autor deste texto, coordenada pelo segundo autor e executada pela Coordenadoria de Gestão da Informação do STJ, revela que a preocupação não se justifica. Todos têm direito à própria opinião. Mas eis os fatos.

O percentual de absolvição em todos os recursos julgados pelo STJ no período de dois anos, entre 1/9/2015 e 31/8/2017, foi de menos de 1%. Para ser exato, foi de 0,62%. Outro dado a ser considerado: 1,02% das decisões importou na substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. Isso é, o réu foi condenado, mas recebeu o benefício de não ir preso.

A soma dos percentuais de absolvição e de substituição de pena é de 1,64%, revelando o baixo número de decisões reformadas que produzem impacto sobre a liberdade dos condenados. E, mediante habeas corpus ou medida cautelar, é possível ao STJ e ao STF suspender o início do cumprimento da pena quando vislumbre possibilidade relevante de reforma da decisão. Ou seja: os réus jamais serão impedidos de continuar a pedir que os tribunais superiores reexaminem todas as questões jurídicas que considerem merecedoras de nova decisão.

Diante desses dados, é ilógico moldar o sistema em função da exceção, e não da regra. Veja-se que os demais casos de acolhimento de recursos da defesa envolvem prescrição (0,76%), diminuição de pena (6,51%) e alteração de regime prisional (4,57%).

Em suma: voltar atrás nessa matéria traz pouco benefício para a Justiça e grande incentivo à continuidade dos esquemas de corrupção, já que a redução do risco de ser punido manterá a atratividade do crime e trará desestímulo à colaboração com a Justiça.

Em vez de incentivar empreendedores honestos, o sistema continuará a favorecer quem transgride as leis penais.
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Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.


LUÍS ROBERTO BARROSO, professor-titular de direito constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), é ministro do Supremo Tribunal Federal ROGERIO SCHIETTI, doutor e mestre em direito processual pela Universidade de São Paulo, é ministro do Superior Tribunal de Justiça



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PALAVRA DA SALVAÇÃO (64)

5º Domingo do Tempo Comum – 04/02/2018

Anúncio do Evangelho (Mc 1,29-39)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André.
A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus.
E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.
À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. A cidade inteira se reuniu em frente da casa.
Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.
De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto.
Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”.
Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e veja o Evangelho encenado:

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Casa, lugar do Encontro e do Serviço

“Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André” (Mc 1,29)

O Evangelho de Jesus é experiência de casa, de encontro e comunhão, de palavra para todos, lugar aberto à novidade do Reino.

No relato de hoje, Jesus desloca-se da sinagoga, lugar oficial da religião judaica, à casa, onde se vive a vida cotidiana, junto aos entes mais queridos. Nessa casa vai sendo gestada a nova família de Jesus. As comunidades cristãs devem recordar que não são um lugar religioso onde se vive da Lei, mas um lar onde se aprende a viver de maneira nova em torno a Jesus.

A primitiva comunidade dos seguidores e seguidoras de Jesus não começou formando uma nova religião instituída, mas uma federação de casas abertas, a partir dos pobres e para os pobres, criando redes de comunicação e de vida fraterna, casas-família, impulsionadas pelo testemunho e presença do Espírito do mesmo Jesus. “Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum... partiam o pão pelas casas e tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração” (At. 2,44-46).

A casa deve ser escola de encontro e fraternidade. A comunicação (comum união) se celebra entre suas paredes que, em seguida, se expande para além de seus limites, despertando uma sensibilidade solidária. A casa prepara para a vida, pois é ali que os fundamentos de uma personalidade vão se solidificando. Para Jesus, ser “humano” é ser casa aberta e acolhedora.

O evangelho de Marcos apresenta Jesus como “tekton” (6,3), construtor (pedreiro, ferreiro, carpinteiro…), e seu ofício era construir casas. Um dia descobriu que sua missão não era construir mais casas para o sistema injusto; deslocou-se, então, para as periferias, em direção aos sem-teto e iniciou um movimento de transformação, a fim de que todos pudessem ter “casa na terra de Deus”. Quis construir sobre o mundo a nova Casa do Reino, aberta a todos, com pão, com palavra, com amor mútuo. Ele, que não teve onde reclinar a cabeça, quis que todos os homens e mulheres tivessem casa, família... cem vezes mais. Assim, deixando seu trabalho de construtor, se fez “arqui-tekton” do Reino de Deus, onde todos pudessem construir suas casas em bases sólidas, começando pelos excluídos sociais: leprosos, cegos, paralíticos, coxos... Não construiu casinhas para pobres sem teto nas ladeiras e encostas da Galileia, mas moradas com fundamentos na rocha; ou seja, ofereceu-lhes dignidade e consciência, solidariedade e desejo de viver, espírito de comunhão e partilha... para que eles mesmos pudessem criar novas moradas (construí-las e compartilhá-las). A boa nova da “Casa de Deus” (para todos) devia começar pelos mais pobres, excluídos, sem-teto e sem-terra, portadores de uma nova esperança de vida e casa compartilhada.

Em um mundo no qual as relações se estabeleciam através da força, da dominação, de uma maneira de exercer o poder em que o forte se impõe sobre o fraco, o rico sobre o pobre, o que possui informação sobre o ignorante, o relato da mulher curada por Jesus, no evangelho de hoje, nos introduz na nova ordem de relações que devem caracterizar o Reino: nele a vinculação fundamental é a da irmandade no serviço mútuo.

A prática de Jesus desestabiliza todos os padrões e modelos mundanos de poder, desqualificando qualquer manifestação de domínio de uns sobre os outros: inaugura-se um estilo novo no qual o “desenho circular” desloca e dá por superado o “modelo hierárquico”. Sua maneira de se relacionar com as pessoas marginalizadas e excluídas põe em marcha um movimento de inclusão onde, uma casa acolhedora e uma mesa partilhada com os menos favorecidos, invalidavam qualquer pretensão de poder, de prestígio, de situar-se acima dos outros, devolvendo a todos a dignidade perdida.

Do “exorcismo” da sinagoga passamos às “curas” nas casas e a primeira destinatária da ação de Jesus é a sogra de Pedro, erguendo-a da cama e curando-a no dia de sábado. Ela, uma vez curada, respondeu com um gesto de serviço, em sua casa, oferecendo uma refeição a Jesus e seus companheiros, como uma ação que inaugura o primeiro ministério cristão.

Assim está Jesus sempre presente entre os seus: com uma mão estendida que a todos levanta, como um amigo próximo que infunde vida. Jesus só sabe servir, não ser servido. Por isso, a mulher curada por Ele se põe a “servir” a todos; ela foi integrada em seu grupo de seguidores(as) e pode então “servir”, construindo a comunidade de iguais que Jesus queria, rompendo com a mentalidade patriarcal. Seus seguidores e seguidoras deverão viver acolhendo-se e cuidando-se uns dos outros.

Tanto Jesus como a sogra de Pedro superaram uma compreensão atrofiada do sábado, porque Ele curou e ela serviu nesse dia. Ninguém precisou dizer a ela o que deveria ser feito; não aprendeu de nenhuma exegese rabínica. Ela mesma compreendeu, como mulher, o que significa estar a serviço da vida. Com gratidão, correspondeu à ação de Jesus que lhe estendeu a mão para levantá-la de sua enfermidade, precisamente no dia de sábado; seu gesto (deixar-se levantar por Jesus e servir aos outros) marcará, de agora em diante todo o evangelho de Marcos, onde as mulheres serão as protagonistas. Ela superou um tipo de religião farisaica e se vinculou a Jesus de um modo pessoal, como servidora, a “ministra” da comunidade cristã.

Por isso, quando Marcos nos apresenta a sogra de Pedro “servindo”, está nos dizendo: aqui há alguém que entrou no círculo de Jesus, que “alistou-se” no seu movimento, que respondeu ao seu convite para colocar-se aos pés dos outros e começou a “ter parte com Ele” (Jo 13,8). Muitas dificuldades que temos na vida relacional procedem justamente de nossa resistência em nos colocar na atitude básica de um serviço que não pede recompensas, nem exige agradecimentos... Quem busca viver assim, basta-lhe a alegria e o prazer de poder estar, como Jesus, com a mão estendida para erguer o que está prostrado sob o peso da enfermidade.

Quantas distâncias se encurtam quando se toma alguém pela mão! Quantas suspeitas se dissipam quando se toma alguém pela mão! Quantos medos são superados quando se toma alguém pela mão!... As mãos são divinas: expressam ternura, proteção, cuidado. Para Jesus, as mãos são para isso: levantar o outro, ajudar o outro a colocar-se de pé, devolver ao outro a capacidade de dar direção à própria vida.

Graças a muitas pessoas que se deixaram “tomar pela mão” por Jesus para “levantar-se” e “servir”, o cristianismo primitivo foi se constituindo em pequenas comunidades domésticas, reunidas nas casas, onde muitas mulheres assumiram funções eclesiais, ora como missionárias itinerantes e ora como responsáveis pelas igrejas familiares, onde presidiam a oração e a fração do pão.

Texto bíblico:  Mc 1,29-39

Na oração: O evangelho convida a nos deslocar e nos aproximar dos lugares onde estão os prostrados da vida, tomá-los pela mão e ajudá-los a levantar-se. Então, todos juntos, nos disporemos a servir, teceremos o manto da solidariedade social e eclesial a partir da cotidianidade; seremos assim testemunhas mobilizadoras numa sociedade cansada de palavras e necessitada de experiências que se façam verdade e vida.

- Você percebe que sua casa é prolongamento da Casa do Reino, desejada e construída por Jesus? Quê sinais você encontra nela que confirmam ser uma “casa cristificada”?

Pe. Adroaldo Palaoro sj
http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1205-casa-lugar-do-encontro-e-do-servico


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sábado, 3 de fevereiro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Conselho de uma mãe

Conselho de uma mãe


Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações das pessoas adultas, a mãe disse o seguinte à  sua filha:

"Nunca esqueça suas irmãs"!  Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente, do quanto você ame seu marido, dos filhos, ou dos netos que porventura venha a ter, você sempre precisará de suas Irmãs.

Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com elas; faça coisas com elas; telefone para elas, convide para um café, um passeio, um lanche à  tarde, uma ida ao shopping, uma conversa franca, uns minutos de oração...

A jovem sorriu e pensou: "A memória da mamãe não está boa, eu não tenho irmãs!"

E a mãe continuou:
Lembre-se que 'irmãs' significa todas as mulheres; suas amigas, filhas, irmãs em Cristo, vizinhas e também todas as demais parentes.  Você precisará de outras mulheres.

Que estranho conselho! Pensou a jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulta. Com certeza meu marido e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!

Contudo, ela obedeceu à mãe. Manteve contato com suas irmãs e anualmente aumentava o número de amigas.

Na medida em que os anos se passavam, ela foi compreendendo que sua mãe sabia do que falava. Na medida em que o tempo passa, a natureza realiza mudanças e mistérios sobre uma mulher. Irmãs são baluartes em nossa vida.

Em 50 anos,  eis o que se aprende:
O tempo passa...
A vida acontece...
A distância separa... 
As crianças crescem... 
Os empregos veem e vão... 
O amor fica mais fraco ou vai embora... 
Os homens não fazem o que deveriam fazer...
O coração se rompe... 
Os pais morrem...
As carreiras terminam...

Mas as "Irmãs" estão lá,  não importa quanto tempo e quantos quilômetros entre vocês.
Uma amiga nunca está tão distante, mais do que ao alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e sempre aberta a um abraço.


(Autor desconhecido)

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RIO CACHOEIRA – Antonio Baracho

Rio Cachoeira

Ignorar a construção da barragem, situada no município de Itapé, em fase de conclusão, é ignorar o progresso. Urge situá-la a serviço de nossa comunidade:

O rio fecunda,
A barragem controla.
O rio espalha forças,
A barragem policia-lhe a expansão.
No rio encontramos a natureza,
Na barragem surpreendemos a disciplina.
Se a correnteza ameaça a estabilidade de construções dignas, comparece a barragem para canalizá-la proveitosamente, noutro nível.
Contudo, se a corrente supera a barragem, aparece a destruição toda vez que a massa líquida se dilate em volume.
No entanto isso não ocorrerá, pois a nossa engenharia evoluiu muito e tudo é feito com meticulosa precisão. Confiar é preciso.


Antônio Baracho, membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL,

ocupante da cadeira nº 11. 

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

DOM CESLAU STANULA – Do Laicato e dos Leigos (7)

25/01/2015
As Viagens Apostólicas do Papa Francisco

Sentimento de orfandade > solidão

O Papa ao falar aos bispos do Chile tocou o assunto que está bem próximo das nossas meditações ligadas com o Ano do Laicato no Brasil. Ele disse: “um dos problemas, que enfrentam atualmente as nossas sociedades, é o sentimento de orfandade, ou seja, sentir que não pertencem a ninguém”.  Muito falamos hoje sobre a comunidade, sobre a paróquia renovada, mas no fundo no fundo, o discurso não nos toca. Cada um leva a sua vida “sozinho”. E o Papa chama atenção que esta solidão pode atingir também os bispos e os padres. E ele disse: “Este sentir” pós-moderno pode penetrar em nós e no nosso clero; (...) esquecemo-nos que somos parte do santo povo fiel de Deus é que a Igreja não é, e nunca será, uma elite de pessoas consagradas, sacerdotes e bispos. Não podemos sustentar a nossa vida, a nossa vocação ou ministério, sem esta consciência de ser povo.

O Papa, “confirmando os irmãos na fé” também os previne sobre o perigo do mal que pode afetar tanto os pastores como, consequentemente as ovelhas. Sublinha fortemente, neste importante pronunciamento, sobre o mal moderno: a solidão, orfandade. Todos somos o povo querido por Deus, todos formamos uma só família que é a Igreja de Jesus, cada um segundo a sua vocação, tem o lugar determinado dentro deste povo de Deus. O Papa nos questiona: temos a consciência disto. Se todos compreendêssemos esta verdade em grande parte desapareceria a depressão, a doença provocada pelo “sentimento de orfandade”, pela solidão.

Com o abraço fraterno e a benção especial junto com a oração, desejo uma boa noite.
Dom Ceslau.

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26/01/2018
O clericalismo

No mesmo pronunciamento para os Bispos de Chile, o papa falando sobre a falta da consciência de fato de que todos somos o povo fiel de Deus, sublinha, o que nós estamos procurando desenvolver no Ano do Laicato: A Missão do leigo na Igreja. Falando sobre o “clericalismo” que é para ele a “caricatura da vocação recebida”, diz “os leigos não são os nossos servos, (bispos, padres...) nem nossos empregados. Não precisam de repetir, como 'papagaios' o que dizemos. O clericalismo (...) apaga pouco a pouco o fogo profético da qual a Igreja inteira está chamada a dar testemunho no coração dos seus povos. O clericalismo esquece que a visibilidade (...) da Igreja pertence a todo o povo fiel de Deus - (Conf. LG, 9-14) e não só a poucos e iluminados”.

Primeiro o que é o clericalismo. No entender do papa, é a tentação que reduz a experiência eclesial à operação do clero. Tudo depende do padre, do bispo... Tudo depende deles. Esta questão o Papa Francisco já várias vezes antes apontou nos encontros com os bispos, com os padres e com os funcionários do Vaticano.

Segundo, o Papa sublinha a importância do povo fiel de Deus. Por eles Deus também está agindo. A hierarquia na Igreja existe, mas não como superioridade sobre os fiéis leigos, mas, como também membros do mesmo  Povo fiel de Deus, a serviço, precisamente deste povo de Deus, para caminhando, juntos construir o Reino de Deus. Que lindo ensinamento para todos nós. Puxão de orelhas para os que se estão deixando levar pela tentação de clericalismo, mas também ressaltando a importância dos fiéis leigos.

Com a benção e a minha oração. Uma noite tranquila.
Dom Ceslau.

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29/01/2018
A tentação do clericalismo

Procurei deter-me sobre pronunciamento do Papa para os Bispos no Chile, porque vai ao encontro das nossas reflexões sobre o Ano do Laicato.

O Papa, para prevenir contra a tentação do clericalismo e diminuição da consciência da dignidade dos leigos, está preocupado também com o futuro. Por isso diz: “Por favor, vigiemos contra esta tentação, especialmente nos Seminários e em todo o processo formativo. Confesso-vos, que me preocupa a formação dos seminaristas: que sejam pastores ao serviço do povo de Deus; (...) que tenham esta consciência do povo. E continua dizendo: Os sacerdotes de amanhã devem formar-se, olhando o amanhã: o seu ministério desenvolver-se-á   num mundo secularizado. (...) prepará-los para realizar a sua missão neste cenário concreto e não nos nossos ‘mundos ou situações ideais’. A missão que se realiza em união fraterna com todo o povo de Deus. (...) Não ao clericalismo e mundos ideais, que só entram nos nossos esquemas, mas não tocam a vida de ninguém”.

O Papa toca aqui o calcanhar-de-aquiles da questão. Será que os nossos seminários estão formando pastores do povo de Deus? Às vezes se tem a impressão, do que se vê que os seminaristas estão mais preocupados com as vestes (batina, barrete, túnicas com forros e bordados sofisticados) do que com o serviço do povo fiel de Deus. Da impressão que mais celebram a “liturgia de panos”, do que o Mistério de Deus. É uma infiltração do mundanismo e vaidades, às vezes, contra a vontade dos formadores... “Depois, eu me arrepio pensando, diz o Papa, que esses pequenos monstros é que vão formar o povo de Deus!” (Papa Francisco aos Superiores Maiores em 29.11.14).

Todos somos responsáveis pela formação, os leigos também. Rezemos pelas vocações, para que tenhamos santos sacerdotes e pastores do Povo fiel de Deus.

Com a benção e oração.
Dom Ceslau.

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30/01/2018
Papa visita presídio feminino

As viagens Apostólicas do Papa não deixam ninguém excluído. No Chile visitou o presidio feminino. A mensagem que dirigiu para elas podemos sintetizar em duas palavras: dignidade e esperança.

Ele disse: “Ser privadas da liberdade não é o mesmo que ser privadas da dignidade, não! Não é a mesma coisa, A dignidade não se toca, em ninguém. Zela-se, defende-se, nutre-se. Ninguém pode ser privado da dignidade. Vós estais privadas, sim, mas da liberdade”.

O Papa não justifica erros cometidos. Mas afirma que ninguém pode privar a quem quer que seja da dignidade. Se por um momento a pessoa perdeu a dignidade cometendo o erro ou crime, como consequência fica privada da liberdade. Esta privação da liberdade tem o objetivo não só pagar a dívida para com a sociedade (castigo, pena), mas também restabelecer a dignidade da pessoa. A pena deve visar a correção e a futura reintegração na sociedade.

A reflexão: os nossos presídios respeitam e visam restituição da dignidade da pessoa? Numa cela programada para 4 ou 6 presos, abriga 12 ou mais. No Brasil não temos presídios, temos depósitos dos objetos humanos. O Papa, como Vigário de Cristo, condena o crime, mas denuncia a violação da dignidade humana.

Com a oração, para que Deus nos livre de todos os males da alma e corpo, e com a benção.
Um boa Noite.
Dom Ceslau.
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31/01/2018
Papa Francisco falou da esperança.

Para as presidiárias em Chile (e para todo o mundo), o Papa Francisco falou da esperança. Esperança de no futuro perto ou longe, reintegrar-se a sociedade. Ele disse: “...a vida se constrói olhando para o futuro, e não para trás. Hoje estais privadas da liberdade, mas isto não significa que esta situação é definitiva. Levantai o olhar sempre para frente...”. Uma pena sem futuro, uma condenação sem futuro não é uma condenação humana: é tortura”. (...) "Isto, exigi-o de vós mesmas e da sociedade. (...) olhai sempre para a frente, para a reintegração na vida normal da sociedade”.

O objetivo da Pastoral Carcerária, uma das pastorais mais difíceis, é este.  Manter a esperança nos presos, mas deva estender-se à família do preso e também da (das) vítima (as) prejudicada(as) com o crime. A todos levar a esperança da misericórdia de Deus e esta, renovará a face da terra. Com a oração e a minha benção.
Boa Noite.

Dom Ceslau.

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01/02/2018
Papa Francisco na América latina

Nas suas andanças apostólicas pela América Latina o Papa Francisco quis encontrar-se com o povo Amazônico. Aconteceu isto em Puerto Maldonado, em Peru. Expressou a alegria deste encontro, ouviu o “clamor do povo amazônico” e expressou o desejo de “plasmar nesta região uma Igreja com o rosto amazônico e uma Igreja com o rosto indígena”. Disse: “com este espírito, convoquei o Sínodo para a Amazônia no ano 2019. O Papa considerou como a primeira sessão deste sínodo, o encontro agora realizado. No seu discurso disse: reafirmamos uma opção sincera em prol da defesa da vida, defesa da terra e defesa das culturas”. No seu entender, a defesa da terra não tem outra finalidade senão a defesa da vida”.

O Evangelho não destrói a cultura nativa. Sublima-a. Jesus também se encarnou numa cultura, hebraica, e a partir dela ofereceu-se- nos. Cada cultura que recebe o Evangelho não a destrói, mas enriquece, e a Igreja por meio dela,  apresenta uma nova face do mesmo rosto de Cristo.
Com a minha oração e benção. Boa e repousante noite.

Dom Ceslau.
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02/02/2018
A Oração Missionária

Na viagem Apostólica ao Peru, o Papa Francisco encontrou-se com as Religiosas Contemplativas -Monjas. (Quem é o Monge (a)? É aquele que vive em Deus e em busca do Divino. O silêncio, o estudo e a oração, são os elementos que fazem parte do cotidiano do monge. A casa onde eles vivem chama se o Mosteiro).

Nesta ocasião, o papa num tom muito cordial fala a elas sobre a oração, mas a oração não aquela “que esbarra no muro do convento e volta para trás”, fala da oração missionária. “A oração que sai e parte...”.
E o Papa explica: “a oração missionária é uma oração que consegue unir-se aos irmãos nas mais variadas circunstâncias em que se encontram, pedindo que não lhes falte o amor e a esperança”. Desta forma a “vida na clausura consegue ter o alcance missionário e universal, um papel fundamental na Igreja. Através da oração de dia e de noite aproximais do Senhor as várias situações da vida humana. Através da oração a miséria dos homens se aproxima ao poder de Deus. (...) “podemos afirmar que a vida de clausura não algema, nem restringe o coração; antes o alarga”.

Reflexão: A vida dos monges e monjas não está compreendida na sociedade. Para a sociedade cada mosteiro envolve um ar de mistério.
O Papa abre a cortina do segredo da vida dos mosteiros e da vida contemplativa. Mostra que esta vida enclausurada é muito útil para todos. Eles “tem o papel fundamental na Igreja”.-  “Através da oração a miséria dos homens se aproxima ao poder de Deus”. - O Papa Francisco, nesta “cultura de descarte” mostrou o valor e a importância da oração, da intercessão. Os Monges (as) sem cessar intercedem a Deus pelo mundo. Se não rezo por qualquer motivo, sei que alguém esta rezando por mim. Não estou abandonado nesta sociedade materialista.
Existe a gratuidade, a virtude que Jesus nos revelou e a qual nós esquecemos. Alguém gratuitamente intercede por nós. São os Monges e Monjas.

Um abraço e uma boa noite. Com a minha benção e a oração.
Dom Ceslau.

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Dom Ceslau Stanula - Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

ELEVAÇÃO - Glória Wendroff

Elevação


Você não é uma água-viva. Você não é uma coisa trêmula. É para você enfrentar o mundo, não fracassar. Não é para ser surrada pelos ventos do mundo. Não é para ser derrubada por todas as ondas. Não é uma vítima da vida e nem é para estar sempre a procura de vitória,  como se a vida fosse uma competição.

O prêmio já foi ganho. O prêmio é vitalício. Porém, o prêmio não vem já embalado para você. É como um kit que você tem que montar. Não estão faltando peças, mas você tem que encontrar o lugar delas. Você não é uma água-viva, nem é um mastro de navio que nunca oscila. A vida é viável. Você não está entrincheirado nela. Talvez você seja um pouco como uma bóia. Você flutua pra cima e pra baixo tão longe quando consegue chegar e ainda assim está ancorado.

Você não tem limites, embora, ao mesmo tempo,  não possa ir tão longe como poderia pensar. Você não é um salgueiro nem é um carvalho. Você é um ser humano vibrante. Você pode ser girado e lançado, e ainda assim cai em pé. Não importa o dano que você sinta que o mundo lhe causou, você cai sempre de pé.

Eu não estou lhe recomendando que tenha tempos difíceis, embora deva lhe dizer que aquilo que você chama de adversidade, de fato, o faz forte. Não fique procurando a adversidade, mas quando as coisas não saírem do seu modo, não fique assombrado. Você está sendo elevado para mais alto ainda.

Considere isto: Todas as pessoas que entram em sua vida contribuem para sua força. Você pode ver este ou aquele como um adversário, contudo, todo mundo em sua vida, não importa quão breve seja sua passagem por ela, é um bloco de sua construção. Considere as pessoas que entram em sua vida como operários. Eles podem lhe derrubar, mas também o elevam.

Talvez eles sejam uma pequena protuberância na estrada que você deva trilhar. Talvez os considere como vitaminas, algumas difíceis de engolir. Agradeça por todos que passam em sua vida, pois eles lhe impulsionam. Não importa o quão difícil esteja sendo para você, eles o pegam pelo cotovelo e o ajudam a subir outro degrau da escada da vida. Não que lhe ensinem algo. Você não é uma água-viva, embora eles possam estar em sua vida para lhe chacoalhar. Você não é um vidro de leite de coco para ser agitado.

É mais como se você fosse o coqueiro. Balance-o e um coco cai, e você se percebe dando frutos. Você nota que existe algo para você em tudo. Dar frutos não é o mesmo que perdê-los. O que estou dizendo é que a vida não o enfraquece, Amado. A vida o fortalece. Por mais impaciente que possa se sentir, por mais que ainda tenha que aprender, você está ficando mais forte. Forte significa mais flexível e também significa mais firme. Você consegue imagens mais claras. Com cada passo, descobre quão forte você é.

Não há nenhuma tempestade que não consiga agüentar. Você não foi fortalecido em preparação para a batalha. Não pense assim. Você foi fortalecido para que comece a conhecer sua própria força.

Você poderia, por favor, parar de ver falhas? O que você vê como sua maior falha pode muito bem ser sua força eminente. Não deixe de olhar com generosidade para si mesmo. Você é um ser de Luz.

"Gotas de Crystal" <gotasdecrystal@gmail..com>

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SABEDORIA E CONHECIMENTO ANDAM JUNTOS EM 'NEGO VÉIO'


Por Shirley M. Cavalcante(SMC)

José Carlos Barbosa nasceu em 2 de setembro de 1948 em Serra Azul (SP), na Fazenda Belo Horizonte. Radicou em Ribeirão Preto desde 1955, terra que o adotou como se fosse sua terra natal. Sempre estudou em escolas públicas, mas ao ingressar na universidade não chegou a terminar o curso de administração.

Tem outros cursos com certificados extracurriculares:
IBTF – Instituto Brasileiro de Educação e Tecnologia de Formação a Distância, Cooperativismo e Auto Emprego a Distância, Habilidade Específica em: Negociação e Resolução de Conflitos e A Gestão de Equipes do Programa Auto Emprego, com carga horária de 200 horas. Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho dezembro de 2006; Certificado: IBTF – Instituto Brasileiro de Educação e Tecnologia de Formação a Distância, Cooperativismo e Auto Emprego a Distância, com Habilidade Específica em: Como Elaborar um Plano de Empresa I e II, do Programa de Auto Emprego, com carga horária de 200 horas, Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho dezembro de 2006; Certificado –IBTF: Instituto Brasileiro de Educação e Tecnologia de Formação a Distância Cooperativismo e Auto Emprego a Distância, com Habilidade em: Plano de Marketing Estratégico, do Programa de Auto Emprego, com carga Horária de 145 horas, Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, dezembro de 2006. Foi caminhoneiro por algum tempo,  fundador do primeiro jornal no norte de Mato Grosso “Negócios e Negócios do Notão”, microempresário no ramo atacadista e representante comercial. Aposentado, hoje é presidente da Ordem dos Jornalistas de Ribeirão Preto e Região, membro da Casa do Poeta de Ribeirão Preto; UEI “União dos Escritores Independentes” de Ribeirão Preto; Grupo Médicos Escritores e Convidados. Barbosa é autor da Mostra dos Escritores de Ribeirão Preto e Região e Diretor do Sarau de Todas as Tribos.

Boa Leitura!

Escritor Barbosa, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que mais o atrai na arte de escrever?

Barbosa - Quero dizer que se falar José Carlos, não vai encontrar viv’alma que me identifica; agora se falar “o Barbosa escritor”, como sou conhecido em minha cidade e região... Para mim, escrever é como se estivesse viajando. Quando o tema chega, esqueço de tudo ao meu redor, então sento e as horas se vão, e chego a escrever um livro em uma noite, como tenho o mais recente escrito, ainda no prelo.

Como surgiu inspiração para o seu livro “Nego Véio”?

Barbosa - Desde a juventude eu gostava de escrever. Quase todo fim de tarde sentava e escrevia alguma coisa; era como se transferisse para o papel as confidências do dia a dia, mas acabava de escrever, acho que o estresse estava ali depositado, então jogava fora. O livro “Nego Véio” começou a ser escrito em um maço de cigarros desmanchado; guardei no bolso e depois criou vida, então guardei. Isto foi na década de 70, no entanto, foi publicado só agora em 2013.

Apresente-nos a obra.

Barbosa -“Nego Véio” nasceu em algum lugar da África, e quando estava atingindo o Kafo,foi capturado, como todos os escravos; foi comprado e viveu em uma fazenda. Era um exemplo e conselheiro dos escravos, era um iluminado que foi chamado para ser acompanhante e conselheiro do patrão, mesmo a contragosto dos seus.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio do enredo que compõe “Nego Véio”?

Barbosa - Transmitir aos demais que, mesmo sendo escravo, ele parecia ter um conhecimento que não se sabe o porquê, e como uma mente àquela época tão distante poderia ser iluminada.

Quais os principais desafios para a escrita desta obra literária?

Barbosa - Esta obra foi escrita em 1974, e é a única obra publicada pela FUNPEC –Editora. Em 2013, um editor me fez um desafio:disse que publicaria um livro meu se eu entregasse os originais no prazo oito dias e me daria de graça 500 livros. Esse foi o tempo suficiente para remontar o livro e assim foi. Ele perdeu a aposta e cumpriu com o prometido.

Qual o momento que mais o marcou enquanto escrevia o enredo que compõe o livro?

Barbosa - O ponto crucial deste livro foi o pranto no seu final, mas foi a minha maior felicidade, porque a maioria dos que o leram chorou ao ler o final. Então, foi um livro que causou comoção em todos os meus leitores.

Além de “Nego Véio”, você tem outros livros publicados. Apresente-nos os títulos e segmento.

Barbosa -
01 - Coisas de Boteco 1- Trocando o Divã pela mesa dos bares (3ª edição, esgotado)
02 - Coisas de boteco 2- A Caneta Etílica(esgotado)
03 - Coisas de boteco 3 - Verdades e mentiras
04 - Coisas de Boteco 4 - Essas mulheres
05 - Zumbi dos Palmares - O Rei Negro do Brasil 
06 - Luiz Gama - Precursor abolicionista (1ª biografia)
07 - Serra Azul - Oitenta anos de causos e prosa
08 - Nego Véio
09 - Organizador de uma Antologia da Ordem dos Velhos Jornalistas de Ribeirão Preto.
Aguardem, vem aí, para início do ano, “Quem matou o Mortalha?”

Onde podemos comprar seus livros?

Barbosa - Meus livros já foram enviados para vários países de três continentes; então quem se interessar, pode solicitar por: http://www.kgebeditora.com.br/vitrine.php (Pag Seguro); E-mail: kgebeditora@gmail.com

Você, por necessidade, se tornou editor de seus próprios livros; hoje ajuda outros escritores a produzirem os seus livros de forma independente. Comente sua trajetória literária e como é realizado este apoio.
Barbosa - Quando resolvi publicar o primeiro livro “Coisas de Boteco”, fiquei sabendo o que era a diferença entre livro publicado e editado, pela Biblioteca Nacional. Então, fiquei sabendo que o editor registrava os livros dos escritores, todos no seu ISBN e o Código de Barras também era o seu. Isto me irritou e comecei a alertar os escritores, então comecei a fazer os registros no nome de cada um e provar que aquela editora era um engodo. Era não, eles continuam sendo até hoje. Vários escritores não acreditavam que isto acontecia até que um deles foi se inscrever na UBE (União Brasileira dos Escritores) e não foi aceito porque o ISBN estava no nome desta editora. Somente aviso: – o livro não é seu.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Carlos Barbosa. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Barbosa - Se você é apenas leitor, deixo um texto:
“Em meus textos, quero chocar o leitor, não deixar que ele repouse na banguela dos lugares-comuns, das expressões acostumadas e domesticadas. Quero obrigá-lo a sentir uma novidade nas palavras”
João Guimarães Rosa

Agora, se você tem a intenção de ser um escritor!
Venha agora mesmo, temos uma série de oportunidades irresistíveis. É chegada a hora. Orçamentos sem compromisso, facilidade no pagamento. Enviamos seu livro a qualquer parte do país ou fora dele.

Fazemos digitação, diagramação, antologias, livros de família, livros técnicos etc. Fazemos também seu registro em seu nome na Biblioteca Nacional com ISBN e seu Código de Barras.

Oferecemos consultoria literária, auxiliamos na confecção do livro, do começo ao fim. Se tiver algum escrito engavetado, fale conosco, e lhe devolvemos em livro.


José Carlos Barbosa
Rua João Nuti 76 – Jd. Mosteiro
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil
CEP14085-510
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Twitter: @editorakgeb.com.br
Blog: KGeB Editora

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