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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O RIO, O CACAU E O MAR – Antonio Lourenço de Andrade Filho

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O Rio, o Cacau e o Mar


Em homenagem aos que lutam a favor da preservação do rio, que seja uma leitura de reflexão para tantos outros que não valorizaram a natureza!...

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Na cidade Grapiúna
Corre o rio Cachoeira
Seguindo agreste para o leste
Margens lindas, rochas e altas ribanceiras.

Chegando lentamente ao mar
Sangria de escunas
Que velozes cortam as águas 
Resvalam nas rochas e deixam rastros e espumas

Hoje, é o rio que chora?
Cheio de dejetos
Que d’antes, águas fundas e turvas
Saiam das matas virgens
Águas limpas e profundas
Onde a vida prosperava, e frutos davam
Levados em amêndoas, secas para o mar
Dias de glória, que por si transbordam

Ao longo do rio, escrevem a história
Em seu rico leito, alteram as águas
Das canoas, do cacau e das ricas barcaças
No fundo da memória, as lembranças do rio
Saídos das matas em constante passar as águas
Facões a fio, burros carregados e caboclos suados
Todos ao longo das matas, que margeiam o rio, e vão para o mar

Nas casas dos ricos, a luxuria ostentavam
Faz sentido saber das riquezas mil
Tolo endinheirado, à frieza mortal
Esvaziaram as matas e encheram as barcaças
Se não cuidar do rio, sedento de águas limpas
Pode-se um dia, como o cacau afundar
Das matas virgens, até o litoral

Contam na história e o tempo passa
Os homens se esquecem de suas tênues lembranças
Mas o tempo não perdoa e os faz pensar
Resistem às mágoas, mas das esperanças
O rio só não pode em seu leito voltar
E nem se pode a história,  mudar

Chora ao passar na cidade hostil
Onde se afoga em lagrimas
As águas sujas do rio
Recebe o lixo, que entulha o seu leito
As ríspidas verdades que ostentam a cidade
Como o luxo, estará também o lixo
Que deixam as suas águas sujas voltar

Falta o amor, e o respeito ao lar
Dos que jogam o lixo que entulham as águas
Que se esvaindo tristes, vão para o mar
No podão tenaz, um corte  voraz
Olhas! Ó gente, tu que matas o rio
E as vidas ao redor, que vãs, irão para o mar
No mar sombrio, o gosto amargo do rio
Sedento de águas límpidas, o rio não pode ficar

Também se afoga em mágoas, ó rio
Das águas sujas que despeja no mar
O mar de cor verde, e o azul de anil
Recebe dejetos sujos, que desce no rio
É triste receber tantas sujeiras!  
E o mar também quer se lamentar

Nas estradas perdidas que cortam as matas
Choram cantando como  pneus nas margens das estradas  
E a ferrugem corrói instantâneo, o concreto
Orgulho dos homens, engenheiros civis
Das pontes esquecidas que cortam os leitos dos rios

Beberam   águas belas e antes translúcidas
Agora deixa como as lagrima, às nascentes secar
Nascentes que eternamente servem aos rios
Sujas de óleo ou tingidas de sangue
As estradas negras do sul do Brasil
Terras agrestes do jequitibá

No mastro tremula a bandeira mucama
Jogando ao vento o símbolo nacional
No solo, as ricas bandeiras
Camacho do rico cacau
Do asfalto em luto, o pinche nas matas
Não mates também, o verde do mar

Assim tremulando triste no mastro
Mergulhando a fundo, o rasga mortalha
Perfurando o céu escuro o relâmpago lastreia
No breu as estrelas tornam-se opacas
O mar frio agita-se sombrio
Recebendo as águas sujas do rio

Matam as baleias intoxicadas
Num rugido triste,  despede-se do mar
Encalhadas e mortas lamentos e tristezas
Cadáveres boiando,  num triste sonar
Fatais ambições
Faltam-nos a nós, a nobreza
Dos animais encalhados que sucumbem nas areias
Em um atordoante lamento e um triste pesar
A morte também é gigante no mar

Sobre a ponte onde passa o cacau
Sob a ponte, as águas e as areias
És rica, ó estrada, lenta assassina
Estais perdidas nas matas
Quase sem vida, as matas margeiam
Entulham o rio e vão para o mar
Nos recifes se afogam as verdes vertentes
E o recanto triste das lindas nascentes
No verde das pedras as lindas sereias
Choram também a morte do mar

És grapiúna, na duvida, os versos
Na verdade  dos versos, há prosas
Diga-me sem pestanejar!
Se for à estrada da ponte que corre do rio
Serpenteiam nas laterais, que a morte margeia
Mas retiram o cacau e vão para o mar
Ou se o rio que corre da estrada da ponte
Serpenteia nas matas a vida margeia
Mas retiram o cacau e vão para o mar

Saindo nas estradas embarcam em navios
E quase sem vida também corre as águas do rio
Sedentos os homens, só querem ganhar
Refinam o cacau e consomem as matas
No amarelo da bandeira, o capitalismo hostil  
O verde das matas, o azul do céu e as águas do rio

São grapiúna, homens vorazes das matas
Cuidado com as cuias ricas do seu rico cacau
Ouro verde cobiçado nas matas
A sede volta e não se esqueçam da história
Há ricos que ficaram pobres
E se matam nas praças
E os pobres miseráveis
Atirados nas estradas
Vistos as margens das leis
Degradam a visão e a posição social

Não há cacau nas barcaças
O rio seca, mas fica na memória
E as suas ultimas águas ainda se arrastam
Correm como se fossem as ultimas lagrima
Que correrão sozinhas para o mar
Sem dúvida, apenas um dia restará?
O amargo do chocolate, as areias do rio, e o sal do mar.



                                        Antonio Lourenço de Andrade Filho
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HINO AOS 300 ANOS DE APARECIDA - Padre Ezequiel

Trezentos anos de Aparecida
Ligue o vídeo abaixo:

Padre Ezequiel

Natural de Paraí (RS), padre Ezequiel é sacerdote da Diocese de Caxias do Sul. Também é cantor e compositor e lidera o Projeto Despertai para o Amor. Formado em Filosofia e Teologia, é mestrando em Teologia pela PUCRS.
Seu lema sacerdotal é: "Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele" 

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Trezentos anos de Aparecida
Trezentos anos de devoção
Nossa senhora das águas surgida
Aponta o caminho de um Brasil irmão

És a senhora de nossas famílias
Intercessora sustento na dor
Nossa Senhora das mãos que partilham
A vida, os sonhos, a paz e o amor

És a senhora dos mais pequeninos
Dos corações machucados sem luz
És a estrela a guiar os caminhos
Dar rumo certo apontando Jesus

Trezentos anos de Aparecida
Trezentos anos de devoção
Nossa senhora das águas surgida
Aponta o caminho de um Brasil irmão

És a senhora Morena das cores
As diferenças em ti encontram paz
A nossa pátria de tantos amores
A ti venera e o respeito refaz

És mãe que ensina a ficarmos em pé
Lançar sementes mesmo em meio à dor
Tua confiança nos mostra que a fé
É a maior força se unida ao amor

Trezentos anos de Aparecida
Trezentos anos de devoção
Nossa senhora das águas surgida
Aponta o caminho de um Brasil irmão

Padre Ezequiel



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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

ALGUMAS FRASES PARA REFLEXÃO – Agência Boa Imprensa

8 de outubro de 2017
Agência Boa Imprensa


“O Santo Rosário incendiou os fiéis de amor, e deu-lhes nova vida
(São Pio V)

*** 
“O Rosário é um tesouro inestimável inspirado por Deus”
(São Luís Maria Grignion de Montfort)

*** 
“Almas simples com seu Rosário conseguem todas as graças e são esclarecidas com singulares luzes em todas as suas situações”
(São Pedro Julián Eymard)

*** 
 “O Santo Rosário contém todo o mérito da oração vocal e toda a virtude da oração mental”
(Santa Rosa de Lima)

*** 
 “O Santo Rosário é a mais divina das devoções”
(São Carlos Borromeu)

*** 
 “No Santo Rosário encontrei os atrativos mais doces, mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir a Deus.”
(Santa Teresa de Jesus)

 ***
 “Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: a Santa Missa e o Santo Rosário.”
(São João Bosco)

*** 
“Se algum apóstolo quiser saber como será julgada sua vida no Tribunal eterno, não indague tanto sobre os caminhos que palmilhou ou as gotas de suor que de sua fronte gotejaram. Indague, sim, das horas passadas de Rosário em punho, aos pés do Tabernáculo”
(Plinio Corrêa de Oliveira)

*** 


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O CANDOMBLÉ QUE VIROU CIDADE - José Pereira da Costa


O candomblé que virou cidade 

            Sobre Anastácia e seu candomblé em Estreito D’ Água quero informar ao leitor que foi devido aquela casa de feiticeiros que ali se aglomeravam grande número de pessoas, uns para procurar remédio para si, ou pessoas suas, outros para saber de sua sorte e ainda fazer e desmanchar feitiço, casamentos e separações de corpos. Anastácia precisou fazer um enorme barracão dentro da mata para os casos de esconderijo de moças roubadas, mulheres casadas, etc. o volume de negócios e lucros cresceu a ponto de haver quem se lembrasse de construir casinha à beira da estrada perto daquele candomblé, para aluguel, para abrigar centenas de pessoas que para ali afluíam pela fama do candomblé. Para tanto, foi preciso que o capitão Caboclo cedesse a beira do rio, terreno de sua propriedade. Não tardou para o terreno se encher de casas, começando o arraial de Estreito D’ Água

            Foi também edificado um casarão aberto para pouso de quem subia ou descia com tropas, com o nome de rancharia. Surgiu o comércio local de madeira tal que os produtos vindos do sertão eram ali vendidos em larga escala, como carne-de-sol, toucinho, farinha, feijão, requeijão, manteiga, por ser um centro de grande população. Não tardou para os poderes constituídos instalarem suas cobranças de impostos dos transeuntes comerciais através de coletoria estadual e das subprefeituras municipais.

            Em 1927, o Cel. Henrique Alves, intendente de Itabuna, teve notícias de fatos deprimentes praticados pelo candomblé de Anastácia e mandou acabar com aquele feiticismo. Anastácia, para não ser presa, teve que fugir para Salvador, de onde jamais voltou. Entretanto, Estreito D’ Água não parou o seu crescimento e desenvolvimento. Após a retirada de Anastácia, Temístocles Lisboa, mais conhecido como capitão, tomou a si  o desejo de tornar aquele arraial numa próspera cidade. Para isto facilitava terras e material de construção a todo aquele que quisesse construir,  e aproveitando uma Santa Missão que ali foi realizada, em 1928. Caboclo e demais representantes daquele arraial mudaram seu nome para Vila de Itaúna.

            Vila de Itaúna, lendária,  foi no passado o maior centro de malfeitores e assassinos de todas as espécies. Foi ali que Edwirgem Kanassu instalou o seu último quartel-general onde foi assassinado por Thedorinho. Local, onde Quintino Marques, general-em-chefe das forças armadas do Dr. Gileno Amado, residia e distribuía ordens. Ali o Ferreira e sua mulher matara Joãozinho, seu maior amigo para roubarem dele 15 contos de réis e depois o enterram dentro de um quarto da casa. Mais tarde, aquele mau cheiro tomou conta da casa e eles tiveram que arrancar aquele corpo já putrefeito, e foram enterrá-lo novamente na beiro do rio. Nesta oportunidade, um pé do morto largou com  sapato, e pela manhã foi encontrado por um menino e daí a pista para se encontrar Joãozinho há 15 dias desaparecido.  Descobertos os criminosos, mulher e marido foram interrogados e confessaram que mataram Joãozinho para lhe roubarem 15 contos de réis que ele tinha amarrado na cintura em uma lona. Com aquele dinheiro eles comprariam material para fazer dinheiro. Perguntado: “Que dinheiro vocês fabricam?”.  “Nós fabricamos os cinco mil réis da asas do avião de santos Dumont”. “existem alguns prontos?”. “Temos já prontos para passar cem moedas”. “Onde estão?”. “Estão guardados em casa”. A esta altura a polícia leva-os em casa, e ali estavam cem moedas prontas, ipsis verbis, que “junto às verdadeiras não havia nenhuma diferença”. Presos e processados pela Justiça de Itabuna, vão a júri e ele pega 30 anos de prisão celular e ela é absolvida porque seu amigo dissera que ela não tinha ajudado a matar Joãozinho, apenas sabia do plano e ajudou a sepultá-lo. Dizem que após certos tempos, aquele sentenciado especializou-se tanto em inventos que foi comutada a sua pena e retirado para trabalhar em setores industrializados.

            Falando ainda sobre a vila lendária de Itaúna, quero dizer aos leitores de minha história que os fatos acontecidos ali, não foram somente os aqui citados. Temos mais os de Antônio Mineiro, Pedro Dantas e Bigode de Ouro e a registrar a vinda para aquela sinistra vila da Chapada de Dimas, aquele que roubava para dar aos pobres e que ressuscitou em Itaúna. Nomeado coletor estadual, Dimas de Itaúna, continuou naquela vila que passou para cidadania de Itapé e por duas vezes foi às urnas livres de Itaúna, sendo eleito prefeito, não obstante sua lenda através do seu passado. Com a morte do seu parceiro que a eternidade precisava de sua presença, lá se foi Dimas atrás do amigo para formar sua diretriz política na eternidade, traçando um plano para subirem até o céu ou voltaram à terra com as honrarias do passado. (É tarde, lá eu quero vê-lo carregando macadame* para encher caminhões).

            De referência ainda a Itapé, continua sem solução o crime do Atola Tamanco, do vendião de pão. Em Itapé, em dias de matança de gado, primeiro sai a vaca ou o boi laçado e na rua lhe são furados os dois olhos de ferrão. Depois cortam-se as orelhas, os beiços e até a língua da rês. Certo dia estava ali o fiscal da Lei de Proteção ao Animal que vendo aquilo, perguntou a um vaqueiro: “Por que fazem assim com o animal?”. Responderam: “É cinema para os pobres assistir, já que eles não pode ir assistir o cinema, vê aqui de graça”. Aquele fiscal indignado, voltou a Itabuna, esteve com o Dr. Fontes, o juiz da Comarca e lhe narrou aquele fato, tendo aquele juiz, mandado tomar todo o ferrão daqueles indesejáveis magarefes, em número de 10 e detê-los.

            Um certo prefeito de Itapé ao assumir o cargo ordenou a seus fiscais: “Todo animal que vocês encontrarem solto na rua, prenda-o a minha ordem, e ponha-o no curral do Conselho, quando aparecer o dono cobre-se 50 cruzeiros, e os que não forem procurados por invalidez deixe-o por lá morrer”. Aquele fiscal da Lei de Proteção  do Animal teve notícia da ordem, foi ao curral, e lá o funcionário lhe confirmou: “Ontem morrerem seis jegues e uma jega com o jeguinho, de fome e sede”. O fiscal procurou o prefeito e lhe perguntou se sabia que os animais presos à sua ordem, o Curral do Conselho estavam morrendo de fome  e sede. Respondeu: “Sei”. “E o senhor ignora a Lei de Proteção ao Animal?”. Respondeu: “Venha em termos”, e deu as costas ao fiscal. O fiscal foi a Itabuna tomar providências para por termo naquela injustiça, quando é procurado por um vereador que se propôs resolver o despotismo do prefeito e acabar com o suplício aos animais. “Vejam só, quando é que Itapé toma o caminho da civilização?”. Desse modo, Deus, vendo que aquele lugar não devia continuar, mandou que o rio Cachoeira o destruísse, e assim, em 67, foi mais da metade da cidade destruída, com outra enchente igual a de 68 e 69. Porque aquilo foi começado mal e será acabado pelo mal!
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*Macadame - mistura de areia e cimento usada para pavimentar ruas.


(TERRA, SUOR E SANGUE – LEMBRANÇA DO PASSADO – HISTÓRIA DA REGIÃO CACAUEIRA - Cap. XIV)

José Pereira da Costa

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

MEC QUER IMPOR “NA MARRA” A ABSURDA E ANTINATURAL IDEOLOGIA DE GÊNERO

10 de outubro de 2017
Paulo Roberto Campos


Hoje tomei conhecimento de uma apreciável “Nota Pastoral sobre o risco da ideologia de gênero”, de Dom Antonio Carlos Rossi Keller, bispo de Frederico Westphalen (RS). [*] 

Diante de tão grave problema, que atenta violentamente contra as crianças brasileiras — com a obrigação imposta pelo MEC de se "ensinar”Ideologia de Gênero em todas as escolas (públicas e privadas) —, constamos um silêncio por parte da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) não condenando categoricamente tal normativa do Ministério da Educação. Este estabelece, já para o próximo ano letivo, o ensinamento absurdo, anticientífico e oposto à ordem natural estabelecida por Deus, que criou o homem e a mulher (Cfr. Gênesis 1, 26-27). Assim, ficamos contentes em ouvir a voz de um bispo da Santa Igreja se levantar em defesa dos ensinamentos perenes do Magistério infalível.

Ao mesmo tempo, Dom Keller defende os valores da instituição da família e condena os doutrinadores de tal nefasta ideologia. Estes sinistros doutrinadores já estão (des)ensinado às nossas crianças que não existe apenas os gêneros masculino e feminino, mas que existem quase 40 tipos de gêneros… E cada criança pode escolher que gênero deseja para si!

Seguem excertos, que extraí da “Nota Pastoral”, que me pareceram mais relevantes.

NOTA PASTORAL SOBRE O RISCO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO NA BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM, DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.
Caríssimos sacerdotes, diáconos, consagrados e consagradas, fiéis leigos e pessoas de boa vontade da nossa Diocese de Frederico Westphalen (RS), dirijo-lhes esta Nota Pastoral a fim de alertá-los sobre um assunto de capital importância para o futuro de toda a Humanidade: a implantação da antinatural “ideologia de gênero” na Base Nacional Curricular Comum (BNCC), do Ministério da Educação, a ser, a partir de 2018, aplicada — obrigatoriamente — em todas as escolas de nível Fundamental e Médio[1]deste nosso amado, mas tão sofrido Brasil.

Ora, ainda que contrarie a mentalidade do “politicamente correto”, e, por isso sofra ácidas críticas, a Igreja, tem — como bem asseverou o Papa Bento XVI, em 19 de janeiro de 2013, especialmente por meio dos Bispos, enquanto “vigilantes” (episkopoi) da fé e da moral — a missão de precaver o Povo de Deus dos perigos iminentes. Falava, então, o Pontífice: “os Pastores da Igreja – a qual é ‘coluna e sustentáculo da verdade’ (1Tm 3,15) — têm o dever de alertar contra estas derivas tanto os fiéis católicos como qualquer pessoa de boa vontade e de razão reta”.

É, pois, com este propósito de servir ao bom Povo de Deus a mim confiado, por meio da Mãe Igreja, que escrevo esta Nota Pastoral com votos de que possa ela chegar — com saudações de bênção e paz — ao maior número de pessoas neste momento crucial da História.

QUE É IDEOLOGIA DE GÊNERO?

A ideologia de gênero, difundida a partir das décadas de 1960/70 do século XX, quer ensinar que a masculinidade (ser homem) e a feminilidade (ser mulher) não são determinadas pelo sexo biológico dado pela natureza, mas, sim, pela cultura ou pelo gênero. Este, fruto de mera construção social e linguística, ensina — em oposição à Biologia — três ou mais[2] variantes ao ser humano: ele poderia ser masculino, feminino ou neutro (nem um nem outro).

Ora, para fazer a sociedade aceitar, passivamente, tal ideologia que, se aplicada, destruiria por completo a humanidade[3], há um longo trabalho em curso. Visa levar à “desconstrução” cultural gradativa, mas firme, da sociedade, começando pela família e pela educação escolar. Primeiro, de um modo ambíguo para quem ouve, depois, de forma clara capaz de induzir cada ser humano a aceitar tamanha afronta à Lei natural física e moral presentes, qual marca do Fabricante, na natureza de cada homem e de cada mulher. Homem e mulher que não se contrapõem, mas, ao contrário, complementam-se de modo harmonioso.

Como não perceber, portanto, que a tentativa de inserção da ideologia de gênero na BNCC atende a interesses ideológicos colonizadores bem determinados, e não ao genuíno bom-senso do povo brasileiro que rejeitou, vigorosamente, tão nefasta ideologia em todos os âmbitos educacionais (nacional, estadual e municipal) nos quais ela, sorrateiramente e à força, tentou adentrar?

PURA IDEOLOGIA ANTICIENTÍFICA

Reporto-me apenas a uma recente e ilustrativa notícia exibida no site Aleteia[4] na qual se lê que:

“Em 2011, um documentário transmitido em rede nacional na Noruega abalou a credibilidade dos defensores da ideologia de gênero nos países da Escandinávia”.

“O Conselho Nórdico de Ministros, que inclui autoridades da Noruega, da Suécia, da Dinamarca, da Finlândia e da Islândia, determinou a suspensão dos financiamentos até então concedidos ao Instituto Nórdico de Gênero, entidade promotora de ideias ligadas às chamadas ‘teorias de gênero’. A medida veio após a exibição, em 2010, do filme Hjernevask (‘Lavagem Cerebral’), que questionava os fundamentos científicos dessas teorias – que, de fato, não passam de teorias sem comprovação empírica”.

“A produção do sociólogo e ator Harald Eia contrapõe as afirmações dos defensores da teoria de gênero com outras de estudiosos das Neurociências e da Psicologia Evolutiva. Enquanto os teóricos do gênero afirmam que não há fundamento biológico nas diferenças de comportamento entre homens e mulheres e que elas se devem meramente a construções sociais, os outros cientistas mostram resultados de testes empíricos que constatam diferenças inatas nas preferências e comportamentos de homens e mulheres.”

“Os estudiosos das Neurociências admitem que a cultura exerce influência nos comportamentos, mas demonstram que os genes são determinantes para algumas condutas. Já os teóricos do gênero afirmam que “não veem verdade” nas pesquisas dos neurocientistas, embora toda a base dos seus estudos de gênero seja apenas teórica e não empírica.”

“No vídeo, a ‘filósofa do gênero’ Catherine Egeland, uma das entrevistadas, chega a afirmar que ‘não se interessa nem um pouco’ por esse tipo de ciência e que ‘é espantoso que as pessoas se interessem em pesquisar essas diferenças’ (!). (Destaque nosso)”

A pergunta a ser feita é: quem, em sã consciência, deixaria seus filhos — crianças e adolescentes — entregues a um currículo fundamentado em uma ideologia antinatural e anticientífica, como é a famigerada ideologia de gênero?

UMA EXORTAÇÃO À RESPEITOSA E FIRME REAÇÃO

Diante do que, brevemente, acabo de expor só me resta pedir, com toda a convicção, a cada um(a) a quem esta Nota chegar, pelos tantos meios de que hoje dispomos, que, dentro da lei e da ordem, expresse o seu vigoroso “Não” à inserção da antinatural, anticientífica e impopular ideologia de gênero na BNCC, do Ministério da Educação. Uma das formas úteis de fazê-lo é pelo link colocado ao final desta Nota.

Nossa pecaminosa omissão certamente custará caro a crianças e adolescentes envoltos, obrigatoriamente, nas escolas, à doutrinação da ideologia de gênero a partir do ano letivo de 2018.

Neste espírito, abençoo a todos e a cada um com suas famílias e comunidades com votos de que a Mãe Aparecida, cujo tricentenário celebramos neste ano, e São José, defensor da Sagrada Família de Nazaré, intercedam pelo nosso tão sofrido Brasil.

Frederico Westphalen, 12 de setembro de 2017.
Memória Litúrgica do Santíssimo Nome de Maria
+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen
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[*] http://www.diocesefw.com.br/noticia/291
[1] Cf. http://www.citizengo.org/pt-pt/node/87279, acesso em: 08/09/17
[2] Há quem chegue a nomear cinco ou seis gêneros: “heterossexual masculino, heterossexual feminino, homossexual, lésbica, bissexual e indiferenciado” (J. Burgraff. Gênero (Gender) in Pontifício Conselho para a Família,Lexicon: termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas. Brasília: CNBB, 2014, p. 454 – excelente fonte de consulta e trabalho).
[3] J. Scala. Ideologia de gênero: neototalitarismo e morte da família. São Paulo: Katechesis/Artpress, 2011 – obra referencial no tema.
[4]https://pt.aleteia.org/2017/09/08/documentario-noruegues-abala-credibilidade-da-ideologia-de-genero/, acesso em: 09/09/17.



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ROMANCE DA INFÂNCIA - Cyro de Mattos

Romance  da infância 
Cyro de Mattos


              Já vai longe o tempo da infância na cidade onde nasci. Tinha poucas ruas calçadas,  três ou quatro bairros, o jardim, o cinema, o ginásio e a igrejinha. Seu rio, chamado  Cachoeira, descia sereno no tempo de estio. Era brabo na cheia, derrubava as casas ribeirinhas,  alagava ruas, levava no lombo  até bicho grande morto. Dividia a cidade em duas partes. Uma gente pobre tirava dele o sustento de suas famílias: lavadeiras, tiradores de areia,  pescadores e aguadeiros.

              Lá, naquela cidade distante,  joguei bola com a turma de queridos amigos nos campinhos improvisados dos terrenos baldios.  Roubei fruta madura nos quintais das casas perto da beira do rio.  Brinquei de mocinho e bandido. Fiz a primeira comunhão e tive a primeira namorada. Esbanjei alegria no meu primeiro carnaval pelo salão do clube social.
 
              Lá também criei vaga-lumes para vê-los à noite piscando no quarto. Nadei como um peixe ágil nos poços bem claros do rio que tinha as águas doces. Andei como um bicho solto, sem ter medo  de nada, nos caminhos do mato. Feito pássaro dava cada voo com o vento mais alto. Quando cresci, soube que  a infância tem um sabor de fruta doce  que acaba quando chega o tempo dos homens.

              Não querendo que aqueles dias vividos com aventuras, descobertas e sustos esplêndidos se perdessem no tempo que se foi, sem que eu percebesse de tão rápido, ficando na alma trancados pelos homens,  resolvi então escrever algumas breves ficções com pedaços da infância. Nesses episódios que reinventei  com os fios eternos do sonho, procuro   compartilhar com quem quiser ler  um pouco da aventura da vida. Percorro caminhos,  para encontrar o menino na fumaça do tempo, mas que ainda pulsa no meu coração porque não se cansou de ser menino. Assim, anuncio que acabo de escrever meu segundo romance, Nada Era Melhor, que se destina ao leitor iniciante, mas também adulto. . .

              Cada  episódio desse romance  pode ser concebido como uma história, já que  possui autonomia na sua narrativa, conduzida na trama  com  os elementos tradicionais do tempo desmembrado com princípio, meio e fim. Como cada um dos episódios  é protagonizado por um menino em sua pré-adolescência, tendo como espaço de  suas aventuras  a infância,  o lugar onde elas acontecem sendo  uma cidade do interior baiano, no caso a cidade onde nasci, na primeira  metade do século XX, com personagens secundárias que  participam algumas vezes de muitos eventos,  não se pode deixar de considerar que Nada Era Melhor é uma história representativa da primeira fase da vida. Um romance,  de iniciação, como alguns escritores já fizeram na literatura ocidental.  E de maneira fascinante.

              Mas aviso aos navegantes da barca literária que longe de mim a  pretensão de querer ser um  desses admiráveis ficcionistas, tecedores  da infância  com pedaços coloridos duma aventura inocente e vibrante.  Estaria realizado como autor se, por exemplo,  tivesse assinado Menino de Engenho, de José Lins do Rego, ou  Menino no Espelho, de Fernando Sabino.

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Cyro de Mattos é escritor e poeta. 
Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Publicado nos Estados Unidos, Dinamarca, Rússia, Portugal, Espanha, Itália, França e Alemanha. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia. Doutor  Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC.

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FESTA PARA CRIANÇAS 12/10 NA AABB ITABUNA

Crianças fazem a festa no salão do clube

Dia das Crianças é dia de festa na AABB Itabuna

   
Uma completa estrutura de clube vai se juntar a uma completa estrutura de diversão. AABB Itabuna e Juka Kids vão transformar o Salão Social do clube num lugar com tudo que as crianças mais gostam no feriado de 12 de Outubro, dia delas, a partir de 11 da manhã.

Com acesso também para quem não é sócio, a festa vai ser animada pelos palhaços Paçoca e Pirulito, por personagens vivos de desenho animado e também por novos e conhecidos super-heróis.

Ainda no Salão, os pequenos vão brincar no miniparque com pula-pula, piscina de bolinhas, túnel, escorregador e outros equipamentos, além de curtir zoo maquiagem, brincadeiras interativas, jogos lúdicos, bonecos andantes e ganhar pipoca, doces e brindes.

Música ao vivo, almoço, petiscos, bebidas

Já para os sócios e convidados, todo o clube à disposição: piscinas semiolímpica, toboágua e infantil, salão de jogos, playground, campos, quadras. E música ao vivo, com toda a interatividade de Sérgio Pezza e Zanza Oliver, no palco do Parque Aquático a partir de meio-dia.

No restaurante da própria AABB, pratos à base de carnes, aves, peixes, massas e aperitivos/tira-gostos, além de bebidas prontas e preparadas na hora, com equipes de cozinha e de garçons capacitados para bem servir a todos.

A entrada é gratuita para o associado. Não sócio tem ingresso a R$ 20,00 por criança (com direito a dois adultos grátis). Mais informações na secretaria do clube, pessoalmente, ou pelos telefones (Oi fixo) 3211-2771 e 3211-4843.


Contatos – Karla (9.8809-4454 / Oi) e Rodrigo Xavier (9.9147-7188 / Tim)
Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: 9.9133-4523 (Tim) / 9.8877-7701 (Oi)

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