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terça-feira, 7 de março de 2017

MULHERES ACUADAS – ATÉ QUANDO? - Mírian Warttusch

Mulheres acuadas – Até quando? 
(Lei Maria da Penha – 11.340)


Respeite-se a mulher, vaso sagrado,
Não sofra agressões, confinamento.
Seja amoroso o homem ao seu lado,
Não a agrida nem por um momento.

Homens embrutecidos – covardia!
Mulheres acuadas, indefesas,
Descalabro que vemos todo dia,
Em suas vidas cheias de incertezas.

Nem a justiça tem capacidade,
De conter a mão de um assassino.
Registrada a queixa diga-se, em verdade,
A mulher teme pelo seu destino.

Mesmo notificado esse agressor,
Em suas mãos a caça quer sentir.
A justiça pra ele não tem nenhum valor.
Não se intimida e volta a agredir.

Ninguém acode essa mulher sofrida!
Fica à mercê do seu terrível algoz.
Apanha e cala, teme pela vida.
Faz do silêncio um aliado atroz.

De tudo isso, uma cruel certeza:
Nas mãos do companheiro, espezinhada,
Ninguém que a defenda, fraca e indefesa,
A mulher termina sendo assassinada.


Mírian Warttusch


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SEM ELAS? SERIA IMPOSSÍVEL! - Antonio Nunes de Souza

Sem elas? Seria impossível!  

Tenho plena certeza e convicção que, seguramente, sem elas seria impossível viver nesse planeta agitado e de comportamentos cheios de adversidades!

Qualquer homem sensato que leu o parágrafo acima, deve ter logo adivinhado que a minha observação é sobre as “mulheres”!

Essas luminosas e iluminadas criaturas que Deus, na sua celestial sabedoria, colocou no mundo para alegrar a vida e, ao mesmo tempo, perpetuar a espécie distribuindo afeto, amor, carinho e compreensão. Depois D’Ele criar o paraíso com a beleza que é, fez o homem e, antes de descansar, percebeu que alguma coisa importante estava faltando. Se existia um casal de todos animais, por que o homem ficaria sozinho?

Então com a magia dos seus poderes, já que o barro do local havia acabado, sacou uma costela do homem, aumentou Santificadamente a quantidade da argila e, sem nem pestanejar, já que o modelo era, praticamente o mesmo, começou a esculturar com carinho e afetividade, um novo ser cheio de curvas bonitas, coração transbordando de solidariedade e muito amor para alegrar o paraíso!

Temos a obrigatoriedade de respeitar, e muito, esse ser divino que resiste aos absurdos tratamentos de alguns homens, cegos, loucos e grandes porcos chauvinistas que, grosseiramente, não sabem lidar com essas criaturas tão delicadas e meigas que Deus nos deu!

E elas não tem defeitos? Claro que tem! São seres humanos e, com certeza, seus pequenos defeitos são graças ao tratamento recebido durante sua vida, descontrole emocional
de pais inábeis e mal educados, discriminações na infância ou juventude, falta de escolaridade e, principalmente, carinho e assistência na infância.

È preciso que os homens, sem as peculiares prepotências e se julgarem superiores, passem a dar o valor que elas merecem, pois, verdadeiramente: “Sem elas? Seria impossível!”

Essa é a minha modesta, porém justa e sincera, homenagem ao "DIA INTERNACIONAL DA MULHER!”


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL 

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CONVITE: UTOPIA IGUALITÁRIA — Aviltamento da dignidade humana

7 de março de 2017
Palestra:
UTOPIA IGUALITÁRIA — Aviltamento da dignidade humana


Adolpho Lindenberg irá expor em sua conferência no Club Homs, no próximo dia 16 (quinta-feira), que a ditadura do igualitarismo constitui violento atentado à ordem natural das coisas e discorrerá a respeito do papel e da extensão da utopia igualitária moderna, na vida do homem do século XXI.

O expositor — que é presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, Arquiteto, Fundador da Construtora Adolpho Lindenberg — demonstrará que a hierarquia social não é uma “cascata de desprezos”, mas sim um fator de harmonia e concórdia entre classes sociais distintas.

A manifestação de superioridade de um homem em relação a outro é sempre chocante, ofensiva, revoltante? A superioridade gera necessariamente uma opressão do superior sobre o inferior, como afirmam os marxistas? A libertação desse jugo não requer a eliminação progressiva de todas as superioridades?

Os contrastes entre os muito ricos e os muito pobres não são de molde a nos afrontar e despertar vontade de alterar o atual establishment? Não somos todos filhos de Deus, não partilhamos da mesma natureza, não temos os mesmos direitos? Deus, que é Pai e é bom, amando todos os seus filhos, pode aprovar a existência de desigualdades de classes, de fortuna, de saúde, e tantas outras? O aforismo segundo o qual se dois seres forem totalmente iguais um deles é supérfluo, é verdadeiro ou falso?

Tais perguntas — que ouvimos com frequência e indicam o quanto a utopia igualitária influencia a mentalidade do homem moderno — serão respondidas por Adolpho Lindenberg, que recentemente lançou a obra com o título em epígrafe. Ele sustenta que a ditadura do igualitarismo constitui um violento atentado contra a liberdade e a própria dignidade da pessoa humana.

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Para se inscrever, gratuitamente, a fim de assistir tal conferência, click no seguinte link:
Data:  16 de março de 2017
Horário:  19h
Local:  Clube Homs (Av. Paulista, 735)
São Paulo – Capital


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PAPA FRANCISCO: MURO CUBANO, PONTES E DESMORONAMENTOS

3 de março de 2017
Armando F. Valladares (*)



É sintomática a recente atitude do regime cubano de proibir a entrada em Cuba do secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, do ex-presidente do México, Felipe Calderón, e da ex-ministra chilena Mariana Aylwin. Eles participariam de uma homenagem ao dissidente cubano Oswaldo Payá [foto abaixo], morto em 2012 em um suspeito acidente de trânsito, cujas características levaram sua família e observadores internacionais a qualificar o “acidente” como um assassinato.



O ex-presidente Calderón, depois de qualificar de “despótica” e “indignante” a proibição castrista, afirmou que, em sua opinião, essa medida transforma em pedaços a sua expectativa e a de outras personalidades internacionais de que “as coisas mudariam” na Cuba comunista, caso se contemporizasse com o seu regime.

Vinte ex-presidentes ibero-americanos, a chancelaria chilena e várias personalidades condenaram a proibição da entrada de Almagro, Calderón e Aylwin em Cuba. Em sentido contrário, a diplomacia vaticana manteve, segundo consta, um hermético e sintomático silêncio.

Por ocasião de sua viagem a Cuba, em setembro de 2015, o Papa Francisco disse que os “muros” deviam ser derrubados para darem lugar a “pontes”. Tal como se divulgou, foi ele próprio quem se encarregou de orientar a diplomacia do Vaticano para construir uma “ponte” entre o regime cubano e o governo Obama, levando o então presidente americano viajar a Cuba em março de 2016, poucos meses após a visita papal.



No seu conjunto, tanto a viagem papal quanto a de Obama, interpretadas por muitos como uma ajuda para alcançar a liberdade do povo cubano, constituíram pelo contrário, objetiva e independentemente das intenções daqueles altos protagonistas, um gigantesco respaldo publicitário ao regime da Ilha-prisão.

Imitando Francisco ou Obama, outras chancelarias e organismos internacionais estenderam pontes para Cuba. Dois anos depois, a repressão do regime comunista não fez senão aumentar. Os resultados estão à vista. São as “pontes” e não os “muros” castristas que estão se desmoronando.

Em 3 de outubro de 2015, poucos dias após a viagem papal a Cuba, no artigo intitulado “Francisco abraça os lobos e sustenta o muro comunista”, tive ocasião de alertar com profunda dor, enquanto católico, cubano e ex-prisioneiro político durante décadas, que na realidade as “pontes” em construção sob o auspício de Francisco estavam servindo não para a libertação do povo cubano, mas para ajudar política, financeira e diplomaticamente o regime comunista de Havana.

E vi-me obrigado a constatar que, lamentavelmente, Francisco está sendo o principal arquiteto da construção da nefasta “ponte” obamista e do reforço do “muro” da vergonha que continua oprimindo os habitantes da Ilha-prisão.
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(*)  Armando Valladares, escritor, pintor e poeta, passou 22 anos nas prisões políticas de Cuba. É autor do best-seller “Contra toda a esperança”, no qual narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos perante a Comissão de Direitos Humanos da ONU durante as administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial Cidadão e Superior Award do Departamento de Estado. Em 2016 foi condecorado com a Medalha de Canterbury, prêmio devido à sua luta pela liberdade religiosa no mundo inteiro, patrocinado pelo Fundo Becket pela Liberdade Religiosa. Escreveu numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “Ostpolitik” do Vaticano em relação a Cuba, vários dos quais podem ser lidos no site http://www.cubdest.org.

Referências:
“Francisco abraça os lobos e sustenta o ‘muro” Comunista” (Armando F. Valladares).
“Papa Francisco: ‘divisão’, caos e autodemolição” (Destaque Internacional)
“Cuba: Francisco, um papa que lavou suas mãos”
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Nota: Este artigo publicado em “Destaque Internacional” (27-2-17), traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser reproduzido livremente em qualquer mídia impressa ou eletrônica.



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segunda-feira, 6 de março de 2017

CÂNTICO DA VINHA – Marília Benício dos Santos

Foto: Arquivo ICAL

Cântico da vinha


“Naquele dia se dirá: cantai a bela vinha!
Eu, o Senhor, sou o vinhateiro, no momento oportuno eu a rego e fim de que seus sarmentos não murchem. Dia e noite eu a vigio e nada tenho contra ela.”


      Meu Deus querido, eu sou a sua vinha. Vós sois o meu vinhateiro. Como é bom sentir-me regada por vós!

      Sentir-me vigiada dia e noite, não vigiada para tolher-me, mas para proteger-me.

      É bom sentir-me criança, novamente criança, tendo alguém para segurar a minha mão, como no tempo em que passeava com meu pai segurando a sua mão. Como me sentia protegida. Como me orgulhava em saber  que ninguém poderia fazer nada contra mim. O meu vinhateiro me protegia. E sob a sua proteção, cresci e aprendi  a vos amar, meu Deus!

      Hoje, o meu vinhateiro sois vós. Vós que podais os meus galhos nos momentos precisos. Toda poda, exige sofrimento. Preciso entregar-me a meu vinhateiro para que a poda se faça. Só assim, os sarmentos continuarão frescos apesar dos anos porque o vinhateiro está sempre a renová-los. Os anos passam, mas o vinhateiro não. E um dia... Quando não sei, quando não for preciso mais poda, encontrar-me- ei convosco, meu querido vinhateiro e também com aquele vinhateiro que me ensinou a amar-vos.

      Assim seja.


(CARROSSEL)

Marília Benício dos Santos

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O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS - Mário de Andrade

O valioso tempo dos maduros

Ligue o vídeo abaixo:



“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.


Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. 


As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo
que faltam poucas, rói o caroço.


Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.


Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.


Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.


Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.


Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.


Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.


O essencial faz a vida valer a pena. 


E para mim, basta o essencial!"



Mário de Andrade




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PARA SALVAR MICHEL TEMER, TSE TERÁ DE SE MATAR - Josias de Souza

06/03/2017 

Arma-se no Tribunal Superior Eleitoral uma grande encenação. Envolve o processo sobre a reeleição de Dilma Rousseff e Michel Temer. Suas páginas estão apinhadas de provas do uso de recursos ilícitos na campanha vitoriosa de 2014. As evidências tocam fogo na Presidência-tampão de Temer. Para ocultar as manobras que visam salvar o mandato do subsituto de Dilma, ninguém grita incêndio dentro do teatro. Mas a inclusão dos depoimentos de delatores da Odebrecht no processo mostra que, às vezes, torna-se inevitável gritar teatro dentro do incêndio.

Nesta segunda-feira, o ministro Herman Benjamin, relator do processo, interrogará mais dois ex-executivos da Odebrecht: Cláudio Melo Filho e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar. Com isso, Benjamin fecha a série de cinco oitivas de colaboradores da empreiteira. Os depoimentos forneceram dados que complicam a vida da turma do deixa-disso. Agora, quem quiser se fingir de cego para livrar Temer da cassação terá de fechar os olhos para as propinas que ajudaram a reelegê-lo.

Ao julgar o processo, o TSE não decidirá somente contra ou a favor da interrupção do governo Temer ou da inelegibilidade de Dilma. Os ministros votarão para saber de que matéria-prima é feita a Justiça Eleitoral. Prevalecendo o conchavo, os colegas de Benjamin terão de fazer contorcionismo retórico para justificar um incômodo paradoxo: depois de transformar a auditoria nas contas da chapa Dilma—Temer num marco histórico, o TSE jogará o trabalho no lixo. Em nome da estabilidade da República, manterá a tradição de cassar apenas vereadores, prefeitos e governadores de Estados periféricos.

Inicialmente, tramava-se a separação das contas de Dilma e Temer, sob o pretexto de que apenas as arcas da campanha de madame receberam verbas sujas. Como os votos que o eleitorado deu para Dilma são os mesmos que fizeram de Temer seu substituto constitucional, aceitar a tese da segregação das contas poderia levar à desmoralização. Ficaria claro que, sob o exterior meio idiota de um magistrado disposto a engolir esse lero-lero, se esconde um débil mental completo.

Dentro e fora do TSE, os operadores de Temer agarraram-se a um novo lema: “Nunca deixe para amanhã o que você pode deixar hoje.” Trabalha-se agora para enviar o julgamento às calendas. Algo que talvez leve a plateia a se perguntar: para que serve a Justiça Eleitoral? Se o TSE chegar a esse ponto, como parece provável, potencializará a impressão de ter perdido a sua função.

Os partidários do resgate de Temer alegam que o TSE não pode ficar alheio à conjuntura política e econômica. O risco de mergulhar o país numa turbulência que ameaçaria a tímida recuperação da economia justificaria um olhar atenuatório sobre as culpas e as omissõers de Temer.

Recorda-se, de resto, que a cassação de Temer desaguaria numa eleição indireta para a escolha do seu substituto. Como prevê a Constituição, caberia ao Congresso, abarrotado de parlamentares enrolados no petrolão, apontar o nome do próximo presidente. Paradoxo supremo: para fugir da lama congressual, finge-se que a podridão da campanha não existiu.

Se a sensibilidade auditiva fosse transportada para o nariz, as pessoas, ao ouvir o burburinho por trás das portas de certos gabinetes brasilienses, sentiria um mau cheiro insuportável. É um odor típico dos processos de decomposição. Para salvar Michel Temer, o Tribunal Superior Eleitoral terá de se matar.


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