Total de visualizações de página

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

PEDITÓRIO DE VOTO – Aleilton Fonseca & Cyro de Mattos

         Imagem: Fotomontagem ICAL
CARTA AOS MEMBROS DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS

Salvador, 30 de agosto de 2016.

          Caríssimos acadêmicos, amantíssimas acadêmicas:

          As Letras constituem um campo de ação e criação cultural, cujo mister mais
elevado é cultivar o idioma e a convivência humana, através dos discursos da prosa, do
drama e da poesia – tríade fundamental da literatura, desde a Arte Poética de Aristóteles.
          Como cidadãos do mundo, de um país, de um estado, de uma cidade, habitamos
uma pátria, – noção simbólica que nos reúne num mesmo solo de vivências, – e à qual
somos chamados a servir. Essa ideia se redefine, na atualidade, como um corpo coletivo,
heterogêneo e plural, que se quer inclusivo e participativo, legitimando os diferentes
ofícios e modos de existir e viver em sociedade. Nesse lugar de múltiplas identidades,
as diferenças e as alteridades desabrocham como flores díspares de um mesmo jardim,
em convívio que se quer fraterno, produtivo e democrático.
          Somos todos irmãos de ofício e ideal. Para servir à pátria, exercemos o cultivo
das Letras. Por força de um desígnio inescapável, dedicamos um valioso tempo de
nossas vidas a projetos de criação de textos e discursos capazes de mobilizar leitores e
ouvintes em torno de temas que suscitam leituras, polêmicas, reflexões, debates e,
sobretudo, a fruição estética e o aprimoramento do intelecto e das emoções.
          A literatura mobiliza, de modo integrado e indissociável, a razão e a emoção,
estimulando o equilíbrio do ser, através da reflexão sobre o mundo real e do
amadurecimento de seu aparato psicológico. Na recriação vicária da ficção, na emulação
da vida no drama, na afetividade do discurso lírico nos encontramos todos, nos
identificamos e nos humanizamos, pela epifania da verossimilhança e pela catarse
reparadora de nossas energias vitais.
          A literatura é, por sua própria natureza, uma ação humana compartilhada, uma
troca fraterna de experiências e saberes acumulados ao longo de séculos de cultura, de
geração a geração. Essa condição se concretiza através da representatividade coletiva
no corpo da agremiação acadêmica. Desde os gregos, a Academia é o lugar do exercício
do corpo e da mente, sob o ideal que os romanos fixaram no lema: mens sana in corpore
sano. Como parte dessa tradição secular, a Academia de Letras de Ilhéus constitui, em
nossa terra, uma confraria dedicada ao cultivo, à transmissão e à celebração dos legados
ancestrais.
          A Academia é um colar simbólico de quarenta elos. Quando um de seus insignes
titulares parte dessa vida, um elo se parte na corrente acadêmica. Um lugar fica vazio e
clama pela sucessão, em louvor da memória do extinto e do porvir da confraria. O colar
acadêmico da ALI perdeu, entre outros, o vigésimo quarto elo. Esse elo que ora lhe falta
é a voz prodigiosa do saudoso jornalista, crítico e ficcionista Hélio Pólvora de Almeida.
Uma perda irreparável para a Academia e para a literatura brasileira.
          Essa consciência se impõe, para mim, como um chamado visceral. Portanto,
movido pelo apreço à memória do escritor Hélio Pólvora, e motivado a servir à causa
acadêmica, eu me apresento candidato ao vosso voto para suceder ao elo que partiu, na
notável Cadeira nº 24 da Academia de Letras de Ilhéus.
          Como escritor grapiúna, nascido em Firmino Alves-Bahia, em 1959, cresci em
Ilhéus, como filho adotivo dessa magnífica terra, e sou ilheense de coração. Em 1963,
cheguei a Ilhéus, no seio de minha família, aos 4 anos de idade. Aprendi as primeiras
letras, fiz as leituras iniciais, e comecei a vida literária. Entendi-me por gente em Ilhéus.
Em 1979 parti para o mundo, e segui por tantos lugares, até trilhar os caminhos que
sempre me trazem de volta ao convívio dos parentes e dos amigos. Trago o mapa e os
caminhos de Ilhéus em minha mente e em minhas veias. Desde criança respiro essa
cultura e essa condição existencial. Batizo-me todo ano nas águas de ferro do mítico Rio
Cururupe. E por onde vivo e passo, levo em minha alma os aromas das matas, as cores
dos rios, os arrulhos do mar e o gosto da terra e dos manguezais.
          Este sentimento brota do fundo do coração e da alma, – e me motiva e me
convoca para o convívio com os meus semelhantes, diletos e diletas titulares das letras
ilheenses. Essa união criativa e cordial pode-se realizar como um compromisso de vida,
se, em sua soberana deliberação, os dignos eleitores e as dignas eleitoras da ALI
houveram por justo me honrar com a titularidade da cadeira nº 24 desse glorioso
sodalício.
          Se eleito por vós, estarei ungido no sonho e na poesia, ao realizar o desejo de
comungar com vossos ideais e vosso mister. Apresento-me, pois, para contribuir e somar
com os acadêmicos da ALI, honrando o seu lema: PATRIAE LITTERAS COLENDO
SERVIAM – Servir à Pátria Cultivando as Letras”.
          Ofereço-vos, com humildade e alegria, os préstimos de meus sonhos de construir
e confraternizar através das nossas letras grapiúnas e brasileiras, na seara da reflexão e
da criação e divulgação da poesia, da ficção e da ensaística de nossa terra. Minha atuação
docente e literária sempre esteve e sempre estará comprometida com o cultivo e a
valorização do nosso ethos literário e cultural, nossas raízes e nosso porvir.
Para tanto, eu vos peço a honra de vosso voto.
Atenciosamente,

Aleilton Santana da Fonseca



CURRICULUM VITAE

ALEILTON SANTANA DA FONSECA
( Escritor )

2016
ALEILTON FONSECA – nome literário
Aleilton Santana da Fonseca nasceu em Itajimirim, hoje cidade de Firmino Alves, Bahia, em 21 de julho de 1959. Seu pai, um pequeno agricultor; sua mãe, uma professora primária. Casado há 32 anos com Rosana Maria Ribeiro Patricio, professora universitária, tem dois filhos: Diogo Ribeiro da Fonseca (31 anos, doutorando em Administração Pública - UnB) e Raul Ribeiro da Fonseca (27 anos, fisioterapeuta e acadêmico de Medicina – EBMSP-Bahia).
Aleilton Fonseca, desde os 4 anos de idade viveu a infância e adolescência em Ilhéus, com a mudança de sua família. Em 1979 seguiu para estudar em Salvador, onde fixou residência. Em Ilhéus cresceu, tomou consciência de si, estudou, tornou-se ilheense por adoção, formação e afeto. Retorna regularmente à cidade, para visitar familiares e amigos de infância. A partir dos 17 anos, ainda em Ilhéus, passou a escrever e a publicar em jornais e revistas. Atualmente sua produção literária abrange romance, conto, poesia, crítica e ensaio. É graduado em Letras pela Universidade Federal da Bahia (1982), com mestrado pela Universidade Federal da Paraíba (1992) e doutorado pela Universidade São Paulo (1997). Foi Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Vitória da Conquista, de 1984 a 1998.  A partir de 1999, passou a lecionar na Universidade Estadual de Feira de Santana. É professor Pleno (Titular) de Literatura Brasileira na graduação em Letras e no Curso de pós-graduação Mestrado em Estudos Literários, e desenvolve pesquisas sobre as relações entre literatura, imagens urbanas e ecologia. Lecionou, como professor convidado, na Université d’Artois, na França, em 2003. Participa regularmente de eventos literários e científicos no Brasil e no exterior, como conferencista, pesquisador e escritor. Proferiu palestras em diversas universidades brasileiras e em instituições estrangeiras, como Sorbonne, Nanterre, Rennes, Tour, Toulouse e Nantes (França), na  Universidade de Budapeste (Hungria) e  Università del Salento (Lecce/Itália).
Foi coeditor de Iararana - Revista de arte, crítica e literatura, editada em Salvador, de 1998 a 2007. É coeditor de Légua e Meia, Revista de literatura e diversidade cultural, da UEFS. Faz parte da Comissão Editorial da Revista da Academia de Letras da Bahia e de outras revistas literárias e acadêmicas. É correspondente da revista francesa Latitudes: cahiers lusophones. Recebeu um dos Prêmios Culturais Fundação Cultural da Bahia – 3º lugar (1996), o Prêmio Luis Cotrim (ALJ, 1997), o Prêmio Herberto Sales (ALB, 2001) e o Prêmio Marcos Almir Madeira (UBE-RJ, 2005). Em 2013 recebeu o título de Professor de Honra de Humanidades, pela Universidad del Norte, em  Assunção, Paraguai. Em 2014, recebeu o Troféu Carlos Drummond de Andrade (Itabira-MG), a Medalha Luis Vaz de Camões (Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa) e a Comenda do Mérito Cultural, da Secretaria da Cultura, do Governo do Estado da Bahia. Também recebeu a Medalha Pedro Calmon (ABI -Bahia, 2002), a Medalha Euclides da Cunha (Academia Brasileira de Letras, 2009) e a Medalha Arlindo Fragoso (Academia de Letras da Bahia, 2010).   Publicou poemas, contos e artigos em diversas revistas, como as francesas Latitudes: cahiers lusophones (Paris),  Autre Sud (Marselhe),  Crisol (Nanterre) e Plural/Pluriel  (Nanterre) e L'Ampoule  (Bordeaux). Tem diversos livros e artigos publicados no Brasil, e em outros países como Portugal, França, Bélgica, Quebec/Canadá, Estados Unidos e Itália.
Em 2009, ao completar 50 anos, foi homenageado pelo Lycée des Arènes (Toulouse, França), pelo Instituto de Letras da UFBA (Projeto o escritor e seus múltiplos) e pela ALB (mesa redonda).  Coordena o Curso Castro Alves/Colóquio de Literatura Baiana, da ALB (2005-2015). Tem diversos livros e artigos publicados no Brasil, e em outros países como França, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Itália, Uruguai e Paraguai. Seu romance Nhô Guimarães foi adaptado para o teatro pela Companhia Baiana de Teatro, Grupo Criaturas Cênicas, em 2009. Em 2013 recebeu o título de Professor de Honra de Humanidades, pela Universidad del Norte, em  Assunção, Paraguai. Em 2014, Recebeu o Troféu Carlos Drummond de Andrade (Itabira-MG), a Medalha Luis Vaz de Camões (Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa) e a Comenda do Mérito Cultural, concedida pela Secretaria da Cultura, do Governo do Estado da Bahia. Também recebeu as medalhas Pedro Calmon (Associação Baiana de Imprensa, 2002), Euclides da Cunha (Academia Brasileira de Letras, 2009) e Arlindo Fragoso (Academia de Letras da Bahia, 2010).  É membro da Academia de Letras da Bahia, da Academia de Letras de Itabuna, da União Brasileira de Escritores-SP e do PEN Clube do Brasil. Integra a Association Internationale de la Critique Littéraire, sediada na França, da qual foi vice-presidente para América do sul, em 2013-2014.

Publicações
Ficção
·                    Jaú dos bois e outros contos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997.
·                    O desterro dos mortos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.
·                    O canto de Alvorada. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003.
·                    O canto de Alvorada. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004.
·                    Nhô Guimarães: romance em homenagem a Guimarães Rosa. Rio de Janeiro:
            Bertrand Brasil, 2006.
·                    Les marques du feu et autres nouvelles de Bahia. Paris: Lanore, 2008. Tradução de
Dominique  Stoenesco.
·                    O pêndulo de Euclides (Romance). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
·                    A mulher dos sonhos e outras histórias de humor. Itabuna: Via Litterarum, 2010.
·                    O desterro dos mortos. 2ªed. Itabuna: Via Litteraraum, 2010.
·                    O desterro dos mortos. 3ªed. Itabuna: Via Litteraraum, 2012.
·                    Memorial dos corpos sutis. Salvador: Caramurê, 2012.
·                    As marcas da cidade. Salvador: Caramurê, 2012.
·                    La femme de rêve . Humour croustillant sur les rapports humains. Montreal, Canada: Marcel
              Broquet, 2013. Traduction de Danielle Forget ET Claire Varin.
·                    Il sapore delle nuvole. (O sabor das nuvens). Salvador: Via Litterarum, 2015. Tradução de 
           Antonella Rita Roscilli.

Poesia
·                    Movimento de Sondagem (Coleção dos Novos, vol. 3). Salvador: Funceb, 1981.
·                    O espelho da Consciência. Salvador: Gráfica da UFBA, 1984.
·                    Teoria particular (mas nem tanto) do poema. São Paulo: Edição d’Kaza, 1994.
·                    As formas do barro & outros poemas. Salvador: EPP – Publicações e Publicidade, 2006.
·                    Une rivière dans les yeux / Um rio nos olhos. Ilhéus: Mondrongo; Itabuna: Via
            Litterarum, 2012. Tradução de Dominique Stoenesco.
·                    Un río em los ojos. New Orleans: University Press of the South, 2013. Tradução de Alain
            Saint-Saëns
Ensaio
·                    Enredo romântico, música ao fundo. Manifestações lúdico-musicais no romance urbano
           do Romantismo. Rio de Janeiro: 7Letras, 1996.
·                    Guimarães Rosa (1908-2008): écrivain brésilien centenaire. Bruxelas: Orfeu Livraria
           Portuguesa e Galega, 2008. (Edição trilíngue: português, francês e holandês).
·                    O arlequim da Pauliceia. Imagens de São Paulo na Poesia de Mário de Andrade. São Paulo:
              Geração Editorial; Feira de Santana: UEFS Editora, 2012.
 Livros organizados e coorganizados
·                    Oitenta: poesia & prosa. Salvador: BDA, 1996.
·                    Rotas e imagens. Literatura e outras viagens. Feira de Santana: PPGLDC-UEFS, 2000. 
·                    O triunfo de Sosígenes Costa. Ilhéus: Editus-UESC, 2004.
·                    O olhar de Castro Alves. Salvador: ALBA/ALB, 2008.
·                    Sosígenes Costa. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2011.
·                    Jorge Amado nos terreiros da ficção. Itabuna: Via Litterarum; Salvador: Casa de
           Palavras/FCJA, 2012. Orgs. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel.
·                    Jorge Amado: 100 anos escrevendo o Brasil. Salvador: Casa de Palavras/FCJA, 2013.
 Orgs. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel.
·                    Jorge Amado: Cacau: a volta ao mundo em 80 anos.Salvador: Casa de Palavras/FCJA,
2014. Orgs. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel.
·                    Jorge Amado: Literatura e Política: Casa de Palavras/FCJA, 2015.
 Orgs. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel.

Participação em antologias e coletâneas de ficção, poesia e ensaio
·                    O conto em 25 baianos. Org. Cyro de Mattos. Ilhéus: Editus-UESC, 2000.
·                    A poesia baiana no século XX. Org. Assis Brasil. Rio de Janeiro: Imago, 2001.
·                    Com a palavra o escritor. Org. Carlos Ribeiro. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado,    
           2002.

·                    As palavras conduzem a outras palavras. Antologia de contos e crônicas de autores
            baianos contemporâneos. Org. José Carlos Barros. Salvador, 2004.
·                    A autobiografia/ L’ autobiographie. Org. Raimunda Bedasee. Feira de Santana: UEFS;
           Tours: Presse Universitaire - Université François Rabelais, 2005. (Edição bilíngue
           português/francês).
·                    Contos cruéis. As narrativas mais violentas da literatura brasileira. Org. Rinaldo de     
             Fernandes. São Paulo: Geração Editorial, 2006.
·                    Quartas histórias. Contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa. Org. Rinaldo de
            Fernandes. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
·                    Antologia panorâmica do conto baiano. Org. Gerana Damulakis. Ilhéus: Editus-UESC,    
           2006.
·                    Voix croisées: Brésil-France (12 poètes bahianais et 12 poètes français). Marselha: Ed.
            Autre Sud, 2006.
·                    A crise da poesia no Brasil, na França, na Europa e outras latitudes. La crise de la poésie
           au Brésil, em France, en Europe et en d´autres latittudes. Org. Alain Vuillemin et al. Cluj-  
           Napoca, România: Editura Limes; Cordes-sur-Ciel, Paris: Editions Rafael de Surtis; Feira de
         Santana: UEFS, 2006. (Edição bilíngue português/francês). 
·                    Outras moradas. Salvador: EPP – Publicações e Publicidade, 2007.
·                    Capitu mandou flores. Contos para Machado de Assis no ano de sua morte. Org. Rinaldo
            de Fernandes. São Paulo: Geração Editorial, 2008.
·                    Travessias singulares. Pais e filhos. Org. Rosel Bonfim. São Paulo: Casarão do Verbo,
          2008.
·                    Arte e cidade. Imagens, Discursos e Representações. Org. Selma Passos Cardoso et al.
          Salvador: Edufba, 2008.
·                    Traversées Québec-Brésil. Travessias Quebec-Brasil. Org. Daniele Forget & Humberto de
            Oliveira. Montréal: Adage, 2008. (Edição bilíngue português/francês).
·                    Todas as guerras. Org. Nelson de Oliveira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
·                    Os dias do amor. Org. Inês Ramos. Parede, Portugal: Ministério dos Livros, 2009.
·                    Roteiro da poesia brasileira: anos 80. Org. Ricardo Vieira Lima. São Paulo: Global; 2010.
·                     Espaço nacional, fronteiras e deslocamentos na obra de Antônio Torres. Orgs. Claudio
            Cledson Novaes; Roberto Henrique Seidel. Feira de Santana: UEFS Editora, 2010.
·                    Euclides da Cunha: presente e plural. Org. Anélia Montechiari Pietrani. Rio de Janeiro.
EDUERJ, 2010.
·                    Identidade, território, utopia: Literatura baiana contemporânea. Ilhéus: Editus, 2011.
           Orgs. Reheniglei Rehen e Frédéric Robert Garcia.
·                    Euclides da Cunha: cem anos sem. Org. José Alberto Pinho e Nicéia Helena Nogueira.
           UFJF/MAMM, 2011.
·                    Amar, verbo atemporal. Cem poemas de amor. Org. Celina Portocarreiro. Rio de Janeiro:       
           Rocco, 2012.
·                    João Guimarães Rosa. Mémoire et imaginaire du sertão-monde. Org. Rita Olivieri Godet 
            ET Luciana Wrege-Rassier. Rennes: Presses Universitaires de Rennes, 2012.
·                    Basta que você, leitor, queira. Org. Benedito Veiga. Salvador: Quarteto Editorial, 2012.
·                    100 anos de Jorge Amado. História, Literatura e Cultura. Orgs. Flavio Gonçalves dos
           Santos, Inara de Oliveira Rodrigues, Laila Brichta. Ilhéus: Editus, 2013.
·                    Autores baianos: um panorama (português/ espanhol/ inglês e alemão). Salvador: P55
Edições. Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2013.
·                    Dicionário de Escritores contemporâneos da Bahia. Org. Carlos Souza Yeshua. Salvador:
CEPA, 2015.
·                    Euclides, mestre-escola. Orgs. Anabelle Loivos Considera, Anélia Montechiari Pietrani,
Luiz Fernando Conde Sangenis. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2015.
·                    A poesia é necessária. Antologia. Rubem Braga. Org. André Seffrin. São Paulo: Global, 
              2015.
·                    Le dîner des ogres. Org. Alain Saint-Saëns, Alain e Ludovic Obiang. New Orleans:
University Press of the South, 2016.


De: "Aleilton Fonseca" <aleilton50@gmail.com>
Enviada: 2016/08/31 00:52:12
Para: cyropm@bol.com.br
Assunto: PEDITÓRIO DE VOTO
 


PEDITÓRIO DE VOTO

Caro Cyro de Matos
envio-lhe esta missiva:
já estamos acertados
para a data decisiva.

Vem aí o dia certo,
todos hão de votar,
e assim eu espero
a eleição alcançar.

Eu terei muita alegria
de ser ali seu confrade,
na prosa e na poesia,
com afeto e amizade.

Mando-lhe esta carta
tomo papel e anoto
e faço logo a marca: 
conto com o seu voto.


                                           Aleilton Fonseca

De: cyropm@bol.com.br
Enviada: 2016/08/31 06:19:51
Para: aleilton50@gmail.com
Assunto: RE: PEDITÓRIO DE VOTO
 

Segue abaixo minha resposta, abraço, cyro.
Meu caro  amigo Aleilton,
Nem precisava me  pedir,
Conte comigo desde ontem,
Não há melhor do que você.

Ficcionista, cronista, poeta, ´
Numa escrita cheia de amor.
Ensaísta, traduzido, laureado,
Na área das letras doutor.

Firmino Alves é alegria
Com o seu filho escritor,
Você em nossa Academia
Ilhéus tem mais esplendor.

Por isso, caros confrades,
Na hora e na vez da eleição
Votar nesse grande homem
É fazer o bem  com a razão. 
Cyro de Mattos 

* * *

ALUNO QUE PROCESSOU PROFESSOR POR TER TOMADO CELULAR EM SALA DE AULA PERDE CAUSA NA JUSTIÇA

Clique sobre a foto para vê-la no tamanho original
Aluno que processou professor perde causa na justiça
O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Júnior, da 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto, no interior do Sergipe, (em 2014) julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor que tomou seu celular em sala de aula.
De acordo com os autos, o educador tomou o celular do aluno, pois este estava ouvindo música com os fones de ouvido durante a aula.
O estudante foi representado por sua mãe, que pleiteou reparação por danos morais diante do "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional".
Na negativa, o juiz afirmou que "o professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe”. O magistrado se solidarizou com o professor e disse que "ensinar é um sacerdócio e uma recompensa. Hoje, parece um carma". Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.
Ainda considerou que não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade edificante.
E declarou:
"Julgar procedente esta demanda, é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os reality shows, a ostentação, o ‘bullying intelectivo', o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”.
Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor:
"No país que virou as costas para a educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu múnus com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor."
ISTO DEVERIA SER LIDO EM TODAS AS SALAS DE AULA DO BRASIL E POR TODOS OS BRASILEIROS!
(Recebi por e-mail, sem menção de autoria)
-------------
NOTA: Juiz capixaba que em sentença reconheceu o valor dos professores brasileiros recebe título de cidadão sergipano.
* * *

domingo, 30 de outubro de 2016

A ARTE DO ARTISTA, por João de Paula

A Arte do Artista

Viva a arte de elevado nível que enobrece os nossos sentimentos. Viver é uma arte.

Mentir é uma arte. 
Existem pessoas que estudam gestos e atitudes para falar mentiras como se fossem verdades.
A arte do artista é nobre! 
Existe a arte do mentiroso; a arte do falsário, do trapaceiro, do inimigo, a arte do maligno e do falso conselheiro.
Vamos vivenciar e contemplar a grande arte que vem de Deus, que é de Deus, porque a beleza vem de Deus.  
Vamos ser excelentes artistas na edificação de templos às virtudes e ao bom exemplo, referenciando a arte do amor e de Deus.
Vamos aplaudir a arte do bem e de colorir a vida, colorir o mundo, a rua, a praça, a nossa casa, a calçada e o nosso muro com a beleza  que encanta os olhos e o nosso coração, bem como florir muito mais os nossos jardins.
Viva a arte de escrever e transmitir mensagens positivas e otimistas, por uma vida mais feliz, por um mundo encantado, por um amor amplo e de historias que unem pessoas em torno da arte do bem.
Você é uma obra magnífica de Deus. Uma grande obra prima, um presente valioso. Você é importante. 
Viva a arte do artista, o artista que pinta, o artista que borda, o artista  que ri e que chora, o artista que ora, o artista que trabalha,  que estuda, que traças  linhas e que encanta com seu talento e dedicação a vida da gente.
O artista que fala a língua da gente...
Viva a arte de servir e de fazer o bem.
Viva o artista que com seu pincel e imaginação, que busca todos os dias  pintar a beleza que vem de Deus e reúne gratidão, mediante a vida tal como ela é.
Vamos ser artista do bem e da atualidade. Artista da generosidade e da multiplicação do que é bom, belo e duradouro, sincero e real.
Viver é uma arte!
Viva a sinceridade!
Viva a verdade! 
Viva o amor! 
Viva a arte de elevado nível que enobrece os nossos sentimentos e nos tornam amados de Deus.
Seja um grande artista!


João Batista de Paula – Escritor e Jornalista

* * *

POEIRAS DE ITABUNA, por Expedita Maciel

Imagem: FOTOMONTAGEM ICAL
Poeiras de Itabuna
Expedita Maciel*

Há! Itabuna Centenária,
Se Teus filhos tivessem investido em teu bem-estar
Retribuindo um pouco do muito que deste a eles,
Não estarias  a chorar com a poluição e morte do Rio Cachoeira,
Rio que te banha, enfeita, e torna o brilho das luzes à noite, mais romântica.
Hoje o Rio Cachoeira está preto, feio, sem vida, fedorento, incomodando até quem vive ao relento.

As altas árvores que contavam história do Jardim Vitória, cantavam vitórias, pensando que ficariam livres do ruído da máquina motosserra que as fez tombar;
Os Eucaliptos, aletrinas, jaqueiras,  altas castanheiras  que ao tombar   levaram o abrigo e o repouso das aves variadas, que alegres gorjeavam ao amanhecer e ao entardecer de volta como uma prece, achando que acordariam sempre no Parque da Cidade, tão prometido pelos políticos e com todas as suas árvores purificando o ar, lugar para passear; e enfeitando a cidade pintando com um lindo tons de verde, como existe em várias capitais os seus jardins botânicos!

Foi tudo um sonho que se tornou um pesadelo! Só arranhas céus  e  selva de pedras vai tomando lugar do verde que te quero verde,
Hoje tuas aves estão em árvores baixas, em estreitas avenidas com alta poluição sonora e o pássaro canoro não gorjeia como antes.

Que saudade daquele bate papo e de algumas paqueras dos velhos ricos  e jovens da nossa querida cidade;
Nos fins da tarde, na praça  Adami e Camacan; onde na Cinquentenária, hoje Avenida  Centenária,  se batia um papo rápido  para botar negócios em dia, e se ia tomar no café Pomar:  o cafezinho, ou , um gostoso sorvete no anoso Danúbio do Expedito;
Suas noites Itabuna eram tranquilas; Jantava-se no Estrela do Sul, na BR 101, com funcionamento de uma bela  boate. Na Maralina  a turma jovem dançava discoteca sem toque de violência; e bons filmes se via nos cinemas Plaza , Oasis e no Cine Itabuna.

Bons tempos Itabuna!  Bar muito frequentado na esquina do Marabá, na Praça do Banco do Brasil, famoso chão de Estrelas no Beira Rio, onde a alta sociedade fazia seu gostoso  bate papo, dançava, ria, e negócios faziam em nome do doce progresso.

Dia do seu aniversário era festejado com Garbo!
Sete de Setembro com desfile espetacular de fanfarras, presentes as dos colégios da Rede Municipal, o Imeam, e da rede Estadual, sem falar da presença das Fanfarras dos colégios de Ilhéus .  
Não vivíamos reféns  do medo; da falta de segurança, das perseguições políticas, da necessidade de puxar saco para se manter no seu emprego;
Salvação para ti Itabuna! Só do anjo que o Senhor enviar
Como enviou para Sodoma e Gomorra , para que todos e tudo não morram se houver homens justos.  Salve Deus o Criador; Só em vós está o poder de restaurar e recuperar  à natureza e Itabuna.
Mudando os corações dos homens que tem  poder nesta cidade;
Dando-lhes consciência para que com ciência  consigam reparar  o mal feito a ti.

Viva a cidade!
Viva os homens de bem!
Viva o verde!
Viva à Natureza!
Viva o progresso!
Viva seus amados filhos!

São José  padroeiro desta cidade
Una-se a nós  para pedir a Deus
Salvação para esta cidade
Levantar,
Sacudir a poeira
E  dar a volta por cima.

*Expedita Maciel Viana,
cearense,  recebeu o Titulo de cidadania Itabunense em Julho 2011.
Autora do Livro: “Vim, vi e venci”.


* * *

sábado, 29 de outubro de 2016

ESPERANÇA - Wagner Albertsson

ESPERANÇA

SE EU PENSASSE
SÓ EM MIM,
O QUE SERIA DO OUTRO?
DE TANTO  TE AFOGAR
EM TI MESMO
ACABASTE PERDENDO
TEU SEMELHANTE.
POR QUE DEVO
ME INCOMODAR
COM A FOME DO OUTRO,
SE O MEU ESTÔMAGO ESTÁ CHEIO?
POR QUE SE INCOMODAR 
COM O SEM-TETO,
SE EU TENHO ONDE MORAR?
POR QUE ME INCOMODAR
COM O FRIO ALHEIO
SE TENHO AQUECEDOR?
SE DEUS SE IMPORTASSE 
SÓ COM ELE? O QUE SERIA DE NÓS?

WAGNER ALBERTSSON

* * *