Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador atitudes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador atitudes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA PELA SUA SAÚDE: Dolors Massot - 5 atitudes para aumentar sua autoestima



Dolors Massot | Jan 21, 2020

Precisamos nos ver como realmente somos

Como podemos aumentar nossa autoestima? Quando a autoestima de uma pessoa é baixa, ela tende a diminuir seus objetivos de vida e acredita que nunca será capaz de transformar seus sonhos em realidade.

No entanto, isso não é verdade. A autoestima é o grau de satisfação pessoal que temos sobre nós mesmos e varia de acordo com os aspectos de nossa vida em que focamos.

Quando temos uma visão objetiva de nós mesmos, nossa autoestima estará em um nível apropriado. É algo em que cada um de nós precisa trabalhar. Estas são as 5 atitudes que irão ajudá-lo(a) a aumentar sua autoestima.

1
CONHEÇA O SEU GRAU DE COMPETÊNCIA

É importante que nos conheçamos para que possamos entender se nossas expectativas são realistas. Se eu quero ser campeão da Fórmula 1, mas nem sei dirigir, minhas expectativas não são realistas e me sinto frustrado continuamente.

Essa frustração desaparecerá no dia em que eu reconhecer que não sou um piloto excepcional. Isso não significa desistir de metas mais adequadas. Por exemplo, posso estabelecer o objetivo de aprender a dirigir, o que seria um primeiro passo concreto.

2
ASSUMA A SUA VIDA

Não podemos deixar que outras pessoas decidam por nós. Devemos ser aqueles que tomam decisões sobre nossas próprias vidas; aqueles que, no final, cometem erros ou atingem o alvo. Se não exercitarmos nossa liberdade, a vida nos arrastará para lugares a que talvez não desejamos ir.

Nossa autoestima melhora quando assumimos o controle de nossa própria vida e desenvolvemos um senso de protagonismo em relação ao nosso próprio futuro. Não podemos controlar tudo o que acontece conosco, mas podemos decidir, acima de tudo, que tipo de pessoa queremos ser.

3
EXIJA RESPEITO

Todos nós precisamos ser respeitados pelos outros: por nosso marido ou esposa, namorados ou namoradas, amigos, chefe ou funcionários, colegas… O respeito e a apreciação nos ajudam a crescer em autoestima.

Quando alguém não nos respeita, é um relacionamento prejudicial e precisamos tomar medidas para mudar a situação. Se não melhorar, precisamos nos distanciar dessa pessoa. O respeito deve sempre seguir as duas direções: de pais para filhos e vice-versa, por exemplo.

4
BUSQUE AFETO SAUDÁVEL

Sentir-se amado nos dá asas para nos tornarmos a melhor versão de nós mesmos. Procure aqueles que o amam sem outra intenção senão amá-lo e querer o seu bem. Nossa família deve ser o primeiro lugar em que procuramos e encontramos esse tipo de amor desinteressado, embora idealmente devamos também encontrá-lo em amizades verdadeiras em muitos ambientes diferentes.

5
RECORDE AS BOAS MEMÓRIAS

A memória desempenha um papel importante na autoestima. É útil se criarmos e revisitarmos memórias de experiências positivas de várias áreas de nossas vidas: vida familiar, hobbies e esportes, nossa vida profissional, nossos anos na escola, etc. Olhar para as orações que foram respondidas e as bênçãos que recebemos de Deus, mesmo em meio a provações e dificuldades, pode nos ajudar a ver como Deus nos ama e nos acompanha.

Todas as nossas boas experiências ao longo de nossas vidas fazem parte de nosso caminho e são um terreno sólido para nos ajudar a seguir em frente. Crie e mantenha boas lembranças!

Por fim, nossa autoestima deve estar enraizada em nossa dignidade como parte especial da criação de Deus: filhos de Deus a quem Ele amou tanto que enviou seu Filho para nos salvar. Ele nos deu nossos talentos e nosso potencial. Ele nos deu nossa liberdade e ordenou que a usássemos para escolher o que é certo. Nós merecemos respeito porque somos feitos à Sua imagem e semelhança. Ele nos ensinou que nos ama e quer que nos amemos como Ele nos amou. Estar ciente dessas verdades profundas deve nos ajudar a crescer em auto-estima.


* * *

domingo, 19 de fevereiro de 2017

QUE FAZEIS DE EXTRAORDINÁRIO? – Pe. Adroaldo Palaoro sj

Que fazeis de extraordinário?


 “E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? (Mt 5,47)


Com estas palavras, Jesus estabelece a diferença entre o modo pagão e o modo cristão de viver o cotidiano. A “cotidianidade” de nossa vida está tecida de coisas “ordinárias”, contraposta ao que ocorre de maneira “extraordinária”.

A maioria das pessoas vive restrita ao ordinário com o anonimato que ele envolve. No entanto, no seio do ordinário pode brotar uma mudança, uma transformação. “Se, às vezes, há um fastio na rotina, não raro ela revela um mistério insondável” (Cláudio Van Balen).

Quando assumimos o nosso ordinário e o vivificamos com injeções de novidade e de criação, ele se torna o “lugar” das experiências. E a “experiência é a sabedoria da vida”.  No ordinário se encontram as “pequenas práticas com sucesso”. O ordinário pode significar um avanço na aceitação do “pequeno”, das coisas mais simples... tudo tem sentido, tudo é digno de ser cuidado.

Nesse sentido, o ordinário que conserva, também pode provocar o surgimento do novo; o ordinário que aliena, também está grávido de utopia; o ordinário que nos acomoda, também pode ser o lugar da audácia e da iniciativa.

No evangelho de hoje(7º Dom TC), Jesus pergunta aos seus seguidores o que fazem de extraordinário. Isso nos leva a pensar que o cristão deve ser aquele que tem atitudes extraordinárias, comportamentos extraordinários, ações extraordinárias, etc... Portanto, esta é uma das características do cristão: ser extraordinário.

No entanto, quando pensamos em “extraordinário”, pensamos em enormes obras, coisas estrondosas, mirabolantes, etc...  O que é “extraordinário”? A palavra nos sugere pensar o seguinte: “extra” + “ordinário”.
“Ordinário” é o que está na ordem do dia, nas regras, nos comportamentos ditos normais de todos, na mesmice do dia a dia. Isto é o ordinário: acordar, trabalhar, estudar, casar, comprar, consumir, morrer,…
Milhões de pessoas passam a vida fazendo o ordinário. E simplesmente “passam”.

Aqueles que fazem coisas “além desse ordinário”, ou seja, “extra”, são pessoas “extraordinárias”. Portanto, tudo aquilo que vai além da normalidade, do comportamento geral, isso é extraordinário. Dessa forma, tiramos do conceito de “extraordinário” a necessidade de “coisas enormes”. Mas, coisas mais profundas, com mais sentido, com “sabor diferente”, com “características diferenciadas”.  O seguimento de Jesus é para aqueles que querem “algo mais”, que querem o “extraordinário”.

A espiritualidade é a contracorrente do ordinário. Se, de um lado, o ordinário nos arrasta para a repetição e a conservação, de outro lado, a espiritualidade nos impulsiona para a busca e a descoberta. Se permanecermos simplesmente no ordinário, então nos tornaremos medíocres e nos contentaremos com o “menos”.

A espiritualidade cristã é a espiritualidade do cotidiano, que conserva sua força transformadora, que é capaz de despertar o espanto e a admiração, apontando sempre para um horizonte mais amplo e mais rico; é a espiritualidade que reacende desejos e sonhos novos, que suscita energias em direção ao mais; é a espiritualidade que faz descobrir, escondida no ordinário, uma Presença absoluta que nos envolve; é a espiritualidade que faz saborear o eterno e o Absoluto no ritmo doméstico e cotidiano da vida... é a espiritualidade que projeta a vida a cada instante; abre espaço à ação do Espírito para que Ele nos expanda, nos alargue e nos impulsione para horizontes novos.

Uma pessoa certa vez disse: “todos nós somos chamados a sermos santos; e santo não é aquele que faz coisas extraordinárias, mas santo é aquele que faz as coisas ordinárias de forma extraordinária”.  Há aqui um sentido profundo: ser uma pessoa “normal”, mas que faz tudo de forma extraordinária. Fazer bem as coisas, com responsabilidade, com ética, com respeito, com justiça…

E temos muitas pessoas extraordinárias no mundo hoje, felizmente. Ocorre que os grandes meios de comunicação, ordinários (em todos os sentidos da palavra), não divulgam o que elas vivem: não retribuem violência com violência, são capazes de entregar o manto e de não dar as costas a quem pede emprestado; amam os inimigos e rezam por aqueles que as perseguem. Vivem de maneira extraordinária. Tais pessoas fazem a diferença.

É a “mística” que nos desperta da letargia do cotidiano. E despertos, descobriremos que o cotidiano guarda segredos, novidades, energias ocultas, forças criativas... que podem sempre conferir novo sentido e brilho à vida. O Reino se revela no pequeno, no anônimo, no ordinário e não só no espetacular, no grandioso. É o cotidiano que nos prepara para as grandes decisões.

Na vida cotidiana, as pessoas correm o risco de serem apenas imitadoras ou repetidoras, pois temem se perderem na busca do novo; as respostas são confirmadas, mesmo que estas sejam velhas e desfocadas e as perguntas são silenciadas. Fechado em si mesmo o ordinário torna-se pesado, desinteressado e frustrado. As “ações cotidianas insensatas” podem ser “sensatas” (com sentido), se percebermos Deus presente nelas. Descobrir a presença divina escondida no ordinário é encontrar-nos acolhidos pelo abraço do Criador que nos envolve.

Falamos de uma cotidianidade humana, isto é, daquelas atividades de nossa vida diária que, embora irrelevantes em sua aparência, tem uma razão de ser, uma motivação e um modo de serem feitas que não se deve à mera casualidade ou a um impulso instintivo de repetição ou automatismo.

O cotidiano é o que vivemos e/ou fazemos cada dia: o conjunto de circunstâncias, atividades e relações que formam a trama da nossa vida através da qual Deus se revela presente e atuante. Com essa inspiração, o cotidiano torna-se o “lugar” das experiências.

É na realidade diária que cada cristão é chamado a viver em comunhão com Deus e a deixar-se conduzir pelo mesmo Espírito que animou Jesus e o levou a inserir-se na trama humana, assumindo o risco da história. Ser cristão inserido no mundo, em meio às agitações cotidianas, é acima de tudo ter Jesus como referência de vida: suas palavras, suas ações, seu modo de relacionar-se com o Pai e com os irmãos...

Quando a vida cotidiana do cristão se torna monótona e se faz “normal”, é necessário sacudí-la com algum “detalhe não-normal”, que ajuda para revigorá-la e dar-lhe fecundidade. Neste sentido, os tempos de oração são os momentos privilegiados para que toda pessoa, consciente de sua responsabilidade social e empenhada na transformação de seu “entorno”, possa encontrar em sua vida cotidiana a fonte e sua fecundidade transformadora.

Texto bíblico:  Mt 5,38-48

Na oração:   O Espírito nos faz abrir os olhos às realidades novas em nossa vida cotidiana; mas nossos olhos somente se abrirão se formos fiéis à voz do Espírito nos simples atos de nossa vida cotidiana.
Suas atividades diárias formam parte do seu caminho para Deus? Você tem consciência que cada dia é um “tempo de graça”? Você “apalpa” a presença de Deus nas “rotinas diárias”?

Pe. Adroaldo Palaoro sj
Itaici-SP



* * *

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

POR QUE PREFERIMOS RACIONALIZAR AO INVÉS DE USAR A INTUIÇÃO?

Por que preferimos racionalizar ao invés de usar a intuição?


O segredo para tomarmos atitudes baseadas em nossos mais profundos desejos está em ouvir a intuição e aprender a nela confiar. Se não houver brilho nos olhos e calor no coração, não siga por esse caminho. Por mais que a análise dos fatos te diga o contrário.

O coração tem razões que até a razão desconhece. A frase é do matemático e filósofo francês Blaise Pascal, que viveu no século 17, e pode ser interpretada como o poder da intuição na tomada de decisões.

O chamado sexto sentido, ou intuição, é uma certeza que temos baseada em aspectos que transcendem o racional.
Mesmo antes de um fato se tornar negativo, já pressentimos que ele não vai dar certo. Ao conhecermos uma pessoa vamos tendo impressões sobre ela que podem não “bater” com tudo o que se apresenta. Mas lá no fundo intuímos e, invariavelmente, prevalece a sensação inicial que tivemos.

A intuição é considerada a faculdade ou ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise. Em entrevista à Revista Superinteressante de maio de 2015, a psicóloga Virgínia Marchini, fundadora do Centro de Desenvolvimento do Potencial Intuitivo, de São Paulo, define intuição como uma forma de conhecimento que está dentro de todos nós, embora nem todas as pessoas saibam utilizá-la.

Segundo ela, a palavra intuição vem do latim intueri, que significa considerar, ver interiormente ou contemplar. “A mente intuitiva abre-se a respostas inovadoras e não dogmáticas, mas aprender a confiar na intuição é um grande desafio, pois o senso comum ainda considera a intuição um conhecimento de risco”. diz Virgínia. Já o psiquiatra Carl Jung dizia que cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior.

Por que motivo, então, tendemos a negligenciar a intuição e buscamos racionalizar em torno de problemas e situações que nos tiram o sono e nos deixam indecisos?

Dúvidas em torno de relacionamentos, carreira, postos de trabalho, atitudes vão se acumulando em nosso dia a dia. Na tentativa de tomar a melhor decisão possível, vamos atrás de explicações racionais, de análises sob todos os pontos de vista, do auxílio de especialistas. Muitas vezes, não nos convencemos apesar das evidências racionais que se colocam. É que entra em cena o sexto sentido que nos diz, lá no fundo, que alguma coisa está errada e que não devemos seguir naquela direção.

Imagine quanto esforço desperdiçado na tentativa de seguir uma carreira que não nos mobiliza o coração? Quanta gente permanece em relacionamentos tristes e doentios apesar de sentir uma vontade enorme de sair correndo e viver em liberdade? Quantos medos racionalizados nos mantém reféns de situações que vão aos poucos minando nossa alegria e felicidade?

Às vezes nos deparamos com pessoas que tomam atitudes de forma muito rápida e seguem seus desejos sem pestanejar.
Costumamos achá-las malucas por se atirarem de corpo e alma aos projetos de vida sem ao menos pensar nas consequências. E as admiramos quando as vemos realizadas em suas conquistas. Se algo não deu certo, elas souberam dar a volta por cima com a mesma determinação. É que elas seguiram o coração e perderam pouco tempo nas racionalizações, apenas o suficiente para pesar pós e contras e decidir.

Para a psicóloga Virgínia, a chave para confiarmos na intuição está numa postura mais reflexiva e no desenvolvimento da autoconfiança.

“Devemos confiar na intuição à medida que a autoconfiança e o autoconhecimento permitam ao indivíduo separar a intuição dos seus medos e desejos”, diz. A afirmação nos mostra que confiar na intuição está diretamente relacionada à nossa autoestima. Pessoas com baixa autoestima têm mais dificuldade em acreditar na inteligência intuitiva em função de uma desconfiança em relação a tudo o que venha de seu interior. A saída, nesse caso, é racionalizar ao máximo na tentativa de obter o sucesso que os sentidos estão a gritar. 
Mas nem sempre a racionalização – que vem recheada com nossa insegurança - atende aos clamores da alma.

O segredo para tomarmos atitudes baseadas em nossos mais profundos desejos está em ouvir a intuição e aprender a nela confiar. Se não houver brilho nos olhos e calor no coração, não siga por esse caminho. Por mais que a análise dos fatos te diga o contrário.


A educação dos sentimentos é a maior transformação que podemos almejar. O esforço pessoal nesta jornada é menos penoso se nos cercamos de boas leituras e amizades. Compartilho com vocês minhas reflexões para juntos plantarmos consciência..


http://obviousmag.org/reforma_intima/2016/por-que-preferimos-racionalizar-ao-inves-de-usar-a-intuicao.html?utm_source=obvious+subscribers&utm_campaign=0d69a1a7b6-MAILCHIMP_DAILY_EMAIL_CAMPAIGN&utm_medium=email&utm_term=0_7d1f58ded8-0d69a1a7b6-213482989&goal=0_7d1f58ded8-0d69a1a7b6-213482989


* * *