Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador RSIC/ ICAL 8 ANOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RSIC/ ICAL 8 ANOS. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

RSIC/ ICAL 8 ANOS - Retrospectiva IV

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
E-MAIL ENVIADO AOS MEMBROS DE ITABUNA CENTENÁRIA, SOBRE O “PROJETO FLAPPI” DE GERALDO MAIA

Caro amigo,

A nossa Rede Social ITABUNA CENTENÁRIA  tem a honra de abrigar muita gente interessada  no crescimento da nossa centenária cidade, principalmente na área cultural. Dentre os seus membros, o itabunense Geraldo Maia, ator e diretor teatral, autor do Projeto FLAPI.  Ele solicitou a colaboração desta Rede Social para apresentar o seu projeto aos membros deste site solicitando de todos "sugestões e contribuições, para agregar mais e mais valores ao mesmo e a partir daí formatar o projeto e enviá-lo para as grandes empresas estatais e privadas, nacionais e internacionais, etc."

Atendendo a solicitação deste produtor cultural estou enviando a minuta do projeto FLAPI  solicitando o carinho de sua atenção, lendo-o e dando sua opinião (seja ela qual for), que poderá ser enviada para nossa Rede Social e/ou diretamente para o e-mail do autor www.geraldomaia2007@gmail.com.Poderemos também encaminhar esta e-mail para todos  os nossos contatos, que ao conhecerem o projeto poderão, quem sabe, engrossar as fileiras de aderentes. Também participem respondendo ao Fórum que será aberto para discussão do assunto na nossa Rede Social ITABUNA CENTENÁRIA. Sua opinião é de muita valia seja ela a favor ou contra.

Sugerimos  que visitem a página do autor Geraldo Maia, nesse site e vejam a  sua biografia para conhecê-lo mais. No final da minuta do projeto FLAPI  temos mais informações sobre  este produtor cultural.

Para deixar todos os membros de R/SIC a par de tudo, junto ao anexo com a minuta do projeto FLAPI estou  enviando toda a correspondência sobre o assunto, que foi trocada entre o Sr. Geraldo Maia e a administradora de ITABUNA CENTENÁRIA Sra. Eglê Santos Machado.

Agradeço pela sua atenção. Abraços.

-----
Para Geraldo Maia 

Caro Geraldo, vou te contar o que está a  acontecer. O Roberto Henrique parece que pirou de vez, rsrsrsrs. Há algum tempo que ele está nervoso, me enchendo o saco. Imagina que na semana passada, num bate papo do chat de R/SIC onde costumamos conversar, ele queria me forçar a ir à prefeitura, ali, aqui, acolá e como eu lhe disse que não faria isso que o que eu poderia fazer era continuar  oferecendo o site para ele, você , eu mesma e quem mais quisesse gritar, reivindicar, etc. ele ficou bravo comigo e me esculachou, culpando-me por todas as mazelas do mundo. Eu disse-lhe também umas boas  e no dia seguinte ele já estava todo alegrão de novo dizendo que a nossa briga serviu para ele, conforme eu mesma lhe havia dito, pesquisar na Internet e achar aquela “AGENDA 21”. Eu fiquei animada, mas já desconfiava que não fosse fácil como ele supunha. Procurei me informar sobre o assunto e uma amiga, Tânia Suzart, disse-me que o irmão dela, em Itapebi, trabalhou duro para implantar essa AGENDA 21 na cidade, o prefeito disse que bancaria aluguel de uma sede, contas de água, luz, telefone, e tudo o mais. Para encurtar a história o rapaz disse que a prefeitura pegou uma parte do dinheiro, não pagou nada de aluguel e outras contas, e agora  a tal de AGENDA 21 está querendo que eles devolvam o dinheiro; estão numa enrascada daquelas.

Eu nem falei disso ao Roberto. Ele é uma criatura muito boa e fica indignado com a falta de iniciativa e apoio. Eu só digo a ele que estamos no Brasil  e já sabemos como  tudo funciona aqui. Aí ele fica zangado é comigo rsrsrsrs. Diz-me cada coisa! Eu é que não ligo. Hoje ele tirou a foto do site, disse-me pelo bate papo que vai se recolher um pouco, pediu-me desculpas e disse que vai acompanhar ‘na moita’ tudo da R/SIC. Acho que ele está com um problema pessoal: uma vez ele me disse que estava desempregado, não sei se é verdade, pois ele brinca muito. Se ele morasse aqui em Itabuna eu já teria ido atrás para bisbilhotar, dar-lhe uma palavra amiga; mas ele vive em Amargosa e Feira de Santana.

Hoje tentei, tentei conversar com ele no chat, mas ficou caladão, não respondeu nada. Pedi-lhe para me dar o seu telefone para eu ligar, não deu. Eu não sei o que fazer para ajudá-lo, ele não se abre, não diz nada. Eu não o conheço pessoalmente, mas todo esse tempo de contato virtual chegou a uma amizade muito grande. Tem umas irmãs dele aqui em Itabuna, mas eu fico sem jeito de falar disso com elas

 Bom, meu amigo, estou te dizendo tudo isso porque sei que deves estar estranhando o silêncio da nossa rede sobre teu Projeto FLAPI. Mas podes ficar à vontade para continuar gritando. Quem sabe, Roberto não se anima, e volta a trabalhar? Ele é muito inteligente, sabe se expressar, entende de tudo e é grande pesquisador, mas agora vamos dar o tempo que ele precisa.

SE quiseres mandar um recado para ele o e-mail é rhod1@oi.com.br  podes dizer-lhe que eu te contei tudo.  Te contei estas coisas confiada na linda frase que dissestes no site:

“Nada dando certo, em termos de FLAPI, o ganho dessa amizade, desse conteúdo relacional, supera qualquer ganho material e social. Já valeu tudo, porque, para mim, coisas não podem ser mais importantes que pessoas, e não são.”

Abraços, Eglê

* * *

RSIC/ ICAL 8 ANOS - Retrospectiva II

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Foto criada há 2 anos
"ITABUNA: Fragmentos de Memória em Cem anos de História"

Texto de abertura do Calendário produzido pela Comissão da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) para as Comemorações do Centenário de Itabuna.

Selecionar é escolher. 
Os critérios para realizar a seleção podem ser definidos de distintas formas de acordo com os princípios de cada um e com as distintas situações que vivenciamos. Há certas ocasiões em que selecionar é tão vital para prosseguir que enquanto não realizamos essa tarefa ficamos dando voltas sem sair do lugar. Selecionar o que seria tão significativo lembrar sobre uma cidade numa época em que a esperança de vida aumenta ao mesmo tempo em que tudo muda vertiginosamente, foi um desafio assustador. A seleção mostrou-se tão difícil porque nos colocou diante de decisões sérias que por muito tempo foram adiadas. O diálogo tornou-se profundo, inquietante, revolucionário e nos colocou frente a frente com a responsabilidade de agir.
O que não poderia ser esquecido no momento de comemorar o centenário de Itabuna? 
Nesses tempos de crises de valores e de referências, as comemorações tendem a demonstrar que o acontecimento “rememorado, em razão do seu valor simbólico, visa, sobretudo, ao devir. Em busca de um consenso o poder político investe nas lembranças das grandes datas,  de maneira a encontrar no passado uma legitimidade histórica que permita consolidar a memória coletiva. Por trás de todas as comemorações encontra-se, portanto, a questão do tempo que se manifesta na sua relação com o passado da História e o presente da memória.
Nesse calendário produzido no boja das atividades desenvolvidas pela Comissão da Universidade Estadual de Santa Cruz para as Comemorações do centenário da cidade de Itabuna se tentou encontrar um consenso entre a memória individual, aquela que cada um lembra um jeito diverso, segundo o que lhe interessa e o que amealhou durante a sua experiência de vida, e a memória coletiva, que é aquela formada pelos fatos e aspectos julgados relevantes e que são guardados como memória oficial da sociedade mais ampla. Perseguimos então a memória compartilhada pesquisando entre os itabunenses, nativos ou moradores, e de diversos seguimentos sociais, marcos da trajetória e história da centenária cidade.
A seleção foi realizada. Demoramos no processo seletivo por receio de omitir, de exceder, mas a fala balizada dos nossos depoentes nos encorajou a apresentar as imagens-fato, doze momentos da trajetória da cidade que estão na memória dos itabunenses para que possamos comemorar, e então, reviver de forma coletiva a memória dos acontecimentos considerados como fatos sinalizadores, a sacralização dos grandes valores e ideais de uma comunidade. Enfim nesse fenômeno das comemorações, a história se conjuga a memória, procurando na distância do acontecimento passado uma aproximação com o presente histórico.

                       (Postado na RSIC/ICAL no início do ano 2010)

* * *