Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Pânico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pânico. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de junho de 2020

PENSAR — UMA NOVA MODA? – Marcos Luiz Garcia

12 de junho de 2020
·   
Marcos Luiz Garcia

          Não poucas pessoas obrigadas a ficar em casa devido a imposições de autoridades locais vêm se entregando a uma atividade que lhe é própria, mas estava ficando ultrapassada: pensar. Sim, nolens, volens, a Covid-19 está propiciando o exercício da faculdade que nos distingue dos irracionais, além de outra, ainda mais nobre, que é a oração.
         Tal é a catadupa de informações sobre ovírus chinês e a guerra movida pela esquerda — de todos os naipes — para derrubar o governo eleito e implantar no Brasil um regime comunista semelhante ao da China, que todos que tomam conhecimento delas vão ficando atordoados. Quanto mais informação a pessoa procura, tanto mais confusa ela fica.
          À medida que se começa a deixar de lado, por instintiva defesa mental, as informações com que somos diuturnamente bombardeados, vai-se percebendo que os números de doentes e mortos apresentados pela estatísticas não inspiram confiança.
          Por exemplo, não fica claro porque a mídia não publica fotos de engarrafamento de ambulâncias e carros fúnebres diante dos hospitais e dos cemitérios. Se não publica é porque o número desses veículos é pequeno.
         Uma pessoa conhecida minha, que reside nas cercanias do estádio do Pacaembu (onde o governo do Estado montou tendas de emergência para tratamento de Covid), me disse que quase não se vê movimento de ambulâncias ou de carros fúnebres no local.
          Também no cemitério da Vila Formosa, designado para sepultar os mortos vitimados pelo coronavírus cujas famílias são mais desprovidas de recursos, a mídia não publica nenhuma foto de engarrafamento.
           Habituada a exagerar o que convém à esquerda, a mídia brasileira exploraria cenas dessas até o delírio, se elas existissem de fato. Pergunto: Qual o interesse em exagerar os números, uma vez que mesmo os contagiados anunciados pela Prefeitura de São Paulo, cidade com 12 milhões de habitantes, não equivalem a mais do que 0,58%, e o de mortos a 0,034% da população? Convenhamos, há outras doenças que matam muito mais do que essa.
          Outro aspecto que chama a atenção é a “coincidência” de os cinco estados cujos governadores são mais entranhadamente contra o governo federal — São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Amazonas — com um total de 82 milhões de habitantes — somarem maior cifra de óbitos do que os cinco estados mais favoráveis ao governo central — Minas, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal e Santa Catarina —, com uma população total de 52.500.000.
          Para aumentar a confusão, veja o que a UOL publicou no dia 31 de março p.p.:
          “O porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, lançou um alerta hoje sobre o uso indiscriminado de máscaras pelas pessoas que não querem se infectar pelo novo coronavírus, garantindo que possa haver uma falsa sensação de segurança. O uso não é requerido para pessoas saudáveis. Em vez disso, as pessoas com sintomas é que devem usá-las, para proteger os demais, assim como os que cuidam dos doentes em casa e estão mais expostos ao vírus, explicou o representante da entidade.”
          Ora, usar máscara é norma geral no Brasil, que afirma seguir as normas da OMS. Como fica a contradição?      O mais grave, entretanto, é o lado espiritual da situação: as igrejas fechadas e as pessoas sentindo pouco a falta dos sacramentos. Muitos estão se adaptando à nova maneira de praticar a religião via internet. Em casa mesmo, diante de uma tela, largados num sofá, em muitos casos semidespidos, comendo um pedaço de pão e tomando um pouco de vinho, à guisa de comunhão.
          No final das contas ficam satisfeitos, pois com décadas de deformação conciliar, consideram normal que essa seja a nova forma de cumprir suas obrigações em relação a Deus… Afinal, como isso tudo vai acabar? — A primeira parte das previsões de Fátima está se cumprindo e se espera grande número de conversões. Depois virá o cumprimento total das previsões: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!”, conforme Ela garantiu.


* * *

segunda-feira, 11 de maio de 2020

NINGUÉM PODE NOS OBRIGAR A COMETER SUICÍDIO – John Horvat II


10 de maio de 2020

John Horvat II *

O navio-hospital da Marinha Americana Comfort [foto acima] foi despachado rapidamente para o porto de Nova York a fim de ajudar a cuidar das dezenas de milhares de pacientes de coronavírus que, esperava-se, ocupariam todos os leitos da embarcação. Por garantia, foram adicionados 1.000 leitos àqueles normalmente ali existentes.

Contudo, o navio está deixando o porto com um índice baixíssimo de utilização, pois na cidade de Nova York o temido colapso do sistema de saúde de fato nunca aconteceu. Ventiladores extras de pulmão, que haviam sido providenciados para o Comfort, estão agora disponíveis para outros lugares.

A estadia do navio na zona “quente” da pandemia e sua partida são altamente simbólicas.

Em todo o país, hospitais foram preparados para o anunciado Armagedon e atender assim as sucessivas ondas de vítimas do COVID-19. No entanto, o sistema de saúde desapontou por ter-se preparado para um Armagedon que nunca veio. Agora, muitos hospitais estão despedindo parte de sua equipe médica ou até mesmo indo à falência. A falta de pacientes e o cancelamento de cirurgias não urgentes lhes estão trazendo graves prejuízos financeiros. Tem gente morrendo porque estão adiando cirurgias vitais.

Algo deu seriamente errado com os modelos usados para fazer a projeção da ameaça à saúde pública. Tais modelos não estavam sequer próximos da realidade. O mais citado foi fornecido por uma equipe do Imperial College de Londres, dirigida pelo Prof. Neil Ferguson. Sua projeção acabou sendo usada por um grande número de governos para impor severas medidas de confinamento de seus cidadãos. Esses líderes políticos manifestaram ter mais fé e reverência nessas previsões distorcidas do que nos quatro Evangelhos.

Concomitantemente, os especialistas londrinos,nos quais eles se baseavam, estimaram que morressem nos EUA 2.2 milhões de pessoas. Na realidade, apenas uma diminuta fracção americanos sucumbiu. O principal autor do estudo mais tarde admitiu que as tais previsões bárbaras foram baseadas em milhares de linhas de um código não documentado escrito 13 anos atrás para estabelecer um modelo de pandemias de gripe. Esses modelos iniciais eram não somente erros de cálculo, mas também avaliações baseadas em uma péssima aplicação da ciência. A mídia politizada se aproveitou para espalhar o máximo possível esses cálculos.

Ninguém até hoje foi responsabilizado por um erro tão brutal. Esses cientistas conservam seus empregos, os líderes políticos que com açodamento e sem investigação aceitaram e agiram em função de seus números inflados se mantêm em seus cargos. E a mídia irresponsável continua a fomentar impunemente histeria.

Ao mesmo tempo, líderes políticos ignoraram presunçosamente doutores e cientistas como o Dr. John Ioannidis, da Universidade de Stanford, cujos estudos e compreensão da conjuntura eram bastante próximos da realidade, pois previam que o índice de mortalidade seria bem próximo da gripe de estação. Se lhes tivessem dado atenção, ter-se-ia poupado muito tempo e dinheiro ao sistema hospitalar. O seu conhecimento politicamente incorreto, mas epidemiologicamente correto poderia ter salvado vidas e problemas.

Não satisfeitos com seu desastroso manuseio da crise no campo médico, os líderes governamentais insistiram e decidiram repetir seus erros na economia e na sociedade. As rodas da indústria e do comércio foram obrigadas a parar, na antecipação da pandemia que mataria milhões. Boa parte do mundo ainda está com certa paralisação. Essas decisões foram também baseadas nos mesmos modelos defeituosos e estão provocando um colapso geral.

Decisões governamentais deveriam ser baseadas em dados reais e científicos confiáveis. A continuação do confinamento extremo baseado em previsões defeituosas não é nada menos que suicídio sociopolítico e econômico.

Amplas partes dos EUA com pouco ou nenhum caso do vírus foram tratadas com o mesmo rigor que a cidade de Nova York, centro da epidemia. Empresas e operações estuantes de vitalidade foram simplisticamente divididas em dois grupos: “essenciais” e “não essenciais”. Já sabemos quais foram os critérios duvidosos que determinaram essas decisões muito pouco salomônicas em que muitos estados consideravam as clínicas de aborto, os dispensários de maconha e as lojas de bebidas alcoólicas “essenciais”, mas negavam o mesmo tratamento às igrejas e reuniões religiosas.

Quando as economias modernas integradas param, o mesmo acontece com as cadeias de abastecimento. Partes integrantes do processo com frequência não podem mais ser readaptadas. Quantidades maciças de bens e alimentos têm que ser doados ou jogados fora.

O alcance total da destruição econômica é de dar vertigem. Em março e abril, os mercados perderam trilhões de dólares em valor. Indústrias importantes, como hotelaria e transporte, fecharam as portas. O débito subiu às nuvens. Os gastos governamentais inflaram fora de controle. Dezenas de milhões de pessoas ficaram sem trabalho e recebem ajuda do governo.

O pior é que o mundo dos negócios, desejoso de reabrir, está sujeito aos mesmos caprichos desses mesmos políticos que foram os primeiros a colocá-los na situação que estão. Muitos líderes governamentais estão estendendo o lockdown, numa tentativa oca de evitar humilhação e poder “provar” que os fechamentos eram de fato necessários. Outros funcionários públicos são ideologizados e pouco se preocupam com a calamidade econômica. Eles veem a crise como uma oportunidade de forçar a aceitação de suas agendas socialistas e ecológicas.

O grande perigo não é o vírus, mas o incompetente manuseio da crise. Isso levou a medidas que estão destruindo a ordem socioeconômica. A atitude de fazer qualquer coisa que der na telha está queimando a casa, quando simplesmente uma lanterna teria sido suficiente para iluminá-la e encontrar uma solução para o problema.

Um dia a História vai julgar com grande severidade a culpa de todos aqueles envolvidos em criar o pânico e a histeria geradores da presente crise. Ela condenará severamente aqueles que aberta e despudoradamente usaram a crise para promover suas metas subversivas. Em vários graus, cada um deverá assumir certa quota de responsabilidade por esta calamidade médica e econômica. Eles serão corresponsáveis por todos que pereceram por doença, suicídio, ansiedade, bem como por outras causas indiretas de morte provocadas pelo pânico mundial.

A única saída da crise é pular fora desta rota de suicídio. Agora. Imediatamente. Ninguém pode ser obrigado a cometer suicídio. Assim como o navio-hospital Comfort, urge deixar para trás o porto de Nova York!
_________________
* John Horvat II, é vice-presidente da TFP norte-americana, autor do best-seller “Return to Order”. Artigo traduzido do ingles por João Carlos Leal da Costa.


* * *