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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

"CRIME LEGAL" Por Divaldo Franco


Entre os acontecimentos infaustos que assinalaram o ano de 2020, no breve tempo em que se encerravam as narrações das suas desventuras, uma notícia terrivelmente infeliz atingiu-nos a todas as criaturas: a Argentina, através do seu Senado, legalizava o aborto até a décima quarta semana de gestação.

A alegria que invadiu o país na madrugada, em que multidão muito volumosa gritava enlouquecida pelas ruas de Buenos Aires – registrada pelas câmeras fotográficas das redes sociais –, sem máscaras nem distância preventiva, numa infernal correria ao prazer, apoiava o crime de morte em detrimento da grandeza da vida.

Aos berros de exaltação do infanticídio sucedeu-se um grande silêncio, e uma nuvem representando a barbárie coletiva desceu sobre o grande país, que a partir de agora se compromete a matar os embriões e fetos humanos até a décima quarta semana.

Neste ritmo em que o conforto da mulher exige a eliminação do filho que não deseja, mas permitiu gerar, quando existem muitos recursos morais e legais que impedem a fecundação, em não distante tempo, pessoas insensíveis legalizarão a eutanásia, matando os pais que deles venham a depender ou simplesmente pessoas idosas, cujas existências pesem na economia ou futilidades da sociedade. Aliás, já tem havido algumas tentativas a esse respeito, que estão aguardando o momento selvagem para o homicídio.

Esquecem-se estes que assim pensam que à juventude sucede a velhice, por mais disfarces estéticos e recursos para a longevidade...

O ato desafiador produzido pelos argentinos assinala a decadência moral deste período cultural e espiritual da humanidade, em que a vida, especialmente a humana, perdeu o significado, voltando aos antiquíssimos padrões da ferocidade e da violência. Os vários milênios de cultura, ética e civilização desaparecem, sucedidos pela brutalidade e paixões ferozes de governantes bárbaros.

Sob todo e qualquer aspecto, é lamentável esse passo, dito legal, na Constituição do país vizinho. No entanto, repetindo Martin Luther King Jr.: “O pior não é o atrevimento dos maus, porém o silêncio dos bons”.

É exatamente o que está acontecendo em relação ao aborto legal e perversamente sempre imoral.

Têm sido poucas as reações de indivíduos e grupamentos religiosos, que tecnicamente respeitam a vida. Sua Santidade, o Papa Francisco, que defende as árvores da Amazônia, está silencioso ante o crime hediondo, desconsiderando o Mandamento “não matarás”, e principalmente aquele que não se pode defender.

Ao vivermos numa sociedade na qual se matam crianças por nascer, apenas por prazer, devemos sentir um grande constrangimento.

Matar é crime nefasto, e tudo devemos realizar para que o amor e suas leis substituam a sua hediondez.

Divaldo Franco – Professor, médium e conferencista espírita

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sábado, 26 de setembro de 2020

ANGÚSTIA E PAZ – Divaldo pereira franco


Angústia e Paz

 

Previne-te contra a angústia.

Esta tristeza molesta, insidiosa, contínua, arrasta-te a estado perturbador.

Essa insatisfação injustificável, perseverante, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível.

Aquela mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, impele-te a desajuste insano.

Isso que te assoma em forma de melancolia, que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo.

Isso que aflora com frequência, instalando nas tuas paisagens mentais de pressão constante, representa o surgimento de problema grave.

Aquilo que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, que te atormentam.

A angústia possui gêneses. Várias.

Procede de erros que se encontram fixados no ser desde a reencarnação anterior, como matriz que aceita motivos verdadeiros ou não, para dominar quem deveria envidar esforços por aplainar e vencer as imposições negativas e as compulsões torpes.

Realmente, não há motivos que justifiquem os estados de angústia.

A angústia entorpece os centros mentais do discernimentos e desarticula os mecanismos nervosos, transformando-se em fator positivo de alienações.

Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, enfermando o espírito.

Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas sombras-problemas.

Não passes recibo aos áulicos da melancolia e dispersa com a prece as mancomunações que produzem angústia.

Fomenta a paz, que é antídoto da angústia.

Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança.

Trabalha com desinteresse, fazendo pelo próximo o que dizes dele não receber.

A paz é fruto que surge em momento próprio, após a germinação e desenvolvimento do bem no coração.

Jamais duvides do amor de Deus.

Fixado no propósito de crescimento espiritual, transfere para depois o que não logres agora, agindo com segurança.

Toda angústia dilui-se na água corrente da paz.

 

Divaldo Pereira Franco

 

http://blog.forumespirita.net/angustia-e-paz/

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

LIBERDADE, LIBERDADE! – Divaldo Franco


Divaldo Franco com muita retidão e bom senso, escreve sobre o "porta dos fundos"

Há um velho dito que assim se expressa: “Ainda não vi tudo!” 

Refere-se às surpresas do quotidiano, no que diz respeito aos acontecimentos durante a existência física. 
  
Fatos aberrantes chocam-nos a cada momento e, através da Imprensa em seus vários aspectos, o noticiário surpreende-nos com ocorrências inimagináveis, que se vão tornando comuns em nosso processo de relacionamentos sociais. 

Mais recentemente, todas pessoas sensatas, religiosas ou não, fomos surpreendidos com o escândalo satírico, em torno das figuras históricas e nobres de Jesus, Seus familiares e seguidores mais próximos. 

Em nome da liberdade de pensamento e de expressão um grupo, repetindo-se em perversões chocantes, tenta denegrir o Homem de Nazaré, assim como todos aqueles que com Ele conviveram, em cenas vulgares de uma vileza moral que nos obriga a entretecer os comentários que seguem. 

Essas pessoas permitem-se liberdades libertinas, confundindo-as e azorragando a cultura e a arte com baixeza moral alarmante. 

Esses artistas que navegam contra a correnteza da História e da Ética dos bons costumes chegam ao despautério de ver todos os membros que envolvem Jesus, Ele inclusive, como portadores das chagas mais ultrizes que, certamente, são familiares aos sentimentos que se transferem deles na atualidade e atirados nos homens e mulheres do pensamento cristão inicial. 

Têm, sim, um propósito destrutivo esses indivíduos anarquistas. Na falta de cultura e de arte para combaterem os nobres ideais com outros que lhes sejam superiores, rebaixam-nos à própria condição. Aquele que dividiu a História com a Sua existência ímpar e atraiu ao holocausto por aproximadamente trezentos anos, mais de um milhão de pessoas de todas as classes sociais e culturais é inatacável. 

Certamente essa visão atormentada não afeta a mensagem do Evangelho e muito menos o Seu autor, mas perturba as gerações novas despreparadas para o respeito ao próximo e à sociedade, criando um campo de tormentos morais mais servis do que aqueles que hoje arrastam multidões desassisadas. 

Ninguém tem o direito de agredir impunemente as crenças e os ideais dos outros, especialmente aqueles que os não têm nenhuns, que se caracterizam pela zombaria, autodestrutivos e enfermiços. 

O meu silêncio diante das ofensas propositais e patológicas ao Mestre venerado por mais de um bilhão de homens e mulheres de todo jaez, será anuência à perversão e indignidade de que se reveste o ataque deplorável, perpetrado por esse grupo que elegeu a porta do fundo para se fazer conhecido. 

Apresento, deste modo, o meu repúdio pessoal à anticultura e devassidão desses apóstolos da era de decadência da sociedade que perdeu o rumo da razão e dos deveres morais. 

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 09 de janeiro 2020. 

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Divaldo Franco (Feira de Santana BA, 5 de maio de 1927) é um professormédiumfilantropo e orador espírita brasileiro.
É tido como o maior divulgador da Doutrina Espírita na atualidade.


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terça-feira, 23 de abril de 2019

NOTRE-DAME DE PARIS – Divaldo Franco


#ArtigoDivaldoFranco – Professor, médium e conferencista

No momento em que escrevo este artiguete, arde em devoradoras chamas a incomparável Catedral de Notre-Dame de Paris, um dos mais grandiosos símbolos da capital francesa.

Não posso negar a dor íntima que experimento ao ver a destruição de um dos mais notáveis templos góticos da humanidade.

Visitei-a mais de quinze vezes, em todas ocasiões em que estive em Paris. Exercia sobre mim um fascínio indescritível, evocando o período das Cruzadas como o da Revolução de 1789.

No seu interior estiveram reis e a ralé, potentados e miseráveis, bárbaros e santos, imperadores e o povo em súplica, rogando as bênçãos de Nossa Senhora, em períodos de guerra, de peste, no passado, e de júbilo.

Napoleão Bonaparte, no dia 2 de dezembro de 1804, ali fez-se coroar imperador dos franceses, enquanto, anos antes, ela fora palco do materialismo em famoso discurso que expulsava Deus do país...

Começou a ser construída em 1163 e é um dos monumentos históricos mais extraordinários do engenho humano, na pequena Île de la Cité, dedicada à Mãe de Jesus.

Tudo nela era especial, desde suas imensas colunas, suas torres, teto, vitrais, subsolo onde eram guardados tesouros de valor incalculável, repositório de histórias vivas da cultura francesa.

Recordo-me do incêndio do Museu Histórico do Rio de Janeiro, que destruiu documentos insubstituíveis e a memória de acontecimentos únicos do nosso país.

Penso, nestes dias de ódio e de primarismo, acompanhando na França os casacos amarelos, vândalos destruidores da pior espécie, assim como os anarquistas de todo o mundo e da nossa Pátria que não perdem oportunidade de destruir tudo, em alucinada volúpia de prazeres patológicos, inclusive matando seres humanos.

Se ambos incêndios foram por negligência humana, igualmente considerada criminosa, estarrece-nos mais, porém, se foram com o objetivo de instalar na Terra o pavor e no último caso anular "o Cristianismo que comanda o ocidente há dois mil anos e deve ser aniquilado a qualquer preço”, muito pior para a nossa paradoxal civilização.

Estamos numa encruzilhada sociocultural das mais complexas.
De um lado, predominam as paixões mais asselvajadas que se possa imaginar ao lado de especial tecnologia de ponta e de ciência avançada, sem ética nem moral, nem paz ou alegria de viver. E do outro, as perspectivas de mudança de comportamento, voltando-se aos valores da dignidade, da família e da humanidade.

Nas sombras das incertezas, cabe-nos a todos nós e a cada um em particular a conduta nobre e o desenvolvimento da cultura da paz e do amor.

Seja Notre-Dame de Paris o último espetáculo truanesco destes dias desafiadores, que devem ceder lugar aos deveres de elevação moral do ser humano.

*Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 18 de abril de 2019

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quarta-feira, 13 de março de 2019

EU PROTESTO – Divaldo Franco


Lamentavelmente, a liberdade é uma conquista que nem todos os seres humanos compreendem. Alguns setores da sociedade confundem-na com a libertinagem, a permissão que lhes faculta o direito ao desrespeito a tudo quanto lhes perturba ou lhes impõe disciplina moral. Cada dia acompanhamos a perversão dos costumes e os atentados de vária ordem, utilizados insensatamente por esses libertinos escudados no direito que negam aos outros.

Não há muito, em nome da cultura, vimos exibir-se despido um homem no Museu de Arte Moderna de São Paulo, que se dispôs permitir-se apalpar por crianças em nome da liberdade. Outras exposições perversas foram apresentadas em Porto Alegre e em Belo Horizonte, em nome da arte, em espetáculos chulos e de baixo padrão moral, numa apresentação psicopatológica, exaltada pelos mesmos representantes do chamado progresso cultural. Há poucos dias, em São Paulo, no desfile do Carnaval, a Escola de Samba Gaviões da Fiel exibiu um quadro horripilante, ironizando Jesus, que era apresentado semidespido, surrado por Satanás, que o martirizava com um tridente, matando-O, enquanto caveiras sambavam em Sua volta. O espetáculo vulgar e agressivo mereceu a revolta de muitos foliões e pessoas outras que não puderam compreender a razão pela qual esse extraordinário vulto, considerado o maior da humanidade, cujo berço dividiu a História, naquela situação profundamente vexatória e agressiva não somente à Sua memória, assim como a todos aqueles que O respeitamos e cultuamos em nosso comportamento.

Com que direito esses sambistas arbitrários se permitiram denegrir a figura do Homem de Nazaré, respeitado mesmo por aqueles que não Lhe seguem as diretrizes filosóficas e religiosas? Esse comportamento viola todos os valores morais que a liberdade concede, naturalmente exigindo consideração ao direito dos outros. Sou espírita-cristão que aprendi com Ele a respeitar todas criaturas, credos e ateísmo, impositivos sociais e morais, não me podendo calar ante a afronta vil e zombeteira dos carnavalescos embriagados pelas paixões subalternas... Não é a primeira vez que a crueldade ateísta de alguns indivíduos tenta macular a figura incorruptível de Jesus. Incomodados com a grandeza e excelência dos Seus ensinamentos, que eles não têm valor moral para vivenciar, dominados por conflitos sexuais e de outra ordem, buscam desacreditar o incomparável pensador e Mestre, que vem iluminando a consciência da sociedade desde há dois mil anos.

Tem-se insistido em informar que Jesus era gay, em tentativa de diminuir-lhe a dignidade, e advogam, ao mesmo tempo, que os gays merecem todo respeito e consideração. Claro que os gays são credores de nosso respeito, pois que são pessoas normais e dignas, mas aqueles que assim procedem visam diminuir-Lhe o conceito de honradez, o que não deixa de ser um paradoxo. Espero que outros cristãos decididos apresentem a sua recusa e protesto a esses adversários da dignidade humana, demonstrando-lhes que as suas demências não servirão de modelo moral à sociedade em construção neste momento quando iniciamos uma Era Nova de justiça e amor. Jesus não é apenas um símbolo do Mundo melhor, mas o exemplo que e guia para a conquista da plenitude.

#ArtigoDivaldoFranco – Professor, médium e conferencista

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Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 7 de março de 2019.
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