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segunda-feira, 6 de junho de 2022
Romance de Cyro de Mattos
Participa da Festa do Livro da USP
Nos dias 7 a 9 de junho, das 9:30 às 21 horas, a Editora
Letra Selvagem estará participando da 10ª Festa do Livro da USP Leste. Os
livros dos "autores selvagens" estarão disponíveis, com até 50% de
desconto. São romances, poesias, contos, crônicas, ensaios, de autores
brasileiros e estrangeiros, escolhidos a partir da qualidade e contribuição à
literatura. E entre eles o romance Os
Ventos Gemedores, de Cyro de Mattos, Prêmio Nacional do Pen Clube do Brasil, um
dos mais expressivos e tradicionais dos certames literários brasileiros.
https://www.livrariaselvagem.com.br
A Festa do Livro da USP - Leste será no formato híbrido. Ou seja, presencialmente a Letra Selvagem vai estar com uma bancada e em seu site: https://www.livrariaselvagem.com.br. Todos os livros da LS com até 50% de desconto, no período de 07 a 09/06, estarão participando no grande evento da USP Leste e no site da Editora. https://festadolivro.edusp.com.br/uspleste/editoras
VULCÂNICOS LABIRINTOS NO CORAÇÃO DA TERRA
No chão encharcado de sangue e lágrimas do Japará, território imaginado pelo romancista, a narrativa labiríntica de Os Ventos Gemedores reafirma a criatividade admirável de um autor aclamado pela crítica. “Cyro de Mattos possui uma personalidade vigorosa e original, a condição humana dos personagens que surgem do seu conhecimento e de sua emoção nada têm de artificialismo... O autor de Os Brabos pisa chão verdadeiro, toca a carne e o sangue dos homens, entre sombras e abismos.”
Jorge Amado
“Começo bem o ano, lendo Os Brabos, em que Cyro de Mattos põe muito sentimento dramático da vida, e muita vivência brasileira. São histórias que ficam na lembrança da gente.”
Carlos Drummond de Andrade
“Extraordinária capacidade de dar aos aspectos mais típicos da realidade nacional, em estilo profundamente impregnado da nossa fala brasileira, a revelação de um escritor visceralmente nosso... admirável ficcionista.”
Alceu Amoroso Lima
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domingo, 5 de junho de 2022
SEQUÊNCIA DE PENTECOSTES:
Lavai o que há impuro, regai o seco e duro, curai o doente.
Dai em prêmio ao forte uma santa morte. Alegria eterna.
Amém! Amém!
***
https://revistadeliturgia.com.br/domingo-de-pentecostes-2022/
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PALAVRA DA SALVAÇÃO (266)
Solenidade de Pentecostes | Domingo, 5 de junho de 2022
Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-23)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
João.
— Glória a vós, Senhor.
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando
fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se
encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja
convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os
discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz
esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de
ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A
quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os
perdoardes, eles lhes serão retidos”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
https://liturgia.cancaonova.com/pb/
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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Donizete Ferreira,
Sacerdote da Comunidade Canção Nova:
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O vento (santa Ruah) sopra a teu
favor
“…soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito
Santo’” (Jo 20,22)
A liturgia da festa de Pentecostes deste
ano nos situa no momento do encontro do Ressuscitado com seus discípulos,
literalmente “trancados” numa sala, incapazes de romper seus medos, marcados
por uma profun-da tristeza e decepção.
O Ressuscitado, ao exercer o “ofício do consolar” (S.
Inácio), desperta novo ânimo naqueles homens desolados, graças ao sopro
vital do seu Espírito, que se torna ação criadora e rompedora de tudo que
limita. O Ressuscitado não só se apresenta e fala, mas comunica a si mesmo:
entrega o seu Espírito, Aquele mesmo que o conduzia criativamente pelas
estradas da Galiléia, instaurando o novo Reinado do Pai.
Pentecostes é, para os cristãos, a festa do Espírito.
Ao dizer que Deus é Espírito, estamos dizendo que Ele não é um “ser fechado em
si”, senão abertura, ser-para-os-outros. Chamamos Deus “Espírito” porque é
força criadora e criativa, alento no qual todas as coisas e os humanos se
sustentam. Toda a realidade, perpassada pelo dinamismo divino, só tem sentido
em Deus; todas as “coisas” são em Deus. Também o ser humano: ele existe
unicamente a partir do “sopro” do Espírito divino, que lhe dá autonomia e
liberdade.
Em outras palavras, o Espírito é o espaço
aberto do amor oblativo e presença que estabelece continuamente o “cosmos” em
meio ao “caos”; é Deus mesmo como força expansiva e como fundamento de vida de
tudo e de todos, como seio maternal e fecundante no qual podemos chegar à
existência verdadeira. Por isso, o ser humano nunca vive a partir de si
nem para si mesmo; existe imerso no Espírito divino e caminhando para o futuro
(o novo nascimento) ao qual o Espírito lhe abre.
“Recebei a Ruah”, assim deve ter dito Jesus.
Em sua língua materna, Jesus chamava o Espírito de “Ruah”. É uma pobreza
falar só do “Espírito Santo” e deixar de lado a riqueza semântica da “ruah”,
que, em hebraico, tem conotações muito mais ricas que o termo latino
“spíritus”.
Assim, a expressão hebraica “Ruah”, feminino de Deus,
significa a brisa, o “pairar” de Deus sobre as águas, o sopro impetuoso que
gera vida. Alento, vento, sopro, respiração, força, fogo... com nome feminino,
que fala de maternidade e de ternura, de vitalidade e carícia.
Assim como Jesus, pela força da “Ruah”, se encarnou e se
humanizou, também nós nos fazemos cada vez mais humanos, por obra da mesma
“Santa Ruah” de Deus. Ela nos faz pressentir o quanto amados somos, que, na
comunhão, nunca estamos sozinhos, e que esta é a hora para
cada um(a) de nós e o melhor momento que nos cabe
viver. Sob o impulso da “Ruah”, vivemos todos no "horário nobre da vida”.
É a “Ruah” quem nos move a superar os esquemas atrofiados da
vida e a assumir uma causa mobilizadora, centrada no Reino anunciado por Jesus.
É Ela que nos arranca das malhas do egoísmo, liberta-nos dos interesses
mesquinhos, faz-nos caminhar no terreno firme do amor, abre novos horizontes e
nos impulsiona a assumir ideais mais elevados de felicidade e realização
pessoal.
Ela continua presente na vida de todo(a) seguidor(a) de
Jesus e no seio de sua comunidade. Continua atuando através de muitas pessoas e
organizações que se comprometem radicalmente na luta contra tudo aquilo que
rompe os vínculos, alienam e desumanizam. A “Ruah” de Deus continua atuando na
história, embora aparentemente não a percebamos. Não é necessário fazer tanto
barulho para dizer que a “Ruah” está agindo através de um discreto silêncio.
Muitas vezes, não a sentimos porque atua de maneira muito simples, através de
gestos que podem passar desapercebidos.
Portanto, viver alentados pela e na Ruah é também um convite
a harmonizar sabiamente os opostos da vida: experiência de
fortaleza/experiência de debilidade, silêncio/palavra, trabalho/descanso,
partilhar/receber, presença/ausência, conectar/desconectar, saber caminhar
acompanhados/saber estar a sós saboreando a dimensão positiva e fecunda de uma
“solitude” (solidão habitada) que enriquece nosso mundo interior e fortalece
nossas opções e compromissos.
Por outro lado, as consequências de viver sem o
Espírito-Ruah, Espírito-Sophia, são realmente desastrosas. A vida cristã sem
“Ruah” se revela como um conjunto de normas em uma instituição a mais,
carregada de moralismo, doutrina estéril e ritualismos vazios. Fica obsoleta,
porque não interpreta os sinais dos tempos, odres velhos para vinho novo.
Sempre é a “Ruah” que nos unifica, Aquela que nos convida a
superar a divergência que é fruto de nosso falso eu. Nela, a diversidade nos
enriquece.
É a “Ruah” de Deus, do amor, do comunitário e do comum, do
povo de Deus. N’Ela já não é possível permanecermos fechados, pois Ela
transpassa as paredes e quebra os ferrolhos das portas, nos faz abertos de
coração e de mente, frente às reservas e às dúvidas do temor.
Com seus dons, compreendemos que o universo é nossa casa e
nós não somos estranhos nela, que a humani-dade não caminha no vazio de uma
existência do nada, senão rumo à Casa Comum do Pai, e que a senda é a dos
irmãos na comunidade, em direção a um horizonte sempre inspirador.
O ser humano, desde sempre existe enquanto está fundamentado
(protegido e potenciado) na Ruah.
Constituído de argila, como vaso nas mãos de um
ceramista, cada um recebe o sopro ou hálito divino. É a
própria Vida de Deus, o seu sopro vital, que faz surgir o
humano do húmus da terra. É a “Ruah” de Deus, inspirado no ser humano, que o
torna realmente humano.
Cada pessoa é portadora deste sopro de Deus e
desta força misteriosa que o impulsiona à plenitude.
O sopro de Deus impresso no mais profundo
de nosso ser, está enfaixado pela fragilidade da argila.
Somos a grande combinação resultante do sopro de Deus e da
argila que nos configura.
Cada um de nós é a força criativa de Deus
impressa em cada coração. O respiro ou hálito é o símbolo da presença do
Criador em nós. Sob o signo de Adão, nós somos, em primeiro lugar, criaturas de
Deus em comunhão com as demais criaturas, participando da mesma existência
criatural. Mas, pelo sopro do próprio Deus, somos “elevados” à
condição de imagem e semelhança d’Ele.
Então, tornamo-nos “criaturas abertas ao Espírito” e,
mais ainda, “criaturas habitadas pelo Espíri-to”; somos
argila, mas argila portadora da “Ruah”, argila aberta ao céu. Tornamo-nos,
assim, imagem do mundo diante de Deus e imagem de Deus diante do mundo.
Nos relatos bíblicos, a “Ruah de Deus” se revela sempre
“rompedora”, pois é Ela que “alarga o espaço de nossa tenda interior”. É como
se derrubasse as paredes, abrisse portas e janelas e nos oferecesse espaços
amplos de encontro. Desse modo, cabe mais gente em nossas vidas e a “Ruah” nos
ajuda a descobrir a fraternidade e sororidade como um dom.
A “Ruah Santa” é aquela que faz estremecer as estruturas,
que toca nos lugares mais profundos e nossos. Ela vem como gesto de Deus que
arranca nossas vidas do porto seguro da acomodação e nos lança para os mares
abertos do novo e das surpresas. Nela, quanto mais navegamos, mais descobrimos novos
mares.
E nunca faltará o Vento ao nosso veleiro.
Texto bíblico: Jo 20,19-23
Na oração: “Vem, Santa Ruah!”: é o clamor,
o gemido, a oração universal. Melhor: é a Ruah quem clama, geme e ora no
mais profundo de seu ser e no mais profundo de tudo quanto existe. O universo é
oração.
- Deixe a Ruah fluir livremente; assim, a vida espiritual
será para você aquela vida na qual a Ruah poderá se mover sem obstáculos. Uma
espiritualidade holística que experimenta a presença d’Ela na totalidade de sua
vida, em todas as dimensões da realidade: a história, a natureza, a
interioridade, as relações humanas, a luta pela justiça, o descanso, o trabalho
etc. Todos estes são lugares onde a Ruah se manifesta.
- Como exercício prático, localize em sua vida os momentos
de profundas mudanças nos quais você se atreve a chamar “Pentecostes”, porque
lhe fizeram descobrir em seu interior, a presença da Ruah de um modo novo, mais
vivo e vigoroso; porque lhe fizeram ver as pessoas e a realidade com
reverência; porque lhe fizeram sair de visões e atitudes estreitas; porque lhe
tornaram diáfano (transparente) da presença de Deus no cotidiano de sua vida...
- Em sintonia com toda a Criação, abra espaço à presença e
voz da “Ruah” em seu coração.
Pe. Adroaldo Palaoro sj
* * *
sábado, 4 de junho de 2022
ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: O Laço de Fita - Castro Alves
O Laço de Fita
Castro Alves
Não sabes,
criança? ‘Stou louco de amores...
Prendi meus
afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No
templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na relva
sombria das tuas madeixas,
Nos negros
cabelos de moça bonita,
Fingindo a
serpente qu’enlaça a folhagem,
Formoso
enroscava-se
O laço de fita.
Meu ser, que
voava nas luzes da festa,
Qual o
pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de
repente cativo, submisso
Rolar
prisioneiro
Num laço de fita.
E agora
enleada na tênue cadeia
Debalde minh’alma
se embate, se irrita...
O braço, que
rompe cadeias de ferro,
Não quebra
teus elos,
O laço de fita.
Meu Deus! As
falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos
repousam nas penas brilhantes...
Mas tu...
tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco
voavas na célere valsa,
Na valsa que
anseia, que estua e palpita.
Por que é
que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te
apenas...
Teu laço de fita.
Mas ai! Findo
o baile, despindo os adornos
N’alcova onde
a vela ciosa... crepita,
Talvez da
cadeia libertes as tranças
Mas eu...
fico preso
No laço de fita.
Pois bem!
Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a
cova... formosa Pepita!
Ao menos arranca
meus louros da fronte,
E dá-me por
c’roa...
Teu laço de fita.
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Antônio de Castro Alves nasceu na comarca de Cachoeira, Estado da Bahia, a 14 de abril de 1847, sendo filho do médico Antônio Alves e de sua mulher, D. Clélia Brasília da Silva Castro. Faleceu na cidade do Salvador a 6 de julho de 1871. Na expressão de Afrânio Peixoto Castro Alves “Pôs suas ideias à frente do seu sentimento e, num tempo em que a miséria da escravidão não comovia ninguém, despertou com os seus poemas arrebatadores, piedosos ou indignados, a sensibilidade humana e patriótica da geração que, vinte anos mais tarde, viria a conseguir a liberdade. Por isso lhe deram o nome invejável de Poeta dos Escravos. Das alturas do seu gênio compreendera que não há grande homem sem uma grande causa social a que tenha servido, e não aspirava a outra glorificação que a dessa obra realizada. A morte, depois, não importaria...
* * *



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