Estou confinado à prisão decretada e à prisão adquirida.
Uma é fruto de atitude arbitrária e autocrática de um ser
abominável, O Xandão. A outra é consequência do império das bactérias
anaeróbicas que povoam nossas vísceras. Em comum entre as duas prisões são os
mandantes; os mandantes originam, simbolicamente, do mesmo lugar um saco de
excremento; saco de matéria sólida e fétida a ser excretada pelo organismo
humano. Serão excretados.
Vejo numa rebelião doméstica pelo poder dentro do PTB. Há um
pequeno grupo, que identifico, vozes mexicanas, paulistanas e alagoanas,
tentando desestabilizar a Graci visando o meu lugar. Esquece o grupo de
combinar “o jogo com os russos”. Aquela cadeira histórica é maior que a ambição
do trio.
Do Samaritano tenho observado a movimentação. Ainda não será
dessa vez que eu vou partir. Antes de encerrar a jornada limparei o partido
dessas infestações. Tenham certeza. Política não é dinastia. Política não é
coronelismo. Política não é esperteza.
Nossa legenda servirá o povo. Servirá pelo poder do amor.
Não servirá pelo amor ao poder.
Preparei a Graciela Nievov desde de sua meninice para me
substituir.
Ela galgou desde a base, nos movimentos, jovens e da mulher
as posições da hierarquia partidária. Ela é cristã, honrada, correta, leal e
comprometida com o nosso ideário. Ela está pronta para maiores desafios.
Saibam: Brigou com a Graci brigou comigo.
Enquanto eu estiver preso, desejo constituir uma comissão de
veteranos, conselho consultivo, para protegê-la, com poderes para dissolver provisórias
e expulsar murmuradores de nossa Graci: Gean Prates, Rodrigo Valadares, Marisa
Lobo, Paulo Bengtson, Jefferson Alves, Mical Damasceno e Marcus Vinícius.
Aos leões e leoas petebistas informo que estou bem. Farei
exames de imagem na segunda-feira. Terça-feira farei o cateterismo e quarta
encerrarei o tratamento com antibióticos. Estou bem, agradecido aos meus irmãos
a força que fizeram para que eu vir para o hospital.
Não há glória sem sofrimento.
É próxima a vitória.
Persistência, perseverança, insistência, teimosia. Vencemos
pela obstinação.
As grandes manifestações do dia 7 de setembro último — festa
de nossa Independência — ao mesmo tempo que deram muita esperança ao País de
sair do atual impasse a que foi submetido por forças nada ocultas, causaram
abatimento não pequeno nas hostes esquerdistas, incluindo os que sonhavam com a
dita terceira via, o que parece bom presságio.
Tenho o hábito, adquirido desde os anos de Seminário, de
recorrer às Sagradas Escrituras para preparar sermões e outros estudos,
entretendo-me ora com a sabedoria, ora com a ciência, ora com os conselhos ali
encontrados, ora com a linguagem grandiloquente e a beleza incomparável de suas
metáforas.
“E por que vos inquietais com o que vestirá? Considerai
como crescem os lírios do campo; eles não trabalham nem fiam. E digo-vos,
todavia, que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu jamais como um deles”
(6, 28).
Do Novo Testamento, cito apenas a parábola dos lírios do
campo, que só poderia ter sido expressa por um Deus… Detenha-se comigo, leitor,
e admiremos uma vez mais a beleza da narração de São Mateus ao escrever as
palavras de Jesus Cristo quando tratou de nosso desapego aos bens terrenos:
As palavras inspiradas pelo Espírito Santo são portadoras de
grande carga simbólica. Quantos servos de Deus dedicaram as suas vidas a fim de
meditá-las, estudá-las, e assim se santificarem, tendo muitos deles deixado
consignadas grandes obras para o aproveitamento dos homens e regozijo dos
anjos, redundando tudo para a glória de Deus.
Ainda ontem, lendo e meditando o Livro do Eclesiastes,
que muitos atribuem a Salomão, refleti sobre o simbolismo das referências à
direita e esquerda, expressões hoje até muito bagatelizadas, mas que não deixam
de despertar curiosidade quando tomadas dos livros sagrados e aplicadas às
circunstâncias políticas como a que atravessamos no presente momento.
Com efeito, um embate bastante politizado vem ocorrendo no
Brasil, fenômeno pouco comum entre nós, pelo menos até o advento das redes
sociais, pois os grandes meios de comunicação imperavam de modo absoluto como
os únicos que sabiam e poderiam ‘pensar’ pelos brasileiros, impingindo suas
tendências, suas modas, suas ideias, enfim, sua filosofia de vida.
As grandes manifestações populares em defesa de nossas
antigas instituições — como a família, guardiã dos bons costumes, da boa ordem
social com o respeito ao próximo e ao seu patrimônio, resguardada por um Judiciário
que inspirava confiança não apenas imediata, mas perene — representam a
projeção do que a média dos brasileiros pensa sobre o que se convencionou
chamar de direita e esquerda em matéria política, aliás termos hauridos dos
tempos da Revolução Francesa.
Por oportuno, menciono uma passagem que me atraiu a atenção
do livro do Eclesiastes: “O coração do sábio está na sua mão direita, e o
coração do insensato na sua esquerda” (Ecl.10, 2). Ainda que o autor dessas
palavras não tivesse em vista o Brasil atual, nem nossa política, creio ser
válida a sua aplicação às circunstâncias de nossa situação.
Enganam-se os que pensam em conduzir o Brasil para as vias
propostas pela esquerda política, ou seja, o comunismo, o socialismo, o
bolivarianismo e tanto outros ismos, com tudo de desastroso que se encontra em
seu bojo. As manifestações públicas de 7 de setembro e aquelas que as
precederam a partir de 2013 demonstram a existência de um Brasil profundo a
bradar que sua bandeira jamais será comunista e que ele deve se manter nas vias
da civilização cristã.
Nesse sentido, sob a proteção maternal de Nossa Senhora
Aparecida, o Brasil se torna um luzeiro para o mundo, que parece estertorar-se
diante de tantos contratempos criados e alimentados pelos próprios homens. Com
efeito, tudo o que se tem procurado à guisa de solução vem fracassando ano após
ano, dia após dia. Por quê? Porque os homens não querem reconhecer o erro
cometido de terem rompido com a doutrina e a lei de Jesus Cristo.
Referi-me acima ao Eclesiastes, agora vejamos o que diz o
livro Eclesiástico, 10,7-8:
“A soberba é aborrecida por Deus e pelos homens e toda a
iniquidade das nações é execrável. O reino é transferido de uma nação à outra
por causa das injustiças, das violências, dos ultrajes e de toda sorte de
enganos.”
De uma coisa eu tenho certeza e os conclamo a colocar em
prática: rezar, confiar e esperar que o Brasil volte para o seu passado
cristão, a fim de que seja como uma cidade forte situada sobre um monte, imune
de ser ultrajado e violentado pela injustiça e de vir a depender de alguma
nação despótica.
____________
*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso
Moreira (RJ)
“Nenhum
homem poderá revelar-vos nada senão o que já está meio adormecido na aurora do
vosso entendimento.
O mestre que
caminha à sombra do templo, rodeado de discípulos, não dá de sua sabedoria, mas
sim de sua fé e de sua ternura.
Se ele for verdadeiramente sábio, não vos
convidará a entrar na mansão de seu saber, mas antes vos conduzirá ao limiar de
vossa própria mente.
O astrônomo
poderá falar-vos de sua compreensão do espaço, mas não vos poderá dar sua
compreensão.
O músico
poderá cantar para vós o ritmo que existe em todo o universo, mas não vos
poderá dar o ouvido que capta a melodia, nem a voz que a repete.
E o versado
na ciência dos números poderá falar-vos do mundo dos pesos e das medidas, mas
não vos poderá levar até lá.
Porque a
visão de um homem não empresta suas asas a outro homem.
E assim como
cada um de vós se mantém só no conhecimento de Deus, assim cada um de vós deve
ter sua própria compreensão de Deus e sua própria interpretação das coisas da
terra”.
============
A Amizade
E um
adolescente disse: Fala-nos da Amizade”.
E ele
respondeu dizendo:
“Vosso amigo
é a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o
campo que semeais com carinho e ceifais com agradecimento.
É vossa mesa
e vossa lareira.
Pois ides a
ele com vossa fome e o procurais em busca da paz.
Quando vosso
amigo manifesta seu pensamento, não temeis o “não” de vossa própria opinião,
nem prendeis o “sim”.
E quando ele
se cala, vosso coração continua a ouvir o seu coração.
Porque na
amizade, todos os desejos, ideais, esperanças, nascem e são partilhados sem
palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos
separais de vosso amigo, não vos aflijais.
Pois o que
vós amais nele pode tornar-se mais claro na sua ausência, como para o alpinista
a montanha aparece mais clara, vista da planície.
E que não
haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito.
Pois o amor
que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio mistério não é
amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado.
E que o
melhor de vós próprios seja para vosso amigo.
Se ele deve
conhecer o fluxo de vossa maré, que conheça também o seu refluxo.
Pois, se
achais seja vosso amigo para que o procureis somente a fim de matar o tempo?
Procurai-o
sempre com horas para viver.
Pois o papel
do amigo é o de encher a vossa necessidade, e não vosso vazio.
E na doçura
da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no
orvalho das pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente
refrescado.”
(O PROFETA)
Gibran Khalil Gibran
..................................
Gibran Khalil Gibran - Poeta libanês, viveu na
França e nos EUA. Também foi um aclamado pintor. Seus textos apresentam a
beleza da alma humana e da Natureza, num estilo belo, místico, conseguindo com
simplicidade explicar os segredos da vida, da alegria, da justiça, do amor, da
verdade.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, João disse a Jesus: “Mestre, vimos um
homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos
segue”.
Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em
meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso
favor.
Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de
água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa.
E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem,
melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao
pescoço.
Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida
sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que
nunca se apaga.
Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na
Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno.
Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no
Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no
inferno, ‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
---
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Roger
Araújo:
“Se tua mão, teu pé, teu olho... te levam a pecar,
arranca-os”
Com sua presença e ternura, Jesus, no Evangelho deste 26º
Domingo do Tempo Comum, quebra as atitudes preconceituosas que delimitam
friamente os espaços e alimentam proibições que impedem a manifestação da vida.
Para Ele, toda pessoa que favorece a vida, em qualquer situação, é uma
“aliada”, está “a nosso favor”. Ou seja, do Reino não se exclui ninguém; todos
estão convidados. Todo aquele que sinceramente busca o bem e se compromete com
a vida está a favor do Reino.
Jesus reprime a postura sectária, preconceituosa e
excludente de seus discípulos, e adota uma atitude aberta e inclusiva, onde o
mais importante é libertar o ser humano de tudo o que lhe oprime.
O estreitamento de mentalidade do discípulo João colide com
a abertura do coração de Jesus.
Para o Mestre, o que conta é o bem que se
faz. Jamais uma simples pertença grupal, uma simples afinidade ou mesmo
proximidades culturais e cultuais, podem substituir o bem que se deve praticar.
Conta o bem que só pode ser feito em nome de Deus; só Ele é a fonte
única do bem. Deus só está presente onde se pratica o bem. O bem que
se faz não é, em hipótese alguma, contradição a Deus. A força do bem é
a condição única para alargar o horizonte e superar toda atitude preconceituosa
estreita.
E o bem se torna valor absoluto, definindo a
condição do verdadeiro discipulado.
Ser discípulo de Jesus, portanto, é compreender a
vida como altar de ofertas para o bem.
O Mestre da Galileia revela o simples e, aparentemente, tão
insignificante ato de oferta de um copo d’água como remédio que cura a rigidez
do preconceito e vence a incapacidade de perceber a ternura
acolhedora em cada gesto oblativo e sua importância na construção da vida e na
recriação da dignidade humana.
Vale um copo d’água que se dá. Vale pela importância sempre
primeira do outro, não importa quem quer que seja, fazendo valer o princípio
norteador do coração amoroso de Deus.
Jesus rompe toda tentação sectária em seus seguidores. Ele
não constituiu seu grupo para controlar sua salvação messiânica. Ele não é
rabino de uma escola fechada, mas Profeta de uma salvação aberta a todos. Jesus
não é monopólio de ninguém. Todo aquele que está a favor do ser humano está com
Jesus. Todo aquele que trabalha pela justiça, pela paz, pela liberdade... está
em profunda sintonia com Ele. Há uma infinidade de pessoas de boa vontade que
trabalham por uma humanidade mais digna, mais justa e livre. Nelas está atuando
o Espírito de Jesus. Devemos senti-los como amigos e aliados, nunca como
adversários.
O(a) seguidor(a) de Jesus deve ser sempre fermento de
unidade e nunca causa de discórdia e exclusão.
Jesus, como bom Mestre, aproveita da ocasião para denunciar
o veneno que mata toda possibilidade para a vivência do bem, do amor, da
verdade: é a presença do “escândalo”, tanto no nível pessoal quanto
comunitário. De fato, como no tempo de Jesus, também vivemos em uma sociedade
de escândalos, que utiliza e destrói os pequenos. Há escândalos de gastos
militares, de mentiras políticas generalizadas, de riqueza ostentosa fruto da
exploração dos mais frágeis, de corrupção e violência, de poder despótico...
Assim, o evangelho deste domingo situa o grande pecado que
consiste em “escandalizar” os pequenos (utilizar, fazer cair,
perverter, abusar) no plano social, religioso, econômico, sexual... Trata-se do
domínio de vidas e consciências. Nesse contexto Jesus introduz a referência
simbólica da mão, do pé e do olho que escandaliza
ou destrói os outros, acrescentando que o seu seguidor é capaz de “cortar” a
mão ou o pé ou de arrancar o olho, a fim de conservar-se “inteiro” para o Reino
(não destruir os outros).
É preciso, portanto, redescobrir a espiritualidade do
corpo e de todos os seus membros e órgãos, para sermos presenças
compassivas, construtivas e amorosas.
A resposta de Jesus é clara: “Corta tua mão, corta teu
pé, arranca teu olho..., renuncia-te a ser o centro para que o outro possa
viver e crescer!”.
O corpo é mediação de comunhão, de encontro..., e
todos os seus membros devem ser “cristificados”, ou seja, devem inspirar-se na
corporalidade de Jesus.
O ser humano é aqui pés, mãos e olhos, em visão
ternária que se revela muito significativa. É evidente que o texto poderia ter
acrescentado outros exemplos de membros vitais: língua, ouvidos... Mas, os três
aqui citados condensam a totalidade humana no plano do fazer, decidir, desejar
e são exemplo de um modo de proceder “cristificado” para toda a comunidade
cristã.
Em primeiro lugar, “conhecemos Jesus pelos pés”; como
peregrino, Ele sempre rompeu distâncias e fronteiras, fazendo-se próximo de
todos para curar, animar, elevar, colocar o outro de pé.
Jesus revela que cada passo deve ser uma oração e
cada caminhar é um rosário de contas que marcam os caminhos da vida com a fé do
caminhante.
Na última Ceia, quando Jesus se coloca aos pés dos
seus discípulos, não se trata apenas de um gesto de humildade, mas sobretudo,
de um gesto de cura e de amor. Porque não se pode amar alguém e olhá-lo de cima.
E também não se trata de olhá-lo de baixo para cima, sendo-lhe submisso.
É preciso colocar-se a seus pés para ajudá-lo a
reerguer-se.
Igualmente decisivas sãos as mãos; elas adquirem
uma infinidade de formas (mãos estendidas, enérgicas, punho fechado,
mãos abertas...). Quando estendemos os braços e tocamos o outro espontaneamente
descobrimos a compaixão e a riqueza que existe em todos
nós.
Jesus não ama à distância; Jesus demonstra seu amor
abraçando, abençoando, tocando...
Tocar ou nos sentir tocados é, em
determinadas circunstâncias, a linguagem mais inteligível do amor.
A religiosidade popular está repleta de atitudes que
testemunham o fato de que, para quem tem o coração à flor da pele, “orar e
tocar” são uma só e mesma coisa.
Orar tocando é como reeditar as palavras de S.
João:
“Aquele que nossas mãos tocaram, disso
damos testemunho” (1Jo. 1,1).
Por fim, o olhar é o recurso não verbal mais
expressivo e sincero que possuímos: com um simples olhar podemos transmitir
desde o ódio até uma declaração de amor ou de amizade.
Os olhos são o “reflexo da alma”; muitas coisas que estão
acontecendo no nosso interior vão se expressar na maneira como olhamos.
“Cristificar” o olhar é entrar no fluxo do olhar compassivo
de Jesus; com seu olhar intenso e penetrante Ele conseguia despertar a
dimensão mais nobre e original em cada pessoa. Seus olhares falavam por
sí sós, pois transmitiam sentimentos, desejos e afetos, sem necessidade de usar
nenhuma palavra.
A revelação bíblica nos diz que Deus vem ao nosso encontro
pelo mais cotidiano, mais banal e próximo dos portais: os cinco sentidos, os
membros e os órgãos de nosso corpo. Eles são grandes entradas e saídas da nossa
humanidade vivida. É preciso aprender a reconhecê-los como “lugares
teológicos”, isto é, como território privilegiado não apenas da manifestação de
Deus, mas como possibilidade de relação com Ele.
A vida é o imenso laboratório para a atenção, a
sensibilidade e o espanto que nos permite reconhecer em cada instante os passos do
próprio Deus em nossa direção, suas mãos providentes e cuidadosas que
nos sustentam, seu olhar compassivo que nos acolhe. O corpo que somos
é uma gramática de Deus: nele aprendemos a andar como Deus, a tocar como Deus,
a olhar como Deus...
Texto bíblico: Mc 9,38-48
Na oração: este é um momento para examinar minhas mãos,
meus pés e meus olhos: eles são mediação para o encontro ou para o
escândalo na relação com os outros?
- Que tenho de arrancar-me, que devo “perder” para não
escandalizar, ou seja, para que os outros possam viver?
- Que deve a Igreja arrancar de si mesma para não servir de
escândalo aos pequenos?
- E nossa sociedade em geral, nossa política e economia
neo-liberal... quê terá de arrancar e cortar para que os pobres possam viver
com mais dignidade?