Foi até no
meio de atrozes dores e angústias cruéis,
quando a luz lhe fugia dos olhos e um ferro em brasa lhe queimou, por
medicina, a fronte espaçosa, que ao canto pediu consolo e foi nestes minutos de
maravilha que soltou o Cantico de frate sole, a primeira flor da poesia
italiana. Quando a carne rechinava sob o fogo, dos lábios do trovador saía o:
Laudato sii, mio Signore; com tutte le tu especialmente messer
lo frate sole [creature lo qual giorna e allumini per lui.
Canta-se
quando a alegria corre como doida pela alma da gente; canta-se quando a vida
irradia alvoradas e esperanças. Mas o coração canta melhor quando há névoas nos
olhos, quando as dores da despedida e da saudade torturam o coração alanceado. Nas
vésperas de morrer, quer ainda uma vez abençoar a terra bem amada e ordena que
o coloquem em frente do hospital dos
leprosos que fica a meio caminho entre Assis e a igreja da Porciúncula. Volta-se
para a cidade, diz-lhe adeus e desenha sobre ela a bênção e, com as minguadas
forças que lhe restam, canta:
Laudato sii, mio Signore
per quelli che perdonano per lo tuo amore.
Ao aproximar-se-lhe
a morte, não lhe confessa medo. Os frades
em redor choram o próximo trespasse. E São Francisco, que cantara e amara o
irmão lobo com o mesmo enternecimento com que cantara e amara as irmãs aves e a
irmã ovelha, que havia englobado no mesmo amor o irmão sol e o irmão fogo, quer
saudar a irmã morte, pede que lhe ergam a cabeça e, baixinho, em surdina, canta
quem lhe vai cortar o último fio que o prende à vida:
Laudato sii, mio Signore
per sora mostra morte.
O trovador
de Assis e de Perusa, o cantor de Dona Pobreza, o maior amigo de Deus no século
XIII vai soltar o canto do cisne. É o canto de quem pede a esmola do auxílio na
hora derradeira de vida. E em voz quase sumida, entoa:
Alzo la mia voce al Signore (Signore.
alzo la mia voce per chiedere soccorso al
Como o
rouxinol de Bernardim Ribeiro que viveu e morreu esfalfado de cantar, São
Francisco, o maior cantor de Cristo, o
grande trovador da Umbria, viveu
cantando e a cantar morreu.
Iara Ladvig Budelon nasceu em 1965 em Porto Alegre (RS). Aos
16 anos escreveu o primeiro romance “Areias Escaldantes”, não publicado. Na
escola de Ensino Fundamental Visconde de Pelotas participou de concursos
literários promovidos pelo Grêmio Estudantil, onde foi incentivada pela
orientadora educacional Vânia Mendes e a professora de língua portuguesa Maria
Teresinha Sentinger.
Em 1982, participou de concurso literário promovido pela
LBA/Sul Brasileiro, no Ano Nacional do Idoso na categoria conto, obtendo menção
honrosa. Graduada em Serviço Social (1994), com extensão em Gestão do
Desenvolvimento Humano pela ULBRA-RS, trabalhou na Gestão de projetos
governamentais em prefeituras do interior. Graduanda em Direito, blogueira e
escritora freelance, Iara escreve em todos os gêneros: poesia, crônica, contos,
romance e artigos de opinião. É autora do livro “Nós Desfeitos de Nós –
Desafios”, no gênero autoajuda, em 2011 pela Editora Alcance.
“Por se tratar de um romance histórico, equilibrar na ficção
a verossimilhança com a historiografia, criando um espaço de diálogo coeso
entre realidade ficcional e empírica, buscando e despertando a interação
crítica do leitor.”
Boa Leitura!
Escritora Iara Ladvig Budelon, é um prazer contarmos com a
sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a inspirou a
escrever o romance “La Casa Amarilla”?
Iara Budelon - Primeiramente, agradeço a oportunidade
de participação e divulgação do meu livro. A inspiração para escrever o romance
“La Casa Amarilla” se deve a sonhos recorrentes entre a fase da adolescência e
a idade adulta. Costumava sonhar com uma casa amarela, me sentindo íntima
daquele ambiente, como se realmente morasse ali. O sonho gerava um déjà vu. Um
dia, ouvindo a trilha sonora de Gypsy King, tive vontade de escrever um
romance, e a casa amarela seria o cenário perfeito, envolvendo descendentes de
espanhóis, um amor quase impossível pelos ditames morais impostos à época, uma
mulher forte e destemida lutando para sobreviver em tempos difíceis marcados
pelo jugo do coronelismo, a cultura machista segregadora de direitos, ganância
e preconceitos de gênero, raça e social, revelando aspectos desumanos da
história da humanidade;aspectos esses, que se prolongam no tempo, com uma
acuidade deficitária da percepção do outro. Iniciei a escrever o romance em
2010, e terminei em 2011, quando fiz o registro da obra no Escritório de
Direitos Autorais – EDA. Na época, encaminhei em arquivo Word para algumas
editoras em São Paulo, para fins de avaliação da obra. Somente esse ano foi
possível a publicação.
Como foi a escolha do título?
Iara Budelon - O título surgiu em decorrência do sonho
com a casa amarela, ambientando o enredo em torno dela.
Apresente-nos a obra.
Iara Budelon - O romance histórico é ambientado em
1927, na cidade fictícia de Pinedos. Uma família de descendentes espanhóis, os
Saavedra, é dizimada por doenças mortais, restando apenas mãe e filho, Teresa e
Alejandro.Com pouco dinheiro e muitos hectares de terras férteis, recomeçam
praticamente do zero. Com a escassez de recursos, reconstroem o casario
amarelo, bastante desgastado pelas ações do tempo, e investem na cultura do
café.
Em um passeio pela cidade, Teresa conheceu o vizinho
lindeiro. E após anos de viuvez, entregou-se a uma paixão, entre uma série de
encontros e desencontros amorosos. O bucólico se manifesta em cenas
inquietantes, ou mesmo mornas, instigando o leitor a um quebra-cabeça de
indagações.
Teresa, soberana em suas decisões, tornou-se a própria vilã
ao entregar-se ao claustro dos ditames morais da época.
Quais os principais personagens que compõem a trama?
Iara Budelon -Teresa, protagonista; Esteban, fazendeiro de
origem hispânica e lindeiro de Teresa; e Antônio, administrador da Fazenda
Saavedra.
Quais os principais desafios para escrita do romance?
Iara Budelon - Por se tratar de um romance histórico,
equilibrar na ficção a verossimilhança com a historiografia, criando um espaço
de diálogo coeso entre realidade ficcional e empírica, buscando e despertando a
interação crítica do leitor.
Qual o momento que mais a marcou enquanto escrevia “La Casa
Amarilla”?
Iara Budelon - O final da história foi um momento,
especialmente, emocionante. Faz pensar que vale a pena lutar pelo que
acreditamos, sejam crenças, valores e cultura,quando alguns personagens tinham
“insight”, contornando situações adversas por meiode uma atitude significativa.
O que mais a encanta nesta obra literária?
Iara Budelon - O contraste de força e doçura da mulher,
em uma quebra de braço com as chagas da alma pelas desumanidades, as quais ganham
espaço nas mídias cotidianas.
A proposta de vislumbre crítico, sempre atual, da
incansável batalha da mulher pelo espaço na sociedade, conquistando respeito e
reconhecimento no desempenho de seus diversos papéis.A imposição, ferrenha e
atemporal, das questões sociais, de gênero e racial, abraçadas culturalmente
por ideias errôneas.
Quais os seus principais objetivos como escritora?
Iara Budelon - Continuamente, aprimorar a qualidade da
escrita; transpor para a ficção fatos reais, instigando o leitor a repensar as
questões sociais ligadas ao preconceito social, gênero e raça, oportunizando um
espaço à construção crítica da realidade com vistas a mudanças; e desconstruir
a imagem de subalternidade relegada à mulher em relação ao homem, desfazendo o
conceito cultural démodé para um “novo pensar”.
Você pensa em publicar novos livros?
Iara Budelon - Sim. Os stand by engavetados,
registrados no EDA.E aqueles que futuramente pretendo escrever.
Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom
conhecer melhor a escritora Iara Ladvig Budelon. Agradecemos sua participação
na Revista Internacional Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos
leitores?
Iara Budelon - Sempre é tempo de recomeçar. Fazer algo
por si e pelos outros, construindo pontes para dias melhores por meio das
atitudes. Isso depende, unicamente, de cada um de nós.Faz-se o tempo.
O Brasil assiste atônito à inusitada tentativa de
acovardar o Judiciário. Fervilham as redes sociais. Os morubixabas e corifeus
da esquerda berram a todos os ventos enodoando os juízes. O manifesto “Eleição
sem Lula é fraude” é disso claro exemplo.
Tuíte do ex-frei Leonardo Boff [foto acima]: “Não há
nenhuma escritura que mostra Lula ser dono do tríplex de Guarujá. Nunca morou
lá. Nunca dormiu lá. É condenado por ilações. Moro peca contra a virtude
principal de todo juiz: a imparcialidade. Ele só persegue e quer acabar com
ele. As ordens vêm de cima. Ele é pau mandado”.
O velho demagogo começa assim o ataque boçal: “Não há
nenhuma escritura”. Bem, escritura sem registro não garante a propriedade
perante terceiros. A propriedade se prova pela matrícula (registro). Boff tem o
vezo de escrever taxativamente do que não entende e sempre em mau português.
Aqui repete o costume. Põe de lado um expediente antigo de
malandros brasileiros: o laranja. Umas das possibilidades, o tríplex da propina
(é o que dizem o chefe da OAS e outros) poderia até ficar em mãos de laranjas,
nunca seria formalmente de Lula, mas o processo foi truncado.
Desce mais: “Nunca morou lá”. Existem milhares de donos
de apartamentos que nunca moraram nos imóveis. “Nunca dormiu lá”. Dormir
num imóvel é prova de propriedade? “É condenado por ilações. Moro só
persegue [a ele]”. Mentira alvar.
O magistrado condenou políticos de outros partidos,
doleiros, empresários. O inescrupuloso demagogo não se detém diante da mentira
descarada. As ordens vem [sic!] de cima. De fato, o português do enfurecido
aldabrão tem o mesmo nível da argumentação, vale nada.
Ele tem alguma prova, ou o mais leve indício, de que Sérgio
Moro recebe ordens de pessoas bem situadas? É calúnia [imputação falsa de fato
definido como crime]. “Ele é pau mandado”. A objurgatória suprime a
decência do magistrado, reduzido a condição infame de pau-mandado.
No caso, Leonardo Boff condena arrogantemente Sérgio Moro ao
pelourinho da opinião pública com base em ilações delirantes. Ele pode caluniar
por ilação.
A lógica impõe, as acusações valerão para os três
desembargadores que julgarão o recurso em 24 de janeiro próximo, caso decidam,
com base nos autos, pela condenação de Lula.
Ponderei sobre a campanha de intimidação. Outro tuíte na
mesma direção, agora de Emir Sader, professor aposentado da USP (é o nível a
que despencou parte da intelectualidade):
“Sim, Moro, o Lula tem 9 dedos (nine, como vc gosta de
falar, no seu idioma preferido). Mas tem caráter integral [quis dizer
íntegro, provavelmente], ao contrário de vc, juizeco a serviço da elite
corrupta do Brasil”.
Pelas redes, João Pedro Stédile, líder do MST, divulgou
vídeo amedrontante. Falando no plural, citou como determinação conjunta de 88
partidos e movimentos populares irem a Porto Alegre de 22 a 24 de janeiro para
deixar claro ao Poder Judiciário que “eleição sem Lula é fraude e [que]
impediremos qualquer retrocesso democrático [quis dizer antidemocrático]”.
O aqui soturno “impediremos” abre a porta para todo tipo de conjeturas
sinistras.
São exemplos de lideranças atiçando nas bases o ódio contra
o Judiciário. Ou cede ou haverá consequências graves. Estamos diante de apocalíptico
movimento de aterrorização do Poder Judiciário, nunca havido no País.
Parece claro, seus mentores têm esperança de êxito, ainda
que parcial. E também é claro, os juízes estão pensando no que poderão sofrer
não apenas eles, mas os filhos, esposas, pais, parentes, amigos. Não será a
primeira vez, é o que sucede ao lado, na Venezuela, aconteceu em Cuba, existe
na China e na Coreia do Norte, onde governam irmãos ideológicos do PT.
Roberto Veloso, presidente da AJUFE (Associação dos Juízes
Federais do Brasil) manifestou temor generalizado na classe quanto à segurança
pessoal e quanto à segurança dos prédios públicos: “As ameaças estão sendo
públicas, não estão sendo veladas. Temos assistido a vídeos com ameaças
públicas”.
A esperança do PT e da frente totalitária em que se integra
é, repito, pela intimidação acovardar o Judiciário. Conseguirão? Da resposta a
esta questão pode depender o futuro do Brasil. Acarneirado, com a maioria do
povo padecendo exclusão e preconceito ou altivo e independente.
Lembro a altanaria tranquila do Judiciário, mesmo nos tempos
do absolutismo real. Anos atrás escrevi artigo, “A escabrosa
desapropriação da Fazenda Limeira”, do qual pinço: “No século 18, um
simples moleiro, diante da pressão de Frederico da Prússia, rei absoluto e
grande guerreiro, de expropriar sua propriedade para ali fazer uma extensão do
jardim do palácio de ‘Sans Souci’, negou argumentando que naquela terra seu pai
havia falecido e seus filhos haveriam de nascer.
O monarca absoluto insistiu, afirmando que poderia lhe tomar
a propriedade. O moleiro respondeu tranquilo com palavras singelas, cujos ecos
todos os séculos recolhem emocionados: ‘Ainda existem juízes em Berlim’. O rei
desistiu, o moinho ficou no meio dos jardins, atestando o império da lei”.
Para que a lei impere é indispensável juízes imparciais,
refratários a qualquer tipo de pressão, mesmo as mais violentas. Esperemos que,
passada a presente tormenta das pressões à moda da KGB ou Gestapo,
possamos constatar o caminho da liberdade ainda aberto. Vamos torcer e rezar.
Nascido em Quatiguá (PR)e residente em Joaquim Távora no
mesmo estado, Fabio A. Gabriel é formado em filosofia, teologia e pedagogia; é
especialista em ética e mestre em educação. Trabalha como professor de
filosofia na Rede Estadual do Paraná. É organizador do site Coletâneas
Científicas, que reúne as obras que publicou e organizou
Trabalhou como professor de Filosofia na Universidade
Estadual do Norte do Paraná e atualmente é doutorando em educação pela
Universidade Estadual de Ponta Grossa. Dedica-se ao estudo sobre a relação
entre filosofia e educação, ética e formação de professores de filosofia.
“O principal objetivo é a divulgação científica de
resultados de pesquisas de autores de diversas instituições sobre as questões
que relacionam filosofia e educação”
Boa Leitura!
Escritor Fábio A. Gabriel, é um prazer contarmos com a sua
participação mais uma vez na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como surgiu a
obra “Diálogos contemporâneos entre Filosofia e Educação”?
Fábio A. Gabriel - Esta obra se insere num conjunto de
obras que temos organizado sobre Filosofia e Educação, e surge com o intuito de
agregar artigos que tematizem pesquisas sobre filosofia e educação na
contemporaneidade. Conforme afirma o prefaciador professor Dr. Alfredo M.S.
Júnior: “Esta volumosa obra tem como principal mérito apresentar contrapontos
importantes entre o pensamento educacional de filósofos clássicos que
influenciaram diretamente o sistema educacional na era moderna e
contemporânea”.
Qual o conceito para os diálogos contemporâneos entre
Filosofia e Educação?
Fábio A. Gabriel - Acreditamos que filosofia e educação
se influenciam diretamente desde o berço na Grécia. As concepções de educação
estão relacionadas com o pensamento de algum filósofo, que contribui para se
pensar um modo de educar. Esta obra é uma continuação de “Filosofia e educação:
um diálogo entre os saberes”, e “Filosofia e educação: um diálogo entre os
saberes na contemporaneidade”, ambos editados pela Editora Multifoco.
Quais os principais objetivos a serem alcançados com a
publicação da obra?
Fábio A. Gabriel - O principal objetivo é a divulgação
científica de resultados de pesquisas de autores de diversas instituições sobre
as questões que relacionam filosofia e educação.
Quais temáticas estão sendo abordadas?
Fábio A. Gabriel - O livro está dividido em 3 partes:
Parte I- Ensaios filosóficos; Parte II- Ensaios sobre ensino de filosofia;
Parte III- Ensaios Educacionais e afins.
Apresente-nos alguns títulos dos artigos apresentados.
Fábio A. Gabriel - Apresento os três primeiros de cada
parte. Parte I: Gadamer: hermenêutica filosófica, diálogo e educação; Inversão
dos valores em Nietzsche; O ensino da virtude na metafísica dos costumes, de
Immanuel Kant; Parte II: Filosofia no ensino médio: uma experiência bilíngue;
Possibilidades do Cinema para o ensino de Filosofia; Deleuze e o ensino de
filosofia: um conceito ou uma experiência? Parte III: As tendências das
pesquisas sobre identidade profissional docente; Educação e ética na teoria
analítico-comportamental; Inclusão Digital de alunos especiais no Ensino
Superior.
A quem você indica a leitura?
Fábio A. Gabriel - Indico a leitura a todo aquele que
deseje aprofundar-se no diálogo entre filosofia e educação; e conforme
apresentamos, também discutir, como é apresentado na segunda parte do livro, a
temática ensino de filosofia.
Além deste, você tem outros livros publicados. Apresente-nos
os títulos.
Fábio A. Gabriel - As capas dos livros que já publiquei
podem ser visualizadas no meu site:www.fabioantoniogabriel.com.
Os títulos são: “A aula de filosofia enquanto experiência filosófica”; “Estudos
em Linguagens I e II”; “Pesquisas em Linguagens I, II e III”; “Educação
contemporânea em Perspectiva”; “Diálogos Interdisciplinares entre Filosofia e
Ciências Humanas”; “Filosofia e educação: um diálogo necessário”; “Filosofia e
educação: um diálogo entre saberes na contemporaneidade”; “Ensaios
Filosóficos”; “Fundamentos Epistemológicos da Educação” e “Possíveis caminhos
na formação de professores”.
Como proceder para conhecer melhor o seu trabalho literário?
Fábio A. Gabriel - Minhas obras não são bem literárias,
são mais científicas; e para conhecê-las o leitor poderá visitar meu site:www.fabioantoniogabriel.com .
Além dos livros, o leitor encontrará artigos que publiquei em revistas
qualificadas sobre filosofia e seu ensino.
Pois bem, professor Fábio Gabriel, estamos chegando ao fim
da entrevista. Muito bom conhecer melhor “Diálogos contemporâneos entre
Filosofia e Educação” e um pouco mais de sua brilhante trajetória literária.
Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você
deixa para nossos leitores?
Fábio A. Gabriel - Como estamos iniciando um novo ano,
quero desejar a todos os leitores um ano cheio de realizações e que nossos
governantes tenham a sensibilidade de olhar para os mais desfavorecidos da
sociedade, os quais padecem de tantas formas, e que o leitor que nos acompanha
possa ler bons livros ao longo deste ano.
Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura
O colégio do professor Chalup, onde estudei, ficava na Praça
Adami, em Itabuna, nas imediações entre o Banco Santo André e as Casas Maia. A
área construída era muito grande; no centro, havia um salão, onde ele
ministrava as suas aulas e mais quatro salas, nas quais trabalhavam outros
professores, dentre estes, a sua esposa, professora Mariazinha.
O professor Chalup era de estatura mediana, branco, gordo,
careca e asmático; a sua esposa, professora Mariazinha, menor que ele, também
era obesa, mas de cor parda.
Todos os dias de aula formava-se aquela fila quilométrica,
composta por alunos relapsos, que não queriam nada com a “voz do Brasil¨. No
começo da fila, estava o professor Chalup, distribuindo bolos de palmatória
àquele ¨alunos¨, que os recebiam nas mãos, com muita dor e lágrimas. Dentro
daquela fila, dificilmente eu não me encontrava, seguindo depois para ficar
ajoelhado sobre os caroços de milho, até o encerramento das aulas.
Aquele castigo só era interrompido, quando tínhamos que
voltar para casa. Mas quem não quisesse voltar para ele, no outro dia, tinha
que fazer, do punho próprio, mais de cem copias do texto que o professor Chalup
determinava.
Numa dessas vezes, passei a me sentir mal. A professora
Mariazinha, preocupada comigo, pôs as mãos sobre o meu peito e começou a orar:
-Pai Nosso que estais nos Céus...
A dor que estava sentindo, transferiu-se de mim para ela.
Desse dia em diante, mesmo sem fazer um exame comprobatório, passei a ser tido
como portador de alguma deficiência cardiovascular.
Para quem não queria nada, aquele sintoma foi muito
oportuno. Toda a vez que entrava naquela fila, deparando-me com o professor
Chalup, ele me olhava com fraternidade nos olhos, dispensando da pena que me
seria aplicada.
Foi só assim que deixei de tomar aqueles indesejáveis bolos,
até que um dia tive que me contrapor a uma ordem do professor Chalup.
Ele havia mandado quatro leões de chácara pegar o meu irmão
Bento Rocha (também era seu aluno), lá na nossa casa, para reconduzi-lo àquele
lugar de cativeiro.
Fiquei tão indignado que reagi, defendendo Bento verbal e
fisicamente daqueles asseclas, passando desse dia em diante, a ser massacrado
pelo professor Chalup, todas as vezes que retornava àquela fila quilométrica,
do único bolo indesejável: o bolo de palmatória.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a
Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se
completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”
E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e
André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.
Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores
de homens”.
E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.
Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos
de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles
deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo
Jesus.
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão de Dom Alberto
Taveira Corrêa:
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O horizonte alternativo do Reino
“O tempo já se completou e o Reino de Deus está
próximo” (Mc 1,15)
Apagaram-se as luzes do Natal; os Magos voltaram a seus
países; Jesus foi revelado como o “Filho amado” no Batismo. Agora começa o
tempo do “chamado”; agora começa o tempo do “fazer caminho com Jesus”; agora
começa o “tempo do seguimento”.
Podemos dizer que Jesus irrompe na nossa Galileia cotidiana
como um chamado a viver de maneira alternativa, fazendo a experiência de Deus,
Mistério último da vida, como uma Força que nos atrai para construir um mundo
mais humano e ditoso.
Jesus não começa sua vida pública com ameaças, nem com
anúncios de castigos. Começa proclamando a Boa Notícia de Deus; este anúncio
original sintetiza toda sua missão: não é em vão que Marcos coloca na boca de
Jesus estas primeiras palavras: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está
próximo”. Trata-se da Boa Nova, ou seja, tudo aquilo que “buscamos”, na
realidade, já está próximo. E para acolher esta Boa Nova faz-se necessária uma
profunda conversão. O termo “conversão”, traduzido do grego “metanoia” (mais
além da mente), nos convida a “outro modo de pensar, de ver, de agir...”
Trata-se de sair da perspectiva mental atrofiada para entrar em sintonia com
aquela Presença que expande a nossa vida para além de nossos estreitos modos de
viver, tanto na perspectiva pessoal quanto social.
Propriamente falando, Jesus não deixou como herança uma nova
doutrina religiosa da qual se pode extrair alguns princípios que logo são
aplicados à vida. O que Ele nos traz, a partir de sua experiência profética, é
um novo horizonte para assumirmos a história, um novo paradigma para humanizar
a vida, um marco para construir um mundo mais digno, justo e ditoso, a partir
da confiança e da responsabilidade.
Sua mensagem não provém do interior do sistema imperial nem
da instituição do Templo. Pelo contrário, desmascara a iniquidade do Império e
a conivência do Templo, sacudindo a indiferença de muitos e redefinindo as
expectativas de outros.
Jesus não é um escriba judeu, nem um sacerdote do templo de
Jerusalém, nem um asceta do deserto. O específico seu não é ensinar uma nova
doutrina religiosa, nem explicar a Lei de Deus, nem assegurar o culto de
Israel. Jesus é um profeta itinerante, um homem a caminho, aberto às surpresas
de Deus. Caminhava pela Galileia, anunciando um acontecimento, algo que já está
ocorrendo e que pede ser escutado e atendido, pois pode mudar tudo. Ele
desencadeia um novo movimento humanizador, que coloca o ser humano no centro de
sua missão. Ele já está experimentando isso e convida a todos a compartilhar
esta experiência: Deus está comprometido com a história humana. É preciso mudar
e viver tudo de maneira diferente.
Começa um tempo novo, uma história nova. Deus não nos deixa
sozinhos frente aos nossos conflitos, sofrimentos e desafios. Quer construir,
conosco e junto a nós, uma vida mais humana. Para isso, é preciso mudar a
maneira de pensar e de agir; é preciso aprender a viver crendo nesta Boa
Notícia.
Isto que Jesus chama “Reino de Deus” não é uma religião. É
muito mais. Vai mais além das crenças, preceitos e ritos de qualquer religião.
É uma experiência fundante de Deus que resignifica tudo de maneira nova. “Reino
de Deus” é o coração de sua mensagem e a paixão que animou toda sua vida
O surpreendente é que Jesus nunca define o que é o Reino de
Deus. Ele o encarna em suas palavras e em sua vida; é algo que irrompe, de
maneira surpreendente. Podemos dizer que “Reino de Deus” é a vida, tal como
Deus deseja que a vivamos.
Se queremos saber o que é o Reino, também nós devemos nos
colocar a caminho com Jesus: Ele é o Reino. Ele foi o homem que se definiu, que
tinha claro qual era sua missão; por isso, nos apresenta uma causa muito nobre
e, com seu chamado, rompe nosso estreito mundo e desperta em nós ricas
possibilidades, reacendendo o que de mais nobre há em cada um e ampliando nosso
horizonte de vida.
Para Jesus, a vida de uma pessoa vale pela causa à qual se
entrega. Por isso, ao anunciar a presença do Reino do Pai, Ele desperta nas
pessoas uma garra, uma vibração e um entusiasmo por esta causa tão nobre.
Escutar e acolher a proclamação do Reino é uma prova de audácia e coragem, uma
provocação à generosidade de cada um.
É preciso sonhar alto, ter ideais, ser uma pessoa corajosa e
marcada pela esperança para poder “escutar” o apelo de Jesus; é preciso ser
apaixonado(a), deixar-se empolgar, aceitar correr riscos na vida para saber o
que significa “estar e fazer caminho com Ele”; é indispensável uma enorme
generosidade para se dedicar incondicionalmente a uma grande causa; é preciso
forte dose de ousadia e coragem para transcender-se, ir além de si mesmo...
Jesus não só se deixou mobilizar pelo “sonho do Reino”, mas
foi também capaz de seduzir e mover outras pessoas a participarem desse mesmo
sonho; sua presença inspiradora era capaz de despertar nos outros o melhor de
si mesmos e de mobilizá-los. Por isso, os primeiros discípulos deixaram-se
impactar pela força do seu chamado e foram capazes de dar uma nova direção às
suas vidas.
Não sabemos se o chamado ao seguimento foi assim tão rápido,
como relata Marcos; mas, provavelmente, a forma um tanto mecânica em que ele se
expressa, é uma maneira de destacar a força mobilizadora da presença e do
chamado de Jesus. Todas as narrativas acerca do chamado conservam a marca
intencional de um encontro surpreendente, inesperado e expansivo: deixar a vida
estreita do lago de Genezaré para entrar no vasto oceano de vida proposto por
Jesus.
Há um dado, um tanto quanto estranho no chamado de Jesus:
parece ser um chamado que quase não tem programa. Ele afirma simplesmente:
“sereis pescadores de homens”. O que isto quer dizer?
Esta frase deve ser lida não no sentido quantitativo, típico
dos proselitismos e da mentalidade moderna, mas num sentido mais qualitativo:
“pescar homens” é extrair o melhor, a melhor versão humana de cada um, fazer
emergir a autêntica qualidade humana desse mar turvo de inumanidade que somos
todos.
Isso é “pescar o humano” que todos carregamos dentro. No
contexto atual, essa expressão tem uma enorme importância: porque é verdade que
nem todos os homens desejam ser cristãos, mas, seguramente, continua sendo
verdade que Deus deseja que cada um extraia de si a melhor versão possível.
O convite para “pescar homens”, que pode parecer uma
expressão estranha, evoca a imagem de sair de um meio aquático e começar a
respirar. Não poderíamos ver aí a possibilidade de ajudar outros em um novo
nascimento, de uma saída das águas amnióticas para começar a respirar a vida do
Espírito?
O chamado de Jesus, portanto, nos individualiza e nos
personaliza de modo irrepetível e inconfundível, confere um sentido
completamente novo ao nosso próprio nome. Jesus toma em suas mãos o futuro
daqueles(as) que o acompanham: junto d’Ele vão adquirindo nova personalidade,
definida pela referência a outros. Responder ao chamado de Jesus inaugura uma
nova relação com os(as) seus(suas) seguidores(as): Ele adiante, nós atrás. O
encontro com Ele atinge o núcleo de nossa própria autonomia e de nossa
consistência pessoal, de nossa vida profissional, familiar e relacional. Há um
deslocamento de nossos estreitos mares da vida e passamos a respirar a
imensidão de outro oceano.
Texto bíblico: Mc 1,14-20
Na oração: Encontrar-se com Jesus é encontrar-se com o Reino
de Deus. Jesus se põe totalmente a serviço da “causa” de Deus; Ele é
inseparável de sua obra: o Reino que anuncia e que Ele faz presente.
Somos impulsionados a ser protagonistas de uma história mais
di
tosa; somos movidos a atrever a pensar e agir “fora do sistema” para entrar
na lógica e na dinâmica do Reino de Deus. O Reino condensa e leva à plenitude
todas as aspirações humanas.
- Que sonhos você carrega em seu coração?
- Sua vida tem a dimensão do “mar da Galileia” ou do Oceano
de vida de Jesus?
Continuando as nossas reflexões sobre o Ano do Laicato,
devemos passar da teoria para os casos concretos, como o leigo deve agir para
cumprir a sua missão sacerdotal no meio das realidades temporais.
O ponto de partida é o nosso batismo, que é, como vimos, o
comum denominador de todos os cristãos. O Batismo não é só uma cerimônia, uma
simples celebração, mas é o compromisso assumido com Cristo Jesus na sua
Igreja. “Viver como Jesus viveu, sonhar como Jesus sonhou, agir como Jesus
agiu”. O Batismo é que nos qualifica de ser sacerdócio régio de Cristo. Este,
não exige nada além de que sincronizar os nossos pensamentos e ações com os de
Cristo Jesus e motivar estes, com a sua inspiração dentro da sua lei. (Por isso
a pergunta constante que devemos nos colocar é: como Jesus agiria, se estivesse
no meu lugar neste concreto momento?).
O professor que ensina é verdadeiro sacerdote para com o seu
aluno tirando-o da ignorância e transportando para o mudo do saber (que no fim
das contas é Deus).
O médico é verdadeiro sacerdote que cuida e defende a vida.
Deus criou mais lindo e completo mecanismo que existe no planeta, que é a
pessoa, mas “não nos deu manual de instrução”. São os médicos, a medicina, os
pesquisadores da saúde, que agora escrevem este manual, prolongando a qualidade
da nossa vida. Que lindo e nobre é este sacerdócio comum dos
médicos, fiéis leigos.... (Continua)
Com a benção e minha oração.
Dom Ceslau
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16/01/2018
O advogado que defende a verdade e luta pela verdade sem se
deixar corromper com o lucro fácil da corrupção, é o sacerdote leigo que sofre,
faz sacrifício, mas continua mantendo a sua dignidade e dos outros.
O Político, que no mundo corrupto de hoje se mantem incólume,
é o sacerdote que sofre pressão, e toda classe de tentações para se desviar do
caminho, mas resiste ouvindo a voz de Deus, eis a sua grandeza.
O artista, poeta, ator ou escritor, que na sua maneira
própria apresenta a realidade concreta e anuncia ou denuncia o que destoa da
beleza do plano de Deus para com a sociedade é o sacerdote importantíssimo na
sociedade. Só é precisa ser ouvido e entendido.
O Papa São João Paulo II foi mais temido pelos comunistas
não por causa dos seus sermões contrários ao comunismo, mas pelo contato
cotidiano com a juventude com a qual se reunia fazendo teatros, noites
literárias e poéticas etc. (Famoso teatro rapsódia em Cracóvia por ele criado).
O varredor de rua, que com carinho recolhe a sujeira que nós
deixamos, limpa o ambiente para nós, é o sacerdote do asseio, do mundo limpo,
com Deus o criou para nós.
O agricultor que lavra a terra e com consciência procura ao
máximo evitar a contaminação da sua produção rural com os toxico, que
aparentemente aumentariam a produção, mas arruinariam a vida dos irmãos, é o
sacerdote consciente da Casa Comum que é o mundo. E assim por diante.
Cada um que se localize na sua área do ambiente em que vive
e trabalha e descubra sua função sacerdotal para o sérvio comum de todos.
Para isto nos capacita o nosso batismo, e nos inclua ao grande Organismo
místico que é a Igreja de Jesus, e nos torna seus sacerdotes. (Continua)
Com a benção de Deus e a minha oração.
Dom Ceslau.
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17/01/2010
Ainda, continuando os casos práticos sobre o sacerdócio
comum dos leigos, temos o trecho da Sagrada Bíblia muito claro, lindo e atual
para os nossos tempos. O trecho é do Livro do Deuteronômio do Antigo
Testamento, referente aos juízes e julgamentos. O Moisés recebe a orientação de
Deus para conduzir bem o seu povo: “Ordenei aos vossos juízes: ouvireis vossos
irmãos para fazerdes justiça entre um homem e seu irmão ou o estrangeiro que
mora com ele. Não façais acepção de pessoas no julgamento: ouvireis igual modo
o pequeno e o grande. A ninguém temais, porque a justiça é de Deus”. (Deut.
1, 16-17).
Hoje, pela complexidade das questões, infinidade das leis,
as vezes até contrarias às leis naturais, leis de Deus, a tarefa do juiz se
torna muito difícil. Caminha entre duas pressões: de um lado a pressão das
potências econômicas, midiáticas e políticas e, de outro lado a consciência bem
formada na lei natural e divina, e o seu juramento de honestidade. Precisa
muita força e fé em Deus para seguir incólume entre todas as pressões,
tentações e conveniências. Feliz quando não se deixa corromper, abalar e
vencer, e segue a sua consciência, para o bem da sociedade, consciente que a
justiça é de Deus e que age em determinado momento, em seu nome (em nome de
Deus). É também o ministério do sacerdócio comum a serviço do bem comum.
Uma benção especial de Deus e a minha humilde oração. Uma
repousante noite.
Dom Ceslau.
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18/01/2018
O Ano do laicato reanima os fieis leigos
Os leigos estão na linha mais avançada na vida da Igreja.
Eles têm como vocação própria, procurar construir o Reino de Deus,
exercendo funções do mundo, trabalhando entre as realidades temporais, reatando
as relações interpessoais, agindo na arena política etc. Para isto os chama, os
habilita o batismo que receberam. Todos, mas principalmente os leigos devem ser
“sal da terra e luz do mundo (Mt,5 13.14). Levar a luz de Cristo onde o
ministro ordenado não pode chegar. No mundo vivem o seu sacerdócio comum.
Para melhor desempenhar o sacerdócio comum os fiéis, contam
com a ajuda o sacerdócio ministerial com quem estão ligados intimamente.
O sacerdócio ministerial, tem a missão, além daquela que vem do batismo, ainda
por uma consagração especial que recebem pela ordenação sacerdotal, explicar
aos fiéis a vontade de Deus no dia a dia, evangelizar, celebrar Eucaristia, e
confortar-nos com os sacramentos. Assim juntos prestar o louvor eterno de Deus.
Neste sentido a Igreja por meio do Pontifício Conselho
“Justiça e Paz” elaborou o Compendio da Doutrina Social da Igreja, (no Brasil a
edição Paulinas, 2005) que é o guia para o cristão seguir, semeando o bem e
testemunhando a Cristo, no meio das realidades temporais neste mundo.
Um grande abraço com a minha benção e oração para que eu
possa ser bem entendido e você enriquecido com estas reflexões.
Dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de
Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL