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Livro de Cyro de Mattos participa
da Feira Literária de Madri
Com o tema “Folhear o mundo”, a 81ª edição da Feira do Livro
de Madri teve início na sexta-feira última (27), no Parque do El Retiro, um dos
principais pontos turísticos da capital da Espanha, e será encerrada em 12 de
junho. Com o livro Guitarra de Salamanca, de Cyro de Mattos, poesia, (foto) a
Editora Verbum, de Madrid, estará
apresentando no seu estande uma de suas
novidades no mega evento, ao lado de obras de renomados escritores e autores da nova geração
da literatura espanhola.
A feira conta com 378 estandes e 423 expositores e, de
acordo com os organizadores, a edição teve o número recorde de pedidos de
participação de livreiros. A diretora do evento, Eva Orúe, destacou que esta
será “a maior feira em tamanho até agora, neste século”. Mais de quatro
mil escritores estarão autografando ou lançando suas obras, durante as duas
semanas de evento.
Compositor, poeta, crítico literário, filósofo e escritor.
Prêmio ABL de Poesia (2013)
Sétimo ocupante da cadeira nº 27 da ABL, eleito em 10
de agosto de 2017, na sucessão de Eduardo Portella, foi recebido em 16 de março
de 2018 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.
Cyro de Mattos é jornalista, cronista, contista, romancista,
poeta e autor de livros para crianças. Membro efetivo da Academia de Letras da
Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor
Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.
* * *
AMALCARG EMPOSSA NOVA DIRETORIA
Em memorável noite, com as presenças da maioria dos
acadêmicos, representantes de diversas Lojas maçônicas da região, familiares e
convidados, no último dia 17/5 (terça-feira), no Templo da A\R\L\S\ 28 de
Julho, Or\ de Itabuna, a Academia Maçônica de Letras, Ciências e Artes da
Região Grapiúna (AMALCARG), empossou sua nova diretoria para o biênio
2022/2024.
A reunião foi presidida pelo acadêmico José Carlos Oliveira
– ex-presidente e um dos fundadores da “Casa das Letras Maçônicas” –, que
convidou o confrade Washington Farias de Cerqueira (presidente reeleito) e o
representante da A\R\L\S\ 28 de Julho, Ir\ Enault Freitas da Rocha Filho, para
comporem a mesa e aos acadêmicos José Augusto Carvalho e Helder Pereira Dantas
para que dessem entrada aos convidados para participarem da Solenidade de
Posse.
O Ir\ José Carlos Oliveira solicitou a todos os presentes
para que de pé e perfilados acompanhasse o Hino Nacional Brasileiro. Após a
audição, declarou aberta a solene reunião de posse agradecendo a todos pelas
suas presenças e em especial os convidados. E em seguida pediu ao
acadêmico-secretário Ernande Costa Macedo, que efetuasse a leitura do Termo de
Posse da nova diretoria executiva, composto pelos acadêmicos Washington Farias
de Cerqueira, presidente; Luiz Roberto Albuquerque Rodrigues Maia,
vice-presidente; Ernande Costa Macedo, secretário-geral e Renato Burití
Oliveira, tesoureiro.
Na oportunidade, foram empossado também o novo Conselho
Fiscal, composto pelos acadêmicos titulares – Frederico Carlos Machado, José
Rebouças Souza e José Noélio Santana de Oliveira e como Suplentes – Itatelino
Oliveira Leite, Khalil Augusto Botelho Nogueira e Alessandro Góes Lima. E na
sequência, após as assinaturas, o acadêmico-presidente proclamou todos os
empossados para um mandato de dois anos, com início dia 17/5/22 e finalizando
no dia 30/5/24, quando foram aclamados por calorosa salva de palmas dos
presentes.
Após a posse da nova diretoria, a reunião passou a ser
conduzida pelo acadêmico-presidente Washington Farias de Cerqueira, que
solicitou ao acadêmico José Augusto Carvalho que desse entrada ao seu afilhado,
o Ir\ Vinicius Misael Portela para prestar juramento como membro da AMALCARG e
para a formalização de sua posse como o seu mais novo “imortal”, ocupando a
cadeira de nº 8, que tem como patrono o Ir\ Carivaldo Lopes Pereira.
Prosseguindo com o ato de posse, Washington Cerqueira,
solicitou a cunhada Isbela Wagmaker Cavalcanti Portela, que colocasse a
pelerine no acadêmico Vinicius Portella e à sobrinha Luzia Lopes Pereira que
lhe entregasse o curriculum do patrono da cadeira de nº 8 Ir\ Carivaldo Lopes
Pereira, que era seu pai, que antes era ocupada pelo saudoso acadêmico Luciano
Lopes Pereira, seu irmão. O acadêmico-presidente pediu ainda ao acadêmico José
Augusto Carvalho, que fizesse a saudação ao novo acadêmico, logo depois
Vinicius Portella fez um excelente discurso dizendo da sua alegria em
participar da AMALCARG, falou também sobre a sua trajetória maçônica, agradeceu
a sua família que sempre lhe apoia e ao acadêmico José Augusto, pela
apresentação do seu nome a gloriosa academia. E finalizou declarando que veio
para somar junto com os demais acadêmicos.
Por último, Washington Farias de Cerqueira, disse da sua
alegria e satisfação em presidir mais uma vez a AMALCARG, comentou sobre as
dificuldades que teve no primeiro mandato por conta da pandemia (Covid-19),
disse da gratidão que tem com todos os membros da “Casa das Letras Maçônica”, e
em especial o acadêmico Ernande Costa Macedo, pelos seus relevantes serviços
prestados a secretaria dessa egrégia casa e a Maçonaria Universal. Agradeceu
também as presenças dos IIr\ Vercil Rodrigues, representando a imprensa
maçônica baiana (leia-se jornal e site O COMPASSO) e a Academia de Letras
Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA) e Edmundo Dourado, representante da
Academia Grapiúna de Letras (AGRAL) e a todos os convidados presentes. O
presidente avisou que a próxima reunião acontecerá no dia 7/6 e convidou todos
para participarem de um jantar no salão de banquetes.
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Por Vercil Rodrigues.
Jornalista DRT/FENAJ 5.801.
Membro-fundador da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL),
Cadeira 1; membro-idealizador-fundador da Academia de Letras Jurídicas do Sul
da Bahia (ALJUSBA), Cadeira 1 e membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI),
Cadeira 21.
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domingo, 29 de maio de 2022
ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Amor Condusse Noi Ad Nada - Paulo Mendes Campos
Solenidade da Ascensão do Senhor | domingo, 29 de maio de
2022
Anúncio do Evangelho (Lc
24,46-53)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de
Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus
discípulos: “Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos
mortos ao terceiro dia e no seu nome serão anunciados a conversão e o
perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sereis testemunhas de tudo
isso. Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu. Por isso,
permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.
Então Jesus levou-os para fora,
até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. Enquanto os
abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. Eles o adoraram. Em
seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria. E estavam sempre no
Templo, bendizendo a Deus.
Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali
ergueu as mãos e abençoou-os” (Lc 24,50)
Segundo o relato de Lucas, na Ascenção, Jesus “desaparece” em
Deus; Ele não se afasta da humanidade, mas continua presente de uma outra
maneira: junto com o Pai e o Espírito faz sua “morada” no interior de cada
pessoa.
Por isso, Jesus não deixa uma estrutura religiosa organizada
(com sua hierarquia, seus ritos, leis, doutrinas...); Ele deixa na terra
“testemunhas”, ou seja, aqueles(as) que comunicam a sua experiência de um Deus
de bondade e contagiam com seu estilo de vida centrado no modo de agir e viver
do próprio Jesus. Serão testemunhas cristificadas, trabalhando por um mundo
mais justo e humano.
Mas Jesus conhece bem os seus discípulos; sabe que eles são
frágeis e medrosos. Onde encontrarão a audácia para serem testemunhas de alguém
que foi crucificado pelo representante do Império e pelos dirigentes do Templo?
Jesus tranquiliza-os: “Eu enviarei a vós aquele que Pai prometeu”. Não
lhes vai faltar a “força do alto”. O Espírito de Deus os defenderá.
A “ausência física” de Jesus revelar-se-á, então, como
oportunidade para fazer crescer a maturidade de seus seguidores. Ele lhes deixa
o dom de seu Espírito que promoverá o crescimento responsável e adulto dos
seus. É inspirador recordar isso nesse momento em que parece crescer entre nós
o medo à criatividade, a tentação do imobilismo, a petrificação no ritualismo e
na doutrina, ou a saudade de um cristianismo pensado para outros tempos e outra
cultura.
A festa da Ascenção do Senhor nos
recorda que, terminada a presença história de Jesus, vivemos “o tempo do
Espírito”, tempo de criatividade e de crescimento responsável no seguimento de
Jesus. O Espírito não nos oferece “receitas eternas”. Ele nos dá luz e alento
para ir buscando caminhos sempre novos e alternativos para atualizar hoje o
modo de ser e agir de Jesus. Assim Ele nos conduz para a verdade completa
d’Aquele que sempre se revelou verdadeiro.
Para expressar graficamente o último desejo de Jesus, o
evangelista Lucas descreve a sua partida deste mundo de forma surpreendente:
Jesus volta ao Pai levantando as suas mãos e abençoando os
seus discípulos. É o seu último gesto. Jesus entra no mistério insondável de
Deus e sobre o mundo faz descer a sua bênção. Seus seguidores começam sua
peregrinação pelo mundo protegidos por aquela benção com a qual Jesus curava os
enfermos, perdoava os pecadores, abençoava e acariciava as crianças...
A Bênção atravessa toda a Bíblia, e quer
atravessar também nossas vidas. Ela brota do olhar primeiro e amoroso de Deus
que, admirado, viu que toda Criação era boa e preciosa. Também nossa
missão, confiada pelo Ressuscitado, consiste em recuperar este olhar, esta
benção original, sobre nós e sobre a terra; uma bênção que desperta admiração e
assombro ao perceber a bondade e beleza no interior daqueles que não são
considerados bons e dignos de beleza.
A palavra “bênção” tem um sentido amplo e direto;
procede do termo latino “benedictio” e significa “dizer
bem”. Mas, determinados pelo nosso contexto social e político que
preza pelo ódio, preconceito, maledicência, “fake news”..., a sensação que
temos é que há uma curiosidade viral, uma excitação, um prazer mórbido em
“dizer mal”, destruir reputações, emitir juízos moralistas, ferir e excluir o
outro que pensa, sente e ama de maneira diferente. Há uma “maledictio” (“mal-dizer”)
que paira em todos os meios de comunicação e redes sociais, envenenando
relações, rompendo vínculos, criando divisões. E tudo isso emerge da
interioridade petrificada das pessoas, alimentando um fúnebre processo de
desumanização. O trágico é que essas manifestações de maldição são expressas
por quem se confessa seguidor(a) d’Aquele que sempre foi presença visível da
Verdade e fonte de perene Benção. Quanta incoerência no seguimento de Jesus
Cristo!
“Não há pior patologia que essa dissipação da alma, esse
olhar cheio de pré-juizos que nos torna pequenos e amargos, esse juízo que se
deixa escravizar pelo defeito e pelo peso da imperfeição e depois não nos deixa
sair até que ignoramos a liberdade. Não há exercício mais esterilizante que
essa espécie de ressentimento expresso como anátema em relação com a vida, esse
totalitarismo da queixa que, sem nos dar conta, nos asfixia, essa incapacidade
de romper com a engrenagem da maldição sobre todos e sobre tudo, da qual nem
nós mesmos escapamos” (Cardeal Tolentino).
Somos herdeiros(as) de uma benção, herdeiros(as) da doação e
da esperança de tantos homens e mulheres que, ao longo da história, aliviaram
sofrimento, recobraram dignidades e ajudaram a viver.
Agora, somos nós a geração portadora dessa benção. Presente,
passado e futuro.
Como seguidores(as), esquecemo-nos que somos portadores(as)
da bênção de Jesus. A nossa primeira tarefa é ser testemunha da
Bondade de Deus, manter viva a esperança, não nos rendermos diante do “maledictio”.
Na Igreja de Jesus, temos esquecido que a primeira coisa a
se fazer é promover uma “pastoral da bênção”. Temos de nos sentir testemunhas e
profetas desse Jesus que passou a sua vida semeando gestos e palavras de
bênção, de bondade e de misericórdia. Assim, despertou nas pessoas da Galiléia
a esperança no Deus Salvador, abriu um horizonte de sentido. Jesus era uma
bênção visível e as pessoas reconheciam isso.
Somos chamados a ser presença de “bênção”. Que todos aqueles
que vivem situações de desamparo, de miséria, de desamor, de indefesa, de
maldição... possam sentir em nós o prolongamento da Benção do Ressuscitado;
possam sentir-se bem acolhidos, bem nomeados, bem olhados, bem-amados.
“Dizer bem”, “bendizer”, “abençoar”, é
nossa vocação primordial, porque só isso desperta a consciência de que cada um
de nós é portador(a) autorizado(a) de uma indestrutível benção, e esse é o modo
de fazer justiça ao maravilhoso milagre que é estar vivos. “Dizer bem” é
conectar-nos com aquela verdade mais profunda, que é o puro vínculo na ordem do
ser. Sem essa ancoragem compassiva na raiz do nosso ser e no nosso modo
cristificado de viver, não chegaremos a compreender verdadeiramente o enorme e
misterioso pulsar da própria existência.
Cada um de nós depende – porque a vida é dom e confirmação
reiterada do dom – daquilo que a benção desencadeia. Somos um elo na longa
corrente de bênçãos; são inúmeras as pessoas que deixaram impregnadas em nosso
coração a marca da bênção oblativa, aberta e desafiadora. Crescemos e amadurecemos
sob o impulso da “benedictio” daqueles(as) que conviveram ou convivem conosco.
E, por isso, é tão importante buscar a benção, colocar-nos
de seu lado luminoso, ativá-la e exercitá-la ao nosso redor. O tempo se ilumina
quando nos deslocamos da sombra da “maledictio” e nos re-situamos na órbita da
“benedictio”.
Assim se expressa a maravilhosa e antiga bênção
irlandesa: “Que o caminho seja brando a teus pés,/ que o vento
sopre leve em teus ombros./ Que o sol brilhe em teu rosto sem ferir-te,/ e as
chuvas caiam serenas em teus campos./ E até que eu de novo te veja,/ Deus te
guarde cada dia na palma de Sua mão”.
Texto bíblico: Lc 24,46-53
Na oração: Todo(a) seguidor(a) de Jesus é
“canal” de transmissão de Sua bênção que salva, eleva,
exalta a dignidade de cada pessoa.
- Sua presença cotidiana é reveladora de “benedictio” ou
“maledictio”, de elogio ou de maledicência, de vibração diante da nobreza do
outro ou de queixa amarga?...