Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no
momento, acreditando que um dia (nem sabe quando) poderá precisar deles?
Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não o gastar, pois no futuro
poderá fazer falta? Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis,
utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom
tempo?
E dentro de você? Você tem o hábito de guardar
mágoas, ressentimentos, raivas e medos? Não faça isso. É anti-prosperidade.
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua
vida. É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a
prosperidade venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que
você almeja. Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de
coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os
guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Dê o que você não usa mais.
Venda, troque, movimente e não acumule. Dê espaço para o novo. (Não
estamos falando do capitalismo / consumismo). A atitude de guardar um monte de
coisas inúteis amarra sua vida. Não são os objetos guardados que emperram
sua vida, mas o significado da atitude de guardar. Quando se guarda, considera-se a
possibilidade da falta, da carência. É acreditar que amanhã poderá faltar, e
você não terá meios de prover suas necessidades.
Com essa postura, você está enviando mensagens
para o seu cérebro e para a vida: Você não confia no amanhã! Você acredita
que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas
velhas e inúteis. O princípio de não acreditar que o melhor é para
você, pode se manifestar, por exemplo, na conservação de um velho e inútil
liquidificador. Esse princípio, expresso num objeto, denota um comportamento
que pode também estar presente em outras áreas da sua vida, gerando entraves ao
sucesso e à prosperidade. O simples fato de dar para alguém o velho
liquidificador, colocando o objeto em circulação, cria um vácuo para que algo
melhor ocupe o espaço deixado. Emocionalmente, também.
Você passa a acreditar que o novo compensará o objeto
doado. Gente, uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que
provoca, ao final é sempre bem-vinda. Arejar espaços, fora e dentro da
gente faz um bem enorme! Vamos lá ... Mãos à obra! Desfaça-se do que
perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de
você!
Cyro de Mattos escreve crônica, conto, poesia, ensaio e
literatura infantojuvenil. Tem no prelo da Editus, editora da UESC, Nada Era
Melhor, romance da infância, Pequenos Corações, contos, e O Discurso do Rio,
poesia.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus caminhava à frente dos
discípulos, subindo para Jerusalém. Quando se aproximou de Betfagé e
Betânia, perto do monte chamado das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos,
dizendo: “Ide ao povoado ali na frente. Logo na entrada encontrareis um
jumentinho amarrado, que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui. Se
alguém, por acaso, vos perguntar: ‘Por que desamarrais o jumentinho?’,
respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele’”. Os enviados partiram e
encontraram tudo exatamente como Jesus lhes havia dito. Quando
desamarravam o jumentinho, os donos perguntaram: “Por que estais desamarrando o
jumentinho?” Eles responderam: “O Senhor precisa dele”. E levaram
o jumentinho a Jesus. Então puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram Jesus
a montar. E enquanto Jesus passava, o povo ia estendendo suas roupas no
caminho.
Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras, a
multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria, começou a louvar a Deus
por todos os milagres que tinha visto. Todos gritavam: “Bendito o rei,
que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!”
Do meio da multidão, alguns dos fariseus disseram a Jesus:
“Mestre, repreende teus discípulos!” Jesus, porém, respondeu: “Eu vos
declaro: se eles se calarem, as pedras gritarão”.
Celebramos hoje o chamado “Domingo de Ramos”, a entrada
triunfal de Jesus em Jerusalém. Nada de mobilizações, nada de comissão de
preparação da festa; não teve um mestre de cerimônias para que tudo acontecesse
dentro das normas estabelecidas; não pediu que a polícia lhe acompanhasse, nem
guarda-costas para sua segurança pessoal. Jesus nunca buscou as grandes
manifestações populares. A improvisação contou com a espontaneidade do povo
simples e, como tal, nada de grandes solenidades, de aparato espetacular. Para
Jesus, bastava-lhe um jumentinho. O resto ficou a cargo da iniciativa da multidão
que se uniu a Ele, enfeitando o caminho e entoando hinos messiânicos.
Todos sabemos que as “mudanças profundas e duradouras” na
sociedade não vem de cima, mas de baixo, a partir da solidariedade e da
identificação de vida com os últimos deste mundo. Ali, nas periferias e nas
margens, há uma esperança latente e alentadora daqueles que se empenham por
imprimir um movimento novo à história; é nele que está a semente de uma vida
diferente, criativa e mais promissora. E Jesus foi o ponto de partida de uma
ousada mudança na história da humanidade.
Os evangelistas sinóticos relatam a vida pública de Jesus
como uma subida das “periferias” até a capital política e religiosa. E Jesus
“entra” em Jerusalém, montado num jumentinho e aclamado por seus seguidores. Escolhe
um jumentinho como símbolo de um messianismo de paz e simplicidade. Nada,
portanto, de uma manifestação espetacular; Ele rompe com a imagem de um
triunfador e despoja-se de todo indício de poder. Jesus, presença de vida nos
povoados, vilas e campos, quer levar vida a uma cidade que carregava forças de
morte em seu interior. Ele quer pôr o coração de Deus no coração da grande
cidade; deseja recriar, no coração da capital, o ícone da nova Jerusalém, a
cidade cheia de humanidade e comunhão, o lugar da justiça e fraternidade...
Mantos colocados como tapetes pelo solo, ramos de oliveira e
palmas e tudo o que saía de dentro das pessoas: o canto, o grito de louvor, as
vivas, os aplausos. O povo simples faz as coisas de maneira simples, mas que se
tornam simpáticas, festivas. Além disso, Jesus não precisava mais que isso.
Jesus não quis entrar em Jerusalém como os conquistadores militares, mas como o
homem simples, como o Salvador simples. Porque, para Jesus era uma entrada que
queria ser como uma nova oferta de salvação à cidade de Jerusalém, e a salvação
não é oferecida com títulos de grandeza; isso sim, ela é oferecida com cantos,
danças, alegria. Jesus quer que todos descubram a novidade do Evangelho com
vibração e com sentido festivo; quando Ele nos oferece o dom salvação, faz com
alegria e é também com alegria que somos chamados a acolhê-lo.
Como mensageiro de paz, chegou Jesus a Jerusalém montado num
jumentinho. Não precisava de soldados e nem de instituições de violência para
se defender. Sem armas de guerra, sem um possante cavalo, sem poderes e nem
ambições..., mas montado num jumentinho de paz; um jumentinho emprestado e
novo, não domado, pois Jesus não possuía nem um jumentinho.
O texto de Lucas supõe que Jesus tinha conhecidos naquela
região, à entrada da aldeia (Betfagé). O jumentinho não era seu, mas contava
com amigos que o emprestaram. Este jumentinho é símbolo da vida campesina e
pacífica, animal do pobre; é conhecida sua resistência na lida do cotidiano do
campo: carrega peso, lavra a terra, suporta longas viagens... Não é animal para
a guerra e nem para alimentar a vaidade daqueles que querem demonstrar seu
poder diante dos outros. Jesus se serve de um jumentinho para dizer que não
quer se impor pelas armas e pela força; seu senhorio é diferente, retomando as
tradições campesinas de seu povo.
Como o jumentinho não tem arreio, nem apetrechos (é um
jumentinho novo, nunca montado), os discípulos estendem seus próprios mantos na
garupa, para que assim Jesus pudesse montar com dignidade e, sobre sua garupa,
pudesse entrar na cidade, descendo pelo Monte das Oliveiras. Jesus chegou a
Jerusalém de maneira pacífica, mas muito provocadora, pois instaurar o Reino
como Ele propunha implicava um desafio para o sistema imperial de Roma e para a
política sacerdotal do templo.
Que Jesus era uma pessoa desconcertante, não resta dúvida.
Continuamente Ele assumia atitudes que desconcertavam a todos, ou realizava
alguns gestos que causavam assombro... Sempre evitou grandes manifestações que
poderiam se prestar a enganos e equívocos em torno à sua pessoa. Quando
quiseram fazê-lo rei, escapou e se refugiou na montanha. Como é que agora, o
primeiro dia de sua última semana, lhe ocorre armar um rebuliço? Como profeta,
Jesus toma consciência que agora já não é mais o momento dos discursos, mas dos
gestos; já não é o momento das palavras, mas dos fatos; já não é o momento de
esconder-se, mas de mostrar a cara; já não é o momento das prudências, mas dos
riscos; já não é o momento de ocultar sua messianidade, mas de proclamá-la.
A Igreja também necessita de gestos, mas de gestos
evangélicos. Muito mais que grandes discursos, a Igreja necessita de gestos
simples que o povo entenda, viva e sinta. Temos demasiados “exibicionismos
clericais” que tem pouco a ver com a simplicidade de Jesus; temos grandes
solenidades, que possivelmente são bem-intencionadas, mas que expressam pouco
da simplicidade e da pobreza de Jesus.
Com frequência confundimos nossa vitalidade cristã com as
grandes massas em torno às grandes figuras da Igreja. Medimos nossa fé pelas
estatísticas daqueles que assistem a essas grandes manifestações. E logo, todos
somos conscientes de que tudo continua igual, que as grandes massas não vão
mudar depois dos grandes aplausos e vivas.
Jesus mesmo viveu essa experiência. Essa mesma multidão que
hoje o acompanha, dentro de uns dias pedirá que o crucifiquem. Os entusiasmos
massivos têm muito pouco de personalização da fé. É mais o sentimentalismo do
momento que uma experiência profunda do Evangelho. Jesus não fundou uma Igreja
de grandes massas. Pelo contrário, falou de uma Igreja “pequeno rebanho”, “sal
e fermento”, esvaziada de vaidades e carregada de simplicidade.
Não estamos insistindo em demasia no prestígio da Igreja?
Não estamos por demais preocupados com uma Igreja que brilha, em vez de uma
Igreja simples, pobre e despojada? Não temos na Igreja “carros possantes” em
excesso e pouquíssimos jumentinhos?
Texto bíblico: Lc 19,28-40
Na oração: Nosso zêlo e amor pelo Evangelho e pela
semente do Reino que nele está contida, deve favorecer o advento de uma “Nova
Jerusalém”; é preciso cuidar o coração, esvaziá-lo, limpá-lo, aquecê-lo,
transformá-lo em humilde receptáculo, para que o Espírito do Senhor possa ali
pousar e nele habitar como num ninho acolhedor, transmitindo-lhe vida, luz,
calor, paz, ternura...
- Como você descreve sua “Jerusalém interior”: cidade da paz
e do encontro ou cidade da intolerância e da violência?
O filósofo da baianidade, o grande governador Otávio
Mangabeira, gostava de dizer que “a Bahia está tão atrasada que, quando o mundo
se acabar, os baianos só vão saber cinco anos depois”.
Mangabeira estava
correto, só errou no cálculo. A Bahia está muito mais que cinco anos atrasada.
A explicação? A expressiva votação com mais de 75% no atual governador e de
mais de 60% no candidato derrotado à Presidência da República, ambos do Partido
dos Trabalhadores, dá conta de que os influxos da ruptura ainda não nos
atingiram. Expliquemo-nos:
No plano nacional, a Bahia, juntamente com o Piauí e
Maranhão, foram os Estados que registraram maior percentual de votos em Haddad,
todos com percentual acima de 60%.
Bastou esse fato para que esquerdistas, em geral, e petistas
entoassem o mantra da resistência. A retórica não poderia ser mais tola – são
simplesmente três dos Estados mais pobres da Federação, ocupando, os três, as
seis últimas posições do índice de desenvolvimento humano – IDH.
Ademais, Maranhão e Piauí são também as unidades onde a
relação entre pessoas que dependem do bolsa-família em comparação à população
total é maior, respectivamente 48 e 39% , enquanto a Bahia, por seu turno, é o
Estado com o maior número de beneficiários e maior aporte de recursos em termos
absolutos.
Retomando o foco no Estado da Bahia, um erro de avaliação
muito frequente no mundo das estatísticas é tomar o efeito pela causa. Enquanto
a ampliação de programas de transferência de renda deveria ser interpretada
como sintoma de atraso e subdesenvolvimento, curiosamente, em terrae brasilis,
é compreendido como o contrário. Logo, a maior dependência de uma população a
benefícios governamentais, ao reverso do que propõe a esquerda, apenas expõe a
incompetência dos gestores em modificar o panorama socioeconômico.
No caso da Bahia, em especial, a contradição ganha contornos
de esquizofrenia na medida em que diversos outros dados logram demonstrar a
queda vertiginosa do Estado em índices oficiais comparativos. Em relação à
Segurança Pública, temos nada menos que cinco das dez cidades mais violentas do
País; na Educação, outro importante parâmetro de IDH, estamos na rabeira, tendo
alcançado o inacreditável penúltimo lugar na última avaliação do MEC; no
Turismo, histórico setor produtivo e arrecadador, nosso desempenho vem
minguando ano a ano a olhos vistos, com o fechamento de um sem-número de hotéis
tradicionais, diminuição de voos, culminando com a ruína do único centro de
convenções do Estado no ano de 2016. A situação é tão vexatória, que se
registrou em 2018 a Bahia como o Estado de pior desempenho no setor no Brasil;
e, por fim, a saúde está na UTI. Dos 28 estados, segundo a análise de alguns
dados, a Bahia ocupa a 22ª posição, sendo sucedida por nada menos que Piauí
(24º) e Maranhão (28º). Há quem veja mera coincidência, mas não é.
Comecei com ele e terminarei rememorando o saudoso Otávio
Mangabeira em mais uma passagem: “pense num absurdo: na Bahia tem precedentes”!
Pessoas letradas e bem formadas fazem desse cenário tenebroso a construção de
um arquétipo completamente irreal e delirante, tratando a Bahia como um modelo
de resistência frente ao novo Brasil que desponta. Não há resistência, mas
teimosia e histeria, reflexo de personalidades mimadas, que apenas aceitam as
regras do jogo quando estão vencendo, além de manipuladoras, por proclamarem
uma autoridade moral pela visão de mundo que defendem.
Infelizmente, 12 anos de petismo na Bahia conduziram as
pessoas à completa perda do referencial. Doze anos formaram uma geração inteira
de jovens percebendo o caos social como algo natural e trivial. E, diante de
tantas incertezas, o bolsa-família é a única certeza de muitos de que algo pior
não irá acontecer. A quem interessa a mudança quando a “resistência” escolhe um
lado? A Bahia não é resistência; a Bahia é símbolo do atraso."
O cineasta Carlos (Cacá) Diegues tomou posse nesta
sexta-feira, dia 12 de abril, na Cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, em
solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon, na sucessão do Acadêmico e cineasta
Nelson Pereira dos Santos (falecido no dia 21 de abril do ano passado). O novo
Acadêmico foi eleito no dia 30 de agosto do ano passado.
Cacá Diegues foi recebido, em nome da ABL, pelo
Acadêmico, poeta e tradutor Geraldo Carneiro, que destacou: “Carlos José Fontes
Diegues – o nosso Cacá – já nasceu assinalado pela brasilidade. Tudo o que faz,
como artista e intelectual, traz a marca do Brasil. Em resposta aos tempos
negros da ditadura militar, Cacá Diegues fez de seu cinema um lugar de
celebração da vida e da cultura brasileira. Desde os anos 60, Carlos Diegues se
distingue também como jornalista, intelectual e pensador. Mas parece que seu
destino é mesmo o de fundir o cinema e a poesia. Por mais que a realidade seja
sua parceira, seu tempo é sempre o tempo da utopia”.
Em seu discurso de posse, o novo Acadêmico afirmou: “O
Cinema Novo brasileiro não foi, senão, a chegada tardia do modernismo ao nosso
cinema. Era preciso produzir um cinema para a nação, mas também inventar uma
nação no cinema. Nossas melhores cabeças do século XX sonharam com esse projeto
de Brasil. Agora, os tempos são outros. Temos sofrido um vendaval de paixões
polarizadas e histéricas. Há um desejo latente de valorizar a vulgaridade e o
homem dito “normal”, aquele que só reproduz os piores valores de nossa
ignorância, sem sonhos nem fantasias, num horizonte sombrio e sem surpresas. A
criação, hoje, corre o risco de se tornar prisioneira dessa consagração da
platitude, onde o único valor reconhecido e respeitado é o da morte elevada a
uma desimportância consagradora”.
Após o discurso, o Presidente da ABL convidou o Acadêmico
Merval Pereira para fazer a aposição do colar; o Acadêmico Arnaldo Niskier
(decano presente) para entregar a espada; e o Acadêmico Zuenir Ventura para
entregar o diploma. O Presidente, então, declarou empossado o novo Acadêmico.
Os ocupantes anteriores da cadeira 7, além de Nelson Pereira dos Santos, foram:
Valentim Magalhães (fundador) – que escolheu como patrono Castro Alves –,
Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima, Pontes de
Miranda, Dinah Silveira de Queiroz e Sergio Corrêa da Costa.
O NOVO ACADÊMICO
Cacánasceu em Maceió, Alagoas, no dia 19 de maio de
1940, filho do antropólogo Manuel Diegues Jr. e de Zaira Fontes Diegues.
Cinéfilo desde a adolescência, também era poeta e trabalhava como jornalista.
Foi eleito para a Cadeira 7 da ABL, no dia 30 de agosto deste ano, na sucessão
do Acadêmico e cineasta Nelson Pereira dos Santos.
Em 1958, aos 18 nos de idade, teve seus poemas publicados
no Jornal do Brasil pelo ensaísta e crítico Mario Faustino, que o
apresentou como uma revelação na poesia brasileira. Por essa mesma época,
participou ativamente do movimento cineclubista no Rio de Janeiro, quando se
integrou à nova geração de cineastas que buscava registrar a verdadeira imagem
do Brasil, num movimento que seria conhecido como Cinema Novo, sob a liderança
de Nelson Pereira dos Santos.
Depois de realizar alguns curta metragens, Cacá estreou
profissionalmente em 1962, dirigindo um dos episódios do filme “Cinco vezes
Favela”, produzido pelo Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE – um filme que
se tornaria uma das obras inaugurais do Cinema Novo.
Ao longo de sua carreira de cineasta, realizou mais de 20
filmes de longa-metragem, entre os quais “Ganga Zumba” (1964), “Os herdeiros”
(1969), “Joanna Francesa” (1973), “Xica da Silva” (1976), “Chuvas de verão”
(1978), “Bye Bye Brasil” (1980), “Quilombo” (1984), “Um trem para as estrelas”
(1987), “Tieta do Agreste” (1995), “Orfeu” (1999), “Deus é brasileiro” (2003),
“O maior amor do mundo” (2005) e agora “O grande circo místico” (2018),
inspirado na obra do poeta Jorge de Lima. Todos esses filmes foram lançados
comercialmente em diferentes países do mundo, nas salas de cinema e na
televisão, além de sua presença e de prêmios nos festivais internacionais mais
importantes, como Cannes, Veneza, Berlim, San Sebastian, Toronto, Nova York,
Mar del Plata e outros.
O novo Acadêmico publicou alguns livros, nem sempre sobre
cinema, tendo começado com “Ideias e Imagens”, de 1988. Seus livros mais
recentes são "Vida de Cinema”, mais de 600 páginas sobre o Cinema Novo, e
“Todo Domingo”, uma coletânea de seus textos publicados semanalmente no
jornal Globo. Recebeu homenagens de diversas naturezas, no Brasil e no
mundo, entre as quais o titulo de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres,
do governo francês; o Prix de la Célebration du Centenaire du Cinématographe,
do Instituto Lumière de Lyon; o Golden Reel Award, do Grupo HBO; o Lifetime
Achievement Award, concedido pela cidade de Chicago; o Prêmio Roberto
Rosselini, pelo conjunto de sua obra, dado pela Associação Nacional dos
Críticos de Cinema da Itália; eleito Personalidade do Cinema Latino-Americano,
pela Associação Internacional de Críticos (Fipresci); Ordem do Mérito Cultural
de Portugal; Comendador da Ordem de Rio Branco, do governo brasileiro;
Comendador da Ordem do Mérito Cultural do Brasil; e outros. Casado com a
produtora de cinema Renata Magalhães, Cacá tem um filho e três filhas.
O jornal Estado de São Paulo, publica editorial com o
seguinte tema: 'O País precisa de rumo, que deve ser dado pelo presidente.
Até aqui, Bolsonaro não se mostrou nem remotamente à altura dessa tarefa, e não
há razões para acreditar que algum dia estará.' #estadao
................
John Kirchhofer replicou com o seguinte texto:
"A cegueira de um grande jornal
É incrível como um jornal da tradição e tamanho do Estadão,
continue cego as evidências! Preso a um passado que se desmancha, frente a um
presente que seus anacrônicos editores se negam a enxergar!
O mundo muda numa velocidade estonteante. A mídia impressa
caminha para a falência. O exemplo da editora Abril não lhes serve para
abrir-lhes os olhos.
Acorda Estadão!
Bolsonaro não governará nem indicará “rumos”, através de
discursos eloquentes, retórica brilhante, embromação de longas palavras.
Bolsonaro governará com a mais poderosa forma de liderança que o mundo conhece:
O EXEMPLO! A VERDADE!
Vocês fazem parte de um tempo em que a admiração por
longuíssimos discursos, de uma, duas ou até três horas impressionava as massas
e hipnotizava os jornalistas!
Era o tempo do fanatismo aos discursos de Fidel Castro,
Carlos Lacerda e Leonel Brizola!
Acorda Estadão!
Este tipo de comunicação Acabou!
As recentes eleições Americanas e aqui no Brasil, sepultaram
este tipo de retórica.
E olhe que a mudança veio como um tsunami!
99% dos jornais erraram suas previsões sobre a possibilidade
de vitória de a Bolsonaro.
99% das televisões erram em seus comentários sobre as
chances de Bolsonaro vencer.
99% dos Institutos de Pesquisas apostavam que Bolsonaro
perderia para qualquer candidato no segundo turno.
99% dos políticos e partidos deste país, não acreditavam na
possibilidade de Bolsonaro vencer as eleições.
99% dos jornalistas deste país, zombaram de Bolsonaro e riam
de suas fraquezas, quando de forma franca e verdadeira dizia que não conhecia
de economia e iria deixar esta área estratégica, mas mãos de um competente
economista. Virou gozação nacional a piada do Posto Ipiranga do Bolsonaro.
Quebraram a cara! Todos!
Achavam ridículo um candidato à presidência se apoiar numa
citação bíblica para tocar sua campanha à presidente.
E Bolsonaro, simplesmente, continuava sua pregação perante
multidões crescentes:
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Nada mais verdadeiro do que isso!
Lamentavelmente, até hoje, os intelectuais, professores e
editores de jornais, não se deram por conta, de que, a verdade pode ser dita em
140 carácteres, ou menos!
A verdade cabe num Tweet!
Jornais como o de vocês, do velho Estadão, continuam na
anacrônica elaboração de editoriais de 1000, 2000 ou 3000 carácteres!
Gastam papel em vão!
Mas estão sem saída.
Porquê?
Porque não sabem fazer outra coisa! Se negam a acordar
perante a nova política. A real política. A política da verdade. A política que
nega a “articulação” política! A política que nega as mentiras políticas, a mentira
e a embromação!
Acorda Estadão!
Tanto vocês como o outrora poderoso O Globo, baixam
desesperadamente os preços, de suas assinaturas, de 109 para 29 reais mensais,
ou seja tentam vender jornais impressos por 1 real a edição, e não conseguem
sinal de reação dos consumidores!
Estão apavorados com a falência eminente da ex-gigante Folha
de São Paulo!
Acorda Estadão!
Não é baixando o preço por edição, nem entrega gratuita de
jornais, que fará ressuscitar os Cadernos de Classificados!
As antigas edições de domingo, que chegavam a pesar mais de
um quilo de papel, hoje está na faixa de 400 a 300 gramas! E assim caminham
para ZERO gramas de papel impresso!
Eu sou assinante, mas não leio mais o papel impresso! Só
leio a edição digital em meu iPad!
Não me sinto mais satisfeito em gastar horas lendo um jornal
escrito por professores, intelectuais, doutores, jornalistas, todos sem
prática! Todos teóricos! Todos que formaram o séquito dos 99% que apostaram
contra a vitória de Bolsonaro! Todos, viajantes de uma Época que ACABOU!
Acorda Estadão!
O povo está cheio de suas opiniões pessimistas!
O povo quer esperança!
O povo quer verdade!
O povo não quer as armações de suas jornalistas buscando
“arruinar” o mandato de um presidente recém-eleito!
Não adianta escrever mil páginas negando o que foi ouvido da
boca de sua jornalista. Não adianta trocar sinais e afirmar mil vezes que era
“fake news”! Pois não eram apenas poucas palavras que sinalizaram a verdade.
Foram edições e editoriais sinalizando a verdade!
De que adianta esta afirmativa de que “não há razões para
acreditar que algum dia estará” Bolsonaro, estará preparado para nos dar um
“rumo”?
Ledo engano dos senhores.
Basta o exemplo. Pequenos atos como cancelar um jantar com
show, ao custo de 290.000 reais, que sairiam do bolso do contribuinte, via
Embratur, e a demissão da presidente do órgão, para que se dê o rumo a este
país!
Se o sentido de “rumo”, for o mesmo de “articulação”,
“conversa”, e outras mais, usadas para esconder o toma lá dá cá, acho que
realmente não teremos. Bolsonaro realmente é um cabeça vazia de “ideias” para
sangrar os cofres públicos!
Eu, sinceramente, não quero o mal para tão tradicional órgão
de imprensa. Mas se puder lhes dar um conselho de leitor, lhes diria: Tomem
outro rumo.