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sábado, 5 de maio de 2018

ABL: ANTONIN ARTAUD É TEMA, NA ABL, DA CONFERÊNCIA DE ANA KIFFER, NA SEGUNDA PALESTRA DO CICLO ‘LITERATURA E LOUCURA’


A escritora, doutora em Letras, professora e pesquisadora Ana Kiffer faz, na Academia Brasileira de Letras, a segunda palestra – Antonin Artaud, o exemplo anômalo – do ciclo de conferências do mês de maio de 2018, intitulado Literatura e loucura, sob coordenação do Acadêmico e romancista Antônio Torres. O evento está programado para quinta-feira, dia 10 de maio, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Ana Kiffer adiantou um pequeno resumo de sua palestra: “Parte da obra de Antonin Artaud (1896-1948) buscando mostrar e discutir como esse autor encenou alguns dos pilares acerca da relação entre a literatura e a loucura da modernidade ao contemporâneo, quais sejam: (1) a potência desorganizadora do que não faz sentido; (2) a relação entre a entrada do corpo e a perda de si na literatura; (3) a literatura como patrimônio [imaterial?] das dores e das mortes do mundo; (4) violência, exclusão e loucura”.

As outras duas palestras do mês de maio serão proferidas pelo professor Roberto Corrêa dos Santos (O abismo e o obstáculo: observações pontuais de Clarice Lispector, Virginia Woolf e Jacques Rivière sobre a [lou][cura]), dia 17; e o jornalista e tradutor Eric Nepomuceno (Horacio Quiroga e seus contos de amor, de loucura e de morte), dia 24. Sempre às quintas-feiras, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr, da ABL.

A CONFERENCISTA

Escritora, doutora em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2002) e doutorado Bolsa Sandwich Capes - Université de Paris VII - Denis Diderot (1998-2000), Ana Kiffer lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade de Salamanca (Espanha-2001). Atualmente, é professora Associada (40h) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tendo sido, de 2008 a 2010, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras dessa Universidade.

Ana Kiffer foi eleita, em 2007, Directeur de Programme no Collège International de Philosophie (França) por seis anos consecutivos. Em 2008/09, obteve a concessão de um Acordo de Cooperação Internacional com a França, Capes-Cofecub, onde atuou como coordenadora brasileira do Convênio com a Universidade de Paris VII. De 2012 a 2016, coordenou o Instituto de Estudos Avançados em Humanidades da PUC-Rio/CTCH. Vem atuando, principalmente, nos seguintes temas: corpo, escrita, literatura, artes, política e memória. No escopo dessas questões, orientou muitas dissertações de mestrado e teses de doutorado, além de pesquisas de iniciação científica.

É especialista na obra do escritor francês Antonin Artaud e sua pesquisa vem versando sobre as relações entre corpo e escrita. Ganhou, em 2009, a Bolsa de Jovem Cientista do nosso Estado (Faperj) com uma pesquisa inédita sobre as relações entre a fome e a literatura. E, em 2010/11, a Bolsa de Produtividade do CNPq, que mantém até hoje, agora com uma pesquisa sobre a escrita de cadernos de artistas, escritores e intelectuais.

Recentemente publicou os livros Antonin Artaud (Eduerj, 2016); A Perda de si [organização, seleção e tradução de Cartas de Antonin Artaud] (Rocco, 2017); Tiráspola e Desaparecimentos [poesia] (editora Garupa, 2017); A punhalada[poesia] (7Letras, 2016, coleção Megamini); e as coletâneas Sobre o Corpo (7Letras, 2016), Expansões Contemporâneas – literatura e outras formas (UFMG, 2014), e Experiência e Arte Contemporânea (Ed. Circuito, 2013).

Possui inúmeros capítulos de livro publicados em diferentes editoras no Brasil e no exterior, além de artigos em revistas nacionais e internacionais, tais como Alea (UFRJ), Remate de Males (Unicamp), Cerrados (UNB), Ipostesi (UFJF), Comunicação e Política (Cebela), Lugar Comum (UFRJ), Revista Vazantes (Universidade Federal do Ceará), Revue Europe (França), Literatura d’America (Sapienza, Università di Roma), Textuel (Université de Paris VII), além de assinar mensalmente a Coluna literária Geopolítica dos Afetos na Revista Pessoa (revista luso-brasileira).

04/05/2018


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O CALVÁRIO DE UM PRESIDENTE – Carlos José Marques


04/maio/18
Foto: Ueslei Marcelino

Michel Temer vive dias de provação. Pela primeira vez, a família de um presidente em pleno exercício do cargo é arrolada a depor, prestar explicações, por supostos casos de corrupção.

Uma investigação da Polícia Federal dá conta de lavagem de recursos via reformas nas casas tanto da filha como da sogra em troca de um decreto de portos – que acabou por não existir, diga-se de passagem. Ruim para Temer, pior para o Brasil.

Essa é a terceira onda de ataques sistemáticos ao chefe da Nação e, com ela, o País vai vivendo à base de soluços. Anda e para a depender da atenção que a pauta de ajustes consegue arranjar. Os reveses pessoais do mandatário contaminaram a gestão. A economia ficou a reboque das insânias políticas. A agenda reformista, que tinha na previdência seu maior alvo, ficou para as calendas. Na verdade, logo foi abatida. A primeira de uma longa lista.

Há pouco mais de um ano o empresário Joesley Batista, para escapar do cerco que se fechava sobre ele, comprometeu Temer numa gravação conduzida e criminosa. De lá para cá, a prioridade de combate à crise foi abaixo. Não há tempo para as negociações, para costurar alianças em torno de projetos, para propor saídas. Os esforços são consumidos na luta por salvar a própria pele.

Há algo de perverso nessa contenda. Adversários tentam minar a resistência federal buscando colar a pecha de ineficiência em um governo que, bem ou mal, conseguiu fazer a transição.

Há resultados concretos e sabidos: da inflação e dos juros levados a níveis historicamente baixos à reforma trabalhista, o fim da recessão e uma inominável lista de boas providências. Longe de ser suficiente. Porém significaram fundamentais passos na direção correta.

A camarilha parlamentar, a despeito das conquistas, não perdoou. Nos últimos tempos, após estratégia infrutífera de afastar o presidente por meio de votação em plenária, resolveu sabotar todo e qualquer projeto de melhorias estruturais. De novo, trágico para o Brasil. A paralisia do trabalho verificada atualmente no Congresso assemelha-se a de um Parlamento em pleno status de intervenção.

Tal qual nos idos do AI-5. Não se vota nada, não se aprova qualquer medida provisória que valha. A privatização da Eletrobras empacou. A simplificação do sistema tributário, defendida desde o início do ano, não é nem mais lembrada. Até a bancada governista bandeou-se para o lado da oposição na luta contra o cadastro positivo de devedores que Temer almejou adotar. O que sai daquela casa nos dias de hoje é mera perfumaria. Deputados e senadores estão mais preocupados em garantir a reeleição. Sonham com a perpetuação do foro privilegiado contra eventuais rescaldos das investigações da Lava Jato. Eis a classe política que restou. Parlamentares atentos a questões comezinhas. A janela da troca partidária galvanizou mais interesse do que a vital preocupação com equilíbrio das contas nacionais. Cortar, reduzir gastos, eliminar desperdícios é discussão impopular para o momento eleitoral.

Na direção oposta, congressistas estão mesmo é derrubando todos os vetos de Temer a medidas que oneram o erário. A festa da distribuição de recursos inexistentes alcançou o auge. As renegociações de dívidas do Funrural, por exemplo, custarão mais R$ 15 bilhões ao Tesouro por obra e graça dos senhores do parlamento que resolveram torrar o dinheiro da viúva. E o presidente – encurralado por querelas com a PF, o TSE e a Procuradoria – fica com as mãos atadas, sem margem de manobra. O esfacelamento do seu poder reflete-se ainda nos entendimentos para a formação de uma candidatura de centro consistente e vencedora.

O fatiamento das opções eleitorais nesse eixo cria um cenário de grandes riscos à sucessão. Não há ainda uma chapa que anime. O tucanato resiste, bestamente, em fechar um acordo com o MDB para defender o legado – de resto consistente – traçado por Michel Miguel Elias Temer Lulia.

A impopularidade, inclusive nas ruas, assusta. Dois anos depois de assumir, o presidente vive o seu inferno astral. Tentará contornar a má imagem e má fase com uma forte ação de comunicação realçando suas realizações no período. Ainda acalenta a própria candidatura como alternativa para ficar vivo no jogo.



Sobre o autor
Carlos José Marques é diretor editorial da Editora Três.


sexta-feira, 4 de maio de 2018

A ORAÇÃO DE GANDHI


Dizem que  Gandhi orava assim:

“Senhor…

Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes
e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.

Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás o sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.

Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda.
Não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.

Ensina-me a amar aos outros como a mim mesmo.

Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo,
nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede ao triunfo.

Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e  que a vingança é um sinal de baixeza.

Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.

Se eu ofender as pessoas, dá-me a coragem para desculpar-me,
e se as pessoas me ofenderem, dá-me a grandeza de perdoá-las.
Senhor , se eu me esquecer de ti , nunca te esqueças de mim”

                 
Mahatma Gandhi

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SORBONNE - 50 ANOS DEPOIS - Paulo Corrêa de Brito Filho


4 de Maio de 2018
Obstinação contra a Cristandade na revolução sexual, anárquica e libertária de Maio de 68

Paulo Corrêa de Brito Filho

         Muitos julgaram que as primeiras badernas estudantis de maio de 1968, na Sorbonne, eram simples manifestações de jovens extravagantes com ideias amalucadas. Mas tais ideias se expandiram e provocaram grandes mudanças nos costumes tradicionais da França, e a partir daí contagiaram como lepra o mundo inteiro, resultando numa verdadeira revolução sexual e cultural, de acordo com o que berravam os sorbonianos: “Inventai novas perversões sexuais”.

As agitações tomaram as ruas, ergueram-se barricadas, violentos confrontos com as forças da ordem se espalharam para outras regiões. Depois tudo pareceu retornar à normalidade, mas de fato as coisas nunca voltaram a ser como antes. As sementes lançadas em maio de 68 geraram frutos perniciosos para todos os povos.

Incorporada à História como “Revolução da Sorbonne”, ela foi na realidade o marco do que poderíamos chamar de “IV Revolução”, desenvolvendo o processo cujas três primeiras fases foram a Revolução Protestante, a Revolução Francesa e a Revolução Comunista. O que se almejou em maio de 68 foi lançar uma radical revolução sexual, anárquica e libertária, e proclamar a morte dos costumes tradicionais. Foi também o nascimento de uma “nova era histórica” — uma “civilização do instinto” oposta à civilização cristã, tendo por meta a utopia igualitária.

Passados 50 anos da “Revolução da Sorbonne”, o mundo geme no caos. Enquanto isso, o impulso da onda libertária vai destruindo as instituições e encaminhando as nações rumo ao tribalismo, que seria a “V Revolução”.

A matéria principal da edição da revista Catolicismo deste mês, redigida pelo nosso colaborador Benoît Bemelmans, presidente da TFP francesa de 1996 a 2009, aponta para o que realmente pretendiam os revolucionários da Sorbonne, explicita a transformação que eles provocaram na sociedade, na mentalidade dos povos e também nos ambientes católicos, e ressalta a necessidade de uma reação para não nos afundarmos na libertinagem desbragada do mundo contemporâneo.

Na parede da Sorbonne, pichado o lema contestatário: Défense d’interdire!” (É proibido proibir!)

Em face das ideias radicais de maio de 68, sintetizadas no slogan “É proibido proibir” [foto acima], nossa resposta só pode ser: “É necessário proibir”. Basta considerar que, dos 10 Mandamentos da Lei Deus, sete são preceitos proibitivos. Em qualquer sociedade onde tudo é permitido, nada fica de pé. Ela se torna insustentável, e acaba por desaparecer na anarquia geral.

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Aconselho vivamente a aquisição da revista Catolicismo deste mês (edição nº 809), que desenvolve em sua matéria de capa o tema:
SORBONNE – MAIO de 68
Rebelião radical contra os valores da Cristandade
— 50 anos depois, o que ficou?


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quinta-feira, 3 de maio de 2018

CERCO CALCULADO - Sérgio Pardellas

13 de abr de 2018


No último sábado, [07/04] enquanto o Brasil acompanhava o desenrolar da rendição de Lula na sede do sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo, agentes da PF envolvidos na operação permaneciam o tempo todo com um olho no presente e outro no passado. Mais precisamente, num trágico acontecimento histórico: o cerco de Waco — promovido em abril de 1993 em torno da sede da seita “Ramo Davidiano”, na cidade do Texas. Os davidianos eram liderados por David Koresh, autoproclamado Cristo reencarnado. A estimativa era de que cerca de cem pessoas estariam no local onde abrigavam 250 armas ilegais. Koresh havia prometido se entregar caso uma mensagem dele de 58 minutos fosse transmitida pelo rádio. A fala foi veiculada, mas ele não honrou a promessa, o que motivou a polícia a invadir o “bunker”. Não poderia ter sido pior. Uma ação destrambelhada do FBI fez com que a invasão fosse encerrada de forma catastrófica, com a morte de 75 pessoas, entre as quais 25 crianças.

De fato, há um parentesco irrefutável entre Waco e São Bernardo, com pitadas de psicopatia em ambos os casos. Ninguém duvida que, muitos dos que se espremiam nos arredores do sindicato, estariam dispostos a matar e a morrer por Lula. Era como se uma imensa aura de fanatismo permeasse o QG montado pelo PT. Para eles, o messias, ao lado do qual eles acreditaram um dia ter atravessado o mar Morto, não deveria retroceder nunca. Render-se jamais. Mesmo quem estava alheio à mesa de negociações, comendo pipoca em frente à TV, poderia vislumbrar a tragédia como desfecho óbvio de uma operação malsucedida — que atenderia aos interesses todos sabem de quem. Daí o cálculo e a frieza dos escalados para fazer valer a ordem judicial.

Os movimentos lembraram um jogo de pôquer, garante quem acompanhou de perto as tratativas. Em sua autobiografia, Bill Gates dizia que o pôquer foi para ele uma aula de estratégia e disciplina, mais do que qualquer outro curso acadêmico. Disfarçar a ansiedade e a insegurança, estudar o adversário e blefar são técnicas do carteado exigidas durante uma negociação.

Houve de tudo um pouco naquele dia que virou história. Para evitar a reedição do episódio funesto do Texas, cada palavra foi medida, cada passo traçado milimetricamente. Por exemplo, a possibilidade de a prisão preventiva ser decretada foi uma carta colocada na mesa só depois das 18h, o que arremessou o petista para uma encruzilhada. A partir de então, ou ele dispersava a militância e se entregava, ou poderia ser preso por obstrução de Justiça, ao se negar a cumprir uma ordem judicial. Em dado momento, para quem enxergava tudo a olho nu, o espetáculo parecia enveredar para a patifaria por aparentemente prenunciar uma afronta à Justiça sem precedentes na história republicana. Nos bastidores, porém, esse risco nunca existiu. Todos do lado de lá do balcão tinham a exata ciência de que qualquer desenlace diferente teria representado a consagração de Lula e a genuflexão do Judiciário. Para o bem da democracia, as instituições permaneceram retas e verticais.


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CATOLICISMO MOFADO - Por Fernando Altemeyer


28/04/2018

Andando por algumas cidades brasileiras é fácil encontrar jovens/adolescentes com uma espiritualidade doentia e alienante. Em certas dioceses e até com uma presumível cumplicidade de pastores brotam aos borbotões escravos de Maria”, “cercos de Jericó”, “missas de cura e libertação” “marchas em roupas medievais”, “exorcismos descontrolados e líderes autoritários”.

Já se vê dezenas de jovens com correntes nos braços, nas pernas e amarrando cilício nas pernas e barriga para sangrar em “nome de Maria (sic)”. Meninas jovens de véu na cabeça nas missas, gente rezando terço fora de hora, plenos de tiques nervosos e exigindo receber a Eucaristia na boca, pois a mão não seria santa o suficiente.

Antropologia doente. Mente doente. Corpo adestrado. Há ainda os que seguem cegos a padres autoritários evidentemente narcisistas.

É a Igreja Feudal voltando com tudo e destroçando a pastoral da Igreja comunidade de comunidades. As orientações da CNBB nem sequer são conhecidas. A pastoral é desvinculada da Palavra de Deus.

Tudo fica reduzido a crendices e amuletos. E as Televisões católicas e livrarias católicas vendendo ainda mais amuletos, textos demagógicos, roupas e túnicas douradas e muito perfume e incenso grego caro e supérfluo. Há até exércitos com roupas exóticas em comunidades e igrejas.

Quando acordarmos da letargia, o estrago será profundo. Os fungos continuam em ação comendo o pão da vida e fazendo-o morrer. É preciso ver a doença e prevenir.


Fernando Altemeyer é teólogo leigo, possui graduação em Filosofia e em Teologia, mestrado em Teologia e Ciências da Religião pela Universidade Católica de Louvain-La-Neuve, na Bélgica, e doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC. Atualmente é professor e integra o Departamento de Ciência da Religião, da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP.
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quarta-feira, 2 de maio de 2018

O ARROZ DE PALMA


Trechos do livro "O Arroz de Palma", de Francisco Azevedo


“Família é prato difícil de preparar: São muitos ingredientes. 
Reunir todos é um problema...
Não é para qualquer um.

Os truques, os segredos, o imprevisível. 
Às vezes, dá até vontade de desistir...
Família é prato que emociona. 

E a gente chora mesmo. 
De alegria, de raiva ou de tristeza. 
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. 

Bobagem!
Tudo ilusão!
Família é afinidade, é à Moda da Casa.

E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. 
Outras, meio amargas.
Outras apimentadíssimas.

Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.

Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. 
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa.

A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.

Muita coisa se perde na lembrança.

Aproveite ao máximo.

Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete!

Família: Feliz quem tem e sabe curtir, aproveitar e valorizar..." 


Família é projeto de Deus!

Então...
Amem-se, 
Perdoem-se, 
Aceitem-se, 
Tolerem-se  e vivam como se hoje fosse o último dia que vocês vão estar com a sua família. 

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