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sábado, 13 de janeiro de 2018

TRABALHO REALIZADO SOBRE BULLYING SERVE DE REFERÊNCIA PARA OUTROS EDUCADORES

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Evandro Ferreira Rodrigues, nascido em 12/06/1979 em São Gonçalo (RJ), atualmente reside em Caucaia (CE). Licenciado em Matemática, está cursando Pedagogia e é Pós-Graduado em Matemática Financeira e Estatística e em Gestão Escolar. Evandro atua como professor, sempre trabalhando poesia e leitura na escola.

Publicou os livros “Momentos Apaixonados Escritos em Poesia”, “Amar com Poesia” e “Bullying, estou fora!” (infanto-juvenil).
Ministra palestras sobre o tema “bullying, prevenção e intervenção!”, em escolas, faculdades, igrejas etc. Participa do “Abraço Literário”, promovido pelo Sesc de Fortaleza e faz parte da ALMECE (Associação dos Escritores dos Municípios do Ceará). Tem cinco poemas na antologia “Vozes Escritas” e ficou entre os 3 primeiros no IV Prêmio Radiotelegrafista Amaro Pereira, de crônicas, organizado no Rio de Janeiro. Também está na antologia “Mil almas, mil obras”.Lançou esse livro na XI Bienal Internacional em Fortaleza e X Feira do Livro da UEFS (BA) e Programa Literatura, no BNB (2015 e 2017). Tem três anos de carreira literária e atualmente está terminando dois livros infantis para 2018.

“Muitos têm tomado consciência, pois tenho organizado, quando posso, rodas de conversa, pedido relatos, ouvido o que eles apresentam e se queixam, e prestado mais atenção em todos. Eles sabem disso!”

Boa Leitura!


Escritor Evandro Ferreira, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever sobre bullying?

Evandro Ferreira - Pelo fato de trabalhar em escolas e observar o comportamento da maioria dos adolescentes me incomodou ver certas atitudes e não poder fazer nada. Escrevi o livro pensando justamente em chegar até eles para conversar, ministrar palestras e conscientizá-los daquilo que nem eles sabiam, isto é, que o bullying é sério e considerado crime. Dessa forma, podemos conscientizar os pais sobre o comportamento dos filhos e também dos cuidados a serem tomados. Assim, toda comunidade escolar poderá ser envolvida no processo de diminuição e erradicação do bullying.

Apresente-nos seu livro “Bullying, estou fora”.

Evandro Ferreira - Um livro com uma linguagem leve e clara, com algumas ilustrações, por meio das quais a criança que já sabe ler poderá entender e criar o hábito pela leitura e o respeito pelo próximo. O livro conta uma história baseada em muitas situações reais, e pode ser lido por pessoas de qualquer faixa etária. O legal tem sido o feed das crianças e mães, no que diz respeito à personagem principal – Josefina.Todos sofrem com ela, mas no fim vem a grande lição.

A quem você indica a leitura desta obra literária?

Evandro Ferreira - Todas as pessoas, especialmente crianças e responsáveis. Sem esquecer que pode ser bem trabalhado nas escolas e na igreja, por que não?!
Tenho tido experiências fantásticas de crianças que começam a tomar gosto pela leitura, pois são envolvidas pela história e ilustrações do livro. Elas já contam para seus pais e outros, toda a história, ou seja, a leitura é de fácil entendimento.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da leitura de “Bullying, estou fora”?

Evandro Ferreira - A atenção para essa praga que se alastra na sociedade, independentemente de faixa etária e classe social. Creio que à época da infância e adolescência de muitos de nós podia-se brincar e tirar “sarro” dos colegas, mas vejo nos dias atuais crianças e adolescentes se matando por banalidades. O objetivo é conscientizar, alertar, prevenir e saber como e quando intervir na situação.

Como têm sido as experiências com o livro em sala de aula?

Evandro Ferreira - Maravilhosas. Percebo que alunos do Ensino Fundamental II não sabem o que é, mas praticam. Muitos têm tomado consciência, pois tenho organizado, quando posso, rodas de conversa, pedido relatos, ouvido o que eles apresentam e se queixam, e prestado mais atenção em todos. Eles sabem disso! Mas precisamos de ajuda de todos os professores, da gestão escolar e dos adultos que estão por perto. Os meios de comunicação têm sido muito mal utilizados pela maioria. Então o cyberbullying também aparece. É preciso que os responsáveis acompanhem seus filhos e dialoguem sempre, pois quem sofre tem medo de falar e sofre ameaças. É um trabalho de formiguinha, mas é prazeroso quando gostamos e vemos os resultados positivos.

Além do livro sobre bullying, você tem outros livros publicados. Apresente-nos estes livros.

Evandro Ferreira - O livro “Momentos Apaixonados Escritos em Poesia” é meu primeiro trabalho. Lancei-o em 2014,e mesmo sem muitos acreditarem, as portas foram se abrindo por meio de igrejas católicas, centros culturais, recitais, roda de leitura e amigos mais próximos.
O segundo livro, Amar com Poesia, veio completar o primeiro, pois ambos falam de amor. Ouvindo as poesias que a maioria do público, que é feminino, dizia ter gostado, investi mais nesse segmento e apostei em poesias e prosas amorosas e reflexivas, que falam dos 3 tipos de amor: Ágape, Eros e Filia. Os casais, namorados, solteiros e pessoas que amam a poesia têm gostado bastante. Eu fico feliz!

Onde podemos comprar seus livros?

Evandro Ferreira - Como as livrarias infelizmente cobram um percentual muito alto, podem ser comprados diretamente comigo,e o exemplar já segue autografado e com dedicatória.

Quais os seus principais objetivos como escritor? Você pensaem publicar novos livros?

Evandro Ferreira - Levar o gosto pela leitura até as pessoas que não a experimentaram ainda, e fazer dela um momento prazeroso de descobrir um novo mundo.
Atualmente estou terminando dois livros infantis: uma fábula e outro de poesias infantis que englobará datas importantes a fim de que as crianças possam conhecer e ser trabalhados nas escolas infantis. Será meu novo desafio. Estou animado (rs).

Quais os principais hobbies do escritor Evandro Ferreira?

Evandro Ferreira - Ouvir música (Bon Jovi, U2, Bryan Adams, Legião Urbana, Pe. Fábio de Melo, Anjos de Resgate, Rosa de Saron, Celina Borges etc.), escrever, ler,apreciar a natureza, caminhar na areia da praia descalço; gosto de animais (tenho um cachorro, o Fred, e dois gatos– George e Jeremias). Também gosto de uma bela música ao vivo e amo futebol. Ah, sou Fluminense. Não poderia deixar de mencionar o amor a Deus, por meio da música, boas palestras, tv Canção Nova e a missa dominical, se é que posso chamar de hobby, mas são momentos que consigo equilibrar meu ser para continuar a luta pelo bem neste mundo.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Evandro Ferreira. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Evandro Ferreira - Que foi um prazer ter refletido aqui em cada pergunta. Gosto de fazer amizades e interagir com o público, mas peço que cada um que ler esta entrevista possa me ajudar nesse trabalho de formiguinha, pois são apenas 3 anos e não tenho nenhum apoio. Saibam que quero uma sociedade melhor, mais justa, amorosa e sem essas corrupções que vemos a cada dia. As crianças não podem crescer sem perspectiva ou achando que o errado é o que se dá bem na vida. Vamos expandir o amor, pois nele está o respeito, a paz, a igualdade, a humildade e a dignidade humana para um amanhã mais feliz!
Conto com o apoio de cada um de vocês.
Obrigado!

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



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PREPAREM SUAS FANTASIAS! - Antonio Nunes de Souza

Preparem suas fantasias!

Na nossa querida e maravilhosa Bahia, cheia de encantos aos milhões, temos a oportunidade de conviver com dezenas de dias Santos, feriados estaduais e nacionais, lavagens de igrejas, festejos dos diversos Orixás, enforcamentos de dias ligados a esses eventos, pontos facultativos, ensaios de blocos e comemorações a nossa encantadora etnia negra que, magnificamente, enfeita todos esses eventos com charme, sutileza, sensualidade e uma apimentada “malícia” em seus gestos, andares e movimentações, sem contar as coloridas e bonitas roupas, acompanhadas de suas artesanais joias e enfeites!

Somos, desculpe minha imodéstia, um Estado super  abençoado por Deus, cuja beleza é o nosso maior cartão postal!

Entre todas essas coisas que citei acima, como um monstruoso acontecimento, temos e oferecemos ao mundo, nosso exuberante, animado e loucamente gostoso CARNAVAL, tido como o melhor do planeta terra!

Todos esses festejos movimentam as populações dos seus 417 municípios que, pobres ou ricos, não deixam de enriquecer mais ainda o que parece impossível, com suas belíssimas manifestações folclóricas! Além de grandes ou modestas “micaretas”.

Parece até que aqui não se trabalha, mas, a verdade é que sabemos dar valor ao lazer, cumprir as obrigações necessárias e determinantes, seguindo as doces manifestações festivas, até como fonte de renda no comercio informal. Ser baiano é ser uma pessoa especial!

Logicamente, como bom baiano, prepare suas fantasias mentais e físicas, logo no início de janeiro, para que esteja bem paramentado nos festejos e não fique parecendo os tolos “caretas” que não sabem e não conhecem esses saborosos sentimentos, pelos cantos condenando comportamentos!

Somos bem diferentes da capital federal (Brasília), pois lá, sua festa maior é São João, que eles têm umas grandes quadrilhas, capazes que quebrar uma nação rica, apenas com seus descalabros!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras AGRAL 
antoniodaagral26@hotmail.com

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O MENINO DAS MEIAS VERMELHAS - Carlos Heitor Cony

Todos os dias, ele ia para o colégio com meias vermelhas.

Era um garoto triste, procurava estudar muito, mas na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. Os outros guris zombavam dele, implicavam com as meias vermelhas que ele usava.

Um dia, perguntaram porque o menino das meias vermelhas só usava meias vermelhas.

Ele contou com simplicidade:

- "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Botou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei, comecei a chorar, disse que todo mundo ia zombar de mim por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que se me perdesse, bastaria olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas saberia que o filho era dela".

Os garotos retrucaram:

- "Você não está num circo! Porque não tira essas meias vermelhas e joga fora?"

Mas o menino das meias vermelhas explicou:

- "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim vai me encontrar e me levará com ela".

Quantas crianças e adolescentes estão HOJE, solitários e tristes, chorando  por alguém  que se foi. Colocam "meias vermelhas," na esperança que alguém as  identifique, em meio à multidão, e as leve para a intimidade do próprio coração.

São crianças, cujos pais as deixaram, um dia, em braços alheios, enquanto eles mesmos se lançaram à procura de tesouros, nem sempre reais.

Perdendo os melhores tesouros: seus próprios filhos.

Lesadas em sua afetividade, essas crianças vivem cada dia à espera de alguém, que as entenda, que lhes dê esperança, um aconchego.

Têm sede de carinho e fome de afeto.

Trazem o olhar triste de quem se encontra sozinho e anseia por ternura.

Ninguém no mundo pode medir a dor de um coração quando abandonado por alguém que tanto amou e esperou.

Talvez, HOJE, exista alguém, bem pertinho de você usando meias vermelhas, esperando uma pessoa que ame a Deus e a encontre.

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Carlos Heitor Cony - Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da ABL, eleito em 23 de março de 2000, na sucessão de Herberto Sales e recebido em 31 de maio de 2000 pelo acadêmico Arnaldo Niskier. Faleceu dia 05 de janeiro de 2018.

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

DOM CESLAU STANULA - Do laicato e dos leigos 4

08/01/2018
Jesus é o sumo sacerdote.  

O Novo Testamento não fala do sacerdócio. Só a Carta aos Hebreus trata do sacerdócio de Jesus. A Carta dá a Jesus expressamente o título do Sumo Sacerdote. 

Cristo alcançou de uma vez por todas e para sempre, de maneira perfeita o objetivo fundamental de toda mediação sacerdotal, isto é, estabeleceu a comunhão entre Deus e a humanidade, de maneira, que de hoje em diante se tornaram desnecessárias outros sacrifícios oferecidos, como em Antigo Testamento, pelos sacerdotes.  E tudo por sua condição de ser Filho de Deus encarnado.  

Em Cristo existem, como em nenhum mediador as duas condições requeridas para a mediação:  a confiança em Deus e a solidariedade com os homens.

Depois destes esclarecimentos sobre o sacerdócio, passaremos agora meditar o que é o sacerdócio comum dos fiéis. (Para aprofundar mais veja: Dicionário Teológico o Deus Cristão- Verbete Sacerdócio).

Com o minha benção e oração por você e sua família. 
Dom Ceslau.
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09/01/2018
Estamos ano do Laicato

Nestes dias meditamos sobre o sacerdócio em geral. A essência do sacerdócio e a mediação entre Deus e a humanidade. 

São Pedro na 1ª Carta lembra aos seu fiéis o título da sua nobreza: “Vos sois uma raça eleita, sacerdócio, real, uma nação Santa” (2,9). Para entender esta declaração de Pedro lembro que em Jesus nós formamos um só Corpo, um organismo sobrenatural que é a Igreja.  Na Igreja existe o sacerdócio real em diversas formas: em Cristo, no padre e no leigo.

Em Cristo se realiza a plenitude do sacerdócio, isto é, nele se estabeleceu a comunhão com Deus e a humanidade.

No padre, se realiza esta mediação sacerdotal de maneira própria pelo especial sacramento do Sacerdócio que recebe, mas também, como uma participação do sacerdócio de Cristo.

E leigos participam do sacerdócio de Cristo pelo sacramento do batismo que receberam, mas de diversa forma dos ordenados diáconos e padres e bispos.

Aqui, por motivo do ano do Laicato tratarei só desta última forma do sacerdócio, sacerdócio dos leigos.

Sacerdócio real dos leigos não significa que é real, isto é, igual como o dos ordenados (diáconos, padres e bispos). Tem alguns (protestantes e até alguns católicos), que acham que o sacerdócio do leigo é o mesmo que é do padre, que leigos também celebram Eucaristia.... Não. O leigo não celebra Eucaristia nem sacramentos, mas nela participa. (continuaremos).

Com a minha benção e humilde oração na sua intenção e dos seus familiares, desejo Boa e repousante noite. 
Dom Ceslau.
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10/01/2018

Na Igreja todos participamos do sacerdócio de Cristo, mas de diferentes formas. São Padro na sua 1ª Carta disse, “...vós sois ...um sacerdócio real”.

A tradução para o português este adjetivo “real” cria certo desentendimento, porque tem vários significados. Pode significar real, no sentido de existir, de verdadeiro. Mas pode também significar relativo ao rei, digno do rei, régio

Esta palavra em grego: basíleion, foi traduzinha por São Jerônimo para o latim precisamente neste segundo sentido: “regale”, não “reale”. Então no sentido de régio, digno do rei.  São Pedro evocando o que já havia sido dito do povo eleito no Ex.19,5-6 
“... sereis para mim uma porção escolhida dentre todos os povos....reino sacerdotal e nação santa”, queria lembrar que o povo, redimido por Jesus, com mais razão ainda tem esta dignidade e que agora participam da missão de Jesus,  e  desempenham o papel de sacerdotes entre todos os outros povos por meio de testemunho, e exemplo de vida configurada a Cristo. Evangelizar outros com a sua vida.

São Paulo disse: “O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Col 1, 24).

Esta é a missão que nos vem do sacerdócio comum, Por isso podemos também dizer com ele “Eu completo na minha vida, nos meus trabalhos, o que falta a paixão de Cristo no seu corpo que é Igreja”. Assim cumprimos a missão de sacerdócio comum, baseado no batismo. (continuaremos).
Com a minha benção e oração, desejando uma noite serena e repousante.
Dom Ceslau.
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11/01/2018

O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial, ou hierárquico, ordenam se um ao outro, embora se diferenciem, na essência e não apenas em grau. Pois ambos participam,  cada qual ao seu modo, do único sacerdócio de Cristo (LG. 10).

Os leigos com as suas atitudes no mundo transformam a face da Terra.

O Papa São João Paulo II, na sua primeira viagem a Polônia, na Praça principal -  Vitória - em Varsóvia, em pleno regime comunista, em forma de oração proclamou o povo polonês para transformar a terra comunista. “E eu choro – eu que sou um filho da terra da Polônia, e que sou também o Papa João Paulo II ,– Senhor, (...) na vigília de Pentecostes: deixe o seu Espírito descer"!
Deixe o seu Espírito descer! e renovai a face da terra. A face desta terra!”.

O povo entendeu a oração e o convite para a ação. A oração e confiança no povo católico realizaram milagre. O comunismo que estava escravizando o povo caiu.

Foram os leigos que se organizaram em grupos, principalmente em Solidariedade, conscientes da sua missão de cristão, exercendo a sua missão de sacerdócio comum, pressionando, conseguiram tirar as cadeias comunistas. O povo ficou libertado. É o exemplo concreto da força do sacerdócio comum dos fiéis! Unidos na fé, na oração, animados pelos sacerdotes e bispos, venceram as barreiras de 70 anos do comunismo!

Com a minha benção e oração. Um boa noite.
Dom Ceslau.
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 12/01/2018

Muitos poloneses consideram que o marco inicial da derrocada comunista foi o discurso de João Paulo II em 2 de junho de 1979, quando falou a meio milhão de compatriotas em Varsóvia e destacou o trabalho e organização de Solidarność (Solidariedade), primeiro movimento cristão, sindical, não comunista em um país comunista.

Aqui podemos ver claramente como o sacerdócio ministerial e sacerdócio comum ordenam-se um para o outro.

O povo toma consciência que são cristões e responsável pelos destinos da pátria.

Os Ministros ordenados, incentivam, animam mostrando que esta é a vontade de Deus para que o povo fique livre.

De dois lados, nesta situação concreta, houve sacríficos. Muitos leigos sofreram. Mas vários padres também perderam a vida, como por exemplo o Pe. Jerzy Popieluszko, que foi barbaramente sequestrado pelos comunistas, brutalmente torturado e jogado ao rio. Este padre nas homilias animava o povo, foi o mentor espiritual da luta contra a opressão comunista.

Tanto os leigos como a hierarquia cumpriam a sua missão sacerdotal, cada um a seu modo participaram do sacerdócio de Cristo.

Em vez de muitas palavras, este exemplo nos mostra como viver o sacerdócio comum pelos fiéis na renovação da face deste mundo.

Com o abraço e a benção.  Conte com a minha oração. Boa noite.

Dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A TRISTE CRÔNICA DE NELLY NOVAES COELHO - Cyro de Mattos

A triste crônica de Nelly Novaes Coelho
Cyro de Mattos


                 Nelly Novaes Coelho é uma dessas criaturas belíssimas  que encontrei na vida. Intelectual de expressão enorme, erudita, sensível, solidária e ética. Tive o grande prazer de conhecê-la quando fui receber de suas mãos O  Grande Prêmio  da Associação Paulista dos Críticos de Artes, no Memorial da América Latina, em 1992, concedido ao meu livro O menino camelô. Ela foi a relatora da comissão julgadora,  que contou ainda com a participação de Tatiana Belinky e Pascoal Mota. Quanta alegria conhecer aquela mulher baixinha, de sorriso afável,   olhos no óculos de lente grande  que viam e compreendiam  o que  estava no mundo para ser alcançado.

               Dali para frente  mantive correspondência regular  com umas das intelectuais mais lúcida em nossas letras, portadora de um discurso simples, mas rico de análise, que impressionava bastante.   Que bênção! O tom de suas cartas era sempre atencioso, deixava a minha alma pingando ternuras.   Tive uma boa surpresa quando recebi comentário como autor infantojuvenil no seu  esplêndido Dicionário crítico de  literatura infantil e juvenil brasileiro. Outro belo susto que eu tive  foi  quando vi minha ficção de contista ser objeto de estudo no  monumental volume  Escritores brasileiros do século xx. Nessa obra, de novo ela demonstra  ser uma ensaísta de fôlego vasto,  que tem conhecimento notável dos meandros da escrita,   da vida e do contexto dos escritores estudados na obra.   Ao escrever esse livro, Nelly Novaes Coelho ainda estava em plena atividade intelectual,  tinha 91 anos,  idade em que muitos  já penduraram suas ferramentas de trabalho.
 
            Vale a pena lembrar que com 752 páginas, 1401 verbetes, o Dicionário crítico de escritoras brasileiras, de Nelly Novaes Coelho, registra de modo condigno  “a voz de   mulheres que vêm dando seu testemunho de vida e ideais, por meio da Palavra. Dado que a literatura  é forma ampla de conhecimento dos humanos no mundo, a obra que foi organizada pela escritora renomada, Doutora em Letras da USP,  reveste-se de pontos elevados na valorização do corpo literário brasileiro.

         Ao registrar  inúmeras vozes femininas de todos os estados brasileiros, em sua contribuição enciclopédica, Nelly Novaes Coelho, como os iluministas de ontem,  desincumbe-se da jornada extensa  com erudição, consciência crítica e lucidez de pesquisadora dotada de santa paciência. É muito pouco o que estou informando sobre a bagagem,   atuação e  produção de uma intelectual incansável como a Nelly. Por seus feitos literários incríveis, ela  merecia as melhores homenagens  em vida. Quando indiquei   com os escritores Caio Porfírio Carneiro e Nicodemos Sena o seu nome  para ser distinguido com  O Troféu Juca Pato da União Brasileira de Escritores (SP),  foi  vítima de um processo eleitoral duvidoso,  e  seu nome  não foi sufragado. Mas ela era maior do que certas atitudes deploráveis e honrarias dessa espécie.

          Soberba como ensaísta e,  como  professora universitária, contribuiu  para a formação de inúmeras gerações no campo das Letras. Sua família ignorou a grandeza dessa mulher incomum.   Ao ficar doente,   foi blindada pela família, que não permitiu a  visita dos amigos, dos que lhe tinham afeto, e de seus admiradores.   Meu Deus, quanto egoísmo, para não dizer escuridão, pobre de  nós seres humanos, metidos a donos de tudo.

            Agora essa notícia triste, que  tomo conhecimento através do escritor  Ronaldo Cagiano,  Depois de um mês  de seu falecimento, a  imprensa divulga  o fato  em notas acanhadas. A doce, ética e intelectual maiúscula Nelly não merecia tanta maldade.


*Cyro de Mattos é membro efetivo das  Academias de Letras da Bahia, de Ilhéus e Itabuna. Pen Clube do Brasil, União Brasileira de Escritores (Rio e São Paulo).  Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

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ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Girassóis

Girassóis


Numa palestra sobre motivação e liderança falou-se a respeito da natureza dos girassóis. Como o próprio nome diz, eles giram de acordo com a inclinação do sol, em outras palavras, eles “perseguem a luz”.

Provavelmente essa parte você já sabia, mas tem outra que talvez não!

Você já se fez essa perguntinha? E nos dias nublados e chuvosos, quando o sol fica totalmente encoberto pelas nuvens, o que acontece?

Interessante essa pergunta, não é? Talvez você tenha pensado que a flor de girassol fica murchinha e olhando para baixo. Acertei? Pois é, está errado! Sabe o que acontece? Elas se voltam umas para as outras para dividirem entre si as suas energias.

Todos nós queremos essa luz, buscamos essa luz de diversas maneiras: na família, nos amigos, na religião, no trabalho e por aí vai. Mas sempre acontecem os dias nublados, os dias de tristeza, não tem como fugir deles. Nessa hora, a maioria das pessoas fica acabrunhada, de cabeça baixa e quando mais fragilizadas chegam até a ficarem deprimidas.

Que tal fazer como os lindos girassóis?

Veja os girassóis! Olhe para o lado e perceba que existem pessoas como você,  vivendo os mesmos desafios, talvez de maneira diferente. Compartilhe luz, sentimentos e pensamentos!

Que hoje você se encante com a beleza perfeita da natureza, que em sua simplicidade, nos dá uma verdadeira aula de como viver melhor e com mais harmonia.

E independente do tempo, permaneça com a cabeça erguida olhando para a LUZ maior, DEUS! Ele sempre nos ilumina, mesmo nos dias nublados!

 Sejamos todos girassóis, que possamos transmitir luz uns para os outros quando tudo estiver nublado!”

(autor desconhecido)

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A SEGUNDA MORTE DE NELLY NOVAES COELHO - Ronaldo Cagiano

A notícia da morte da escritora, crítica e ensaísta Nelly Novaes Coelho chega ao conhecimento público com grande atraso, de acordo com noticiado no Estado de S. Paulo de em 28.12.17, tendo ela ocorrido um mês antes, em 29.11.17. É de estarrecer e entristecer que uma intelectual de sua dimensão e importância para a literatura brasileira desapareça, sem que a imprensa saiba e seus amigos, leitores e admiradores pudessem prantear a sua perda ou homenageá-la, como merecia, pela sua estatura cultural e humana, por todos (re)conhecida.

Na esteira de seu desaparecimento, abro um parêntese, para constatar, com tristeza e revolta, também essa tendência, cada vez mais assente, se de jogar no cesto do silêncio gente que tanto fez pela literatura, como Nelly, que parte num momento crucial da cultura brasileira, amesquinhada sempre pelo mais do mesmo. Quando o mercado editorial não dá espaços para intelectuais como ela, que descarta o “velho” e sabota os “idosos” em nome de ume geração literária descolada, que não tem nada para oferecer, senão suas carinhas rendidas e vendidas às feiras literárias, verdadeiras quermesses onde mais valem como fetiche e produto do que como criadores. Quando não temos mais editores com o feeling de um Ênio Silveira ou um José Olympio, mas executivos com olhos nas planilhas, que olham para o mercado e não para o talento do autor ou a qualidade da obra. Quando não há críticos como Antônio Candido, Wilson Martins, Antônio Olinto, José Guilherme Merquior, José Veríssimo, Otto Maria Carpeaux, mas esses comunicólogos de carteirinha (no dizer do saudoso Cassiano Nunes, professor da UnB), ruminando releases na grande imprensa. E tantos outros exemplos de vítimas desse sistema editorial monopolista, cartorial, mercenário e excludente, incensador de mediocridades e negligente com os verdadeiros talentos, que ao longo das últimas décadas relegou, como Nelly, tanta gente ao destino do ostracismo, silêncio e esquecimento, como um Rosário Fusco, um José Carlos Oliveira, um Ricardo Guilherme Dicke, uma Orides Fontela, um Samuel Rawet, um Osman Lins, uma Dora Ferreira da Silva, um Campos de Carvalho, um José Agripino de Paula, um Caio Porfírio Carneiro, uma Eunice Arruda, e, ainda mais recente, o lendário José Louzeiro, felizmente relembrado em oportuna resenha de Afonso Borges em sua revista eletrônica “Mondo Livro”.

Reporto-me ainda à notícia anterior do mesmo blog do curador do Projeto Sempre um Papo, em que o falecimento (culminado com seu completo desconhecimento) de Nelly Novaes Coelho é abordado por Afonso Borges para destacar a imperdoável omissão que cometeram, tanto a família, que a blindou num cárcere de silêncio por cerca de três anos, em nome de uma proteção para tratamento de saúde, alijando o fato da imprensa, que não pôde dar a devida cobertura ao fato, talvez, até mesmo, por culpa e obra desse completo alheamento a que ela foi jogada e da impossibilidade de acesso a qualquer notícia sobre suas condições. Indaga Afonso, em sua comovida e estarrecida constatação: “Quem roubou a paz de Nelly Novaes Coelho? Quem nos roubou da paz de Nelly Novaes Coelho? Por onde andou nestes últimos anos? Por que só ficamos sabendo da sua morte um mês depois?”

O jornalista, depois de coligir várias fontes, apenas confirmou o que já era rumor no meio literário, pelo menos dos que com ela conviviam e a conheciam – sobre sua internação e a consequente proibição de encontros ou contatos com amigos e colegas de ofício. Havia razão plausível para escondê-la do meio que sempre foi seu pulmão, chão, teto e horizonte? O articulista confirmou esse desaparecimento inusitado, a interdição de uma vida ainda em plena atividade e lucidez, que não merecia o destino do degredo numa instituição geriátrica, colhendo de suas consultas o sentimento de indignação e perplexidade de tantos quantos a conheciam e admiravam.

Apenas para argumentar, ainda que Nelly tivesse sido acometida de uma ocorrência mais grave (por exemplo: um AVC? Um Alzheimer? Uma debilidade cardíaca? Uma queda? um processo de senilidade?), que a incapacitasse física e intelectualmente a ponto de interromper sua capacidade de comunicação e discernimento, não seria o caso de privar seus amigos e admiradores de notícias, ou mesmo de uma visita. Era o mínimo a se fazer por alguém que tanto fez por tantas gerações quando no pleno (e vigoroso) exercício de suas atividades como professora, escritora, críticas e editora de cultura em jornais importantes.

Eu mesmo sou testemunha de sua inteireza física e mental nos tempos que antecedem a esse imposto deletar em vida. Não muito antes de ser tirada de circulação (éramos vizinhos de rua na Bela Vista; eu morava na Rua Dr. Seng e trabalhava a Al. Joaquim Eugenio de Lima, a poucos metros de sua residência, na Rua dos Franceses). Nos dez anos em que vivi em São Paulo encontrei-me várias vezes com Nelly, a quem devo, desde o meu primeiro livro publicado nos anos 80, quando morava em Brasília, a generosidade de sua recepção e apreciação crítica. Numa dessas vezes, estivemos em seu condomínio, na casa de uma amiga comum, também escritora, que lhe prestou uma homenagem, num encontro, em que muito se conversou sobre literatura. E ela com seus 91 anos, forte, entusiasmada, povoada de planos e vivíssima e antenada com o que se passava na literatura contemporânea. Foi uma noite memorável, em que atestamos sua disposição e saúde, compartilhou conosco suas ideias sobre literatura, suas experiências no campo intelectual, sem qualquer sinal de esmorecimento de sua disposição. Aliás, entre todos, sem dúvida, era a mais animada e sem indícios de fadiga.

Em meados de 2013, dividi com ela uma mesa na Casa das Rosas, a convite do editor e escritor Nicodemos Sena, numa sessão dedicada à discussão sobre o romance “Deus de Caim”, de Ricardo Guilherme Dicke, por ele reeditado e resgatado pela Ed. Letra Selvagem. Foi um momento epifânico em que a professora e ensaísta discorreu por mais de uma hora, secundada pela professora e escritora Raquel Naveira e pelo jornalista Lorenzo Falcão, de Cuiabá, abordando aspectos críticos e estéticos da obra do escritor e filósofo mato-grossense, até então relegado ao anonimato depois de uma carreira vitoriosa nos tempos em que viveu no Rio.

Nelly protagonizaria meses depois outro momento de inteireza física e mental, quando foi prestigiada pelo mesmo editor e amigo, que publicou e lançou naquele mesmo espaço da Av. Paulista sua recente obra, ‘Escritores Brasileiros do Século XX”, um caudaloso, exaustivo e fundamental compêndio que mapeia a produção ficcional brasileira desde os primórdios do Modernismo. Naquela oportunidade, casa lotada e com vários escritores presentes para saudá-la, entre eles, Benjamin Abdala Junior, Ignácio de Loyola Brandão, Fábio Lucas, Cyro de Mattos, Alaor Barbosa, Ricardo Ramos Filho, Ana Maria Martins e Miguel Jorge, Nelly era a própria imagem da intensidade criativa e da paixão literária, momento em que soubemos que Nelly ainda estava com o fôlego a mil, prometendo para breve uma obra sobre a presença feminina da literatura brasileira, um projeto “in progress”.

Algum tempo se passou, encontrei-me algumas vezes com ela na vizinhança e mesmo após ter tido um problema cardíaco, dizia-se em franca recuperação, sem qualquer sinal de debilidade física ou mental, quando a encontrei na saída de uma agência do Banco Itaú e perguntei pela sua saúde. Daí em diante, não a vi caminhar nem a encontrei mais, como costumeiramente acontecia, por aquelas vias da Bela Vista. Preocupado, indagava a amigos, conhecidos e colegas sobre seu paradeiro e já começavam a circular informações de que teria sido internada numa instituição clínica de repouso, que foi desautorizada a receber visitas e esse “apartheid” social e intelectual ficava cada vez mais evidente, pelo seu sumiço e pela ausência de notícias que dessem conta de seu estado.

Para minha surpresa, por volta de julho de 2016, encontrei vários livros autografados para Nelly Novaes Coelho no Sebo do Messias, atrás da Praça da Sé, uma livraria que visitava com frequência. Entre livros oferecidos por autores nacionais e estrangeiros, conhecidos ou não, encontrei um dos meus, “Canção dentro da noite”, a ela enviado na década de 90. Essa foi a senha para descobrir que Nelly Novaes Coelho tinha sido “enterrada” em vida e seu acervo vendido a alfarrabistas (certamente sem seu consentimento, como é de se prever em casos como esse, quando alguém é inviabilizado e encerrado num asilo e decretada compulsoriamente sua incapacidade), atitude deplorável, que consiste verdadeiramente num crime de lesa-literatura. Entendo que o patrimônio bibliográfico de Nelly deveria, no mínimo, ser tombado por uma grande biblioteca pública (de uma universidade, de uma academia, de um centro cultural), por ser repositório da memória pessoal e literária de um país, mas também por respeito a alguém, como ela, que deu a vida pelas Letras; que, com sua generosidade, abriu espaço, dando voz e vez a muitos autores, quando militava na grande imprensa e nos cadernos de cultura, algo hoje raro entre os nossos pares.

Por mais explicações que se queira retirar dessa história, não se pode compreender, muito menos aceitar, que um patrimônio – não apenas intelectual, mas acima de tudo moral e ético – seja desprezado e arruinado com tanta velocidade, num desrespeito á sua vida e à sua inestimável contribuição à inteligência nacional. E o pior, desmonte feito ainda em vida – crime maior e indesculpável. Será que a família de Nelly Novaes Coelho tinha noção do seu tamanho e da dimensão de sua atuação no campo literário e intelectual? Com certeza, não; senão, seus livros não teriam ido parar num sebo. E nenhuma explicação há de convencer-nos da necessidade de desfazer-se desse acervo que, sem dúvida, continha grande parte da memória bibliográfica do Brasil nas últimas décadas, incluindo-se a sua epistolografia.

Como disse Afonso Borges, “onde estará Nelly Novaes Coelho? Onde? E qual o motivo? Por que isso, assim? Saberemos, algum dia?” Perguntas que não querem calar...
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(*) Escritor, autor de “Eles não moram mais aqui” (Prêmio Jabuti 2016) vive em Portugal.
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Em 10 de janeiro de 2018 08:39, cyropm@bol.com.br<cyropm@bol.com.br> escreveu:

Caro Ronaldo Cagiano

Ainda bem que uma voz aguerrida e valorosa  como a sua manifestou-se  contra a perversidade que fizeram, e continuam fazendo,  com a pesquisadora, ensaísta, e professora doutora Nelly Novaes Coelho, uma intelectual enorme, de serviços relevantes prestados às letras brasileiras.

Já não bastasse a farsa que a União Brasileira de Escritores (São Paulo) cometeu  quando indiquei com outros escritores  seu nome para ser distinguido com O Troféu Juca Pato patrocinado por aquela instituição, Como você sabe, foi derrotada graças a um processo eleitoral inusitado, que violou gritantemente o regimento da instituição. Uma farsa.
   
Tive a honra de ser amigo  da Nelly. Ela  foi a relatora na comissão julgadora que me  concedeu o Prêmio da Associação Paulista dos  Críticos de Artes em  1992 para o nosso livro O Menino Camelô, poesia infantil.   Foi quando a conheci, No Memorial da América Latina, em São Paulo.  Dali para a frente, mantive uma amizade rica com a Nelly, parecendo que já éramos conhecidos  há muito tempo. Tivemos   uma correspondência  agradável durante anos. Quanta riqueza literária e sustos esplêndidos, viver assim no campo das letras era uma bênção.

Tomei conhecimento que ela estava muito doente. Havia sido blindada pela família, que demonstrava não saber o quanto ela representava para a vida, em especial para a literatura brasileira, e que se tornara por suas atividades um patrimônio público, moral e intelectual, desses que não têm preço, difícil de serem encontrados,   privando-a, assim,  de receber seus amigos ou de que esses  soubessem, pelo menos,  de seu estado de saúde.  Meu Deus, quanto egoísmo, existe nesse vale de lágrimas, pobre nós seres humanos, metidos a donos de tudo.

Agora essa notícia triste, que você me traz, sobre a conduta mais que lamentável  que estão fazendo com a memória da boa, doce e rara criatura, escritora maiúscula Nelly Novaes Coelho,  Depois de meses é que a imprensa divulga seu falecimento, em notas acanhadas.

Divulgarei com os amigos seu texto denúncia, a começar  em meu blog Literatura e Vida ( cyropm. blogspot.com).

Aqui vai meu abraço e solidariedade  ao seu gesto de altíssimo nível intelectual e ético.

Cyro de Mattos 

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Aramis Ribeiro Costa <aramisrcosta@gmail.com>
Qua 10/01/2018, 12:52
O "Dicionário Crítico da Literatura Infantil e Juvenil Brasileira" de Nelly Novaes Coelho, principalmente a partir da 5º Edição, revista e ampliada, da Companhia Editora Nacional, de 2006, é uma obra de referência fundamental para o estudo da literatura infantil e infanto-juvenil brasileira. Ó seu desaparecimento é uma grande perda para a intelectualidade nacional. 
Nelly Novaes Coelho, com quem troquei uma rápida correspondência há vinte anos, aproximadamente, é merecedora de todas as homenagens.

Aramis Ribeiro Costa.

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