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sexta-feira, 28 de julho de 2017

ITABUNA DE FIRMINO ROCHA: Rua da Meninice em Noite de Maio

Rua da Meninice em Noite de Maio

Rua da meninice
Em noite de maio
Desperta em mim
Velhas canções
Antigas sagas,
Amoríssimas baladas
De quando os luares faziam cirandas
Histórias de moças perdidas nos bosques,
Sonhares em mim de doces afagos

Rua da meninice
Em noite de maio
Me faz parecer
Que nunca pequei,
Que nunca chorei,
Que nunca sofri.

(O CANTO DO DIA NOVO)
Firmino Rocha
 ..........

Firmino Rocha (Itabuna7 de junho de 1910 - Ilhéus1 de julho de 1971).
Cronologicamente ligado à segunda geração do Modernismo baiano, Firmino apresenta como marcas de estilo o lirismo e o misticismo. Seu poema mais conhecido é Deram um fuzil ao menino, um protesto pacifista contra a Segunda Guerra Mundial.
"Ilhado em sua cidade do interior, de maneira heróica e santa assume o lado do sonho, da loucura iluminada, para escutar os frêmitos de todos os mistérios”, escreveu sobre ele o também poeta Cyro de Mattos.
Publicou os livros O canto do dia novo (1968) e Momentos, além de diversas obras de literatura de cordel. Em 2008, alguns de seus poemas foram reunidos na coletânea Firmino Rocha; poemas escolhidos e inéditos.
Em homenagem ao poeta, a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) promove periodicamente o Festival Multiarte Firmino Rocha.

(Wikipédia)

* * *

ITABUNA DE JOÃO DE PAULA: João de Paula, um filho adotivo de Itabuna

Um Filho Adotivo de Itabuna


João Batista de Paula. Cearense da terra da atriz internacional Florinda Bulcão, Uruburetama. Ele vive em Itabuna desde 1984, onde constituiu seu patrimônio, exerceu a profissão de professor e dedicou sua vida à arte de escrever.


Agradecimentos -  Ao fundador e administrador do Blog Saber-Literário, professor e escritor Rilvan Batista de Santana; ao vereador de Itabuna Milton Santos Gramacho; à empresaria Vitória Santana, Revista Vitória; ao jornalista Adeildo Marques, presidente do Clube dos Poetas Sul da Bahia; e ao jornalista, escritor e advogado, Vercil Rodrigues, Jornal Direitos; e também à poetisa Eglê Santos Machado, do blog Itabuna Centenária, Artes & Literatura-ICAL, por me proporcionarem a Boa Fama.

Agradecimentos especiais: A Deus e à minha esposa, Expedita Maciel, que em todos os sentidos da vida manifestou seu apoio e amor.

Palestras-  Autoajuda, mensagens de otimismo e de bem-estar.

Tatuagens - Jamais.

Piercings
 - Não combina comigo.

Casamento
 – União perfeita. Bem casado com a poetisa Expedita Maciel.

Quer filhos – Já encontrei uma família pronta.

Cirurgias -  Nunca. Continuo na melhor idade.

Ossos partidos - Não. 

Coração quebrado – Algumas vezes, por causa da maldade que reside na mente humana; e restaurado a seguir, por causas dos sentimentos bons e nobres. 

Disparar uma arma – A arma da Bandeira Rósea do Amor; da bondade, gentileza e da cortesia. Sou fã de filmes de bang-bang, mas prefiro a arte circense.

Experiências paranormais 
– Não tenho, mas acredito na espiritualidade, principalmente; e que os mortos, estão além-túmulo.

Ver alguém morrer – Não. Não vi. Já participei de encaminhamento do corpo, para que o Divino Amado Mestre Jesus, pudesse fazer um encaminhamento do mesmo.

Jantar num karaokê – Não tenho status de vedete, infelizmente sem talento para canto e palco. Gosto de musica do tipo de André Rieu, ou instrumental. Adoro bons restaurantes.

Pets – Acredito que os animais são criaturas de Deus. Aprecio: Gatos, iguanas, um cão, peixes orientais, tartarugas, lagartixas. Adoro contemplar a beleza dos animais. Gosto de visitar Zoológicos.

Briga de bar – Sou da paz e amor, bem e belo. Não costumo frequentar bares, não. Nunca.

Esquiar
 – Só nas dunas de areia de Aracati e Trairi, no Ceará. Esquiar sentado numa esteira de folha de coqueiro.


Andar de moto – Uma maravilha. O perigo mora ao lado, mas pouco importa. Adoro veículos do tipo Land Rover.

Cair de uma moto – Por sorte, nunca. Graças a Deus.

Andar à cavalo - Durante estadia em hotel fazenda, em Itacaré ( Ba). E na fazenda dos meus avós, em Baturité, no Ceará. Não sou muito amante, não. 

Ser hospitalizado
 - Não. Nunca.

Doar sangue
 – A última vez faz muito tempo.

Prisão 
– Não, graças a Deus. Ave Maria!

Pôr-do-sol na praia – Adoro. Observando na varanda do apartamento, na praia, na cidade.

Esportes extremos
 - Boxe. Só como torcedor. Adoro caminhar à beira mar. Nada mais. 

Transportes públicos - Muitas vezes o ônibus e o táxi.

Acidentes de carro
 - Não.

Acampar - Não. Sempre gostei do luxo e do conforto dos hotéis.

Plantar uma árvore - Plantei árvores e flores.

Escrever uma carta a mão
- Espalhei milhares de cartas poéticas pelo Brasil, para os amigos e amigas.

Escrever livros
 -  Sim. Eles estão entre nós: Flores para um mundo melhor; Você e Importante; Viva Bem; A Bela Face do Mal; e a Bíblia do Inconveniente- O impossível acontece. Costumo dizer que são livros que geram felicidades.

Sair na tevê – Tive a feliz oportunidade de ser entrevistado umas quatro vezes, no radio e na televisão, referentes a publicação de meus livros; campanha compaixão animal; campanha flores para um mundo melhor; e campanha do agasalho e presentes de natal para crianças carentes.

Homenagens - Já fui homenageado no Jornal ‘Direitos’, com uma página, para eu falar numa entrevista das minhas andanças culturais. Fui homenageado pela Revista Vitória, Jornal do Estudante. Homenagem pelo Sindicato dos Motoristas, pela CDL, por Associação de Moradores, etc.

Bebedeira – Amo e adoro: água de coco, suco, chá, leite. Não bebo bebida alcoólica. Não deixa de ser relaxante, por que cada coisa tem o seu sabor todo especial.

Fazer um discurso – Não é minha cara. O melhor que fiz foi ao receber o Título de Cidadão Itabunense, em 1998, na Câmara de Vereadores. Em minha cidade na Câmara de Vereadores e no Colégio que estudei:  o Maria Julia Maia Bonfim, fiz discurso de agradecimento pela rica homenagem. Adoro escrever piadas, mensagens de humor e de autoajuda. Pura emoção.

Subir a um palco – Participei de muitos encontros literários e de campanhas políticas, além de estimular a vida pautada no bem, na honestidade, na sinceridade, ou mais. 

Está apaixonado – Sim. Sempre. Apaixonado pela minha esposa, meu lar doce lar. Apaixonado pelos meus amigos e amigas. Apaixonado por Deus,  por saúde e pelo dinheiro. Uma  paixão e um amor que  transformam a paisagem habitual. Se eu mudo, tudo muda. O amor gera felicidade.

Você ama música
 – Sim. Em casa, horas e mais horas de música, mesmo ao ler ou escrever. Certa vez organizei um CD com as músicas da minha vida, boleros, instrumentais e mantras. 

Acredita em um deus
 – Creio, sim. Sou devoto da Virgem Santíssima e de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Frase do dia – “Não importa os meios, o importante são os fins”. Não gosto, não concordo, desde que  mentir, enganar e a trapacear estejam presentes nos atos e ações.

Você gosta de neve – Demais. A primeira vez que vi nevar estava em Gramado, no Rio Grande do Sul, fazendo turismo. Achei fantástico, completamente mágico, virei criança ao contemplar a beleza da criação e da mãe natureza.

Você gosta de chuva
 – Sou amante da chuva. Ela me deixa contente. Só não pode ter goteira. Em casa observo pelas vidraças. Adoro também, àquela chuva “molha bobo”. 

Você gosta de dias ensolarados
 – Vivo em terras ensolaradas: Bahia e Ceará. É espetacular, mas gosto muito de dias frios e chuvosos.



João de Paula – Escritor e Jornalista.

* * *

ITABUNA DE CARLOS ROBERTO SANTOS ARAÚJO: Itabuna revisitada

Itabuna revisitada


Às vezes me pergunto: que cidade
Essa em que vivo, lívido e noturno,
Em becos sem saída que a outros becos
Dão, em jogos de múltiplos espelhos,
Como sôbolos rios dão mar?

Às vezes me demando: onde Ariadne
O teu fio de cabelo como teia
Numa esquina do tempo e da memória
Conduzindo meu passo em labirintos
Onde tocaiam terríveis minotauros?

Cidadela de pedras e de muros
Onde o musgo se agarra como náufrago
Em silêncio de estátuas degoladas
Indiferentes ao grito das buzinas
Que entorpeceram o cântico dos pássaros.

Cidadela por onde, inda menino,
Caminhei tuas ruas solitárias,
Alamedas de plátanos alados
Em céu de brigadeiro, onde voávamos,
Em décadas de andá-las e perder-me
No  dédalo que leva ao meu destino,
Até chegar, barbudo viandante,
No coração do teu mercado persa
De suor e de sangue derramados.
Cidadela irreal e dividida
Pela fúria dos teus risos ferozes
Pelos silêncios tão expectantes
Que às vezes se revelam em tuas vozes
Dividida na tua geografia
Por um rio coberto de feridas
Que, na seca, revela-se esqueleto
De pedras e de úlceras abertas
E, na cheia, cobre-se no mênstruo
Das águas barrentas e selvagens
Sangrando, fêmea, em direção ao mar.

Estás, hoje, ferida, sim, de morte,
Por um grito de dor que se contorce,
Tuas raízes atiram-se na brisa,
Mas não encontram onde se agarrar,
Frutos de ouro inclinam-se na sombra
Feridos por estranhos personagens
Que apunhalaram o céu, seres do ar.

Agora em mim opera-se uma dúvida
Na colheita das tuas oferendas,
Indiferente estou aos teus relâmpagos
Azuis e ao trovão dos teus motores,
Pois os passos da morte já perseguem
Os calcanhares da vida, o tempo inteiro,
Sol a sol, mês a mês, ano a ano,
Como ao vento de abril folhas de outono
Caem, leves, dos velhos cacaueiros.



Carlos Roberto Santos Araújo -  Nasceu em Ibirapitanga, a 25 de janeiro de l952. Juiz de Direito em Salvador. Recebeu o “Prêmio Poesia Estímulo de 1970”, do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo, com o livro “Lira dos Dezoito Anos”. No “Concurso Firmino Rocha de Poesia”, da Prefeitura Municipal de Itabuna, obteve o segundo lugar, e, no “Prêmio Nacional de Poesia Augusto dos Anjos”, promovido pelo governo da Paraíba e Editora José Olympio, recebeu Menção Honrosa. Publicou “A Nave Submersa”, poesia em que a linguagem se faz suficiente no que o poeta quer dizer, ao assumir a carga do relacionamento que se faz “à margem da vida, doce fruta, plataforma lançada sobre o tempo”, com a sua face complexa onde predomina o lado crítico da morte.  


* * *                                                                                                

VERSOS NA PULSEIRA DO TEMPO - Cyro de Mattos

Versos na Pulseira do Tempo
Cyro de Mattos


O baiano Renato Prata nasceu em Itabuna, como sua irmã Heloísa Prazeres, que também é poeta.  Em Breve antologia poética (2017) publica dessa vez uma seleção de poemas extraídos de seus quatro livros:  Sob o cerco de muros e pássaros (2003), A quinta estação (2007), A pulseira do tempo (2012) e Mar Interior (2015), além de outros retirados das antologias  Poetas da Bahia II e III (2003, 2015) e  Outros Riscos (2013). Essa Breve Antologia Poética, que nos dá uma amostragem da vida em seu claro parentesco com a música, a considerar espaços da  significação ideal do mundo através do verso,  é organizada por Heloísa Prazeres.

De marcante presença na lírica contemporânea da Bahia,  o poeta de gestos recatados preferiu conviver com o seu projeto estético, em exercício qualificado, durante décadas até que comparecesse em livro. Recolhido ao silêncio de suas criações, não optou  por conviver em grupos, forjar alianças, para desfrutar de certo comércio no setor, muito comum aos elogios mútuos e fáceis. Tornou-se o principal crítico de sua produção poética antes de fazer sua estreia  como um poeta maduro, privilegiado na sua expressividade  nas construções de  formas líricas, tanto nos versos livres como nos de estruturas fixas.

Conquistou alguns prêmios literários importantes na Bahia. Um de seus livros teve a edição do próprio  autor, já  outros três foram publicados por editoras  baianas de porte pequeno, sem atuação no circuito nacional. Mas o que vale é a sua  poesia, que,   de livro a livro, apresenta-se  integrada de linguagem e vida.
 
Poeta de ritmo melodioso, desde a estreia em Sob o cerco de muros e pássaros revela que,  se procede dos deuses, viaja com tropeços na claridade. Lê-se no poema “O passado investe nossos passos” que os versos da juventude nem chegaram a ter escritura, “gastaram-se no limbo por decênios”.  Sem cantar “as efusões de um dia,  amadas inúteis, o primeiro encontro com a morte”, a certa altura  indaga da razão dessas impressões líricas, guardando sonhos no que sabem o quanto viver, no fluxo e refluxo do prazer,  têm o passado que investe nossos passos. Leva-nos  à conclusão de que um clima é formado de acréscimos líricos,  que a cada momento formam um corpo concentrado em si de sentimentos, escavações no interior, que são expostas aos ventos.

É nesse tom essencialmente lírico, participante de momentos com aguda sensibilidade,  que encontramos  um poeta inventor do poema com lastros da miragem, ternuras, purezas, maciez e algum presságio. Toca em nossos ouvidos uma poesia orvalhada de emoções, trinado de pássaro, jogo das ondas no vasto mar de  ideias, que   no seu timbre ritmado de cores, sutilezas várias, corre e voa com a musicalidade de sua composição quando escalavra o vento.  Tece com sabedoria o silêncio marcado pela ilusão, que se  impôs nas trilhas do sonho através do intercâmbio da palavra capaz de  esclarecer o  mundo.

De arguta leitura da vida, compartimentada no verso, como no poema “Rastrear os deuses”, Renato Prata  expõe sua crença na poesia quando afirma que elabora o verso para atravessar divisas da solidão, maneja-o com precisão para capturar sentidos que revelam o mundo.


Eu faço versos mais cedo
Quando arfa o silêncio pela casa
Olhos de neblina e entressonho
Rastreando os deuses da poesia.


         Na poética construída com paciência e consciência do ofício,   nota-se como  o poeta em si concebe esse sujeito que tem veias de vidro para refletir o mundo, esse habitante daquela ilha verde com a aridez dos anos,  expedindo canção e danação, mas desprovido de cupom fiscal. Quando dotado de sensibilidade arguta, constrói belas e verdadeiras estrofes, tentando equilibrar-se entre espantos,  na direção constante de quem incorpora novas opiniões perante a experiência humana no mundo. 


Não guardo moldes e cálculos
Soletro tempos e pássaros
Mas tudo exponho aos ventos.


         Nessa Breve Antologia Poética, de novo percebo as qualidades de um discurso que vaza lucidez, pulsando nas intimidades de suas estações com a pulseira do tempo o eu lírico, em procedimentos de teor filosófico, até mesmo nas  incursões  expressivas metalinguísticas. Nessas suas maneiras alusivas da vida, que são apenas ondas antes de alcançar o cume e espraiar na metáfora, prova ser a sua força a de um lírico autêntico,  a ação quase não se fazendo perceptível,  o poeta caminhando  pelo  interior de espaços que existem independentes de sua forma instrumental,  manifestando-se    com imagens  que se ajustam a uma inventiva formal que só os  poetas experientes dominam.

Contra o silêncio de seres e objetos,  em suas relações instransponíveis ao primeiro golpe de vista, emerge esse  poeta de sentidos e visões  penetrantes do que importa deixar-se ficar, vale tocar e decifrar. Revela, em sua legítima impressão digital, sinais que reverberam solidões, estados de alma por entre cenas  do cotidiano, plasmadas pelas luzes da memória, transes e emoções de quem sabe ser isso a veia e o veio para dialogar com o outro nas incompletudes do tempo,  indiferente ao que nos envolve e habita no trânsito da existência.  Desse ponto de vista, existe sem dúvida uma proposta formulada que chamo de pulsações líricas  no labirinto de Orfeu, que comove nessa coisa afável, diáfana, feita de versos e estrofes para suportar a vida. 
           

Cyro de Mattos é ficcionista e poeta. Publicado em inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, dinamarquês, russo. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Membro titular da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz.  

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ITABUNA DE GLÓRIA BRANDÃO - Soneto para Itabuna

Soneto para Itabuna


Ó Itabuna! Cidade de espírito nobre!
Aqui no teu seio encontrei  gente amiga
Nas ruas avenidas sou feliz e sou querida
Mãe de filhos ricos e de filhos pobres.

Itabuna, aqui amadureci e tenho gratidão
Canto nos meus versos tuas tristezas e glórias
Chão que abriga tantas memórias
Amar-te sempre, essa é a minha intenção.

Filhos de outras pátrias, miscigenação de raças,
Estrangeiros que chegam e tu sempre enlaças
Abraços a todos, mesmo os que logo se vão.

Tenho alegria! No  teu solo tenho triunfado
Gozo glórias que antes havia idealizado
Viver no teu chão só me dá satisfação.


(A MÃO DO TEMPO)

Glória Brandão

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ITABUNA DE TÂNIA SUZART: Meu segundo Chão

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Itabuna
  
Itabuna, meu segundo chão.
Terra que me acolheu,
ainda jovem, estudante do magistério
e me abraçou anos depois,
já casada, exercendo a profissão.
Cidade natal de dois dos meus três filhos, onde os criei, eduquei e vi tornarem-se pessoas do bem.
Aqui encontro pessoas que fazem da minha vida um eterno aprendizado.
Quando aqui cheguei, tudo era pequeno... E feliz.
Cidades evoluem e,
com o crescimento se expõem a mudanças que acarretam dor e perplexidade.
Hoje, quase tudo mudou. A cidade cresceu... E continua feliz.
Amo Itabuna.
Torço por seu progresso.
Gosto da sua gente.
Parabéns Itabuna!
Que teu Centenário venha e te renove a cada dia! 


Tânia Maria Suzart Ribeiro Nasceu em Itapebi (BA). Adolescente, foi para Ilhéus estudar no Instituto Nossa Senhora da Piedade, onde cursou o Ginasial e o primeiro ano de Magistério. Mudou-se para Itabuna, onde se formou no Colégio Divina Providência. Recém-formada regressou à sua terra natal onde trabalhou como professora. Casou-se com o Engenheiro Agrônomo da Ceplac, José Ribeiro de Santana e pouco tempo depois, pela transferência do marido, veio morar em Itabuna. Seus três filhos nasceram e foram criados em Itabuna. Lecionou na Escola Agrupada Fernando Cordier, até se aposentar. É também artista plástica e considera Itabuna o seu segundo chão.


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ITABUNA DE EGLÊ S MACHADO: Itabuna, Princesa Centenária

ITABUNA, PRINCESA CENTENÁRIA  
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Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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