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segunda-feira, 20 de março de 2017

SAMARITANA: história de uma sede - Pe. Adroaldo Palaoro sj


“Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede...” (Jo 4,15)


Comprovamos hoje uma atrofia ou um “déficit de interioridade”, pois a volatilidade das sensações passageiras nos dificulta ter acesso à nossa própria identidade. Continuamente chegam até nós, sensações inteligentes e sedutoras elaboradas pelos técnicos da publicidade em laboratórios e ilhas de edição e semeadas na nossa afetividade subconsciente. Estamos rodeados por telas iluminadas (tvs, smart, tablets, computadores...) que emitem uma mensagem “interessada” e nos forçam a permanecer na superfície de nós mesmos, esvaziando-nos de toda densidade humana. Precisamos redescobrir uma pedagogia que nos conduza até o mais profundo de nossa intimidade, onde o Espírito alimenta a originalidade de nosso ser único, através de uma fonte que nunca se esgota. Precisamos, sob a ação da Graça, destravar nosso centro vivo e sempre inédito, de tal maneira que brote a novidade que tudo renova e plenifica nossa existência.

Vamos, pois, buscar inspiração no encontro instigante de Jesus com a Samaritana, junto a um poço.

Assim como a água, necessária para a vida, é preciso extraí-la do fundo da terra, também a água do Espírito é preciso tirá-la das profundezas de si mesmo.

No início do relato vemos uma mulher caminhando em direção ao poço de Siquém em busca de água; ela vive um “eu fragmentado”, perdida em sua solidão, sedenta de um sentido para sua existência... Tinha graves problemas, estava confusa, em toda sua vida havia buscando o grande amor. No entanto, seus casamentos fracassados continuavam a perturbá-la. Era uma mulher que havia se perdido no caminho: tantos cântaros quebrados, tantos pedaços para recolher.

Jesus rompe com as fronteiras culturais e religiosas, assenta-se junto ao poço de Jacó e, através de um diálogo provocativo, ajuda a mulher samaritana a encontrar, dentro dela mesma, esse centro de onde mana sem cessar uma água que mata a sede, e não buscá-la em tantos poços secos ou rachados. Com sua presença instigante, Jesus ajuda a mulher a integrar suas rupturas existenciais, reconstruindo-a como pessoa, a partir de sua própria interioridade.

O encontro com Jesus fez a samaritana viver uma verdadeira “páscoa”, passando de uma vida trivial e dispersa à missão de anunciar aos outros Aquele com quem se havia encontrado. Como uma água “que jorra para a vida eterna”, uma torrente de gratuidade percorre a cena e transfigura a mulher. Ela foi sendo conduzida até sua própria interioridade através de um paciente processo que a fez passar da dispersão à unificação, da exterioridade à interioridade, da desarmonia à unidade interior, da solidão à comunhão com os outros.

Ela entra em cena como “uma mulher da Samaria” e sai dela como conhecedora do manancial de “água viva”, consciente de ser buscada pelo Pai para fazer dela uma adoradora. Sua identidade transformada a converte em uma evangelizadora que consegue, através de seu testemunho, que muitos se aproximem de Jesus e creiam nele. Aquela que falava de “tirar água” como uma tarefa de esforço e trabalho, abandona agora seu cântaro: Jesus a fez descobrir um dom que lhe é entregue gratuitamente.

Na realidade, ela passou a ter a sensação de estar nascendo pela primeira vez e que Deus a amava. Caíam as etiquetas. Tudo o que tinha sido, a samaritana, filha de sangues misturados e de religião meio pagã, a mulher com uma vida afetiva fracassada, a amante que, depois de compartilhar sua vida com seis homens, duvidava de ter sido amada de verdade alguma vez... tudo aquilo parecia deixar de existir.

Os véus que cobriam o verdadeiro rosto da mulher do cântaro vazio, foram levados pelo vento. Ela se tornou “pessoa”.

Estamos, aqui, diante de uma vida em processo. Ao longo do relato assistimos a tentativa da mulher de permanecer em um nível superficial e mover-se em seu diálogo com Jesus no âmbito da superficialidade. Uma e outra vez ela procura escapar e desviar a conversação para terrenos que não permitem descer em sua profundidade e que não a deixam enfrentar-se com a verdade de sua existência.

Mas ela não contava com a tenacidade de Jesus e com sua determinação de alargar aquela vida atrofiada. Ao longo do encontro, Ele é o verdadeiro protagonista, o condutor da cena e aquele que marca as estratégias da conversação.

Como hábil pescador, Jesus joga suas redes e lança seus anzóis para tirar a mulher, com quem dialoga, das águas enganosas da trivialidade e do desejo de auto-justificação que a afogam.

Como bom pastor que conhece suas ovelhas, Jesus a faz sair do deserto da superficialidade, vai guiando-a para a profundidade e autenticidade, para a terra do dom da água viva. Como amigo que busca criar relações pessoais, em nenhum momento emite juízos morais de desaprovação ou condenação: em lugar de acusar, prefere dialogar e propor, emprega uma linguagem dirigida ao coração da mulher.

Como “expert” em humanidade, Jesus mostra-se profundamente atento e interessado pela interioridade de sua interlocutora e lhe faz descobrir o manancial que pode brotar do mais profundo dela mesma. Revela-lhe também a interioridade de Deus como Pai que busca adoradores em espírito e em verdade.

Jesus desperta a samaritana a cair na conta que é preciso abrir-se a um “manancial” novo, que lhe vem através d’Ele e que “brota em seu interior” de um modo permanente. Ele é o manancial e com sua presença desperta o manancial interior da samaritana, entupido.

                     “Dá-me um pouco de sede porque estou morrendo de água!”

Eis o clamor da nossa geração que tendo quase tudo, parece que não consegue descobrir o sentido da própria existência. Morre de sede junto ao poço de água viva.

A sede se refere à busca de sentido presente em todo ser humano, busca daquilo que traz definitivamente a paz: a “água viva” que coincide com o “dom de Deus”. Por isso, o relato se situa intencionadamente em chave de oferta: “se conhecesses o dom de Deus...”. Acabou-se o tempo dos templos; a adoração passa pelo coração, é interior e verdadeira, corresponde a uma vida em fidelidade.

A experiência acontece quando escutamos em nosso interior o “eco” que a água viva produz, saciando nossos desejos mais plenos. “Uma água viva murmura dentro de mim e me diz: Venha para o Pai” (S. Inácio de Antioquia)

Como a samaritana, também diante de nós se apresenta uma alternativa: continuar buscando água viva e justificação em poços secos e esgotados ou eleger “vida eterna” e deixar-nos arrastar pela oferta de transformação proposta pelo Jesus que nos busca, porque deseja ampliar nossa existência e comunicar-nos alegria e plenitude.

Texto bíblico: Jo 4

Na oração: A cena do encontro de Jesus com a samaritana nos remete à experiência fundante de nossa vida. Tal experiência significa abertura, dilatação do coração, expansão da consciência ao ver que tudo parte  de Deus (Fonte do rio da vida) e tudo volta para Deus (rio que mergulha no Mar).


A experiência de oração junto ao nosso poço nos conduz à outra fonte, aquela que brota do coração, e que estava ressequida, impedindo-nos de reconhecer o murmúrio da água viva.
De quê tenho sede? Onde busco saciar minha sede?


Pe. Adroaldo Palaoro sj
Itaici-SP

http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1056-samaritana-historia-de-uma-sede


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NO TEMPO EM QUE VIVEMOS, OS DEUSES CONTINUAM SEDENTOS - Por Ney Bello

20 de março de 2017

Não é o tempo de Anatole France, mas é o tempo de um Bob Dylan, que se recusa a reconhecer seu reconhecimento. No tempo em que vivemos, os Deuses continuam sedentos.

Os homens, à bordo de suas convicções, querem condenações; querem culpados; querem linchamentos; querem aquilo que chamam de Justiça, que nada mais é do que o reconhecimento urgente e cego de suas próprias convicções.

Não basta ter ojeriza ao crime. É necessário afastar o devido processo legal, a ampla defesa e o julgamento isento.

Já consideraram provados todos os fatos que a mídia lhes apresentou e se questionam o porquê de tanto procedimento, tanta produção de provas, tantos prazos e tantos direitos procedimentais. A modernidade atrapalha!

Exigem sangue... e agora! Exigem o cadafalso para o réu e o exigem Imediatamente! Se o juiz não lhes dá, passam a exigir o sangue do próprio juiz. O bom julgador é o que acolhe o confuso grito de barbárie coletiva e segue — não de toga mas com a capa do Batman — a veloz marcha da manada.

Como é fácil aos homens abandonar a racionalidade para confirmarem suas visões morais do mundo!

Como é fácil esquecer as normas para punir os outros, sejam eles culpados ou inocentes!

Pouco depois do tempo ficcional do francês que eu citei, os juristas diziam "não conheço o direito civil. Só conheço o Código de Napoleão". Afirmavam isso porque a norma escrita era a defesa que as pessoas possuíam contra as atitudes do absolutismo.

Era revolucionário aplicar a lei!

Nos tempos que correm, é revolucionário cumprir singelamente o código de processo penal.


Ney Bello é desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Pós-doutor em Direito, professor, membro da Academia Maranhense de Letras.

Revista Consultor Jurídico, 20 de março de 2017


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PRECE DO NORDESTINO – Júlia Ferraz Benício

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Prece do nordestino


Salve, salve, São José!
Ói, nos traga muita chuva: 
Lá no sul pro pé de uva, 
Cá em riba pra todos pé!

Severino, meu amigo,
Concordo hoje contigo:
É melhor lá chover pouco
Pro povo num ficar louco!

O povo do sul já sofreu 
Tanto quanto nois aqui!
Lá, chuva; cá não choveu:
Vou tê que cumê sucuri...

Protege eles e eu
Te peço com muita fé
Protege o povo daqui!
A bença meu São José!




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domingo, 19 de março de 2017

ITABUNA ONTEM: PLANO DE RECUPERAÇÃO DA LAVOURA CACAUEIRA

A CEPLAC


Em fins de 1956, asfixiadas pela crise resultante do baixo preço do cacau, as classes produtoras do Sul da Bahia, apelaram para o Dr. Juscelino Kubitschek, Presidente da República, o qual veio em socorro das mesmas, criando pelo decreto nº40. 987, de 20 de fevereiro de 1957, o Plano de Recuperação Econômico Rural da Lavoura Cacaueira, o qual no seu artigo 2 institui a Comissão Executiva do referido plano (Ceplac).

Dias depois, ou seja, 23 de maio de 1957. Chega a Itabuna o Sr. Urbano Brandão, o qual numa reunião com os gerentes das agências do Banco do Brasil da região, a qual contou com a presença do Dr. Inácio Tosta Filho, foi instalado nesta cidade o escritório da Ceplac.

Durante os três primeiros anos, a Ceplac em convênios com o Banco do Brasil, tratou exclusivamente da coordenação das dívidas dos fazendeiros.

Terminada esta primeira etapa, partiu a Ceplac para o setor de benefícios diretos à lavoura, fazendo convênios com empresas de transporte, Instituto de Cacau, iniciando o combate às pragas dos cacaueiros, fomentou a produção e introduziu novas técnicas no cultivo do cacau, muito contribuindo para o considerável aumento da produção.

Tendo adquirido uma vasta área de terra, à margem da Rodovia Ilhéus-Itabuna, ali instalou o moderno centro de pesquisas, quartel general do seu movimento em benefício da Lavoura cacaueira.

O grande acervo de serviços prestados pela Ceplac através da sua dedicada equipe de técnicos, o eleva ao mais alto grau no conceito público do Sul do Estado da Bahia.

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Nota da ICAL: Este texto foi escrito há 49 anos. ICAL deixa a cargo dos seus leitores atualizarem a história da Ceplac. 



Fonte: DOCUMENTÁRIO HISTÓRICO ILUSTRADO DE ITABUNA,
1ª Edição, 1968 de José Dantas de Andrade

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CAMÕES - Oscar Benício dos Santos

Camões


“Por mares nunca antes navegados”, *
rasgando ondas de imensas proporções,
lusas caravelas, qual peixes alados, 
o império português crescia em extensões.

Povos, ao esquecimento fadados,
à luz de novas civilizações,
brilharam, por elas iluminados, 
e, assim, foram levados a ascensões.


“Dai-me agora o som alto e sublimado”, **
– do verso camoniano alçado 
às estrelas, que brilham em constelações –,

“ Com gesto alto, severo e soberano” ***
Pra saudar genial vate lusitano, 
Poeta Internacional – LUIZ VAZ DE CAMÕES!


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*OS LUSÍADAS – canto- 1 -1- verso-3

**OS LUSÍADAS – canto -1- 4- verso-5

***OS LUSÍADAS – CANTO – 1-22- VERSO-4

Oscar Benicio Dos Santos

Faz. Guanabara


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COM SÃO JOSÉ - Eglê S Machado

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Com São José  


 Na dor, na desilusão,
 Continuarei de pé
 Mantendo meu coração
 Pleno do vigor da fé,
 Recebendo a proteção
 Do glorioso São José!

 Mesmo se min’ alma chora
 Continuarei  capaz
 De prosseguir mundo afora
 Na esperança e na paz
 Com São José, terna aurora
 Contra o inimigo falaz!


Eglê S Machado
  Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
  Dia de São José 2017



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PALAVRA DA SALVAÇÃO (18)

3º Domingo da Quaresma - 19/03/2017


Anúncio do Evangelho (Jo 4,5-15.19b-26.39a.40-42)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta de meio-dia. Chegou uma mulher de Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”.

Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. A mulher samaritana disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se dão com os samaritanos.

Respondeu-lhe Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”.

A mulher disse a Jesus: “Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar água viva? Por acaso, és maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais?”

Respondeu Jesus: “Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.

A mulher disse a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la”. “Senhor, vejo que és um profeta!” Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar”.

Disse-lhe Jesus: “Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus.

Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”.

A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas”. Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que estou falando contigo”.

Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a fé em Jesus. Por isso, os samaritanos vieram ao encontro de Jesus e pediram que permanecesse com eles. Jesus permaneceu aí dois dias. E muitos outros creram por causa da sua palavra. E disseram à mulher: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo”.


— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a encenação do Evangelho:

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Só Jesus sacia nossa sede de eternidade

Bebamos desta água, todos os dias, porque só ela sacia nossa sede e fome de eternidade

“Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede” (João 4,13-14).

Jesus, estando na Samaria, pede àquela samaritana que Lhe dê água para beber. A mulher estranha, porque nenhum judeu, quanto mais um homem, aproximava-se sozinho de uma mulher, ainda mais para pedir água.

Jesus diz: “Se essa mulher soubesse quem está pedindo água para beber, quem está se aproximando dela!”.

Tudo aquilo que nós bebemos deste mundo nos deixa com sede. Pode ser que tenhamos uma saciedade momentânea, mas a sede volta depois. Bebemos tantas bebidas para aliviar a sede que há dentro de nós, mas elas nos aliviam por um momento apenas.

Precisamos, o tempo inteiro, abastecer-nos dessa água, desta ou daquela bebida. Quando insistimos em beber bebidas que iludem a nossa fantasia, parece que vai resolver a nossa sede, quando, na verdade, deixa-nos com mais sede ainda.

Nossa relação com o mundo é assim também, porque nós temos sede de eternidade, sede de amor e afeto. Temos sede de Deus, mas estamos, muitas vezes, bebendo água em fonte contaminada; água suja, água que não nos lava, que não nos purifica nem mata nossa verdadeira sede.

É Jesus quem está dizendo àquela mulher, que Ele sacia nossa sede de eternidade. Precisamos beber nas fontes puras da água da vida, e ela tem um nome, essa fonte é Jesus! É do coração d’Ele que brota a água da eternidade, que nos lava e purifica, que nos renova e restaura. É a água que sacia nossa sede, atinge nossas carências mais profundas; a água que atinge aquela insatisfação interior que há dentro de nós e, muitas vezes, buscamos solucionar.

Eu preciso dizer a você que ser humano nenhum pode saciar a nossa sede, a não ser Jesus nosso Deus, nosso Senhor e Salvador!

Às vezes, até paramos em pessoas que nos levam até Jesus, mas entendam que essas pessoas também não podem nos saciar, pois elas não são a fonte, não são a água. Elas podem até ser a seta que nos aponta Jesus, mas não paremos em pessoas, não paremos em situações. Encontremo-nos verdadeiramente com essa fonte de água pura e verdadeira, que é Nosso Senhor Jesus Cristo!

Não passemos muito tempo na igreja ou em qualquer serviço pastoral, parando naquilo que é superficial. Não deixemos o essencial, que é esse encontro, essa relação amorosa, íntima e pessoal com Jesus. Digo mais, não nos saciemos da água de Jesus apenas uma vez, no primeiro encontro, no primeiro amor. Bebamos desta água todos os dias, porque só ela sacia a nossa sede e fome de eternidade!

Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. https://www.facebook.com/pe.rogeraraujo/?fref=ts


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