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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O HOMEM - Antonio Pereira Sousa

O Homem


O mundo em que vivemos é uma construção do próprio homem. Da mais remota antiguidade até nossos dias, o nosso conhecimento e domínio sobre a natureza vêm se expandindo grande e incessantemente.

Longe já se vai o tempo em que fabricamos o machado de pedra. Basta olhar em torno para sentir o avanço dos novos bens a nossa disposição, todos elaborados por nós. São exemplos dessa afirmação o avanço dos meios de transporte e os de comunicação, o desenvolvimento da ciência médica e da tecnologia de alimentos.

Para realizar esse mundo de coisas, aconteceu a ação determinada das pessoas. Era um fazer e desfazer, ajustar e substituir, modificar e aperfeiçoar, tudo ocorrendo sob facilidades e dificuldades impostas pelas condições do espaço de cada sujeito, de cada grupo.

Foi nesse campo de luta que, na simultaneidade, cresceu e se desenvolveu o caráter do homem, tomaram forma as atitudes que moldaram as diferenças entre as pessoas e fizeram surgir a diversidade de nossa cultura: jeitos de ser, gosto, anseio, forma variada de pensar, modos de sentir, agir e reagir.

Esse é o homem da história, do mundo concreto que precisa ser cuidado.

Conhecer esse homem é possível. Ele se revela a partir de seus feitos. Pois, nesse fazer, enquanto realizamos os bens úteis para nossa sobrevivência, construímos nosso universo mental, a partir do qual nossa subjetividade ganha potência. Eis que surge aí a nossa alma, nossa Razão, a essência que nos faz ser homem, uma espécie de natureza distinta dos demais animais.

É mesmo a razão que nos torna capaz de ter consciência do que somos, por determinar nossa individualidade, reconhecer nossa conduta e nos qualificar como homens num reino animal sem história de si.

O homem, então, é história e é razão:
- É história porque tomou consciência do problema do tempo, ao se libertar do círculo estreito das necessidades e desejos imediatos, reconhecendo uma experiência anterior que lhe possibilitou a existência social e construiu um presente que passa a divisar um mundo novo à frente.

- É razão por se livrar dos preconceitos, dos mitos, das opiniões enraizadas, das aparências e conseguir estabelecer critérios universais, o que nos possibilita argumentar, rebater, discutir, levar a termo e concluir. O pensador Agostinho (354-430) nos ajuda nessa compreensão: Razão é o movimento da mente que pode distinguir e correlacionar tudo o que se aprende.

O homem como história e razão torna-se um patamar, uma base. É dessa base que nós imprimimos nossa caminhada na direção da imensurável e inesgotável abundância da realidade e o poder irrestrito do intelecto humano. É uma busca do infinito. Somos um caminhante do tempo. O círculo em que vivemos tem se ampliado no impulso das realizações concebidas sob influência de diferentes teorias.

Nesse universo de ideias, Max Scheler (1824-1928) declara que: Em nenhum outro período do conhecimento humano, o homem tornou-se mais problemático para si mesmo que em nossos próprios dias. Essa incerteza que dificulta saber quem somos deveu-se a capacidade que desenvolvemos para viver. Para além de nosso sistema receptor e de efetuador (os instintos), que são encontrados em todas as espécies de animais, ampliamos nosso poder quando passamos a utilizar de um sistema simbólico, estabelecendo uma nova dimensão para a realidade.

Agora o homem reconhece a existência de contingências externas e submete tudo a um lento e complicado processo de pensamento elaborado a partir de diferentes experiências vividas em cada canto do mundo.

O homem é história, é razão e é animal simbólico. Esse universo simbólico é a moldura que nos faz traçar caminhos, desenhar possibilidades, levando-nos a viver emoções imaginárias em esperanças e temores, ilusões e desilusões, em fantasia e sonhos.

Antônio Pereira Sousa
Mestre em História Social e escritor. Ilhéus – Bahia.



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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

SALGUEIRO: SAMBA-ENREDO PARA O CARNAVAL 2017

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COMPOSITORES: Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino.

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Vou embarcar em ilusões

à loucura me entregar
prazer (ô prazer)


Sou poeta delirante, o amante

na profana liberdade
devoto da infernal felicidade
quero o gostoso veneno do beijo
saciar o meu desejo
me embriagar
nos braços da folia me jogar


Vou me perder pra te encontrar

enlouquecer, morrer de amar!
Pra que juízo, amor? A noite é nossa
do jeito que o pecado gosta!


Sinto minh´alma se purificar

vislumbrar
o paraíso, no firmamento
três com sagrados talentos
vê, estão voltando as flores…”
lá, onde ressoam tambores
toca batuqueiro, dobre o rum
aos presentes de orum
gira baiana e faz do céu um terreiro
tinge essa avenida de vermelho
é nossa missão, carnavalizar a vida
que é feita pra sambar!

Dessa paixão que encanta o mundo inteiro
Só entende quem é salgueiro
só entende quem é salgueiro

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TERRAS DE ITABUNA: A chegada do trem de ferro

A chegada do trem de ferro


          Olinto Leone teve as suas falhas, mas foi uma personalidade marcante na vida administrativa e política de Itabuna. Dotado de uma força de vontade incomum só deixou a chefia do Partido quando estava para morrer, minado por terrível enfermidade.

          Alimentava a impressão de que se finaria num dia treze e se acabou num dia vinte e nove.

          Antes de falecer, recomendou ao irmão Arlindo Leone que elegesse deputado estadual a Gileno Amado. Efetivamente, assim sucedeu. Nas eleições, que posteriormente se processaram, Gileno Amado, embora candidato avulso, se empossou deputado estadual.

          O município Itabunense começava a pesar na balança da produção de cacau, do desenvolvimento comercial e alguns desbravadores aventureiros principiavam a procurar as terras do seu oeste para explorarem a pecuária ao longo do rio Salgado e do vale do rio Colônia. Nesse ano, extraordinário melhoramento fez vibrar a terra e o seu povo, com uma nova força de cooperação aos que tanto penavam pela falta de transporte.

          O trem de ferro, como se dizia naquele tempo, apitou em Itabuna, resfolegou, estremecendo a terra, alegrando os meninos, impressionando as mocinhas, surpreendendo os velhos mateiros, afugentando os animais, deixando o passado, montado nos lombos dos animais e colocando a cidade nos trilhos, ao nível das terras servidas pelos transportes modernos.

          Naquele agosto de 1913, dera-se a inauguração oficial da estrada de ferro para servir aos vinte mil habitantes da nova terra do cacau. A civilização entrava pelas rodas das locomotivas, com aplausos de muitos e restrições de poucos. Esses poucos diziam: “Eu é que não vou trocar o meu cavalo bom por este cavalo de ferro”.

          Tertuliano Guedes de Pinho externava a sua opinião favorável, elogiava os ingleses, donos da estrada de ferro, sem pronunciar-lhe os nomes porque não acertava, não fazia como o Tourinho da farmácia, metido a letrado, e que dizia tudo errado, como Paulino Vieira que denominava a estrada do “Bento Berilo” e desses “ingrêses”.

          Havia opiniões contrárias à estrada de ferro. Henrique Félix e José de Aguiar eram formalmente adversários do trem de ferro,  que chamavam de invenção da “peste”. Da “peste” porque, pela estrada a polícia chegaria com mais facilidade e eles se dedicavam ao cangaço, possuíam jagunços, tomavam empreitadas, as mais desgraçadas, e temiam a polícia.

          No rio Cachoeira, uma criança pescava quando ouviu um rapaz dizer a uma moça: - Você gosta de mim? E a moça respondeu: - Gosto, sim. E combinaram para fugir no trem, no dia imediato.

          Realmente, foi aquele o primeiro casal que fugiu no trem de ferro da antiga Tabocas embalado por um amor do pecado e correndo das perseguições paternas. Ele era palhaço de circo, ela uma moça da sociedade.

          Ao saber da notícia, Henrique Félix exclamou: “Eu não disse que esta estrada só serve para fazer o mal?” – com o que concordou o seu comparsa amigo José de Aguiar.


(TERRAS DE ITABUNA)

Carlos Pereira Filho

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RIO CACHOEIRA: VENTURAS E AGRURAS - Eglê S Machado

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Rio Cachoeira: Venturas e agruras
 
 
O desbravador valente
encheu seu leito de amores,
O tropeiro renitente
arrostou os seus furores,
A lavadeira contente,
encheu suas pedras de cores!
 
O aguadeiro diligente,
abasteceu seus senhores
O areeiro inclemente,
lhe escavou sem pudores ,
Foi ganha-pão excelente
de índios e pescadores!
 
O vivaz adolescente
nadou ágil em seus vigores,
O bambuzal,  imponente,
acolheu  garças e flores,
O jasmim alvinitente,
espalhou os seus olores!
 
Hoje, a jazer descrente,
sem esperanças, em dores
É o retrato eloquente
do descaso dos “doutores”,
Na realidade vigente
que só lhe traz dissabores!
 
Na ignorância premente
E no desprezo aos valores,
A ingerência impudente
lhe proporciona horrores,
Da política indecente
a produzir maus gestores!
  
O rio cachoeira, impotente,
padece  em seus estertores!

 

Eglê S Machado 
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

Licença Creative Commons    http://www.recantodasletras.com.br/poesias/5154669

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16 DE FEVEREIRO, DIA DO REPÓRTER

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Dia do Repórter

“Um repórter deve trabalhar com ética, buscando sempre a verdade sobre a notícia. Em 16 de fevereiro é comemorado o dia do repórter, profissional caçador de notícias, que nos informa a cada dia todos os fatos ocorridos no mundo”.


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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A FAZENDA BOA VISTA – Sherney Pereira


A Fazenda Boa Vista


            Uma velha barcaça perdida no meio do mato, e algumas casinhas feitas de sopapo. Era tudo o que havia na Fazenda Boa Vista, hoje Salobrinho. Nos idos de 1952 era quase que impossível notar-se a existência de casas naquela localidade, até que a “descoberta” de uma suposta jazida veio despertá-la de um sono letárgico, porque com aquele evento outras casas foram surgindo e espalhando-se em meio ao matagal.
           
            Tal episódio contribuiu efetivamente para atrair centenas de retirantes que, ao tomarem conhecimento do “minério”, passaram a procurar aquela fazenda em busca  de trabalho.

           Trataremos inicialmente de JOÃO FRANCISCO DE CARVALHO, ele que fora o proprietário daquela fazenda.  Dele, sabemos muito pouco, porque quando ali chegamos, já o encontramos velho e debilitado, morando inclusive numa casinha singela, localizada à margem da rodagem. Lembro-me que, certo dia, fomos informados de que ele se encontrava enfermo. Fomos visitá-lo, e lá o encontramos cercado de amigos e parentes. Naquela época, eu devia contar apenas com seis anos de idade, mas não esqueci um só detalhe da visita, e confesso que aquela foi a única, e a derradeira vez que tive a oportunidade de vê-lo, porque logo depois ele viria a falecer, deixando órfãos seis filhos.

            Não chegamos a conhecer  a sua esposa, sabemos apenas que se chamava Sabina, e que era uma cabocla de coração generoso. Como legítimos herdeiros do espólio, ficaram os filhos que se dividiam  entre três homens e três mulheres: Antônio, Domingos,  Firmino, Maria, Albertina e Vitória.

            Antônio, por ser o mais velho passou a gerir os destinos da Fazenda Boa Vista. Ressalte-se que, Salobrinho mesmo, era a fazenda de Manoel Félix Cardoso, cuja propriedade divisava com terras de João Francisco de Carvalho.


(Salobrinho - ENCANTOS E DESENCANTOS DE UM POVOADO)
Sherney Pereira

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PREFÁCIO

            Sherney de Souza Pereira é hoje conhecido em toda a Região Cacaueira em consequência de várias obras publicadas ligadas à literatura de Cordel. É trovador que pertence àquela plêiade dos chamados repentistas que recebem inspiração das musas e não está entre aqueles poetas que “vivem beliscando no tinteiro para um soneto compor”, como diria Catulo da Paixão Cearense.

            Sherney é homem simples e pai de família extremoso. Nasceu à sombra dos cacaueiros, ouvindo o crepitar das águas do Rio Cachoeira no contato constante com as pedras existentes no seu leito. Ali, na periferia do Salobrinho, ele aprendeu a cantar, na sua lira, o amor, a ternura e as belezas naturais.

            “SALOBRINHO – ENCANTOS E DESENCANTOS DE UM POVOADO” é livro que se lê com agrado pela simplicidade do estilo e com grande proveito pelas qualidades de excelente narrador que o escritor ostenta. Narrações repletas de sentimentalismo telúrico que resplende aquela visão amorosa do mundo, típica dos pequenos núcleos comunitários.

            O trabalho de Sherney não é simplesmente obra de improvisação; é trabalho de pesquisa, de diálogo constante com antigos habitantes daquela parte do Chão de Cacau. É a primeira obra específica sobre Salobrinho, recanto pitoresco que abriga, atualmente a Universidade de Santa Cruz. Naquele lugar, a Região erigiu o farol da sabedoria, fadado a iluminar a grande cultura que se forja no Sul da Bahia.

            O autor é autodidata. Não teve a oportunidade de  frequentar a Universidade que ele assistiu germinar na terra onde sempre viveu. Ele é, antes de tudo, povo. A sua obra reflete o pensamento e a vivência popular. Os diversos acontecimentos descritos falam da vida da comunidade ribeirinha, dos seus encantos,  das suas tragédias e da pureza dos seus filhos.

            Trata-se, de fato, de um Trabalho fascinante.

Prof. Arléo Barbosa

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O SABER E O FALAR - Rachel de Queiroz

O saber e o falar


Vocês sabem o que é “ fileiros”? (Esse neologismo, “fileiros”- os que fazem fila - não fui eu quem o inventei, já vem fazendo carreira entre os próprios, quer dizer, os fileiros). Aliás, neologismos, principalmente os de gíria, têm quase sempre nascimento humilde. As pessoas mais cultas, ou escutam as palavras difíceis na sua própria casa ou as consultam no dicionário. O ignorante comum tem o próprio dicionário na cabeça, restrito, é verdade, muito faltoso na conjunção dos verbos, mas dono de um toque pessoal inclusive.

Foi um assunto que sempre me impressionou, como é que nasce uma linguagem. Quando eu era ainda menina e começaram a me ensinar o francês, o grande mistério para mim era: como será que eles deram para falar desse jeito? Inventaram primeiro as palavras todas e desandaram falando, ou foram inventando as palavras de uma em uma?

Devemos confessar que, a essa altura do mundo, ainda sabemos muito pouco da invenção da linguagem. Claro que os especialistas explicam tudo a respeito, mas quem é que acredita em especialistas? Por exemplo: na nossa língua se diz menino-menina. De repente veio alguém que inventou “criança”, uma palavra só para dizer, no lugar das duas. E afinal, todas essas minhas hipóteses são justas, pois ninguém sabe mesmo como é que nasce um idioma. Descartando-se a origem bíblica do par inicial, Adão e Eva, que já nasceu gordinho e falando tudo, como é que começa uma língua? Tudo virá mesmo de um casal inicial? Por que, em resumo, a indagação inicial é esta: agente provém de um par humano único, ou da lenta transformação de macacos em homens? E, mesmo dentro dessa hipótese, como começou o primeiro casal de macacos? Os livros de História não nos ensinam nada disso. Será que a princípio foi uma bolha e dentro dessa bolha havia um ponto de vida e esse ponto virou um animáculo, e o animáculo foi se dividindo em duas e depois suas metades se dividiram em duas e, de divisão em divisão chegaram ao homem? No Colégio da Imaculada, quando estudávamos para normalistas, o nosso professor, um médico ateu, citou as diversas hipóteses para a criação da vida e o seu desenvolvimento e nos disse sorrindo: ”Escolham a melhor que lhes parecer dessas hipóteses, mas não contem as irmãs que eu desdenhei de Adão e Eva”.

Vocês já pensaram o que seria essa frase do professor ou, antes, essa dúvida para um auditório de meninas, composto de adolescentes como eu, que era a mais nova, mulheres já feitas, muitas delas se preparando para o noviciado religioso?

Bem, para as postulantes, as quase freiras, não havia problema, já estavam encartadas no papel, tinham ouvidos moucos para tudo que fugia à doutrina. Mas o meu time fervia, cada uma inventava a sua teoria da criação e da reprodução, mas éramos tão “menino de cinco anos nu” que, de certa forma, era defeso ao nosso olhar. Menina, desde pequenina, não se misturava com meninos. Maria Vivência, uma das nossas auxiliares de disciplina, nos obrigava a tomar banho de chuveiro vestidas em camisolões, e uma das auxiliares da disciplina ensinava às pequenas a se enxugar e mudar de roupas. Nós que nos virássemos, protegidas pela toalha que se destinava originalmente não só a nos enxugar como a nos cobrir. Curioso é que jamais discutíamos em casa a obsessão de modéstia imposta no internato. Em casa víamos nossas tias jovens e as primas passeando pelo quarto em trajes menores sem qualquer curiosidade de nossa parte. Talvez obscuramente pensássemos que as mulheres de casa compunham um núcleo especial.

Engraçado é que, da adolescência à velhice, a gente evolui muito menos do que pensa. Mesmo depois de tanta idade, ainda temos uma vasta cópia de curiosidades reprimidas. Talvez as moças de hoje já procedam diversamente. Mas nós, coitadas, vamos morrer mesmo como espécies de uma raça extinta.


Correio Braziliense - Brasília - DF, 12/02/2000



Rachel de Queiróz - Quinta ocupante da Cadeira 5 da ABL, eleita em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Candido Motta Filho e recebida pelo Acadêmico Adonias Filho em 4 de novembro de 1977. Nasceu dia 17/11/1910 e faleceu dia 04/11/2003

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