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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

CARNAVAL 2020: G.R.E.S. ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA

"A verdade vos fará livre"

Autores do Samba: Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo
Intérprete: Marquinho Art Samba
A Mangueira contará a história de Jesus Cristo como se ele fosse morador de uma comunidade.

Ligue o vídeo:
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Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do Samba também


Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque Pilintra no Buraco Quente
Meu nome é Jesus da Gente

Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão

E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão

Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e Corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais na escuridão


Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem Messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão

Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E ressurgi no cordão da liberdade



Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do Samba também



* * *

quinta-feira, 14 de março de 2019

MANGUEIRA, A VINGANÇA DO TRÁFICO! - Hamilton Bonat



   Acabou o carnaval. As escolas campeãs já são conhecidas. Maravilha! Lentamente, o Brasil sai da ressaca e começa a andar. Não assisti os desfiles. Não tenho mais paciência… Só vi pequenos pedaços mostrados em telejornais.

     Em São Paulo, vi Jesus levar uma baita surra de satanás. Ficou por isso mesmo. Da CNBB, nenhuma palavra em sua defesa. Nossos bispos nem parecem cristãos. O assunto não é com eles. Será que Cristo realmente existiu? Quando lhes convém, nossos bispos permanecem quietos. Sua omissão tem sabor de concordância. Pobre, mas sempre esperta, igreja católica…

     A mim me chocaram as cenas mostradas pela campeã carioca. A comissão de frente já revelava o que viria a seguir. Transformava algumas de nossas importantes figuras históricas em anãos.

     Logo depois, Caxias era tratado como um carniceiro, provavelmente numa crítica à sua participação na Guerra do Paraguai. Convém relembrar, só de passagem, que naquele conflito morreram simplesmente cerca de sessenta mil brasileiros.

     Pouco depois, em um dos carros, lia-se “ditadura assassina”, em alusão ao período dos presidentes militares. O alvo, obviamente, era o Exército.

     Fiquei imaginando tratar-se de uma reação ao governo recém-empossado, até surgir na tela a figura da viúva de Marielle.

     Caiu a minha ficha. Marielle defendia traficantes; as Forças Armadas foram mandadas a intervir no Rio em 2018, atrapalhando o milionário negócio do tráfico; e como o tráfico patrocina as escolas de samba… Eureka! Vinguemo-nos dos milicos!

     E nada melhor do que um desfile de escola de samba para a vingança ser completa. É um crime perfeito. Afinal, trata-se de uma manifestação cultural. Ai de quem criticá-la. Quem não concordar terá contra si todos os intectualóides tupiniquins, toda a imprensa amestrada, todo o meio artístico, além da classe média carioca, cujos filhos dependem do fornecimento de crack, de cocaína, de maconha e de outros quetais.

     Pensando bem, creio que a CNBB tem um pouco de razão…

     Enquanto isso, os bombeiros continuam procurando corpos em Brumadinho. Mas deixa prá lá. Nossos heróis são outros...

Gen. Bda. Hamilton Bonat
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Hamilton Bonat nasceu em Curitiba, de onde saiu, com quatorze anos, para seguir a carreira militar. De 1965 a 1971, viveu interno, primeiro em Campinas (SP) e depois em Resende (RJ). Em 2001 foi promovido a General-de-Brigada, posto no qual passou para a reserva.
* * *

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

CARNAVAL 2018: ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA – Samba enredo

Samba-Enredo

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!”
Compositores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal

Ligue o vídeo abaixo:
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                                         Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do samba

Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira
Outrora marginalizado já usei cetim barato
Pra desfilar na mangueira

A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar 

Ôôôô somos a voz do povo embarque nesse cordão

Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão 

Não… não liga não!

Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar… 
Que a rua é nossa mas é por direito
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso respeito
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a Estação Primeira 

Se faltar fantasia alegria há de sobrar

Bate na lata pro povo sambar 


Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal

Pecado é não brincar o carnaval!
Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o carnaval!


* * *

sábado, 11 de fevereiro de 2017

SAMBA-ENREDO DA MANGUEIRA PARA O CARNAVAL 2017

Compositores: Lequinho, Júnior Fionda, Flavinho Horta, Gabriel Martins e Igor Leal
Intérprete: Tinga

Ligue o vídeo abaixo:

Mangueira… Eu já benzi minha bandeira

bati três vezes na madeira
para a vitória alcançar
no peito patuá, arruda e guiné
para provar que o meu povo nunca perde a fé
a vela acesa pro caminho iluminar
um desejo no altar, ou no gongá
vou festejar com a divina proteção
num céu de estrelas enfeitado de balão
é verde e rosa o tom da minha devoção
já virou religião.

O manto a proteger, mãezinha a me guiar

valei-me meu padim onde quer que eu vá
levo oferendas a rainha mar
inaê, marabô, janaína. 

Abriram-se as portas céu choveu no roçado

num laço de fita a menina pediu comunhão
bala, cocada e guaraná pro erê
meu padroeiro irá sempre interceder
clareia… Tenho um guerreiro a me defender
firmo o ponto pro meu Orixá (no terreiro)
pelas matas eu vou me cercar (mandingueiro)
mel, marafo e abô…
só com a ajuda do santo eu vou (confirmar meu valor)
o morro em oração, clamando em uma só voz
sou a primeira estação, rogai por nós!

O meu tambor tem Axé Mangueira

sou filho de fé do povo de aruanda
nascido e criado pra vencer demanda
batizado no altar do samba


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