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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

ALEGRIA POR DECRETO – Plinio Corrêa de Oliveira


23 de fevereiro de 2020


Neste artigo, o autor censurou severamente as farândolas carnavalescas de 1935. O que diria ele dos carnavais de hoje?

Plinio Corrêa de Oliveira

Aonde foi parar o velho carnaval paulista, todo feito para alegrar as pessoas? Cedeu seu lugar a um carnaval exclusivamente sensual, em que a alegria dos espíritos não é mais uma inocente hilaridade, como a de nossos avós, mas a festa dos sentidos superexcitados. Nos três dias de carnaval, as autoridades se acumpliciam com os inimigos da ordem, agindo contra os interesses gerais da população.

Se fôssemos contar o número de pequenas economias domésticas que se desequilibram definitivamente por ocasião do carnaval, poderíamos ver até que ponto os festejos de Momo são uma bomba aspirante, que suga os tostões das classes pobres e os conduz para os bolsos entumecidos dos exploradores do carnaval.

Se fôssemos fazer a conta das doenças que os desmandos carnavalescos provocam direta ou indiretamente, veríamos que elas superam o número de pessoas curadas nos estabelecimentos de caridade, erguidos com grande sacrifício público.

Se fôssemos tomar em conta o acréscimo de criminalidade de todos os gêneros, provocada pelo carnaval, veríamos que ele rouba à virtude muito mais pessoas honestas do que a polícia, por ação preventiva, consegue roubar ao crime.

No entanto, uma inexplicável incoerência é que as autoridades dão mão forte ao carnaval. O que pode haver de sincero e espontâneo nessa alegria fictícia, estabelecida por decreto municipal, divulgada por cartazes nas ruas e fomentada por um colossal derrame do dinheiro público?

Alguém poderia considerar absurdo a prefeitura decretar aos cidadãos sua permanência em casa, chorando, durante três dias do ano. E se perguntaria qual a utilidade de tal tristeza, se o pranto é coisa que não se encomenda. Ri ou chora cada um segundo lhe correm o êxito ou as vicissitudes da sua vida particular.

Capa da primeira edição de Pagliacci (Palhaços), 
Milão, 1892.
Mas se reconhecemos como absurda essa hipotética tristeza por decreto, por que não reconhecer também como artificial e absurda essa alegria promulgada por uma portaria? Por que não impugnar como desprovida de sinceridade essa alegria que estoura por toda a parte? Bem ao contrário da alegria sincera e despreocupada, que há muito tempo desapareceu do coração dos homens, o rito artificial e satânico do carnaval representa uma revolta contra as dificuldades da vida de cada dia, substituindo-a por folguedos que não podem proporcionar verdadeira alegria.

Fazendo rir o povo num momento tão carregado como o do mundo atual, os promotores do carnaval fazem lembrar Pagliacci [Palhaços], a ópera de Leoncavallo. Se uma estátua do Rei Momo tivesse voz, que nos ordenaria ela senão o triste ridi pagliacci [riam, palhaços] da ópera?
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Excertos do artigo “Alegria por decreto”, de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado em “O Legionário” de 17 de fevereiro de 1935.



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CARNAVAL — Algumas frases para reflexão


24 de fevereiro de 2020


“Ao mesmo tempo em que os pecadores, nestes dias [de carnaval] mais do que em outros, renovam todos os ultrajes descritos no Evangelho, quer a Igreja que roguemos pela conversão de tantos infelizes, nossos irmãos. Acaso não temos motivos suficientes para isso?”
Santo Afonso Maria de Ligório


“Nestes dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror; e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me de Deus permitir que a humanidade exista”.
Santa Faustina Kowalska
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“Ai do mundo por causa dos escândalos […], mas ai do homem que os causa”.
São Mateus – 18, 7



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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

CARNAVAL 2020: G.R.E.S. ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA

"A verdade vos fará livre"

Autores do Samba: Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo
Intérprete: Marquinho Art Samba
A Mangueira contará a história de Jesus Cristo como se ele fosse morador de uma comunidade.

Ligue o vídeo:
......

Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do Samba também


Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque Pilintra no Buraco Quente
Meu nome é Jesus da Gente

Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão

E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão

Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e Corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais na escuridão


Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem Messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão

Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E ressurgi no cordão da liberdade



Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do Samba também



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