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sábado, 16 de março de 2019

DESTEMIDO, DELTAN ESCLARECE OS ABSURDOS E AS ILEGALIDADES DA DECISÃO DE DIAS TOFFOLI (VEJA O VÍDEO)


16/03/2019

A portaria exarada pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Dias Toffoli, é um verdadeiro absurdo jurídico, sem consistência e revestida de inúmeras ilegalidades. É imprestável e não pode prosperar. A não ser que estejamos vivendo diante de uma ditadura, a ‘Ditadura do STF’.
Mesmo o presidente da mais alta corte do país, tem que respeitar a lei e os ritos processuais em suas decisões. Aliás, deveria dar o exemplo. Entretanto, ‘dar exemplos’ não parece ser do feitio de alguns seres supremos.

A decisão de Toffoli, além de esdrúxula e ameaçadora, de acordo com a esclarecedora explanação feita pelo procurador Deltan Dallagnol fere os seguintes requisitos legais:

Viola o princípio do “Juiz Natural”, que diz que o juiz deve ser aleatoriamente decidido, e não direcionado.

Foi instaurada de ofício, a partir do próprio STF, violando nossos sistemas acusatórios, em que investigações não são conduzidas diretamente por magistrados, mas sim, por órgãos de acusação.
Qualquer investigação contra qualquer cidadão deve ser realizada pelo foro competente. No caso de Deltan é o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

E o mais grave, a decisão de Toffoli atenta contra a liberdade de expressão.

Enfim, a portaria do ministro reflete claramente os motivos que o fizeram ser reprovado em tantos concursos para juiz substituto.

Abaixo, veja o vídeo esclarecedor de Deltan Dallagnol, este sim, aprovado em 1º lugar no concurso para Procurador da República.



Articulista e Repórter
otto@jornaldacidadeonline.com.br


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terça-feira, 6 de novembro de 2018

A CARTA DESMORALIZANTE DO COMANDANTE PARA O MINISTRO DIAS TOFFOLI


"Não foi por uma canetada de algum amigo que assumi o meu primeiro posto de comandante."

03/11/2018


MENOS... MINISTRO!

Prezado Ministro Dias Toffoli

V. Exa. afirmou ao UOL que "meninos de 25 anos se tornam juízes sem conhecimento da realidade".

Tenho que concordar com o senhor... Como isso acontece? Será porque esses mesmos meninos de 25 anos estudaram Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Civil e tantas outras vertentes do Direito, viraram noites "comendo" livros, súmulas, emendas e etc, para poderem passar no mesmo concurso em que o senhor foi reprovado por duas vezes?

Ou será porque para assumir um cargo de Juiz Substituto é preciso mostrar competência e conhecimento, independente da idade, e não ser nomeado por uma canetada de algum padrinho político?

Responda o senhor ao povo brasileiro, Ministro, que é quem paga os salários dos Ministros da Suprema Corte: Como alguém pode chegar na Suprema Corte sem ter sido Juiz de absolutamente nada? Qual é o "conhecimento da realidade" que esse Ministro tem para julgar os atos de Magistrados concursados, tarimbados e com vasta experiência, ou como queira, com absoluto "conhecimento da realidade"?

Ministro, embora eu tenha 56 anos de idade, não posso menosprezar um "menino" de 25 anos de idade. Quantos se tornam médicos, engenheiros, empreendedores de sucesso com tão pouca idade? A isso se dá o nome de capacidade.

Sabe aquela capacidade necessária para se tornar um Juiz, um Delegado, um Defensor Público ou um Promotor? Aquela que obrigatoriamente tem que ser comprovada numa difícil testagem que engloba prova teórica e depois oral, e que muitos que se acham "acima de todos" não passaram por não reunirem condições? Pois é, não é? Conhece alguém assim, Ministro? Nós também.

Quando eu tinha 17 anos, me tornei Piloto Privado de avião e nem CNH podia ter. Aos 19 me tornei Piloto Comercial, voei muito de copiloto e aos 25 eu já comandava aviões, levando vidas. Claro que estudei muito e passei em todos os testes que comprovaram a minha proficiência. Não foi por uma canetada de algum amigo que assumi o meu primeiro posto de comandante.

Imagine o senhor entrando num avião com um piloto de 42 anos, que sem nunca ter comandado nada, e que sequer tenha sido copiloto, foi alçado à posição de comandante pela canetada de um amigo. Será que o senhor confiaria mais nesse comandante de 42 anos do que naquele de 25 que seguiu todos os passos para assumir o posto?: Acho difícil

Eu acredito, Ministro, que para ser um Juiz, mesmo aos 25 anos, a pessoa precisa servir e ser fiel a três senhores chamados "foco", "dedicação" e "conhecimento".

E isso é mais bonito, mais digno, mais limpo e mais louvável do que ter servido e ter sido fiel a um único senhor chamado Lula.

Talvez esteja aí, na atitude desses "meninos" de 25 anos, o tal "conhecimento da realidade", o que eles demonstram com o mérito.

Articulista

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sábado, 7 de julho de 2018

REBELIÃO CONTRA O SUPREMO


Depois de soltarem inúmeros condenados da Lava Jato, os ministros da 2ª Turma do STF Dias Toffoli, Lewandowski e Gilmar Mendes receberam uma saraivada de ataques de procuradores e juízes. Jamais na história integrantes do tribunal estiveram tão em xeque

JARDINEIRO Dias Toffoli, integrante do chamado “Jardim do Éden”, que toma medidas favorecendo réus da Lava Jato, foi um dos ministros do STF mais criticados (Crédito: Mateus Bonomi)
Ary Filgueira
05/07/18

As recentes decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), favorecendo criminosos da Lava Jato, geraram reações em série da sociedade diante do teor injustificável das sentenças e da insegurança jurídica que provocaram. Após uma bateria de comentários críticos desde a semana passada, os promotores de Justiça, que atuam na ponta dos processos, junto às varas de 1ª Instância, resolveram abrir guerra declarada contra a tríade formada pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski da 2ª Turma do STF, aquela que, por sua camaradagem com quem comete delitos, ficou conhecida como “Jardim do Éden”. Na quarta-feira 4, divulgaram uma nota técnica assinada por quase 200 integrantes do MP pedindo ao STF o cumprimento da execução da pena a partir da condenação em 2ª Instância, acabando, assim, com a “Operação Libera a Jato” que o trio resolveu colocar em marcha.

No documento digital, de 15 páginas, juízes e promotores fazem um alerta: os integrantes da 2ª Turma tentam confundir o País e seus pares ao quererem empregar as mesmas regras da prisão preventiva à execução da pena após a condenação em 2ª Instância, como a de que o réu deverá ser encarcerado somente se representar perigo à sociedade ou se estiver incorrendo no mesmo tipo de crime. Os promotores argumentam que a prisão após condenação em 2ª Instância dispensa esses requisitos, porque não é processual. E esse foi o entendimento do pleno do Supremo. Assim, precisa ser seguido por todo o Judiciário, a começar pelas instâncias intermediárias do STF.


Entusiasta do manifesto, o promotor de justiça do Distrito Federal Renato Varalda disse que a adesão ao documento deve aumentar ao longo da próxima semana. “O objetivo é sensibilizar o Supremo para que ele mantenha o entendimento de vinculação das decisões do pleno aos ministros e às Turmas desse Tribunal, bem como sedimentar o entendimento de que a prisão, após a condenação em 2ª Instância, não possui como fundamento a cautelaridade, prevista no artigo 312 do Código de Processo Penal, porque já houve o esgotamento da apreciação do fato pelas instâncias ordinárias”, explica ele.

Liberou geral

A crítica se refere às últimas decisões do Supremo, que usou o subterfúgio de que a prisão após a 2ª Instância deve obedecer aos critérios da prisão preventiva como um dos argumentos para soltar presos da Lava Jato. No dia 26 de junho, o triunvirato Toffoli, Mendes e Lewandowski liberou o ex-ministro José Dirceu, depois dele ter voltado para a cadeia. Na semana passada, Toffoli foi além: contrariando uma decisão do juiz Sergio Moro, eximiu Dirceu de usar tornozeleira eletrônica. O coordenador da Lava-Jato no Paraná, procurador Deltan Dallagnol, reagiu de maneira contundente: “A 2ª Turma suspendeu pena contra decisão do STF que permite prisão em 2ª instância. Naturalmente, cautelares (tornozeleiras) voltavam a valer. Agora, Toffoli cancela cautelares de seu ex-chefe”. O ministro também derrubou outras cautelares de Moro, como a entrega de passaporte e a proibição de se comunicar com demais acusados e testemunhas.

VERGONHA Essa foi a palavra escrita nas mensagens enviadas para as caixas de e-mails dos ministros do STF (Crédito:André Dusek)

Nunca integrantes do STF estiveram tão em xeque como agora. O ideal iluminista, defendido por magistrados de toga em seus votos, tinha como propósito pôr fim ao poder absoluto do rei e diluí-lo entre três poderes distintos. Coube ao Judiciário ser a “boca que reproduz as palavras da lei”, segundo Montesquieu em O Espírito das Leis. Ocorre que toda vez que é vilipendiada, sobretudo por ministros que deveriam ser o seu principal guardião, a Constituição vira letra morta, tábula rasa. As decisões levadas adiante nas últimas semanas carecem de juridicidade e escancaram à sociedade civil a precariedade da instância máxima do Judiciário e o que é pior: provocam insegurança jurídica decorrente de decisões parciais vindas de uma corte, cujas características são – ou ao menos deveriam ser – exatamente a sua natureza técnica e apolítica. Não se pode aceitar que, em nome da defesa de determinados interesses, se promova o absolutismo de um Poder Judiciário incontrolável, que se declara como detentor da última palavra sobre o sentido da Constituição e que hoje já não tem escrúpulos em promover interesses próprios às custas da constitucionalidade.

A sociedade está atenta. Após a soltura de Dirceu, as caixas de e-mails do STF ficaram inundadas com críticas à decisão da 2ª Turma. Numas das mensagens que chegou para todos os ministros, havia apenas a repetição de uma palavra: “vergonha”.




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