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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

ABL: CACÁ DIEGUES, ACADÊMICO ELEITO E CINEASTA, ENCERRA O CICLO DE CONFERÊNCIAS DA ABL ‘CINEMA E LITERATURA’



A Academia Brasileira de Letras encerra seu ciclo de conferências do mês de setembro de 2018, intitulado Cinema e Literatura, com palestra do Acadêmico eleito e cineasta, Cacá Diegues. A coordenação será do Acadêmico e poeta Geraldo Carneiro, e o tema escolhido foi “Letras e imagens: a literatura no cinema”. O evento está programado para o dia 27 de setembro, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

O CONFERENCISTA

Carlos (Cacá) Diegues nasceu em Maceió, Alagoas, no dia 19 de maio de 1940, filho do antropólogo Manuel Diegues Jr. e de Zaira Fontes Diegues. Cinéfilo desde a adolescência, também era poeta e trabalhava como jornalista. Foi eleito para a Cadeira 7 da ABL, no dia 30 de agosto deste ano, na sucessão do Acadêmico e cineasta Nelson Pereira dos Santos.

Em 1958, aos 18 nos de idade, teve seus poemas publicados no Jornal do Brasil pelo ensaísta e crítico Mario Faustino, que o apresentou como uma revelação na poesia brasileira. Por essa mesma época, participou ativamente do movimento cineclubista no Rio de Janeiro, quando se integrou à nova geração de cineastas que buscava registrar a verdadeira imagem do Brasil, num movimento que seria conhecido como Cinema Novo, sob a liderança de Nelson Pereira dos Santos.

Depois de realizar alguns curta metragens, Cacá estreou profissionalmente em 1962, dirigindo um dos episódios do filme “Cinco vezes Favela”, produzido pelo Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE – um filme que se tornaria uma das obras inaugurais do Cinema Novo.

Ao longo de sua carreira de cineasta, realizou mais de 20 filmes de longa-metragem, entre os quais “Ganga Zumba” (1964), “Os herdeiros” (1969), “Joanna Francesa” (1973), “Xica da Silva” (1976), “Chuvas de verão” (1978), “Bye Bye Brasil” (1980), “Quilombo” (1984), “Um trem para as estrelas” (1987), “Tieta do Agreste” (1995), “Orfeu” (1999), “Deus é brasileiro” (2003), “O maior amor do mundo” (2005) e agora “O grande circo místico” (2018), inspirado na obra do poeta Jorge de Lima. Todos esses filmes foram lançados comercialmente em diferentes países do mundo, nas salas de cinema e na televisão, além de sua presença e de prêmios nos festivais internacionais mais importantes, como Cannes, Veneza, Berlim, San Sebastian, Toronto, Nova York, Mar del Plata e outros.

Cacá publicou alguns livros, nem sempre sobre cinema, tendo começado com “Ideias e Imagens”, de 1988. Seus livros mais recentes são "Vida de Cinema”, mais de 600 páginas sobre o Cinema Novo, e “Todo Domingo”, uma coletânea de seus textos publicados semanalmente no jornal Globo. Recebeu homenagens de diversas naturezas, no Brasil e no mundo, entre as quais o titulo de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, do governo francês; o Prix de la Célebration du Centenaire du Cinématographe, do Instituto Lumière de Lyon; o Golden Reel Award, do Grupo HBO; o Lifetime Achievement Award, concedido pela cidade de Chicago; o Prêmio Roberto Rosselini, pelo conjunto de sua obra, dado pela Associação Nacional dos Críticos de Cinema da Itália; eleito Personalidade do Cinema Latino-Americano, pela Associação Internacional de Críticos (Fipresci); Ordem do Mérito Cultural de Portugal; Comendador da Ordem de Rio Branco, do governo brasileiro; Comendador da Ordem do Mérito Cultural do Brasil; e outros.

Casado com a produtora de cinema Renata Magalhães, Cacá tem um filho e três filhas.

21/09/2018



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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

ESCRITORA E DRAMATURGA MARIA ADELAIDE AMARAL FAZ PALESTRA NA ABL SOBRE ‘LITERATURA E TELEDRAMATURGIA: DIFERENÇAS E CONFLUÊNCIAS’


A Academia Brasileira de Letras dá continuidade a seu ciclo de conferências do mês de setembro de 2018, intitulado Cinema e Literatura, com palestra da escritora e dramaturga Maria Adelaide Amaral. A coordenação será do Acadêmico e poeta Geraldo Carneiro, e o tema escolhido foi “Literatura e teledramaturgia: diferenças e confluências”. O evento está programado para o dia 20 de setembro, às 17p0min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Maria Adelaide Amaral fez um resumo sucinto de sua conferência: “O máximo que posso dizer é que vou falar sobre A Muralha, Os Maias, A casa das sete mulheres e Queridos amigos”.

Cinema e literatura terá mais uma palestra, na quinta-feira, dia 27, no mesmo local e horário, com o cineasta Cacá Diegues (Acadêmico eleito), que falará sobre o tema Letras e Imagens: a literatura no cinema.


A CONFERENCISTA

Escritora e dramaturga, Maria Adelaide Amaral nasceu em Portugal e chegou ao Brasil em 1954. Cursou Jornalismo na Fundação Cásper Líbero, concluindo em 1978.

Em 1975, escreveu seu primeiro texto dramatúrgico, A Resistência, mas o primeiro a ser encenado, no entanto, foi Bodas de Papel, escrito em 1976 e montado em 1978, em São Paulo.

Seu primeiro livro, Luisa, quase uma história de amor, publicado em 1986 pela Editora Nova Fronteira, ganhou o Prêmio Jabuti de melhor romance daquele ano e deu origem à peça teatral De Braços Abertos, com Irene Ravache, Juca de Oliveira e direção de José Possi Neto.

Foi para a TV a convite de Cassiano Gabus Mendes, em 1990, para escrever com ele a novela Meu Bem, Meu Mal. Após trabalhar como colaboradora em diversas novelas, em 1997 escreveu, como autora principal, o remake da novela Anjo Mau, do mesmo autor. Continua trabalhando ativamente desde então.

14/09/2018


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terça-feira, 4 de setembro de 2018

ABL: DIRETOR E ROTEIRISTA JORGE FURTADO ABRE NA ABL O CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘CINEMA E LITERATURA’


A Academia Brasileira de Letras abre seu ciclo de conferências do mês de setembro de 2018, intitulado Cinema e Literatura, com palestra do diretor e roteirista Jorge Furtado. A coordenação será do Acadêmico e poeta Geraldo Carneiro e o tema escolhido é Imagens e sons por escrito: a arte do roteiro. O evento está programado para quinta-feira, dia 6 de setembro, às17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Jorge Furtado adiantou um resumo sucinto do que será sua conferência: “Vou falar sobre a transposição da literatura para a linguagem audiovisual. Tenho duas profissões, sou diretor e roteirista, portanto conheço bem de perto as dificuldades para transformar palavras escritas em imagens e sons, pensamentos e emoções em ações e palavras. Vou comentar o assunto do modo mais prático e objetivo possível, baseado em minha experiência pessoal em trinta e seis anos de profissão. Como roteirista, eu adaptei para o cinema ou para a televisão mais de trinta autores. Em cada um desses trabalhos me deparei com problemas diferentes e experimentei, com maior ou menor sucesso, diferentes soluções. Pretendo dividir com os ouvintes aquilo o que tenho de mais valioso: minhas dúvidas”.

Cinema e literatura terá mais três palestras nas quintas-feiras de setembro, no mesmo local e horário, com os seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 13, Aderbal Freire Filho, Romance-em-sena: questão de gênero; 20, Maria Adelaide Amaral, Literatura e Teledramaturgia: diferenças e confluências; 27, Cacá Diegues, Letras e Imagens: a literatura no cinema.


O CONFERENCISTA

Diretor e roteirista dos longas Houve uma vez dois verões (2002), O homem que copiava (2003), Meu tio matou um cara(2005), Saneamento Básico, o filme (2007), O mercador de notícias (2014), Real Beleza (2015) e Quem é Primavera das Neves (2017), Jorge Furtado dirigiu, também, diversos curtas-metragens premiados no Brasil e no exterior, como: O dia em que Dorival encarou o guarda (1986), Barbosa (1988), Ilha das Flores (1989), Esta não é sua vida (1991) e O sanduíche (2000).

Para a TV Globo, Jorge Furtado dirigiu a série Cena aberta (2003), a minissérie Luna callente (1998), Decamerão(2010), as três temporadas de História do amor (2011/ 2012/2013), e os telefilmes Homens de bem (2011) e Doce de mãe (2012). Este último, originou a série em 14 episódios Doce de mãe (2014) e rendeu dois prêmios Emmy Internacional: Melhor atriz, para Fernanda Montenegro, em 2013, e Melhor Série de Comédia, em 2015.

Os últimos de seus trabalhos para televisão são as séries Mister Brau e Sob pressão, as duas da TV Globo. O mais novo filme, Rasga coração, uma adaptação da peça de Oduvaldo Vianna Filho, será lançado em outubro de 2018. Jorge Furtado é um dos sócios-fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre.

31/08/2018

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