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quarta-feira, 25 de julho de 2018

KOLlNDA GRABAR-KITAROVIC



A presidente croata Kolinda Grabar-Kitarovic criou uma tempestade por sua beleza e apoio desinteressado de sua equipe nacional.

Mas sabemos o que está por baixo da sua beleza?

Nascida em 29 de abril de 1968, ela é graduada em literatura inglesa e espanhola. Fez pós-graduação em relações internacionais. É uma estudiosa da Fulbright, que estudou na universidade de George Washington, na universidade de Harvard e John Hopkins.

Aos seus 46 anos, o que aconteceu em 2015, tornou-se presidente e começou a cursar para se doutorar em relações internacionais.

Não se deixe enganar pela sua beleza, porque ela é um ex-comando do exército e uma grande atiradora também.

De 2007 a 2011, ela foi a embaixadora da Croácia nos EUA. Então ela se tornou a primeira mulher a ser secretária-geral assistente da OTAN para a diplomacia pública. Nessa capacidade, ela visitou o Afeganistão várias vezes para elevar o moral das tropas da OTAN ali instaladas. No círculo da OTAN ela é conhecida como SWAMBO. É ela quem deve ser obedecida.

Conhecida como uma mulher sem sentido, ela incutiu disciplina e dedicação, liderando por seu próprio exemplo.

Tem sido elogiada por George Bush Jr e Barack Obama. Comprou sua própria passagem na classe econômica e veio para a Rússia para ver a Croácia jogando a final do mundial. Ela vestiu se de uma camisola croata e sentou-se na caixa VIP quebrando todas as normas.

Misturou-se com os espectadores e abraçou os jogadores, que estavam suando e em breve no vestiário.

Ela fala fluentemente Croata, Inglês, Espanhol e Dinamarquês. Além disso, ela é bastante hábil em falar em alemão, francês, russo e italiano. Foi vista falando com Putin e Macron fluentemente em russo e francês, respectivamente.

Portanto, ela é o epítome do líder de uma nação, brilhante, inteligente e inspirador.


(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)


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segunda-feira, 16 de julho de 2018

ESTÁ DECIDIDO: MINHA TELEVISÃO FICARÁ DESLIGADA NA FINAL DA COPA DO MUNDO – Marcos Caldeira



(Torcer para a França: mas e as obras pilhadas do Louvre?
Querer bem à Croácia: mas e a apologia ao nazismo?)


A França tem Paris, Rodin e Michel de Montaigne e ainda quer triunfar no futebol. Nem pensar, torcerei para a Croácia, firmei assim que os quadriculados alvirrubros dos Balcãs derrotaram a Inglaterra e se garantiram na final da Copa do Mundo.

No dia seguinte li no “Estadão” que torcedores croatas fizeram a saudação nazista no estádio, durante a semifinal, e virei a folha, com um grito na janela: allez les bleus.

“Pergunte aos argelinos se a França é assim tão libertária, ouvirá casos de perseguições e torturas”, ouvi um professor de história franco-argelina na televisão e voltei a torcer para a seleção do goleiro Danijel Subasic, apesar do segundo esse de seu nome ostentar em cima um acento circunflexo de ponta-cabeça, estranheza para a qual meu teclado nem está preparado.

Abri meu Yahoo e recebi de jornalista italiano, correspondente no Irã, “link” para um site de Oslo, na Noruega, informando que o meio-campista Luka Modric foi acusado de cometer perjúrio num acordo financeiro entre ele e Zdravko Mamic, ex-diretor do clube Dínamo Zagreb investigado por fraude fiscal. Irritei-me e, por 48 minutos, voltei a virar francês desde criancinha, condição que descartei logo porque entrou no meu Whats’App, mandada por membro da tribo K’llooo ga kri, no sul da Etiópia, notícia de que o mesmo Modric acusado de mentir à Justiça de seu país doa parte do salário que recebe no Real Madrid para comprar pernas mecânicas doadas a crianças mutiladas em guerra. Depois dessa, só posso ser Croácia, pus fé.

Amigo meu radicado na holandesa Bourtange, porém, me mandou seis vídeos mostrando croatas gozando o Brasil pela desclassificação nas quartas de final. Parodiavam “Garota de Ipanema” e rolavam no chão, mencionando jocosamente nosso camisa 10, com tamanha arrogância que jurei a partir daquele instante empreender grande empenho espiritual para Kyllian Mbappé enfiar quatros gols na final e comemorá-los com dancinha irritante, ao lado de Paul Pogba e Samuel Umtiti. Fui dormir muito francês.

Bateu insônia, liguei o “tablet” para distrair e li texto publicado no Facebook por um monge no alto da montanha Pico de Adão, no Sri Lanka: “A presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarović, viajou para a Rússia com dinheiro do próprio bolso”. Gente da política viajando sem atolar a mão na grana do contribuinte? Dado tão impressionante para um brasileiro que só me restou querer bem a esse povo no último jogo do mundial. Agora é sério, não viro mais a casaca, chega, tudo tem limite.

Pensei que seria assim, mas voltei a gritar “avante, azuis” após me emocionar ao ver o Jornal Nacional contar que o volante N’Golo Kanté, quando menino, recolhia lixo nas ruas de Paris. Reiterei o incentivo sonoro ao me lembrar de dois franceses que empreenderam em Itabira: Raoul de Caux, que veio, viu e fez vinho; e Sarah Pauline Charlotte Marie Gayetti, que mudou o nome para Madre Maria de Jesus e fundou o Colégio Nossa Senhora das Dores, educandário que até outro dia tinha o colonizado hábito de tocar a Marselhesa – escutava do meu quintal, quando morei na Penha: "Allons enfants de la Patrie / Le jour de gloire est arrivé!"

“Torcerá para a França mesmo sabendo que o Louvre tem em seu acervo peças originárias de pilhagens da época de Napoleão Bonaparte?”, gritou um anjinho em meu ombro, trajando camisa assemelhada a tabuleiro de damas. “Mas após o cujo se lascar na batalha ali perto de Waterloo, parte das obras foi devolvida aos países”, argumentei, e ouvi: “Você disse bem: parte, não toda. O Egito, por exemplo, nada recuperou. Você, Marcos, como jornalista, tem obrigação de saber que os nazistas se inspiraram nesse militar francês para também saquear obras de arte em países dominados”. Quando abri a boca para novamente confrontá-lo, o diabo do anjinho apelou e me convenceu a canalizar toda energia à seleção dele. “Esqueceu, Marcos, que há galos azuis na camisa da França?” Heréticos galos azuis, nem Francisco de Goya imaginou tamanho horror. Galo azuis, a maior tragédia depois do dilúvio. Fui dormir muito croata.

Situação alterada radicalmente depois que vi, pelo Instagram, na hora do café da manhã, fotografia postada em Kobe, no Japão, de um muro de prédio público pichado em Zagrebe: “Proteja a Floresta Amazônica: queime um brasileiro”. Aí, já sabe, né? Não que eu seja muito influenciável…

Lyon aumentou o preço do pão – viva a Croácia. Em Zadar taxista foi espancado por jovens ultranacionalistas – avante, França. O treinador Zlatko Dalic não quis salário para comandar a seleção – vamos, Croácia. Em Rijeka, berço do lateral-direito Sime Vrsaljko, tremulam bandeiras de cunho racista – dá-lhe, França. Casa em Montpellier, vi pelo Google Earth, exibe faixa fazendo pilhéria com a matriz africana da seleção de Didier Deschamps – vai, Croácia. Telão em Sibenik mostrou jogadores croatas cantando Bojná Cavoglave, música da banda Thompson, acusada de fazer apologia à organização paramilitar fascista Ustasha, atuante na Segunda Guerra Mundial...

Vai pra lá, volta pra cá, comuniquei à família que nossa televisão será desligada na hora de Croácia x França. Assim, ficarei em paz com minha consciência cívica. Foi aí que Aninha surgiu na sala, vinda do quarto dela, onde penteava sua nova boneca: “O mais repulsivo dos covardes é aquele que, em tempos sombrios, opta pela neutralidade”. Essa santinha do pau oco oculta textos de filosofia e de ciência política na barriga da Barbie, só pode.

Desconectei todos os plugues, tirei o relógio e fui caminhar, começando a sentir arrependimento por ter torcido para Neymar Júnior, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus. Brasil, um dos últimos países que aboliram a escravidão.


(Marcos Caldeira, editor do jornal  "O Trem Itabirano",  de Itabira, MG.)

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segunda-feira, 9 de julho de 2018

LAMENTAR É PRECISO! - Antonio Nunes de Souza


Seria eu um brasileiro pouco patriota se não escrevesse, também, alguma coisa sobre nossa fragorosa e inesperada derrota da Seleção Brasileira de Futebol, para a Bélgica!

Essa ocorrência insípida e de grande surpresa, nos causou um desanimo brutal, tristeza absoluta e, pior ainda, tirou a alegria temporária do povo que, devido as falcatruas políticas, tem sofrido as agruras do inferno. E, tudo isso de podre, sem uma esperança de soluções contundentes e rígidas, exonerando e castigando severamente, os verdadeiros e comprovados bandidos!

É de dar dó a falta de vergonha geral e o corporativismo existente nessa alta cúpula, que através de pagamentos de verbas, favores ou nomeações, acomodam as coisas, dão perdões, relaxamento de prisões e outras benevolências mais!

Enquanto isso, nosso muro de lamentações cresce e fica mais alto e intransponível, com relação as necessidades básicas existentes há várias dezenas de anos.

Infelizmente, quando surge algo como esse grandioso evento da Copa do Mundo, que movimenta os mercados e turismos em dezenas de países, sempre para nós, cheios de esperanças, acontece uma inesperada derrota, nos deixando cabisbaixos, tristes e envergonhados, já que nossos jogadores são considerados os melhores do mundo, com ganhos de salários nababescos e inacreditáveis!

Com uma “corruptela” dos versos do magistral poeta português Fernando Pessoa, só me resta dizer que: “LAMENTAR É PRECISO, MAS VIVER FELIZ TAMBÉM É PRECISO”!


Antonio Nunes de Souza, escritor.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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terça-feira, 3 de julho de 2018

À MENINA RUSSA: AO CORPO DIPLOMÁTICO DA RÚSSIA NO BRASIL E AO POVO RUSSO – Milton Pires



Para entender o que os vagabundos fizeram na Rússia teríamos que ter uma noção de “Pátria”, uma ideia de “Não” - nós não temos! Não somos uma Nação; somos um “bando” de gente reunida numa determinada área geográfica onde cada um cuida do seu rabo e não vai sentir vergonha alguma em nome de uma “algo” chamado “Brasil.”

Teríamos que ter, em segundo lugar, a capacidade de empatia: teríamos que imaginar turistas russos no Brasil fazendo uma menina brasileira repetir “Buceta Rosa” em russo na frente das câmeras – nós não temos!

Teríamos, em terceiro lugar, que imaginar como se sentiram a menina russa, seu pai e sua mãe quando entenderam o que aconteceu: nós não temos e nem queremos ter – eles que “se fodam”.

Teríamos, em quarto lugar, que ter uma Imprensa de Verdade – não uma legião de gays comunistas, maconheiros e cheiradores de cocaína dentro das redações da Globo, Folha de SP, BAND e RBS que não sabem mais o que fazer para soltar Lula, ver Marielle Franco canonizada e Márcia Tiburi governando o Rio de Janeiro.

O que aconteceu na Rússia foi a consequência óbvia, a manifestação natural de um tipo de pessoa que vem de uma sociedade em que se enfiam estátuas de Nossa Senhora na bunda em pleno calçadão de Copacabana, em que crianças são levadas por suas mães para tocarem em homens nus em museus, em que professores levam surras homéricas de alunos das escolas públicas, em que pacientes são atendidos por falsos médicos, em que um bêbado analfabeto e ladrão manda a Justiça “enfiar o processo no cu”, em que uma ladra búlgara preside o país vendo cães invisíveis e saudando a mandioca...

Um país em que onze dentro do Supremo Tribunal Federal rasgam a Constituição a cada vinte e quatro horas... Em que o voto é obrigatório, em que não se pode ter arma, em que se pensa no retorno da contribuição sindical...um país do Lula, FHC, Aécio, Gleisi, Renan, Jucá, Eliseu Padilha, Sarney, Paulo Pimenta, Maria do Rosário...um país em que mais de sessenta mil pessoas são assassinadas por ano e quase dois terços da população quer deixar para morar em outro país…

O que se viu na Rússia foi a consequência natural das novelas imundas da Rede Globo, do prazer que sentimos ao ver pessoas caindo e se machucando em acidentes domésticos quando um gordo cretino e corrupto nos mostra isso durante todas as tardes de domingo…

O que nós vimos os vagabundos fazerem com a menina da Rússia foi, Deus que me perdoe, a consequência, o resultado natural, a manifestação mais pura e legítima da nossa cultura em 2018... A expressão máxima e mais pura daquilo que somos atualmente: – brasileiros...

Em nome de toda pessoa nascida no Brasil com um mínimo de decência, de honra e vergonha na cara, ao saudar e cumprimentar todo corpo diplomático da Federação Russa em território nacional, apresentamos aos senhores as nossas mais sinceras desculpas.


Milton Pires - médico cardiologista de Porto Alegre RS.


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sábado, 30 de junho de 2018

7x1 PARA A ALEMANHA! - Harry Oliveira



Quem é o vitorioso mesmo?


Sobre o Brasil não preciso escrever porque você já conhece, mas quero falar um pouco sobre a "Alemanha que foi para casa!"

Há 10 anos moro e trabalho na Alemanha que ontem foi eliminada da copa do mundo. Vivo em um país com uma economia forte, juros baixos, mercado imobiliário em constante crescimento, setor de transportes funcionando a todo vapor, crianças estudando em escola pública e que podem escolher como segundo idioma o inglês, francês além de estudar latim como opção. Há vagas de trabalho em todos os setores que você possa imaginar.

É um país onde as pessoas respeitam as regras, onde pedestres, ciclistas e motoristas obedecem ao semáforo quando está vermelho,  A Alemanha é um lugar onde as pessoas não jogam lixo no chão e tudo é reciclado.

Nos domingos ninguém corta a grama do jardim e também não coloca aquela música alta, porque é o "dia do descanso" e ele precisa ser respeitado.

O país dos 7x1 é um lugar onde o pobre e o rico podem frequentar o mesmo supermercado e ambos conseguem viajar e tirar férias. Esse país é um lugar onde há um calendário escolar de férias diferente em cada região para que as estradas não fiquem sobrecarregadas pelo fato de todos saírem para viajar ao mesmo tempo.

A lista de coisas na "Alemanha eliminada" é interminável, claro que ela não é perfeita e também tem os seus problemas, porém resolvi escrever esse pequeno texto depois de ver as redes sociais inundadas de mensagens dos patrióticos brasileiros, mensagens do tipo: "Alemanha, chupa essa manga; vão pra casa; todo mundo tenta, mas só o Brasil e penta."

Para os tais brasileiros fica aqui a dica: A Alemanha volta para casa e continuará sendo a mesma Alemanha, com uma economia forte, uma população que sabe respeitar as leis e os limites do próximo, continuará sendo um país onde ordem e progresso apesar de não estar escrito na bandeira, é real. Continuará sendo um país onde corrupto não tem vez porque cada cidadão é um fiscal.

 Infelizmente a Alemanha marcou 7x1 novamente, já o Brasil continuará sofrendo e padecendo nas mãos de pessoas inescrupulosas e a mercê de uma classe política irresponsável e corrupta que na sua maioria está no poder por causa de eleitores que se orgulham em dizer:

"Ele rouba, mas faz!" 


Harry Oliveira

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sábado, 23 de junho de 2018

DELEITANDO-ME COM A COPA! - Antonio Nunes de Souza



Deleitando-me com a copa!

Resolvi, espontaneamente, tirar umas férias de criações literárias (crônicas do cotidiano), no sentido de me dedicar completamente a ver os jogos dos selecionados mundiais, mesmo não sendo um fanático pela arte “pebolística”!

Quando fui dar por mim e perceber, vi que estava um viciado em escrever, pois, religiosamente, estava criando e escrevendo uma ou duas crônicas por dia!

Deixando os exageros à parte, essa minha exaustiva tarefa poderia me custar, não só o cansaço mental, como, principalmente, a queda de qualidade. Então, inteligentemente, resolvi tirar umas férias mental, estou aproveitando a diversão do futebol, assim como, depois de ver o meu blog, notei que estou com uma carga exagerada de textos, já dando para organizar mais dois ou três livros em minha carreira de “teimoso escritor”!

E é o que estou fazendo, pois já chamei meu diagramador favorito, ele já recolheu todo material, vai transformar em livros de “provas” para que sejam feitas as correções necessárias e, em seguida serem impressos as “bonecas” (nome dos livros de provas) e preparação para edição em série.

Super divertida essa sequência de detalhes, que faz lembrar as expectativas de uma mulher, quando aguarda a chegada do seu filho!

Então...assim, sendo, essa é a justificativa do meu recesso e falta das remessas das minhas transloucadas crônicas que, muitas vezes, fogem completamente as realidades atuais e futuras!

Grande abraço para todos e vão se contentando lendo através do meu blog – antoniomanteigablogspot.com -, onde você encontrará quase duas mil crônicas e poemas, todos criados e escritos por mim!

Recebam todos uns muitos abraços juninos, um bom S. João com muita canjica e pamonhas, além de um S. Pedro que, se você já enviuvou, arranje uma parceira ou parceiro e faça explodir seu coração na base do licor de jenipapo!
  
Antonio Nunes de Souza, escritor.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

O FUTEBOL NOSSO DE CADA CRONISTA – Cyro de Mattos


O futebol nosso de cada cronista
                    Cyro de Mattos      


              Disputado por dois times, o  futebol tem como objetivo fazer entrar a bola  no gol defendido pelo adversário. Como arte nascida do pé na bola descreve  linhas e curvas incríveis no decorrer da partida. Nos dois tempos com intervalo, ora faz parte do jogo a ginga e o toque sutil, ora o passe preciso e o tiro certeiro. As cenas que causam espanto aos que estão no estádio resultam do empenho e suor gasto no esforço de cada lance. A bola rola macia no tapete verde ou salta na grama maltratada do campo de várzea. Uma das proezas do futebol consiste em impulsionar o coração para as zonas em que uma gente apaixonada transpira pulsações alegres e dramáticas.

            Provoca uma febre que lateja em sua brasa verdejante e se expande por toda a extensão dos meses no ano. Como gosta de criar apreensões, ritmos frenéticos quando se trata  de uma Copa do Mundo, até mesmo se for uma disputa de dimensão  nacional, estadual ou municipal. Tremores,  clamores, rancores. Vaias da galera formada de todas as gradações sociais.

            Surpreende quando  irrompe das gargantas no grito de gol,  pura curtição da felicidade. Tamanha é uma flor nesse grito ferindo e atordoando que ela se torna mais bela quanto mais sonora. O grito de gol irrompido com tanta força tremula nas bandeiras com o escudo do clube ou a cara do ídolo. Ele é carregado até as nuvens com gritos e ovações.  De repente, lá do alto, derrama uma água que  molha de amor o mundo fero e solitário aqui embaixo.  Esse mesmo mundo que nós os humanos teimamos  em forjar com lances de tristeza, rasteiras e carrinhos impiedosos, todos os dias, no duro embate  dos dias. Assim levado pelas nuvens,  lá vai o futebol em seu percurso de paixão do qual faz descer uma chuva  que alaga de emoção a vida, cheia de explicações duvidosas, mas feita também de poesia, inexplicável, tão dela.

            Nos textos  de alguns de nossos  craques das letras,  aqui vestindo as cores de um timaço das letras, vemos como o futebol  seduz com suas artimanhas, feitiços e sustos esplêndidos. O quanto é amoroso e imprevisível. Cria situações inusitadas, tornando as coisas relativas, escreve Luís Fernando Veríssimo. Maltrata  com a mesma mão que afaga. Renuncia às necessidades materiais do cotidiano. Fica radiante de beleza no  lado onde se alojou a vitória,  faça sol ou chuva. No lado dos pesares, a turma deixa o estádio inconformada,  não querendo acreditar no que viu e sentiu. Nessa romaria de frustrações lá vai o futebol em silêncio,  mastigando as amarguras da derrota.

            Nesse jogo que tantas vezes imita a vida,  cheia de calor e pressentimentos,   é que o futebol imprime em todos nós suas marcas de encantamento,  entre o alegre e o triste.  Assim o vemos agora,  de crônica em crônica. Com Armando Nogueira, por exemplo,  um pouco da história de nosso futebol sai dos bastidores para que se conheça  o heroísmo de Vavá, o Leão da Copa de 58, nos gramados da Suécia. Em Carlos Drummond de Andrade,  de repente o ódio faz-se alegria, o futebol afugenta mazelas, não quer saber da morte. O coração do poeta  está feliz no México e com o dele o de milhões de brasileiros, que sente do lado de cá  como é bom chover papéis picados pelas ruas e explodir fogos de artifício  loucos no céu  quando se ganha uma copa do mundo. Melhor ainda se o feito  é creditado a uma seleção inigualável  de craques,  comandados por Pelé, o “sempre rei republicano”.

            O futebol chega a ter sabor de obra-prima quando  é descrito  por  Fernando Sabino em Iniciada a Peleja. Se impõe nesse momento  de reunião importante dos executivos para tratar de assunto sério. Fala mais alto  em cada lance vibrante,  chegando ao ouvido do torcedor atento e nervoso, através de um pequeno rádio de pilha. Já Carlos Heitor Cony mostra  como o  futebol é muito perigoso. Tem dessas coisas que ultrapassam o óbvio ululante de qualquer criatura sensata quando se trata de salvar a pele.  Abala uma nação inteira que quer ver o diabo em sua frente do que o bandeirinha brasileiro que marcou um impedimento dos mais graves e tirou o título de campeão sul-americano  dos nossos “hermanos”, em território argentino, favorecendo  os arquirrivais uruguaios, no último minuto.

            Na trama que prende do princípio ao fim, aqui está, nestas referências  de  alguns cronistas bons de bola,  nossa maior paixão popular. Esses craques das letras brasileiras mostram, em breves passagens,  como o futebol  é tão íntimo da vida. Se possui seus imprevistos sob os instantes do sol ou da chuva,  depende do carinho para sobreviver naquele espaço verde que encanta.  Com frequência está a dizer que vencer torna a vida leve. Quando se perde, meu Deus, como machuca.
 
            De qualquer maneira, com sorte ou azar, seu refrão diz que vale como paixão e diversão.     

 ......
Cyro de Mattos é contista, poeta, cronista, ensaísta, romancista, organizador de antologia,  autor de livros para crianças e jovens. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia.  Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Tem livro publicado em Portugal, Itália, França, Alemanha, Espanha e Dinamarca.

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sábado, 2 de junho de 2018

JUNHO MÊS CHEIO DE EMOÇÕES! - Antonio Nunes de Souza


Junho, mês cheio de emoções!

Com o final de maio e o país tumultuado, procurando assentar a poeira causada com a greve dos caminhoneiros, entraremos gora no nosso mês de festas tipicamente nordestinas e, para completar com chave de ouro, ainda teremos as disputas da Copa do Mundo de futebol, que serão realizadas na Rússia!

Sem a menor dúvida, estaremos bem servidos com as comilanças e folguedos juninos, os eventos programados e improvisados, pelas esperadas vitórias da nossa jovem seleção que, erroneamente, o povo coloca nas costas de Neymar o peso de ter que favor os gols necessários. Temos que olhar que são onze atletas em campo e todos são responsáveis pelas vitórias e, principalmente, pelas possíveis derrotas, que todas as seleções estão passíveis!

Infelizmente, no meio dessa alegria toda, teremos que suportar as intromissões políticas para as próximas eleições em outubro, as tapeações dos traidores bandidos e corruptos “comprovados” que, a nossa obsoleta lei, ainda dá brechas para tal fim. Com certeza tirará o nosso brilho, em função de pegar o povo animado com os forrós e as bravuras esportivas, se esqueçam dos nomes dos calhordas golpistas e apoiadores de desviadores de verbas públicas!

Vamos tomar nossos licores, dançar ou ver as nossas deslumbrantes quadrilhas juninas, repudiando as quadrilhas políticas, queimar nossos fogos, pular fogueiras, vestir a camisa amarela, enfeitar de bandeirolas os nossas bairros e avenidas, aproveitar esse momento de felicidade, para esquecer um pouco nossos sofrimentos cotidianos!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

PALIATIVO NACIONAL! - Antonio Nunes de Souza!


Paliativo nacional!

Estamos a vinte e poucos dias para a fantástica Copa do Mundo de Futebol, evento que movimenta o globo terrestre de ponta a ponta, mesmo sendo uma festa de apenas trinta e poucas seleções, que foram contempladas através de disputas acirradas entre uma grande maioria de países que praticam tal esporte, profissionalmente, ou até amadoristicamente!

Logicamente, a partir de ontem que foi oficializada a lista dos jogadores que participarão, as conversas em todos os ambientes, sempre se voltam para tal assunto, já que é o nosso esporte favorito e, nossa seleção, por ser composta dos maiores jogadores do mundos em suas posições, sempre é vista e esperada, mais uma nova conquista de campeã mundial!

Esse evento, tranquilamente, serve de paliativo para o povo em geral que, sem dúvida alguma, esquece-se das suas grandes necessidades de sempre, dando um bom descanso aos políticos, preocupando-se em comprar suas camisas amarelas, ou tira-las dos baús as antigas, para vestidos transitarem pela cidade, mostrando as suas performances de grandes torcedores!

Os políticos, por suas vezes, aproveitam as comemorações, colocando telões nos bairros, ajudando a enfeitar as ruas das comunidades, querendo agradar a todos com a preocupação de conseguir mais votos para suas reeleições. E, como sempre, conseguem, pois nosso povo é ordeiro e, infelizmente, não dá o valor real ao seu digno voto!

Teremos um mês de junho privilegiado com os festejos da Copa, São João e São Pedro, culminando com o dois de julho Independência da Bahia, comemorada maravilhosamente na cidade Histórica e Patrimônio Cultural da Humanidade, Cachoeira!

Logicamente, com essas comemorações, não deixarão de movimentar o comércio formal e informal, teremos muitos foguetórios nas vitórias e muitas tristezas nos empates e nas derrotas, mas, como sempre, nossa seleção sempre chega as finais e já foi campeã por diversas vezes. Assim sendo, nessa copa, com uma escalação de garotos jovens, estamos cheios de esperanças. E, se não der certo dessa vez, afogaremos nossas mágoas nos festejos juninos tomando nosso tradicional e saboroso licor de Jenipapo!


Antonio Nunes de Souza, escritor.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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