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terça-feira, 4 de abril de 2023

Uma fantasia

Cyro de Mattos


 

          A mulher andava zangada. Queixava-se da vida, não casara, não tinha um filho sequer para lhe fazer companhia. Vivendo a sós na casa acanhada, sem energia elétrica, tinha medo quando a velhice chegasse, sem alguém para lhe ajudar quando estivesse doente, prostrada na cama, sem forças.

          Os dias com zanga, as noites mal dormidas. Ela merecia isso? Tempo com as amargas, vida solitária pelos desvãos difíceis de uma vida onde não tinha sossego, tudo a contrariava?  

          Resolveu sair andando até achar a direção certa para se livrar do rancor, que havia se alojado no peito, fazendo dele morada permanente. 

          Estava na encruzilhada. Dobrar à esquerda, à direita ou seguir em frente. Ou até mesmo recuar na caminhada. Qual nada, andar para frente, tomar o lado esquerdo ou o outro, tinha que achar a direção certa para se livrar do rancor, que tanto a amargurava, não desgrudava até mesmo nas coisas mais simples.   

Encontrou o velho no meio da estrada.

Ele veio andando apoiado no cajado. 

Usava roupas pobres, a barba branca crescida.

Tinha nos olhos um brilho de estrela.

           Certa intuição deu-lhe o pensamento de que ele ia mostrar o que ela devia fazer para achar o caminho certo para se livrar do rancor, que vinha fazendo dela uma escrava.  Estava pronta para fazer a pergunta, que havia guardado para a ocasião que chegasse em boa hora. Relembrou: “Como posso me livrar desse rancor, dessa vida horrível cheia de azedume?”

          Nem precisava fazer a pergunta, ele já sabia que nada para ela prestava.

          Adiantou-se ele, fazendo à mulher uma pergunta.

          - Se você tiver de escolher para ser entre uma águia e uma pantera qual das duas preferia?

          Ela percebeu que ele tinha a voz serena, o tom macio de suas palavras fez bem ao ouvido atento.

          Fora surpreendida com aquele tipo de pergunta estranha, feita pelo velho com a sua voz cadenciada.

          - Não sei dizer, mas faça-se em mim a sua vontade, mestre.

          Em razão da idade avançada dele, resolveu chamá-lo assim.

          Não havia dúvida de que com aqueles vincos no rosto, os cabelos sedosos ao vento, a pele enrugada, ele era o guardião da memória na aldeia. Sabia dos caminhos, conhecia o segredo das coisas. Se alguém pudesse existir neste mundo com a sabedoria dele, saberia dizer o que melhor devia fazer cada um para viver na vida sem rancor.

           A direção que apontasse no mapa para ela seguir e chegar ao local onde se libertaria do rancor somente ele sabia.

          Ela notou que de repente um halo de luz apareceu acima da cabeça daquele homem idoso com a fisionomia de um profeta. 

          Estava ansiosa para saber o que ele responderia à própria pergunta que acabara de fazer a ela. 

          O velho então disse com a voz calma.

          - Quando eu dobrar aquela curva, você ficará sabendo.

          Foi só desaparecer na curva, ela virou um beija-flor.

          No corrupio, no frufru, como ternura de Deus, frescurazinha de ventilador. Plumagem alegre, de flor em flor.

          Então ela soube ser esta a vida do ar, a de sonhar e beijar.

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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Membro Titular da Academia de Letras da Bahia e do Pen Clube do Brasil. Primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Um dos idealizadores da Academia de Letras de Itabuna (ALITA).

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domingo, 2 de abril de 2023

'Leve'?

José Paulo Cavalcanti

 


Lula, segundo Kalil, se apresentava com 'pneumonia leve'. Ninguém perguntou a razão de não ter sido, esse diagnóstico, dado pelo médico que o atendeu em Brasília, cabendo isso a um amigo íntimo que sempre o acompanhou. Sem que se entenda como declarou ser 'leve', a tal pneumonia, sem ter sequer auscultado o pulmão do paciente. Pelo visto, Kalil é mais amigo de Lula do que da verdade?

Janeiro de 2010. Lula, presidente da República, estava indo a Davos ? onde receberia, no dia 29, o prêmio Estadista Global do Fórum Econômico Mundial. Mas seu avião fez parada, no Recife, para que inaugurasse uma UPA. Dá para acreditar? Problema foi ter, aqui, passado mal. O médico da presidência, destacado para a caravana oficial, era ortopedista e não conseguia definir o que tinha. Razão pela qual o levaram ao Hospital Português. Eduardo Campos, então governador de Pernambuco, estava preocupado. Que a imprensa entendia ser, aquele mal-estar, decorrente de uma discussão que tivera com o presidente. Pediu, então, que fosse atendido pelo doutor Murilinho Guimarães. Esse diminutivo, no nome pelo qual é conhecido, se deve a ser filho do grande advogado, e Reitor da UFPE, Murilo Guimarães (o mesmo acontece comigo; que, para os mais velhos, continuo sendo Zé Paulinho).

Murilinho Guimarães é consagrado (internacionalmente) especialista em pulmão. E, só para constar, estava em uma degustação de vinhos (norte-americanos), outra de suas muitas especialidades. Foi, correndo, ver de que se tratava. E, depois dos exames, o diagnóstico que deu foi 'pneumonia, associada a hipertensão e dispneia como manifestações de uma sepsis se instalando'. Os da comitiva afirmaram que teria que viajar, naquela mesma noite, para a Europa. E Murilinho 'vai morrer'; por não ser capaz de suportar, naquele estado, as grandes altitudes de um voo sobre o Oceano Atlântico. Lula falou com o médico Roberto Kalil. Decidiram que melhor seria ir até São Paulo, onde ficaria sob os cuidados do Sírio Libanês. E que o avião voaria, para lá, abaixo dos mil metros. Evitando os riscos da pressurização. Assim deve ter se dado, que chegou a seu destino sem maiores problemas. E Celso Amorim foi designado para representá-lo, naquele prêmio.

Entram em cena Franklin Martins e Dilma Roussef, ponderando que a versão de uma hipertensão leve seria melhor, politicamente. 'A verdade é um cachorro que tem que ficar preso num canil', dizia Shakepeare (Rei Lear). Pediram que Murilinho desse, nas televisões, esse diagnóstico. 'Perdão, mas o que ele tem é pneumonia'. E recusou se prestar a esse papel subalterno. O médico do presidente, mesmo não sendo especialista, foi encarregado de dar a versão falsa (enquanto Murilinho ficou retido, numa sala, até que o último repórter se fosse do local). Tudo correu bem. O público acreditou. E a história seguiu seu curso. Pouco depois Dilma acabou presidente(a); Lula condenado (por Juiz, TRF do RGS, STJ) e preso por corrupção, descondenado e solto pelo ministro Fachin (do Supremo), para em seguida voltar a ser presidente; e Franklin, ano passado, lançou um muito interessante (e grosso) livro sobre músicas de campanhas políticas.

'A história se repete', dizia Maquiavel em O Principe. Enquanto Marx respondeu 'só como farsa', em 18 Brumário. No caso, vale considerar que 'a prática é o critério da verdade'. Uma frase comumente atribuída ao dito Marx, quando está mais alinhada ao pensamento leninista ? ver Berger, Guérin, Korsch e Pannekoek (que, depois da Revolução Russa, rompeu com o leninismo). E se assim for basta ver o que aconteceu, agora, para definir qual dos dois pensadores tem razão. Lula, segundo Kalil, se apresentava com 'pneumonia leve'. Ninguém perguntou a razão de não ter sido, esse diagnóstico, dado pelo médico que o atendeu em Brasília, cabendo isso a um amigo íntimo que sempre o acompanhou. Sem que se entenda como declarou ser 'leve', a tal pneumonia, sem ter sequer auscultado o pulmão do paciente. Pelo visto, Kalil é mais amigo de Lula do que da verdade ? perdão, caro leitor, trata-se apenas de uma brincadeira com a famosa frase de Aristóteles Amicus Plato (sed) magis amica veritas (Platão é amigo mas ainda mais amiga deve ser a verdade). Como a viagem à China foi cancelada, apesar de sua enorme importância, o cenário sugere não ter sido tão 'leve', assim, a tal 'pneumonia'. O diagnóstico sugerido, pelo Palácio do Planalto, foi claramente falso. De novo. Como antes. Prova de ter mais razão o florentino, que o prussiano. A história se repetiu mesmo, e não como farsa.

Essa introdução, mais longa talvez de que deveria, tem só a intenção de questionar a Grande Mídia do Sul. O Globo estampou em primeira página (edição do sábado passado), o que os demais grandes jornais de lá também deram, 'Com pneumonia leve Lula adia viagem à China em um dia'. Depois se veria ser (bem) mais que um dia. Quase dois meses. Só detalhe, para eles. E seguiram, no mesmo caminho, para conforto e alegria do Palácio do Planalto. Parecendo sócios em um projeto de poder. Mas essa notícia está jornalisticamente correta?, eis a questão. Pelos manuais de redação o certo seria dizer 'Segundo o médico Roberto Kalil, tem pneumonia'. Ou 'pneumonia leve' se quisessem. E jamais o que saiu. Caberia então perguntar, ao ministro Alexandre de Moraes, não considera isso fake News? Se for mídia social, contra esse governo, o cidadão se arrisca a ser preso. Mas se forem grandes jornais do Sul, a favor desse governo, e mesmo sendo uma notícia claramente falsa, isso parece não incomodar o famoso ministro. Como se todos os envolvidos, inclusive o ministro, fossem jogadores de um mesmo time. Parceiros. Juntos. Só mesmo rindo.

Para encerrar, apenas lembrar que Deus deve ser brasileiro. Como dizia o pai de Fernando Sabino, 'no fim tudo acaba bem'. A saúde de nosso presidente está em ordem e respiramos aliviados. A Grande Mídia, nos dias de hoje, continua se pautando por interesses (muito) discutíveis.

E a única pergunta é: será essa a imprensa que precisamos, e desejamos, em nossa pobre Democracia?

Chumbo Gordo, 31/03/2023

 https://www.academia.org.br/artigos/leve

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José Paulo Cavalcanti - Nono ocupante da Cadeira nº 39 da ABL, eleito em 25 de novembro de 2021, na sucessão de Marco Maciel e recebido em 10 de junho de 2022 pelo Acadêmico Domício Proença Filho.

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sábado, 1 de abril de 2023

 


 

RECEITA DO ALÍVIO 

 

1. O inventor da esteira morreu aos 54 anos;

2. O inventor da ginástica morreu aos 57 anos;

3. O campeão mundial de fisiculturismo morreu aos 41 anos;

4. Maradona, grande jogador de futebol, faleceu aos 60 anos;

5 . Mark Huggues fundador da Herbalife morreu aos 44 anos.

 

JÁ:

5. O criador do frango frito KFC (lanche nada saudável) morreu aos 94 anos;

6. O criador da Nutella morreu aos 88;

7. Imagine, o dono dos cigarros Winston morreu aos 102 anos;

8. Aquele que se encarregou de industrializar o ópio? Morreu aos 116 anos em um terremoto;

9. O fundador dos conhaques Hennessy morreu aos 98 anos;

10. Antônio Delfim Neto, ex-ministro da Fazenda, que pesa 122 quilos e jamais fez qualquer exercício segundo ele mesmo conta, tem atualmente 93 anos e goza de excelente saúde.

 

Como os médicos concluíram que o exercício prolonga a vida?

O coelho está sempre pulando, mas vive apenas 2 anos e a tartaruga, que não faz nenhum exercício, vive 100 anos.

Então vá com calma, descanse um pouco, relaxe, mantenha a calma, ame muito, coma bem, tome seu vinho, sua cervejinha.

Beba um whisky ou uma caninha de vez em quando e aproveite a sua vida com prazer!!!

 

PS.:  Esqueceram do Hugh Hefner (criador da Playboy)?  

Morreu aos 91 rodeado de garotas 70 anos mais novasMas não exagere!

 

25 MANEIRAS PARA ENVELHECER BEM

01- Não se meta na vida dos filhos.

02- Não interfira na educação dos netos.

03- Ame seu genro e Nora, foi seu filho(a) quem fez a escolha.

04- Nunca tome partido ou opine no casamento deles. 

05- Não fique um idoso reclamão.

06- Não seja um idoso com pena de si mesmo.

07- Não fique falando "No Meu Tempo", ele já passou.

08- Tenha planos pro futuro.

09- Não fique falando de doenças. Tenha a certeza de que ninguém quer saber. 

10- Não importa quanto ganhe, poupe todo mês uma quantia.

11- Não faça prestação, idoso não deve pagar carnê.

12- Tenha um plano de saúde ou guarde dinheiro  para despesas médicas.

13- Guarde dinheiro pro funeral ou tenha um plano.

14- Não deixe "problemas" para os filhos. 

15- Não fique ligado em noticiário ou política, afinal você não resolverá nada mesmo.

16- Só veja TV para se divertir, não pra ficar nervoso.

17- Se gostar tenha um bichinho de estimação pra te ocupar.

18- Ao se levantar, invente moda: caminhe, cozinhe, costure, faça horta, mas não fique parado esperando a morte.

19- Seja um idoso limpinho e cheiroso. Idoso sim, fedido jamais.

20- Tenha alegria por ter ficado idoso, muitos já ficaram pelo caminho.

21- Tenha uma casa e um modo de vida onde todos queiram ir e não evitar. Isso só depende de  hoje você.

22- Use a idade como uma ponte para o futuro e, jamais, uma escada para o passado. Para a ponte do futuro sempre terá companhia.

23- Lembre-se: é melhor ir deixando saudades do que deixando alívio.

24- Não deixe "aquele bom vinho" (idosos não devem beber vinho ruim) e nem a cerveja para amanhã, pode ser tarde!

25 -  Ame você mesmo como ninguém 

 SEJA FELIZ!

 

(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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segunda-feira, 27 de março de 2023

Os olhos de ontem

 José Sarney

 


Sempre tive uma boa memória. Quando falha fico preocupado. Pois não é que esta semana ela me fez uma que quase me leva ao pânico? Felizmente para lembrar tive a ajuda de Tereza Cruvinel, brilhante jornalista a quem nos ligam laços de afeição desde que ela chegou a Brasília.

Era o dia 15 destes idos de março. Eu curtindo uma dor lombar destas que nos levam a só pensar em analgésico. O telefone toca. Atendo. Era Tereza, com toda a sua delicadeza a parabenizar-me: - 'Sarney, depois de outros que tivemos, só ouço falar bem do seu governo. Paz e tranquilidade, crescemos cinco por cento ao ano e nosso salário aumentava todo mês com a maldita da correção monetária. Você trouxe a democracia de volta para nosso País, a transição democrática, a Constituição de 88 - a que mais durou no Brasil sem rupturas?'

Eu respondi: - 'Obrigado, minha querida amiga, mas por que está relembrando coisas passadas?'

- 'Sarney, hoje é quinze de março, faz 38 anos do seu governo?'

Eu nem me lembrava mais e a data ia passando em branco na minha famosa memória. Quase caí de costas.

Passei um raio-X sobre o passado. Logo apareceu a frase que se tornou ensinamento: 'O poder é solitário'. Eu acho que há um exagero, porque o poder não permite solidão. É dia e noite de trabalho, todos carregados de preocupações, avaliações de políticas públicas e perda de amigos. É um terreno movediço de intrigas, uma disputa pessoal a cada metro quadrado, é terreno de ocultas batalhas, das quais o Presidente é o último a desconfiar e saber. E nele há um monstro invisível, escondido na claridade, onipresente em todo espaço: a traição. Lidar com tudo isso é o inferno que permeia o poder, onde transitam os devotos do mandar, dos autoritários e da força. (Não é minha praia).

Quando assumi a Presidência estávamos no mundo do desconhecido e o destino colocava à minha frente o desafio que estava guardado para mim. O General Leônidas fora encarregado de comunicar-me o resultado da dramática noite da cirurgia de Tancredo Neves. Minha resposta foi a mesma que lhe tinha dado antes: - 'Quero assumir junto com o Tancredo que estará restabelecido na próxima semana.' Ele retrucou: - 'Sarney, não crie dificuldades. Foi difícil chegar até aqui. Você assumirá às dez horas da manhã. Boa noite, Presidente!'

Não dormi o resto da noite. Ao dar posse aos ministros comecei dizendo: - 'Estou com os olhos de ontem!' Preso a uma emoção que tinha tudo da visão de uma responsabilidade imensa.

Fazendo uma síntese do governo, tenho o orgulho da oportunidade que o povo me deu de ajudar o meu País, o Continente da América do Sul e o povo brasileiro. Não vou contar espigas de milho, mas o que é fundamental e fica na História.

Para o mundo, eu e Alfonsín, grande estadista e amigo do Brasil, acabamos com a corrida nuclear Brasil e Argentina e fizemos que o nosso Continente fosse o único no mundo livre de armas nucleares. Isso é um exemplo que até hoje não foi seguido. Por proposta minha o Atlântico Sul entre América e África foi declarado Zona de Paz pela ONU. Acabamos com os conflitos regionais na América do Sul. Lançamos as bases do Mercosul.

Para o Brasil, a Democracia, a nova Constituição, o 'Tudo pelo social': seguro-desemprego, programas contra a fome - o do leite, considerado pela Unesco como o melhor programa mundial de combate à fome infantil -; vale-transporte e vale-alimentação; farmácia básica; universalização da saúde com o SUD, transformado em SUS pela Constituinte. Tivemos um crescimento de 99% do PIB. Criei o Ministério da Cultura e a Lei de Incentivo à Cultura; o da Reforma Agrária; o da Irrigação; o da Ciência e Tecnologia - demos mais bolsas de ensino superior do que já tinha sido dado até então -; o Programa Nossa Natureza e o IBAMA. Demarcamos 32 milhões de hectares de terras indígenas. Atingimos, pela primeira vez, o sétimo lugar entre as economias mundiais. Criei a Secretaria do Tesouro, o Siafi, extingui a Conta-Movimento do Banco do Brasil e unifiquei os orçamentos da União.

As Forças Armadas voltaram aos quartéis, com o programa de modernização comandado pelo melhor Ministro do Exército que já tivemos, Leônidas Pires Gonçalves, um dos grandes chefes militares do País. Não tivemos nenhuma crise militar.

Fizemos, sobretudo, a transição para democracia.

Obrigado, Tereza Cruvinel, pela lembrança.

Os Divergentes, 21/03/2023

 

https://www.academia.org.br/artigos/os-olhos-de-ontem

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José Sarney - Sexto ocupante da Cadeira nº 38 da ABL, eleito em 17 de julho de 1980, na sucessão de José Américo de Almeida e recebido em 6 de novembro de 1980 pelo Acadêmico Josué Montello. Recebeu os Acadêmicos Marcos Vinicios Vilaça e Affonso Arinos de Mello Franco.

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