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sexta-feira, 11 de novembro de 2022
Academia de Letras de Itabuna
dá a Cyro de Mattos o título
nobre de presidente
de honra
O
presidente Wilson Caitano divulgou, na sessão virtual ocorrida no dia 10 deste
mês, que a diretoria da Academia de Letras de Itabuna conferiu a Cyro de Mattos
o título de Presidente de Honra da instituição. O diploma da distinção nobre será entregue ao escritor
e acadêmico em sessão solene, a ser realizada no dia 17 de dezembro deste ano. Cyro de Mattos é um dos fundadores da Academia
de Letras de Itabuna, para a qual vem contribuindo com atitudes e projetos, que
se tornaram importantes no correr dos anos para a evolução e consolidação da
entidade.
A concessão
do título nobre ao acadêmico foi ideia da vice-diretora, acadêmica Janete Ruiz
Macedo, que contou com o entusiasmado apoio do presidente Wilson Caitano e da
acadêmica Raquel Rocha. A notícia foi recebida com alegria por integrantes da
entidade, presentes à sessão virtual para tratamento do assunto e de outros. Cyro
de Mattos foi presidente do Centro de Cultura Adonias Filho e Fundação
Itabunense de Cultura e Cidadania.
É autor de 62 livros pessoais, entre
o romance, conto, crônica, ensaio, poesia e literatura infantojuvenil.
Jornalista com passagem na imprensa do Rio, advogado aposentado, pertence
também às Academias de Letras da Bahia e de Ilhéus, Pen Clube do Brasil e Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia. A crítica especializada destaca seu legado
como de grande valor na literatura contemporânea.
Ele é premiado
no Brasil, Portugal, Itália e México. Publicado também em Portugal, Itália,
França, Espanha, Dinamarca, Alemanha e Rússia. Seus textos de ficção e poemas
estão inclusos em dezenas de antologias, no Brasil e no estrangeiro. Primeiro
Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Foi distinguido no
ano passado com a Medalha Zumbi dos Palmares da Câmara de Vereadores de
Salvador.
* * *
quarta-feira, 9 de novembro de 2022
Carta a José Saramago
Cyro de Mattos
É muito bom saber que graças à sua arte de imaginar o mundo, através da palavra simbolizada, faz-se o reconhecimento justo aos seus serviços prestados à cultura e à língua portuguesa. Louvo e aplaudo quando tomo conhecimento de que a crítica especializada e seus leitores espalhados pelo mundo o consideram como o responsável pelo enorme reconhecimento internacional da prosa de ficção em língua de Camões e Pessoa. Nada mais justo e merecido que os galardões postos em suas mãos traduzam o valor elevado de um escritor inovador na linguagem e técnica narrativa, criador de gente que causa espanto porque concebida e executada em universo literário riquíssimo, resultante de engenho e arte perante os conflitos da existência.
O prêmio
Camões e o Nobel de Literatura caíram nas suas boas mãos, chegaram para
engradecer um legado que abrilhanta o reino da ficção em língua portuguesa.
Minhas afirmações procedem das lições que extraio quando faço incursões no
mundo fantástico de seus romances. Há pouco tempo reli Ensaio sobre a
cegueira, romance que outra vez me forçou a refletir sobre as questões
profundas da existência. Em contato com o mundo absurdo de seres humanos, que
de repente perdem a visão, vi o quanto somos contraditórios, limitados, primitivos
e inconsequentes. Privados de um órgão
importante como a visão nos tornamos instintivos, animais estranhos, vivendo
uns com os outros como seres sem rumo, por entre atritos e conflitos, que não
fazem o menor sentido.
Uma fábula moderna
esse romance, como ocorre com outros, que trazem a sua marca de abrangência e
compreensão dos problemas agudos dos seres humanos em certas circunstâncias
críticas. É a própria consciência do personagem que revela seus
tormentos no discurso que, embora simbólico, torna-se, como em Faulkner,
intensamente aflitivo quando expõe os níveis psicológicos e sociais de nossas duras
realidades.
Pode ser vista como metáfora dos
sombrios tempos atuais, pois há nele um autor visionário pujante e denso, que
sabe manejar como poucos um conjunto de humanidades, contradições e
incertezas que invadem um texto certeiro, que se alarga pelos desvãos da alma,
expõe verdades que correspondem à nossa condição nos dramas do mundo.
O ensaísta, no imaginário do
ficcionista, sabe tanto quanto qualquer um que a cegueira é uma questão privada
entre a pessoa e os olhos com que veio ao mundo. Nesse romance onde se cruzam literatura e
sabedoria, presencia-se que a cegueira pode ter outra perspectiva, impregnada
de horrores alastra-se
rapidamente em forma de epidemia e nos ensina como dolorosamente
regredimos na escala biológica quando somos feitos dessa massa, a ruindade e a
indiferença.
A imagem aterradora da vida que acontece nesta
obra admirável, também um texto de ficção em que entra o amor, no qual o ladrar
é o falar, é a de uma verdadeira viagem às trevas, com a personalidade de um
autor que se insinua com o seu discurso virtuoso, inovador, aciona, e bem, particularidades
de nossa essência composta de negações.
Não se trata de romance de fácil apreensão,
a epígrafe foi tirada do Livro dos
saberes:“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” Daí que se pode refletir que
aquele que melhor vê é quem observa, separa, seleciona, com lucidez julga, com
serenidade ao outro abraça. Retira da matéria as luzes que
acendem os caminhos na parte noturna do
ser.
A sua declaração sobre este romance estranho
de que era um livro
intencionalmente terrível com o qual queria que o leitor sofresse tanto como o
autor ao escrevê-lo, faz pensar que não existe uma literatura profunda sem que
aconteçam os romances que tenham como eixo narrativo o sofrimento, as solidões emanadas
da infelicidade. Com suas longas
torturas, violências brutais, fluidez constante das questões agudas.
Obra assustadora, com sua feição de
terror e dor, transmite enorme humanidade cheia de sofrimento, ao passar uma
imagem incompreensível do que podemos ser em circunstâncias adversas. De sua
percepção do mundo transbordam
sentimentos perversos, baixas gradações de nossa condição em cada cena violenta dos que perderam os rumos da
vida. A escrita é intensamente sofrida nessa obra, elevando o
autor à dimensão dos maiores
cronistas visionários da literatura
ocidental, como é o caso de Kafka, Ionesco, Becket, Jorge Luís Borges e, entre
nós, o mágico José J. Veiga.
Esses narradores cheios de símbolos,
travestidos em cronistas do absurdo, dos
quais promana um tempo histórico e uma visão universal inadmissível da existência,
configuradores nas suas criações de um
espaço habitado pelo ser humano como um pesadelo angustiante e opressivo.
Terminando, só
me resta agradecer pela obra magnífica que temos ao percorrer a sua lavra
criativa, na qual vivenciamos a
compreensão de nossos passos nas zonas
misteriosas do viver e do morrer.
Obrigado, obrigado.
De seu leitor curioso.
Cyro de Mattos
*Cyro de Mattos é autor de 62 livros pessoais, de diversos gêneros. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Traduzido e publicado nos Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Alemanha, Rússia e Dinamarca. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia.
* * *
sábado, 5 de novembro de 2022
FRAUDE NAS URNAS DO NORDESTE JÁ É NOTÍCIA NO EXTERIOR
URGENTE: Peritos forenses alertam para “bandeiras vermelhas” no primeiro turno da eleição presidencial brasileira, citando anomalias estatísticas detectadas pela lei de Benford
por Matt
Tyrmand - 30 de outubro de 2022
Este dossiê nos foi
fornecido por uma fonte confiável de especialistas e foi criado por um pequeno
grupo de especialistas técnicos nas áreas de matemática, ciência política e
análise forense, todos bem versados em estatísticas eleitorais e anomalias
eleitorais.
A fonte
disponibilizou este documento e demonstrou a credibilidade dos autores que aqui
apresentam seus resultados estatísticos sobre o primeiro turno das eleições
brasileiras (domingo 2 de outubro).
O grupo fonte
aplicou a Lei de Benford , uma fórmula estatística altamente reconhecida , para
analisar dados disponíveis publicamente fornecidos pelo Tribunal Eleitoral
(TSE). A fórmula mostrou inconsistências no apuramento de votos em várias
regiões do país.
Os links para os
dados publicamente disponíveis do TSE estão no documento, e outros
especialistas são convidados a realizar o mesmo teste da Lei de Benford sobre
os dados.
Os gráficos de
apuração de votos também estão disponíveis — mostrando a região, o candidato e
o dígito analisado.
Vários gráficos
mostram a curva da Lei de Benford em um determinado formato, enquanto a curva
real da tabulação dos votos se desvia completamente dela. Isso é o que aponta
para manipulação de acordo com a fonte do especialista.
A Lei de Benford é
usada para detectar anomalias em grandes conjuntos de dados e, assim, ajudar um
auditor a focar sua auditoria nos clusters de dados que apresentam as
anomalias. Serve como uma “bandeira vermelha” que, segundo nossa fonte, deve
catalisar uma revisão de auditoria dos dados em um sistema onde os auditores
operam de boa fé.
De acordo com a
fonte: os padrões de dados descritos no dossiê contêm muitas anomalias fortes
que são flagrantes bandeiras vermelhas. Este é especialmente o caso na região
nordeste do país.
As curvas e
gráficos nesses padrões de gráficos compilados apresentam semelhanças com
eleições questionáveis no Irã e na Venezuela no passado. Isso também alarmou
muito a equipe de fontes especializadas.
Recomendamos que as
próprias pessoas leiam o documento e tirem suas próprias conclusões.
É importante
destacar que as pessoas no Brasil não conseguem relatar notícias sobre esses
assuntos devido ao medo de perseguição judicial. Como a Fox News e o New York
Times noticiaram recentemente, há uma clara indicação de que os Tribunais
Supremo e Eleitoral são tendenciosos e vão reprimir qualquer pessoa que
investigue a integridade eleitoral no Brasil ou jornalistas que reportem
informações que possam ser interpretadas como questionando a integridade dos
sistemas eleitorais ou as ações de execução do próprio tribunal.
Segundo nossa
fonte, o órgão central eleitoral brasileiro insiste em ofuscar a transparência
do processo eleitoral, que deve ser cristalino e aberto a todas as formas de
visibilidade e prevê uma contagem aberta e pública que permite uma posterior
auditoria física. Que quaisquer especialistas das ciências tenham que publicar
este documento sem atribuição por medo de entrar em conflito com os tribunais
federais brasileiros politicamente motivados a cumprir a “justiça” e a
atividade de fiscalização inconstitucional da força policial da Guarda
Pretoriana a mando do tribunal, é uma grande tragédia para Brasil
contemporâneo.
BAIXE O ARQUIVO EM
PDF NO LINK ABAIXO
Nota: Este
relatório foi liberado para distribuição após o encerramento do segundo turno
para não interferir na tomada de decisão eleitoral de nenhum eleitor
brasileiro.
Caso tenha
dificuldade com o idioma, por favor utilize o tradutor automático do Google
(Recebi via WhatsApp)
* * *
quarta-feira, 2 de novembro de 2022
Poema do Amor
Cyro de Mattos
Para Mariza
Acredito no amor,
Não me desanimo
Nem fico atônito
Diante do que vejo
No tempo que escoa.
Bastou encontrar-te
Na haste do enigma
Para tornar-me asas,
Campeador sereno
Com sabores do eterno.
A primavera encanta,
Fragrâncias e alaridos
Traz sob o sol florido.
Na aurora de teu
corpo,
Na hora de teu beijo
Que se aprofundou no meu
É assim que me reinvento
Preencho-me de ternura
Quando ando no deserto.
Não venham me dizer
Que sou um grão da vida
Perdido no deserto
Ao acaso do vento.
Não estou no inverno
Sem o coração
aquecido.
Passo
indecifrável
Nas alamedas
do desterro.
A primavera
encanta,
Fragrâncias e
alaridos
Sob o sol florido.
Na ternura de
teu beijo,
Na aurora de
teu corpo.
Na hora de
teu beijo
Que se
aprofundou no meu
Bem que
disseste.
Cyro de Mattos é ficcionista, poeta, cronista, ensaísta e
autor de literatura infantojuvenil. Membro efetivo da Academia de Letras da
Bahia. Doutor Honoris Causa da UESC (Bahia).
Possui prêmios importantes. Publicado no exterior.
* * *
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
Nicolau Maquiavel, 1469 a 1527 - O Príncipe.
(Tão antigo e tão
atual)
“Um povo que
aceita passivamente a corrupção e os corruptos, não merece a liberdade. Merece
a escravidão.
Um país cujas leis
são lenientes e beneficiam bandidos, não tem vocação para a liberdade. Seu povo
é escravo por natureza.
Um povo cujas
instituições, públicas e privadas, estão em boa parte corrompidas, não tem
futuro. Só passado.
Uma nação, onde a
suposta sociedade civil organizada não mexe uma palha se não houver a
possibilidade de lucros, não é capaz de legar nada a seus filhos, a não ser dias
sombrios.
Uma pátria, onde
receber dinheiro mal havido a qualquer título é algo normal, não é uma pátria,
pois nesse lugar não há patriotismo, apenas interesses e aparências.
Um país onde os
poucos que se esforçam para fazer prevalecer os valores morais, como
honestidade, ética, honra, são sufocados e massacrados, já caiu no abismo há
muito tempo.
Uma sociedade onde
muitos homens e mulheres estão satisfeitos com as sórdidas distrações, em
transe profundo, não merece subsistir.
Só tenho compaixão
daqueles bravos, que se revoltam com esse estado de coisas. Àqueles que
consideram normal essa calamidade, não tenho nenhum sentimento.
Como é perigoso
libertar um povo que prefere a escravidão!"
(Nicolau Maquiavel)
O Príncipe
* * *




