Total de visualizações de página

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

ABL RETOMA PROGRAMA ‘MÚSICA DE CÂMARA NA ABL’ COM APRESENTAÇÃO DO GRUPO ‘MÚSICA ANTIGA DA UFF’



A Academia Brasileira de Letras reinicia seu programa “Música de Câmara na ABL” apresentando o grupo “Música Antiga da UFF”, composto pelos instrumentistas Lenora Pinto Mendes, Leandro Mendes, Márcio Paes Selles, Mário Orlando e Virginia Van der Linden. O evento está programado para o dia 25 de setembro, terça-feira, às 12h30, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, 1º andar, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.

O Presidente da Academia, Professor Marco Lucchesi, fará a abertura do espetáculo, que marca o retorno dessa atividade oferecida pela ABL ao público, mediante um protocolo a ser firmado com a Universidade Federal Fluminense (UFF).

De acordo com seus integrantes, o conjunto apresenta músicas para cantar e dançar escritas por trovadores medievais, e os instrumentos tocados pelos integrantes do conjunto são todos da Idade Média e do Renascimento: viele de roda, rabeca, viele de arco, flautas, buzuk e percussão).

Atuante há três décadas, seus músicos são todos também pesquisadores. Em 2017, o Música Antiga da UFF lançou seu primeiro longa-metragem, o documentário Música do Tempo – Do Sonho do Império ao Império do Sonho, que conta a trajetória artística do grupo durante os mais de 30 anos de pesquisa e difusão da música.

PROGRAMA

TRIUNFOS DE MAXIMILIANO I
Michael Praetorius (1571-1621) - Courant
Heinrich Isaac (1445-1517) - Insbruck, ich muß dich lassen
Ludwig Senfl (1492-1555) - Ich weiß nit, was er ihr verhieß
Ludwig Senfl (1492-1555) - Es taget vor dem Walde
Michael Praetorius (1571-1621) - Ballet e Bourrés
Ludwig Senfl (1492-1555) - Im MaienLudwig
Ludwig Senfl (1492-1555) - Wann ich des Morgens früeh aufsteh
Ludwig Senfl (1492-1555) - Ach Elslein, liebes Elselein
Ludwig Senfl (1492-1555) - Es taget vor dem Walde/Ach Elslein
Ludwig Senfl (1492-1555) -  Es het ein biderman ein weib 


17/09/2018


* * *

LIRISMO NA BELEZA E PERFUME DA FLOR - Expedita Maciel



Vibramos com a chegada de mais uma primavera!
Deus nos presenteia mais um ano com lindas rosas,
miosótis, perfumadas verbenas, lindas multicolores e de formas exóticas as lindas e perfumadas orquídeas, gérberas,
Apesar do tempo escasso das águas vindas do céu
nos perdoa e, mais uma vez nos mostra, que nos perdoou pelas atrocidades cometidas contra seu filho que sofreu e, deu a vida por nós;
É a Mãe natureza, que mesmo na dureza da escassez das águas,
O Poder de Deus, nos mostra para Ele que é Pai e que para Ele nada é impossível
Seja nesta primavera da vida uma flor, uma rosa,
um botão, que exala um perfume inebriante de Amor,
capaz de gerar o Bem e o Bom
para que a humanidade caminhe para Deus
construindo um mundo melhor, onde o Bem e a Felicidade são possíveis junto ao Amor.
Tudo para um mundo melhor.
Semeie flores,
Plante gratidão,
Ofereça as flores que você plantou e colheu no seu jardim do amor;
com certeza serão naturais como os bons sentimentos,
e terão o perfume doce da alegria de se viver Feliz
e irmanado com o seu próximo
porque é Deus que lhe fará Justiça.
Salve Deus do Amor!
Todas as flores nos convidam ao amor!
Com suas cores e seus perfumes.
É um lindo período colorido e perfumado com a branca
e linda dama da noite que nos dá sua beleza e nos inebria
com seu doce e suave perfume doce aroma da noite.

Ah! Como eu gosto de ti!
Minha mais alegre estação de beleza, criada por Deus,
com lindas pinceladas coloridas para nos encantar os olhos,
com suas cores, inebriar nossas almas com seus perfumes.
Só vós senhor, com tanto amor e sensibilidade,
terias este poder de criar tão bela estação.
Salve Deus!

Gloria a Deus pelas obras de suas mãos.
Obrigado Senhor por fazeres da natureza um capricho teu.
Obrigado Senhor, por me permitir, contemplar e viver mais esta linda primavera, que durante a mesma completarei mais uma vez uma primavera.

E Deus me abençoou são muitas primaveras.
Salve Deus da Vida e das Flores! 


Expedita Maciel
Autora do livro “Vim, Vi e Venci”

***



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

PAPAGAIO FALSO


Historinha de Cyro de Mattos


            Papagaio esperto, falador sem igual, o dono gabava. Tinha o dom de adivinhar quando era tempo de chuva ou de estio. “Vai chover, vai chover!”, alardeava.  “O sol vai comer tudo, vai comer!”, praguejava. Lá vinha ele  agora  com o seu agouro sonoro, o dono do bicho  fazia uma cara de quem não gostara nem um pouco do que acabara de ouvir. O tempo de estio prolongado significava que a lavoura de pouca duração não vingava, a de duração perene definhava e produzia poucos frutos na safra. Isso não era bom para o fazendeiro Felisberto Boca Rica, senhor de muitas roças, que produziam à vontade no chão dadivoso um fruto que valia como ouro, chamado cacau, se o ano  fosse temperado com sol e chuva nas  estações estáveis.

          O fazendeiro Felisberto Boca Rica perdia-se de amores pelo papagaio. “Venha cá, louro, me dê o pé; quer comer hoje o quê? “ O papagaio respondia: “Como torta de carne, como doce de mamão, só não como requeijão.” Não havia dinheiro que  comprasse aquele bicho sabido e engraçado. Não tinha preço, nem a peso de ouro seria vendido um dia. Jurava por si com firmeza, com base na estima que tinha por ele. De boca cheia garantia também pela mulher e os dois filhos,  dois rapagões, em plena dinâmica de músculos e ímpetos. Um era  técnico agrícola, o outro, manobrista de trator e máquinas pesadas,  seus herdeiros legítimos. Se fosse para a alegria de todos,  bem-estar do bicho sabido,  ninguém se preocupasse, iria morrer de velhice, bem cuidado e alimentado do que mais gostasse.

           Eta bicho festeiro, fazia qualquer vivente virar a cara para o alegre de repente, que bom ser o dono dele, vangloriava-se. Quando estava zangado, pelo prejuízo que lhe rendera um negócio mal realizado, o melhor remédio  para desalojar  do íntimo o fel da vida  era ficar ouvindo seu  papagaio esperto imitar gente grande.  Nessa hora crítica, para espantar a crise, sem cobrar nada, o papagaio conseguia a proeza de fazê-lo sorrir, como se estivesse de bem com a vida. Soltava cada ensinamento, o bicho, que causava admiração: “Quem tem pressa tropeça. Bate a cara na pedra!”

           Na segunda-feira  imitava o diretor do colégio Licurino Felizardo, um conquistador de  menina nova, repetindo sem temer, “Licurino Felizardo, tarado! tarado!” Na  terça,  era a  vez do delegado Apolônio, frouxo como o cabo Teotônio, “na cadeia  não tem ladrão porque o Apolônio é cagão”, quem não quisesse ouvir tapasse o ouvido. Na quarta, coitado do padre Joca, o bicho não cansava de lembrar que  o mensageiro de Deus na missa das sete  se engasgou com a hóstia. Na quinta imitava o prefeito, ficava dando a ordem categórica: “Quem ganha mais do que eu aqui esteja preso!”  Na sexta  chamava de cara de mico o juiz  Frederico. Sábado se fazia passar de camelô, esteja a gosto, tudo barato, no miúdo e no grosso. Agora, se fazer de mágico no  domingo, no meio das serpentes, como quis uma vez o dono do circo, pagando um dinheiro grande por essa cena esquisita, não contasse com ele nem um tico.

               O fazendeiro Felisberto Boca Rica era um ferrenho adepto da luta patriótica  para que  o impeachment da presidente Dilma Rousseff fosse aprovado. Aquela mulher petista  não passava de uma simulada guerrilheira, pilantra, corrupta, mentirosa deslavada, estava afundando o nosso querido e valoroso Brasil. Vibrava quando via na televisão a multidão compacta, gritando a uma só voz: “Fora Dilma! Fora!” Fechava a cara quando via a gentalha gritando na avenida, a  todo vapor: “ Fora Golpistas ! Fica Dilma!”

           Não se conformou quando ouviu pela primeira vez o papagaio imitar o povão na gritaria infame: “Fica Dilma! Fica!” Bicho traidor, vira-folha descarado, repetindo de segunda a domingo, abaixo os golpistas, fica Dilma! Fez-se de desentendido a princípio, ante o comportamento  reprovável daquele perigoso subversivo, que morava em sua casa, comia do bom e do melhor, sem pagar um tostão. Destemido, tomado de brios patrióticos, passava junto dele, cantando, “eu sou brasileiro, com muito orgulho, muito amor, ê-ô, ê-ô…” O papagaio revidava de pronto para quem quisesse ouvir: “Dilma fica, leva essa de goleada!”

          Mudou a tática para suportar a palhaçada do bicho vil e impostor, que lhe ofendia o sentimento político,  maltratava a honra e envergonhava o Brasil, emitindo um refrão de locutor insano, que soava como ameaça absurda e desgraça gorda. Manteve-se em silêncio ante as provocações do inimigo incansável, defensor irreversível daquela presidente desastrosa, irresponsável, que cada vez mais levava a nação a uma situação de calamidade pública, possibilitando na engrenagem maluca do sistema tanta falta de emprego com as empresas  fechando.

          O impeachment de Dilma finalmente fora aprovado no Senado. O papagaio teve assim  o castigo que merecia, de boca cheia afirmava para quem quisesse ouvir o fazendeiro Felisberto Boca Rica.O bicho virou tira-gosto do churrasco regado a chope. Exatamente no  dia em que o fazendeiro comemorou com os familiares  e amigos  a grande vitória, na qual por justiça o Senado aprovava o impeachment. Botava aquela presidente  maluca para ir plantar batata no deserto,  fora do comando desse  Brasil democrático, tropicalista e brejeiro, com o seu povo mestiço apaixonado por futebol e samba.


*Cyro de Mattos é escritor e poeta. Publicado por várias  editoras na Europa. Premiado no Brasil, Itália, Portugal e México. Membro da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa pela UESC.

* * *

DILMA MORAIS: “QUANDO OUÇO ‘EU TENHO MEDO DO BOLSONARO’, EU RESPONDO:


Eu tenho medo de ter um Presidiário, ladrão de merenda, invasor de propriedade privada, falsa ambientalista melancia, falso profeta, cangaceiro esquerdista ou um muro sem posicionamento firme como Presidente do Brasil.

Eu tenho medo de bandido, assassino, traficante;

Eu tenho medo de sair de casa e não saber se vou voltar, assassinada por um marginal com requintes de crueldade;

Eu tenho medo de ver crianças sendo expostas à erotização precoce, tornando-se alvos fáceis para pedófilos;

Tenho medo de ver alunos sendo doutrinados ( ao invés de formados ) nas escolas e universidades, tornando-se população improdutiva e inútil para o futuro do país;

Tenho medo da disseminação do ódio entre as pessoas, camuflado sob a denominação de defesa das minorias;

Eu tenho medo da legalização do aborto indiscriminado, ao invés do uso de métodos contraceptivos, ceifando o primeiro e mais importante direito fundamental, garantido na Constituição: à vida;

Eu tenho medo de uma justiça aparelhada, que usa a toga ideologicamente para legalizar o crime e a corrupção;

Eu tenho medo do Desarmamento da população, do Desencarceramento em massa e da Desmilitarização da Polícia;

Eu tenho medo do genocídio de policiais e militares;

Eu tenho medo da inversão de valores numa sociedade doente e corrompida;

São tantos meus medos. Mas, o único que não me assusta, no momento, é o Bolsonaro, porque é o único que tem combatido com veemência a todos os meus medos. O resto, bem, o resto é sopa de letrinhas“.

Por Dilma Morais Negromonte
26 De Agosto De 2018


* * *

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

DEUS É HUMOR- Paulo Coelho


Deus é humor

Três mulheres e seus filhos  

Três mulheres conversam sobre as qualidades de seus filhos. Diz a primeira:

- Fico contente que ele tenha decidido seguir o sacerdócio: toda vez que entra em uma sala, as pessoas o olham com respeito e dizem: "Meu padre!".

Os olhos da segunda brilham, e ela comenta:

- Pois eu fico mais contente ainda em saber que meu filho não apenas seguiu o sacerdócio, como foi nomeado cardeal. Assim, quando entra em uma sala, as pessoas abaixam respeitosamente a cabeça, beijam sua mão, e dizem: "Sua Graça!".

A terceira mulher permanece em silêncio. As outras duas se viram para ela e perguntam:

- E seu filho?

- Bem, meu filho... Ele tem um metro e oitenta, é louro, tem olhos azuis. Toda vez que entra em uma sala, as pessoas olham umas para as outras e dizem: "Meu Deus!".


O motorista de táxi e o padre

Assim que morreu, o padre foi direto ao Paraíso. Ali chegando, foi bem recebido por São Pedro, passeou pelos jardins, e de repente se deu conta que um motorista de táxi de sua paróquia, que tinha falecido alguns anos antes em um acidente de carro porque dirigia muito mal, estava ocupando uma esfera mais alta na hierarquia celeste.

- Eu não entendo - reclamou com São Pedro. - Devotei minha vida inteira à minha congregação, e aquele homem nada fez para merecer estar aqui!

- Bem, aqui no Céu nós sempre damos importância aos resultados. Diga-me o seguinte: as pessoas estavam sempre atentas ao que o senhor dizia?

- Na verdade, devo confessar que nem sempre conseguia exprimir direito a importância da fé. Às vezes, notava que certos paroquianos dormiam durante meus sermões.

- Pois então agora o senhor entende porque este motorista tem tantos privilégios aqui. Quando as pessoas entravam em seu táxi, até mesmos alguns ateus se convertiam: elas não apenas permaneciam despertas, como rezavam o tempo todo!


Mantendo a palavra dada

Dois irmãos, de péssimo caráter, costumavam explorar os trabalhadores de sua aldeia. Mas para manter as aparências, frequentavam a igreja aos domingos.

O antigo pastor resolveu aposentar-se, e um novo foi transferido para o lugar - um homem jovem, com a reputação de falar sempre a verdade, dono de um imenso carisma. Cheio de entusiasmo, resolveu fazer uma série de reformas no templo; quando começou a coleta de doações entre os fieis, um dos irmãos malvados morreu.

Na véspera do enterro, o outro irmão procurou o pastor, e entregou-lhe um cheque com a quantia suficiente para terminar os trabalhos que estavam sendo feitos.

- Mas existe uma única condição - disse. - Amanhã, na hora de encomendar o corpo, o senhor precisa dizer que meu irmão foi um verdadeiro santo. Sei que o senhor jamais falta com a palavra dada.

O pastor prometeu fazer o que ele pedia, recebeu o cheque, e retirou o dinheiro.

No dia seguinte, cumpriu sua palavra:

- Este era um homem mau - disse ele durante a cerimônia. - Explorava os mais pobres, emprestava dinheiro a juros extorsivos, enganava sua esposa, e abusava dos mais fracos.

Depois de uma pausa, concluiu:

- Mas, comparado com o seu irmão que ainda está entre nós, o morto era um verdadeiro santo.

Diário do Nordeste, 15/09/2018



...............

Paulo Coelho - Oitavo ocupante da Cadeira nº 21 da ABL, eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

* * *

MAIOR FESTA DA NATAÇÃO BAIANA SÁBADO EM ITABUNA


Nadadores de ponta vão estar este sábado (22) no CISO

Foto: Fest Natação disputado em 2017 no CISO


Em sua 2ª etapa deste ano o 10º Fest Natação, evento maior do esporte na Bahia, será no Parque Aquático do Colégio CISO em Itabuna. O desfile das delegações começa a partir das 13h00 de 22/09 (sábado) e, a seguir, as seguintes provas:

Nado Livre: 50 m e 400 m
Nado Peito: 50 m
Nado Medley: 200 m
Revezamento: 4 x 50 m

Atletas nacionais de ponta e nomes de destaque da natação no estado já confirmaram presença. Cidades como Vitória da Conquista, Ilhéus, Camamu, Olivença, Ubaitaba e Valença, além da anfitriã Itabuna, irão participar. Serão 140 nadadores representando 13 instituições esportivas.

A entrada no CISO é livre para todos os que gostam de assistir às competições. O colégio dispõe de serviço de lanchonete no próprio Parque Aquático, que fica no nº 76 da Rua Francisco Ferreira (travessa da Av. Juracy Magalhães, início da estrada para Ilhéus), bairro de Fátima, Itabuna. O telefone do colégio é (73) 3613-9035 (Oi fixo).


Contato – Joceone Reis: (73) 9.8818-8533 (Oi) / 9.9133-6475 (Tim-WhatsApp).

Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9.9133-4523 (Tim-WhatsApp) / 9.8877-7701 (Oi)


* * *

DENUNCIA DOS LOBOS DISSIMULADOS EM PELES DE CORDEIROS - Paulo Corrêa de Brito Filho


18 de setembro de 2018

O sacerdote subversivo Joseph Comblin, ao lado de Dom Helder Câmara, cognominado “Arcebispo Vermelho”
  
Uma verdadeira revolução comuno-progressista estava em curso, com o objetivo de implantar no Brasil um regime como o que Fidel Castro e seus sequazes impuseram a Cuba

♦  Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor da revista Catolicismo


Uma das principais bandeiras da revista Catolicismo sempre foi a de denunciar o movimento progressista e premunir contra ele os fiéis católicos, para não serem embaídos e levados, por vezes inadvertidamente, a engrossar suas fileiras. Por isso nossa revista é considerada a mais antiprogressista e anticomunista do País. Não é uma missão fácil nem agradável. Nossa vida seria muito mais tranquila se combatêssemos apenas os inimigos externos, distantes, sem atingir os que penetram e atuam no interior da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Mas é imperativo de nossa consciência, como filhos da Igreja, lutar em sua defesa e denunciar os lobos dissimulados em peles de cordeiros, que nela se infiltram com o objetivo de desfigurá-la. No fiel desempenho dessa missão, a história de Catolicismo é marcada por uma grande campanha contra a infiltração comunista nos meios católicos, a qual está completando exatos 50 anos. Essa epopeia é narrada na matéria de capa da edição deste mês. Ela encontra-se disponível no site:



Em 1968, uma verdadeira revolução comuno-progressista estava em curso, com o objetivo de implantar no Brasil um regime como o que Fidel Castro e seus sequazes impuseram a Cuba. Um dos principais impulsionadores desse projeto da “esquerda católica” era o sacerdote belga Joseph Comblin, abrigado no Recife por Dom Helder Câmara. Em um relatório ele expôs os métodos ditatoriais e sangrentos para alcançarem esse objetivo. Era destinado a divulgação restrita, no entanto vazou para a imprensa, e dele o Brasil inteiro tomou conhecimento.

A subversão infiltrada na Igreja era conhecida e temida por grande número de católicos. Perplexos e chocados, acompanhavam o trabalho que o clero progressista empreendia para abolir antigas tradições e promover inovações brotadas depois do Concílio Vaticano II. O documento comprometedor do Pe. Comblin não deixava margem a dúvidas, e deu ensejo a uma atitude corajosa do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP brasileira. Numa Reverente e filial mensagem, apresentou a Paulo VI suas graves apreensões, seguindo-se um pedido de medidas a fim de impedir tais desvios, pois minavam a Igreja e levavam muitos fiéis a se afastarem dela ou a se engajarem em movimentos marxistas.

A TFP aderiu a essa mensagem e a esse pedido, e se empenhou em ampla coleta nacional de assinaturas num abaixo-assinado, conseguindo a adesão de 1.600.368 brasileiros. As listas contendo as assinaturas foram entregues no Vaticano sob a forma de microfilmes.

Qual foi a resposta da Santa Sé a esse SOS? O completo silêncio! No entanto, transcorridos alguns meses da campanha, Paulo VI se referiu a um processo de “autodemolição” da Igreja; e mais tarde, em 1972, afirmou ter a sensação de que “por alguma fissura tenha entrado a fumaça de Satanás no templo de Deus”. Palavras que confirmaram a grave denúncia da TFP, ecoada por nossa revista em todo o território nacional.


* * *