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domingo, 10 de dezembro de 2017

PALAVRA DA SALVAÇÃO (56)

2º Domingo do Advento - 10 de Dezembro de 2017

Evangelho - Mc 1,1-8
Endireitai as estradas do Senhor.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1,1-8

Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
Está escrito no livro do profeta Isaías: “Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho.
Esta é a voz daquele que grita no deserto: 'Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’''
Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados.
Toda a região da Judéia e todos os moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão.
João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo. E pregava, dizendo:
'Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água,
mas ele vos batizará com o Espírito Santo.'

Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo Ricardo:
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Advento: as vozes que fazem a diferença

“Esta é a voz daquele que grita no deserto” (Mc 1,3)


Advento é um tempo que se revela como uma espécie de respiro, um tempo para distanciar-nos do conflito de ideias, interesses e especulações que acabam por alterar a tranquilidade e a paz de nosso interior. Este é um tempo sagrado e um tempo de silêncio, muito necessários para o momento em que vivemos. Um silêncio que não é isolamento, mas capacidade de escuta; algo assim como desconectar o auricular, no qual permanentemente soam as músicas “interesseiras”, para escutar as músicas ambientais; um silêncio que não é só ausência de palavras, mas ocasião para dar a possibilidade a palavras diferentes e novas; um silêncio que é superação do palavreado crônico que nos esvazia por dentro.

A “voz que grita no deserto” é a do profeta vestido pobremente, que nos prepara um coração compassivo e reconciliado. Aquele que saltou de alegria no ventre de sua mãe diante da voz da jovem de Nazaré, nos rompe, com sua voz, a surdez do coração e nos força a abrir os olhos para ver, de maneira nova e diferente, Aquele que sempre se aproxima.

O Batista é só uma voz; não é a Palavra. Mas não é uma voz qualquer, não é mais uma voz entre tantas outras; é a voz que faz a diferença: ela des-vela e re-vela. Des-vela a dureza do coração daqueles que não se abrem à novidade do Deus que “continuamente vem em sua direção”; revela a presença d’Aquele que com sua Palavra destrava a voz dos sem voz, ativando e despertando a dignidade escondida sob o peso das “vozes que desumanizam”, sejam elas políticas ou religiosas.

O tempo litúrgico do Advento nos possibilita renovar uma atitude tão escassa e tão necessária em nossa cultura: escuta das vozes frágeis do nosso entorno; são as vozes dos tristes, dos deprimidos, dos cansados e tantas outras vozes que se encontram nas margens sociais e religiosas. Essa escuta nos conduz à voz frágil d’Aquele menino Deus que sempre quer nascer onde há necessidade de mudança, de busca, de melhora, de um novo começo.

Mas o Advento também nos faz mais sensíveis para captar as vozes frágeis de nossa interioridade; elas querem se expressar, mas não encontram ambiente favorável, devido aos ruídos e sons estridentes que nos ensurdecem. Dentro de nós há muitos sentimentos reprimidos, experiências bloqueadas, vivências rejeitadas, pensamentos atrofiados... buscando uma oportunidade para se fazerem ouvir; são “vozes caladas”, “vozes que gritam no deserto interior”, procurando encontrar gretas de nossa existência por onde respirar. É preciso criar silêncio para ouvi-las, dialogar com elas e assim poder restabelecer um equilíbrio ecobiológico interior.

Há um rumor em nossa interioridade, e disso temos medo, pois desvelam nossa real identidade. O pensador Pascal dizia que “a infelicidade do ser humano vem de uma só coisa, que é não saber permanecer quieto em seu quarto”. Verdadeiramente há um rumor de vigor e de vida no coração, como a melodia da fonte na aridez do deserto, que é capaz de pacificar nosso espaço interior. Há um momento em que uma frágil voz sem palavras nos alcança no ponto mais vivo e original de nossa existência.

É o rumor que brota da provocação de uma palavra escutada como aquela de João Batista: “preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!” É a estrada mesma da vida que passa pelos meandros do coração. Por ali transita o Espírito de Deus, que ora grita, ora sussurra, dependendo da nossa sintonia ou não com sua presença.

Sentados às margens das estradas ou de um riacho silencioso de nossas vidas, podemos atingir experiências imprevistas e surpreendentes, ou reconhecer, através do murmúrio das águas, “vozes novas” que nos incitam a peregrinar em direção às regiões desconhecidas do nosso próprio interior. Só assim, poderemos vislumbrar o outro lado e tocar as raízes mais profundas que dão sentido e consistência ao nosso viver.
Estamos mergulhados num mundo de vozes; um “vozerio” nos cerca: vozes que nos levam à morte, vozes que nos chamam à vida; vozes contaminadas pelo egoísmo, adulteradas pelo medo, deturpadas pela impureza, e vozes que são o eco do paraíso convidando para a festa, comunicando paz, convocando à comunhão... É possível que as vozes do egoísmo, do orgulho e da ambição tentem se disfarçar em voz do Batista, a fim de arrastar-nos para o vazio e a ruína.

Mas o Espírito não fala por ruídos, e sim pelo silêncio; não fala pela força dos pulmões, e sim pelo vento suave de sua voz inconfundível. Para escutá-la, requer-se interioridade e atenção aos sinais de sua presença: pode ser a voz de um irmão pedindo socorro; pode ser a linguagem de um acontecimento alegre ou triste; pode ser uma palavra lida ou proclamada; pode ser uma inspiração misteriosa captada no silêncio...

Sentimos a ressonância da voz do Espírito na oração, na atividade, ao ver um noticiário, ao dar um abraço, ao ler um livro, ao ouvir uma canção, ao contemplar um quadro, fazendo um passeio, escutando alguém que nos fala de sua vida...; sua presença ressoa na história e na imaginação convidando-nos a sonhar um futuro melhor; sua atuação ressoa nos encontros humanos, reconstruindo os laços rompidos; sob seu impulso ganham consistência, em cada um de nós, as atitudes que nos levam a viver com mais plenitude: compaixão, justiça, verdade, amor... No silencioso sussurro de Sua voz toda realidade interior fica abençoada: os sentimentos contraditórios, os dinamismos opostos... Ele “desce” para encontrar-nos e despertar nossa vida atrofiada. Com seu toque, uma identidade nova ressurge: não seremos mais estrangeiros, nem inimigos de nós mesmos. Sua presença dá calor e sabor à nossa existência.

Na arte do discernimento das vozes, o importante é, através da escuta interior, perceber de onde vem e para onde nos conduz cada voz que ressoa em nós. Se ela nos conduz para o outro, para o serviço, para o Reino...é clara manifestação da voz do Mestre. Isto dá uma profundidade especial ao nosso caminhar, nos desvela uma riqueza humana escondida em nosso interior, nos dá uma alma de poetas, capazes de dar nome ao mistério. “Endireitar as estradas interiores” é apaixonante, pois no situa no caminho de uma humanização mais verdadeira e profunda e dilata nosso coração. Somos advento; cuidemos, pois, de nossa vida interior!

Texto bíblico:  Mc 1,1-8

Na oração: Espirituais somos todos, se deixarmos que, dentro de nós, o Espírito de Deus encontre espaço livre para mover-se, sussurrar e suscitar inquietações. Ao habitar-nos, o Espírito não nos invade, nem se impõe.
Se abrirmos espaço à sua presença, brota uma sadia convivência que potência o melhor em nós mesmos, sensibiliza nosso coração e abre os sentidos para que fiquem mais alertas e sintonizados com as surpresas que brotam da vida.
- Recordar (lembrar com o coração) dimensões da vida que precisam ser ampliadas a partir da vivência do Advento.

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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sábado, 9 de dezembro de 2017

VÍDEO: FAGNER – Borbulhas de amor

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Borbulhas de Amor
Fagner
Composição : Juan Luiz Guerra / Versão: Ferreira Gullar


Tenho um coração
Dividido entre a esperança e a razão
Tenho um coração
Bem melhor que não tivera

Esse coração
Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais tua cintura
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti

Canta coração que esta alma necessita de ilusão
Sonha coração, não te enchas de amargura

Esse coração
Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais tua cintura
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti

Uma noite para unir-nos até o fim
Cara a cara, beijo a beijo
E viver para sempre dentro de ti

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais tua cintura
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti...
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Comentários:

Essa música é linda e marcou uma fase muito importante da minha vida, e era uma das preferidas da minha mãezinha, quando eu ouço é como se estivesse vendo ela dançar...Saudades mãe! 
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Música é música, não essas porcarias que toca por aí
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🎵esse coração não consegui se conter ao ouvir sua voz 🎶🎵😭😭 
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QUE SAUDADE!  FEZ-ME LEMBRAR DO PRIMEIRO AMOR DA MINHA VIDA... PENA QUE NÃO FIQUEI COM ELE... ISSO DÓI!!!...
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+Fernando Silva Isso aí, lembro de minha mãe, pai e vizinhos, pois era o maior sucesso na minha infância...
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eita lasquera pense numa música Linda...
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PENA QUE AS PESSOAS NÃO PRESTAM ATENÇÃO EM LETRAS LINDAS COMO ESSA...

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MILHO DE PIPOCA - Rubem Alves


Milho de pipoca

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.
O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho de pipoca somos nós, duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com gente:  As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo - quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas, só elas não percebem, acham que é o seu jeito de ser, mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: Dor.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio:  Apagar o fogo.
Sem fogo, o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.
Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: Bum!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, com que ela mesma nunca havia sonhado.
 Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o seu medo são a dura casca que não estoura.
O destino delas é triste: Ficarão duras a vida inteira, não vão se transformar na flor branca e macia, não vão dar alegria a ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
E você o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?
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Rubem Azevedo Alves foi um psicanalista, educador, teólogo, escritor e ex-pastor presbiteriano brasileiro. Foi autor de livros religiosos, educacionais, existenciais e infantis. 
Nascimento: 15 de setembro de 1933, Boa Esperança, Minas Gerais
Falecimento: 19 de julho de 2014, Campinas, São Paulo 


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SINAIS - Paulo Coelho


Sinais

De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas.
Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo!

Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.

Mas alguém poderia dizer: 
Mas qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais.

Geralmente, quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais que podem ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!

Basta você acreditar que nada acontece por acaso!

E talvez seja por isso que você esteja agora lendo estas linhas...

Observe melhor o que está à sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda.

Lembre-se que o universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.



Enviado por: " Gotas de Crystal" <gotasdecrystal@gmail.com>

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

08 DE DEZEMBRO DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Imaculada Conceição refere-se a um dogma através do qual a Igreja declarou que a concepção da Virgem Maria foi sem a mancha (mácula em latim) do pecado original. Desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada do pecado pela graça de Deus. Ela sempre foi cheia da graça divina. O dogma declara também que a vida da Virgem Maria transcorreu completamente livre de pecado.

Desde os tempos da Igreja primitiva, os fiéis sempre acreditaram que Maria, a Mãe de Jesus, nasceu sem o pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, há grande devoção à Maria enquanto mãe de Jesus e Virgem sem Pecados. No começo do cristianismo o dogma da Imaculada Conceição já era tido como uma verdade de fé para os fiéis.

O dogma que declara a Imaculada Conceição da Virgem Maria é fundamentado na Bíblia: Maria recebeu uma saudação celestial do Anjo Gabriel quando este veio anunciar que ela seria a Mãe do Salvador. Nessa ocasião, o Anjo Gabriel saudou como cheia de graça.

Foi o papa Pio IX,  que proclamou o dogma da Imaculada Conceição, recorreu principalmente à afirmação de Gênesis (3, 15), onde Deus diz: Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela, assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.

O verso Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti, no Cântico dos Cânticos (4,7) também é uma referência para defender a Imaculada Conceição. Outras passagens bíblicas referentes são: Também farão uma arca de madeira incorruptível (Êxodo 25, 10-11). Pode o puro (Jesus) vir de um ser impuro? Jamais! (Jó 14, 4). Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível... (Deuteronômio 10, 3). Maria é considerada a Arca da Nova Aliança (Apocalipse 11, 19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente incorruptível ou imaculada.

Também existem os escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. São Tomás de Aquino, por volta de 1252, declarou abertamente que a Virgem foi, pela graça, imunizada contra o pecado original, defendendo claramente o dogma do privilégio mariano, que seria declarado e definido séculos mais tarde.

O dia da festa da Imaculada Conceição foi definido em 1476 pelo Papa Sisto IV. A existência da festa era um forte indício da crença da Igreja na Imaculada Conceição, mesmo antes da definição do dogma no século XIX.

No dia 8 de dezembro de 1854, dia da festa, o Papa Pio IX, com a Bula intitulada Deus Inefável (Ineffabilis Deus), definiu oficialmente o dogma da Santa e Imaculada Concepção de Maria.

Assim está escrito na bula (documento papal) intitulada Ineffabilis Deus que o Papa Pio X proclamou: Em honra da Trindade (...) declaramos a doutrina que afirma que a Virgem Maria, desde a sua concepção, pela graça de Deus todo poderoso, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do homem, foi preservada imune da mancha do pecado original. Essa verdade foi-nos revelada por Deus e, portanto, deve ser solidamente crida pelos fiéis.

Santa Bernadete Soubirous (1844-1879), a jovem que viu Nossa Senhora em Lourdes, disse que Nossa Senhora se auto definiu dizendo assim: Eu sou a Imaculada Conceição. Isso aconteceu em 1858, apenas quatro anos após a definição do dogma.

Todos os estudiosos consideram quase impossível que uma adolescente como era Bernadete, vivendo num lugarejo insignificante como era Lourdes, soubesse da proclamação do dogma e muito menos o seu significado. Por isso, as aparições de Nossa Senhora em Lourdes são consideradas como uma confirmação celestial do dogma da Imaculada conceição. Esta é uma das três aparições de Nossa Senhora consideradas verdadeiras pela Igreja Católica.

Imaculada Conceição, Mãe sem manchas
Por isso, nós podemos recorrer a Maria com toda a confiança justamente porque ela é Imaculada, sem mancha, sem pecado, sem impurezas. Ela é cheia, plena, repleta da graça de Deus e, por isso, pode ouvir nossos pedidos e súplicas e apresentá-los ao Pai, diante de quem ela está no céu. Nossa mãe celestial é pura, santa, sem pecado e nos ama com um amor puro, santo e divino. Assim, com esta confiança, recorramos a ela sempre, pois ela intercede por nós.

Oração a Imaculada Conceição:
“Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: Ave Maria, cheia de graça; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos.”
Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós.


Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy - (Sem menção de autoria)



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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

DOM CESLAU STANULA: Virtudes Morais ou Cardeais

01/12/2017

Entre as virtudes morais ou cardeais, no primeiro lugar se coloca a prudência. “É a virtude que dispõe a razão prática a discernir os meios adequados para realiza-lo” 1 Ped 4,7.

S. Tomás de Aquino diz: “a prudência é a regra certa de ação” (S.Th II-II,45,2). O homem prudente decide e ordena sua conduta segundo este juízo. Graças a esta virtude aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e superamos as dúvidas sobre “o bem a praticar e o mal a evitar” (CIC1806). Isto que nos ensina o Catecismo Católico. A prudência é a virtude mãe de todas as virtudes.

Não existe nada no mundo que possa ser bem realizado sem o devido equilíbrio que nos proporciona a virtude da prudência. A prudência é a mãe de todas as virtudes.
Peçamos a Deus este grande dom da VIRTUDE DA PRUDÊNCIA.
Com a bênção e oração.
Dom Ceslau.
..... 

03/12/2017
Outra virtude cardeal ou moral é
 a Justiça.

O Catecismo da Igreja Católica define: “A justiça é a virtude moral que consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido”.  E continua “A justiça para com Deus se chama a ’virtude da religião’”. Para com os homens ela nos dispõe a “respeitar os direitos de cada um e estabelecer as relações humanas que promovem a equidade em prol das pessoas e do bem comum” (1807).

A justiça regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a dignidade humana, respeita os direitos humanos. É da justiça que brota a paz. Sem a justiça nem o amor é possível. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade da dignidade das pessoas.

Da justiça vem a gratidão, a religião, a veracidade. Não se pode construir o castelo da caridade sobre as ruínas da justiça. Pelo contrário, o primeiro passo do amor é a justiça, porque amar é querer o bem do outro. A justiça é imortal (Sab 1,15).

Esta virtude trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro, à comunidade e à sociedade. (Canção Nova).

Reflexão: com estes pensamentos iniciemos o Advento; a preparação para a Vinda do Senhor. 
Com a bênção e oração. Boa noite.
Dom Ceslau

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04/12/2017

A virtude de
Fortaleza faz-nos fortes no bem, na fé, no amor.
 
O Catecismo assim a define: “E a virtude moral que dá segurança nas dificuldades, firmeza e constância na procura do bem. Ela firma a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral” (1808). Leva-nos a perseverar nas coisas difíceis e árduas, a resistir à mediocridade, a evitar rotina e omissões.
Pela fortaleza vencemos a apatia, a acomodação e abraçamos os desafios e a profecia. É virtude dos profetas, dos heróis, dos mártires e dos pobres. A fortaleza dos mártires e a ousadia dos apóstolos, como também a força dos pequenos e dos fracos é um sinal do dom da fortaleza na vida humana e na história da Igreja.
Grandes são os conflitos humanos, porém maior é a força para superá-los.  “No mundo tereis tribulações, mas tende coragem. Eu venci o mundo”! (Jo 16,33).
 

Meditação: Neste Advento reveja o filme da sua vida: as lutas, vitórias... Agradeça a Deus por tudo isto.
Com a bênção e oração. Boa Noite.
Dom Ceslau.
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05/12/2017

A virtude da Temperança
É definida no Catecismo Católico como: “Virtude moral que modera as atrações pelo prazer e procura equilíbrio no uso dos bens criados”. (1809).
É o auto-controle, auto-domínio, renúncia, moderação. A temperança ordena afetos, domestica os instintos, sublima as paixões, organiza a sexualidade, modera os impulsos e apetites. Abre o caminho para a continência, a castidade, a sobriedade, o desapego.
É próprio da temperança o cuidado conosco mesmo, com os outros e com a natureza. A temperança não permite que sejamos escravos, mas livres e libertadores e nos encaminha para o cumprimento dos deveres e para a maturidade humana. Sem renúncia não há maturidade. Grande fruto da renúncia é a alegria e a paz.

Estas são as virtudes chamadas cardeais. A meditação sobre as mesmas torna mais madura a fé e cristaliza o caráter da pessoa.  O advento é o tempo de vigilância dinâmica na espera do Senhor da Vida.

Ofereço uma benção e presente de oração. 

Uma noite de paz e tranquilidade. O Anjo da Guarda vela sobre você.
Dom Ceslau

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06/12/2017

A vida cristã e a pratica das virtudes está sustentada com a força do Espírito Santo.
Nós acreditamos no Espírito Santo como Deus santificador e que nos conduz nesta terra para a eternidade, Para isto recebemo-lo na Crisma, o sacramento pouco lembrado na vida cotidiana. Ele age em nós pelos seus dons, que são disposições permanentes que tornam a pessoa dócil para seguir os seus impulsos. Estes são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Estes dons completam e levam a perfeição as virtudes daqueles que os receberam. (Veja CIC 1831).
Graças a ação do Espírito Santo, pelos seus dons podemos produzir os frutos, que são chamados também frutos do Espírito Santo que são: “caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade” (Gal 5,22-23).

Reflexão:
O mais lindo presépio que podemos oferecer para Jesus é o nosso coração sincero e aberto para Deus, o próximo e a nós mesmos.
Com a bênção e oração na sua intenção. Boa Noite.
Dom Ceslau.


Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.
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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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ESCRITOR CLÁUDIO ZUMAETA: LANÇAMENTOS - CONVITE

Zumaeta Historiador:  “Outras Ideias Peregrinas” e “Agro”
(73) 9148-0908
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Claudio Zumaeta - Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL