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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

PELO CHILE PAÍS IRMÃO: LUTO, LUTA E ORAÇÃO – Paulo Roberto Campos



Foi um dia muito triste para o Chile e para todos nós. O candidato de extrema-esquerda, Gabriel Boric, venceu as eleições presidenciais. Meus pêsames aos chilenos que ainda prezam os valores da civilização.

Essa vitória comunista se deveu tanto à moleza dos chilenos centristas, que não quiseram votar no candidato de direita, José Antonio Kast, quanto ao clero progressista, velho companheiro de viagem do comunismo. Agora, aguentem as consequências… 

Esse triunfo esquerdista nos remete à vitória do marxista Salvador Allende em 1970 com o apoio da URSS, quando o Chile viveu os três piores anos de sua história, afundado na mais tenebrosa miséria moral e material. 

Remete-nos também a uma memorável campanha da TFP brasileira e de outros países. Em 50 cidades do Brasil o público viu erguerem-se seus estandartes rubros com o leão dourado, e ouviu os slogans de sua campanha: “Leiam nosso manifesto: Pastores entregaram o Chile ao lobo vermelho!” — “Plinio Corrêa de Oliveira denuncia trama progressista no Chile!”

Em Belo Horizonte, então a terceira cidade mais populosa do Brasil, sócios e militantes da TFP organizaram um desfile encabeçado por um estandarte enlutado, de 12 metros de altura, e por uma grande faixa com os seguintes dizeres: “Pelo Chile, país irmão, luto, luta e oração” [foto]

Que o atual desastre chileno sirva de alerta a nós brasileiros, para agirmos enquanto é tempo a fim de evitar que nas eleições presidenciais de outubro de 2022 os propugnadores das velhas ideias comunistas prevaleçam como no Chile, conduzindo-nos à trágica situação de Cuba e da Venezuela.

https://www.abim.inf.br/pelo-chile-pais-irmao-luto-luta-e-oracao/

 

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sexta-feira, 15 de outubro de 2021


 

“Caminho sinodal” — Uma Igreja sem sacerdotes?

 

 Mathias von Gersdorff

 

Frankfurt — Continuamos nossa análise sobre o Caminho sinodal ora em curso na Alemanha. Uma coisa é certa, a demolição do sacerdócio conduzirá a uma Igreja xamânica. Vejamos.

Deve o sacerdócio ser abolido na Igreja Católica? Será que a Igreja precisa mesmo de padres? A Assembleia sinodal permitiu que esta questão fosse discutida. Com efeito, ao serem perguntados no último dia 1º de outubro se deveria haver uma discussão sobre a abolição do sacerdócio, nada menos que 95 participantes do Sínodo responderam que “sim”.

Aconteceu que 94 outros votaram “não”, e já que a maioria simples é suficiente nessa Assembleia, a questão poderá agora ser discutida oficialmente no Caminho Sinodal. Ora, alguns poderiam afirmar: “É só uma questão de discussãoNinguém ou quase tanto acredita seriamente que o sacerdócio possa ser abolido. Portanto, o mais provável é que não haja exigência concreta alguma, e o assunto pode ser deixado de lado com tranquilidade”.

Quem pensa assim, analisou o caso apenas de modo superficial, tirando conclusões precipitadas. Ainda que o Caminho Sinodal não se decida pela abolição do sacerdócio (ou a exija, pois a Assembleia Geral não pode tomar tal decisão), entretanto, nos debates será discutida seriamente a edificação de uma Igreja igualitária, na qual o padre praticamente não tem autoridade.

Tenho salientado muitas vezes que o objetivo da revolução da Igreja alemã é a introdução do ‘igualitarismo’ na Igreja católica, uma vez que o progressismo odeia a sua ordenação hierárquica e tudo o que lhe é relacionado, tal como a sacralidade, a tradição e a beleza.

Caminho Sinodal já mostrou como o igualitarismo lhe é importante. Por exemplo, a disposição das cadeiras na sala da assembleia é determinada pela primeira letra do nome… Posição, cargo, função, idade, experiência, tudo isso é irrelevante. Nenhum parlamento no mundo é tão igualitário como este Caminho Sinodal.

Portanto, não é de surpreender que se esteja pensando no estabelecimento de uma Igreja na qual o padre só deve intervir no estritamente indispensável, como pronunciar as palavras da transsubstanciação na Missa, ou dar a absolvição na confissão. O sacerdote estaria assim reduzido à sua função central, ficando dificilmente visível o fato de que ele age em “persona Christi”.

Mas será que uma tal Igreja sobreviverá? Como deve ser a sua estrutura, uma vez que os padres ficariam reduzidos a um papel puramente funcional? O que manteria a unidade dos fiéis nessa Igreja? Talvez algo à maneira de “senso de comunidade”? Uma possibilidade seria organizar a vida interna desta pseudo-Igreja em torno de pessoas com certos carismas. Ou seja, pessoas capazes de influenciar e convencer outras com a sua personalidade, no bom ou no mau sentido.

Vamos a um exemplo. Alguém poderia tentar declarar Greta Thunberg ou pessoas do estilo como porta-vozes do Espírito Santo. Tais pessoas seriam dotadas de uma ‘aparente’ autoridade moral concedida pela mídia, e por teólogos por ela patrocinados, as quais ditariam os modos de ser e de viver dos católicos.

Com semelhantes figuras, pode-se-ia tentar fazer com que fosse mais importante para os católicos levar uma vida “neutra para o clima” do que obedecer aos Dez Mandamentos. Precisamente no meio do ativismo ambiental, podem ser encontrados muita gente que tem certa energia pseudo-espiritual e carisma suficiente para agir mais ou menos como xamãs.

Com sua mera presença, seu comportamento e com poucas palavras eles apresentariam estilos de vida e imporiam intuitivamente como se deve viver. Esses pseudo-profetas podem ser encontrados em todos os temas em voga: gênero, diversidade, cultura do cancelamento, sobretudo na questão climática e na ecologia.

E todos formariam uma espécie de colégio de pseudo-papas que exerceriam influências por meio de sua visão da vida, e não por meio do que comunicam verbalmente. Certo, também os padres poderiam desempenhar este papel xamânico, contudo o fato de serem pessoas consagradas não teria qualquer importância.

Pois aqui se trata mais bem da apresentação de um estilo de vida pseudo-espiritual antes ancorado no budismo, no panteísmo e nas religiões naturais do que na teologia moral e na ascese católica.

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Texto original em http://mathias-von-gersdorff.blogspot.com

Tradução: Renato Murta de Vasconcelos

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