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domingo, 2 de janeiro de 2022

PALAVRA DA SALVAÇÃO (250)



Solenidade da Epifania do Senhor | Domingo, 02/01/ 2022

Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém.

Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.

Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.

Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.

Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.

Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

http://liturgia.cancaonova.com/pb/

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Padre Donizete Ferreira:


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Epifania: "na tua Luz, seremos luzes"

 


“E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que parou sobre o lugar onde estava o menino”  (Mt 9,2)

A chave da celebração da Epifania é a universalidade da mensagem. No Natal nos encontramos com o “Deus encarnado”; hoje celebramos o “Deus manifestado”. E a manifestação de Deus é universal, enquanto ao tempo e enquanto ao espaço, ou seja, Ele está continuamente se manifestando e se manifesta em toda a Criação e em toda a humanidade. Tudo é transparência de Deus, ou melhor, Deus se deixa “trans-parecer” em tudo e em todos; Ele sempre se manifesta a todos, embora só consegue descobri-Lo aquele que O busca, todo aquele que tem um olhar contemplativo e atento.

O relato dos Magos vai nesta direção. Eles descobriram a estrela porque se dedicavam a investigar o firmamento; foram capazes de levantar os olhos da terra. Eles, apesar de estarem distantes, viram a estrela; a imensa maioria daqueles que estavam ao redor do recém-nascido nem se deram conta, pois estavam preocupados em encontrar Deus nos “lugares” manipulados pelas autoridades religiosas. Outros estavam empenhados em descobri-lo no extraordinário, mas a verdade é que Deus se manifesta exatamente nos acontecimentos mais simples e cotidianos. É preciso ter uma fina sensibilidade para descobrir essa presença.

A Epifania, como manifestação da presença de Deus no mundo, ultrapassa toda fronteira geográfica, religiosa, racial..., preenchendo de luz, de verdade e de vida tudo quanto existe em todo tempo e espaço. 

Os Magos não eram judeus, mas estrangeiros; viram brilhar a luz na noite da vida. São eles que buscam e encontram a Luz, pois Deus não é patrimônio exclusivo de um lugar ou de uma nação. Deus se dá a conhecer a todos, seja de que nação for.

Mas, Herodes e a instituição do Templo não sabiam onde tinha de nascer a luz, o Messias. “Os sábios e entendidos” conhecem tudo, mas não creem em nada; conhecem a verdade, mas estão longe dela, pois permanecem fechados em suas doutrinas e ritos; não dão um passo sequer para “seguir a estrela” em busca da verdade e da esperança. Eles já sabem tudo sobre o Messias, mas, instalados em seus privilégios religiosos e sociais, não movem um dedo sequer para comprovar. Estão muito satisfeitos com o que tem. Permanecem com seu conhecimento e seus livros.

A mensagem do relato da Epifania nos faz compreender que o amor à Verdade e a busca da Luz nos fazem nômades, ao contrário dos instalados e satisfeitos. Quantas vezes, nós cristãos, temos conformado em indicar a direção aos outros sem sair de nossos lugares atrofiados para acompanhá-los.

Esta diferente atitude dos “magos” nos faz pensar.

O fato de que em um determinado momento, os magos perguntem a Herodes e este, por sua vez, pergunte aos que conhecem as Escrituras é muito interessante. As Escrituras podem servir de pauta, podem nos indicar o caminho a seguir quando atravessamos lugares ou tempos sem estrela. Mas o valor da Escritura depende da atitude daquele que a lê. É preciso aproximar-se da Bíblia sem pré-juizos; não para buscar argumentos a favor daquilo que já acreditamos, mas abertos ao que ela vai nos dizer e indicar, embora seja diferente daquilo que esperamos.

Diante de milhões de estrelas que brilham no firmamento, os magos descobrem a de Jesus; diante de milhares de estrelas que chamam a atenção em nosso mundo, precisamos descobrir a nossa. 

luz da estrela põe os Magos em marcha. Preciosa mediação que mobiliza sua busca e direciona suas vidas para o encontro. Os sinais são mínimos, cotidianos, demasiado simples.

Mateus descreve a reação deles afirmando que “ao ver a estrela, encheram-se de imensa alegria”.

Buscavam o Rei dos judeus e se encontraram com um Menino em um presépio. Buscavam a Deus e viram um Menino. Buscavam um Palácio real e encontraram com uma gruta de pastores. Ficaram assustados e assombrados com a descoberta. Conta o relato de Mateus que aqueles sábios do Oriente chegaram até onde estava o Menino, e caíram de joelhos (prostraram-se) diante dele. Não diz que se ajoelharam, mas que caíram, literalmente. É algo que na vida dos seres humanos acontece poucas vezes.

Diante do Mistério não se discute; diante do mistério prostra-se. O Mistério não é para ser compreendido, mas adorado. Diante do mistério de Deus é preciso que a razão se ponha de joelhos; frente ao mistério de Deus só resta a admiração, o espanto. Quando queremos conhecer “algo” de Deus, são melhores os joelhos que a razão. Quando queremos “entrar” no mistério de Deus, melhor é nos determos à porta para adorá-Lo. Quando queremos encontrar a Deus, é melhor caminharmos de joelhos.

Os representantes religiosos e sociais de Israel não foram a Belém para adorar o Menino Deus. Eles “conheciam”, de algum modo, o mistério, sabiam que o Messias devia nascer em Belém, mas não quiseram ir ao seu encontro para lhe oferecerem o tesouro de suas vidas, pois estavam petrificados em suas sacralidades doutrinárias e legais. A subida messiânica a Jerusalém ficou truncada desde o nascimento de Jesus, pois esta cidade nunca o acolheu.

Os representantes religiosos da época (os sacerdotes) e a cultura do momento (os letrados) se limitaram a cumprir seu papel. Deram toda informação necessária a Herodes para chegar a Jesus, mas, acomodados e instalados em seu saber e posição social, não sentiram o mínimo interesse em se deslocar até Ele; talvez não sentissem necessidade de libertador algum. 

Nossa história de salvação está repleta de pessoas que, à luz da normalidade da vida, são diferentes. São homens e mulheres que acolhem, em sonhos ou despertos, as delicadas luzes que só o Deus de amor pode presentear com sua delicadeza. Com sua luz tênue e constante em seu interior, apontam sempre para Aquele que é Fonte de toda luz.

Na experiência da vida cristã buscamos ser como os magos: desejosos de encontrar a Vontade de Deus, atentos para reconhecer “estrelas” na noite e ágeis para segui-las, capazes de pedir ajuda quando nos perdemos e apaixonados por descobrir um caminho que, no fundo, é o caminho do mesmo Deus.

Como os Magos, também nós nos dirigimos primeiramente aos palácios de nossa sociedade do bem-estar e aos “Herodes” contemporâneos, até que nos damos conta de que ali não encontramos o que estamos buscando, que ali se anula e se anestesia a vida, essa vida de Deus que quer crescer em nós.

É preciso, de tempos em tempos, viver a atitude da “prostração” como gesto de humildade, descendo do pódio existencial quando acreditamos ser os melhores, os mais sábios, os mais perfeitos...

Epifania é esvaziamento de nosso “ego” para que a Luz de Belém seja a nossa referência constante.

Texto bíblico:  Mt 2,1-12

Na oração: É próprio, neste momento festivo, fazer esta pergunta:  quem ou o que foi estrela, revelação em minha vida, neste ano que findou? A quê estrela sigo? Para onde ela me conduz?

- Ou, pelo contrário, perdi a estrela de minha vida e não sei para onde vou?

- Sou estrela-guia para os outros?


Pe. Adroaldo Palaoro sj

https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/2485-epifania-na-tua-luz-seremos-luzes

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domingo, 3 de janeiro de 2021

PALAVRA DA SALVAÇÃO (216)

 


Epifania do Senhor | Domingo, 03/01/2021


Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor!

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.

Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.

Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

https://liturgia.cancaonova.com/pb/

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Roger Araújo:


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Epifania: todos os povos na gruta de Belém


 
"Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2)

A festa da Epifania é a mais antiga que se conhece. Era a única festa de Natal celebrada em toda a Igreja, até que no Ocidente passou a ser celebrada no dia 25 de dezembro. A palavra “epifania” significa, em grego, “manifestação”, referindo-se sobretudo à primeira claridade da manhã, antes do nascer do sol. Depois passou a significar a “manifestação” de Deus a todos os povos, pois Ele inunda com sua Luz todos os recantos escuros de nossa existência.

Mais uma vez a Epifania grita para que nos levantemos e, iluminados pela Luz do Nascimento de Jesus, sejamos espelhos que refletem essa mesma Luz, iluminando toda a realidade envolta em trevas.

Tanto no nível pessoal como comunitário, sejamos luz do mundo, e não nos cansemos de proclamar a todos que nosso Deus se manifesta nas coisas simples e palpáveis, próximas: como um menino que nasce, ou como uma expressão infantil de assombro e surpresa frente ao diferente, ou como cada um dos gestos que podemos e devemos fazer para abrir espaço ao Deus da Vida e àqueles que, como novos “magos”, vêm ao nosso encontro...

A celebração da Epifania nos lança para além dos estreitos limites de qualquer instituição religiosa, de todo dogmatismo, fanatismo e intolerância... Deus se manifesta sempre a todos os povos e em todas as épocas. Todos os homens e mulheres estão sob a mesma mão providente de Deus. No momento em que nos sentimos privilegiados por Deus, fazemos a mensagem desta festa virar pó. Todos recebemos tudo de Deus e todos temos a obrigação de aprender e ensinar uns aos outros; todos temos a nobre missão de acender uma luz, em lugar de maldizer as trevas; todos temos uma estrela a nos guiar até à fonte da verdadeira Luz.

Aqui não se trata de buscar, no relato da Epifania, um fundo histórico, no sentido moderno da palavra. O importante não é o que está por “detrás” da narração, mas o que nela se manifesta, a saber: os sábios do oriente representam a humanidade em busca de paz, verdade e justiça; representam a aspiração profunda do espírito humano, a marcha das religiões, da ciência e da razão humana ao encontro de Cristo.

O caminho dos magos que buscam o Menino Jesus é o caminho de todos os homens e mulheres, de todas as raças e religiões... O Jesus de Belém está sempre disposto a receber o ouro da cultura dos povos, o incenso de todas as expressões religiosas, a mirra de todas as dores.

Os Magos do Oriente são o símbolo de tantos homens e mulheres que, em qualquer parte do mundo, a partir de outras sendas e tradições espirituais, se perguntam, buscam e caminham.

Uma lenda os apresenta como um rei jovem, outro ancião e outro negro, querendo significar que a humanidade toda é mobilizada a “fazer-se caminho”.

Nesse percurso, os Magos escutam outras palavras e sinais, aprendem a filtrar aquilo que “ajuda para o fim” e a não seguir qualquer conselho. Herodes e os escribas estarão sempre presentes e ameaçam reaparecer antes, durante e depois do encontro com o Menino.

E toda viagem que culmina na manjedoura, é ponto de partida para novos caminhos. 

O ícone bíblico do relato dos Magos ilustra o risco do fechamento em nós mesmos, de enredar-nos nas armadilhas da nossa própria inteligência, ou de petrificar-nos em nossas sacralidades doutrinárias e legais. Isso se manifesta como rigidez para a mudança, a intensa necessidade de manter a própria imagem, a resistência em aceitar coisas novas que rompam nosso frágil equilíbrio ou os limites da nossa vontade...

A experiência da Epifania supõe uma capacidade de encontro e de escuta de Alguém que chama, uma atenção especial para distinguir vozes diferentes da própria voz, uma sensibilidade para escutar os gritos de nosso mundo e para receber a palavra da comunidade cristã.

O Deus, escondido na fragilidade humana, não é encontrado naqueles que vivem encastelados em seu poder ou fechados em sua segurança religiosa. Ele se revela àqueles que, guiados por pequenas luzes, buscam incansavelmente uma esperança para o ser humano, na ternura e na pobreza da vida. 

A viagem dos Magos se torna, assim, o símbolo da vida cristã, entendida como seguimento, como discipulado, como busca.

A viagem exige desapego, coragem, movimento, esperança. Quem está prêso à terra pelo peso das coisas, pelos apegos, pelos egoísmos, não é capaz de se tornar peregrino. Não pode peregrinar aquele que não se dispõe sinceramente a ultrapassar as fronteiras e os esquemas pré-concebidos que muitas vezes lhe fecham e lhe dão segurança. Isto não o deixa livre para encontrar o Deus da Vida que se manifesta.

Quem está convencido de possuir tudo, inclusive o monopólio da verdade, não tem a gana da busca

contínua; é semelhante aos sacerdotes de Jerusalém, frios exegetas de uma Palavra que não os atrai nem converte. Quem está bem instalado na cidade não precisa ir a Belém; ao contrário, Belém se reduz a um insignificante vilarejo de província.

Quando aprende a aceitar e amar a sua própria viagem, novamente a estrela surgirá à sua frente, indicando o sentido de sua existência e mantendo acesa a chama da busca inspiradora. 

Os “magos” somos todos. Esta é a festa do Deus que atrai a todos em seu amor. Quando parece que tudo está definitivamente fechado vem os Magos para abrir as portas da vida. Quando parece que o céu está escuro, brilha uma estrela para aqueles que querem continuar caminhando.

O Menino Jesus, Messias de Deus, não está fechado no templo e na estrutura religiosa, mas é coração aberto em Belém para todos os que dele se aproximam. Não é rei que impõe seu direito, mas criança necessitada, nos braços de sua mãe. Não é sacerdote que controla a sacralidade divina a partir do tabernáculo do tempo, mas menino ameaçado que se faz imigrante, assumindo assim a história de todos os excluídos.

Nós somos “magos” para anunciar a todos que há estrelas que apontam para a Gruta onde um Menino é acolhido, na rota da vida, que continua sempre aberta. Devemos mobilizar a todos para criar um mundo onde nenhum menino-Deus morra abandonado.

Somos “magos” quando experimentamos e anunciamos que a vida é um dom, que o ouro do mundo é um presente para todos os homens e mulheres, que os bens da terra estão a serviço da vida, que toda riqueza é para ser compartilhada para o bem de todos.

Somos “magos” quando temos de dizer a todos, com nosso exemplo, que a vida é prazer e glória, é incenso de admiração e de ternura, de intimidade orante e de proximidade. É preciso proclamar que não buscamos a glória do poder, a vitória da imposição, o incenso da mentira, mas buscamos e compartilhamos o incenso do amor que pode ser celebrado na intimidade da família, nas relações pessoais e sociais, no compromisso solidário. Diremos que sempre haverá um perfume ao nosso lado, ao lado de todos os homens e mulheres que poderão festejar, sonhar...

Somos “magos” quando revelamos que a vida é feita também de mirra. Somos todos “mirróforos(as)”, portadores do perfume, para levar o agradável odor em meio aos ambientes fétidos de ódio, intolerância e violência. A mirra é o perfume de amor, mas também é o bálsamo da morte. A mirra é como uma flor preciosa que pode nos acompanhar na vida, no crescimento de cada dia, na comunhão com os outros, na tristeza e na esperança de cada despedida.

Que cada morte seja tempo de amor, esperança de amor e não fruto da violência.

Enfim, a Epifania nos destrava e nos coloca a caminho, seguindo as “pegadas” dos Magos, fazendo opções, usando desvios, lançando-nos pessoalmente a ações concretas..., movidos pela experiência de encontro com a Vida, no despojamento de uma Gruta.

Texto bíblico:  Mt 2,1-12

Na oração: Às vezes tenho de me deter na vida, como os magos, para pensar e sempre me perguntar: onde estou? Em quê momento da vida me encontro? A quê estrela sigo? Meu caminho tem coração?... É a arte do discernimento.

A Graça também me precede, me acompanha sempre e libera meus melhores recursos e minha inteligência para abrir-me ao novo, a abertura que permite reconhecer o “Mistério” e deixar-me inspirar por Ele.


Pe. Adroaldo Palaoro sj

https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/2229-epifania-todos-os-povos-na-gruta-de-belem

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