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quinta-feira, 21 de maio de 2020
domingo, 18 de março de 2018
UNIVERSIDADE DE VIENA NEGA SUAS ORIGENS - Carlos Eduardo Schaffer
16 de Março de 2018
Carlos Eduardo Schaffer
Os jornais vienenses “Die Presse” e “Der Kurier” publicaram
recentemente a seguinte notícia:
“A administração da Universidade de Viena decidiu, ‘por
razões administrativas’, não mais colocar crucifixos nas novas salas de aula da
Faculdade de Teologia Católica. O vice-decano da Faculdade fala de uma
‘interferência e ruptura simbólica com histórico significado’”.
A Faculdade de Teologia Católica é uma das dezenove
faculdades da Universidade de Viena, com a qual foi fundada pelo Duque Albrecht
III em 1384, com a aprovação do Papa Urbano VI.
Se as novas salas da Faculdade de Teologia não terão mais
cruzes, é bem evidente que elas tampouco estarão nas salas onde serão ensinadas
matérias não religiosas.
A Faculdade de Teologia ocupa apenas três salas da
Universidade, nas quais a cruz sempre esteve presente. Contudo, no final do
último semestre, os alunos foram transferidos para outros recintos, pois a
diretoria queria que fossem feitas reformas nas salas. Quando, no inicio do
novo semestre, os alunos voltaram às antigas salas, os crucifixos haviam sido
removidos e não havia autorização para recolocá-los.
Houve reação de professores e alunos, bem como artigos
escritos em jornais católicos, mas a reação foi insuficiente para que as cruzes
voltassem para as salas de aula.
*
* *
Vem sendo discutido na universidade se símbolos religiosos
pertencem ou não a recintos públicos, e se nas salas de aula, não só de
teologia, mas também onde assuntos seculares são ensinados, deve ou não haver
crucifixos.
Desde a Idade Media — podemos até mesmo dizer que desde a
sua fundação — a Igreja vem criando estabelecimentos de ensino. Pode-se também
afirmar, com toda certeza, que a existência de universidades tal como nós hoje
as conhecemos, se deve principalmente à Igreja Católica, que desde tempos muito
remotos foi ordenando e difundindo o ensino entre camadas cada vez mais amplas
dos povos convertidos ao Cristianismo. E isso a tal ponto, que hoje, na
maioria, se não em todos os países cristãos, o ensino básico é obrigatório e o
superior amplamente oferecido, o que não acontecia entre os povos pagãos em
geral, onde o maior conhecimento era difundido apenas entre as classes altas.
O próprio nome Universidade surgiu em Bolonha, a
primeira universidade da Europa. A palavra vem da ideia de que o
estabelecimento deveria estudar a universalidade das matérias existentes,
abrangendo todas as ciências.
A Igreja sempre entendeu que o ensino, mesmo de matérias
temporais, deve estar ligado a Ela de alguma forma, pois a história, a
biologia, a física, a química e todas as outras matérias têm seus fundamentos
em verdades metafísicas e religiosas. Como, por exemplo, no campo da pura
matéria, pode-se perguntar se a matéria existiu desde sempre ou se foi criada?
Ela não existiu desde sempre, mas foi criada por Deus.
Vê-se que não pode ter existido desde sempre, pois se
degrada e, degradando-se, tenderia a transformar-se no seu estado mais
primitivo, ou seja, nos seus componentes mais elementares. Só os seres vivos
organizam a matéria em sistemas mais complexos. Por exemplo, as plantas retiram
do solo e do ar substancias inertes e as transformam em tecidos vivos. Os
animais, alimentando-se de plantas, de outros animais e de minerais,
multiplicam-se e assim geram matéria viva.
Deus criou a matéria e os seres vivos, e sustenta a
existência de todos os seres do universo. Se Ele cessasse de manter sua
existência, eles simplesmente cessariam de existir.
Todos esses princípios nos mostram como Deus está presente
em todos os aspectos de nossa vida.
Sua presença deveria ser manifestada
quando, por exemplo, um professor transmite a seus alunos conhecimentos sobre
as coisas da religião, da natureza, ou sobre os homens e sua ciência. Razão pela
qual toda aula bem dada, sobre qualquer matéria que seja — religião, filosofia,
matemática, química ou arte culinária —, deveria ter como pressuposto que Deus
está presente em absolutamente todas as coisas, e que todas elas deveriam ser
tomadas como o melhor meio de conhecer amar e servir a Deus, até mesmo a
culinária.
Para que os alunos possam ter sempre presente que todas as
ciências, até mesmo aquelas aparentemente mais distantes da religião, como a
química, a geografia ou o estudo de uma língua, por exemplo, devem nos conduzir
a um maior conhecimento, amor e serviço de Deus através das coisas criadas ou
elaboradas pelos homens, é altamente conveniente ou mesmo indispensável que
toda sala de aula tenha um crucifixo, uma imagem da Santíssima Virgem ou outro
símbolo religioso que lembre sempre aos alunos a relação da matéria que estudam
com o sagrado. Toda transmissão de conhecimento tem, portanto algo de
religioso.
Nada melhor para lembrá-lo do que ter um crucifixo bem
visível. Na Universidade de Viena isto parece que não será mais assim.
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Der Kurier
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terça-feira, 31 de outubro de 2017
MARIA POR DOM CESLAU (III)
27/10/2017:
Reflexão de Dom Ceslau
O mês de outubro, o mês mariano, o mês do Santo Rosário. Foi
o motivo das nossas reflexões mariológicas. A Festa de Nossa Senhora do Rosário
foi instituída pelo papa Pio V, em ação de graças a Deus pela vitória das
forças cristãos sobre o mundo muçulmano em 1571 em Lepanto, atribuída a reza do
terço.
A origem do terço é muito antiga. Remonta aos anacoretas
orientais (monges cristãos eremitas) que usavam pedrinhas para contar suas
orações vocais. Em 1328, segundo a tradição, Nossa Senhora apareceu a São
Domingos, recomendando-lhe a reza do Rosário para a salvação do mundo. Nasceu
assim a devoção do Rosário, que significa coroa de rosas oferecidas a Nossa
Senhora. O Rosário - popularmente chamado o Terço, é uma das mais queridas
devoções a Nossa Senhora que, aparecida em Fátima, ela pediu aos pastorzinhos:
"Meus filhos, rezem o terço todos os dias.”
E o Papa Paulo VI disse: O Terço (Rosário) é a Oração
evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora, o Rosário é, por
isso mesmo, uma prece de orientação profundamente cristológica. (....) já foi
chamado “o compêndio de todo o Evangelho” pelo Papa Pio XII (MC 46). A Reza do
Terço compreende: a meditação dos mistérios da salvação, a repetição litânica
da saudação do Anjo (Ave Maria), e a oração dominical o Pai Nosso. Termina cada
dezena, com a louvação da Santíssima Trindade (Gloria ao Pai....). A oração
linda, proveitosa, bíblica e mariana. Que Ela, Maria a nossa Mãe terna, te
envolve carinhosamente com o seu manto materno. Boa Noite. Dom Ceslau.
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28/10/2017:
Reflexão de Dom Ceslau
(II)
A Igreja sempre nos convida a orar. Com a oração santificar
o nosso tempo. Os teólogos africanos, nos primeiros séculos, principalmente o
Tertuliano e Cipriano (II século), procuravam ver a ligação da oração com a
vida cotidiana. Ensinavam, que devíamos rezar pela manhã, de noite, antes das
refeições etc. A forma mais perfeita da oração segundo eles, e o Pai Nosso,
porque só o cristão tem o “Deus como o seu Pai”. (História da Igreja Católica,
Pe. M. Banaszek – edição em polonês).
Rezemos, pois, sempre, pelo menos pelos curtos atos de
elevar o pensamento a Deus, seja agradecendo, seja pedindo, seja confiando.
Deus te abençoes e proteja. Uma excelente noite. Dom Ceslau.
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30/10/2017
Reflexão de Dom Ceslau (III)
Uma das formas de evangelizar é fazer o sinal da cruz. É o
costume, que nos vem desde o início do cristianismo. No século II já era o
costume entre os cristãos de fazer as orações perante o crucifixo e fazer o
sinal da cruz sobre si. Para isto temos testemunhas desde o primeiro século. Os
mais antigos textos cristãos atestam que desde os primórdios o Crucifixo, e
fazer sinal da cruz era confessar o triunfo de Cristo sobre a morte e o
prenúncio da sua futura vinda. Sobre isto escreve o Tertuliano (160 -220),
nascido em Cartago – África), assim: “em todas as nossas saídas e vindas, no
inícios e fins das atividades, vestindo se ou calçando, antes de tomar banho ou
refeição, quando nos deitamos para descaço noturno, ou nos levantamos, quando
iniciamos o trabalho e o terminamos, em cada uma das ações marcamos a nossa
testa com o sinal da cruz”. (Hist. Da Igreja, edição em polonês, pag. 99)
Daí vem o nosso costume de fazer sinal da cruz. Este costume
vem de longe... Do início de
cristianismo. Que bom que Tertuliano anotou estes pormenores, que nos encorajam
também hoje professar a nossa fé pelos sinais simples, mas tão profundos.
Seria
tão bom que os nossos irmãos evangélicos estudassem a história do cristianismo,
com mais objetividade e também dos tempos antes do ano 1517, isto é, da reforma
de Lutero para não afirmar que fazer o sinal da cruz sobre si é algum pecado.
Deus te abençoes. Com a minha oração. Dom Ceslau.~
Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.
Dom Ceslau Stanula, bispo emérito de Itabuna/BA, membro
correspondente da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
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