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quinta-feira, 21 de maio de 2020

O CRISTO MILAGROSO QUE EXTINGUIU A EPIDEMIA

Em 1522, uma epidemia pior que a do coronavírus assolou Roma durante seis meses. Os religiosos da Ordem dos Servitas de Maria retiraram da igreja de São Marcelo o Crucifixo Milagroso [foto acima] e o esconderam em seu convento. Mas o desespero atingiu tal clímax, que a população os obrigou a fazer uma procissão penitencial até a basílica de São Pedro.
Essa procissão se prolongou por 16 dias, pois à medida que o crucifixo avançava os doentes iam sendo curados. Quando a imagem de Cristo retornou, a epidemia estava extinta.
Seria esta uma boa lição, a ser imitada pelos dirigentes eclesiásticos em nossos dias. Bem ao contrário disso é o que estamos vendo. Pois esse mesmo Crucifixo Milagroso foi levado no dia 27 de março à Praça de São Pedro. Mas não houve procissão nem curas milagrosas, apenas uma desoladora bênção para a qual o Papa Francisco nem sequer convocou o povo romano. Por razões sanitárias, é claro…
E esse povo, sempre muito expansivo, não reagiu como seus antepassados de 1522. Ao contrário de atrair bênçãos, como no passado, essa atual insensibilidade ante a proteção sobrenatural poderá atrair desgraças ainda maiores.
Em Roma, no ano de 1931, procissão com o Crucifixo Milagroso, da Igreja de São Marcelo.



domingo, 18 de março de 2018

UNIVERSIDADE DE VIENA NEGA SUAS ORIGENS - Carlos Eduardo Schaffer


16 de Março de 2018
Carlos Eduardo Schaffer

Os jornais vienenses “Die Presse” e “Der Kurier” publicaram recentemente a seguinte notícia:

“A administração da Universidade de Viena decidiu, ‘por razões administrativas’, não mais colocar crucifixos nas novas salas de aula da Faculdade de Teologia Católica. O vice-decano da Faculdade fala de uma ‘interferência e ruptura simbólica com histórico significado’”.

A Faculdade de Teologia Católica é uma das dezenove faculdades da Universidade de Viena, com a qual foi fundada pelo Duque Albrecht III em 1384, com a aprovação do Papa Urbano VI.

Se as novas salas da Faculdade de Teologia não terão mais cruzes, é bem evidente que elas tampouco estarão nas salas onde serão ensinadas matérias não religiosas.

A Faculdade de Teologia ocupa apenas três salas da Universidade, nas quais a cruz sempre esteve presente. Contudo, no final do último semestre, os alunos foram transferidos para outros recintos, pois a diretoria queria que fossem feitas reformas nas salas. Quando, no inicio do novo semestre, os alunos voltaram às antigas salas, os crucifixos haviam sido removidos e não havia autorização para recolocá-los.

Houve reação de professores e alunos, bem como artigos escritos em jornais católicos, mas a reação foi insuficiente para que as cruzes voltassem para as salas de aula.

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Vem sendo discutido na universidade se símbolos religiosos pertencem ou não a recintos públicos, e se nas salas de aula, não só de teologia, mas também onde assuntos seculares são ensinados, deve ou não haver crucifixos.

Desde a Idade Media — podemos até mesmo dizer que desde a sua fundação — a Igreja vem criando estabelecimentos de ensino. Pode-se também afirmar, com toda certeza, que a existência de universidades tal como nós hoje as conhecemos, se deve principalmente à Igreja Católica, que desde tempos muito remotos foi ordenando e difundindo o ensino entre camadas cada vez mais amplas dos povos convertidos ao Cristianismo. E isso a tal ponto, que hoje, na maioria, se não em todos os países cristãos, o ensino básico é obrigatório e o superior amplamente oferecido, o que não acontecia entre os povos pagãos em geral, onde o maior conhecimento era difundido apenas entre as classes altas.

O próprio nome Universidade surgiu em Bolonha, a primeira universidade da Europa. A palavra vem da ideia de que o estabelecimento deveria estudar a universalidade das matérias existentes, abrangendo todas as ciências.

A Igreja sempre entendeu que o ensino, mesmo de matérias temporais, deve estar ligado a Ela de alguma forma, pois a história, a biologia, a física, a química e todas as outras matérias têm seus fundamentos em verdades metafísicas e religiosas. Como, por exemplo, no campo da pura matéria, pode-se perguntar se a matéria existiu desde sempre ou se foi criada? Ela não existiu desde sempre, mas foi criada por Deus.

Vê-se que não pode ter existido desde sempre, pois se degrada e, degradando-se, tenderia a transformar-se no seu estado mais primitivo, ou seja, nos seus componentes mais elementares. Só os seres vivos organizam a matéria em sistemas mais complexos. Por exemplo, as plantas retiram do solo e do ar substancias inertes e as transformam em tecidos vivos. Os animais, alimentando-se de plantas, de outros animais e de minerais, multiplicam-se e assim geram matéria viva.

Deus criou a matéria e os seres vivos, e sustenta a existência de todos os seres do universo. Se Ele cessasse de manter sua existência, eles simplesmente cessariam de existir.

Todos esses princípios nos mostram como Deus está presente em todos os aspectos de nossa vida.
Sua presença deveria ser manifestada quando, por exemplo, um professor transmite a seus alunos conhecimentos sobre as coisas da religião, da natureza, ou sobre os homens e sua ciência. Razão pela qual toda aula bem dada, sobre qualquer matéria que seja — religião, filosofia, matemática, química ou arte culinária —, deveria ter como pressuposto que Deus está presente em absolutamente todas as coisas, e que todas elas deveriam ser tomadas como o melhor meio de conhecer amar e servir a Deus, até mesmo a culinária.

Para que os alunos possam ter sempre presente que todas as ciências, até mesmo aquelas aparentemente mais distantes da religião, como a química, a geografia ou o estudo de uma língua, por exemplo, devem nos conduzir a um maior conhecimento, amor e serviço de Deus através das coisas criadas ou elaboradas pelos homens, é altamente conveniente ou mesmo indispensável que toda sala de aula tenha um crucifixo, uma imagem da Santíssima Virgem ou outro símbolo religioso que lembre sempre aos alunos a relação da matéria que estudam com o sagrado. Toda transmissão de conhecimento tem, portanto algo de religioso.

Nada melhor para lembrá-lo do que ter um crucifixo bem visível. Na Universidade de Viena isto parece que não será mais assim.
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Der Kurier



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terça-feira, 31 de outubro de 2017

MARIA POR DOM CESLAU (III)

27/10/2017:
Reflexão de Dom Ceslau

O mês de outubro, o mês mariano, o mês do Santo Rosário. Foi o motivo das nossas reflexões mariológicas. A Festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo papa Pio V, em ação de graças a Deus pela vitória das forças cristãos sobre o mundo muçulmano em 1571 em Lepanto, atribuída a reza do terço.

A origem do terço é muito antiga. Remonta aos anacoretas orientais (monges cristãos eremitas) que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais. Em 1328, segundo a tradição, Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do Rosário para a salvação do mundo. Nasceu assim a devoção do Rosário, que significa coroa de rosas oferecidas a Nossa Senhora. O Rosário - popularmente chamado o Terço, é uma das mais queridas devoções a Nossa Senhora que, aparecida em Fátima, ela pediu aos pastorzinhos: "Meus filhos, rezem o terço todos os dias.”

E o Papa Paulo VI disse: O Terço (Rosário) é a Oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora, o Rosário é, por isso mesmo, uma prece de orientação profundamente cristológica. (....) já foi chamado “o compêndio de todo o Evangelho” pelo Papa Pio XII (MC 46). A Reza do Terço compreende: a meditação dos mistérios da salvação, a repetição litânica da saudação do Anjo (Ave Maria), e a oração dominical o Pai Nosso. Termina cada dezena, com a louvação da Santíssima Trindade (Gloria ao Pai....). A oração linda, proveitosa, bíblica e mariana. Que Ela, Maria a nossa Mãe terna, te envolve carinhosamente com o seu manto materno. Boa Noite. Dom Ceslau.

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28/10/2017:
Reflexão de Dom Ceslau  (II)

A Igreja sempre nos convida a orar. Com a oração santificar o nosso tempo. Os teólogos africanos, nos primeiros séculos, principalmente o Tertuliano e Cipriano (II século), procuravam ver a ligação da oração com a vida cotidiana. Ensinavam, que devíamos rezar pela manhã, de noite, antes das refeições etc. A forma mais perfeita da oração segundo eles, e o Pai Nosso, porque só o cristão tem o “Deus como o seu Pai”. (História da Igreja Católica, Pe. M. Banaszek – edição em polonês).

Rezemos, pois, sempre, pelo menos pelos curtos atos de elevar o pensamento a Deus, seja agradecendo, seja pedindo, seja confiando.

Deus te abençoes e proteja. Uma excelente noite. Dom Ceslau.

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30/10/2017
Reflexão de Dom Ceslau (III)

Uma das formas de evangelizar é fazer o sinal da cruz. É o costume, que nos vem desde o início do cristianismo. No século II já era o costume entre os cristãos de fazer as orações perante o crucifixo e fazer o sinal da cruz sobre si. Para isto temos testemunhas desde o primeiro século. Os mais antigos textos cristãos atestam que desde os primórdios o Crucifixo, e fazer sinal da cruz era confessar o triunfo de Cristo sobre a morte e o prenúncio da sua futura vinda. Sobre isto escreve o Tertuliano (160 -220), nascido em Cartago – África), assim: “em todas as nossas saídas e vindas, no inícios e fins das atividades, vestindo se ou calçando, antes de tomar banho ou refeição, quando nos deitamos para descaço noturno, ou nos levantamos, quando iniciamos o trabalho e o terminamos, em cada uma das ações marcamos a nossa testa com o sinal da cruz”. (Hist. Da Igreja, edição em polonês, pag. 99)

Daí vem o nosso costume de fazer sinal da cruz. Este costume vem de longe... Do início  de cristianismo. Que bom que Tertuliano anotou estes pormenores, que nos encorajam também hoje professar a nossa fé pelos sinais simples, mas tão profundos. 

Seria tão bom que os nossos irmãos evangélicos estudassem a história do cristianismo, com mais objetividade e também dos tempos antes do ano 1517, isto é, da reforma de Lutero para não afirmar que fazer o sinal da cruz sobre si é algum pecado.

Deus te abençoes. Com a minha oração. Dom Ceslau.~

Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.
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Dom Ceslau Stanula, bispo emérito de Itabuna/BA, membro correspondente da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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