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terça-feira, 11 de abril de 2023

Cyro de Mattos é publicado na Rede Tíberíades de autores cristãos iberoamericanos na Espanha


           Com o título “Cyro de Mattos: amado Galileo y otros textos”, a Rede Tiberíades de poetas e críticos literários cristão x iberoamericanos,  sediada em Salamanca, na Espanha, acaba de publicar com destaque a crônica Amado Galileu e os poemas Cravo de Cristo, Haicai de Cristo e Via Impiedosa, do autor baiano Cyro de Mattos, em edição português-espanhol. A matéria traz ainda ilustrações belíssimas do salvador da humanidade, além de divulgar uma foto grande do escritor e poeta baiano  recitando seus poemas no Teatro do Liceu de Salamanca.

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Cyro de Mattos: 'Amado Galileu' e outros textos traduzidos por A. P. Alencart

Leitura do escritor brasileiro Cyro de Mattos no Teatro Liceo de Salamanca (foto de José Amador Martín)


Amado Galileu

Para Alfredo Perez Alencart

Contam que nasceu numa manjedoura, o berço de palha. Foi anunciado por uma estrela, no céu toda acesa de Deus. Os bichos cantaram: Jesus nasceu! Jesus nasceu! Os pastores tocavam uma música serena nas suas doces flautas. São José, o pai, o que tinha mãos no labor de enxó, plaina e formão, soube que de agora em diante ia talhar a mais pura fé do seu constante coração. Virgem Maria, mãe do menino, dizia baixinho: Pobrezinho quando for um homem, de tanto nos amar, vai morrer na cruz.

Os três reis magos foram chegando, vieram de longe, muito longe, atravessaram montanhas e desertos. Traziam, como presente para o menino, mirra, incenso e ouro. Ajoelharam-se. Não eram dignos de tocar naquela palha, mas bastava agora que fizessem o bem ao próximo seriam salvos. Abelhas com os seus zumbidos de ouro vieram colocar afeto e mel no coração de cada um dos reis.

Contam mais que foi um menino que brincava como qualquer menino, mas que gostava de ficar às vezes sozinho, olhando para a linha do horizonte. Quando ficou rapaz, não teve dúvida, havia sido o escolhido entre os seres humanos para ultrapassar aquela linha. Para conseguir a façanha teria que fazer uma mágica em que disseminasse uma rosa na manjedoura dos ares. Juntar todas as mãos numa só mesa onde todos seriam irmãos.

Teve que trazer as sementes dadas pelo Pai para plantar cirandas nas areias do deserto. Os sentimentos daquele homem com olhar de mendigo e profeta correram nas águas doces do rio, seguiram no vento manso, que soprou a flor sozinha na plantinha do brejo. Foram levados pela borboleta até o lugar onde o amor sempre permanece.

Ora, vejam só, sair por aí de mãos dadas como criança e espalhar num instante só ternura nessa terra? Convencer os homens de que viver vale a pena desde que a vida seja exercida numa comunhão em que não haja desigualdade, injustiça, opressão? A vida sem solidão, a vida como uma dança, a vida sem agressão? Os bichos sem matança e a mata sem queimada? Sem veneno as nuvens na chuva despejando a poluição?

Os donos do poder no sistema organizado não perdoaram a afronta. Traçaram o mais pérfido calvário. Fizeram que carregasse uma cruz pesada. Puseram uma coroa de espinho na cabeça, cuspiram, chicotearam. Ó desamor, quão amarga é a tua memória! Morra o rebelado, o falso profeta, o demolidor da ordem, o falso fazedor de milagre? Os que estavam cegos investiam, urravam, não se cansavam. Até que decretaram a crucificação. Não aceitaram que no seu lugar ficasse o ladrão, que para ali fora apenado com a crucificação pelos crimes cometidos.

Mas o que se viu, depois de perversa infâmia, é que até hoje toca um sino na cidade e na campina, só para nos dizer que do menino se fez o homem, em duras pedras no caminho. Vestido de aleluias, ressuscitou, ressuscitou, por ser divino e eterno só nos quer o bem.

Esse amado galileu.

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Cristo na Cruz, por Miguel Elias


Cravo do Cristo

A terra tremeu,
Portas da esperança abertas,
A morte vencida.

Evocando espinho,
Até hoje perfuramos
Através do bem.


Unha de Cristo

A terra tremeu,
abrir o Portal da Esperança,
A morte venceu.

Evocando o espinho,
Até hoje atravessamos
através do bem

Haicai do Cristo

Espinhos furam
Rei do perdão renegado,
Do sangue bebem.

Pedra, cuspe, crivo,
Ululantes cães na festa
Do sol tenebroso.


Hacai de Cristo

Ferida de espinhos
ao negado rei do perdão,
Eles bebem seu sangue.

Pedra, grelha, peneira,
Ululating cães na festa
do sol escuro.


Via impiedosa  

Cuspido no caminho
por onde passa respinga
sangue dos espinhos
Deixe a carne se animar.
Do ódio não desistem
gargantas que pedra,
uma coroa sabe a dor
do vento nas manadas
sem rumo enfurecidas.

Todos os rancores
vergastam no rosto,
abomináveis renegam
a união como verdade.
Tudo é solidão, é dor,
o mundo que se cala
com a surra desferida
no rei único do perdão.

Pelas ofensas cometidas,
sei que não sou digno
de entrar em tua morada,
mas basta uma só palavra
para que eu seja salvo.
Em tuas mãos entregue,
faz de mim tua criatura,
recolhe-me da injusta onda
entre vilezas e ignomínias
tingindo de roxo o coração.

Caminho implacável

Cuspir na estrada
onde quer que passe salpicos
Sangue dos espinhos
que perfuram a carne.
O ódio não desiste
gargantas que pedra,
Uma coroa conhece a dor
do vento nos rebanhos
sem rumo.

Todos os rancores
chicote na cara,
Renegação abominável
A união como verdade.
Tudo é solidão e dor,
O mundo que está em silêncio
Diante dos golpes
ao único rei do perdão.

Pelas infrações cometidas,
Eu sei que não sou digno
para entrar em sua morada,
Mas apenas uma palavra é suficiente
para que eu possa ser salvo.
Em tuas mãos eu estou,
fazei-me vossa criatura,
Me pega de ondas injustas
entre vileza e ignomínia
tingindo o coração de vermelho.


- Ciro de Mattos (Itabuna, Bahia, 1939) Poeta, Narrador, Jornalista e Advogado. É membro da Academia de Letras da Bahia e já conquistou diversos prêmios, como o Prêmio Nacional Ribeiro Couto, o Prêmio Alfonso Arinos, o Prêmio Centenário Emílio Mora e o Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo (Gênova). Tem um trabalho publicado na Alemanha, França, Portugal, Rússia, Estados Unidos, México, Dinamarca, Suíça e Itália. Entre seus livros de poesia estão Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Ecológico, Vinte e Um Poemas de Amor e Oratório de Natal, entre outros.

 

https://tiberiades.org/?p=7825 

 


 


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

POESIA DE VALDELICE PINHEIRO É PUBLICADA NA ESPANHA COM TRADUÇÃO DE A. P. ALENCART


Poesia de Valdelice Pinheiro é Publicada na Espanha com Tradução de A. P. Alencart




Com o título de “Bautismo y Otros Poemas/Batismo e Outros Poemas ”, o poeta peruano-espanhol Alfredo Perez Alencart  traduziu cinco poemas de Valdelice  Soares Pinheiro, que foram publicados no jornal  “Protestante Digital”, em edição de 10 de janeiro deste ano. Os poemas de Valdelice foram ilustrados com imagens dos pintores Tintoretto,  Nicolás  Maes e Picasso e são os seguintes: “El Bautismo de Cristo/Batismo de Cristo”, “Creación/ Criação”, “Poema para la Natividad/Poema de Natal”, “Paz/Paz” e “Se yo te digo adiós/Se eu te disser adeus”. Além disso, a matéria sobre a autora itabunense   traz na introdução uma foto  grande quando a poeta era jovem.
  
O poeta Alfredo Perez Alencart referiu-se a  Valdelice Soares Pinheiro como uma autora excelente, ressaltando que apesar de pouco conhecida no Brasil é possuidora de uma poesia magnífica. “ Com especial prazer, traduzi estes  poemas da brasileira Valdelice Soares Pinheiro (1929-1993), nascida e falecida em Itabuna, Estado da Bahia. Em vida ela apenas publicou dois livros de poemas : “De Dentro de Mim” (1961) e “Pacto” (1977. Além desses poemários publicou   alguns poemas esparsos. Em 2011 apareceu “O Canto Contido”, coletânea organizada pelo poeta e ficcionista Cyro de Mattos, reunindo os dois primeiros livros e textos dispersos, do qual foram extraídos os cinco poemas que verti para o espanhol.”

         Alfredo Perez Alencart é um poeta peruano há anos radicado em Salamanca onde é professor da universidade dessa cidade conhecida como de saber e cultura. É tradutor dos poetas brasileiros Carlos Nejar,  Álvaro Alves de  Faria, Cyro de Mattos, Paulo de Tarso  e da portuguesa Maria do Samero Barroso, entre outros.  Muito premiado, autor de mais de vinte livros,  esse poeta imenso é publicado em mais de vinte países.

          Leia abaixo os poemas de Valdelice Soares Pinheiro publicados na Espanha:

EL BAUTISMO DE CRISTO:    BAUTISMO   Yo te prometo, hermano, un bautismo cristiano. Haré tu inmersión en las mismas aguas mías, dentro de las mismas oportunidades. Sin caridad, por obligación, te envolveré en la flor del trigo azul, perfumaré tu cuerpo en la realidad del pan y te untaré de leche y miel. Abriré tu sonrisa en una nueva Primavera. CREACIÓN   Dios besó a las abejas y a las cerezas y dibujó los divinos dientes en la pulpa de una guayaba. Después encargó a los niños y a los pajaritos el sabor de la vida. POEMA PARA LA NAVIDAD   En medio de todas las alegrías por el Niño Dios nacido, tanta sangre por los niños que no nacen. En medio de todos los perfumes y hosannas, tanto grito, tanto olor de dolor en la boca de los niños con hambre. En medio de toda la paz de aquella estrella, tanta inquietud en los ojos de mis hermanos, tanto odio en las manos de los generales.   Niño Jesús, cruz y redención, abre de nuevo tu cuerpo sobre nosotros.  PAZ   Plántense los sueños en la alborada de los dedos. Coséchense las espigas en la mañana de las manos. Y, en el descanso de la noche, la mesa puesta, nazca el amor en el calor del pan. SI YO TE DIGO ADIÓS   Yo abriré mis ojos llenos de lágrimas sí, un día, a la orilla de cualquier camino, yo te digo adiós

Para ler a matéria sobre Valdelice no”Protestante Digital” clique no link abaixo:


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terça-feira, 29 de agosto de 2017

EN CHILE Y BRASIL DEDICAN LIBROS Y ENSAYOS A PÉREZ ALENCART

Son obras del chileno Luis Cruz-Villalobos y de los brasileños Clauder Arcanjo y Cyro de Mattos

Alfredo Pérez Alencart con dos de los libros

Todo un poemario quiso dedicar el poeta y editor chileno Luis Cruz-Villalobos a Alfredo Pérez Alencart, reconocido poeta peruano-salmantino, a quien le une la fe poética y la fe cristiana. El resultado ha sido el libro “De qué sirvió la poesía”, publicado bajo el sello de Hebel Ediciones en Santiago de Chile. El prólogo del mismo es del poeta y juez chileno Víctor Ilich. El conjunto de poemas resultan un alegato a favor de la creación poética, a pesar de desdenes y de estar fuera del ‘mercado’.

Luis Cruz-Villalobos (Santiago de Chile, 1976), también es psicólogo clínico y Ministro presbiteriano. Se ha dedicado a la labor literaria desde su adolescencia y tiene publicados una veintena de poemarios, tanto digitales (la mayoría) como en papel (‘Breve-mente’, Vid, Santiago, 2011 y ‘Dios Mendigo. Teografías’, Hebel, Santiago, 2012). También variados artículos y ensayos académicos sobre Psicología y Teología. Cuenta con un Magíster en Psicología Clínica de la Universidad de Chile y es candidato a PhD en la Vrije Universiteit Amsterdam. En 2015 publicó ‘Como abrazo exacto’, una atractiva antología de su obra.

Por su parte, el escritor Clauder Arcanjo (Ceará, Brasil, 1963), que es editor, poeta, narrador, cronista y crítico literario, acaba de publicar su novela “Cambono” (Sarau das Letras Editora, Mossoró, Rio Grande do Norte, pp. 362), uno de cuyos capítulos ha dedicado a Alfredo Pérez Alencart, bien acompañado por otros destacados poetas y críticos brasileños, como Carlos Nejar, Álvaro Alves de Faria, Adélia Prado, Lilia Souza, Zânzio de Acevedo, David de Medeiros Leite, François Silvestre de Alencar, Francisco Rodrigues da Costa, Paulo de Tarso Correia de Melo, Dulce Cavalcante, Alberto Bresciani, Ferreira Gullar o Ângela Gurgel, entre otros. El prólogo es de Aécio Cândido de Souza.

Arcanjo en 2003 recibió la mención honrosa del Premio de Poesía Luís Carlos Guimarães. Entre sus libros publicados están: Licânia (Cuentos, 2007); Lápis nas veias (Minicontos, 2009); Novenário de espinhos (Poesía, 2011). Uma garça no asfalto (Crónicas, 2014) y Pílulas para o Silêncio (Píldoras para el Silencio, Aforismos, edición bilingüe traducida por A. P. Alencart, 2014). Es  miembro da Academia Mossoroense de Letras (AMOL), del Instituto Cultural del Oeste Potiguar (ICOP), de la Academia Masónica de Letras de Río Grande do Norte (AMLERN), y socio correspondiente de la Academia Paranaense de la Poesía (APP). 

Finalmente, el prestigioso escritor Cyro de Mattos (Itabuna, Bahía, 1939), ha publicado el libro titulado A Anotação e a Escrita (Editora Via Litterarum, Bahia, pp. 304), donde recoge algunos ensayos dedicados a poetas, traductores e investigadores brasileños, europeos y norteamericanos, Entre las páginas del mismo, y en su sección “El país de las letras”, incluye un análisis sobre la poesía de Alfredo Pérez Alencart. También sobre el alemán Curt Meyer-Clason, traductor de João Guimarães Rosa y Gabriel García Márquez; sobre el brasileñista Fred Ellison, quien tradujo en estados Unidos a importantes brasileños, además de los dedicados a Nelly Novaes Coelho, Rui Barbosa, Aurélio Buarque de Holanda, Assis Brasil, Lima Barreto o de Rui Barbosa, entre otros. De Mattos ya publicó y difundió en Brasil una amplia entrevista a Pérez Alencart, a quien también dedicó su libro Poemas da terra e do rio, aparecido el año pasado en edición bilingüe portugués/inglés.

Cyro de Matos tiene una amplia y variada obra literaria, tanto en volúmenes de cuentos, novelas, poemarios o textos para niños y jóvenes. Es miembro de la Academia de Letras de Bahía y del Pen Clube de Brasil, Doctor  Honoris Causa por la Universidad Estadual de Santa Cruz, en Sur  de Bahia, y ha obtenido varios galardones, como el Premio Nacional Ribeiro Couto, el Premio Afonso Arinos, el Premio Centenario Emílio Mora o el Premio Internacional de literatura Maestrale Marengo d’Oro (Génova). Tiene obra publicada en Alemania, Francia, Portugal, Rusia, Estados Unidos, México, Dinamarca, Suiza e Italia. Entre sus libros de poesía están Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Ecológico, Vinte e Um Poemas de Amor, Lavrador inventivo, Viagrária, Casa Verde, Os engaños cativantes, Cantiga grapiúna, No lado azul da cançao, Onde Estou e Sou / Donde estoy y soy, Canto a Nossa Senhora das Matas y Oratório de Natal.


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Tradução:

Chile e Brasil dedicam livros e ensaios para Perez Alencart

São obras de chileno Luis Cruz-Villalobos e dos brasileiros Clauder Arcanjo e Cyro de Mattos

O poeta e editor chileno Luis Cruz-Villalobos, quis dedicar uma coleção inteira de poemas  a Alfredo Pérez Alencart, renomado poeta peruano-salmantino, a quem se junta a sua fé poética e a fé cristã. O resultado foi o livro “De qué sirvió la poesía”, publicado sob o selo das edições Hebel em Santiago do Chile. O prólogo  é do poeta e chileno juiz Víctor Ilich. A coleção de poemas são uma excepção de criação poética, apesar de desdéns e de estar fora do 'mercado'. 

Luis Cruz-Villalobos (Santiago, 1976), é também um psicólogo clínico e ministro presbiteriano. Ele dedicou-se a obra literária desde a adolescência e publicou vinte livros de poesia, tanto digitais (principalmente) e papel ( 'Short-mente', Vid, Santiago, de 2011 e 'de Deus Pauper. Teografías' Hebel, Santiago , 2012). Também muitos artigos e ensaios acadêmicos sobre psicologia e teologia. Ele tem um mestrado em Psicologia Clínica da Universidade de Chile e é doutorando na Vrije Universiteit Amsterdam. Em 2015 ele publicou 'como abrazo exacto', uma antologia atraente de sua obra.

Por sua parte, o escritor Clauder Arcanjo (Ceará, Brasil, 1963), editor, poeta, narrador, cronista e crítico literário, acaba de publicar seu romance "Cambono" (Sarau das Letras Editora, Mossoró, Rio Grande do Norte, Pág. 362), cujos capítulos dedicaram Alfredo Pérez Alencart, bem acompanhado por outros proeminentes poetas e críticos brasileiros, como Carlos Nejar, Álvaro Alves de Faria, Adélia Prado, Lilia Souza, Zânzio de Acevedo, David de Medeiros Leite, François Silvestre de Alencar, Francisco Rodrigues da Costa, Paulo de Tarso Correia de Melo, Dulce Cavalcante, Alberto Bresciani, Ferreira Gullar e Ângela Gurgel, entre outros. O prefácio é por Aécio Cândido de Souza.

Arcanjo em 2003 recebeu a menção honrosa Poetry Prize Luís Carlos Guimarães. Entre seus livros publicados estão: Licânia (Cuentos, 2007); Lápis nas veias (Minicontos, 2009); Novenário dos espinhos (Poesía, 2011). Uma garça sem asfalto (Chronicles, 2014) e pilulas para o Silêncio (Comprimidos para Silêncio, Aforismos, edição bilingue traduzido por A. P. Alencart, 2014). É membro da Academia Mossoroense de Letras (AMOL), do Instituto Cultural de Potiguar Oeste (ICOP), da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte (AMLERN) e parceiro correspondente da Academia de Poesia Paraná (APP).

Finalmente, o escritor de prestígio Cyro de Mattos (Itabuna, Bahia, 1939), publicou o livro intitulado A Anotação e a Escrita (Editora Via Litterarum, Bahia, pp. 304), que contém alguns ensaios sobre poetas, tradutores e pesquisadores brasileiros, europeus e americanos, entre as páginas do mesmo, e em sua seção"terra de letras", inclui uma análise da poesia de Alfredo Pérez Alencart. Também sobre Curt Meyer-Clason tradutor alemão de João Guimarães Rosa e Gabriel García Márquez; sobre o brasilianista Fred Ellison, que traduziu nos Estados Unidos grandes brasileiros, além de Nelly Novaes Coelho, Rui Barbosa, Aurélio Buarque de Holanda, Assis Brasil, Lima Barreto ou Rui Barbosa, entre outros. De Mattos já publicou e divulgou no Brasil uma extensa entrevista com Perez Alencart , a quem dedicou seu livro Poemas da terra e do rio,publicado no ano passado em edição bilíngue Português / Inglês.

Cyro de Matos tem uma ampla e variada obra literária, volumes de contos, romances, poemas ou textos para crianças e jovens. Ele é membro da Academia de Letras da Bahia e do Pen Clube do Brasil, Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz, no sul da Bahia, e  ganhou vários prêmios, incluindo o Prêmio Nacional Couto Ribeiro, o Prêmio Afonso Arinos, o Premio Centenário Emílio Mora  o Prémio Internacional de literatura Maestrale Marengo d'Oro (Génova). Tem trabalhos publicados na Alemanha, França, Portugal, Rússia, Estados Unidos, México, Dinamarca, Suíça e Itália. Entre seus livros de poesia estão Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Ecológica, Vinte e Um Poemas de Amor,  Lavrador inventivo, Viagrária, Casa Verde, Os enganos cativantes, Cantiga grapiúna, No Lado Azul da Canção, Onde Estou e Sou / donde estoy y soy, Canto a Nossa Senhora das  Matas e Oratório de Natal.


Com ajuda do Google Tradutor 

quinta-feira, 2 de março de 2017

ANTOLOGIA POÉTICA DA NÃO RESIGNAÇÃO DA MULHER - Cyro de Mattos


A. P. Alencart y Cyro de Mattos (foto de Jacqueline Alencart)

Antologia Poética Da Não Resignação da Mulher

Cyro de Mattos


            Sob a coordenação de Alfredo Perez Alencart, enorme poeta que é também professor universitário, promotor cultural de larga extensão, foi publicada no ano passado em Salamanca, Espanha, a antologia
No Resignación, obra que reúne 136 poetas. 72 mulheres e 64 homens, de 35 países representando cinco continentes. A antologia é um depoimento contundente ante o ultraje vergonhoso que vem sendo praticado contra a mulher, ao longo dos séculos, e, entre os poetas, estão presentes  os brasileiros Álvaro Alves de Faria, Helena Parente Cunha, Alice Spíndola, Marcia Barroca e Rizolete Fernandes.

            Obra de flexões poéticas diversas, de nobre alcance em sua problemática existencial, testemunha a vergonhosa atitude machista contra quem, sendo a outra parte do homem, alimenta a criação, afasta o sal da terra, a tristeza e a agonia. Acende os risos. Traz na forma do sol o fruto sazonado. De onde vem o leite para causar o espanto e adoçar as cores do mundo. Sem teus fluidos, sabemos, que o mundo seria luto, a natureza sem matriz perdida de sentido. Ninguém saberia da alegria na casa onde se ouvirá: “Morre, noite!”

            Essa antologia, com ilustração do pintor espanhol Miguel Elias, o selo editorial do Ajuntamento de Salamanca, merece divulgação sob vários aspectos. Contra uma situação lamentável, vitimando a mulher sob a violência, o preconceito, a desigualdade de oportunidades, o desempenho inferior e a exploração sexual, Álvaro Alves de Faria diz “Sueño, mujer, tu espacio, tus alas”, Yolanda Izard versifica “Las voces de las mujeres se escriben en el silencio de la cocina”, Hiroshi Tomita “Que no se desangre el amor/en la sombra,/en la niebla”, Gioconda Belli escribe: “El hombre que me ame/no dudará de mi sonrisa”, Gloria Sánchez: “¡Esclava del horror!”. Horror é o que oferece os telejornais diários, notícias nas quais o telespectador acostumou-se recebê-las sem pensar na dor, na desgraça de quem supõe ser uma vida de todos e para todos.

            Sinto-me enriquecido em participar, como brasileiro, dessa antologia com inúmeras vozes poéticas expressivas. Em meu “Poema da Mulher Não Resignada”, observo: “Para onde vá sem voz/ Deixa que seja levada./Maneira de ser conduzida/Expressa o espaço inútil. /Golpeada na afronta,/Indisponível de si mesma. /Pousa vazia de sentidos /No rito de cama e mesa./Rolam anos de vergonha, /O que podemos achar nela?/Amanhecer é preciso/ Apesar das opressões...“.


*Cyro de Mattos é escritor e poeta. Membro Titular da Academia de Letras da Bahia e do Pen Clube do Brasil. Primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz, sul da Bahia. . Um dos idealizadores da Academia de Letras de Itabuna (ALITA).



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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

EN BAHÍA, BRASIL: UN ENSAYO SOBRE ALENCART EN EL LIBRO ‘A ANOTAÇÃO E A CRÍTICA’ DEL ESCRITOR CYRO DE MATTOS

El reconocido escritor brasileño estuvo en Salamanca en 2013 y participó en el homenaje a Fray Luis de León

Alencart, Cyro de Mattos y Torres Rechy (foto de Pablo-Rodríguez)

Un ensayo sobre Alencart en el libro ‘A Anotação e a Crítica’ del escritor Cyro de Mattos

Cyro de Mattos (Itabuna, Bahía, 1939), acaba de publicar el libro titulado A Anotação e a Escrita (Editora Via Litterarum, Bahia, 2016), donde recoge algunos ensayos dedicados a poetas, traductores e investigadores brasileños, europeos y norteamericanos, Entre las 300 páginas del mismo, y en su sección “El país de las letras”, incluye un análisis sobre la poesía del peruano-salmantino Alfredo Pérez
Alencart, colaborador de SALAMANCArtv AL DÍA. También sobre el alemán Curt Meyer-Clason, traductor de João Guimarães Rosa y Gabriel García Márquez; sobre el brasileñista Fred Ellison, quien tradujo en estados Unidos a importantes brasileños, además de los
dedicados a Nelly Novaes Coelho, Rui Barbosa, Aurélio Buarque de Holanda,Assis Brasil, Lima Barreto, Rui Barbosa o del cuentista Coutinho, Premio Casa de las Américas, entre otros.

Cabe destacar que Cyro de Mattos ya publicó y difundió en Brasil una amplia entrevista a Pérez Alencart, a quien también dedicó su libro Poemas da terra e do rio, aparecido el año pasado en edición bilingüe portugués/inglés.

Cyro de Matos tiene una vasta obra literaria, tanto en volúmenes de cuentos, novelas, poemarios o textos para niños y jóvenes. Es miembro de la Academia de Letras de Bahía y del Pen Clube de Brasil, Doctor  Honoris Causa por la Universidad Estadual de Santa Cruz, en Sur  de Bahia., y ha obtenido varios galardones, como el Premio Nacional Ribeiro Couto, el Premio Afonso Arinos, el Premio Centenario Emílio Mora o el Premio Internacional de literatura Maestrale Marengo d’Oro (Génova). Tiene obra publicada en Alemania, Francia, Portugal, Rusia, Estados Unidos, México, Dinamarca, Suiza e Italia. Entre sus libros de poesía están Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Ecológico, Vinte e Um Poemas de Amor, Lavrador inventivo, Viagrária, Casa Verde, Os engaños cativantes, Cantiga grapiúna, No lado azul da cançao, Onde Estou e Sou / Donde estoy y soy, Canto a Nossa Senhora das Matas y Oratório de Natal. 

La mayor parte de estos poemarios y de los otros libros de narrativa de Cyro de Mattos se pueden consultar en la Biblioteca del Centro de estudios Brasileños de la Universidad de Salamanca, por la donación que hiciera el propio autor en un acto celebrado en octubre de 2013. 

Junto a este A Anotação e a Escrita, De Mattos también acaba de publicar el libro que suma el número 52 de su producción en los diversos géneros literarios. Se trata del volumen de cuentos contenidos en  ‘O Velho e O Velho Rio’ (Editora Escrituras, Sao Paulo, 2016).

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Tradução:

NA BAHIA, BRASIL.
Um ensaio sobre Alencart no livro A Anotação e Crítica "escritor Cyro de Mattos

O renomado escritor brasileiro estava em Salamanca em 2013 e participou da homenagem a Fray Luis de León


Cyro de Mattos (Itabuna, Bahia, 1939), acaba de publicar o livro intitulado A Anotação e a Escrita (Editora Via Litterarum, Bahia, 2016), que contém alguns ensaios sobre poetas, tradutores e pesquisadores brasileiros, europeus e norte-americanos, entre os 300 páginas do mesmo, e em seu "país das letras", inclui uma análise da poesia do peruano-salmantino Alfredo Perez Alencart colaborador SALAMANCArtv DIA. Também no alemão Curt Meyer-Clason, tradutor de João Guimarães Rosa e Gabriel García Márquez; na brasilianista Fred Ellison, que levou os Estados Unidos a importantes brasileiro, além de aqueles dedicados a Nelly Novaes Coelho, Rui Barbosa, Aurélio Buarque de Holanda, Assis Brasil, Lima Barreto, Rui Barbosa ou cuentista Coutinho, Casa de las Américas Prize , entre outros.

Cyro de Mattos já publicou e divulgou no Brasil uma extensa entrevista a Pérez Alencart, a quem também dedicou seu livro Poemas da terra e do rio, lançado ano passado em edição bilingue Português / Inglês.

Cyro de Matos tem uma vasta obra literária, dois volumes de contos, romances, poemas ou textos para crianças e jovens. Ele é membro da Academia de Letras da Bahia e do Pen Clube do Brasil, Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz, no sul da Bahia. E ele ganhou vários prêmios, incluindo o Prêmio Nacional Ribeiro Couto, o Prêmio Afonso Arinos, o Prêmio Centenário Emílio Mora ou o Prêmio Internacional de literatura Maestrale Marengo d'Oro (Génova). O seu trabalho está publicado na Alemanha, França, Portugal, Rússia, Estados Unidos, México, Dinamarca, Suíça e Itália. Entre seus livros de poesia estão Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Ecológica, Vinte e Um Poemas de Amor, Lavrador inventivo, Viagrária, Casa Verde, Os enganos cativantes, Cantiga Grapiúna, No lado azul da Canção, “Onde Estou e Sou/Donde Estoy y Soy”, Canto a Nossa Senhora das Matas e Oratório Natal.

A maioria desses poemas e outros livros de narrativas de Cyro de Mattos estão disponíveis na Biblioteca do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca, para a doação feita pelo próprio autor em cerimônia realizada em outubro de 2013.

Junto a este  A Anotação e a Escrita, De Mattos também acaba de publicar o livro que adiciona o número 52 da sua produção nos diversos gêneros literários. Este é o volume de histórias contidas em O Velho e o Velho Rio (Editora Escrituras, São Paulo, 2016).

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