Total de visualizações de página

sexta-feira, 23 de abril de 2021

LIVE DE LANÇAMENTO DO LIVRO “CANTO ATÉ HOJE” COMEMOROU 60 ANOS NA LITERATURA DE CYRO DE MATTOS

 


 Live de lançamento do livro

“Canto até Hoje” Comemorou   

60 Anos na Literatura de Cyro

 

          

       Foi uma grande alegria para todos a live de lançamento do novo livro do escritor e poeta Cyro de Mattos, “Canto até Hoje”, sua obra poética completa, em comemoração aos 60 anos da sua carreira literária. A live aconteceu no dia 8 de abril, pelo canal do You Tube da Fundação Casa de Jorge Amado, e o livro tem selo editorial dessa instituição, na Coleção Casa de Palavras. E o autor só poderia agradecer a todos com mais uma de suas poesias, criada especialmente para expressar a sua gratidão! Eis o poemeto: “Aos poucos que me leem, dou-me na flor desse canto, por enquanto encanto, onde teço e aconteço e, contente, agradeço.”

.        Volume de 800 páginas, com capa do artista Juarez Paraiso, “Canto até Hoje” foi vencedor do Concurso Jorge Portugal, da FUNCEB/Lei Aldir  Blanc, e reúne doze livros de poemas de Cyro de Mattos publicados no Brasil, cinco inéditos e mais seis editados no exterior. Traz no final um conjunto de ensaios sobre a sua obra poética, assinados por Jorge Amado, Nelly Novaes Coelho, Assis Brasil, Eduardo Portella, Carlos Moisés, Fernando Py, Heloisa Prazeres, Hélio Pólvora, Helena Parente Cunha, Maria Irene Ramalho dos Santos, da Universidade de Coimbra, Alfredo Pérez Alencart, da Universidade de Salamanca, e Juan Angel Torres Rechy, filólogo e poeta mexicano.

 

Clique no link abaixo e assista a live:




* * *

A Fala do General, Alinhamento Total

quinta-feira, 22 de abril de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO - O Carvão



 O Carvão

 

 Gostei dessa reflexão que com muito carinho compartilho com vocês:

 

 “Um homem que frequentava regularmente reuniões com seus amigos, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Depois de algumas semanas, uma noite muito fria, um integrante do grupo decidiu visitá-lo.

Encontrou o homem em casa sozinho sentado em frente a uma lareira onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas e o convidou a sentar-se junto a lareira. A seguir fez-se um grande silêncio.

Os dois homens só contemplavam a dança das chamas em torno dos troncos de lenha que crepitavam na lareira.

Após alguns minutos o visitante sem dizer palavra alguma, examinou as brasas que se formavam e selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, retirando-a de um lado do braseiro com um alicate.

Voltou então a sentar-se.

O anfitrião prestava atenção e, em pouco tempo, a chama da brasa solitária diminuiu, até que só houvesse um brilho momentâneo e o fogo apagou 

De repente, em pouco tempo, o que era uma amostra de luz e de calor, não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão.

Poucas palavras tinham sido ditas desde a saudação.

O visitante antes de se preparar para sair, pegou o alicate e retornou o carvão frio e inútil, colocando-o de novo no meio do fogo.

De imediato, a brasa voltou a acender-se, alimentada pela luz e calor dos carvões ardentes em seu redor...

... e o anfitrião disse-lhe: ′Obrigado pela sua visita e pela sua bela lição. Vou voltar para o grupo’”

 .....................

Por que os grupos estão extintos?


Muito simples: porque cada membro que se afasta tira fogo e o calor dos outros.

Aos membros de um grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama.

É bom lembrar que todos somos responsáveis por manter acesa a chama de cada um e devemos promover a união entre todos para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

Não importa se às vezes nos incomoda com tantas mensagens que chegam no chat, o que importa é estarmos conectados, em silêncio alguns, outros muito ativos, com diferenças de opinião e caracteres.

Os amigos que aqui estamos reunidos é para conhecer, aprender, trocar ideias, ou simplesmente saber que não estamos sozinhos, que há um grupo de Amigos e Familiares com quem podemos contar.

Vamos manter a chama viva.

Mesmo que alguns se relatem esporadicamente, é bom saber que mantêm sua chama acesa!

Isto vale também para aqueles com os quais nos relacionamos no dia a dia através de contato pessoal sem que faça parte de um grupo, mas que estejamos sempre nos comunicando e mantendo a chama acesa.

Sendo assim, OBRIGADO a cada um de vocês por fazerem parte da minha fogueira!

 

 (Recebi via Whats. Autor não mencionado)


* * *

quarta-feira, 21 de abril de 2021

FLISBA promove “CURSO LIVRE: Linhas e Entrelinhas na Carta de Caminha” com inscrições gratuitas

 



O Coletivo Flisba vai promover o “CURSO LIVRE: Linhas e Entrelinhas na Carta de Caminha”  entre os dias 22 e 25 de abril de 2021. A atividade visa discutir a importância da Carta de Pero Vaz de Caminha sob uma ótica interdisciplinar, bem como refletir sobre o documento e seu potencial para a compreensão da atualidade brasileira.

A Carta de Pero Vaz de Caminha, certidão de nascimento do Brasil, mesmo depois de 521 anos de escrita continua atual e sendo uma referência histórica, literária e socioeconômica. 

O curso é gratuito e as pessoas podem fazer suas inscrições pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/curso-livre-linhas-e-entrelinhas-na-carta-de-caminha__1183060. O evento será virtual pela plataforma Zoom e os inscritos vão receber link para a participação. O curso também será transmitido pelo Canal do Flisba no Youtube. Os participantes presentes nas sessões serão certificados com carga horária de 10 horas.

O curso será realizado em quatro dias e terá início sempre às 20 horas. No dia 22/04 , o tema do curso será sobre a "Propaganda e Sexo na Carta de Pêro Vaz"  ministrado pelo professor Ramayana Vargens e mediação Luh Oliveira; no segundo dia, 23/04, a abordagem será sobre "A Carta de Caminha - entre a História e outras Linguagens"  com exposição da professora Tica Simões e do professor Marcelo Dias. A mediação desse dia será realizada por Igor Luiz.

No terceiro dia, 24/04 , o debate vai girar em torno "Da Carta de Caminha às Redes Sociais" , com exposição do professor Ruy Póvoas e a mediação de Silmara Oliveira. Por fim, no dia 25/04 , o tema será "O direito à  terra e as questões ambientais", cuja abordagem será feita por Kâhu Pataxó e a mediação Efson Lima.

A importância do estudo sobre a Carta de Caminha pode ser constatado pelas reflexões do professor de literatura Ramayana Vargens, cujo documento “deixou marcas profundas na formação do povo brasileiro” analisa o  membro da Academia de Letras de Ilhéus e um dos membros do Coletivo FLISBA.

O CURSO LIVRE: Linhas e Entrelinhas na Carta de Caminha” é uma homenagem especial ao Professor  Henrique Campos Simões, presidente da comissão especial da Uesc encarregada das comemorações dos 500 anos do Descobrimento. O professor Henrique Simões foi estudioso sobre a Carta de Caminha e do início da colonização portuguesa no Brasil.

O Coletivo Flisba é responsável por organizar o Festival Literário Sul-Bahia e tem promovido diversos cursos, palestras e lives de cunho literário no sul do estado por meio das redes sociais, assim como tem feito reflexões sobre o patrimônio cultural e fomentado o acesso à leitura.

* * *

CULTO CATÓLICO ABANDONADO NA PANDEMIA

21 de abril de 2021

 


A prática religiosa decaiu nesse período de pandemia. Na França, entre 15 e 30% dos que ainda assistiam à missa abandonaram essa prática.

Em 1978, 81% dos franceses se diziam católicos; agora são apenas 53%, mas somente 1,8% cumprem o preceito dominical. Lourdes, o santuário das curas milagrosas, está quase deserta.

No Brasil, 3.371.127 romeiros foram a Aparecida em 2020, 72% menos que em 2019, quando foram 11.963.635. À festa da Padroeira do Brasil compareceram 30 mil, enquanto em 2019 foram mais de 160 mil.

As procissões de Semana Santa de Sevilha foram vetadas pela arquidiocese com argumentos sanitários. Em vez de reparar a Paixão de Nosso Senhor, haverá uma demonstração massiva de insensibilidade.


https://www.abim.inf.br/culto-catolico-abandonado-na-pandemia/

* * *

terça-feira, 20 de abril de 2021

DEZ ANOS DA ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA



Dez Anos da Academia de Letras de Itabuna

Cyro de Mattos

 

          A Academia de Letras de Itabuna, carinhosamente chamada ALITA, foi instalada em 19 de abril de 2011, data em que se comemora o Dia do Índio, esse primeiro habitante do Brasil, que com a sua gente indefesa foi usurpado e massacrado pelo colonizador europeu, e que até hoje caminha nos rastros da desgraça. Essa instituição está cumprindo hoje dez anos de atividades na área das letras e do saber. Tudo aconteceu quando, depois de exaustivas reuniões, na sede da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, da qual eu era o presidente, ela foi criada numa manhã de alegria, tendo como patrono o escritor Adonias Filho. 

           A ideia de sua criação veio em razão da dissidência que tive na primeira reunião para a instalação da Academia Grapiúna de Letras, pois não me sentia bem com as perspectivas na constituição do quadro de associados daquela primeira instituição. Logo depois os juízes de direito Marcos Bandeira e Antônio Laranjeiras afastaram-se também da Academia Grapiúna de Letras, e, com o promotor Carlos Eduardo Passos, voltaram a insistir comigo para que fosse criada outra academia de letras em Itabuna.

          Resisti a princípio quanto à minha participação na segunda academia, depois resolvi aderir à ideia por amor a Itabuna e devoção à literatura. Cedi a sala de diretoria da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania para as reuniões preliminares. Em nossos primeiros encontros discutimos a respeito do quadro de patronos e de membros efetivos, sobre a elaboração do estatuto e do regimento. As confreiras Sônia Maron e Sione Porto tiveram papel importante na confecção desses documentos.  Indiquei a maioria dos nomes para compor o quadro de patronos e de membros.

          A Academia de Letras de Itabuna vem se mantendo com dificuldades, ao longo desses dez anos. Sem recurso financeiro para responder aos seus propósitos, Deus sabe como teima em existir com base na determinação e sonho de alguns abnegados. Destacam-se, nessa fase de sua infância, entre as suas atividades principais, os eventos seguintes:

           Solenidade de instalação no salão nobre da FTC, com o presidente da Academia de Letras da Bahia, o escritor Aramis Ribeiro Costa, dando posse aos novos acadêmicos   Janete Ruiz, Antônio Laranjeiras, Carlos Eduardo Passos, Cyro de Mattos, Rui Póvoas, Carlos Valder, Ari Quadros, Ceres Marylise, Sione Porto, Sônia Carvalho Maron de Almeida, Maria Palma de Andrade, Maria de Lourdes Neto Simões, Marcos Bandeira e Baísa Nora; a criação do site com  destaque para as atuações de Ceres Marylise no início e ano depois   Raquel Rocha;  programação especial do  Centenário Jorge Amado; Mês da Consciência Negra, com o tema Códigos da Pele, no terreiro de candomblé do professor e babalorixá   Rui Póvoas; comemoração do Dia do Índio; posse dos acadêmicos  Hélio Pólvora, Edivaldo Brito, Celina  Santos, Raquel Rocha, Jorge Batista,  Ritinha Dantas, Raimunda Assis, João Otávio, Silmara Oliveira, Delile Moreira,  Cristiano Lobo, Aleilton Fonseca e Renato Prata; criação da logomarca  “Litteris Amplecti”, Letras em Abraço; lançamento dos livros  Atalhos e Descaminhos, de Ceres Marylise, Corpo e Alma, de Sione Porto,  Sendas e Trilhas, de Delile Moreira, Entre Margens, de Margarida Fahel, O Canto Contido, de Valdelice Soares Pinheiro, Histórias Dispersas de Adonias Filho,  Os  Ventos Gemedores, romance, e O Velho Campo da Desportiva, os dois  últimos livros de nossa autoria; o Natal da Alita no espaço cultural do Montepio dos Artistas; Projeto Roda de Leitura, de autoria de Raquel Rocha, com  contação de histórias pelos alitanos nas escolas; participação na comemoração do Centenário de Adonias  Filho em Itajuípe; e o lançamento de três números da revista Guriatã, da qual fui idealizador e sou o editor atual.     

           Nesses dez anos de ousadia e sonho, ressalte-se na presidência da Academia a atuação dos juízes de direito Marcos Bandeira e Sonia Carvalho e, atualmente, da professora Silmara Oliveira, que vem recorrendo à realização de “lives” para a discussão de assuntos internos e temas importantes, como o do legado de nosso patrono Adonias Filho e o da situação do menor na sociedade de hoje.                        

         Nesse percurso de dedicação e sacrifício, não se pode deixar de agradecer à Faculdade de Tecnologia e Ciência, na pessoa de seu diretor geral Cristiano Lobo, nosso confrade, pelos serviços que nos vem prestando em parceria generosa. 

        Apesar dos tempos difíceis, agravados com a traição da noite exercida sem piedade pelo coronavírus, e até mesmo como resistência em nossa cidadela do saber para ser, exorto nesse instante a caminhada árdua dessa instituição, dizendo contente, avante, ó Academia de Letras de Itabuna, com o seu espírito de corpo constituído de valores indiscutíveis e formas de conhecimento da vida  desde o seu amanhecer, andamento para o bem das letras e grandeza da cultura local, da Bahia e do Brasil. Concluo minha breve exposição, talvez com formato de crônica, lembrando os versos de Fernando Pessoa, o genial poeta português:

 

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quis que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.



........................ 


Cyro de Mattos
 é jornalista, cronista, contista, romancista, poeta e autor de livros para crianças. Publicado em Portugal, Itália, França, Espanha, Alemanha, Rússia, Dinamarca, México e Estados Unidos. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

* * *

domingo, 18 de abril de 2021

RECEBENDO A SAGRADA COMUNHÃO NO ESPAÇO – Plinio Maria Solimeo


Plinio Maria Solimeo

É corrente que aqueles que se dedicam especialmente às ciências e às coisas técnicas, são pouco propensos para seguirem à risca seus deveres religiosos. Pois, em grande número de casos, tratando somente com coisas práticas e concretas, acabam amortecendo o senso religioso e se tornando materialistas ou agnósticos. Isso, que infelizmente é muito frequente, não foi o que ocorreu com quatro astronautas americanos dedicados ao que há de mais moderno na ciência e na técnica, que é a carreira espacial. Pois, não só conservaram e afervoraram sua fé em suas aventuras pelo espaço, mas tiveram a grande graça de nele receber a Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia.


A folha de serviço do mais antigo deles, Thomas Jones [foto], nascido em janeiro de 1955 em Baltimore, por exemplo, é considerável. Ele participou de quatro missões espaciais, e quando deixou a NASA em 2001, trabalhou depois como cientista planetário e consultor em operações espaciais, cientista pesquisador sênior no Instituto de Cognição Humana e de Máquina da Flórida, envolvido no planejamento de expedições de robôs e astronautas ao espaço profundo e asteróides próximos à Terra, palestrante e escritor de quatro obras. De 2006 a 2009, ele serviu no Conselho Consultivo da NASA, e foi membro do conselho da Astronauts Memorial Foundation. Por tudo isso, mereceu ser colocado no Astronaut Hall of Fame dos Estados Unidos em 21 de abril de 2018. Portanto, é um cientista de muito renome.

Jones, detentor de quatro prêmios concedidos pela NASA e pela Força Aérea dos Estados Unidos, seu livro autobiográfico Sky Walking: An Astronaut’s Memoir (Caminhando pelo céu: Memória de um astronauta), de 2006, foi escolhido pelo Wall Street Journal como um dos cinco principais relatos dedicados ao assunto do espaço. Católico convicto, Jones narra sua experiência espiritual, no livro acima citado, de receber a Sagrada Comunhão no espaço.

Isso se deu em sua primeira participação em uma missão espacial como membro da tripulação da nau espacial Endeavour no programa STS-59, entre 9 e 20 de abril de 1994. O objetivo da missão era o de colocar em funcionamento, no espaço, um radar para estudo do ecossistema terrestre, além de coletar dados sobre a quantidade e distribuição de monóxido de carbono nos níveis mais altos da atmosfera terrestre e fazer, por radar, observações oceanográficas, geológicas, hidrológicas e estudo e observação de placas tectônicas ao redor do planeta.

O astronauta considerou o participar dessa grande aventura um privilégio pois, além de adquirir experiência e de o familiarizar com a vida no espaço, sobretudo ia lhe proporcionar a possibilidade de ver a Deus em suas obras no imenso firmamento.

Suas expectativas, entretanto, ultrapassaram toda expectativa. Pois ocorreu que, como três dos seis tripulantes da nave espacial eram católicos — ele, o comandante, Gutiérrez, e o piloto Kevin Chilton, que era ministro extraordinário da Eucaristia —, eles puderam receber a Sagrada Comunhão em pleno vôo da nave espacial. Pois Kevin tinha recebido do seu vigário licença para levar consigo em sua missão algumas hóstias consagradas.


Isso ocorreu da seguinte maneira: no domingo, duas semanas depois da Páscoa, quando estavam já no espaço, os três astronautas se reuniram na cabine de vôo para comungar. Nesse momento, diz Jones, “os três agradecemos a Deus pelas vistas de Seu universo, pela boa companhia, e pelo êxito que tínhamos tido até então. Kevin então repartiu o Corpo de Cristo com Sidney e comigo, e permanecemos na cabine de vôo refletindo no silêncio, esse momento de paz e de verdadeira comunhão com Cristo”. Quando acabaram de comungar, conforme narra Jones, ocorreu que, “enquanto meditávamos tranquilamente na escura cabine, uma deslumbrante luz branca irrompeu pelo espaço, e nela penetrou. A luz radiante do sol que se avistou através das janelas dianteiras da nau espacial e nos deu calor, que outro sinal [da presença de Deus] podíamos pedir senão esse? Foi a afirmação gentil de Deus de nossa união com Ele”. Comovido até às lágrimas, o astronauta se afastou de seus companheiros, e contemplou então através das janelas da nave o amanhecer e, debaixo, o Oceano Pacífico, cuja superfície azul resplandecia com a luz do sol. Acrescenta ele que “com esta formosa luz entrando na nave, e o formoso oceano azul em baixo, estive a ponto de chorar”. E então se lembrou das palavras do evangelho de São Mateus (18, 20): “Onde dois ou três estão congregados em meu nome, ali estou Eu no meio deles”.

O astronauta comenta que, “cada vez que tens algum tempo livre [na nave espacial], e olhas pela janela, há um tremendo sentimento de gratidão [para com Deus] por olhar abaixo com esta perspectiva única de teu mundo. Tu te sentes muito especial e muito humilde ao mesmo tempo. É muito comovedor e inspirador”.


Comentando 10 anos depois essa aventura, afirma Jones: “Estamos destinados a nos assombrar no espaço. Se nossa espécie imperfeita encontrou tais cintilações de deleite em nosso primeiro encontro com o cosmos, então verdadeiramente encontramos a um Deus muito carinhoso e generoso”. Ele diz que “era consciente de que cada dia no espaço era um regalo especial [de Deus], e sabia que me havia sido concedido esse regalo único. Cada noite, antes de dormir, agradecia a Deus por essas maravilhosas vistas da Terra, e pelo êxito de nossa missão. Continuamente pedia pela segurança de nossa tripulação, e para que tivéssemos um feliz encontro com nossas famílias”. Ele era casado com Liz Jones, e tinha duas filhas.

Tom Jones confessa que, ao contrário do que se poderia pensar, no espaço sempre lhe foi mais fácil rezar. Ele levava consigo textos das leituras das Missas dos domingos e outras passagens da Sagrada Escritura, anotados em um caderno que tinha para utilizar em suas missões. Sobretudo, afirma ele, o Rosário sempre fez parte de sua equipagem pessoal.

Depois dessa inesquecível viagem espacial, Thomas Jones participou de mais três missões, e realizou três passeios espaciais durante a construção da Estação Espacial Internacional. No total, ele passou 53 dias no espaço o que, segundo afirma, o ajudou a acrescentar ainda mais a fé católica que já professava quando voou ao espaço pela última vez em 2001.

Atualmente Jones é paroquiano na igreja de São João Newmann, em Reston, na Virginia, onde exerce a função de leitor.


Outro astronauta que teve a graça de comungar no espaço foi Michael Hopkins [foto]. Nascido em dezembro de 1968, ele é coronel da Força Espacial dos Estados Unidos e astronauta da Nasa.

Casado com Júlia Stutz e pai de dois filhos, antigo membro da Igreja Metodista, ele se converteu e foi recebido na Igreja Católica em 2013, unindo-se assim na mesma fé à sua esposa e aos filhos.

Hopkins participou de várias missões da NASA, sendo o primeiro membro de sua aula a voar no espaço, e o primeiro astronauta a se transferir para a Força Espacial dos Estados Unidos, participando de uma cerimônia de transferência na Estação Espacial Internacional.

Em setembro do ano de 2013, o astronauta americano foi designado para participar, com seus congêneres soviéticos, da missão Soyuz TMA-10M. Essa nave espacial permaneceu seis meses no espaço, acoplada à Estação Espacial Internacional para servir como veículo de escape em caso de emergência.

Para se ter uma ideia da profundidade da conversão à verdadeira Igreja deste ex-metodista, que ocorrera nesse mesmo ano de 2013, considere-se que, para não ficar durante esse longo período sem receber a Sagrada Comunhão, Hopkins obteve do arcebispo de Galveston-Houston, por intermédio de seu pároco, o Pe. James H. Kuczynsky, que fosse nomeado ministro extraordinário da Eucaristia, e licença para levar consigo ao espaço uma teca com seis hóstias consagradas, número suficiente para que ele pudesse comungar aos domingos, durante as 24 semanas que ficaria no espaço. Afirma ele que isso “foi extremamente importante para mim”.

Desse modo, chegando o domingo, ele se recolhia na Estação Espacial, e preparava-se para a Comunhão com algumas leituras e orações. Depois comungava. Nos dias da semana em que não comungava, Hopkins sempre fazia alguns momentos de adoração do Santíssimo Sacramento.

Esse astronauta genuinamente católico, também procurava ver a Deus no espaço. Para ele, “quando você vê a Terra desde esse ponto de vista [de uma obra de Deus], e a beleza natural que existe, é difícil não sentar-se aí, e dar-se conta de que tem que haver uma força superior que fez tudo isso”. Isto é, um Deus criador do Céu e da Terra, e de tudo quanto existe[i].


[i] Fontes

– https://www.religionenlibertad.com/ciencia_y_fe/734263843/tom-jones-astronauta-catolico-comulgar-espaci-nasa.html?utm_source=boletin&utm_medium=mail&utm_campaign=boletin&origin=newsletter&id=31&tipo=3&identificador=734263843&id_boletin=218880017&cod_suscriptor=452495753

– https://en.wikipedia.org/wiki/Michael_S._Hopkins

– https://www.catholicherald.com/News/Local_News/For_veteran_astronaut_and_Catholic_Tom_Jones,_space_was_a_spiritual_experience/

– https://www.religionenlibertad.com/personajes/55296/astronauta-revela-tremenda-experiencia-comulgar-espacio.html

 

https://www.abim.inf.br/recebendo-a-sagrada-comunhao-no-espaco/

 

 * * *