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quinta-feira, 27 de junho de 2019

NÃO ATIREIS VOSSAS PÉROLAS AOS PORCOS – Pe. Roger Araújo


25 JUN 2019

"Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos, para que eles não as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem” (Mateus 7,6).


Valorizar o que é sagrado é respeitar e valorizar o que é divino, é respeitar, acima de tudo, Deus.

Vivemos numa sociedade onde o sagrado é despedaçado, desprezado e pisado; é pisoteado pelos pés e pelo coração dos homens, onde o profano se mistura ao sagrado, e o profano oprime o que é santo e sagrado.

Não podemos dar aos cães as coisas santas, e sabemos que os cães são simbolizados pela ira dos homens, pela valentia dos homens, simbolizados pelas brigas e confusões nas quais os homens sacodem as relações humanas. Não podemos atirar o que é santo, despedaçar o que é sagrado e deixar que Deus seja desrespeitado.

Precisamos evitar brigas, discussões que não levam a nada, que simplesmente levam as pessoas a zombar e desprezar o que é sagrado. Só quem experimenta o que é sagrado sabe o valor do que é sagrado. Quem não experimenta, quem não faz a experiência mística, verdadeira e autêntica de uma relação com Deus não sabe valorizar o que é d’Ele.

Não podemos atirar o que é santo, despedaçar o que é sagrado e deixar que Deus seja desrespeitado.

Muitas vezes, queremos convencer as pessoas pela força do argumento, queremos obrigá-las a pensar e crer como nós. Ninguém vai pensar, ninguém vai crer naquilo que não experimentou. A fé que, muitas vezes, se impõe aos outros não dá frutos autênticos nem verdadeiros, pelo contrário, ela gera frutos de rebeldia, de confusão e assim por diante.

A fé é aquilo que nos transforma por dentro, é que faz de nós pessoas melhores. Pessoas de fé não podem ser como os cães, valentes na ira. Aqueles que experimentam o que é sagrado, levam na mansidão evangélica, no espírito evangélico, os valores sagrados no mundo que está profanado, mas sem jamais deixar profanar o que é santo.

Há em todas as nossas redes sociais, discussões, brigas sobre isso e aquilo, e são discussões tolas quando não levam o princípio de respeitar o sagrado.

O primeiro sagrado é Deus, e tudo o que pertence a Ele é sagrado. O ser humano também é sagrado.

Quando somos levados a desrespeitar a outra pessoa, agredir outra pessoa, nós mesmos perdemos o referencial do sagrado, do que é santo. Por isso, procuro viver a minha fé, as minhas devoções, as minhas convicções religiosas sem precisar agredir ninguém. E se o mundo nos agride, porque não respeita a nossa fé, aprendemos com o Mestre a não dar na mesma moeda. Se o mundo vem com o que é profano, respondemos com aquilo que é sagrado.

O sagrado para nós é o amor de Deus, é amarmos uns aos outros.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Comunidade Canção Nova

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CONSERVADORES DO MUNDO, UNI-VOS! – Frederico H. S. de Freitas


25 de junho de 2019

Frederico H. S. de Freitas

Se olharmos retrospectivamente, veremos que a esquerda fez avanços enormes nos vários campos da atividade humana no século XX: nas artes, na música, nas modas, nos costumes, na política etc.
 
Lembro-me de que lá pelos anos 80 um audiovisual chamado Rio de Sangue era exibido em ambientes diversos pela impertérrita TFP ― e só por ela. Naquele tempo era chic ser de esquerda, e démodé ser de direita. O audiovisual mostrava o avanço do comunismo no mundo desde a Revolução Russa de 1917, escancarando as vergonhosas capitulações ― ou mesmo traições ― daqueles que no Ocidente deveriam conter tal avanço.

Pode-se considerar a década de 70 como tendo sido de vergonhosas entregas, fruto das políticas de concessões que permearam todo o século ― incluindo a Ostpolitik vaticana ―, culminando, digamos assim, na humilhante derrota dos EUA frente ao comunismo no Vietnã em 1975, fato que parecia assinalar a vitória irreversível da seita vermelha em todo o mundo.

Esse olhar retrospectivo não poderia deixar de ver também que, ao longo do século XX, houve alguém que, impávido, denunciou sempre a seita comunista, conclamando todos para a mais intransigente oposição aos sequazes da revolução marxista. Sua voz ecoou na mídia escrita e falada, atingindo grandes e pequenas cidades de todo o orbe.
Plinio Correa de Oliveira desfraldou o estandarte dos inconformados, daqueles que se recusam a dobrar os joelhos diante da Revolução comunista e de conexos a ela. Ele a denunciou em todos os campos em que ela se manifestou. Denunciou quando ela avançava em armas, como quando tentava avançar sorrateira e dissimuladamente, arrancando-lhe a máscara que cobria suas sombrias intenções.

Tais cogitações me vieram ao espírito ao tomar conhecimento do recente noticiário abordando as manifestações havidas em Hong Kong e na Rússia. Na China, impressionou o número de pessoas que afluíram às ruas contra uma lei de extradição com o regime de Pequim e foram brutalmente reprimidas pela polícia local. Na Rússia, a inesperada reação em favor de um jornalista que tem denunciado corrupção no Kremlin, sendo que a própria mídia parceira de Putin foi obrigada a tomar a defesa do jornalista. Em ambas as manifestações, o alvo foi o mesmo: o comunismo; e em ambas o comunismo teve que ceder! Notemos bem, cedeu em seu próprio domínio, em seu próprio território! Na China, inclusive, a chefe do governo local, pró-Pequim, foi obrigada a se desculpar pela repressão violenta da polícia. Quem diria que isso aconteceria…


Av. Paulista, em 2016,manifestação contra o PT 

Lá como cá, no Brasil ― e em várias partes do mundo ―, a aversão ao comunismo é categórica. Aversão ao comunismo e seus conexos, como a ideologia de gênero, o aborto, as drogas etc. A convocação de uma greve geral para o dia 14 de junho passado, por exemplo, foi um estrondoso fracasso. Pelo contrário, “nossa bandeira é verde e amarelo / sem foice e martelo” é o mote que tem ecoado pelas ruas e praças do nosso país. O Brasil rejeita o comunismo; o Brasil quer trabalhar, crescer, seguir na direção de glória e grandeza, fiel à fé herdada de seus antepassados, primando pela defesa de suas tradições, da família e da propriedade privada.

As manifestações pipocam em várias partes do mundo contra a imposição de doutrinas contrárias a fé cristã. Ainda este ano, na Argentina, houve uma manifestação estrondosa contra o aborto… E por aí vai. A alma humana é naturalmente cristã, dizia Tertuliano. E a meta da Revolução — esse movimento universal que vem há vários séculos destruindo a civilização cristã — é de substituir todos os valores dessa civilização por um estado de coisas comuno-tribalista como o acenado pelo próximo Sínodo Pan-Amazônico em seu Instrumentum laboris.

Assim, é geral a degringolada da esquerda no mundo. A onda esquerdista está sendo terminantemente recusada, rechaçada. A recusa é tal, que agora esquerdista passou a ser chamado de progressista, como se mudando o rótulo mudasse o conteúdo. Aliás, a esquerda se passando por progressista confirma a identidade com o que na Igreja Católica são conhecidos os progressistas, ou seja, a esquerda católica, uma verdadeira aberração.

Em que medida a atuação de Plinio Correa de Oliveira contribuiu para impor ao adversário derrota tão humilhante? Em que medida, como resultado de sua gigantesca obra, reações conservadoras que há não muito tempo se diriam impensáveis começam a aflorar? Ninguém sabe. O certo é que sua gesta não foi em vão. Pois o que o moveu foi o seu entranhado amor à Santa Igreja Católica Apostólica Romana e seu fruto, que é a civilização cristã. E para Deus nada é em vão.

O jornalista Gilles Lapouge concluiu um artigo dizendo: “Hong Kong conseguiu levar às ruas 1 milhão de moradores furibundos. É um número impressionante. Mas 1 bilhão de chineses não impressiona mais?” Como se esse 1 milhão fosse um monólito, e não o foco de um incessante e crescente descontentamento contra o regime comunista, como o atestam incontáveis notícias boicotadas pela nossa grande mídia! Usando uma arma de guerra do adversário, digamos: Conservadores e chineses do mundo, uni-vos!



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quarta-feira, 26 de junho de 2019

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, VÍTIMA DOS TERRORISTAS - Plinio Corrêa de Oliveira


26 de junho de 2019

No lugar do crime, uma fonte de perdão e de graças

Plinio Corrêa de Oliveira


          Às três horas da madrugada do dia 20 de junho de 1969, um grande estrondo foi ouvido nos bairros de Higienópolis e Santa Cecília, da capital paulista. Uma bomba colocada por terroristas explodira numa sede da TFP, na véspera de uma grande campanha da entidade contra o chamado “progressismo”, denunciando a infiltração esquerdista nos meios católicos.

         O explosivo destruiu boa parte da fachada da casa [foto acima], danificando também uma imagem barroca de Nossa Senhora da Conceição. Em desagravo, a TFP erigiu no local um oratório para veneração dessa imagem. Esse oratório acaba de completar 50 anos, e para lembrar essa sequência de fatos reproduzimos trecho de um artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado na “Folha de S. Paulo” em 26-4-1970:
  
“Quando, na madrugada de 20 de junho de 1969, os terroristas estouraram uma bomba na sede da Presidência do Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), imaginavam estar vibrando um rude golpe nessa entidade. Na realidade, sucedia precisamente o contrário: a Providência se serviria do fato para abrir pouco depois, naquele local, um rio de graças.

         Com efeito, entre os objetos mais danificados pelo atentado criminoso estava uma imagem de Nossa Senhora da Conceição [foto]. Nós a guardamos carinhosamente; e, concluída a restauração do edifício, nosso dedicado porteiro Manuel nos deu esta linda sugestão: fazer um oratório dando para a rua, no exato local onde a bomba explodira, a fim de ali expor à veneração pública a imagem danificada. Com isto se repararia a ofensa feita à Virgem Mãe de Deus.”


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A QUINTA DIMENSÃO



Somos semente divina
que inicialmente deve brotar,
crescer internamente
e amadurecer,
para aprender a manifestar
naturalmente nosso poder
de pensar, de sentir,
de se expressar e de agir
em liberdade
como Seres Divinos que somos.

 
Nós somos seres espirituais, vivendo uma experiência terrena, com a finalidade de experimentar a densidade material, mas estamos necessitando despertar o mais cedo possível para o essencial nosso propósito de vida, e agir na própria transformação, adequando equilibradamente a nossa personalidade condicionada com as necessidades espirituais.

Em outras palavras, somos uma semente divina que inicialmente deve brotar, crescer internamente e amadurecer, para aprender a manifestar naturalmente seu poder de pensar, de sentir, de se expressar e de agir em liberdade como um ser divino. Este é um processo de expansão da consciência individual, que é impulsionada pelo buscador da verdade, o ser pensante, que cada vez mais consciente, busca o seu equilíbrio e sua liberdade. Este processo inicia-se com a busca do conhecimento que vai possibilitar o autoconhecimento.

É um trabalho interior de observação, discernimento e esforço para transcender seus próprios limites, criados pelas crenças, preconceitos, paradigmas e apegos do passado. Brevemente será aberto um portal para a Quinta Dimensão, com uma freqüência de vibração mais próxima da Luz e do amor incondicional e com muitas mudanças no planeta Terra. O homem vivenciará o florescimento de uma nova realidade através de uma melhor integração com o planeta.

Todos os homens compreenderão que o reino mineral, vegetal, animal e toda matéria expandida pelo universo, em todas as escalas, desde o átomo até a galáxia, são seres vivos, interligados dentro de uma única consciência. A reintegração das consciências individuais de milhões de seres humanos despertará uma nova consciência, em que compreenderão que são partes de um mesmo organismo gigantesco.
  
Atualmente, todas as condições vibracionais estão em posição para que essa transformação ocorra. Nesse momento decisivo a purificação deverá estar completa, pois a massa crítica precisa estar pronta para dar um salto de consciência à Quinta Dimensão do tempo/espaço. Esse fenômeno vai consumir tudo o que existia antes. Alguns não terão mais as características de hoje porque assumirão uma forma superior, tendo acesso as faculdades superiores.
  
Alguns estão destinados a pertencer a um grupo de seres altamente desenvolvidos, com capacidade de criar por meio do pensamento e da palavra. A chave para compreender uma consciência superior está na luta para ser um com ela. Quando as regras e as leis universais são seguidas com mestria e disciplina, então tudo transcorre em harmonia.

Mas, para se tornar um com a própria divindade é preciso disciplina mental, sentir com o coração e procurar desenvolver o intelecto para compreendê-la. Para compreender e aplicar o conhecimento sobre as Leis Universais é central a compreensão de como a mente humana funciona, pois ela contém as chaves para a transformação. A mente ao ser controlada pelo ser consciente e equilibrada com o coração não mais necessitará estar sob o controle rígido do ego, para que este proteja as programações do passado, limitando o ser.

Livre, ele poderá agir dentro de uma nova e atual realidade, conduzida pelo Plano Espiritual para a Nova Era. Podemos dizer que atuamos com mais liberdade quando estamos mais sintonizados com os princípios e as leis do universo, e também quando estamos concentrados com vistas ao que é essencial à vida, ou quando estamos servindo com amor.
  
Mas, se possível, devemos evitar agir, quando estivermos emocionalmente perturbados e privados da sabedoria que flui do amor e da consciência em expansão. Lembre-se que é somente após retornar o equilíbrio emocional, é que poderá restaurar a união com sua espiritualidade retornando o seu amor e sua sabedoria. Temos potencial suficiente para tudo isso e estamos sendo preparados para capacitar-nos a assumir com responsabilidade a nossa caminhada espiritual. A palavra vibração é a chave.

Todos os seres humanos que continuarem a viagem até esse novo mundo da Quinta Dimensão do tempo/espaço devem ter uma freqüência vibracional, conquistada pela consciência elevada, compatível com a freqüência vibracional da Nova Era. Esse fenômeno é absoluto e será medido pela capacidade individual de ter a mente aberta, de ser amoroso, centrado, tranqüilo, pacífico e devotado.
  
Como essas características estão mais precisamente alinhadas com os estados superiores de consciência, essas pessoas, segundo os Mestres, são mais semelhantes à divindade. Elas aproximarão a freqüência vibracional da velocidade da Luz, que estará em alinhamento com a Era de Aquário e estarão ajudando a resgatar os retardatários que estão prestes a abrir a mente para esses conhecimentos.

Precisamos decidir como vamos atravessar o período transitório. Todos devem compreender que na verdade as trilhas são muitas, mas o caminho é um só. O caminho da Luz é aumentar a freqüência vibracional através da transformação pessoal e da expansão do bem a todas pessoas. É perfeitamente possível, vencermos sem ninguém perder.

Podemos despertar a motivação para juntos construirmos um mundo, onde todos possam se realizar e viver sem ser dependente, em liberdade, com mais dignidade e conforto, um mundo sem vícios, miséria, fome, violência. Podemos alcançar essa condição, sermos felizes e ainda influenciar com nosso exemplo os nossos semelhantes, além de criar oportunidades para que outros também alcancem a Luz.



(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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terça-feira, 25 de junho de 2019

O PARCEIRO ÂNGELO ROBERTO - Cyro de Mattos


O Parceiro Ângelo Roberto
Cyro de Mattos


          Consagrado desenhista baiano, Ângelo Roberto nasceu em Ibicaraí, antiga Palestina, Sul da Bahia, em 1938. Estava radicado há décadas em Salvador. Pertenceu à geração de Glauber Rocha. Figurou nas famosas jogralescas, movimento estudantil com encenação de poetas modernos, dirigido por Glauber Rocha, no Colégio da Bahia (Central). Cursou a Escola de Belas Artes da UFBA. Participou de teatro amador, desenhou cartuns, fez ilustrações para jornais, revistas e livros de autores importantes da Bahia. Muitas exposições individuais e coletivas, no Brasil e exterior. Compareceu às duas Bienais Nacionais de Artes Plásticas na Bahia. Expôs individualmente no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Possui alguns prêmios de cartazes em salões universitários. É autor de várias apresentações de filmes de curta-metragem, tendo participado de alguns deles como ator.

          Tive a sorte de ser amigo do Ângelo. Deus possibilitou nosso encontro na jornada da vida. Ele ilustrou vários dos meus livros. Foi um parceiro fraterno, que com seus desenhos de fina criação e conteúdo humano valoroso enriqueceu meus livros. Cito A Casa Verde e Outros Poemas, Oratório de Natal, infantil, Poesie Brasiliane della Bahia (Poesia Brasileira da Bahia), publicado na Itália, Alma Mais Que Tudo, crônicas, e O Mundo É Uma Criança com Palhaço e Lambança, ainda inédito, com projeto para ser publicado pela Editus, editora da UESC, neste ano.

          Homem simples, estimado no círculo de escritores e artistas baianos. Indiferente às traiçoeiras invenções da inveja.  Abria meu coração de alegria quando enviava as ilustrações que iam figurar em algum dos meus livros.  De uma boa vontade que chamava a atenção pela repetição costumeira.   Sem querer nada de volta, a não ser o prazer que tinha em fazer circular com o meu texto a beleza de sua arte. Tinha sentimentos dignos, inseridos, sem esforço, em seus desenhos para acender a luz do amor na inocência e no drama.

          Foi um dia com as cores ressentidas de pesar quando soube que o amigo Ângelo havia nos deixado para morar em outras paragens, as quais no lado dos que ficam expandem-se em mistério e no esquecimento. Aquele homem solidário, de boa prosa.

          Quando se encontrava comigo em algum lançamento de livro em Salvador, na Academia de Letras da Bahia, por exemplo, gostava de reviver suas raízes provindas de Ibicaraí. Lembrava parentes e velhos amigos, gente que conviveu com ele na cidade natal, em tempo de infância. A conversa ficava animada e tomava ares de saudade incontornável quando se dava com Mariza, minha esposa, sua conterrânea, da mesma geração dele no chão de nascimento.

          Tomo conhecimento que Marlene, a esposa de Ângelo, com a filha Naia, teve a iniciativa de homenagear em boa hora a memória desse saudoso amigo, com a publicação póstuma de seu livro O Mistério do Arco-Íris, uma fábula para o público infantil. Ângelo diz na escrita com os ares da pureza que a vida só é possível com a amizade. Viável com os dias solidários, cheios de esperança.  Fiquei surpreso quando vi que  na última página desse pequeno grande livro consta o registro seguinte: “Ilustrador de mais de dez livros  de poesia e prosa do velho amigo, o escritor Cyro de Mattos, acredita (Ângelo)  que o fato de ilustrar seus  livros infantis, lhe deu a coragem para  retirar da gaveta esta velha história do arco-íris.”

          Claro que fiquei lisonjeado com a revelação do parceiro.  Se o Ângelo, em vida, tivesse me dado para ler O Mistério do Arco-Íris, não hesitaria em dizer-lhe: “Amigo Ângelo, escreva mais livros para crianças, você sabe das coisas.” Encanto e graça nas asas da beleza, foi o que eu senti quando fui arrastado pela história de O Mistério do Arco-Íris.  Os desenhos criativos como sempre dão a sensação de pessoas se movendo num cenário vivo, de tons que fazem bem aos olhos, de rostos nos quais emanam momentos do riso, de um lado, e, no outro, acalmam com a leveza dos gestos.
    
        Conhecia Ângelo Roberto como desenhista dos bons, o poeta do traço, como era chamado, de fina forma e conteúdo pontuado de lirismo.  Com O Mistério do Arco-Íris eis que passo a conhecer o autor de uma história interessante destinada à criançada, mas que serve para o adulto amante de poesia em prosa delicada, ritmada de afeto e surpresa agradável. Delícia. 

          *O Mistério do Arco-Íris, Ângelo Roberto, Pimenta Malagueta Editora, Salvador, 2019.

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          Cyro de Mattos é autor de mais de 50 livros, de vários gêneros. Também editado em Portugal, Itália, França, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil e Academia de Letras de Ilhéus. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia).

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KIRLIANGRAFIA - Antônio Baracho


É um assunto sempre atual quando se fala de aura, persispírito, os 
chakras e os campos de energia humanos.

Recentemente tive a oportunidade de ouvir um comentário durante um seminário de um amigo e palestrante, sobre a aura do saudoso médium Chico Xavier. Segundo o interlocutor, de grande proporção e medindo 3 metros, quando ainda atendia ao público em Uberaba, em razão da sua excepcional qualidade de espírito evoluído. As pessoas sensitivas é que têm a capacidade de observar as condições da aura humana.

O meu primeiro contato com a Kirliangrafia foi em outubro de 1975, através do Curso de Atualização em Parapsicologia, a nível informativo, ministrado pelo professor Edson Nunes, na Capital. No final do curso todos os participantes foram convidados para tirarem a foto da aura do dedo polegar, através de uma máquina apropriada, vindo diretamente de São Paulo.

Fiquei perplexo porque uma participante com distúrbios mentais, apresentou a sua aura diferente do grupo pelo seu formato. Quem estava bem emocionalmente a aura tinha uma coloração agradável, uma auréola luminosa e brilhante. Pode-se fotografar todos os dedos ou a aura do corpo inteiro, no entanto esta técnica é mais dispendiosa.

Há algum tempo li o livro “Fotos Kirlian”, Como Interpretar de Newton Milhomens. Achei interessante do início ao fim, pois, trata-se de um pesquisador que montou o protótipo de uma máquina "Kirlian", cuja aura aparece numa tela de vídeo, em preto e branco.

Chega mesmo a parecer incrível que depressões, fobias, conflitos emocionais, estados alterados da consciência (transes), sentimentos e complexos de culpa, inflamações, infecções, tudo isso e muito mais, possa ser revelado com grande precisão e exatidão por uma simples "Foto Kirlian" da ponta de um dedo.

Hoje, no exterior e no Brasil, muitas pessoas já adquiriram Máquinas Kirlian e estão pesquisando de acordo com o "Padrão Newton Milhomens". E o autor consegue expor tudo numa linguagem simples, acessível a qualquer interessado, num estilo leve e descontraído.

No final o livro leva-nos a vários questionamentos, inclusive como todos espíritas reconhecem, da existência da vida, após a morte.


ANTONIO BARACHO – Poeta, psicólogo.
Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL, ocupante da cadeira nº 11.
Tel. (73) 99102-7937 / 98801-1224

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GRUPO DE TEATRO DA FAETEC APRESENTA NA ABL A LEITURA DRAMATIZADA DA PEÇA ‘O CASAMENTO SUSPEITOSO’, DE ARIANO SUASSUNA


O grupo de alunos e ex-alunos da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena, da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), fará a apresentação da leitura dramatizada da peça O casamento suspeitoso, do Acadêmico Ariano Suassuna (1927-2014), no dia 26 de junho, quarta-feira, às 15h15min, no Teatro R. Magalhães Jr, Avenida Presidente Wilson, 203, 1º andar, Centro, Rio de Janeiro.


A leitura tem a duração de aproximadamente 90 minutos e terá a direção de Cecilia Vaz. O texto, uma comédia de costume nordestino, tem como foco um casamento por interesse econômico. Entre ciladas e trambiques, o noivo, herdeiro de uma grande fortuna, fica dividido com as tramas da família de sua noiva e a esperteza de seus serviçais.

25/06/2019





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