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quarta-feira, 12 de maio de 2021

ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA CONVIDA

  C O N V I T E 



Como parte das comemorações dos dez anos de sua fundação, a Academia de Letras de Itabuna – ALITA – por sua presidente Silmara Santos Oliveira e o editor da revista, Cyro de Mattos, convida V. Sa. para o lançamento do terceiro número da Guriatã. 

A sua valiosa presença muito nos honrará nesta celebração.

Dia: 17/05/2021

Horário: 20h



A SAGA MARINHA DE FERNANDO PESSOA – Cyro de Mattos



A Saga Marinha de Fernando Pessoa*

Cyro de Mattos

 

          A saga portuguesa de expansão marítima é contada em versos por Fernando Pessoa no único livro que publicou em vida: Mensagem (1934).  Foi escrito entre os anos de 1920 e 1930, em forma de uma epopeia fragmentada, composta de quarenta e quatro poemas. Fernando Pessoa expressa neste livro o elogio de grandes vultos históricos, refere-se à vontade de Portugal de querer lutar contra as adversidades, ultrapassar os abismos que Deus ao mar deu.

 

  O sonho de ver as formas invisíveis

 Da distância imprecisa, e, com sensíveis

 Movimentos da esperança e da vontade,

 Buscar nas linhas do horizonte

 A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -

 Os beijos merecidos da verdade.

 

          Nesses versos é visto o sentimento nostálgico mesclado de grandeza, enquanto em outros ocorre o apelo de além: “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.”

          Mensagem divide-se em três partes: Brasão, Mar Português e o Encoberto. A primeira possui várias vozes, que se integram para celebrar a história de Portugal e enaltecer os seus fundadores. Estrutura-se como o brasão português, constituído por dois campos, um apresentado por sete castelos, já o outro formado por cinco quinas.  A coroa e o timbre estão no topo do brasão, a se apresentar com o grifo, animal mitológico que tem cabeça de leão e asas de águia.

          Com essa divisão, tendo o brasão como referência, os poemas versam sobre os grandes personagens históricos, desde Dom Henrique, fundador do Condado Portucalense, passando por sua esposa Dona Tareja e seu filho Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, até o infante Dom Henrique (1934-1460), fundador da Escola de Sagres, grande fomentador da expansão ultramarina portuguesa, e ainda aludem a Alfonso de Albuquerque (1462-1515), dominador luso do Oriente. Na galeria dos grandes personagens, os versos dispostos em uma partitura trinitária propõem até o mito de Ulisses, que teria fundado a cidade de Ulissepona, depois denominada Lisboa. O poeta usa o paralelo imagístico quando se refere a esse assunto:


O mito é o nada que é tudo.

O mesmo sol que abre os céus

É um mito brilhante e mudo.

               

           Em “Mar Português”, segunda parte do livro, o poeta investe contra o que fosse acaso ou vontade ou até mesmo temporal. Leia-se a propósito do assunto esse lamento cheio de dor, um dos mais pungentes da poesia portuguesa sobre o ciclo das descobertas marítimas:

 

 Ó mar salgado, quanto de teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram.

Quantos filhos em vão rezaram.

Quantas noivas ficaram sem casar

Para que fosses nosso, ó mar!

 

         Depois de se perguntar se a jornada de natureza épica valeu a pena, o poeta em versos de saber eterno, que correm o mundo, levados através da linguagem coletiva, em nível de fala, responde que “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.            

         Seu pensamento reflexivo acrescenta:


Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

               

          Em “O Encoberto”, terceira parte de Mensagem, vemos o mito sebastianista do retorno de Portugal às épocas de glória. Alude o poeta agora ao misticismo em torno da figura de Dom Sebastião, rei de Portugal, que teve a frota dizimada em ataque aos mouros, em 1578. Muitas previsões, como a do sapateiro Bandarra e a do padre Antônio Vieira, formulam nesse trâmite espiritual o retorno de Dom Sebastião para resgatar o poderio de Portugal. Anunciam a nova terra e os novos céus, quando então fica criado o Quinto Império, que marca em definitivo a supremacia de Portugal sobre o mundo.

           O sentimento nacionalista permeia os poemas de Mensagem. Uma estrofação com base no elogio aflora da alma gentil do poeta, os versos ressoam uníssonos para ferir objetivos universalistas, como facilmente podem ser detectados nesse padrão de técnica literária. Classificada pela crítica como ode trinitária, nessa obra o poeta propõe sua mensagem com o cerne da nobreza, formula uma antítese na posse do mar, que antes existia com seus medos, mistérios e assombros, incide numa síntese através da futura civilização, com apetências e aderências por mares nunca antes navegados, de tal modo também nos informou Camões, representadas dessa vez na voz da terra que ansiou o mar.

  

         O eu poético em Mensagem prevê que o futuro da Europa está além-mar, o agente dessas descobertas marítimas será Portugal. O poeta imagina a Europa com um corpo de mulher. Estendida, ela tinha um de seus cotovelos, o direito, fincado na Inglaterra; o outro, esquerdo, recuado, na península italiana; cabendo a Portugal ser o rosto.  Pode não ter sido o rosto, mas a posição geográfica de Portugal, pequena faixa de terra voltada para a imensidão do Oceano, à sua frente, que condicionou seu destino ultramarino durante quase cinco séculos.

 

*In “Encontros com Fernando Pessoa”, do livro Kafka, Faulkner, Borges e Outras Solidões Imaginadas, Cyro de Mattos, no prelo da EDUEM, editora da Universidade Estadual de Maringá, Paraná.

PESSOA, Fernando.  Obra poética, Editora José Aguilar, Rio de Janeiro, 1960.

SIMÕES, Maria de Lourdes Netto (org.). Navegar é preciso, coletânea, Editus/UESC, Bahia, 1999.

 

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*Cyro de Mattos é escritor de crônicas, contos, romance, poesia e literatura infantojuvenil. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Também publicado por editoras da Europa. Da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa pela universidade Estadual de Santa Cruz.

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terça-feira, 11 de maio de 2021

O Que Acontece Na França e com Se Reflete No Brasil

A ACADEMIA GRAPÍÚNA DE LETRAS PROMOVE PALESTRA

 “COVID 19: Fatos e boatos. Ciência e política”

 


                No último sábado, 8/4, às 17h, a Academia Grapiúna de Letras (AGRAL) de Itabuna, realizou na plataforma Google Meet, em função da inviabilidade de reunião presencial, por causa das medidas restritivas acerca de distanciamento social, face à pandemia Coronavírus, prestigiada reunião ordinária com direito a palestra do confrade-cardiologista Jairo Xavier Filho.

A reunião, que foi conduzida pelo acadêmico-presidente Samuel Leandro Oliveira de Mattos, teve as participações dos acadêmicos Vercil Rodrigues, José Carlos de Oliveira, Lílian Lima Pereira, Antônio José de Souza Baracho, Maria da Glória Oliveira Brandão Marques, Jairo Xavier Filho, Kleber Antônio Torres de Moraes, Luiz Cláudio Zumaeta Costa, Zélia Possidônio dos Santos e Samuel Macedo Guimarães e dos convidados Damares Maria de Oliveira Mattos, Iris Silva Brito, Josanne Francisca Moraes, Telma Viana Soares Brito, Rebeca Lília de Mattos Filgueiras, Isis Silva Brito, Edilza Bastos de Sousa, Eliel Brito Medeiros, Isabela Silva Brito Medeiros, Emyr Apolônio Brito Gomes e Wynne Brito Gomes.

A confreira e poetisa Glória Brandão, na oportunidade, brindou a todos, declamando um dos seus poemas, intitulado “Amigo é doce abrigo”.

Samuel Leandro agradeceu as presenças dos confrades e convidados, e deu votos de boas-vindas aos confrades que retornaram às atividades regulares da “Casa de Letras de Itabuna”, o jornalista Kleber Antônio Torres de Moraes, ao professor-escritor Luiz Cláudio Zumaeta Costa e ao professor universitário Samuel Macedo Guimarães, bem como apresentou o plano de trabalho da equipe gestora, referente ao biênio 2021-2023.

 A assembleia provocada, deliberou unanimemente favorável à proposta da diretoria em conceder ao confrade Ivann Krebs Montenegro, o título de ‘Presidente Emérito da AGRAL’, visto ter sido o seu primeiro presidente e um dos seus idealizadores.

Dentro da proposta da diretoria da AGRAL de fomentar a cultura lato sensu, o confrade Jairo Xavier Filho, que é médico cardiologista, proferiu brilhante e esclarecedora palestra, com o título “COVID 19: Fatos e boatos. Ciência e política”. E após à palestra, abriu-se para acadêmicos e convidados momento para perguntas e comentários.

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domingo, 9 de maio de 2021

GOVERNO DE ISOPOR - Eugenio Trujillo Villegas



Eugenio Trujillo Villegas*


A arremetida terrorista que deixou a Colômbia de joelhos nos deixa com várias conclusões fundamentais: Primeiro, temos um governo de isopor, incapaz de enfrentar a gravíssima situação. E, em segundo lugar, o erroneamente denominado “protesto pacífico” não é senão o nome dado a uma operação de guerra urbana, articulada e financiada por uma organização criminosa, preparada com meses de antecedência para derrubar o governo, tomar o poder e impor uma ditadura marxista na Colômbia.

Infelizmente, esta óbvia realidade ainda não foi compreendida pelo presidente Iván Duque, após oito dias de guerra. A Colômbia não tem cabeça! Não há governo e nas ruas das principais cidades há uma verdadeira guerra civil. Grande parte do mobiliário urbano de Bogotá, Medellín e Cali, as três cidades mais importantes da Colômbia, foi destruído por hordas terroristas articuladas, pagas e dirigidas por alguém.

A “paz do Acordo com as FARC

Esta é a “paz” do Acordo com as FARC. E foi o próprio ex-presidente Juan Manuel Santos quem anunciou que a guerra urbana chegaria à Colômbia, como mecanismo de imposição do Acordo que lhe rendeu o Prêmio Nobel. Estabeleceu-se a impunidade total para os terroristas, a liberdade de plantar 200.000 hectares de coca, o suposto direito de transformar o protesto em terrorismo, o controle político que as FARC agora exercem no Congresso e o enorme custo para financiar os acordos com as FARC.

Esta é a consequência inevitável da rendição do Estado. As FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o ELN (Exército de Libertação Nacional), os terroristas, os cartéis de drogas, os movimentos indígenas, os infiltrados chavistas venezuelanos e os políticos que lideram essas hordas subversivas do Congresso da República articulam um golpe para derrubar a ordem institucional.

Enquanto isso, apesar de ter passado uma semana no meio desse “bogotazo”, o presidente Duque está trancado em seu gabinete, não faz nenhuma declaração pública, não decreta a comoção interna, não dá nenhuma ordem, nem estabelece diretrizes vigorosas para a Polícia e o Exército. Mas, acima de tudo, não põe a cara diante do País, para que os 50 milhões de seus compatriotas sintam que alguém está à frente nos defendendo, sabendo o que está fazendo, e, com mão firme e determinada, comandando de uma nação que enfrenta uma das maiores tempestades de sua história.

Mas não é assim. O presidente tem estado na televisão todos os dias em seu programa diário sobre a pandemia, dizendo-nos para sermos vacinados e usarmos máscara. Sua preocupação é a nomeação de novos ministros e a elaboração de uma nova reforma tributária, como se fosse o mais urgente no momento. Enquanto isso, o País está pegando fogo!

Cali não é protegida pelo governo

Ele nem sequer se referiu à situação angustiante de Cali, a cidade mais afetada pelos acontecimentos. A responsabilidade por grande parte deles recai sobre o prefeito Jorge Ivan Ospina que, como Chefe da Polícia, tem sido o patrocinador do vandalismo, trazendo milhares de indígenas de Cauca para aumentar o caos e impedindo a Polícia e o Exército de atuar diante da extrema gravidade da situação. Mas isso também não incomoda o governo, que não diz ou faz nada, nem mesmo quando os senadores comunistas Wilson Arias, Alexander López e Gustavo Petro estimulam os protestos com sua presença em meio ao vandalismo e à destruição. Enquanto isso, Cali e toda a Colômbia estão mergulhadas no caos. 

Empresários e sindicatos colombianos divulgam tímidos comunicados à imprensa, demonstrando total desconhecimento da realidade dos fatos. Todos eles começam por defender o “direito de protestar”, como se quisessem cair nas boas graças dos responsáveis ​​pela destruição. Nenhum exige do Governo as respostas elementares que deveriam ter sido dadas desde o primeiro dia. As Câmaras de Comércio, que representam os milhares de comerciantes e empresários falidos, também não dizem absolutamente nada. As universidades, que treinam seus alunos nos postulados do protesto, silenciam. As autoridades eclesiásticas, tão loquazes na defesa dos direitos do povo e tão hábeis em se reunir com as FARC e o ELN, tampouco se manifestaram.

Enquanto isso, o País está sangrando. Estamos à deriva. Sequer foi cogitado nenhum dos instrumentos previstos na Constituição para enfrentar uma crise de extrema gravidade, como a declaração de comoção interna. Se o que está acontecendo não justifica a tomada dessas medidas extraordinárias, por favor, alguém do governo nos explique em que consiste a extrema perturbação da ordem pública.

Fraqueza, fonte de grandes tragédias

Estamos vivendo um daqueles momentos trágicos da História, em que os governantes não estiveram à altura de sua tarefa, permitindo assim que as maiores tragédias acontecessem. Luís XVI divertia-se consertando relógios e fechaduras, enquanto os inimigos da França preparavam um dos maiores matadouros da História, liquidando a monarquia e levando-o para a guilhotina. Nicolau II, Czar de todas as Rússias, deixou que as decisões do governo fossem tomadas por um demônio que se fazia passar por “santo”, chamado Rasputin, enquanto os comunistas radicais preparavam outro banho de sangue, que se espalhou pelo mundo até agora. A inexplicável fraqueza do Czar levou à sua execução, junto com toda sua família.

Presidente Duque: Ainda dá tempo de salvar a Colômbia! Mas lhe cabe assumir seu papel de Chefe de Estado, o que não se faz abrindo diálogos inúteis com terroristas. Eles querem destruí-lo e toda a Colômbia. Incumbe-lhe enfrentá-los, com o apoio de todos os colombianos!

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* Diretor da Sociedad Colombiana Tradición y Acción

  https://www.abim.inf.br/governo-de-isopor/

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (230)


6º Domingo da Páscoa – 09/05/2021


Anúncio do Evangelho (Jo 15,9-17)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena.

Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando.

Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.

Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá.

Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

https://liturgia.cancaonova.com/pb/

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Roger Araújo:



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MÃE – Cláudio Zumaeta

 




Mãe

 

Subitamente vi-me sufocado

Imerso numa Pandemia 

Que insistia e ainda insiste      

Em me isolar, acuar

Como se a vida 

Não mais valesse a pena

 

Aturdido, angustiado, ferido

Perguntei aos Céus: e agora    

Quem pode, quem poderá nos salvar?

E na escuridão do tempo entorpecido

Senti meu peito vazio distante  

Cabisbaixo entristecido

 

Então outra vez 

Na angustia daquela hora

Voltei a perguntar: e agora, e agora

Quem nos poderá salvar 

                          desta maldita sombra?                            

De repente, ante o silêncio 

Que decaiu em volta 

Ouvi a resposta:

 

Recolhe-te ao colo de sua Mãe, e acalma-te... 

Pois nenhuma escuridão resiste à Luz sublime 

do coração de uma Mãe!                   

 

Abra teus braços e se abrace com ela

E não esqueça: a Mãe, nossa Mãe

É ela, será sempre ela, a grande Estrela 

Que nos guiará para fora das tristezas 

E para dentro de renovadas belezas! 

      

                  [Zumaeta]

 


Cláudio Zumaeta
- Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA) Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador-BA. Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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