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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

NATAL DO BEM – João de Paula



Espalhe a magia que vai durar o ano inteiro



É tempo de Festa,
É tempo de confraternização,
É tempo de Abraços,
É tempo de troca de presentes,
É tempo de Amigo Secreto,
É tempo de desejar aos nossos familiares, amigos, vizinhos e conhecidos: a paz, prosperidade, saúde e boas realizações.


Desejar feliz natal, feliz ano novo, para nossos familiares, amigos e conhecidos.

É tempo de Natal!

Boas festas e feliz ano novo, que o verdadeiro espírito do Natal, o nascimento de Jesus Cristo, possa ser vivenciado e o nosso amor ampliado, para que o bem, as intenções positivas e as nossas boas ações, sejam voltadas para um mundo melhor, para gerar felicidade, para que a magia do Natal dure o ano inteiro, ou mais.

Natal de Luz, Natal sem fome,
Natal sem doença, Natal sem miséria,
Natal sem pobreza, Natal sem conflito,
Natal de Paz e amor.


Que possamos vivenciar a beleza de Deus através do amor fraternal em família, com nossos amigos e conhecidos, na pratica do Natal do Bem, nas nossas confraternizações, passeios e encontros, fazendo nascer os sentimentos de elevado nível, com a pratica do servir espontâneo, da bondade, da cortesia, da generosidade e da gentileza.

Vamos amar mais,
Vamos respeitar mais,
Vamos unir nossas mãos e nossas vozes

para erguermos a bandeira do amor,
a bandeira da ordem, respeito e civismo.

Natal é família;
A família é presente de Deus.
Natal é felicidade,
Natal é agradecimento,
Natal é a vida...


Um coração agradecido se liga a Deus.
Faça feliz quem por perto 
de você passar hoje, amanhã e sempre, 
na propagação da felicidade e do amor; 
para o bem da humanidade 
e de um mundo melhor.


Natal do Bem é você que faz...

Sorria,
Seja Generoso,
Seja amável com todos,
Seja útil.
Seja grato,
Seja um doador dos valores 
que elevam o nível cultural e espiritual 
das pessoas que o acercam.


Faça alguém feliz,
Faça seu irmão feliz,
Faça o Natal do Bem.
Um abraço fraternal, 

Um abraço poético, 
Um abraço da Paz.

Espalhe a magia que vai durar o ano inteiro.
Parabéns! Feliz Natal e Próspero Ano Novo.



João Batista de Paula
Escritor e Jornalista.


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ABL: DENISE MAURANO, PROFESSORA, FILÓSOFA E PSICANALISTA, FAZ NA ABL A PALESTRA DE ENCERRAMENTO DO CICLO ‘O BARROQUISMO BRASILEIRO’



A professora, filósofa e psicanalista Denise Maurano fará a quarta e última palestra do ciclo de novembro de 2018, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Merval Pereira. O evento está programado para quinta-feira, dia 29, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

A conferencista adiantou um resumo de sua palestra: “Tomado, não propriamente, como estilo artístico de um período, mas como um modo de orientação do psiquismo que repercute em diversas produções humanas, o barroco nos servirá de alavanca metodológica para pensarmos acerca da cultura brasileira, no que ela tem de melhor e de pior. Abordado como herdeiro do espírito trágico dionisíaco, afeito ao paradoxo, nos favorece tanto a psicanálise, o carnaval e a música, por exemplo, quanto a desmedida que aqui facilmente toma a cena, nos fazendo refletir sobre nossa civilidade”.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

A PALESTRANTE

Denise Maurano Mello, nascida no Rio de Janeiro, é Professora Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), atuando no Curso de Direito e no Programa de Pós-Graduação em Memória Social. Tem Mestrado e doutorado em Filosofia pela Universidade de Paris XII e PUC/RJ. Pós-doutorado em Letras, também pela PUC/RJ e Pós-doutorado em Psicanálise pela Universidade de Nice (FR). Psicanalista, é membro da Associação Corpo Freudiano – Escola de Psicanálise, seção Rio de Janeiro.

Autora de diversos artigos publicados no Brasil e no exterior, Denise Maurano também publicou os seguintes livros: Nau do desejo: o percurso da ética de Freud a Lacan (Ed. Relume Dumará,1995); La face cachée de l’amour: investigation philosophique de la tragédie à la lumière de la Psychanalyse (Presses Universitaires de Septentrion, FR, 2000); A face oculta do amor: a tragédia à luz da psicanálise (RJ, Imago ed./UFJF, 2001); Para que serve a Psicanálise (Col. Passo-a-passo em psicanálise, RJ, Jorge Zahar ed., 2003); A transferência (Col. Passo-a-passo em psicanálise, RJ, Jorge Zahar ed., 2006); A Histeria, (Col. Para ler Freud, Ed. Civilização Brasileira 2011); Trilogia: Do Desejo, Do Amor e Do Gozo. Volume I: Do desejo. RJ: Ed. Contracapa (no prelo). Coordenou e organizou, ainda, algumas publicações, entre elas as Agenda de Psicanálise (I Ed. Xenon, 1989 e II Ed. Relume Dumará,1990); Circulação Psicanalítica, RJ: Imago Editora(1992).

Desde 2003, Denise Maurano é editora-chefe do periódico eletrônico multidisciplinar Psicanálise&Barroco em Revista. Concebeu e dirigiu os vídeos: Torções do gozo: uma imersão no barroco, 2001, financiado pela FUNALFA/JF e Banco do Brasil; Desdobramentos de Vênus: uma viagem rumo ao continente negro, e também Matriarcado de Pindorama: a presença do feminino na cultura brasileira, (apoio CNPq). Profere palestras pelo Brasil e por outros países, como França, Estados Unidos, Bélgica, Áustria, Argentina, México, Canadá e Itália.

 22/11/2018


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domingo, 25 de novembro de 2018

O SERTANEJO – Euclides da Cunha


     
O sertanejo é, antes de tudo, um forte.


            Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.

            A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempenho, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.

            É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete, no aspecto, a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gigante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente no primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo passo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. E se na marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um cigarro, bater o isqueiro ou travar ligeira conversa com um amigo, cai logo – cai, é o termo – de cócoras, atravessando largo tempo numa posição de equilíbrio instável, em que todo o seu corpo fica suspenso pelos dedos grandes dos pés, sentado sobre os calcanhares, com uma simplicidade a um tempo ridícula e adorável.

            É o homem permanentemente fatigado.

            Reflete a preguiça invencível, a atonia muscular perene em tudo: na palavra remorada, no gesto contrafeito, no andar desaprumado, na cadência langorosa das modinhas, na tendência constante à imobilidade e à quietude.

            Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.

            Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas.

            O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os efeitos  do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro,  reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento de força e agilidade extraordinárias.

(OS SERTÕES)
Euclides da Cunha, em ANTOLOGIA NACIONAL, de Fausto Barreto e Carlos Laet – 31ª edição, Livraria Francisco Alves, São Paulo, 1954.

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            EUCLIDES RODRIGUES PIMENTA DA CUNHA nasceu em Cantagalo, RJ, em 1866. Após uma infância difícil e uma vida estudantil-militar marcada por atos de insubordinação e punições, formou-se em ciências e matemática na Escola Superior de Guerra, onde fez também os cursos de artilharia, estado-maior e engenharia militar.
            Em 1895, deixou a farda e, mudando-se para São Paulo, passou a dedicar-se à engenharia civil e, logo em seguida, também ao jornalismo, enviado à Bahia como correspondente do jornal “O Estado de São Paulo” para cobrir a fase final  da luta entre forças governamentais e os rebeldes de Canudos (1897), publicou a respeito uma série de reportagens e colheu material para seu grande livro – “OS SERTÕES”, vindo à luz em 1902.
            Em 1904, a convite do Governo, chefiou a comissão de reconhecimento das fronteiras brasileiras no Alto Purus. Retornando, ficou no Rio de Janeiro como adido ao gabinete de Rio Branco, no Itamarati (Ministério das Relações Exteriores). Eleito para a Academia Brasileira de Letras, tomou posse em 1906.
            Morreu assassinado, em 1909.
            Obras: Além de “OS SERTÕES”, deixou “Contrastes e Confrontos” (1907) e “À Margem da História” (1909).

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            Toda a fama de Euclides da Cunha “nasceu com OS SERTÕES, obra que retrata com impressionante força verbal e intenso realismo a terra e o homem do sertão nordestino e a luta sangrenta contra os fanáticos de Canudos. Nesse livro, que é um monumento de nossas letras e mereceu ser traduzido para vários idiomas, o autor revela-se, a um tempo,  cientista emérito e primoroso estilista. A linguagem de Euclides da Cunha, opulenta, nervosa, veemente, é o reflexo de sua alma indômita e de seu caráter retilíneo.” (Domingos Paschoal Cegalla).

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CRISTO REI – Dom Ceslau Stanula


Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
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25/11/2018

Hoje é a festa do Cristo Rei.


Ela foi instituída pelo Papa Pio XI em 1925, no tempo onde na Europa se cristalizavam as ditaduras de Hitler e de Mussolini.

Neste panorama o Papa quis lembrar, que nem as ditaduras devem reinar no mundo, nem as ideologias, nem os que se acham poderosos, mas o Cristo Jesus. 

A festa em si, não é para exaltar um Deus Poderoso, mas um Cristo, cujo poder é de um Cristo que lava os pés dos seus discípulos e que diz: “o que eu fiz, façam vocês também".(J.13,14)

O poder é serviço. 

“Você é grande quando mais se abaixa para servir com amor e por amor" (Dom Armando). 

Com a benção e oração,

Dom Ceslau
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Dom Ceslau Stanula
bispo emérito da Diocese de Itabuna/BA, 
escritor, membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
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PALAVRA DA SALVAÇÃO (106)


Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo – Domingo, 25/11/2018

Anúncio do Evangelho (Jo 18,33b-37)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?”
Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Roger Araújo:

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Realeza interior, nosso ser verdadeiro

Fano

“Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”  (Jo 18,37) 

É muito importante que tenhamos uma pequena ideia sobre o momento e o motivo que levou o Papa Pio XI, em 1925, a instituir a festa de Cristo Rei. A Igreja estava perdendo seu poder e seu prestígio, acossada pela modernidade. Com esta festa, tentou-se recuperar o terreno perdido frente a um mundo secular, laicista e descrente. Na encíclica o papa dava as razões para instituir a festa: “recuperar o reinado de Cristo e de sua Igreja”. 

Ao confessar Cristo como Rei universal queria-se, com isso, veicular o desejo de que também a Igreja fosse testemunha e participante já aqui na terra dessa realeza; em outras palavras, uma realeza de Cristo reconhecida, redundava inevitavelmente em uma igreja respeitada, favorecida pelo Estado, com alto status na sociedade, forte e organizada, que, embora já não podendo mais revestir-se de poder político temporal, pelo menos pudesse participar dele através de uma relação estreita e harmoniosa. 

A intenção da festa pode ser boa, mas o título atribuído a Jesus não poderia ser de seu agrado. Embora muitos estejam ainda centrados na visão de uma Igreja que busca poder, prestígio, riqueza... a partir da imagem do Cristo Rei, na realidade, o que celebramos é uma radical mudança de linguagem: Jesus rei servidor, que se coloca a serviço dos mais desfavorecidos, sem poder, sem glória, sem pompas... Podemos conservar o título, mas mudar a maneira de entendê-lo; Jesus é “Rei do Universo” quando a paz, o amor e a justiça reinarem em todos os rincões da terra, quando todos forem testemunhas da verdade, quando em todos os ambientes a mesa do Reino se tornar mesa de inclusão e de acolhida...

Portanto, qualquer conotação que o título tenha com o poder e com as pompas, esvazia a mensagem de Jesus. Uma coroa de ouro na cabeça, um cetro brilhante nas mãos, um manto tecido de brocados e pedras preciosas, são muito mais degradantes que a coroa de espinhos e a cana que os soldados colocaram em suas mãos no momento do seu julgamento. Ali, diante do poder violento e corrupto de Pilatos, Jesus, açoitado e coroado de espinhos, se mostra sereno e revela a plena humanidade de um Rei sem reino; um rei das nações de exilados, do povo sem lar, dos desamparados..., que prefere o poder do amor ao poder da força e da violência. 

Há uns domingos atrás, Jesus nos dizia que aquele que queria ser o primeiro, deveria ser o último, e aquele que queria ser grande deveria ser o servidor de todos. Esse afã de identificar Jesus com o poder e a glória, não será acaso uma maneira de justificar nosso afã de poder, de prestígio, de nos impor sobre outros? Não será porque nós cristãos temos projetado n’Ele nossa necessidade de grandeza? 

Reinar e ter poder é objeto de desejo de extraordinária magnitude e fascínio para o ser humano. Seu brilho encanta e seduz; sua proposta é extremamente atraente; para muitos, é a suprema ambição. Não há ser humano que não tenha sido tentado pelo canto desta sereia. 

“Reinar”. Em nosso mundo reina o terror, reina a miséria, reina a exploração, reina a vingança, reina o negócio sujo, reina a violência, a intolerância, o preconceito... Quando em nosso mundo reinar a confiança mútua, quando todos viverem a cultura do encontro, quando não houver excluídos nem sofredores, quando os negócios forem honrados, quando formos capazes de compartilhar e de acolher o diferente..., então poderemos começar a atribuir o título de Rei a Jesus e proclamar que Ele reina. 

Jesus acreditou na força da semente, no poder do fermento, na criatividade dos pobres, no dinamismo incomparável do Espírito, mas a partir de dentro, a partir da humanização dos corações. Por isso, Jesus é Rei porque deixou transparecer sua “realeza interior”: o que n’Ele era mais humano e divino, a sua verdade, seu ser verdadeiro..., no mais profundo de si mesmo. Realeza que se visibilizava no encontro com o outro. Jesus destravava e ativava a realeza escondida em cada um, desvelava a verdade mais nobre presente nas profundezas de cada pessoa. 

Dentro do processo de Jesus frente a Pilatos, segundo o quarto Evangelho, ocupa um lugar destacado a questão sobre a verdade; ali o título de “rei” é identificado com ser “testemunha da verdade”. Jesus é consciente, como os grandes sábios, de viver na verdade de si mesmo, porque se adentrou no “território” de sua verdadeira identidade. A Verdade estava na sua atitude de vida. Esta era a Verdade. O convite de Jesus é, portanto, absolutamente inclusiva: toda pessoa que, a partir de uma atitude de busca sincera e humilde, se “adentre” na experiência de sua própria verdade, sentirá necessariamente a “sintonia” com Ele, assim como com todos aqueles(as) que o seguem e vivem de maneira verdadeira e transparente. Portanto, o verdadeiro sentido do seguimento de Jesus e a fé madura em Deus não se reduzem à segurança e firmeza em umas determinadas verdades; mais importante que as verdades de nosso saber é a humanização de nossas atitudes. 

“Vim ao mundo para dar testemunho da verdade”. Jesus não se refere a verdades doutrinais ou científicas; Ele está falando da autenticidade de seu Ser; Ele está falando da verdade de seu Ser e da verdade de todo ser humano. Jesus é rei porque vive na verdade, vive na transparência; Ele é verdadeiro porque revela o que é mais nobre em seu coração e no coração de todos os seguidores(as); não usa máscara, é pura transparência do rosto do Pai.

Jesus é o Homem autêntico, a referência de ser humano, o ser humano verdade. Jesus é a última referência para todo aquele que queira deixar transparecer em sua vida a verdadeira qualidade humana. Em certo sentido, poder-se-ia dizer que a verdade não passa pela mente, mas pela vida; nem pelo pensar de uma determinada maneira, mas por ser e viver de um modo humano e inspirador. Por isso, frente ao fanatismo e intolerância que denota fechamento e estreiteza de vida, a verdade requer abertura humilde, questionamento e flexibilidade. 

O importante não é ter a verdade, mas ser verdadeiro. A pessoa verdadeira pode entrar em ressonância e em sintonia com a verdade do outro. O intolerante, o preconceituoso julga ser dono da verdade e quer impô-la sobre os outros. A verdade não é um dogma e sim um caminho. Quanto mais verdades absolutas, mais estreito vai ficando o nosso mundo. A humanidade busca a verdade, mas também pode asfixiá-la. Costuma-se calar a verdade que incomoda. Também existe sempre a tendência de querer impor, pela força, pelo medo, aquilo que se acredita ser verdadeiro. “A verdade também pode ter suas vítimas”. 

Texto bíblico:  Jo 18,33-37

Na oração: precisamos dar passos em direção a maiores níveis de verdade humana e evangélica em nossas vidas, nossas relações, nossas instituições...

* o que há de verdade e o que há de mentira em nosso seguimento de Jesus? Onde há verdade que nos humaniza e onde há mentira que nos atrofia? 

Pe. Adroaldo Palaoro sj


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sábado, 24 de novembro de 2018

ISRAEL


"Apenas 70 anos atrás os judeus foram levados para o matadouro como ovelhas.

Há 60 anos não tínhamos país ou exército.

Apenas algumas horas após a sua criação, sete países árabes declararam guerra ao nosso pequeno Estado judeu.

Nós éramos apenas 650 judeus contra o resto do mundo árabe, sem nenhuma força de defesa.

Nenhuma força aérea poderosa, apenas pessoas corajosas.

Líbano, Síria, Iraque, Jordânia, Egito, Líbia, Arábia Saudita, todos nos atacaram ao mesmo tempo.

O país que as Nações Unidas nos deram foi 65% deserto. O país não era nada!

35 anos atrás nós lutamos contra os três exércitos mais poderosos do Oriente Médio, e nós os varremos, sim,  em seis dias.

Lutamos contra várias coalizões de países árabes, que tinham exércitos modernos e muitas armas soviéticas, e sempre os derrotamos!

Hoje nós temos:
*Um país
*Um exército
*Uma poderosa força aérea
* Um Estado cuja economia exporta milhões de dólares
* Intel - Microsoft - A IBM desenvolve produtos para todos.
* Nossos médicos recebem prêmios por pesquisa médica.
* Temos inúmeros prêmios Nobel em todas as áreas.

Nós fizemos o deserto florescer, vendemos laranjas, flores e legumes para todos.
Israel enviou seus próprios satélites para o espaço! Três satélites ao mesmo tempo!

Estamos orgulhosos de estar no mesmo nível que os Estados Unidos, que tem 250 milhões de habitantes.
Rússia, que tem 200 milhões de habitantes, a China tem 1.300 milhões de habitantes.
Europa (França, Grã-Bretanha, Alemanha), com 350 milhões de habitantes.
Estes são os únicos países do mundo que enviam objetos para o espaço! Israel agora faz parte da família de potências nucleares, com os Estados Unidos, Rússia, China, Índia, França e Grã-Bretanha.

Nós nunca admitimos isso oficialmente (mas todos sabem disso): apenas 60 anos atrás, eles nos pegaram, envergonhados e desesperados para nos sacrificar!

Tivemos recentemente a opressão sobre a Europa e vencemos nossas guerras aqui com menos do que nada. Nós construímos nosso pequeno "Império" do nada.

Quem é o Hamas que quer nos assustar, nos intimidar? Eles nos fazem  rir!

A Páscoa foi celebrada; não vamos esquecer o que isto significa:

Nós sobrevivemos ao Faraó.
Nós sobrevivemos aos gregos.
Nós sobrevivemos aos romanos.
Nós sobrevivemos à inquisição da Espanha e dos massacres na Rússia.
Nós sobrevivemos a Hitler.
Nós sobrevivemos aos alemães.
Nós sobrevivemos ao Holocausto.
Nós sobrevivemos aos exércitos de sete países árabes.
Nós sobrevivemos a Saddam.
Continuaremos a sobreviver também aos inimigos de hoje.

Pense em qualquer outro momento da história da humanidade! Pense nisso: para nós, o povo judeu, a situação nunca foi melhor! Nós vamos enfrentar o mundo.

Lembre-se: todas as nações ou culturas que uma vez tentaram nos destruir, hoje não existem mais e nós ainda vivemos!

Egito?
Os gregos?
Alexandre da Macedônia?
Os romanos? Alguém fala latim hoje em dia?
E o terceiro reich?

E olhem para nós:
A nação da Bíblia
Os escravos do Egito,
Nós ainda estamos aqui.

E nós falamos a mesma língua! Antes e agora! Os árabes ainda não sabem disso, mas aprenderão que existe um Deus! Enquanto mantivermos nossa identidade, nós seremos para sempre!

Então pedimos desculpas por não nos preocuparmos.
Por não chorarmos.
Por não termos medo
As coisas estão bem por aqui.
Elas certamente poderiam ser melhores.

Não acredite na mídia, porque eles não dizem que as festas ainda estão acontecendo, as pessoas ainda estão vivendo, as pessoas ainda estão saindo, as pessoas estão saindo para ver seus amigos.

Sim, nossa moral é baixa. Por quê? Só porque lamentamos nossos mortos, enquanto outros se regozijam no sangue derramado. É por isso que vamos vencer no final.

Ele nunca dorme  e nunca dormirá o guardião de Israel, HaShem, Deus de Abraão, Isaque e Jacó".



(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)


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ABL: JURISTA E EDUCADOR JOAQUIM FALCÃO TOMA POSSE NA CADEIRA 3 DA ABL E AFIRMA: ‘NÃO DEVEMOS NOS ENTREGAR À OUTRA ESCURIDÃO. AQUELA QUE ALGUÉM ESCOLHE POR NÓS O QUE NÓS PODEMOS ESCOLHER’


O jurista, educador e intelectual público Joaquim Falcão tomou posse na Cadeira 3 da Academia Brasileira de Letras, hoje, sexta-feira, dia 23 de novembro, em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon. O novo Acadêmico foi eleito no dia 19 de abril deste ano, na sucessão do Acadêmico, escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, falecido no dia 5 de janeiro de 2018. Em nome da ABL, a Acadêmica, escritora e ensaísta Rosiska Darcy de Oliveira fez o discurso de recepção.

Antes, Joaquim Falcão discursou na tribuna. Ao terminar, assinou o livro de posse. A seguir, o Presidente Marco Lucchesi convidou o Acadêmico e jornalista Merval Pereira para fazer a aposição do colar; o Acadêmico e professor Arnaldo Niskier (decano presente) para entregar a espada; e o Acadêmico e escritor Marcos Vinicios Vilaça para entregar o diploma. Terminada a cerimônia, o Presidente, então, declarou empossado o novo Acadêmico.

A mesa da cerimônia foi presidida por Marco Lucchesi e composta pelos seguintes Acadêmicos e convidados: Alberto da Costa e Silva, Secretário-Geral da ABL; Merval Pereira, Segundo Secretário; Rosiska Darcy de Oliveira; Paulo Câmara, Governador Pernambuco; Jarbas Vasconcellos, Governador Maranhão.

Os ocupantes anteriores da Cadeira foram: Filinto de Almeida (fundador) – que escolheu como patrono Artur de Oliveira –, Roberto Simonsen, Aníbal Freire da Fonseca e Herberto Sales.

 
DISCURSO DE POSSE

“Comecei propondo a ABL como patrimônio cultural. Termino propondo o estado democrático de direito como patrimônio político. Ambos dentro do comando de nossa constituição: ampliar a cidadania plena.

“Cultura é a capacidade de cada um escolher seu melhor futuro. Matéria-prima da democracia, tão importante quanto segurança, emprego, saúde, educação e justiça. Nenhuma economia funciona sem eficiente infraestrutura: rodovias, saneamento, transportes, energia e tanto mais. Assim, também, a democracia. Não funciona sem adequada infraestrutura para a livre circulação de direitos e deveres culturais. Direito é energia. Move igualdades e liberdades. Não pode faltar.

“Como energia, focalizo o direito de ler, de leitura e a literatura. Por todos os meios: livro, jornal, laptop, celular, internet, rádio, tv, exposições de arte. Analógicos, dialógicos, presenciais. Ler vendo, ler lendo, ler ouvindo, ler acessando. Sou dos que acreditam que mesmo em era visual, nunca se leu tanto no mundo. Apenas, lê-se diferentemente. Sejam grandes romances, instalações, twitter, facebook ou whatsapp.

Vencemos o analfabetismo que nos impedia de tecnicamente ler. Não devemos nos entregar à outra escuridão. Aquela onde alguém escolhe por nós o que nós mesmos podemos escolher”.

E encerrou: “O direito de expressão é direito relacional. Entre a liberdade do emissor e a escolha do receptor. Um energiza e dá vida ao outro. Mas, Austregésilo de Athayde, de Caruaru, nordestinado, diria o pernambucano Marcos Accioly, cimento que une esta instituição já com 120 anos, dizia: ‘O direito não é do jornalista, é do povo’”.

 
DISCURSO DE RECEPÇÃO

Rosiska Darcy de Oliveira afirmou, em seu discurso de recepção, que “uma vida que faz sentido é realmente um fazer. O sentido de uma vida não nos é dado, é escultura do tempo, é lapidação da matéria insondável da existência, é gênio e arte nas escolhas. Nada disso lhe faltou.

“Joaquim tem o dom de fazer o sentido da sua vida jogando no caleidoscópio do seu destino seus múltiplos talentos, atividades, criações, pertencimentos, afetos, andanças, como se toda essa diversidade pudesse se entender entre si, harmoniosamente, como se pertencesse a uma mesma matriz.

“Creio que essa matriz, como disse na abertura desse discurso, seja o sangue de seus ancestrais que formou com o seu essa pessoa única, Joaquim de Arruda Falcão Neto, advogado, jurista, jornalista, homem de letras, educador, intelectual público e que, por todos esses títulos, pertence a partir de hoje à Academia Brasileira de Letras.

 
O NOVO ACADÊMICO

Jurista, educador, intelectual público, Joaquim Falcão, sexto ocupante da Cadeira 3 da ABL, tem 74 anos, nasceu no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro – mas mantém origem e vínculos com Olinda, Pernambuco. Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Rio de Janeiro (Summa cum Laude), é mestre em Direito na Harvard Law School, mestre em Planejamento de Educação e doutorado na Universidade de Genebra. Foi Diretor, na década de setenta, da Faculdade de Direito da PUC-Rio. Professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco e Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundador e professor titular da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

Indicado pelo Senado, foi conselheiro representante da sociedade civil na primeira gestão do Conselho Nacional de Justiça, na época presidido pelo Ministro Nelson Jobim. Quando, então, se combateu o nepotismo e os adicionais salariais dos magistrados.

Trabalhou diretamente com Roberto Marinho, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, que o convidaram para dirigir a Fundação Roberto Marinho, na década de noventa. Na época, criou o Telecurso 2000, que chegou a ter mais de dois milhões de alunos. Criou, também, o pioneiro Globo Ecologia, com Cláudio e Elza Savaget, e o Canal Futura, com Roberto de Oliveira.

Ruth Cardoso o convidou para conselheiro da Comunidade Solidária, quando importantes avanços na organização e mobilização da sociedade civil foram feitos, inclusive a criação do GIF. Seu livro Democracia, Direito e Terceiro Setor, publicado pela Editora FGV – Rio de Janeiro, em 2006, reflete esta mobilização. Com um jovem grupo de professores de direito, de formação nacional e global, criou a Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas.

Na área jurídica, especializou-se no Supremo Tribunal Federal e publicou o livro O Supremo, pela Edições de Janeiro – Rio de Janeiro, em 2015. Organizou com colegas os livros Onze Supremos, publicado pela Editora Letramento – Belo Horizonte, em 2017; Impeachment de Dilma Rousseff: entre o Congresso e o Supremo, em 2017, editora Letramento – Belo Horizonte; e em breve sairá o novo livro O Supremo Criminal. Entre outros livros que escreveu estão também: Os advogados: ensino jurídico e mercado de trabalho, pela Editora Massangana, 1984; Quase Todos, em 2014, pela Editora FGV.

Faz parte de múltiplas instituições como: Vice-Presidente do Instituto Cultural Itaú; Conselheiro da Fundação do Câncer; Conselheiro da Fundação Bienal de São Paulo; Membro do Instituto dos Advogados do Brasil; Conselheiro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Membro da Ordem dos Advogados do Brasil; Conselheiro da Transparência Internacional.


AUTORIDADES

Compareceram à cerimônia, além dos Acadêmicos, parentes e convidados, as seguintes autoridades  (em ordem alfabética): Alexandre Moraes e Sra. Vivian – Min. STF; Carlos Ayres Britto e Sra. Rita – Min STF; Ellen Gracie Northfleet – Min. STF; Flávio Dino e Sra. Daniele; João Roberto Marinho e Sra. Gisela – Pres. Org. Globo; Jorge Hue e Sra.; Luís Roberto Barroso e Sra. Teresa Cristina – Min. STF; Nelson Jobim e Sra. Adrienne – Min. STF; Og Fernandes e Sra. – Ministro STJ; Paulo Câmara e Sra. Ana – Governador de Pernambuco; Paulo Herkenhoff Raul Henry e Sra. Luiza, Deputado Federal; Ricardo Brennand e Sra. Graça; Sérgio Fernando Moro e Sra. Rosângela; Sidnei Benetti – Ministro STJ.

23/11/2018



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