São Pedro e São Paulo: conheça a história dos santos juninos
Pedro era um pescador no Mar da Galileia e largou sua vida
para seguir Jesus, sendo apontado como seu sucessor entre os doze apóstolos e
teve a missão de construir uma igreja que continuasse a obra do Messias.
Uma das histórias mais conhecidas sobre a vida de Pedro foi
a ocasião em que o apóstolo negou Jesus três vezes ao seu mestre ser preso,
sendo tomado pelo arrependimento em seguida.
Para os católicos, São Pedro recebeu a missão de ser líder
da Igreja de Cristo, assim como diz as escrituras “Tu és pedra, e sobre essa
pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16:18).
Por outro lado, Paulo de Tarso, cuja conversão ocorreu
quando estava em direção à cidade de Damasco, conforme os registros de Atos
9:3-5: “Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz
resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia:
‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’. Saulo então diz: ‘Quem és, Senhor?’.
Respondeu Ele: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues.”
Paulo, anteriormente chamado de Saulo de Tarso, foi um dos
grandes perseguidores da Igreja e dos discípulos de Cristo. No entanto,
converteu-se, mudou de nome e se tornou um dos grandes evangelizadores da
igreja primitiva, tornando-se um dos responsáveis pela sua expansão.
Ambos morreram martirizados. São Pedro foi crucificado, mas
pediu para que a cruz ficasse de cabeça para baixo, pois não se sentia digno de
ter a mesma morte que seu mestre. Já São Paulo foi degolado em Roma.
Solenidade de São Pedro e São Paulo – Domingo 01/07/2018
Anúncio do Evangelho (Mt 16,13-19)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Mateus.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe
e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do
Homem? ”Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus
vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas,
porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no
céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a
minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as
chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Frei Alvaci
Mendes da Luz, OFM:
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Quando Jesus é
"rocha" em nosso interior...
“Tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a minha
igreja...” (Mt 16,18)
Há indicações históricas de que já no séc. IV se celebrava
uma festa em honra de S. Pedro e S. Paulo. Não é fácil descobrir as razões que
levaram aqueles primeiros cristãos a unir em uma mesma celebração litúrgica
duas figuras humanas tão diferentes. O mais provável é porque os dois foram
martirizados em Roma durante a perseguição de Nero e quase ao mesmo tempo. Pode
ser também porque suas sepulturas estivessem juntas durante muito tempo. É
também provável que muito cedo se descobriu a complementariedade desses dois
homens. De qualquer forma, são um claro exemplo de que personalidades tão
diferentes, que inclusive discutiram duramente aspectos importantes da
primitiva fé cristã, pudessem ser dois seguidores autênticos de Jesus.
Mas, desde sempre, Pedro e Paulo foram considerados como as
colunas da Igreja. No caso de Paulo é tão evidente que alguns estudiosos
chegaram a dizer que ele foi o verdadeiro fundador da Igreja, enquanto
organização. Pedro é o personagem mais destacado em todo o NT. Mesmo assim, sabemos
muito pouco de sua vida. Pelo contrário, Paulo é a pessoa melhor documentada. É
o único apóstolo do qual podemos fazer uma biografia quase completa.
O texto do Evangelho da festa de hoje nos ajuda a reler
nossa vida. Ali afirma-se nossa identidade: temos um nome, que carrega algo
sólido, firme, resistente, que não se desfaz com as adversidades existenciais
(crises, fracassos...). A identidade de uma pessoa é dada por aquilo que é
consistente, seguro... no seu interior e não pelo nome em si.
“Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei minha
Igreja..."
E sobre ela, ao longo dos séculos, se assentou a fé dos
cristãos de todos os tempos. Mas a Pedra da qual Cristo fala não é Pedro, pois
a pedra da sua presunção, de sua segurança, de seu orgulho se transformou em
cacos com suas negações na noite da Paixão. Mais tarde, Pedro, estará em
condição de entender que a Pedra é unicamente Jesus. Somente Ele oferece toda a
segurança. Pedro nos alenta na fé: confirma os seus irmãos, mas a fé é em Jesus
Cristo.
O fundamento da Igreja é Jesus Cristo. Quem é decisivo na
Igreja é Ele. O papa, os bispos, a clero tem sua missão e sua importância, mas
a pedra angular é o Senhor. Igualmente decisivo é o Reino de Deus, não a
Igreja. A Igreja é aquela que trabalha em favor do Reino de Deus, mas o
fundamento último é o Reino de Deus. Um Reino de justiça, de amor e de paz.
Mateus, no evangelho deste domingo, nos situa diante de um
jogo de palavras entre “petros” (pedregulho, pedra sem estabilidade e que se
esfarela) e “petra” (rocha firme, consistente). Simão é, por si mesmo, um
“petros”, mas através de sua confissão messiânica, acolhendo a revelação de
Deus e confessando Jesus como o Cristo, Filho de Deus vivo, alargou sua
interioridade para que o mesmo Jesus ali se fizesse “petra” (Rocha –
fundamento). Pedro chega ao grau máximo de identificação com Jesus, que mais
tarde Paulo afirmará: “Não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim”. Pedro é
proclamado bem-aventurado porque na sua fragilidade (petros) Jesus se faz presença
solidificada (petra). A Igreja se fundamenta na misericórdia de Deus, não na
força dos homens. A Igreja é a comunidade dos pecadores perdoados, não a
comunidade dos perfeitos.
A primeira coisa que estes dois personagens, Pedro e Paulo,
nos ensinam é que não é nada fácil aceitar a mensagem de Jesus e segui-lo.
Precisamente, os dois foram os mais resistentes, cada um à sua maneira, na hora
de dar o passo e aceitar o verdadeiro Jesus. Tanto Pedro como Paulo eram
pessoas muito religiosas e que se encontravam muito confortáveis dentro do
judaísmo. O encontro com Jesus desbaratou essa segurança e os fez entrar na
dinâmica de uma autêntica relação com o Mestre galileu. Pedro, com toda
espontaneidade, não perde ocasião de manifestar sua oposição àquilo que o Mestre
dizia. Paulo foi um fanático na defesa de sua religião. Por defender o
judaísmo se converteu em perseguidor de todos aqueles que seguiam a maior
heresia surgida dentro do judaísmo: “os seguidores do caminho”.
Mais ainda: pode-se perceber claramente nos evangelhos os
obstáculos que eles tiveram de superar para passar do conhecimento de Jesus à
vivência de tudo o que Ele pregou. Seria muito interessante descobrir que
somente a partir da vivência pessoal alguém pode se lançar à missão de
comunicar uma fé. Isto explica como um punhado de pessoas, em pouco tempo,
foram capazes de transformar o mundo até então conhecido.
Essa dificuldade que Pedro e Paulo tiveram para seguir
Jesus, pode ser de muita ajuda para nós hoje. Pedro, antes da experiência
pascal, seguia a um Jesus que se encaixava em seus ideais e interesses de bom
judeu. Paulo, antes da queda a caminho de Damasco, servia ao Deus do AT que
estava a anos-luz do Deus de Jesus.
Não serve para nada seguir a Jesus sem conhecê-Lo a fundo,
identificando-nos com seu modo de ser e viver. Só depois de termos superado os
nossos pré-juízos, estaremos preparados para despertar nos outros o desejo de
viver o mesmo seguimento. Todos temos de passar pelo doloroso processo de
maturação na fé, pelo qual passaram Pedro e Paulo. No caso deles, a dificuldade
se agravou porque os dois tiveram que dar o salto de uma religião centrada na
Lei a uma experiência interior de seguimento, o que não é em nenhum caso, algo
cômodo.
Da aprendizagem de uma doutrina à vivência do seguimento de
uma Pessoa, há um grande percurso que todos devemos fazer. Sem essa passagem a
fé se converte em pura teoria, que torna estéril nossa vida e nem desperta
sedução nos outros. Talvez esteja aqui a causa de muitos fracassos no caminho
da evangelização. Estamos mais preocupados em “passar” uma doutrina, uma moral,
uma religião... e não deixamos transparecer em nossas vidas que somos
seguidores d’Aquele que é Rocha em nosso interior.
Na origem do discipulado e da igreja está sempre presente a
consciência de termos sido chamados. A vontade e a decisão de cada um são
imprescindíveis, mas são despertadas pela chamado e testemunho de outros, pelo
chamado de Jesus e, em último termo, pelo chamado do próprio Deus. Isso é o que
significa originariamente o termo “igreja” (ekklesia): “comunidade de
chamados”. No chamado de Jesus, Pedro e Paulo reconheceram o chamado de seu
próprio interior, o chamado do povo sofredor, o chamado dos tempos difíceis e,
em última instância, o chamado do Deus grande e próximo que lhes convidava à
identificação com seu Filho e ao compromisso com o Reino.
Texto bíblico: Mt 16,13-19
Na oração: É o Espírito que, guiando-nos pelo caminho da
escuta de nosso “eu interior”, nos faz sentir originais, únicos, sagrados...
A oração é a chave interior que abre caminho para
chegarmos até o “eu original”, aquele lugar sólido, a rocha sobre a qual
construímos nossa vida. Este é o nível da graça, da gratuidade, da abundância,
onde mergulhamos no silêncio, à escuta de todo o nosso ser.
Nossa própria interioridade é a rocha consistente e firme,
bem talhada e preciosa sobre a qual encontramos segurança para caminhar na
vida, superando as dificuldades e as inevitáveis resistências na vivência do
Reino.
- Dê nomes aos seus recursos internos, valores e capacidades,
sonhos e desejos... que dão solidez à sua vida.
São Pedro e São Paulo, apóstolos - Domingo 02/07/2017
Evangelho (Mt 16,13-19)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe
e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do
Homem?”Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes
perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”Simão Pedro respondeu: “Tu és o
Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és
tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e
sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá
vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares
na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado
nos céus”.
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo
Ricardo:
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Identidade des-velada a serviço
da vida
“Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que tu
ligares na terra...” (Mt. 16,19)
Neste domingo celebramos a festa de duas grandes
figuras-chave na Igreja: Pedro e Paulo; fortes personalidades que fizeram uma
impactante experiência de encontro com o peregrino da Galileia. E foram
profundamente transformados, a ponto de terem seus nomes mudados pelo próprio
Jesus Cristo.
Diante das maravilhadas que serão proclamadas de um e de
outro, podemos apresentar uma pergunta que pode nos parecer estranha. “Quê fica
de Simão em Pedro?” , “Quê fica de Saulo em Paulo?”. Porque Pedro, primeiro foi
Simão; Paulo foi Saulo. E Jesus chamou Simão e chamou Saulo. Em seguida, mudou
o nome deles para Pedro e Paulo. Simão, o homem do lago e da barca de pesca;
Saulo, o zeloso fariseu, fiel seguidor da lei e perseguidor da Igreja. Pedro, o
homem da Igreja, a rocha sobre a qual Jesus assenta sua nova comunidade. E
todos nós o recordamos como o homem das “chaves”. Paulo, o apóstolo dos
gentios, fundador de novas comunidades cristãs para além do território judaico.
Mas, retornemos às perguntas: o que permaneceu de Simão,
aquele do lago, no Pedro da Igreja? Desapareceu o verdadeiro Simão e ficou
somente o Pedro? Ou teríamos de dizer que há nele uma mescla de Simão e de
Pedro? O que permaneceu de Saulo, fariseu e filho de fariseu, no Paulo que
alargou as fronteiras da primitiva Igreja?
O Pedro, rocha firma, não deixa de ser o Simão do lago.
Apesar de Jesus ter mudado seu nome, no entanto, em diferentes ocasiões aflora
o Simão que não consegue entender Jesus e quer desviar o mestre de seus planos
e projetos. Continua vivo o Simão que busca o triunfalismo messiânico de Jesus
e revela resistência em seguir Aquele que vai ser crucificado. Continua sendo o
Simão que compete com os outros sobre a primazia no novo Reino, e crê que é ele
quem vai dar a vida por Jesus. Continua sendo o Simão covarde e com medo que
nega Jesus na noite da Paixão. O mesmo poderíamos dizer de Saulo. Muitos traços
seus continuam presentes na nova identidade: Paulo.
No evangelho de hoje, Jesus deixa transparecer sua
identidade através da confissão de Pedro: “Tu és o Messias, o Filho do Deus
vivo”; e, ao mesmo tempo, Jesus desvela a identidade de Pedro: “Tu és “petros”
(pedregulho) e sobre esta “petra”(rocha) edificarei minha igreja”. Pedro se
torna rocha firme (“petra”) quando se apoia na identidade de Jesus (a
verdadeira Rocha).
Pedro, que era “petros” (pedra de tropeço no caminho, frágil,
limitado...), foi sendo transformado, através da identificação com Jesus, em
“petra”, rocha firme da primitiva comunidade cristã. Dessa forma, o Simão que
era “petros”/pedra lentamente vai fazendo a travessia para “Petra”/rocha firme,
porque o mestre desvelou a nobreza que estava escondida no coração dele, ou
seja, sua verdadeira identidade sobre a qual o mesmo Jesus iria edificar sua
igreja.
Diante dos dois personagens, Pedro e Paulo, vamos intuindo
que a questão não é trocar simplesmente de nome. A Graça não destrói a natureza
humana, mas a plenifica e a torna expansiva. Em Pedro, a graça não destrói o
Simão, em Paulo não destrói o Saulo. Eles procurarão conservar a fidelidade a
Jesus e à comunidade dos seus seguidores, mas cada um imprimirá sua própria
personalidade.
A graça do seguimento de Jesus não apaga nossa condição
humana, nossa herança genética, nossa personalidade, nossa psicologia, nossa
sensibilidade e nosso mundo afetivo; carregamos conosco nossa cultura e nossa
própria história humana.
O desafio é este: que permanece de nossa herança biológica e
cultural na experiência do seguimento de Jesus? É possível que em todos nós, em
“Pedro”, permaneça latente muito de “Simão”; em “Paulo”, permaneça muito de
“Saulo”. E como distinguir o Simão de Pedro que todos carregamos dentro de nós?
Não é fácil a Pedro desprender-se do Simão de antes, nem a Paulo desprender-se
do Saulo de antes. Só a identificação com Jesus possibilita fazer a travessia
para o “novo nome”, integrando e pacificando
as “marcas humanas” do antigo nome.
O Evangelho da festa de hoje nos ajuda a ler nossa vida. Ali
afirma-se nossa identidade; e a identidade de uma pessoa é dada por aquilo que
é sólido, consistente... no seu interior, que não se desfaz com as adversidades
do mundo no qual vivemos (crises, fracassos, fragilidades, incoerências...).
Toda pessoa possui dentro de si uma profundidade que é seu mistério íntimo e
pessoal.
“Viver em profundidade” significa “entrar” no âmago da
própria vida, “descer” até às fontes do próprio ser, até às raízes mais
profundas. A própria interioridade é a rocha consistente e firme, bem talhada e
preciosa que cada pessoa tem, para encontrar segurança e caminhar na vida
superando as dificuldades e os inevitáveis golpes da luta pela vida. Com
confiança em si e na rocha do próprio ser, todas as forças vitais se acham
disponíveis para ajudar a pessoa a crescer dia-a-dia, tornando-a aquilo que
originalmente é chamada a ser.
Para isso temos em nossas mãos as chaves da vida. O que
fazemos com elas? Podemos abrir ou fechar, ligar ou desligar, atar ou
desatar.... Ter a chave da vida como Pedro e Paulo ou como Simão e Saulo: abrir
ou fechar as portas do futuro, das relações, dos sonhos, da missão... Dar
amplitude à vida ou atrofiá-la. Atar ou desatar os nós da vida.... Aqui está o
grande desafio: abrir-se ou fechar-se: abrir-se à vida, ao novo, ao outro, ao
desafiante ou diferente... ou retrair-se ao próprio ego.
Ter identidade é assentar nossa vida sobre a rocha interior
(Pedro) que nos sustenta e nos faz sair da prisão do ego (Simão). Nossa
identidade é sempre dinâmica, histórica, fecunda, aventureira... Nossa vida é
uma contínua travessia do Simão/Saulo para Pedro/Paulo, porque ela está
centrada n’Aquele que tudo sustenta. Nossa identidade profunda está a serviço
de quem? – do próprio “ego” como Simão ou Saulo, ou do Reino, como Pedro e
Paulo.
Texto bíblico: Mt. 16,13-19
Na oração: Muitos caminhos conduzem à própria interioridade.
A oração é a chave de acesso; ela é esse silencioso exercício de deixar que
Deus me habite para que eu possa abrir as portas do coração e janelas da mente
àqueles com quem me encontro.
Onde a Graça de Deus tem liberdade de atuar, ali afloram o
Pedro e o Paulo que tenho atrofiados dentro de mim.
- O que prevalece nas minhas relações cotidianas:
Simão/Saulo ou Pedro/Paulo?