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quarta-feira, 12 de abril de 2017

O DIA DO DIREITO - Antônio Carlos Hygino


O Dia do Direito


Lembro, com muito gosto, dos encontros promovidos por meu pai, em nossa casa, sempre no último sábado de cada mês. Minha mãe se encarregava dos petiscos e do almoço, este que não tinha horário para ser servido, mas normalmente era uma espécie de almoço-ajantarado.
Ela cuidava de tudo pessoalmente e com muito contentamento. 

Eram poucos, mas talentosos amigos. Todos os poetas, jornalistas e intelectuais. A casa era simples, mas a todos acolhia com afeto. Costumavam sentar-se à mesa que durante a semana servia de palco para as memoráveis partidas de jogo de botão, obviamente depois de feitas as tarefas escolares.

Quando os eles chegavam eu ficava sempre por perto. Achava bonito o que eles falavam e como colocavam as palavras de forma tão transcendental que eu me transportava para aquele mundo que só os poetas habitam e conhecem.

Foi assim que ouvi pela primeira vez o meu pai recitar um poeta Castro Alves. Ainda guardo na lembrança a expressão dele ao interpretar o “poeta dos escravos”, nos seguintes versos:

”Boa noite Maria, eu vou-me embora/ A lua nas janelas bate em cheio/ Boa noite Maria, é tarde é tarde/ Não me apertes assim contra teu seio. Boa Noite e tu dizes – Boa noite/ Mas não digas assim por entre beijos/ mas não mo digas descobrindo o peito/ Mar de amor onde vagam os meus desejos!

Recitavam-se Fagundes Varela, Bilac, Cecília Meireles, Catulo da Paixão Cearense e tantos outros. Mas, não era só de poetas que falavam. Em verdade, discutia-se de tudo um pouco.

Certa feita, falavam sobre direito. A discussão girava em torno do “Dia do Magistrado”.

A ardência e o entusiasmo do debate deixaram-me curioso. Ouvindo atentamente a explanação de um dos presentes, dizia ele que em 25 de março de 1824 foi promulgada a Carta Política do Império. Em 09 de janeiro de 1825, foi publicado o decreto assinado por Estavam Ribeiro de Rezende, depois Marquês de Valença, criando um curso jurídico na Corte. Em 12 de março de 1826, o Deputado Lúcio Soares Teixeira de Gouveia, apresentou projeto criando duas Faculdades de Direito. Na sessão de 05.07.1826, dito projeto foi substituído por um de autoria do Deputado Januário da Cunha Barbosa, assinado também pelo Deputado José Cardoso Pereira de Melo, que se transformou na lei de 11 de agosto de 1827 que criou dois cursos jurídicos no Brasil, um em São Paulo e outro em Olinda, este, posteriormente, transferido para Recife.

Desses dois centros de cultura saíram homens de maior projeção em nosso País – magistrados, advogados, professores, estadistas, diplomatas e escritores, a exemplo de Teixeira de Freitas, Pimenta Bueno, Rui Barbosa, Clóvis Beviláqua e muitos outros. Assim, aproveitando a data, prosseguia ele, em 11 de agosto de 1892, instalava-se aqui na Bahia a Corte de Justiça. Daí porque afirmar-se que 11 de agosto encerra o dia dos magistrados é incorrer em equívoco. Dia dos magistrados, não. Dia do direito.

Para homenageá-lo devem reunir- se não somente os magistrados, mas todos os juristas. Ao lado dos que aplicam o direito, encontram-se os que o defendem e ensinam. Os magistrados são uma parcela dos juristas. A festa é dos magistrados, como o é dos advogados, do Ministério Público e dos Professores de Direito. É o dia em que todos devem render graças a Deus por imperar no Brasil o direito, essa força imanente, insuperável, inexaurível e inesgotável que impõe a paz, a ordem e a harmonia nas sociedades regularmente organizadas, garantindo as manifestações de todas as atividades individuais.

Todos concordaram e aplaudiram. Outro pediu a palavra e referindo- se a um advogado, narrou um fato que passou mais ou menos assim:

Av. Sete, em Salvador, havia um colégio. Ao longo da avenida, muitos quiosques. Havia um, próximo ao estabelecimento de ensino, cujo dono, um homem de setenta anos, não suportava ser chamado pelo apelido. Quati-coco era sua alcunha.

Os estudantes sabiam disso e se divertiam ao vê-lo irritado quando assim chamado. Rotineiramente o faziam. Certa feita, decidido, disse: o primeiro que assim me chamar, eu o mato. O sino anunciou o fim das aulas. Ele, o homem, no quiosque, preparou a garrucha e ficou na espreita, no aguardo. Saem os estudantes. Passa um grupo correndo em frente ao quiosque, em algazarra. Um deles, em tom zombador, chama-o pelo apelido.

Desvairado, às cegas, atirou. A bala atingiu letalmente uma criança. A vítima, de sete anos de idade, era filha de uma das famílias mais tradicionais e ricas de Salvador. Preso em flagrante, nenhum profissional queria defendê-lo, pois o crime causou enorme comoção social. Como ninguém pode ser condenado sem defesa, nomeado pelo Juiz foi um jovem que assumiu o patrocínio da causa.

Todas as provas eram a ele desfavoráveis. Como pode a experiência matar a inocência? Levado a júri, a condenação era certa. A Promotoria e o assistente de acusação pediram a pena máxima. A condenação era certa. Dada a palavra, da tribuna, o causídico saudou o Juiz, nestes termos:

Excelentíssimo Senhor Dr. Juiz de Direito, Presidente deste honrado Tribunal... E faz uma breve pausa; Repetiu a saudação e a pausa e o fez pela terceira vez, porém em nenhuma delas nada falou. O Juiz Presidente, irritado, levantou-se e disse: “Se V.Exa. não tem o que dizer, cala-se”.

Ele, o causídico, então, respondeu: Senhores jurados, observem, o Sr. Juiz de Direito, presidente deste Tribunal, homem jovem, culto e letrado, irritou-se por chamá-lo de Excelência, imaginem o que é para um idoso, para um homem que não teve oportunidades na vida, não estudou, não ser tratado pelo nome, mas por um apelido que o humilha, que fere a sua alma…

E por aí foi... Resultado, absolvição.

Esse defensor chamava-se Cosme de Farias, concluiu. Falaram sobre o talento de Cosme de Farias e de outros juristas. Por volta das 15h, o almoço foi servido. Embevecido com os ensinamentos daquela tarde, deixava despertar em mim o desejo de trilhar o caminho da justiça.


Antônio Carlos de Souza Hygino

Juiz de Direito titular da 5ª Vara Cível da Comarca de Itabuna – Bahia.

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SILVA GALO, Por Hélio Pólvora


Silva Galo


      Macedo bebia socialmente, fora das horas de trabalho. Às vezes, por estar eufórico ou triste, que tudo são motivos para um trago, aplicava tempo e recursos nos seus programas e projetos sociais. Não era de cortar verbas no orçamento do Ministério das Alegres Libações e Tira-Gostos. Muito pelo contrário, estava sempre a injetar uma verba.

      Durante o dia, um modelo de seriedade. Chegava cedo para o trabalho em Simon Rosenblitz, móveis. Empregado ativo, movimentava-se como esgrimista entre os móveis que atulhavam a loja. O tempo custava a passar, claro. O tempo era uma ampulheta que vertia devagar, muito devagar, os grãos dos minutos e a poeira dos segundos.

      Adormentada ao sol, com o sol tirando reflexos dos paralelepípedos, Ilhéus pestanejava. Na loja, disfarçando o mais que podia a ansiedade, Macedo aguardava o meio-dia, o crepúsculo. Saía quando a esteira de aço da porta era corrida e fechavam embaixo o cadeado. Respirava, então, como um condenado que escapa da Ilha do Diabo ou do presídio de Alcatraz...

      Ninguém segurava Macedo. Não havia FMI capaz de lhe ditar regras. O bar era um templo onde ele molhava a palavra, em conversas espirituosas, antes da ceia, do namoro e do beijo roubado, não exatamente nesta ordem. A noite de Ilhéus era para Macedo apenas uma criança e o vasto universo, com as suas expectativas de aventura, vinha ancorar ali, com todas as suas luzes, esquinas e piratarias.

      Um dia o velho Rosenblitz chamou-o ao escritório e passou-lhe um maço de papéis.

      — São contas antigas, seu Macedo.

      — Sim senhor.

      — Contas de prestamistas atrasados. A presteza com que compram não se repete na data do vencimento. Macedo aplaudiu a máxima do patrão.

      — Ponha-se em campo, vá cobrá-los. Esses aí moram no Pontal. Depois o senhor passa para os bairros de cá.

      — Sim senhor.

      Macedo tomou um besouro e navegou para a República Livre do Pontal, escoltado pelos célebres botos saltadores do Condado de Ilhéus. Saltou defronte ao Tamarindeiro, destacou a conta de endereço mais próximo e bateu à porta do Sr. Silva Pinto. Foi atendido pelo delegado de Ilhéus, em mangas de camisa.

      — Sr. Silva Pinto?

      — Não. Eu sou Silva Galo.

      Macedo coçou o queixo, examinou a conta e concluiu:

      — É dívida velha. Pelo tempo, Silva Pinto já se tornou Silva Galo...

      E estendeu a fatura. Tinha tomado dois cálices de conhaque, antes de entrar no besouro, e estava calibrado.

      — Olhe aqui, rapaz, você está falando com o Delegado de Polícia Silva Galo. O Silva Pinto é outro.

      — Vá contar essa ao delegado... Espiche logo o dinheiro, seu Silva Pinto. Rosenblitz detesta malandros e maus pagadores.

      Silva Galo, rubro, empertigado, olhos faiscando, agarrou-o pelo colarinho.

      — Eu sou o delegado Silva Galo!
      — E eu sou o bispo diocesano. Calma, Silva Pinto. Vamos tomar um rabo-de-galo na esquina?

      Rabo-de-galo, tradução literal de cocktail. O delegado Silva Galo apertou mais a mão no pescoço de Macedo e entrou a sacudi-lo, aos berros. Ignoro o resultado desta encrenca na República Livre do Pontal.


      Hélio Pólvora, escritor e jornalista.
                              


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OS FANQUEIROS LITERÁRIOS – Machado de Assis


Os fanqueiros literários


Não é isto uma sátira em prosa. Esboço literário apanhado nas projeções sutis dos caracteres dou aqui apenas uma reprodução do tipo a que chamo em meu falar seco de prosador novato — fanqueiro literário.

A fancaria literária é a pior de todas as fancarias. É a obra grossa, por vezes mofada, que se acomoda à ondulação das espáduas do paciente freguês. Há de tudo nessa loja manufatora do talento — apesar da raridade da tela fina; e as vaidades sociais mais exigentes podem vazar se, segundo as suas aspirações, em uma ode ou discurso parvamente retumbantes.

A fancaria literária poderá perder pela elegância suspeita da roupa feita, mas nunca pela exiguidade dos gêneros. Tomando a tabuleta por base do silogismo comercial é infalível chegar logo à proposição menor, que é a prateleira guapamente atacada a fazer cobiça às modéstias mais insuspeitas.

É lindo comércio. Desde José Daniel, o apóstolo da classe — esse modo de vida tem alargado a sua esfera — e, por mal de pecados, não promete ficar aqui. O fanqueiro literário é um tipo curioso.

Falei em José Daniel. Conheceis esse vulto histórico? Era uma excelente organização que se prestava perfeitamente a autópsia. Adelo ambulante da inteligência, ia farto como um ovo, de feira em feira, trocar pela enzinhavrada moeda o pratinho enfezado de suas lucubrações literárias. Não se cultivava impunemente aquela amizade; o folheto esperava sempre os incautos, como a Farsália hebdomadária das bolsas mal avisadas.

A audácia ia mais longe. Não contente de suas especulações pouco airosas, levava o atrevimento a ponto de satirizar os próprios fregueses — como em uma obra em que embarcava, diz ele, os tolos de Lisboa, para certa ilha; a ilha era, nem mais nem menos, a algibeira do poeta. É positiva a aplicação.

Os fanqueiros modernos não vão à feira; é um pudor. Mas que de compensações! Não se prepara hoje o folheto de aplicação moral contra os costumes. A vereda é outra; exploram-se as folhinhas e os pregões matrimoniais e as odes deste natalício ou daqueles desposórios. Nos desposórios é então um perigo; os noivos tropeçam no intempestivo de uma rocha tarpéia antes mesmo de entrar no Capitólio.

Desposório, natalício ou batizado, todos esses marcos da vida são pretextos de inspiração às musas fanqueiras. É um eterno gênesis a referver por todas aquelas almas (almas!) recendentes de zuarte.

Entretanto, esta calamidade literária não é tão dura para uma parte da sociedade. Há quem se julgue motivo de cuidados no Pindo — assim como pretensões a semideus da antiguidade; é um soneto ou uma alocução recheadinha de divagações acerca do gênesis de uma raça —sempre eriça os colarinhos a certas vaidades que por aí pululam — sem tom nem som.

Mas, entretanto — fatalidade! — por muito consistentes que sejam essas ilusões, caem sempre diante das consequências pecuniárias; o fanqueiro literário justifica plenamente o verso do poeta: não arma do louvor, arma do dinheiro. O entusiasmo da ode mede-o ele pelas possibilidades econômicas do elogiado. Os banqueiros são então os arquétipos da virtude sobre a terra; tese difícil de provar.

Querendo imitar os espíritos sérios, lembra-se ele de colecionar os seus disparates, e ei-lo que vai de carrinho e almanaques na mão — em busca de notabilidades sociais.
Ninguém se nega a um homem que lhe sobe as escadas convenientemente vestido, e discurso na ponta dos lábios. Chovem-lhe assim as assinaturas. O livrinho é prontificado e sai a lume. A teoria do embarcamento dos tolos é então posta em execução; os nomes das vítimas subscritoras vêm sempre em ar de escárnio no pelourinho de uma lista-epílogo. É, sobre queda, coice.

Mas tudo isso é causado pela falta sensível de uma inquisição literária! Que espetáculo não seria ver evaporar-se em uma fogueira inquisitorial tanto ópio encadernado que por aí anda enchendo as livrarias!

Acontece com o talento o mesmo que acontece com as estrelas. O poeta canta, endeusa, namora esses pregos de diamante do dossel azul que nos cerca o planeta; mas lá vem o astrônomo que diz muito friamente: — Nada! Isto que parece flores debruçadas em mar anilado, ou anjos esquecidos no transparente de uma camada etérea, — são simples globos luminosos e parecem-se tanto com flores, como vinho com água.

Até aqui as massas tinham o talento como uma faculdade caprichosa, operando ao impulso da inspiração, santa, sobretudo em todo o seu poder moral.

Mas cá as espera o fanqueiro. Nada! O talento é uma simples máquina em que não falta o menor parafuso, e que se move ao impulso de uma válvula onipotente.

É de desesperar de todas as ilusões!

Em Paris, onde esta classe é numerosa, há uma especialidade que ataca o teatro. Reúnem-se meia dúzia em um café e aí vão eles de colaboração alinhavar o seu vaudeville quotidiano. A esses milagres de faculdade produtiva se devem tantas banalidades que por lá rolam no meio de tanto e tão fino espírito.

Aqui o fanqueiro não tem por ora lugar certo. Divaga como a abelha de flor em flor em busca de seu mel e quase sempre, mal ou bem, vai tirando suculento resultado.

Conhece-se o fanqueiro literário entre muitas cabeças pela extrema cortesia. É um tique. Não há homem de cabeça mais móbil, e espinha dorsal mais flexível; cumprimentar para ele é um preceito eterno; e ei-lo que o faz à direita e à esquerda; e, coisa natural! Sempre lhe cai um freguês nessas cortesias.

O fanqueiro literário tem em si o termômetro das suas alterações financeiras; é a elegância das roupas. Ele vive e trabalha para comer bem e ostentar. Bolsa florescente, ei-lo dândi apavoneado — mas sem vaidade; lá protesta o chapéu contra uma asserção que se lhe possa fazer nesse sentido.

A Buffon escapou esse animal interessante; nem Cuvier lhe encontrou osso ou fibra perdidos em terra antediluviana. Por mim, que não faço mais que reproduzir em aquarelas as formas grotescas e sui generis do tipo, deixo ao leitor curioso essa enfadonha investigação.

Uma última palavra.

O fanqueiro literário é uma individualidade social e marca uma das aberrações dos tempos modernos. Esse moer contínuo do espírito, que faz da inteligência uma fábrica de Manchester, repugna à natureza da própria intelectualidade. Fazer do talento uma máquina, e uma máquina de obra grossa, movida pelas probabilidades financeiras do resultado, é perder a dignidade do talento, e o pudor da consciência.

Procurem os caracteres sérios abafar esse estado no estado que compromete a sua posição e o seu futuro.


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Aquarelas

Texto-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis,
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, V.III, 1994.

Publicado originalmente em O Espelho, Rio de Janeiro

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TERCEIRA GUERRA MUNDIAL?

Terceira guerra mundial?
12/04/2017

Hoje quinta frota americana na costa da Coreia do Norte.

É uma monstruosa frota de guerra. 

Porta aviões com capacidade para até 60 aeronaves, cada uma destas aeronaves com autonomia e capacidade de destruição impressionantes, fora os drones e os Stealt. Cruzadores com capacidade de transporte de até 5.000 soldados cada, destróieres equipados com mísseis de alta precisão e longa distância capazes de atingir alvos em qualquer parte da Coreia com precisão cirúrgica, e poder de destruição até com ogivas nucleares. Também mísseis interceptadores de mísseis, guiados por satélites, capazes de interceptar mísseis Norte Coreano ainda sobre o espaço aéreo da Coréia...

Submarinos atômicos de suporte e proteção à quinta frota, e ainda com capacidade ofensiva muito além do fundo do mar.

Sabe-se também que possuem armas e tecnologias altamente secretas, para surpreender inimigos, investem muito nisto.

A Rússia e o Irã, já advertiram que outro ataque americano a seus aliados, implicará em declaração de guerra aos estados Unidos e seus potenciais aliados.

O detalhe, é que, apenas o arsenal de guerra Norte Americano é maior e mais destrutivo do que todos os países do mundo reunidos, inclusive somados a seus aliados. O planeta não suportará tal conflagração.

Tem alguma dúvida, de que a terceira guerra mundial começou? Confia no "bom senso" de líderes como Trump, Putin, o maluco ditador da Coréia do Norte, ou os fanáticos líderes Iranianos?

Só por coincidência, a Bíblia, em Apocalipse, profetiza que a conflagração final, entre as potências deste mundo, se dará alí mesmo, pelo oriente. Diz ainda que nestes tempos, de tal ordem será a guerra que será como se o sol tivesse descido sobre a terra e que não haverá refúgio possível em todo o mundo. 

Guerra nuclear?

Diz ainda, se não houver intercessão divina, nestes tempos, nenhuma carne sobre a terra suportará, mas por causa dos eleitos, haverá esta intercessão...

A racionalidade permite estas inferências? Independente de crer em Deus ou não, ser cético, agnóstico ou crente, todas evidências, profecias e prognósticos, apontam em direção a tempos difíceis, muito difíceis...

Questionado como seria a terceira guerra mundial, Albert Einstein, na década de 60 respondeu: "A terceira guerra mundial não sei como será, mas se houver uma quarta, será com paus e pedras."

Que Deus interceda!



(Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy, sem menção de autoria).

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terça-feira, 11 de abril de 2017

FILHOS DE ITABUNA: Telmo Padilha


Telmo Padilha

Nasceu  em Itabuna, a 5 de maio de 1930.

Foi jornalista e Membro da Academia de Letras de Ilhéus, por indicação de Adonias Filho.

 Publicou os seguintes livros: "Girassol do Espanto"(1956); "Ementário"(1974); "Onde tombam os pássaros"(1974); "Pássaro da Noite" (1977); "Canto Rouco"(1977); "O Rio"(1977); "Vôo Absoluto" (1977); "Poesia Encontrada"(1978); "Travessia"(1979); "Punhal no Escuro"(1980) e "Noite contra Noite" (1980), todos no melhor gênero da poesia. Muitas obras de sua autoria foram traduzidas para o italiano, o espanhol, o inglês, o francês, o alemão e o japonês.

Destacou-se como poeta no cenário nacional e foi agraciado com muitos prêmios como "Melhores Livros", da Câmara municipal de Itabuna (1956); "1º Concurso de Poesia - A Tarde"; "Prêmio Nacional de Poesia do Instituto Nacional do Livro" (1975); Prêmio do Concurso Internacional de Poesia San Rocco, Itália (1976); 1º Prêmio do Concurso de Poesia Firmino Rocha, da Prefeitura Municipal de Itabuna (1981); e Prêmio Sosígenes Costa da Prefeitura Municipal de Ilhéus (1981).

Poeta de reflexões existenciais, que constantemente indaga-se, questiona-se, numa linguagem repleta de sutilezas líricas. Inquieto, reafirma uma poética cuja temática indaga de forma intimista o viver, o morrer, a infância, a solidão e, ainda, sua relação com a realidade da sua terra, da cultura do cacau e do tempo que estabelece esta história que se escoa pelas frestas cotidianas. Sua poesia reside numa lírica lucidez, num abismo interior, entre a febre e insônia, expressa num processo criativo maduro e num estilo impecável.

Telmo Padilha faleceu no dia 16 de julho de 1997, quando sofreu um acidente de automóvel.




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É de Telmo Padilha o poema... 


FALE-ME DE ITABUNA


Fale-me sobre Itabuna, ele me disse.

Pássaro noturno escondido em seu ninho,
Pobre de roupas e orgulho eu fui outra vez
O tímido menino ausente de palavras
Para nomear as coisas, poço onde só eu me banhava.
Não era o adulto, ancho de olhos e de cascos,
A longa crina do sexo, a verdejante copa do cacaual,
O orgulho do fruto, 
Largo de gestos e aromas escondendo
Sob a língua o terrível discurso.
Fale-me sobre Itabuna, ele pediu.
Não era como falar de mim, de um tema sobre o qual havia pensado; era algo mais fundo
Como o fundo de um poço, uma nuvem passada, uma árvore inexistente no caminho da infância,
Um salto sobre o abismo
Para outra vez achar-me.



 Telmo Padilha

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CUIDADO NÃO APENAS COM O QUE VOCÊ FALA, MAS COM O QUANTO VOCÊ FALA!



Quantos de nós não conhecemos uma, ou várias pessoas, que falam demais? Mas mais importante do que esta pergunta, é: quantos de nós não falamos demais? E falamos o que não deveríamos falar? Melhor do que apontarmos o dedo para alguém, é apontar os próprios erros para si mesmo, em primeiro lugar. Que os erros alheios nos sirvam principalmente como reflexão e exemplo do que não repetir. Mais vale um bom raciocínio sobre o assunto, do que falar sobre o que erra.

Eu já fui o tipo de pessoa que falava demais e sobre tudo. Com a vida, tempo e maturidade, pude perceber com clareza a necessidade por trás dos tantos falatórios: insegurança, falta de consciência de mim mesma, do mundo em que vivia e da forma como a vida funcionava.

Hoje, quando percebo alguém que fala demais, ofereço meu silêncio, bem como a minha compaixão com o que já fui um dia. Até que se tenha consciência do quanto um falar demais nos é prejudicial, seria maravilhoso poder contar com a generosidade dos que já caíram em si.

Sabe aquela pessoa no trabalho, que fala demais? Não será porque ela faz de menos? E então falando demais, ela tenta inconscientemente compensar o menos que fez? As reuniões que se estendem, devido aos colegas que insistem em falar e repetir suas próprias palavras, como se amassem o som da própria voz? Não será uma soberba arrogância, disfarçada de participação e falsa liderança?

E aquele vizinho que está sempre falando dos erros das vidas dos outros? Não teria ele uma vida tão vazia, a ponto de sentir necessidade de diminuir a vida dos demais?

Aquele que tanto critica a aparência dos outros, não estará tentando esconder para si mesmo a insatisfação consigo mesmo? Os que falam demais, na maioria das vezes, tentam encobrir as poucas ações que fazem. E os que falam mal ou com maldade, também tentam justificar para si mesmos os erros que não aceitam em si próprios.

Se eu sou alguém que falo demais ou de mal, devo estar atento para o fato de que muitas vezes, aquilo do que falo, trata-se de mim mesma. O que mais me incomoda no outro, pode vir a perturbar, justamente por ser um erro em mim mesma.

Se num determinado momento da minha vida, eu me pego falando demais, devo observar toda a situação, os envolvidos e os assuntos, para que eu mesma tenha condições de entender, o porquê de aquilo confundir minhas emoções e a minha mente.


Nem sempre, e na verdade, eu diria que muito pouco, estaremos rodeados de pessoas que não irão julgar as nossas palavras e principalmente o excesso delas, além do significado das mesmas.

A maturidade de silenciar o meu comentário negativo e passar por cima de comentários arrogantes ou vazios, leva tempo, demanda vida e alguns bons tapas na cara. Até lá, vale o aprendizado, ainda que a conta-gotas. O silêncio é ouro.

Se em qualquer momento desejo provar algo para alguém ou a mim mesma, faço a nobre tentativa de fazer isso através de atitudes e não de palavras. Há um sábio e simples ditado que diz: agir ao invés de falar! Seja o que sai da reunião de trabalho ou de estudo o mais silencioso e cheio de atitudes no dia-a-dia. Assim como na escola, universidade, em casa ou na academia.

Uma ação é cheia de si e fala por si só, mesmo que em silêncio absoluto. E vale mais do que milhares de palavras vazias, ainda que ditas em alto falante.



CAROLINA VILA NOVA

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.

http://lounge.obviousmag.org/reading_terapia/2017/04/cuidado-nao-apenas-com-o-que-voce-fala-mas-com-o-quanto-voce-fala.html

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O CENTENÁRIO DA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA- ALB (1917-2017)

por Antonella Rita Roscilli
                                                                                                      Sarapegbe News 10 aprile 2017


A Academia de Letras da Bahia (ALB) é uma instituição cultural brasileira antiga e prestigiosa que visa cultivar a língua e a literatura nacional, preservando a memória cultural da Bahia, difundindo a literatura baiana e promovendo as formas culturais literárias de qualidade, através de lançamentos, conferências, debates e discussões literárias. Foi fundada em Salvador Bahia e, 7 de março de 1917, no mesmo dia e mês em que, alguns séculos antes, havia sido fundada a Academia Brasilica dos Esquecidos: 7 Março 1724.

Ao longo da história foram eleitos na Alb pessoas ilustres como o ex-governador Otávio Mangabeira, os escritores Jorge Amado, Zélia Gattai, João Ubaldo Ribeiro, o jornalista Jorge Calmon etc...


Em 2017 há muitas atividades programadas para celebrar o centenário de sua fundação. Em 10 de abril, dia em que, em 1917, pela primeira vez os membros da ALB tomaram posse, foi escolhido para a primeira cerimônia oficial dos festejos, durante a qual vão intervir autoridades e amantes da literatura.  Vão falar sobre a ALB os três presidentes mais recentes da instituição:  os acadêmicos Evelina a Hoisel, Aramis Ribeiro Costa e Edivaldo Boaventura. Além disso, haverá a apresentação do Madrigal da UFBA.

A partir de 2014 a instituição é dirigida por Evelina Hoisel, professora  do Instituto de Literatura e Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Um fato marcante, porque pela primeira vez na história foi eleita uma mulher para dirigir esta instituição de prestígio. Destacamos também que em 2014 foi eleita uma outra mulher como vice presidente: a estimada poeta e Diretora da FCJA Myriam Fraga, que terminou seu cargo em 2016, ano da sua morte. Os membros da ALB atualmente incluem, por exemplo, o historiador Luis Henrique Dias Tavares, Edivaldo Boaventura, Florisvaldo Mattos, Luis Antonio Cajazeira Ramos, Aleilton Fonseca, Edilene Dias Matos, Antonio Torres, Glaucia Lemos, Cyro de Mattos, Joaci Góes, co-fundador da jornal Tribuna da Bahia.

A atual sede está localizada no Palacete Góes Calmos, bairro de Nazaré, e cuja fachada foi renovada por ocasião do centenário. A restauração foi necessária, pois trata-se de um edifício histórico precioso. O trabalho foi realizado em parceria com a prefeitura de Salvador, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-BA) Regional, e a Escola Politécnica da UFBA, como mencionou a Presidente Hoisel.

Além da cerimônia em abril, este ano, haverá um concerto da Orquestra Sinfônica da UFBA, o lançamento de um livro sobre a história da ALB e um documentário que vai destacar seus principais membros e sua influência sobre a cultura do estado. Alguns seminários são planejados com especialistas na área da literatura acadêmica e que atuam dentro e fora da Bahia. Este ano, a prestigiosa revista da Academia, n.  55, deve ser publicado com conteúdo direcionado para lembrar a trajetória da instituição, a sua contribuição e os desafios para os próximos anos, juntamente com histórias, poemas, traduções e outros itens que normalmente formam parte da publicação anual.

Entre as muitas pessoas que, com amor e dedicação, se envolvem constantemente lembramos do professor Edivaldo Boaventura, Conselheiro de Educação, ex-secretário de Educação e Cultura do Estado, e um dos responsáveis ​​para a fundação do Doutorado em Educação na Ufba. Ele afirma: "A ALB é uma organização importante que também possui um valioso Arquivo e uma Biblioteca de mais de 30.000 volumes. funcionando como uma casa museu, com preciosas pinturas, mobiliário, coleções e móveis. E' um valioso centro para pesquisadores e no cotidiano chegam numerosos pedidos."
Como recorda o acadêmico Joaci Góes "A Academia de Letras da Bahia merece o apoio da sociedade e do governo, porque é sempre o porta-voz e símbolo da necessidade que a Bahia e o Brasil têm de lidar com a prioridade da educação das massas".

A Academia de Letras da Bahia foi fundada baseada no modelo da Academia Francesa e da Academia Brasileira de Letras, com quarenta assentos numerados, cada um com seu patrono permanente e imutável, quarenta membros e vinte correspondentes, todos eleitos para a vida e chamados de "imortais ". Mas as origens desta instituição remonta ao século XVIII. De fato, em 1724, na Bahia, na época parte da Colônia brasiileira,  foi fundada a Academia dos Esquecidos e mais tarde a Academia dos Renascidos (1759). Foram as duas primeiras tentativas para equipar o Brasil com uma entidade cultural capaz de reunir interesses literários.

Em 1845, o futuro Barão de Macaúbas fundou juntamente com outros literatos do Instituto da Bahia, uma espécie de Academia de Letras, onde se faziam  música e poesia,  discutindo sobre vários assuntos com os escritores mais importantes da literatura baiana. Mais tarde, o poeta e escritor baiano Almachio Diniz Gonçalves (1880-1937), após a tentativa de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, fundou em Salvador  a Academia de Letras Baiana de que se proclamou Presidente Honorário. Mas a instituição não decolou e o mesmo Almachio mais tarde se tornou um dos membros fundadores da instituição nova e definitiva. Entre os quarenta membros fundadores estavam Rui Barbosa, Severino Vieira, Egas Moniz Barreto de Aragão, Antonio Alexandre Borges dos Reis, Filinto Bastos etc. O engenheiro e intelectual Arlindo Fragoso era baiano de Santo Amaro da Purificação. Foi também  fundador da Politécnica e, em seguida, da Escola Politécnica da Bahia, tornando-se professor e diretor. O primeiro presidente da ALB foi o filólogo e professor Ernesto Carneiro Ribeiro, e Arlindo Fragoso foi eleito primeiro secretário. Os principais objectivos, desde a fundação eram "o cultivo da língua e da literatura nacional, preservação da memória cultural da Bahia e com o apoio e incentivo de eventos, mesmo nas ciências e setores das artes" (art. 1 dos estatutos ) sob o lema "Servir a Pátria honrando as Letras."

A primeira sede se encontrava no centro histórico do Pelourinho, especificamente no Largo do Terreiro de Jesus. Assim se começou a expandr a arte da literatura até que a sede mudou para o Campo Grande, perto do Palacio da Aclamação.  Apenas em 1983, o ALB conheceu sua localização final no belo Palacete de Góes Calmon, na Avenida Joana Angélica nº 198. É bom lembrar a história deste edifício através das palavras do acadêmico Edivaldo Boaventura. "O governador Francisco Marques de Góes Calmon (1874-1931) recebeu em seu  palacete personalidades como Afonso Pena, presidente do Brasil; Gago Coutinho e Sacadura Cabral, os dois portugueses pioneiros da aviação, o Príncipe Umberto II de Saboia, da Casa Real da Itália.

Após a morte de Góes Calmon, a casa tornou-se  sede do Museu de arte da Bahia, preservando diversas e belas coleções de arte do ex-governador, juntamente com a pinacoteca do colecionador Jonathas Abbott. Em 1983, o Museu de arte Moderna foi transferido no Corredor da Vitória, e a casa se tornou a sede da Academia de Letras da Bahia". Na nova sede a ALB aumentou a sua atividade ao ponto de se tornar um importante núcleo difusor da cultura, dedicada principalmente às Letras e Literatura brasileiro, em particular, letras baianas, que também ocorreu através de encontros com escritores, prêmios literários, bem como publicações da Revista Acadêmica.

Além das excelentes instalações, lembramos a Biblioteca "Jorge Amado", um ponto de referência para a produção baiana e um arquivo que preserva a memória de tudo o que é publicado pelos membros acadêmicos da ALB, e inteiramente à disposição dos pesquisadores. A sala de informática está aberta para pesquisadores e o site na internet coloca a instituição entre as primeiras filas dos arquivos para a pesquisa sobre atividades culturais de qualidade que ocorrem na Bahia. A organização também prevê um Prêmio Nacional de Literatura, um concurso literário que este ano vai trabalhar com poesia. A Presidente Evelina salientou que este concurso tem até agora revelado novos nomes de escritores do Estado.

Em 2011 também foi reinauguratd uma estátua do ex-governador da Bahia Francisco Marques de Góes Calmon, criada pelo escultor italiano Pasquale de Chirico em 1938, depois de um delicado trabalho de restauração. "Sob proposta do académico Ormindo Paulo Azevedo, a escultura se encontra agora ao lado esquerdo, logo que você entrar na Academia. Então, o governador continuará a receber todos aqueles que chegarem", revela o professor Edivaldo Boaventura. Todos aqueles que vêm para aprender sobre a importante ALB sítio que junta passado, presente e futuro da literatura baiana.

Lembre-se que, em geral, a Academia de Letras está localizada em todos os estados brasileiros e é uma sociedade literária organizada sem fins lucrativos. E' a mais alta autoridade para o idioma nacional, o português. Seus membros são eleitos por voto e são definidos "imortais", escolhidos entre aqueles que publicaram ensaios, artigos ou livros com reconhecido valor literário. A Academia Brasileira de Letras é a organização nacional  e está localizado no Rio de Janeiro. Primeiro presidente foi o escritor Machado de Assis, que a declarou fundada oficialmente em 20 de julho de 1897.


Antonella Rita Roscilli. Brasilianista, jornalista, escritora, pesquisadora e tradutora. Há mais de vinte anos vem se dedicando à divulgação na Europa da cultura latino americana, particularmente da cultura do Brasil e dos Países da África de idioma português, com matérias publicadas na imprensa e no mundo acadêmico, além de palestras. Formada na Itália em Lingua e Literatura Brasileira, è no Brasil Mestre em Cultura e Sociedade, Membro correspondente da Academia de Letras da Bahia e do Instituto Geográfico Histórico (IGHB). Traduziu para o italiano artigos, contos e obras de autores quais Carlos Nejar, Sérgio Paulo Rouanet, Zélia Gattai, Aleilton Fonseca, Florisvaldo Mattos. Biografa da memorialista brasileira Zélia Gattai, publicou sobre ela as obras literárias: Zélia de Euá Rodeada de Estrelas (ed. Casa de Palavras, 2006), Da palavra à imagem em “Anarquistas, graças a Deus” (ed. Edufba/Fapesb, 2011), Zélia Gattai e a Imigração Italiana no Brasil entre séc XIX e XX"(ed. Edufba-2016). Escreveu o posfacio da edição italiana de Um chapéu para viagem, (Un cappello di viaggio, ed. Sperling & Kupfer). 



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