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terça-feira, 25 de junho de 2019

O PARCEIRO ÂNGELO ROBERTO - Cyro de Mattos


O Parceiro Ângelo Roberto
Cyro de Mattos


          Consagrado desenhista baiano, Ângelo Roberto nasceu em Ibicaraí, antiga Palestina, Sul da Bahia, em 1938. Estava radicado há décadas em Salvador. Pertenceu à geração de Glauber Rocha. Figurou nas famosas jogralescas, movimento estudantil com encenação de poetas modernos, dirigido por Glauber Rocha, no Colégio da Bahia (Central). Cursou a Escola de Belas Artes da UFBA. Participou de teatro amador, desenhou cartuns, fez ilustrações para jornais, revistas e livros de autores importantes da Bahia. Muitas exposições individuais e coletivas, no Brasil e exterior. Compareceu às duas Bienais Nacionais de Artes Plásticas na Bahia. Expôs individualmente no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Possui alguns prêmios de cartazes em salões universitários. É autor de várias apresentações de filmes de curta-metragem, tendo participado de alguns deles como ator.

          Tive a sorte de ser amigo do Ângelo. Deus possibilitou nosso encontro na jornada da vida. Ele ilustrou vários dos meus livros. Foi um parceiro fraterno, que com seus desenhos de fina criação e conteúdo humano valoroso enriqueceu meus livros. Cito A Casa Verde e Outros Poemas, Oratório de Natal, infantil, Poesie Brasiliane della Bahia (Poesia Brasileira da Bahia), publicado na Itália, Alma Mais Que Tudo, crônicas, e O Mundo É Uma Criança com Palhaço e Lambança, ainda inédito, com projeto para ser publicado pela editora baiana Kalango, neste ano.

          Homem simples, estimado no círculo de escritores e artistas baianos. Indiferente às traiçoeiras invenções da inveja.  Abria meu coração de alegria quando enviava as ilustrações que iam figurar em algum dos meus livros.  De uma boa vontade que chamava a atenção pela repetição costumeira.   Sem querer nada de volta, a não ser o prazer que tinha em fazer circular com o meu texto a beleza de sua arte. Tinha sentimentos dignos, inseridos, sem esforço, em seus desenhos para acender a luz do amor na inocência e no drama.

          Foi um dia com as cores ressentidas de pesar quando soube que o amigo Ângelo havia nos deixado para morar em outras paragens, as quais no lado dos que ficam expandem-se em mistério e no esquecimento. Aquele homem solidário, de boa prosa.

          Quando se encontrava comigo em algum lançamento de livro em Salvador, na Academia de Letras da Bahia, por exemplo, gostava de reviver suas raízes provindas de Ibicaraí. Lembrava parentes e velhos amigos, gente que conviveu com ele na cidade natal, em tempo de infância. A conversa ficava animada e tomava ares de saudade incontornável quando se dava com Mariza, minha esposa, sua conterrânea, da mesma geração dele no chão de nascimento.

          Tomo conhecimento que Marlene, a esposa de Ângelo, com a filha Naia, teve a iniciativa de homenagear em boa hora a memória desse saudoso amigo, com a publicação póstuma de seu livro O Mistério do Arco-Íris, uma fábula para o público infantil. Ângelo diz na escrita com os ares da pureza que a vida só é possível com a amizade. Viável com os dias solidários, cheios de esperança.  Fiquei surpreso quando vi que  na última página desse pequeno grande livro consta o registro seguinte: “Ilustrador de mais de dez livros  de poesia e prosa do velho amigo, o escritor Cyro de Mattos, acredita (Ângelo)  que o fato de ilustrar seus  livros infantis, lhe deu a coragem para  retirar da gaveta esta velha história do arco-íris.”

          Claro que fiquei lisonjeado com a revelação do parceiro.  Se o Ângelo, em vida, tivesse me dado para ler O Mistério do Arco-Íris, não hesitaria em dizer-lhe: “Amigo Ângelo, escreva mais livros para crianças, você sabe das coisas.” Encanto e graça nas asas da beleza, foi o que eu senti quando fui arrastado pela história de O Mistério do Arco-Íris.  Os desenhos criativos como sempre dão a sensação de pessoas se movendo num cenário vivo, de tons que fazem bem aos olhos, de rostos nos quais emanam momentos do riso, de um lado, e, no outro, acalmam com a leveza dos gestos.
    
        Conhecia Ângelo Roberto como desenhista dos bons, o poeta do traço, como era chamado, de fina forma e conteúdo pontuado de lirismo.  Com O Mistério do Arco-Íris eis que passo a conhecer o autor de uma história interessante destinada à criançada, mas que serve para o adulto amante de poesia em prosa delicada, ritmada de afeto e surpresa agradável. Delícia. 

          *O Mistério do Arco-Íris, Ângelo Roberto, Pimenta Malagueta Editora, Salvador, 2019.

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          Cyro de Mattos é autor de mais de 50 livros, de vários gêneros. Também editado em Portugal, Itália, França, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil e Academia de Letras de Ilhéus. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia).

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KIRLIANGRAFIA - Antônio Baracho


É um assunto sempre atual quando se fala de aura, persispírito, os 
chakras e os campos de energia humanos.

Recentemente tive a oportunidade de ouvir um comentário durante um seminário de um amigo e palestrante, sobre a aura do saudoso médium Chico Xavier. Segundo o interlocutor, de grande proporção e medindo 3 metros, quando ainda atendia ao público em Uberaba, em razão da sua excepcional qualidade de espírito evoluído. As pessoas sensitivas é que têm a capacidade de observar as condições da aura humana.

O meu primeiro contato com a Kirliangrafia foi em outubro de 1975, através do Curso de Atualização em Parapsicologia, a nível informativo, ministrado pelo professor Edson Nunes, na Capital. No final do curso todos os participantes foram convidados para tirarem a foto da aura do dedo polegar, através de uma máquina apropriada, vindo diretamente de São Paulo.

Fiquei perplexo porque uma participante com distúrbios mentais, apresentou a sua aura diferente do grupo pelo seu formato. Quem estava bem emocionalmente a aura tinha uma coloração agradável, uma auréola luminosa e brilhante. Pode-se fotografar todos os dedos ou a aura do corpo inteiro, no entanto esta técnica é mais dispendiosa.

Há algum tempo li o livro “Fotos Kirlian”, Como Interpretar de Newton Milhomens. Achei interessante do início ao fim, pois, trata-se de um pesquisador que montou o protótipo de uma máquina "Kirlian", cuja aura aparece numa tela de vídeo, em preto e branco.

Chega mesmo a parecer incrível que depressões, fobias, conflitos emocionais, estados alterados da consciência (transes), sentimentos e complexos de culpa, inflamações, infecções, tudo isso e muito mais, possa ser revelado com grande precisão e exatidão por uma simples "Foto Kirlian" da ponta de um dedo.

Hoje, no exterior e no Brasil, muitas pessoas já adquiriram Máquinas Kirlian e estão pesquisando de acordo com o "Padrão Newton Milhomens". E o autor consegue expor tudo numa linguagem simples, acessível a qualquer interessado, num estilo leve e descontraído.

No final o livro leva-nos a vários questionamentos, inclusive como todos espíritas reconhecem, da existência da vida, após a morte.


ANTONIO BARACHO – Poeta, psicólogo.
Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL, ocupante da cadeira nº 11.
Tel. (73) 99102-7937 / 98801-1224

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GRUPO DE TEATRO DA FAETEC APRESENTA NA ABL A LEITURA DRAMATIZADA DA PEÇA ‘O CASAMENTO SUSPEITOSO’, DE ARIANO SUASSUNA


O grupo de alunos e ex-alunos da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena, da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), fará a apresentação da leitura dramatizada da peça O casamento suspeitoso, do Acadêmico Ariano Suassuna (1927-2014), no dia 26 de junho, quarta-feira, às 15h15min, no Teatro R. Magalhães Jr, Avenida Presidente Wilson, 203, 1º andar, Centro, Rio de Janeiro.


A leitura tem a duração de aproximadamente 90 minutos e terá a direção de Cecilia Vaz. O texto, uma comédia de costume nordestino, tem como foco um casamento por interesse econômico. Entre ciladas e trambiques, o noivo, herdeiro de uma grande fortuna, fica dividido com as tramas da família de sua noiva e a esperteza de seus serviçais.

25/06/2019





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