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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

ALB: CONFRATERNIZAÇÃO E PREMIAÇÃO

 


A Academia de Letras da Bahia encerrou suas atividades do ano ontem, dia 17, com a confraternização entre os membros e funcionários da instituição e com a entrega do Prêmio Conjunto de Obra Academia de Letras da Bahia e Eletrogóes ao escritor Cyro de Mattos, autor de vasta obra em vários gêneros. O prêmio consiste numa placa alusiva às produções literárias do homenageado e o valor de oito mil reais.

Antes foram agraciados com essa láurea o

 educador Edivaldo Boaventura, a poeta

 Myriam Fraga, a romancista Helena Parente

Cunha, o historiador João José Reis, os escritores  Hélio Pólvora, Guilherme  Raddel e Gláucia  Lemos.

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domingo, 29 de novembro de 2020

ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA E ELETROGÓES CONCEDEM PRÊMIO AO ESCRITOR CYRO DE MATTOS

 


              Academia de Letras da Bahia

e Eletrogóes concedem Prêmio

ao Escritor Cyro de Mattos

 

A Academia de Letras da Bahia e a Eletrogóes  concederam o Prêmio Conjunto de Obra deste ano ao escritor Cyro de Mattos, autor baiano (de Itabuna), com cerca de 50 livros pessoais publicados, de diversos gêneros,  organizador de dez antologias, também editado em Portugal, Itália, França, Espanha, Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos, além de participar de dezenas antologias no Brasil e exterior. Neste ano, Cyro de Mattos publicou os livros Prosa e Poesia no Sul da Bahia, ensaios, Infância com Bicho e Pesadelo, contos, na Coleção Mestres da Literatura Baiana, e O Discurso do Rio, poesia, em Portugal.

 O Prêmio Conjunto de Obra Academia de Letras da Bahia e Eletrogóes consiste em uma placa alusiva à obra do escritor homenageado e valor em espécie, que serão entregues ao agraciado em sessão online, na festa de confraternização natalina da Academia de Letras da Bahia, em data a ser designada neste mês de dezembro. Este prêmio é o mais elevado da Academia de Letras da Bahia e já foi conquistado nas edições anteriores pela poeta Myriam Fraga, escritor Hélio Pólvora, educador Edvaldo Boaventura, historiador João José Reis e romancista Gláucia Lemos.


https://costadocacau.blog.br/academia-de-letras-da-bahia-e-eletrogoes-concedem-premio-ao-escritor-cyro-de-mattos/


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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

PROFESSOR NEGRO VAI SER EMPOSSADO NA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA

Foto: Luiza Lopes/bahia.ba
Professor negro vai ser empossado
na Academia de Letras da Bahia
Por Cyro de Mattos

           
             O professor e vereador Edvaldo Brito vai ser empossado no dia 29 na Academia de Letras da Bahia, em Salvador, quando então irá ocupar a Cadeira de Número 2, cujo patrono é Manoel Botelho de Oliveira. Será recebido pelo ensaísta e escritor Joaci Goes, atual presidente da instituição. A escolha foi feita em 17 de outubro.

             Graduado em Direito pela UFBA, pertenceu à turma de 1962, da qual fizeram parte os escritores João Ubaldo Ribeiro, Cyro de Mattos e Ildásio Tavares. Há mais de seis décadas atuante como professor, ele é Doutor em Direito Tributário pela Universidade de São Paulo (USP) e professor emérito da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Mackenzie (SP).

          Conferencista exemplar, Edvaldo foi prefeito de Salvador e   tem participado de várias bancas examinadoras de teses para doutorado em universidades brasileiras.  É membro da Academia de Letras de Ilhéus e da Academia de Letras de Itabuna (ALITA). Sobre a conquista de ter sido eleito para ser o novo imortal da Academia de Letras da Bahia, sucedendo ao escritor Guilherme Raddel, disse:

         “É como se fosse um presente de aniversário, que comemorei no dia 3 passado. Agora faço parte da casa mais importante da cultura baiana, uma posição que muito me enobrece, e procurarei honrar essa escolha, não somente me empenhando cada vez mais na minha produção técnico-literária, como cultuando a responsabilidade de ocupar a cadeira que já foi de Manuel Botelho de Oliveira, que também foi advogado e vereador”.

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Cyro de Mattos é escritor e poeta com prêmios literários importantes, no Brasil e exterior. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz, Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil e Ordem do Mérito do Governo da Bahia, no grau de Comendador.  

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terça-feira, 8 de outubro de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO "POEMAS DE TERREIRO E ORIXÁS", DO ESCRITOR E ACADÊMICO CYRO DE MATTOS - 30.10.2019

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original

Novo livro de Cyro de Mattos
É de Poemas Sobre o Negro

          Com quase oitenta e um anos de idade, mais de cinquenta dedicados à literatura, o escritor baiano Cyro de Mattos, membro da Academia de Letras da Bahia, continua em plena vitalidade de criação literária.  Seu novo livro, Poemas de Terreiro e Orixás, que acaba de ser publicado pela Mazza Edições (BH), vai ser lançado no dia 30 de outubro, às 17 horas, na sede da Academia de Letras da Bahia, na avenida Joana Angélica, 198, Nazaré, Salvador.


Em Poemas de Terreiro e Orixás, Cyro de Mattos comparece com um modo encantatório de pensar o negro. Seus sentimentos refletem um jeito comovente de ser negro, ritmado no canto vindo da África, que transforma a alma em crença e magia.  As imagens de seus versos dizem de coisas tristes, que não se apagam no rastro das distâncias, na sucessão infeliz dos momentos.  Mas há também nelas vozes de uma gente alegre, que consegue suplantar os limites contrários impostos pela existência.

          Com saberes, histórias, sonhos, costumes, preceitos, liturgias, os poemas desse livro apresentam o negro com seus orixás, sua cantiga feita de amor, para seduzir com solidariedade.  Esse negro afrodescendente com o seu universo plantado na Bahia, como testemunho do homem carregado de poesia, valores que tornam perceptíveis os movimentos viáveis da vida.


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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE OBRA DE JOÃO CARLOS TEIXEIRA GOMES




            A Academia de Letras da Bahia promove nos dias 3 e 4 de outubro, em sua sede, na Avenida Joana Angélica, 198, Nazaré, em Salvador, o seminário “Entre Labirintos e Tesouros – a poética de João Carlos Teixeira Gomes”. Os debates versarão sobre a trajetória e a obra desse importante intelectual baiano, conhecido por sua atuação como jornalista, professor universitário e escritor. Gomes é também membro da Academia de Letras da Bahia  onde ocupa a cadeira número 15.

            No primeiro dia do evento, a professora universitária  Antonia Herrera abordará o tema “Na Encruzilhada do Fazer Poético – o Labirinto de Orpheu”. O tema “Joao Carlos Teixeira Gomes – O Mago dos Ventos” ficará por conta da escritora  Cassia Costa Lopes, enquanto o ensaísta Sandro Ornellas destacará “Aspectos da Critica de João Carlos Teixeira Gomes”. A mediação estará a cargo da Professora Doutora em Letras  Edilene Matos.

            O segundo dia do seminário terá como tema “A Geração Mapa – depoimentos e diálogos” e contará com a participação dos poetas Fernando da Rocha Peres, Florisvaldo Mattos e Kátia Borges como debatedores. A mediação será feita pela crítica e acadêmica Gerana Damulakis.

         Associando-se ao evento, patrocinado em boa hora pela Academia de Letras da Bahia, o poeta e escritor  Cyro de Mattos, em afetuosa homenagem, manifesta sua admiração pelo homenageado, ao escrever os versos singelos do  “Poemeto do Joca”,  que transcrevemos abaixo:


 Poemeto do Joca

João Carlos Teixeira Gomes,
Moço apelidado de Joca,
De tanto afeto que por ele temos,
Quem não sabe fique sabendo.

Eis que surge menestrel
No Colégio da Bahia,
Na Faculdade às voltas
Com o direito e as letras.

Eis o Joca jornalista
Arrojado, contundente.
É o ensaísta de Gregório,
Boca de fogo como ele.

Eis o Joca poeta grande, 
Nesses rincões da Bahia,
De gafanhoto domador,
Da esfinge contemplada.

De bom gosto sonetista,
Entre tesouro e labirinto,
Um dos melhores no Brasil.
Até mesmo em terra lusa.
Iluminado como sempre.

 ............
Cyro de Mattos é escritor e poeta. Publicado por várias  editoras na Europa. Premiado no Brasil, Itália, Portugal e México. Membro da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa pela UESC.


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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

ALB LAMENTA O FALECIMENTO DE MONIZ BANDEIRA

Nota de pesar

(Troca de mensagens de Membros da Academia de Letras da Bahia lamentando o falecimento de Moniz Bandeira)
.......
Da: Evelina Hoisel <hoisel@ufba.br>
A:  cyropm@bol.com.br

Inviato: Domenica 12 Novembre 2017 
Oggetto: Nota de pesar


Senhoras acadêmicas,
Senhores acadêmicos,

Com grande pesar, comunico o falecimento do professor, historiador e cientista político Luiz Alberto de Viana Moniz Bandeira, membro correspondente da ALB, ocorrido  ontem, sexta-feira, dia 10 de novembro,  na Alemanha.
Um dos mais notáveis intelectuais brasileiros e um pioneiro no estudo das Relações Internacionais, Moniz Bandeira estava radicado na cidade alemã de Heidelberg e era cônsul honorário do Brasil. Em 2015, foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores (UBE), em reconhecimento pelo seu trabalho como intelectual,  dedicado a repensar o Brasil. Em 2016, foi homenageado na UBE com o seminário "80 anos de Moniz Bandeira", ocasião em que sua obra foi destacada por importantes personalidades do meio acadêmico, político e diplomático.
Além de influente intelectual, Moniz Bandeira teve uma importante trajetória de militância política, filiado ao Partido Socialista Brasileiro.
Sua posse como membro correspondente na Academia de Letras da Bahia ocorreu em 8 de agosto de 2000.
Atenciosamente,
Evelina Hoisel
Presidente ALB
 ......
De: "antonella roscilli" <r_antonella@yahoo.it>
Enviada: 2017/11/14

Assunto: Re: Nota de pesar
 
Prezada Presidente Evelina, agradeço muito por este seu email. O falecimento do professor, historiador e cientista politico Luiz Alberto de Viana Moniz Bandeira è uma perda imensa para a Cultura brasileira, para a ALB, para o mundo.
Atenciosamente.

Antonella Rita Roscilli
ALB-Membro Correspondente Itália 

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cyropm@bol.com.br
Ter 14/11/2017
hoisel@ufba.br;

 Assunto: Re: Nota de pesar

Confreira Evelina Hoisel,


Divulguei em meu site essa perda enorme para a cultura mundial, nosso confrade ilustre e  professor renomado  Luiz Alberto de Viana Moniz Bandeira. Conheci essa criatura rara  na Alemanha,  quando fui particicipar da Feira Internacional do Livro de Frankfurt em 2010, como convidado. Na oportunidade fiz o lançamento na Feira do meu livro Zwanzig Getichte von Rio und andere Gedichte (Vinte Poemas do Rio e outros poemas), tradução de Curt Meyer-Clason para o alemão, Editora Projekte, de Hally. Na casa do cônsul  brasileiro Cézar Amaral, em Frankfurt, onde autores que participavam da Feira Internacional do Livro em  Frankfurt foram recepcionados e, entre eles, eu, Flávio Moreira da Costa, Joaquim Botelho, presidente da União Brasileira de Escritores (SP) e Levi Bucalem, tive o grande prazer de conhecer esse brasileiro imenso, autor de muitos livros, na área da política mundial, tão prestigiado na Europa. Falou-me de sua alegria em ser membro da Academia de Letras da Bahia, dos seus ancestrais em terras da Bahia e outras saudades que acenderam seu coração em nossa conversa.
A notícia de seu falecimento abala enormemente a Cultura no mundo.
Abraços acadêmicos.

Cyro de Mattos

---------m reconhecimento pelo seu trabalho como “intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos”. Em 2016, foi homenageado na UBE com o seminário “80 anos de Moniz Bandeira”, ocasião em que sua obra foi destacada por importantes personalidades do meio acadêmico, político e diplomático. (ALB)

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA - Cyro de Mattos lança “A Casa Verde e Outros Poemas”


Cyro de Mattos lança “A Casa Verde e Outros Poemas”

A Casa Verde e Outros Poemas é o novo livro do acadêmico Cyro de Mattos. Lançado no dia 24 de outubro, na sede da Academia de Letras da Bahia, a obra – traduzida para o inglês pelo professor Luiz Angélico em um dos seus últimos trabalhos – compõe-se de duas partes. No primeiro momento, o escritor inspira-se na Casa Verde, hoje um museu desativado que revela o passado da conquista e do domínio dos coronéis do cacau, um tempo áureo da civilização grapiúna, especialmente na cidade baiana de Itabuna, local de nascimento do autor e sede do espaço cultural.

O segundo momento é formado pelos poemas “Canto a Nossa Senhora das Matas”, “Um Poema Todo Verde”, “Morcego”, “Boi”, “Galos”, “A Roda do Tempo”, “A Árvore e a Poesia”, “Passarinhos” e “Devastação” (I,II). “De linhagem telúrica são poemas que se inserem, também, nas questões ecológicas dos tempos atuais”, destaca Cyro de Mattos.

Mattos lamenta o não funcionamento do museu para o incentivo da cultural local. “Causa prejuízos de natureza histórico-cultural à comunidade e ao sul da Bahia, o que é lastimável. Documentos valiosos sobre a memória política da cidade estão ali guardados. Reativar, manter e disponibilizar ao público o Museu Casa Verde significa não só preservar a memória da civilização cacaueira com o seu modo singular de vida, mas também possibilita a construção de novos conceitos de manutenção histórico-patrimonial, em sintonia valiosa com o conhecimento autêntico do passado regional”, defende. A falta de incentivo financeiro é um dos principais motivos pelo o seu atual fechamento.

Confira o discurso completo, clique aqui.

Veja fotos abaixo:
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

"A CASA VERDE E OUTROS POEMAS", DE CYRO DE MATTOS VAI SER LANÇADO NA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
          O livro A Casa Verde e Outros Poemas, de Cyro de Mattos, com tradução para o inglês do Professor Emérito da UFBA, Doutor Luiz Angélico, vai  ser lançado na Academia de Letras da Bahia, em Salvador, no dia 24 deste mês, às 17 horas.  Na oportunidade, o autor fará uma palestra sobre o Museu Casa Verde, que está há anos desativado.  O livro compõe-se de duas partes, como o próprio título indica. No primeiro momento, o poeta baiano Cyro de Mattos inspira-se na Casa Verde, que serviu de residência a Henrique Alves dos Reis (1861-1942), coronel do cacau, e sua esposa, dona Cordolina Loup dos Reis, a filha Elvira e o genro Miguel Moreira, que foi prefeito de Itabuna.
 
       O segundo momento  é formado pelos poemas “Canto a Nossa Senhora das Matas”, “Um Poema Todo Verde”, “Morcego”, “Boi”, “Galos”, “A Roda do Tempo”, “A Árvore e a Poesia”, “Passarinhos” e “Devastação” (I,II). São poemas de vibrante força telúrica, puros como o chão de quem possui um modo próprio de fazer poesia universal sem perder de vistas os muros da aldeia,  por meio de um  timbre nativo da origem tornada linguagem, como bem sublinhou o crítico e poeta Ledo Ivo. São poemas que se inserem, também, nas questões ecológicas dos tempos atuais.

Cenário de Luxo

       Com versos despojados, de lirismo puro, o premiado poeta baiano (de Itabuna) faz uma viagem no tempo perdido e busca recuperar sua alma através do diálogo que estabelece entre a poesia e a memória, que é o lugar de onde emerge a história com as pessoas, fatos e coisas. Local de importantes decisões políticas do município, reuniões sociais e festivas, a Casa Verde tornou-se cenário de luxo e requinte nos anos 30.

      Vale a pena lembrar que  A Casa Verde e Outros Poemas traz a tradução primorosa para o inglês realizada pelo poeta, ensaísta e Professor Emérito Doutor Luiz Angélico. Homem erudito, simples e fraterno, de uma atuação admirável como professor de inglês no curso de Letras da Universidade Federal da Bahia, tradutor renomado, sua tradução para a língua inglesa de A Casa Verde e Outros Poemas é possivelmente um de seus últimos trabalhos no setor, antes de nos deixar para outra dimensão.
O poeta Cyro de Mattos ao dedicar-lhe o livro não só celebra a amizade e o apreço que tinha por ele como  presta justa homenagem a quem tanto se dedicou ao ensino do inglês na UFBA e à arte da tradução, desvendando com competência seus limites e modos para que muitos possam conhecer a linguagem de outros povos, com sua alma, seus costumes, seu cotidiano, suas dores e sonhos. O livro tem o selo editorial da Mondrongo, de Itabuna.

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terça-feira, 11 de abril de 2017

O CENTENÁRIO DA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA- ALB (1917-2017)

por Antonella Rita Roscilli
                                                                                                      Sarapegbe News 10 aprile 2017


A Academia de Letras da Bahia (ALB) é uma instituição cultural brasileira antiga e prestigiosa que visa cultivar a língua e a literatura nacional, preservando a memória cultural da Bahia, difundindo a literatura baiana e promovendo as formas culturais literárias de qualidade, através de lançamentos, conferências, debates e discussões literárias. Foi fundada em Salvador Bahia e, 7 de março de 1917, no mesmo dia e mês em que, alguns séculos antes, havia sido fundada a Academia Brasilica dos Esquecidos: 7 Março 1724.

Ao longo da história foram eleitos na Alb pessoas ilustres como o ex-governador Otávio Mangabeira, os escritores Jorge Amado, Zélia Gattai, João Ubaldo Ribeiro, o jornalista Jorge Calmon etc...


Em 2017 há muitas atividades programadas para celebrar o centenário de sua fundação. Em 10 de abril, dia em que, em 1917, pela primeira vez os membros da ALB tomaram posse, foi escolhido para a primeira cerimônia oficial dos festejos, durante a qual vão intervir autoridades e amantes da literatura.  Vão falar sobre a ALB os três presidentes mais recentes da instituição:  os acadêmicos Evelina a Hoisel, Aramis Ribeiro Costa e Edivaldo Boaventura. Além disso, haverá a apresentação do Madrigal da UFBA.

A partir de 2014 a instituição é dirigida por Evelina Hoisel, professora  do Instituto de Literatura e Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Um fato marcante, porque pela primeira vez na história foi eleita uma mulher para dirigir esta instituição de prestígio. Destacamos também que em 2014 foi eleita uma outra mulher como vice presidente: a estimada poeta e Diretora da FCJA Myriam Fraga, que terminou seu cargo em 2016, ano da sua morte. Os membros da ALB atualmente incluem, por exemplo, o historiador Luis Henrique Dias Tavares, Edivaldo Boaventura, Florisvaldo Mattos, Luis Antonio Cajazeira Ramos, Aleilton Fonseca, Edilene Dias Matos, Antonio Torres, Glaucia Lemos, Cyro de Mattos, Joaci Góes, co-fundador da jornal Tribuna da Bahia.

A atual sede está localizada no Palacete Góes Calmos, bairro de Nazaré, e cuja fachada foi renovada por ocasião do centenário. A restauração foi necessária, pois trata-se de um edifício histórico precioso. O trabalho foi realizado em parceria com a prefeitura de Salvador, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-BA) Regional, e a Escola Politécnica da UFBA, como mencionou a Presidente Hoisel.

Além da cerimônia em abril, este ano, haverá um concerto da Orquestra Sinfônica da UFBA, o lançamento de um livro sobre a história da ALB e um documentário que vai destacar seus principais membros e sua influência sobre a cultura do estado. Alguns seminários são planejados com especialistas na área da literatura acadêmica e que atuam dentro e fora da Bahia. Este ano, a prestigiosa revista da Academia, n.  55, deve ser publicado com conteúdo direcionado para lembrar a trajetória da instituição, a sua contribuição e os desafios para os próximos anos, juntamente com histórias, poemas, traduções e outros itens que normalmente formam parte da publicação anual.

Entre as muitas pessoas que, com amor e dedicação, se envolvem constantemente lembramos do professor Edivaldo Boaventura, Conselheiro de Educação, ex-secretário de Educação e Cultura do Estado, e um dos responsáveis ​​para a fundação do Doutorado em Educação na Ufba. Ele afirma: "A ALB é uma organização importante que também possui um valioso Arquivo e uma Biblioteca de mais de 30.000 volumes. funcionando como uma casa museu, com preciosas pinturas, mobiliário, coleções e móveis. E' um valioso centro para pesquisadores e no cotidiano chegam numerosos pedidos."
Como recorda o acadêmico Joaci Góes "A Academia de Letras da Bahia merece o apoio da sociedade e do governo, porque é sempre o porta-voz e símbolo da necessidade que a Bahia e o Brasil têm de lidar com a prioridade da educação das massas".

A Academia de Letras da Bahia foi fundada baseada no modelo da Academia Francesa e da Academia Brasileira de Letras, com quarenta assentos numerados, cada um com seu patrono permanente e imutável, quarenta membros e vinte correspondentes, todos eleitos para a vida e chamados de "imortais ". Mas as origens desta instituição remonta ao século XVIII. De fato, em 1724, na Bahia, na época parte da Colônia brasiileira,  foi fundada a Academia dos Esquecidos e mais tarde a Academia dos Renascidos (1759). Foram as duas primeiras tentativas para equipar o Brasil com uma entidade cultural capaz de reunir interesses literários.

Em 1845, o futuro Barão de Macaúbas fundou juntamente com outros literatos do Instituto da Bahia, uma espécie de Academia de Letras, onde se faziam  música e poesia,  discutindo sobre vários assuntos com os escritores mais importantes da literatura baiana. Mais tarde, o poeta e escritor baiano Almachio Diniz Gonçalves (1880-1937), após a tentativa de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, fundou em Salvador  a Academia de Letras Baiana de que se proclamou Presidente Honorário. Mas a instituição não decolou e o mesmo Almachio mais tarde se tornou um dos membros fundadores da instituição nova e definitiva. Entre os quarenta membros fundadores estavam Rui Barbosa, Severino Vieira, Egas Moniz Barreto de Aragão, Antonio Alexandre Borges dos Reis, Filinto Bastos etc. O engenheiro e intelectual Arlindo Fragoso era baiano de Santo Amaro da Purificação. Foi também  fundador da Politécnica e, em seguida, da Escola Politécnica da Bahia, tornando-se professor e diretor. O primeiro presidente da ALB foi o filólogo e professor Ernesto Carneiro Ribeiro, e Arlindo Fragoso foi eleito primeiro secretário. Os principais objectivos, desde a fundação eram "o cultivo da língua e da literatura nacional, preservação da memória cultural da Bahia e com o apoio e incentivo de eventos, mesmo nas ciências e setores das artes" (art. 1 dos estatutos ) sob o lema "Servir a Pátria honrando as Letras."

A primeira sede se encontrava no centro histórico do Pelourinho, especificamente no Largo do Terreiro de Jesus. Assim se começou a expandr a arte da literatura até que a sede mudou para o Campo Grande, perto do Palacio da Aclamação.  Apenas em 1983, o ALB conheceu sua localização final no belo Palacete de Góes Calmon, na Avenida Joana Angélica nº 198. É bom lembrar a história deste edifício através das palavras do acadêmico Edivaldo Boaventura. "O governador Francisco Marques de Góes Calmon (1874-1931) recebeu em seu  palacete personalidades como Afonso Pena, presidente do Brasil; Gago Coutinho e Sacadura Cabral, os dois portugueses pioneiros da aviação, o Príncipe Umberto II de Saboia, da Casa Real da Itália.

Após a morte de Góes Calmon, a casa tornou-se  sede do Museu de arte da Bahia, preservando diversas e belas coleções de arte do ex-governador, juntamente com a pinacoteca do colecionador Jonathas Abbott. Em 1983, o Museu de arte Moderna foi transferido no Corredor da Vitória, e a casa se tornou a sede da Academia de Letras da Bahia". Na nova sede a ALB aumentou a sua atividade ao ponto de se tornar um importante núcleo difusor da cultura, dedicada principalmente às Letras e Literatura brasileiro, em particular, letras baianas, que também ocorreu através de encontros com escritores, prêmios literários, bem como publicações da Revista Acadêmica.

Além das excelentes instalações, lembramos a Biblioteca "Jorge Amado", um ponto de referência para a produção baiana e um arquivo que preserva a memória de tudo o que é publicado pelos membros acadêmicos da ALB, e inteiramente à disposição dos pesquisadores. A sala de informática está aberta para pesquisadores e o site na internet coloca a instituição entre as primeiras filas dos arquivos para a pesquisa sobre atividades culturais de qualidade que ocorrem na Bahia. A organização também prevê um Prêmio Nacional de Literatura, um concurso literário que este ano vai trabalhar com poesia. A Presidente Evelina salientou que este concurso tem até agora revelado novos nomes de escritores do Estado.

Em 2011 também foi reinauguratd uma estátua do ex-governador da Bahia Francisco Marques de Góes Calmon, criada pelo escultor italiano Pasquale de Chirico em 1938, depois de um delicado trabalho de restauração. "Sob proposta do académico Ormindo Paulo Azevedo, a escultura se encontra agora ao lado esquerdo, logo que você entrar na Academia. Então, o governador continuará a receber todos aqueles que chegarem", revela o professor Edivaldo Boaventura. Todos aqueles que vêm para aprender sobre a importante ALB sítio que junta passado, presente e futuro da literatura baiana.

Lembre-se que, em geral, a Academia de Letras está localizada em todos os estados brasileiros e é uma sociedade literária organizada sem fins lucrativos. E' a mais alta autoridade para o idioma nacional, o português. Seus membros são eleitos por voto e são definidos "imortais", escolhidos entre aqueles que publicaram ensaios, artigos ou livros com reconhecido valor literário. A Academia Brasileira de Letras é a organização nacional  e está localizado no Rio de Janeiro. Primeiro presidente foi o escritor Machado de Assis, que a declarou fundada oficialmente em 20 de julho de 1897.


Antonella Rita Roscilli. Brasilianista, jornalista, escritora, pesquisadora e tradutora. Há mais de vinte anos vem se dedicando à divulgação na Europa da cultura latino americana, particularmente da cultura do Brasil e dos Países da África de idioma português, com matérias publicadas na imprensa e no mundo acadêmico, além de palestras. Formada na Itália em Lingua e Literatura Brasileira, è no Brasil Mestre em Cultura e Sociedade, Membro correspondente da Academia de Letras da Bahia e do Instituto Geográfico Histórico (IGHB). Traduziu para o italiano artigos, contos e obras de autores quais Carlos Nejar, Sérgio Paulo Rouanet, Zélia Gattai, Aleilton Fonseca, Florisvaldo Mattos. Biografa da memorialista brasileira Zélia Gattai, publicou sobre ela as obras literárias: Zélia de Euá Rodeada de Estrelas (ed. Casa de Palavras, 2006), Da palavra à imagem em “Anarquistas, graças a Deus” (ed. Edufba/Fapesb, 2011), Zélia Gattai e a Imigração Italiana no Brasil entre séc XIX e XX"(ed. Edufba-2016). Escreveu o posfacio da edição italiana de Um chapéu para viagem, (Un cappello di viaggio, ed. Sperling & Kupfer). 



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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

CONVITE: ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA (ALB)

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CONVITE

            A Academia de Letras da Bahia sentir-se-á honrada com a presença de
V.Exa. e Exma. Família na sessão de posse do escritor Cyro de Mattos, na cadeira nº
22, de que foi último ocupante o acadêmico Clóvis Lima, tem como patrona José Maria
Da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco) e como fundador Ruy Barbosa.
            O escritor Cyro de Mattos será saudado pelo acadêmico Aramis Ribeiro Costa.
                                                                                                                                                                                                          Evelina   Hoisel                                                                      Presidente

Data:             10 de novembro de 2016, quinta-feira.
Horário:        20 horas.
Local:           Palacete Góes Calmon.
Endereço:     Avenida Joana Angélica, 198, Nazaré

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