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sexta-feira, 21 de abril de 2017

BRASÍLIA COMEMORA 57 ANOS COM SHOWS E EXPOSIÇÃO GRATUITOS

Torre de TV vai receber programação especial para os 57 anos do aniversário de Brasília
Elza Fiúza/Agência Brasil

Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil


A capital federal completa 57 anos nesta sexta-feira (21) e as atividades em comemoração ao aniversário da cidade começam hoje e acontecem por todo fim de semana. A programação também celebra os 30 anos de Brasília como Patrimônio Mundial e os dez anos do Museu Nacional.

A programação inclui nove artistas da cidade e três atrações nacionais, além da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Os eventos têm entrada franca, classificação livre e custaram R$ 1,8 milhão ao governo local.

A cantora Elba Ramalho é a atração principal nesta sexta-feira, às 22h. A festa começa com a apresentação de Dona Gracinha da Sanfona, que abre o evento na Torre de TV, às 18h.  A banda Ciclone na Muringa, que mistura ritmos populares, como maracatu, coco e baião à sonoridades do rock e do reggae sobe ao palco às 19h. A banda paulista convidada Dê um Rolê faz homenagem aos Novos Baianos, a partir das 20h. Pela manhã, das 11h às 15h, o grupo Kilombrasília promoverá um aulão de capoeira aberto ao público.

No sábado (22), a atração principal é o grupo de pagode Raça Negra, que sobe ao palco às 22h. A festa tem início mais cedo com a apresentação do tradicional grupo Boi de Seu Teodoro às 18h20. Na sequência, às 19h30, o Trio Siridó anima o público com forró. A sambista Cris Pereira canta às 20h40. Entre uma atração e outra, os Djs Nagô e Barata garantem o som no sábado e no domingo (23), respectivamente.

No domingo, a programação ficará a cargo da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, que inicia às 17h30 o concerto especial para os 57 anos de Brasília. Os músicos estarão acompanhados de jovens participantes de projetos socioeducativos musicais.

Esplanada dos Ministérios
Além dos shows na Torre de TV, a programação do aniversário de Brasília inclui atividades na Esplanada dos Ministérios. No domingo, o violeiro Cacai Nunes toca às 19h, seguido pelo grupo de choro Fernando César e Regional, às 20h. As atrações do fim de semana se encerram às 21h, com a apresentação do violeiro Renato Teixeira, de São Paulo. As apresentações serão no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República.

A cidade recebe ainda exposição que celebra os 10 anos do Museu Nacional, com obras de expoentes da arte brasileira como Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, além de artistas contemporâneos, principalmente do grafite brasiliense. A visitação vai até 4 de junho, de terça a domingo, das 9h às 18h30.


Edição: Amanda Cieglinski


QUANDO APAGA SEU SORRISO É PORQUE NÃO VALE MAIS A PENA

Por Wal Reis

Poucas coisas são mais tristes do que ter que seguir adiante deixando parte de você para trás. Mas quando a rua é de mão única, essa é a rota possível.

Quando a vontade de mandar flores ao delegado passa (oi, Zeca Baleiro). Quando buscar o sono é mais sedutor que saudar o novo dia. Quando gera mais dúvida do que certeza. Quando apaga seu sorriso é porque não vale mais a pena.

É duro encarar, mas alguns amores têm prazo de validade. O amor pelo trabalho, o amor pelo seu chão e sim: o amor pelo outro. As pequenas evidências de que acabou chegam devagar, mas intoxicam. E, na ânsia de ressuscitar a fase boa, fechamos os olhos para os sinais quando, no fundo, sabemos que nada mais pode ser feito pelo doente terminal.

Palavras e atitudes já não vão na mesma direção. A presença física não garante a presença emocional e vice-versa. Sua aflição é apenas sua aflição. A música que te emociona só emociona a você e o amor desafina.

Mas e os planos? Ainda ontem estávamos carimbando passaportes para tantas viagens, selecionando o cardápio de um jantar romântico, esperando a turnê de nosso cantor favorito chegar por aqui. Não foi na semana passada que rimos juntos da mesma piada sem graça? Contamos segredos bobos e outros nem tanto? Concordamos que a ausência jamais seria tolerada? Combinamos o próximo Natal?

Sim e não eram mentiras: eram verdades provisórias. Um cenário perfeito, mas cenário. Desmontável depois que a temporada acaba, deixando o dolorido silencioso de um teatro vazio, com luzes apagadas e sem movimentação no backstage.

Não deu tempo de fazer aquela massagem prometida depois de um dia estressante. Também não te terei dormindo no meu colo enquanto enrolo os dedos distraidamente no seu cabelo e leio um livro qualquer em uma tarde preguiçosa de domingo. Não vamos ser testemunhas oculares dos sucessos e fracassos um do outro.

Você não estará por perto para eu te contar sobre o último capítulo do livro porque nossa história termina muito antes da contracapa fechar. E talvez a gente chore ao lembrar de todas essas miudezas de nossa breve vida em comum, mas apenas enquanto a tinta estiver fresca e o quadro parecer inacabado. Depois, assim que concedermos a distância necessária para apreciar as pinceladas que até então pareciam confusas e desordenadas, finalmente a gente vai sorrir constatando que criamos uma valiosa obra-prima.


WAL REIS
Jornalista, geradora de conteúdos editoriais, especialista em fazer 54 coisas ao mesmo tempo, incluindo escrever sobre o que realmente me importa. Procuro retratar nos meus textos a contramão da história, o lado menos óbvio e politicamente incorreto, aquele que mais se aproxima da realidade...
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O ESCÂNDALO DOS NOSSOS TEMPOS - Roberto de Mattei

21 de abril de 2017
Roberto de Mattei (*)


O mundo está cheio de escândalos, e Jesus diz: “Ai do mundo por causa dos escândalos” (Mt 18, 7). O escândalo, de acordo com a moral católica, é o comportamento daqueles que causam o pecado ou a ruína espiritual de seu próximo (Catecismo da Igreja Católica n° 2284).

Não basta abster-se de fazer aquilo que em si mesmo é pecado, mas é preciso evitar aquilo que, não sendo pecado, põe os outros em perigo de pecar; e o Dicionário de teologia moral dos cardeais Roberti e Palazzini ensina que isso é especialmente obrigatório para aqueles que têm uma posição elevada no mundo ou na Igreja (Editrice Studium, Roma 1968, p.1479).

As formas mais graves de escândalo são hoje a publicidade, a moda, a apologia que a mídia faz da imoralidade e da perversão, as leis que aprovam a violação dos mandamentos divinos, como aquelas que introduziram o aborto e as uniões civis homossexuais.

A Igreja sempre considerou escândalo também o recasamento civil dos divorciados. João Paulo II, na Familiaris consortio, indica o escândalo que dão os divorciados recasados como uma das razões pelas quais eles não podem receber a Sagrada Comunhão. De fato, “se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio” (nº. 84).

O cânon 915 do Código de Direito Canônico afirma: “Não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto.”

Uma declaração do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos reafirmou a proibição contida nesse cânone contra aqueles que pretendem que tal regra não se aplica ao caso dos divorciados recasados. A declaração afirma: “No caso concreto da admissão dos fiéis divorciados novamente casados à Sagrada Comunhão, o escândalo, concebido qual ação que move os outros para o mal, diz respeito simultaneamente ao sacramento da Eucaristia e à indissolubilidade do matrimônio. Tal escândalo subsiste mesmo se, lamentavelmente, um tal comportamento já não despertar alguma admiração: pelo contrário, é precisamente diante da deformação das consciências, que se torna mais necessária por parte dos Pastores, uma ação tão paciente quanto firme, em tutela da santidade dos sacramentos, em defesa da moralidade cristã e pela reta formação dos fiéis” (Pontifício Conselho para os Textos legislativos, Declaração sobre a admissibilidade à Sagrada Comunhão dos divorciados recasados, 24/06/2000, em Communicationes, 32 [2000], pp. 159-162).

Após a promulgação da Exortação pós-sinodal Amoris laetitia, aquilo que sempre representou um escândalo para o Magistério da Igreja passou a ser considerado um comportamento aceitável, que merece ser acompanhado com compreensão e misericórdia. Monsenhor Pietro Maria Fragnelli, bispo de Trapani e presidente da Comissão para a família, os jovens e a vida, da Conferência Episcopal Italiana, disse em uma entrevista de 10 de Abril à agência SIR (dos bispos), dedicada ao documento do Papa Francisco, que “a recepção da exortação apostólica na diocese está crescendo, no sentido de se procurar entrar cada vez mais no espírito profundo da Amoris laetitia, que pede de nós uma nova mentalidade face ao amor em geral, vinculado à família e à vida de família”.

Para transformar a mentalidade do mundo católico, a Conferência Episcopal Italiana está empenhada numa assídua obra de promoção de conferências, seminários, cursos para noivos ou para casais em crise, mas, sobretudo, como escreve a agência dos bispos, a fim de promover “uma mudança de estilo para sintonizar a pastoral familiar ao modelo de Bergoglio”. De acordo com Mons. Fragnelli, “pode-se dizer claramente que começou uma mudança de mentalidade, tanto do episcopado, quanto das nossas dioceses, como algo que tem de ser feito, vivido e procurado em conjunto. Pode-se dizer: trabalho em andamento”.

Os “trabalhos em andamento” consistem na “deformação das consciências” denunciada há poucos anos atrás pelo Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, ou seja, adotar uma mentalidade que nega, no plano da práxis, a santidade dos sacramentos e a moralidade cristã.

Em 25 de fevereiro último, falando em um curso de formação para os párocos, o Papa Bergoglio os convidou a se tornarem “próximos, com o estilo próprio do Evangelho, no encontro e no acolhimento daqueles jovens que preferem conviver sem se casar. Nos planos espiritual e moral, eles se encontram entre os pobres e os pequeninos, dos quais a Igreja, nos passos do seu Mestre e Senhor, quer ser uma mãe que não abandona, mas que se aproxima e cuida deles”.

De acordo com a agência SIR, os casais conviventes — com ou sem filhos — representam atualmente 80% daqueles que participaram, na Itália, dos cursos de preparação para o casamento em 2016. Ninguém recorda a esses conviventes que eles vivem em situação de pecado grave. A própria expressão “casais irregulares” é proibida. Em 14 de janeiro, o “Osservatore Romano” publicou as orientações pastorais dos dois bispos malteses, D. Charles Scicluna (arcebispo de Malta, ex-promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé), e D. Mario Grech (Gozo). “Através do processo de discernimento — dizem eles — precisamos avaliar o grau de responsabilidade moral em determinadas situações, dando a devida consideração aos condicionamentos e às circunstâncias atenuantes”. Por causa desses “condicionamentos e circunstâncias atenuantes, o Papa ensina que ‘já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada ‘irregular’ vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante”.

A consequência é que “se, como resultado do processo de discernimento, empreendido com ‘humildade, reserva, amor à Igreja e a seu ensinamento, na busca sincera da vontade de Deus e com o desejo de alcançar uma resposta a ela mais perfeita’ (AL 300), uma pessoa separada ou divorciada que vive uma nova relação consegue com clara e informada consciência, reconhecer e crer que ela ou ele estão em paz con Deus, ela ou ele não podem ser impedidos de participar dos sacramentos da Reconciliação ou Eucaristia”.

Um ano após a promulgação da Amoris laetitia, o “modelo Bergoglio” que vem sendo imposto é o acesso dos divorciados recasados a todos os sacramentos. A coabitação não constitui escândalo. Mas, para o Papa Francisco, o escândalo — mais ainda, o principal escândalo do nosso tempo — é a desigualdade econômica e social.

Em carta dirigida no Domingo de Páscoa ao bispo de Assis-Nocera Umbra, D. Domenico Sorrentino, o Papa Bergoglio disse que os pobres são “um testemunho da escandalosa realidade de um mundo marcado pela desproporção entre o gigantesco número de pobres, amiúde privados do estritamente necessário, e a minúscula parcela de endinheirados que detêm a maior parte da riqueza e pretendem determinar os destinos da humanidade. Infelizmente, a dois mil anos do anúncio do Evangelho e após oito séculos do testemunho de Francisco, estamos diante de um fenômeno de ‘iniquidade global’ e de ‘economia que mata’”.

O antagonismo moral entre o bem e o mal é substituído pela oposição sociológica entre riqueza e pobreza. A desigualdade social passa a ser um mal pior que o assassinato de milhões de nascituros e o oceano de impureza que submerge o Ocidente. Como não compartilhar o que escreveu o cardeal Gerhard L. Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no livro-entrevista Esperança da Família: “O maior escândalo que pode dar a Igreja não é o fato de que dentro dela existam pecadores, mas que deixe de chamar pelo nome a diferença entre o bem e o mal e passe a relativizá-la, que pare de explicar o que é o pecado ou finja justificá-lo em nome de uma alegada maior proximidade e misericórdia para com o pecador”.

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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, Roma, 19-4-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

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COERÊNCIA... POIS O MOMENTO EXIGE ESTA REFLEXÃO E ATITUDE - Por Mauricio Zagari

Alguns pontos que a lista do Fachin nos ensina:


1. Ser cego quanto à corrupção dos integrantes dos partidos do seu coração é só cegueira.

2
.Não há lado inocente. Esquerda e direita historicamente praticam a corrupção no Brasil. Defender incondicionalmente um desses lados não faz mais nenhum sentido. A contaminação é ampla e irrestrita. 

3. É um excelente momento para quem defende incondicionalmente certos partidos ou políticos se desculpar, cair na real e passar a torcer pelo Brasil em vez de por A ou B. PT esta contaminado, DEM está contaminado, PSOL está contaminado, PSDB está contaminado, PMDB está contaminado . A carne está podre. O discurso da defesa incondicional não faz mais nenhum sentido.

4. Seria ótimo se quem fica acusando Sergio Moro e a Lava Jato disso e daquilo parasse com a infantilidade e enxergasse que o que está sendo feito no país é um marco histórico, uma limpeza inédita que, se bem conduzida, pode revolucionar a política, o governo e, logo, a vida dos brasileiros. Para melhor. E isso está acima da nossa paixão política e ideológica, queiramos ou não. Apoiemos o que está sendo feito, por amor à pátria.

5. É hora de parar de ficar defendendo quem é indefensável. Se está claríssima a corrupção daquele político que você ama e defendeu sua vida toda, por favor, tire as escamas dos olhos, ponha a razão acima do coração e passe a apoiar a justa punição dele.

6.
Reforma política já. Renovação dos quadros políticos já. Votemos em quem não foi contaminado pela máquina da corrupção e passemos a fiscalizá-lo de perto, para que não seja seduzido pelas facilidades do poder.

7.
A vigilância sobre a classe política tem de se tornar um hábito diário no Brasil, para muito além da Lava Jato. Para isso, precisamos de mecanismos de transparência, fiscalização e punição que inibam toda prática da corrupção.

8. Já passou da hora de os brasileiros guardarem suas bandeiras, se unirem pela limpeza e a renovação dessa geração apodrecida de políticos e pela criação de mecanismos eficientes de controle da classe política. Depois que a faxina estiver terminada e o inimigo comum estiver vencido, podemos remover nossas bandeiras do armário e voltar a gritar palavras de ordem das nossas ideologias preferidas. Até lá, todos devemos dar as mãos e cantar apenas o hino nacional.

Em resumo: é hora de tirarmos as escamas dos olhos, pensarmos politicamente com a razão e não com o coração, apoiarmos o Brasil e não o partido ou o político A ou B, e nos unirmos contra o inimigo real: a corrupção do ser humano, que perpassa ideologias. Deus tenha misericórdia do nosso país.



Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

LEMBRANÇAS - Por Rute Caldas

Imagem ITABUNA CENTENÁRIA - ICAL

Lembranças 


Ah! Quantas lágrimas
Eu tenho sufocado,
Em lembrar com saudades
Dos momentos alegres
Que partilhaste conosco.

E mesmo não estando
Mais ao nosso lado
Creio que a glória de Deus
É ignorada por aqueles que,
Não têm a visão do amor
Porque ninguém morre,
Enquanto permanece vivo
Em nosso coração.

Por isso posso dizer
Que sinto saudade
E saudades...

  
“De Rute Caldas
Para Raul Otávio N. Caldas Cortes
Inspirado pela pessoa que muito te amou:
TUA MÃE.”

Vem aí “A História de Rute”


***

FILHOS DE ITABUNA: Sonia Coutinho

Sônia Coutinho


Sônia Coutinho nasceu em Itabuna, em 1939, e era filha do poeta simbolista Nathan Coutinho (1911-1991). Teve 11 livros publicados e traduziu outros 3.

Na infância começou as primeiras leituras, livros infantis e contos de Maupassant, frequentava a biblioteca do pai. Licenciada em inglês, formada pela Faculdade de Letras da Universidade Federal da Bahia. Jornalista com passagem como redatora pelo “Jornal do Comércio”, “O Jornal”, “O Globo” e agência Reuters, no Rio de Janeiro.

Sua ficção une arte e documento para situar o real imbrincado nas limitações da condição humana. Desenganos, desencontros, problemas existenciais e psicológicos na cidade grande informam o herói em crise que a autora logra exibir com surpreendente força em suas narrativas.

Seu primeiro livro, "O Herói Inútil", foi lançado em 1964, em Salvador, pela Editora Macunaíma. Romancista, contista e tradutora, Sonia ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti de Literatura. Em 1979, com "Os Venenos de Lucrécia", e em 1999, com "Os Seios de Pandora".

Em 2006, a escritora recebeu o Prêmio Clarice Lispector, da Biblioteca Nacional, para o melhor livro de contos com "Ovelha Negra" e "Amiga Loura". Entre outros títulos da autora, destaque para "Uma Certa Felicidade", "Mil Olhos de Uma Rosa" (2001), "O Caso Alice" (1991) e "O Jogo de Ifá" (2001).

Sônia Coutinho foi casada com o poeta, escritor e jornalista Florisvaldo Mattos, com quem teve uma filha.

Participou de várias antologias nacionais e internacionais e teve sua obra também publicada nos Estados Unidos, na França e na Alemanha. Seu conto "Toda Lana Turner Tem Seu Johnny Stompanato", publicado originalmente em seu livro "O Último Verão de Copacabana", foi incluído na antologia "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século", organizado por Italo Moriconi.

Em 1994 ganhou o título de mestre em teoria da comunicação com a tese-ensaio "Rainha do Crime — Ótica Feminina no Romance Policial”.

Sônia Coutinho faleceu  no dia 24 de agosto de 2013.

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Trecho do conto Camarão no jantar de Sônia Coutinho:



“E chega a noite do prometido jantar.

Não quero descrever a angústia dessa mulher, na sala, meia-luz, enquanto o tempo passa e a comida esfria.

Rogério está atrasado meia hora, mas ela ainda não sente inquietação. De vez em quando, vai até a cozinha dar uma olhada no bobó. Para acompanhar, há apenas arroz, uma refeição simplificada.

Agora, Rogério está atrasado uma hora, mas ainda sente esperanças.

Uma hora e meia de atraso, toda e qualquer possibilidade vai desaparecendo deste mundo.

Ah, mas que história insuportável. Ah, meu Deus, que dor. Terrível, a dor dessa perda.

Um amor que, no entanto, ela continua achando que não levou tão a sério quanto merecia.

Por que teve aquela reação tão radical, quando soube que ele era casado? Por que não fez como todas as outras, foi levando? Como não percebeu na mesma hora que tinha de ser humilde, porque jamais esqueceria aquele amor?

Um homem que, quem sabe — e isso alimenta sua dor —, ela talvez tivesse conquistado, no início, se fosse mais esperta.”



(Texto organizado por Eglê Santos Machado)
Fontes: A TARDE – Cultura/Literatura 25/08/2013, Cyro de Mattos/ ”Itabuna, chão de minhas raízes” e Projeto Releituras.

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FORRÓ NA SEXTA SUPER MUSICAL DA AABB ITABUNA 21/04

Leo Jorge em recente apresentação na AABB Itabuna.

Sexta na AABB tem forró com Léo Jorge e Baianos.com


Vai ser uma noite de forró daquelas a de sexta-feira (21) na AABB Itabuna. E o melhor: vai ser na Cabana do Tempo, com Léo Jorge e a banda Baianos.com, começando às 20h00.

O som do grupo mistura forró pé de serra com axé e MPB. Tem no repertório sucessos como Navegar, do cantor Jerônimo, e forró autêntico como o da canção Luz da Lua, de autoria da própria banda, que nos últimos sete anos tem sido uma das sensações da temporada de São João.

Como em toda Sexta Super Musical, os portões e o estacionamento dentro do clube vão estar liberados. Pode ir com a família, os amigos e até com as crianças, que têm muito espaço no parque e nas áreas verdes para brincar à vontade.

O endereço da AABB Itabuna é Rua Espanha s/n, São Judas, com acesso pela Vila Zara (ponte nova) para quem vem do litoral. Já para quem vem do interior, o acesso é via beira-rio (Av. Aziz Maron), passando pelo Shopping e bairro Conceição. Os telefones do clube são (73) 3211-2771 e 3211-4843 (Oi fixo).

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Contato – Raul Vilas Boas: (73) 9.8888-8376 (Oi) / (73) 9.9112-8444 (Tim)

Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9.9133-4523 (Zap/Tim) / (73) 9.8877-7701 (Oi)

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