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domingo, 23 de fevereiro de 2020

UMA DECLARAÇÃO EPISCOPAL DIGNA DE REPÚDIO - José Antonio Ureta


21 de fevereiro de 2020

Bispos da CNBB norte 1 manifestam repúdio ao projeto de lei do presidente Jair Bolsonaro que estabelece mineração em terras indígenas

José Antonio Ureta

A tinta utilizada na Querida Amazônia – nome da exortação pós-sinodal do Papa Francisco – ainda não havia secado e os prelados da Regional Norte 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) já publicavam, com base nela, uma nota de repúdio a um projeto de lei do governo Bolsonaro [nota abaixo] viabilizando a exploração de recursos minerais e a geração de energia elétrica em terras indígenas. A referida nota foi pressurosamente noticiada pelo Vatican News, órgão central da rede de mídia da Santa Sé. Clique aqui para ampliar a nota de repúdio da CNBB norte 1

Os bispos citam em seu apoio o n° 14 da referida exortação, segundo o qual as operações econômicas que danificarem a Amazônia e não respeitarem os direitos dos povos originários deveriam ser rotuladas de “injustiça e crime”. O condicional, assaz retórico, é da própria exortação.

Seria o Projeto de Lei 191/20 injusto e criminoso, danificaria a Amazônia e não respeitaria os direitos dos índios?

Um católico deve avaliar o respeito à justiça – ou a violação criminosa da mesma – primeiramente com base na doutrina social católica e, logo depois, em função da legislação do país concernido.

O que ensina a doutrina social católica a respeito da utilização dos recursos naturais de um país? O Compêndio da doutrina social da Igreja, publicado pelo Pontifício Conselho “Justiça e Paz” no pontificado de João Paulo II, nos fornece alguns elementos básicos.

O primeiro desses elementos é que “o bem comum empenha todos os membros da sociedade” e “exige ser servido plenamente, não segundo visões redutivas subordinadas às vantagens de parte que se podem tirar” (n° 167). Esse princípio aplica-se não somente à maioria da população urbanizada, mas também às populações que habitam em terras indígenas.

Por causa dessa validez universal, “a responsabilidade de perseguir o bem comum compete, não só às pessoas consideradas individualmente, mas também ao Estado, pois que o bem comum é a razão de ser da autoridade política” (n° 168), para o que “o governo de cada País tem a tarefa específica de harmonizar com justiça os diversos interesses setoriais” (n° 169). No caso em apreço, trata-se da harmonização dos interesses nacionais com os interesses das populações indígenas.

O segundo elemento importante a ser considerado é o princípio da destinação universal dos bens (n° 171), que não significa “que tudo esteja à disposição de cada um ou de todos, e nem mesmo que a mesma coisa sirva ou pertença a cada um ou a todos” (n° 173), posto que a propriedade privada é um elemento essencial ao desenvolvimento individual, ao bom uso dos bens e a uma reta ordem social (n° 176). Mas a destinação universal dos bens faz com que o direito à propriedade privada não seja considerado como um direito absoluto e intocável, mas esteja subordinado ao bem comum (n° 177). Também isso é válido para o direito dos índios sobre suas reservas.

Por esse motivo, há de se reconhecer que toda forma de posse privada tem uma função social em relação “às exigências imprescindíveis do bem comum”. Daí decorre “o dever dos proprietários de não manter ociosos os bens possuídos e de destiná-los à atividade produtiva, confiando-os também a quem tem desejo e capacidade de levá-los a produzir” (n° 178). Como é óbvio, esse dever grava não somente o direito dos produtores privados na exploração das suas propriedades, mas também o direito dos povos indígenas enquanto proprietários das suas reservas.

O terceiro elemento a se ter em vista é o princípio de subsidiariedade, o qual impede privar os indivíduos ou as sociedades intermediárias daquilo que eles podem realizar por força e indústria próprias a fim de confiá-lo à comunidade nacional (n° 186), mas que, em sentido contrário, pode aconselhar o Estado a exercer uma função supletiva nas situações em que os primeiros não sejam capazes de assumir autonomamente uma iniciativa necessária ao bem comum (n° 188). É o caso, por exemplo, dos empreendimentos hidroelétricos ou de gás, que exigem grandes investimentos.

De fato, “uma das questões prioritárias na economia é o emprego dos recursos”, para o que cada sociedade deve “empregá-los do modo mais racional possível, seguindo a lógica ditada pelo princípio de economia” (n° 346). Por isso, “a tarefa fundamental do Estado no âmbito econômico é a de definir um quadro jurídico apto a regular as relações econômicas”, salvaguardando as condições primárias de uma economia livre (n° 352).

Uma vez definido esse marco jurídico, “deve-se sempre perseguir com constante determinação o objetivo de um justo equilíbrio entre liberdade privada e ação pública”, o qual deve ater-se a “critérios de equidade, racionalidade e eficiência”, tendo sempre em vista o bem comum (n° 354). O emprego racional dos recursos é uma exigência válida para todo o território de um país, incluída a Amazônia, que não merece ser transformada numa favela verde.

No que se refere ao respeito à natureza, a doutrina social da Igreja também fornece alguns princípios importantes, válidos para a imensa região em questão.

O primeiro deles é que “os resultados da ciência e da técnica são, em si mesmos, positivos”, pelo que “o Magistério tem repetidas vezes sublinhado que a Igreja católica não se opõe de modo algum ao progresso” (n° 457) e suas considerações “valem também para a sua aplicação ao ambiente natural e à agricultura” (n° 458). É o que pensa não somente a imensa maioria da população amazônica, mas também a maioria dos índios, que não querem viver de programas de assistência social, mas de seu próprio trabalho e engenho.

De fato, uma correta concepção do meio ambiente não pode absolutizar a natureza a ponto de divinizá-la, “como se pode facilmente divisar em alguns movimentos ecologistas”, razão pela qual o Magistério tem manifestado sua oposição “e sua contrariedade a uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo” (n° 463). É precisamente essa sacralização da Amazônia que leva as ONGs ambientalistas e os neomissionários adeptos da Teologia da Libertação a se oporem a qualquer projeto de desenvolvimento econômico na Amazônia.

Nada há, portanto, na doutrina social da Igreja Católica, que se oponha em princípio a uma exploração dos recursos da Amazônia existentes no solo das reservas indígenas, se tal exploração for requerida pelo bem comum do País. Obviamente, a limitação dos direitos de uso e usufruto, bem como os eventuais prejuízos que dita exploração vier a acarretar para as respectivas populações devem ser compensados, como tem sido feito em projetos prévios em outras áreas não indígenas.

Se não há um impedimento moral, haverá pelo menos algum empecilho legal?

Dois artigos da Constituição Federal do Brasil justificam o projeto de exploração introduzido pelo governo Bolsonaro no Legislativo.

O art. 176 estipula que as jazidas e demais recursos minerais, assim como os potenciais de energia hidráulica “constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra”.

Por sua vez, o inciso 3º do art. 231 declara que o aproveitamento dos recursos hídricos e das riquezas minerais em terras indígenas “só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei”.

Presidente Jair Bolsonaro com lideres indígenas

Foto: Carolina Antunes / Presidência da República


É precisamente isto que o projeto de lei 191/20 regulamenta. A justificação do mesmo – inteiramente coerente com o ensino da doutrina social da Igreja acima resumida – foi feita repetidas vezes pelo presidente Jair Bolsonaro, que desde a sua posse defende o aproveitamento econômico de territórios indígenas:

“Em Roraima há R$ 3 trilhões embaixo da terra. E o índio tem o direito de explorar isso de forma racional, obviamente. O índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica”, declarou o mandatário em abril de 2019, com o caloroso aplauso de representantes de várias etnias que reivindicam o direito de explorar as reservas tradicionais.

Em concordância com o princípio de justiça enunciado pela moral social católica, o texto do Executivo garante uma indenização às comunidades afetadas por um projeto ao verem restringido seu direito ao usufruto dessa área de suas terras. Tal indenização deverá levar em conta o grau de restrição imposto pelo respectivo empreendimento.

Respeitando o teor do art. 231 da Constituição, além da justa indenização, o projeto reserva às comunidades indígenas cujas áreas sejam utilizadas para a exploração econômica o direito de receber quantias volumosas a título de participação nos resultados:  0,7% do valor da energia elétrica produzida; entre 0,5% e 1% do valor da produção de petróleo ou gás natural; e 50% da compensação financeira pela exploração de recursos minerais. Calculados per capita, esses valores serão muito altos, porquanto se sabe que as populações das reservas indígenas são muito pouco numerosas em proporção com o tamanho dos respectivos territórios.

Para garantir os direitos dos nativos e respeitar o princípio de subsidiariedade, o texto prevê ainda a criação de conselhos curadores, de natureza privada, que serão compostos por indígenas e por responsáveis pela gestão dos recursos financeiros. Os pagamentos deverão ser depositados pelos empreendedores privados, por meio de transferência bancária, na conta do conselho curador. E, na distribuição desses recursos, os conselhos curadores deverão respeitar a autonomia dos povos envolvidos, o respeito aos seus modos tradicionais de organização e a legitimidade das associações representativas das comunidades indígenas afetadas.

Finalmente, qualquer projeto de exploração de recursos deverá ser antecedido por estudos técnicos acerca de sua factibilidade e caberá ao órgão ou entidade responsável pelo estudo prévio solicitar à Fundação Nacional do Índio (FUNAI) um diálogo com as comunidades indígenas, para que sejam respeitados usos, costumes e tradições dos povos envolvidos.

Aplicando-se o princípio segundo o qual o bem comum prevalece sobre o bem individual e considerando que a propriedade privada não é um direito absoluto, se dita interlocução não for possível ou a se autorização para ingresso na terra indígena não for obtida, o estudo técnico poderá ser elaborado com dados e elementos disponíveis.

Após a conclusão do estudo prévio, o governo federal definirá quais áreas poderão ser exploradas. No caso de minérios, as áreas autorizadas pelo Congresso Nacional para a realização de pesquisa e lavra serão licitadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), mas, no caso específico da lavra garimpeira, as comunidades indígenas concernidas terão o direito de decidir realizá-la diretamente ou em parceria com não indígenas, o que importa num direito de veto.

De todo o anterior se deduz que não há nenhum óbice moral ou legal à aprovação do projeto de lei do governo brasileiro que viabiliza a exploração de recursos minerais e a geração de energia elétrica em terras indígenas.

O repúdio dos bispos da Regional Norte 1 ao referido projeto, sob o pretexto de que ele  danificará a Amazônia e não respeitará os direitos dos índios, é motivado pelos preconceitos ideológicos das ONGs ambientalistas, da moribunda Teologia da Libertação e de seu filhote, o Partido dos Trabalhadores.

Ainda mais absurdo é o repúdio dos Senhores Bispos da região amazônica, o qual figura na mesma declaração, às iniciativas do governo brasileiro no sentido de dar assistência aos povos indígenas isolados, sob o pretexto de que ditas iniciativas ameaçam “o direito de existência livre desses povos, com seus usos, costumes, crenças e tradições”. É o isolamento a principal ameaça à existência desses povos.

Crime seria não lhes estender a mão e recusar-lhes saúde, educação e melhores condições de vida. Pior crime, sobretudo, seria não procurá-los no seu isolamento para lhes fazer chegar a Boa-Nova da Redenção e a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo!



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sábado, 16 de fevereiro de 2019

SÍNODO DA AMAZÔNIA: MÍDIA DE ESQUERDA QUER JOGAR GOVERNO CONTRA IGREJA


14 de Fevereiro de 2019
♦  Marcos Machado

A mídia de esquerda continua dando provas de seu antipatriotismo.

Afoita, como sempre, em explorar declarações ou divergências entre membros do governo — que com frequência redundam em “tiros pela culatra”, pois a população continua conservadora, ordeira e vigilante —, essa mídia dá agora um passo mais ousado: antepõe e indispõe a Igreja Católica e o Governo Federal a pretexto do Sínodo da Amazônia.

Eis alguns exemplos:

“O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ironizou o fato de a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a mando do General Heleno [foto ao lado], estar espionando os bispos da CNBB; “Vaticano comuna: Bolsonaro vê Igreja Católica como opositora, por discutir temas considerados de esquerda, como situação de povos indígenas e quilombolas, e mudanças climáticas”, disparou Haddad.1

“O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, condenou a espionagem do governo Bolsonaro, através da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), aos bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); “Governo Bolsonaro usa a Abin para espionar reuniões de bispos da CNBB sobre a defesa da Amazônia, que seriam ‘agenda de esquerda’ e ‘ingerência externa’. ‘A saudade da ditadura se transforma em reencontro com velhas práticas’, disse Boulos”.2

Progressismo não é a Igreja Católica

No jornal “O Estado de S. Paulo” de 10 de fevereiro, Tânia Monteiro, com um título equivocado — “Planalto vê Igreja Católica como potencial opositora” — confunde o progressismo e “esquerda católica” com a Igreja Católica:

“O Palácio do Planalto que conter o que considera um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro, no vácuo da derrota e perda de protagonismo dos partidos de esquerda. Na avaliação da equipe do presidente, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se articulando para influenciar debates antes protagonizados pelo partido no interior do País e nas periferias”.

Mais adiante, a notícia do “Estado de S. Paulo” corrige-se a si mesma: “setores da Igreja aliados a movimentos sociais e partidos de esquerda, integrantes do chamado ‘clero progressista’, pretenderiam aproveitar o Sínodo para criticar o governo Bolsonaro e obter impacto internacional”.3

CPT, CIMI, setores da “esquerda católica” da CNBB não podem ser confundidos com a Igreja Católica. Pelo contrário, são aliados fanáticos da esquerda, conforme comprova o livro A Igreja ante a Escalada da ameaça comunista: apelo aos bispos silenciosos, de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, largamente difundido em todo território nacional.4 (baixe o livro em PDF gratuitamente no link abaixo).

O Brasil é católico e o católico é brasileiro

“Anima humana naturaliter christiana” (A alma humana é naturalmente cristã), escreveu Tertuliano. Assim também, o brasileiro é naturalmente inclinado ao catolicismo.

A movimentação religiosa em torno do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, a monumental procissão do Círio de Nazaré, os contingentes católicos que elegeram o presidente Bolsonaro, o vazio em que caíram as declarações de bispos esquerdistas aconselhando votar no PT nas eleições de 2018 aí estão para provar que o brasileiro católico soube rejeitar o “clero progressista”, a “esquerda católica” e a “teologia da libertação”.

O maior abaixo assinado da nossa história contra o comunismo na Igreja

Em 1968, a TFP (Tradição, Família e Propriedade) coletou em ruas e praças públicas do Brasil 1.600.368 (um milhão, seiscentas mil, trezentas e sessenta e oito assinaturas!) contra a infiltração comunista na Igreja [foto ao lado].5

Esse memorável abaixo assinado, realizado por ocasião da primeira visita de um Papa à América Latina, contou com o apoio de dezenas de arcebispos e bispos, de centenas de sacerdotes, de ministros de Estado, governadores, parlamentares e homens públicos.

Ele foi o porta voz dos católicos brasileiros que pediam ao Papa Paulo VI medidas eficazes contra a infiltração comunista na Igreja.6

A luta entre anticomunistas católicos e católicos progressistas tem uma longa e gloriosa história. E prova, ao contrário do que insinua a mídia, que essa minoria de esquerda não pode ser confundida com a Igreja Católica.7

Saibamos dissipar a confusão veiculada pela mídia de esquerda

Uma sábia campanha de esclarecimento, tato e jeito da parte de nossas autoridades — mostrando que essa minoria progressista não representa a Igreja — manterá sempre os católicos em defesa do Brasil, da soberania nacional e da integridade de nosso território.

O Sínodo da Amazônia envolve outros aspectos, inclusive os internos da Igreja, mas isso desviaria o objetivo central de nosso artigo que é desfazer a fumaça da confusão espalhada pela mídia de esquerda.

Nossa Senhora Aparecida ajude e esclareça os católicos a discernir quais são os verdadeiros Pastores da Santa Igreja e a rejeitar a heresia progressista.
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Notas:
1.https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/383403/Haddad-ironiza-espionagem-de-governo-na-igreja-Vaticano comuna.htm?utm_source=social_monitor&utm_medium=widget_vertical


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sexta-feira, 21 de abril de 2017

O ESCÂNDALO DOS NOSSOS TEMPOS - Roberto de Mattei

21 de abril de 2017
Roberto de Mattei (*)


O mundo está cheio de escândalos, e Jesus diz: “Ai do mundo por causa dos escândalos” (Mt 18, 7). O escândalo, de acordo com a moral católica, é o comportamento daqueles que causam o pecado ou a ruína espiritual de seu próximo (Catecismo da Igreja Católica n° 2284).

Não basta abster-se de fazer aquilo que em si mesmo é pecado, mas é preciso evitar aquilo que, não sendo pecado, põe os outros em perigo de pecar; e o Dicionário de teologia moral dos cardeais Roberti e Palazzini ensina que isso é especialmente obrigatório para aqueles que têm uma posição elevada no mundo ou na Igreja (Editrice Studium, Roma 1968, p.1479).

As formas mais graves de escândalo são hoje a publicidade, a moda, a apologia que a mídia faz da imoralidade e da perversão, as leis que aprovam a violação dos mandamentos divinos, como aquelas que introduziram o aborto e as uniões civis homossexuais.

A Igreja sempre considerou escândalo também o recasamento civil dos divorciados. João Paulo II, na Familiaris consortio, indica o escândalo que dão os divorciados recasados como uma das razões pelas quais eles não podem receber a Sagrada Comunhão. De fato, “se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio” (nº. 84).

O cânon 915 do Código de Direito Canônico afirma: “Não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto.”

Uma declaração do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos reafirmou a proibição contida nesse cânone contra aqueles que pretendem que tal regra não se aplica ao caso dos divorciados recasados. A declaração afirma: “No caso concreto da admissão dos fiéis divorciados novamente casados à Sagrada Comunhão, o escândalo, concebido qual ação que move os outros para o mal, diz respeito simultaneamente ao sacramento da Eucaristia e à indissolubilidade do matrimônio. Tal escândalo subsiste mesmo se, lamentavelmente, um tal comportamento já não despertar alguma admiração: pelo contrário, é precisamente diante da deformação das consciências, que se torna mais necessária por parte dos Pastores, uma ação tão paciente quanto firme, em tutela da santidade dos sacramentos, em defesa da moralidade cristã e pela reta formação dos fiéis” (Pontifício Conselho para os Textos legislativos, Declaração sobre a admissibilidade à Sagrada Comunhão dos divorciados recasados, 24/06/2000, em Communicationes, 32 [2000], pp. 159-162).

Após a promulgação da Exortação pós-sinodal Amoris laetitia, aquilo que sempre representou um escândalo para o Magistério da Igreja passou a ser considerado um comportamento aceitável, que merece ser acompanhado com compreensão e misericórdia. Monsenhor Pietro Maria Fragnelli, bispo de Trapani e presidente da Comissão para a família, os jovens e a vida, da Conferência Episcopal Italiana, disse em uma entrevista de 10 de Abril à agência SIR (dos bispos), dedicada ao documento do Papa Francisco, que “a recepção da exortação apostólica na diocese está crescendo, no sentido de se procurar entrar cada vez mais no espírito profundo da Amoris laetitia, que pede de nós uma nova mentalidade face ao amor em geral, vinculado à família e à vida de família”.

Para transformar a mentalidade do mundo católico, a Conferência Episcopal Italiana está empenhada numa assídua obra de promoção de conferências, seminários, cursos para noivos ou para casais em crise, mas, sobretudo, como escreve a agência dos bispos, a fim de promover “uma mudança de estilo para sintonizar a pastoral familiar ao modelo de Bergoglio”. De acordo com Mons. Fragnelli, “pode-se dizer claramente que começou uma mudança de mentalidade, tanto do episcopado, quanto das nossas dioceses, como algo que tem de ser feito, vivido e procurado em conjunto. Pode-se dizer: trabalho em andamento”.

Os “trabalhos em andamento” consistem na “deformação das consciências” denunciada há poucos anos atrás pelo Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, ou seja, adotar uma mentalidade que nega, no plano da práxis, a santidade dos sacramentos e a moralidade cristã.

Em 25 de fevereiro último, falando em um curso de formação para os párocos, o Papa Bergoglio os convidou a se tornarem “próximos, com o estilo próprio do Evangelho, no encontro e no acolhimento daqueles jovens que preferem conviver sem se casar. Nos planos espiritual e moral, eles se encontram entre os pobres e os pequeninos, dos quais a Igreja, nos passos do seu Mestre e Senhor, quer ser uma mãe que não abandona, mas que se aproxima e cuida deles”.

De acordo com a agência SIR, os casais conviventes — com ou sem filhos — representam atualmente 80% daqueles que participaram, na Itália, dos cursos de preparação para o casamento em 2016. Ninguém recorda a esses conviventes que eles vivem em situação de pecado grave. A própria expressão “casais irregulares” é proibida. Em 14 de janeiro, o “Osservatore Romano” publicou as orientações pastorais dos dois bispos malteses, D. Charles Scicluna (arcebispo de Malta, ex-promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé), e D. Mario Grech (Gozo). “Através do processo de discernimento — dizem eles — precisamos avaliar o grau de responsabilidade moral em determinadas situações, dando a devida consideração aos condicionamentos e às circunstâncias atenuantes”. Por causa desses “condicionamentos e circunstâncias atenuantes, o Papa ensina que ‘já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada ‘irregular’ vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante”.

A consequência é que “se, como resultado do processo de discernimento, empreendido com ‘humildade, reserva, amor à Igreja e a seu ensinamento, na busca sincera da vontade de Deus e com o desejo de alcançar uma resposta a ela mais perfeita’ (AL 300), uma pessoa separada ou divorciada que vive uma nova relação consegue com clara e informada consciência, reconhecer e crer que ela ou ele estão em paz con Deus, ela ou ele não podem ser impedidos de participar dos sacramentos da Reconciliação ou Eucaristia”.

Um ano após a promulgação da Amoris laetitia, o “modelo Bergoglio” que vem sendo imposto é o acesso dos divorciados recasados a todos os sacramentos. A coabitação não constitui escândalo. Mas, para o Papa Francisco, o escândalo — mais ainda, o principal escândalo do nosso tempo — é a desigualdade econômica e social.

Em carta dirigida no Domingo de Páscoa ao bispo de Assis-Nocera Umbra, D. Domenico Sorrentino, o Papa Bergoglio disse que os pobres são “um testemunho da escandalosa realidade de um mundo marcado pela desproporção entre o gigantesco número de pobres, amiúde privados do estritamente necessário, e a minúscula parcela de endinheirados que detêm a maior parte da riqueza e pretendem determinar os destinos da humanidade. Infelizmente, a dois mil anos do anúncio do Evangelho e após oito séculos do testemunho de Francisco, estamos diante de um fenômeno de ‘iniquidade global’ e de ‘economia que mata’”.

O antagonismo moral entre o bem e o mal é substituído pela oposição sociológica entre riqueza e pobreza. A desigualdade social passa a ser um mal pior que o assassinato de milhões de nascituros e o oceano de impureza que submerge o Ocidente. Como não compartilhar o que escreveu o cardeal Gerhard L. Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no livro-entrevista Esperança da Família: “O maior escândalo que pode dar a Igreja não é o fato de que dentro dela existam pecadores, mas que deixe de chamar pelo nome a diferença entre o bem e o mal e passe a relativizá-la, que pare de explicar o que é o pecado ou finja justificá-lo em nome de uma alegada maior proximidade e misericórdia para com o pecador”.

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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, Roma, 19-4-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

DIA 07 DE ABRIL DE 2017 - POSSE DE DOM CARLOS ALBERTO NA DIOCESE DE ITABUNA

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original


Carlos Alberto dos Santos
Bispo da Igreja Católica
Hierarquia
Papa
Atividade Eclesiástica
Diocese
Nomeação
Predecessor
Mandato
2017 -
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral
Nomeação episcopal
Ordenação episcopal
Lema episcopal
PER MARIAM ADEUCHARISTIAM
("Por Maria a Eucaristia")
Brasão episcopal
Descrição: BishopCoA PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento
Tobias BarretoDescrição: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/be/Bandeira_de_Sergipe.svg/20px-Bandeira_de_Sergipe.svg.png Sergipe
2 de outubro de 1955 (61 anos)
Nacionalidade
Funções exercidas
- Bispo de Diocese de Itabuna (2017- )



sábado, 25 de fevereiro de 2017

CURIOSIDADES SOBRE A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA

Igreja Católica


1. É a única fundada pessoalmente por Jesus Cristo (Mateus 16,18).

2. É a única que recebeu de Jesus a promessa de ser assistida pelo Espírito Santo para não errar (João 15,21).

3. É a única declarada na Bíblia como “Coluna e fundamento (ou sustentáculo) da verdade” (1Timóteo 3,15).

4. É a única que tem, no mundo, um chefe supremo (papa) escolhido pessoalmente por Jesus, por três vezes com a ordem para apascentar o rebanho de Cristo. (Apascenta as minhas ovelhas – João 21,15,16,17 ).

5. É a única que recebeu pessoalmente de Jesus autoridade para ligar ou desligar tudo na terra, que isso seria aceito no céu (Mateus 16,19 e 18,18).

6. É a única que no século IV selecionou e formou a Bíblia Sagrada e completa que hoje conhecemos, a qual não existia no início da Igreja, até o ano de 381 (A Igreja católica teve autoridade para isso: Mateus 16,19 e 18,18).

7. É a única que recebeu de Jesus a missão de ser “Católica”, isto é, com caráter universal, destinada a acolher em si e evangelizar todos os homens, todas as nações (Mateus 28,19).

8. É a única à qual pertenceram, ou fizeram parte os primeiros cristãos, que morreram assassinados por causa da fé, no início da Igreja, quando a doutrina era conhecida pela tradição e pregação dos apóstolos e seus discípulos antes mesmo de existir a Bíblia.

9. É a única que existiu sozinha por cerca de 1500 anos antes de muitos homens começarem a se desviar da Bíblia e criar heresias fundando, sem autoridade bíblica, novas igrejas com ensinamentos diferentes da fé original.

10. É a única que segue as três fontes de Fé Cristã: a Tradição Apostólica, 1Coríntios 11,2 + 2Tessalonicenses 2,15), o Papa com o Magistério (João 21,15-17 + Mateus 16,18 e 18,18) e a Bíblia criada (selecionada) pela Igreja Católica no ano 381.


11. É a única que detém em si os Grandes Milagres de Deus, os quais desafiam qualquer ciência ou inteligência, mas que se sustentam pela Fé: uma hóstia que se tornou carne humana visível, sem conservantes, exposta ao público por mais de 1200 anos em Lanciano, na Itália. O mesmo ocorreu com o vinho que se tornou sangue visível. Casos idênticos ou parecidos ocorreram noutros lugares; Corpos incorruptíveis sem qualquer intervenção dos homens; A Estampa da Virgem Maria sem tinta, suspensa no ar por 5 mm, sobre uma capa de capim por quase 500 anos, no México, a famosa estampa de Nossa Senhora de Guadalupe; a liquefação do sangue de alguns santos; a língua de Santo Antônio exposta há mais de 700 anos etc. Um único caso de corpo incorruptível que existe na Igreja Anglicana ocorreu no tempo em que ela era católica.

12. A única na qual Jesus instituiu o sacerdócio, dando a eles alguns poderes, dentre os quais o de perdoar ou não os pecados das pessoas. (João 20,22). Nas igrejas que se desviaram do catolicismo, a Ortodoxa e Anglicana o sacerdócio foi mantido válido.

13. Pelo poder e ordem de Jesus transmitido aos bispos e sacerdotes, a Igreja Católica pode celebrar a Eucaristia quando a Hóstia e vinho consagrados se tornam o verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus (Isto é o meu Corpo – 1Coríntios 11,24 + Lucas 22,19) e não “símbolo” como ensinam algumas igrejas inventadas por homens. Verdade é que na igreja deles é realmente só símbolo, porque eles não têm sacerdote real nem bispo verdadeiro. Na Igreja Ortodoxa e na Anglicana, a Eucaristia é verdadeira, porque quando se separaram de Roma levaram consigo bispos e sacerdotes.

14. A grande Legião de Apóstolos, Santos, Mártires, que viveram no início do Cristianismo (até hoje), e que são exemplos de fé cristã, fazem parte da Igreja Católica Apostólica Romana e de nenhuma outra que não existiam naquele tempo.

15. É a única que Jesus garante, no Papa, a fé verdadeira. (Eu roguei ao Pai para que tua fé não desfaleça  -Lucas 22,32).



Não mencionado o autor desta seleção

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 — CATASTRÓFICO PANORAMA DA IGREJA E DO MUNDO

30 de dezembro de 2016
Paulo Corrêa de Brito Filho

Capa da Revista Catolicismo, Nº 793, Janeiro/2017
RETROSPECTO DE 2016
E PERSPECTIVAS SOMBRIAS

A edição de janeiro da revista Catolicismo apresenta como matéria de capa um balanço sintético de importantes acontecimentos transcorridos em 2016, ano em que tanto o mundo quanto a Igreja Católica viveram em meio a psy-incêndios.

Uma das regiões onde o incêndio mais se agravou foi a Europa, cujos países se tornaram alvo de uma invasão muçulmana que ameaça os valores cristãos daquela civilização edificada sob o influxo benéfico da Igreja Católica.
Sinistros acontecimentos que vêm ocorrendo em proeminentes nações parecem confirmar a suposição de que se deseja fazer desaparecer os últimos vestígios de Cristianismo vigentes no Velho Continente.

Entretanto, em sentido contrário, fatos ocorridos lá e em outros continentes parecem indicar uma reação da opinião pública à tendência revolucionária de implantar uma situação extrema de caos.

Nessa linha de pensamento, pode-se conjecturar que o “Brexit” foi uma reação sadia do povo britânico contra as injunções centralizadoras e antinaturais dos mentores da União Europeia. E já se fala de movimentos análogos em outras nações.

A vitória de Trump no recente pleito presidencial nos EUA desmentiu a quase totalidade das previsões de institutos de pesquisa e de analistas políticos. Esse triunfo revelou um sintoma de mal-estar e desconfiança de um eleitorado profundo, que estava insatisfeito e marginalizado.

Outro sintoma que merece menção foi a vitória do “NÃO” no referendo sobre o “Acordo de Paz” com os narcoguerrilheiros das FARC na Colômbia, apesar da forte pressão midiática internacional a favor do “SIM”.

No plano espiritual, o ano foi marcado pelo “Jubileu da Misericórdia”, bem como por atitudes do Papa Francisco que causaram perplexidade e confusão entre os fiéis. Um exemplo de confusão foi sua viagem a Lund, na Suécia, para assistir à comemoração do 500º aniversário da revolta do heresiarca Lutero. E também seu discurso no encerramento do “III Encontro Mundial dos Movimentos Populares”, que reuniu em Roma duas centenas de agitadores esquerdistas de 60 países.

Ademais, merecem menção a lista que 45 teólogos e filósofos católicos enviaram ao Pontífice sobre algumas teses não claras contidas na sua Exortação Apostólica Amoris laetitia, bem como o bem fundamentado apelo que quatro cardeais lhe remeteram no mesmo sentido.

Os terremotos ocorridos no final do ano no centro da Itália, causando mais de 300 mortos e arrasando santuários históricos, chegaram a ser considerados como castigos divinos.

A matéria conclui com a reprodução de criteriosa ponderação do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em nossa edição de maio de 1957. Após lembrar as predições de Nossa Senhora sobre os castigos divinos que serão infligidos à humanidade pecadora, caso esta não se converta e faça penitência, o insigne líder católico recomenda: “Trabalhemos e caminhemos serenamente para o futuro. Aconteça o que acontecer, seremos aqueles sobre os quais pousará a mão protetora da Rainha do Céu.”

Aproveito a ocasião para renovar meus sinceros votos de que a Providência divina cumule com graças especiais nossos diletos leitores e suas famílias neste Ano Novo.


http://www.abim.inf.br/2016-catastrofico-lamitoso-panorama-da-igreja-e-do-mundo/#.WGctHlMrLIU

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

PAPA FRANCISCO: “DIVISÃO”, CAOS E AUTODEMOLIÇÃO

29 de dezembro de 2016
Gonzalo Guimaraens (*)

“Não se deve excluir a possibilidade de que eu possa entrar para a História como o Papa que dividiu a Igreja Católica”.(**) São estas as palavras gravíssimas que o vaticanista Walter Mayr, correspondente na Itália do semanário alemão “Der Spiegel” [foto acima], acaba de atribuir ao Papa Francisco em recente reportagem.

O Pontífice teria dito essas palavras a um grupo de cardeais que o cumprimentaram por ocasião de seu recente aniversário (17 de dezembro). Que nos conste, até o momento tal afirmação atribuída ao Pontífice não foi desmentida pela Santa Sé.

No plano político, “Destaque Internacional” tem constatado, documentadamente e com muita tristeza, essa “divisão” promovida pelo Pontífice quase desde o início de seu Pontificado no dia 13 de março de 2013, através de diversas declarações e gestos pró-esquerdistas (a respeito, podem-se ler dezenas de artigos no site www.cubdest.org ).

Mas a reportagem do vaticanista Walter Mayr [foto ao lado] refere-se a declarações e atitudes do Papa Francisco no plano religioso, teológico e moral, um terreno no qual nunca temos entrado porque nossa especialização é estritamente concernente à área política. E, ademais, porque simplesmente não temos conhecimentos suficientes para nos aventurar nas delicadas questões teológicas e morais abordadas pelo Papa Francisco, que estão provocando tal “divisão”.

(Cardeais Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner)
A gravidade da situação de “divisão” no seio da Igreja, provocada pelo Pontífice, pode ser avaliada pelo teor de uma carta que lhe escreveram os cardeais Raymond Burke, Carlo Caffarra, Walter Brandmüller e Joaquim Meisner [fotos ao lado]. Nessa missiva, tornada pública em face do silêncio de Francisco, os cardeais lhe apresentaram sérias dúvidas de consciência sobre a ortodoxia de delicados assuntos teológicos abordados na sua Exortação Apostólica Amoris Laetitia. A carta desses quatro cardeais pode ser lida no link: http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1351414?sp=y

O fato concreto é que, independentemente de suas altas intenções, de seus ditos e atos, o Papa Francisco estaria colaborando com essa perigosa “divisão”. A agência de pesquisas de opinião “DataFolha” acaba de revelar que no Brasil, por exemplo, de 2014 a 2016, em pleno pontificado dele, nove milhões de brasileiros deixaram de ser católicos. É difícil dizer em que medida essa enorme debandada do rebanho católico brasileiro pode ser atribuída à “divisão” provocada pelo Papa Francisco nos planos político e teológico. De qualquer maneira, não se podia fazer abstração de sua responsabilidade enquanto Pastor de pastores, por esse desastre pastoral no Brasil.

Ademais da “divisão” no rebanho católico, reconhecida pelo próprio Pastor dos pastores, o cardeal Brandmüller já tinha constatado há algum tempo “excessos que empurraram inúmeros fiéis ao caos total”, deixando muitos católicos “caminhando no escuro”.

A “divisão” e o “caos” no seio da Igreja não parece ter começado agora, se consideradas as gravíssimas afirmações de Paulo VI na alocução de 7 de dezembro de 1968, de que a Igreja estaria imersa em um misterioso processo de “autodemolição”, e na alocução de 29 de junho de 1972, na qual ele  dizia ter a “sensação” de que “a fumaça de Satanás tinha entrado por alguma fissura no templo”.

Neste Natal, pedimos à Divina Providência assistência especial para os fiéis católicos do mundo inteiro, que estão sendo vítimas dessa “divisão” e desse “caos” no seio da Igreja, e que lhes conceda uma “fé que move montanhas” e uma confiança inabalável na promessa divina: “Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (São Mateus 16:18).
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Notas:
(*) Notas de “Destaque Internacional”. Documento de trabalho, Natal de 2016 (19º aniversário). Este texto interativo, traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser reproduzido livremente em qualquer mídia impressa ou eletrônica.

(**) “Nicht ausgeschlossen, dass ich als derjenige in die Geschichte eingehen werde, der die katholische Kirche gespalten hat”. http://www.spiegel.de/panorama/gesellschaft/vatikan-kritik-an-papst-franziskus-nimmt-vor-weihnachten-zu-a-1127247.html


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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

PAPA DIZ QUE “COMUNISTAS PENSAM COMO CRISTÃOS”: VERGONHA PARA CATÓLICOS!

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11 de novembro de 2016

O papa Francisco afirmou que “são os comunistas os que pensam como os cristãos”, ao responder sobre se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista, em entrevista publicada nesta sexta-feira no jornal italiano “La Repubblica”.
“São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade”, explica Jorge Bergoglio.
Por isso, Francisco espera que os Movimentos Populares entrem na política, “mas não no político, nas lutas de poder, no egoísmo, na demagogia, no dinheiro, mas na política criativa e de grandes visões”.
O pontífice evitou falar do recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assegurou que dos políticos só lhe interessa “os sofrimentos que sua maneira de proceder podem causar aos pobres e aos excluídos”.
Francisco explicou que sua maior preocupação é o drama dos refugiados e imigrantes, e reiterou que é necessário “acabar com os muros que dividem, tentar aumentar e estender o bem-estar, e para eles é necessário derrubar muros e construir pontes que permitam diminuir as desigualdades e dar mais liberdade e direitos”.
Esse papa esquerdista é uma decepção atrás da outra, mas desta vez ele se superou. Comunista é ateu, ou melhor, é membro de uma seita fanática que promete o paraíso terrestre. São movidos não por amor ou compaixão, mas por ressentimento e ódio. Isso ficou claro sempre que eles chegaram ao poder.
Leandro Ruschel fez bons comentários em sua página:
Tenho uma pergunta para esse Papa, se é que podemos chamá-lo de Papa: se os comunistas pensam como os cristãos, por que em todo regime comunista na história houve perseguição e morte a cristãos?
Dizer que comunista pensa como cristão é o mesmo que afirmar que nazistas pensam como judeus.
Durante a Guerra Civil espanhola, os comunistas não se contentavam apenas em matar freiras em conventos. Eles expunham os cadáveres das freiras em praça pública. Há relatos até de necrofilia. Seria esse um pensamento cristão Papa Bergoglio?
http://ssum.casalemedia.com/usermatchredir?s=183697&cb=http%3a%2f%2fdis.criteo.com%2frex%2fmatch.aspx%3fc%3d24%26uid%3d%25%25USER_ID%25%25Será que os 322 bispos executados durante a Revolução Comunista russa morreram de amor cristão, Papa Bergoglio?
Será que Jesus Cristo aprovou a execução de 120 milhões de seres humanos por regimes comunistas, Papa Bergoglio?
Não sou católico, mas tenho simpatia pela Igreja e sua história, cujo legado julgo positivo para o Ocidente. Mas de tempos em tempos surge um papa desses, fraquinho, sensacionalista, jogando para a plateia “politicamente correta”, falando um monte de besteiras de áreas que não são as suas, como a política e a economia.
Esse papa é uma vergonha para os católicos do mundo todo! Por que não te calas, papa Francisco? E por que teve que sair antes do tempo, Ratzinger, ou papa Bento XVI? Volta!!!
PS: Sempre que a imprensa fala da Igreja, fico alerta e dou um desconto, o benefício da dúvida ao papa. Afinal, não é de hoje que distorcem falas para jogar os católicos mais para a esquerda. Temos exemplos aqui e aqui que mostram bem como isso já ocorreu antes. Portanto, para quem fala italiano, eis a notícia original. Mas mesmo assim fica cada vez mais difícil defender esse papa. Ele tem claramente inclinações esquerdistas mesmo. Isso é inegável. Pode não ser como a Teologia da Libertação, que casou Jesus e Marx à força, praticamente anulando o primeiro. Mas é um papa “progressista” sem a firmeza que tinha um João Paulo II. E isso é lamentável.
PS2: Francisco Razzo oferece um contraponto interessante aqui: “Papa Francisco está certíssimo quando diz que comunistas pensam como cristãos. Infelizmente, os críticos do comunismo com olhar limitado aos aspectos econômico e político não entendem precisamente essa pretensiosa tentação dos comunistas: substituir a narrativa religiosa de fim da história a partir da categoria da totalidade. O comunismo foi uma ideologia que buscou substituir os santos pelos militantes revolucionários, o Evangelho pelos livros de Marx, Lenin e Mao, a Igreja pelo Estado, o Juízo Final pelo Tribunal Popular, o Pecado Original pela Propriedade Privada, o Sacrifício Salvífico pelo Expurgo (mediante o massacre) de milhares de pessoas. O fato é que os grandes críticos do comunismo nunca deixaram de observar o caráter religioso dessa monstruosa ideologia”.
Rodrigo Constantino
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Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.


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