A Venezuela socialista de Nicolás Maduro “virou um
campode concentração, onde estão sendo exterminados os cidadãos”. Esta foi a
denúncia de Mons. Jaime Villarroel, bispo de Carúpano, que expôs muitos dados
terríveis: “Está sendo praticada uma tragédia de dimensões inimagináveis.
[…] Hoje morrem milhares de venezuelanos por falta de comida, de remédios; 80%
das indústrias estão destruídas; só em outubro a inflação beirou 270%; o
salário mínimo é entre 4 e 6 dólares” (de R$ 16,00 a 24,00); em 2017 “morreram
mais de 20.000 crianças recém-nascidas, porque não há como atender as mães no
parto”. Apesar de tudo isso, o Papa Francisco continua insensível aos apelos
dos bispos venezuelanos e aos gemidos de um povo inteiro, recluso nesse
satânico “campo de concentração”.
Eu agradeço por este precioso momento, esta oportunidade de
estar vivo, pois a vida é sagrada, especial e uma coisa frágil. Ao
compreender que ela pode terminar a qualquer momento agradeço por tudo o que
tenho e me esforço por viver cada dia ao máximo. Cheguei a compreender que
o poder está em mim. Que os meus pensamentos anteriores, palavras e ações
tornaram-se o meu estado presente e agora, neste momento, estou criando o meu
futuro. Ao compreender este surpreendente poder que tenho, é a minha
oração mais sincera compreender o meu potencial supremo no jogo voluntário e
liberado da consciência nesta vasta expansão, de modo que eu possa inspirar
você a fazer o mesmo.
Eu imprimo em minha consciência estados de perfeição! O Ser
Perfeito que encontrei interiormente... A Sabedoria Perfeita que encontrei
na Unidade... A Compaixão Perfeita que encontrei na Humanidade... Sei agora que
vivo, respiro e tenho o meu ser em um campo vivo de consciência
unificada. Todas as coisas se elevam e caem neste campo da consciência. Um
mar de potencial infinito onde os pensamentos e os fenômenos, são os jogos
espontâneos do espaço.
E neste momento enquanto há este “Eu”. começo a ver o mundo
como ele realmente é, perfeito e puro! Onde cada átomo vibra com alegria e
é unido pelo amor. Onde tudo é estimulante e significativo, radiante com
potencial ilimitado. Afirmo que todas as pessoas do mundo são criadas
semelhantes e puras. Que a abundância, alegria, saúde e paz são os estados
naturais e completos de nosso ser. Aceito este presente agora para mim, e para
toda a humanidade.
Sei agora que tenho um propósito na vida! Todos nós o temos!
E a cada dia expresso este propósito, e permito que outros façam o mesmo. Pois
sei que todos nós somos um. Sou o outro você. Você é o outro eu! O Eu é
transformado em Nós e nós todos estamos nisto juntos. Assim estendo as minhas mãos e
considero toda a vida e aceito a todos do mundo sabendo que toquei
verdadeiramente a perfeita essência da minha própria existência.
Me dou a permissão de ser um milagre. Me entrego ao mundo e
uso a minha vida e tudo o que possa compartilhar conscientemente de modo que
beneficie quem atravessar o meu caminho ainda que seja apenas por um
momento. Pois sei que são em momentos assim, que toda a existência está se
revelando através de nós! E me convenço de que o Céu é verdadeiramente
aqui na Terra, e que a vida é maravilhosa, perfeita e exatamente como ela
deveria ser. Me tornei uma expressão da perfeição. E assim o É!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos se
perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João
declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do
que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos
batizará no Espírito Santo e no fogo”.
Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também
recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito Santo
desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és
o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.
“E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito desceu
sobre Jesus...” (Lc 3,21-22)
Terminado o “tempo natalino”, começamos hoje o “tempo comum”
(Ano C), ou seja, a vida pública de Jesus, sua missão como Filho em favor dos
filhos e filhas. O relato do batismo – que marca a passagem da vida em Nazaré
para a vida peregrina – faz referência a uma experiência fundante de Jesus:
confirmado pelo Pai, impulsionado pelo Espírito, Ele descobre o sentido de sua
vida e a missão que devia realizar.
O batismo de Jesus significou uma profunda experiência
espiritual, muito ligada à sua atitude humilde de aproximar-se do rio Jordão,
onde as pessoas simples do povo buscavam no batismo de João uma purificação de
seus pecados. Jesus foi reconhecido pelos pastores e magos, mas não pelos que
compartilhavam com Ele a fila dos pecadores. Uma fila que margeava o rio
Jordão, constituída por aqueles que queriam receber o batismo das mãos de João.
E ali se pôs Jesus, entre eles, em silêncio. Não era um a mais, mas parecia
ser.
Quê foi que levou Jesus a tomar esta decisão? Quê esperava
encontrar com o batismo de João? Quais foram os sentimentos que o acompanharam
durante este percurso de mais de 100 quilômetros desde Nazaré até o lugar onde
recebeu seu batismo? Foi uma viagem solitária ou a fez em companhia de alguns
amigos e amigas que também buscavam o mesmo?
Jesus “desce” ao Jordão; este gesto resume sua descida do
céu à terra, sua “kénosis”, seu esvaziamento radical. É uma “descida” às águas
da humanidade; por isso, sobre Ele “desce o Espírito”. O Espírito não “desce”
sobre aquele(a) que “sobe” ao pedestal da vaidade, do poder, da intolerância,
do preconceito... Ali, o “ego inflado” não abre espaço para se deixar inspirar
pelo mesmo Espírito que conduzia Jesus. É preciso “descer” às águas da própria
existência, “entrar na fila solidária” da fragilidade humana, passar pelas
águas da renovação vital e sair do outro lado, purificado e humanizado.
Embora não reconhecido pelas pessoas, ao entrar nas águas do
Jordão, Jesus foi reconhecido e confirmado pelo Pai. E fez isso com uma voz
potente para que todos se dessem conta de que o Filho queria compartilhar a
situação da humanidade. E o Pai lhe deu carta branca para estar entre nós sem
privilégios, continuando o despojamento que lhe supôs entrar em nosso mundo.
O batismo comove Jesus por dentro, o transtorna, parece que
lhe invadem uma compaixão e ternura infinitas. O Deus dos pais se revela a Ele
como Fonte de Vida, como Misericórdia e Compaixão, como fonte de dignificação e
perdão. O Céu deixa de estar em silêncio, o Céu não se compraz na Lei e no
Templo, o Céu se compraz em Jesus, e, a partir de sua profunda percepção do
Deus como Ternura e Fonte da Vida, sua vida vai se revelar como Boa Notícia
para os abatidos de toda a humanidade. Jesus não será mais o mesmo; o “filho do
carpinteiro” foi tocado pelo Compassivo e sua vida vai se converter em visita
de Deus a seu povo, em causa de liberdade para os oprimidos, em saúde para os
enfermos, em perdão para os indignos, em inclusão para os excluídos, em festa
para os tristes...
A Bíblia nos convida a tomar consciência que os lugares de
encontro de Deus com o ser humano não são unicamente os sagrados,
institucionais ou majestosos, mas, principalmente, os lugares da “margem”, do
cotidiano, das experiências de fragilidade e limite, das obscuridades e
dúvidas... enfim, das fendas da vida.
E foi das “fendas da humanidade” que o próprio Jesus entrou
em comunhão com o Pai.
Segundo o evangelho de hoje, Jesus se faz presente na
“fenda’ mais profunda da terra, no Jordão, e é precisamente ali onde Ele escuta
a voz do Pai indicando-o como o Filho amado em quem “põe o seu bem-querer”. A
partir desse momento, Jesus se descobre portador dessa “complacência divina” e
vai fazendo-a presente nos diferentes lugares por onde se desloca com uma
mobilidade surpreendente: do deserto à Galileia, onde anuncia a chegada do
Reino; às margens do mar, chamando os primeiros discípulos; em Cafarnaum onde
exerce seu ministério terapêutico; às portas das casas, acolhendo uma multidão
de enfermos; no descampado onde oferece a grande mesa da partilha; nos
territórios fronteiriços, onde acolhe e entra em diálogo com o diferente...
Não são lugares “sagrados”; é sua presença que os converte
em “teofânicos” (manifestação da presença divina), porque ali onde Ele se faz
presente, os céus se “rasgam” e Deus “se deixa ver” em seu Filho, e Suas
palavras continuam ressoando em nós, convidando-nos a escutá-lo.
Viver a vocação batismal ativa nossa sensibilidade mais
profunda, fazendo-nos entrar em sintonia com Deus e com a realidade. Deus age
diretamente no coração e nos conduz com delicadeza, com carinho e com
liberdade, preparando-nos para a grande “salto” na vida. E nosso coração
aberto, atento, sintonizado com a ação de Deus, dispõe-se, coopera e responde à
Graça divina, empenhando-se por encontrar “o que tanto deseja”. Essa é a
experiência mística da vida: “sentir Deus em todas as coisas e todas as coisas
em Deus”.
O(a) seguidor(a) de Jesus faz a experiência da intimidade,
da presença, da comunhão, da proximidade de Deus em sua própria vida. Ele(a)
vive embriagado(a) de vida, vive como um peixe nos oceanos de Deus, dizendo um
profundo sim às ondas, ao vento, ao sol, à existência... Ele(a) sente-se
cativado(a), envolvi-do(a), amado(a), sintonizado(a), habitado(a) por Deus de
tal maneira que seus olhos, gestos, suas atitudes, palavras, seu coração, sua
existência, transbordam Deus. Sente-se envolvido(a) pela “onda” de Deus e
sintoniza-se com o Seu coração. Tal experiência é incomunicável; ninguém pode
vivê-la por ele(a).
A vivência batismal implica um contínuo “estar presente” diante
do Deus Presente. E estar presente é estar “acordado”, no sentido de desperto e
atento, e também no sentido musical de estar afinado, “em acorde”, sintonizado
com a Presença que se revela de maneira “sempre nova e inesperada”.
Dentro de cada um de nós existe uma música, uma melodia, uma
nota do divino. É preciso criar espaço para que ela possa fluir em forma de
canto, de dança, de louvor... No meio desse mundo confuso e dividido é
necessário encontrar um princípio integrador; é preciso compor uma sinfonia,
buscar a “com-sonância” das diferentes vozes e instrumentos presentes ao nosso
redor. O compromisso batismal é esse momento delicado que nos ajuda a recuperar
o “som primordial”, e portanto, a unidade do sentido da nossa existência. Por
isso, “viver a vocação batismal” não é evento, mas sintonia com o coração de
Deus; é estar “antenado” no modo de agir de Deus e corresponder a essa ação
divina. Faz-se necessário, portanto, um contínuo discernimento para deixar-se
conduzir pelo Espírito e prolongar o modo original de ser e viver de Jesus.
Na oração: Todo(a) seguidor(a) de Jesus é testemunha
de uma presença contemplada e ouvida no silêncio da oração.
- Deixe-se levar como se estivesse num rio, observando-se
com um olhar interior, escutando, sentindo...
- O Batismo implica expandir os espaços interiores, romper
com tudo aquilo que atrofia a vida para acolher o novo: nova missão, novo
compromisso, nova presença solidária, acolhida do diferente...
- Renove seu compromisso batismal: ser presença diferenciada
em meio a um mundo carregado de morte e violência.
Cirilo conheceu Neidinha na última
Primavera, ela de bermuda, blusinha de seda florida, sandálias brancas; muito
bonita, quinze anos, até parecia ter mais, pela robustez. Cirilo soube da idade
dela logo depois e aí comparou à dele, contando nos dedos. Quinze anos mais
velho. Mais não teria sido isso a causa do arrependimento mais tarde, dez dias
depois, quando conheceu Jacilda, mãe de Neidinha; 35 anos, viúva, mais bonita
que o sair do sol, como ele a simbolizara no momento, dando uma de poeta. Talvez
fosse tarde.
De qualquer forma não deveria
sentir-se triste, afinal de contas a filha de Jacilda era uma gracinha, mesmo
sem comparações com a mãe, “uma protuberância”. A espontaneidade dos olhos, dos
lábios; os gestos, os cabelos alucinantes, as pernas, a voz, tudo uma loucura. Neidinha
era calada, macia. “Puxou ao pai”, dizia Jacilda – retraída, calma, sutil. Foi assim
para aceitar as declarações de Cirilo, exigindo prazo para resposta; disse sim,
muito séria, como se estivesse atormentada. Até o primeiro beijo foi outra
novela e quando isso aconteceu o foi num cantinho da boca, de susto.
Nas conversas curtas, Neidinha
falava sobre o pai dela, chamava-se Amaro Veiga, 40 anos quando morreu num
desastre aéreo. “Era calado assim”, dizia Jacilda espichando um canto da boca.
Amaro deixou um seguro para ela, uma casa e diversos bens miúdos como móveis,
eletrodomésticos e dois terrenos na área urbana central da cidade. Neidinha era
filha única.
Nas primeiras aproximações com
Jacilda, Cirilo não chegou a exageros, mas sentiu um impacto no juízo
transmitido pelo cheiro do corpo, pela estética das mãos, pelo jeito de andar;
tantos detalhes preciosos que nem os sabia peculiarizar. Tentação. Se não tivesse
conhecido Jacilda, teria casado com Neidinha em pouco tempo, mesmo porque a
menina era bonita, mesmo sem o feitiço da mãe dela. Agora era uma dualidade;
comprava presentes para as duas, mas com uma diferença: para Jacilda, tudo
especial; no aniversário dela comprou uma bolsa de luxo e um estojo de perfume
importado. Nunca dera um presente assim a Neidinha; trazia-lhe balas de mel,
chicletes de hortelã; uma vez por outra, uma blusinha de malha, uma sandália
simples.
Jacilda tinha mais sorte – vestidos de luxo, perfumes do estrangeiro. No
último inverno ganhara um casaco de pele. Com o tempo, Neidinha passou a sentir
essas coisas; de início até gostava de ver a mãe ganhando presentes valiosos,
depois notou a diferença para os que ela recebia, mas não chegou a desconfiar: “por
causa do santo, se beija o altar”, lembrou. Não tinha motivo para desconfiar de
Cirilo com Jacilda, mulher de boa cepa, educada, moral alta. Ninguém no mundo
era capaz de acusa-la disso ou daquilo; Cirilo, funcionário público de
conceito, bem remunerado, de família decente, responsável. Pensando assim,
Neidinha sentia-se tranquila, sem maldade, mesmo observando os presentes caros
e a intimidade crescendo entre os dois. “Considerações ao futuro genro”,
pensava.
Toda tarde, quando Neidinha voltava
do colégio das freiras, onde estudava, tomava banho, arrumava-se toda,
perfumava-se e, depois da janta, sentava-se num estofado na sala de espera onde
ficava aguardando Cirilo que só chegava depois das oito. Mas, como tudo na vida
é mutável, naquela tarde Neidinha saíra cedo do colégio, uma professora dela
adoecera. Rumou para casa, onde cuidaria dos deveres escolares. Tinha a chave
da porta; entrou tranquila lembrando da professora doente. “De quê?” Não seria
coisa grave.
Pela porta escancarada do quarto de
Jacilda, veio a surpresa. Não acreditou no que viu, era Cirilo nu deitado com
ela também despida, tranquilo, folheando uma revista como se nada estivesse
acontecendo no mundo; Jacilda alisando-lhe a barriga cabeluda. Neidinha sentiu
vontade de gritar, mas não gritou; fitou novamente o cenário, sem acreditar no
que via, sentiu falta de ar, imaginou que estava tonta; virou as costas, baixou
a cabeça, disparou aflita e foi sentar-se no pátio que dava para o quintal onde
acomodou a cabeça sobre os joelhos e desatou a chorar.
Momentos depois Jacilda apareceu de
short, cabelo desarrumado, mas tranquila como se nada tivesse acontecido. “Parece
um pesadelo”, pensou Neidinha enxugando os olhos com os dedos.
À noite, depois do jantar, Jacilda
tratou do assunto com Neidinha: “Cirilo vai se casar comigo. Não fosse você,
queridinha, eu teria perdido esta oportunidade”. Neidinha ouviu tudo calada,
imóvel, com a imagem impura da mãe nua alisando a barriga cabeluda de Cirilo. E,
abafada, saiu cabisbaixa para o quarto onde dormia, passando a noite sem pregar
um olho, entre pensamentos mórbidos, com vontade de gritar bem alto: “Puta!”.
(LINHAS INTERCALADAS – 2ª Edição
2004)
Ariston Caldas
..........
Ariston
Caldas nasceu em Inhambupe, norte da Bahia, em 15 de dezembro de
1923. Ainda menino, veio para o Sul do estado, primeiro Uruçuca, depois
Itabuna. Em 1970 se mudou para Salvador onde residiu por 12 anos. Jornalista de
profissão, Ariston trabalhou nos jornais A Tarde, Tribuna da Bahia e
Jornal da Bahia e fundou o periódico ‘Terra Nossa’, da Federação dos
Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia; em Itabuna foi redator
da Folha do Cacau, Tribuna do Cacau, Diário de Itabuna, dentre outros. Foi
também diretor da Rádio Jornal.
O discurso de posse do chanceler Ernesto Araújo ecoou
pela mídia nacional e internacional e estabeleceu um marco divisório entre a
ruptura dos 13 anos petistas com a tradição brasileira e a nova fase que se
inicia.
Em 30 minutos, o novo chanceler enfeixou pontos de máxima
importância para o futuro do Brasil. Ele não só os descreveu com objetividade,
calma e conhecimento de causa, como soube também alinhar os males de que
padecemos e apontar-lhes os remédios.
A reação das esquerdas nacionais e internacionais não se fez
esperar. A acidez dos comentários, a parcialidade, a amargura em constatar que
a era petista foi sepultada com pá de cal, mostram que a esquerda, no seu vezo
antipatriótico, se condena a si mesma e nos dá a prova provada do acerto da
bússola que o País almeja alcançar nos próximos anos.
Assim, em artigo publicado no jornal “El País” (3-1-19) sob
o título “Novo chanceler do Brasil faz discurso de ruptura com tradição
multilateral da diplomacia do país e frustra quem esperava tom moderado ou
menos ideológico depois da posse”, Ricardo Della Colleta comenta: “E, para
quem esperava que o chanceler moderasse o tom uma vez empossado ministro, seu
pronunciamento foi um balde de água fria.”1
Em outros termos, rompeu-se a tradição da era FHC e petista.
O chanceler reata as tradições da diplomacia brasileira e acena para os grandes
dias do Itamaraty.
Eis as palavras textuais do novo chanceler: “Como
talvez nenhuma outra instituição no Brasil, nós temos a responsabilidade de
proteger e regar este tronco histórico multissecular por onde corre a seiva da
nacionalidade.”2
Em novembro de 2018, após Ernesto Araújo ser convidado para
o cargo de Chanceler do Brasil, o PT publicou uma nota de repúdio por
suas “posições políticas conservadoras”.
Missão do Brasil e seu papel no concerto das nações
Duas outras passagens do discurso do chanceler:
“A nossa evidente tendência nacionalista não provém de
nenhuma vontade de isolamento, ela é movimento sobretudo de autoconhecimento”.4
“[…] temos
a responsabilidade de proteger e regar este tronco histórico multissecular por
onde corre a seiva da nacionalidade”.
Tem toda razão o chanceler: há uma seiva da nacionalidade
que vem das raízes católicas do mundo português, da evangelização dos índios,
do amadurecimento nacional que deu origem ao Brasil enquanto nação.
E o autoconhecimento em oposição à globalização é a
reafirmação da nacionalidade, das qualidades com que Deus galardoou o Brasil.
No Rio de Janeiro, Palácio do Itamaraty (antiga sede do
Ministério das Relações Exteriores).
Na impossibilidade de comentar aqui todos os ricos aspectos
da fala do nosso chanceler, cremos que ele se insere na missão do Brasil,
externada em discurso pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:
“Produto da cultura latina valorizada e como que
transubstanciada pela influência sobrenatural da Igreja, a alma brasileira
resulta da transplantação, para novos climas e novos quadros, destes valores
eternos e definitivos que, precisamente porque definitivos e eternos, podem
ajustar-se a todas as circunstâncias contingentes, sem perderem a identidade
substancial consigo mesmo.”
“A perfeita
formação da alma brasileira comporta, pois, duas tarefas essenciais, uma que
mantenha sempre intactos os fundamentos de nossa civilização cristã e ocidental
e outra que ajuste esses fundamentos às condições peculiares a este
hemisfério.”5
Que Nossa Senhora Aparecida ilumine, guie e governe esse tão
amado Brasil, para a sua grandiosa missão.
Aos 23 anos, a designer amazonense Lara Denys assumiu uma
grande responsabilidade: a de desenhar a imagem da Nossa Senhora da Amazônia (foto ao lado).
Nascida em uma família tradicionalmente católica, Lara venceu um concurso
nacional para a criação da figura da Virgem. A jovem teve o projeto aprovado
pelo Vaticano. Com traços caboclos, Nossa Senhora da Amazônia ganhará agora um
Santuário em frente ao Rio Negro, no formato de uma canoa, principal transporte
dos povos amazônicos.
A designer contou que, antes de produzir a imagem, estudou
arte sacra e a fisionomia do caboclo. "Pesquisei em livros e vi até como
indígenas carregam bebês. Queria que o traje fosse mais indígena, mas precisava
cobrir todo o corpo da Nossa Senhora, para não incitar sexualidade. Planejei cada
detalhe", disse. A roupa de Maria, por exemplo, é de tom terracota,
que remete às terras amazônicas e demonstra a humildade da Virgem.
O vestido da Nossa Senhora traz ainda uma simples estampa
baseada na arte dos indígenas Waimiri-Atroari. O manto ganhou um tom mais
escuro que o tradicional azul celeste. Lara decidiu manter o véu na cor branca
por representar a pureza da mãe de Jesus Cristo, que aparece nos braços da
Nossa Senhora também com traços caboclos. "Ele é um verdadeiro
curumim", descreveu.
A Nossa Senhora da Amazônia aparece ainda na figura em cima
de uma vitória-régia. Segundo Lara, a planta foi escolhida por ser uma das
espécies mais conhecidas e bonitas da região. "Além disso, a vitória-régia
é forte, cresce em solo infértil, e suporta até 40 quilos. Quando a flor nasce,
sempre no escuro, exala um perfume único. Ela é então a base da Nossa Senhora,
que aparece como a verdadeira flor da vitória-régia", ressaltou. Ao redor
da Virgem Maria, orquídeas brancas, tradicionais da Amazônia, foram estrategicamente
posicionadas. De acordo com a criadora da imagem, as flores representam o
feminino.
.....
Designer Lara Denys
venceu concurso nacional para escolha da
imagem da Nossa Senhora da Amazônia (Foto: Arquivo Pessoal)
"A gente vai embora e fica tudo aí, os planos a longo prazo e
as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a
gente comprou para ter status.
A gente vai embora sem sequer guardar as comidas na geladeira,
tudo apodrece, a roupa fica no varal.
A gente vai embora, se dissolve e some toda a importância
que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas
rotinas normalmente.
A gente vai embora as brigas, as grosserias, a impaciência,
serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.
A gente vai embora e todos os grandes problemas que
achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem
problemas. Os problemas moram dentro de nós. As coisas têm a energia que
colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.
A gente vai embora e o mundo continua caótico, como se a
nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença. Na verdade, não faz.
Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda
sempre à espreita.
A gente vai embora, pois é. É bem assim: Piscou, a vida se
vai.... O cachorro é doado e se apega aos novos donos. Os viúvos se casam
novamente, andam de mãos dadas e vão ao cinema.
A gente vai embora e somos rapidamente substituídos no cargo
que ocupávamos na empresa. As coisas que nem sequer emprestávamos são doadas,
algumas jogadas fora. Quando menos se espera, A gente vai embora. Aliás, quem
espera morrer? Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, talvez a gente comesse a
sobremesa antes do almoço. Talvez a gente esperasse menos dos outros.
Se a gente esperasse pela morte, talvez perdoasse mais,
risse mais, saísse à tarde para ver o mar, talvez a gente quisesse mais tempo e
menos dinheiro.
Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se
entristecer com as coisas banais, ouvisse mais música e dançasse mesmo sem
saber.
O tempo voa. A partir do momento que a gente nasce, começa a
viagem veloz com destino ao fim e ainda há aqueles que vivem com pressa!
Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um
dia a menos, porque a gente vai embora o tempo todo, aos poucos e um pouco mais
a cada segundo que passa.
O que você está fazendo com o tempo que lhe resta? Que
possamos ser cada dia melhores e que saibamos reconhecer o que realmente
importa nessa passagem pela Terra!