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domingo, 13 de janeiro de 2019

VENEZUELA, UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO


13 DE JANEIRO DE 2019

A Venezuela socialista de Nicolás Maduro 
“virou um campo de concentração, onde estão sendo exterminados os cidadãos”. Esta foi a denúncia de Mons. Jaime Villarroel, bispo de Carúpano, que expôs muitos dados terríveis: “Está sendo praticada uma tragédia de dimensões inimagináveis. […] Hoje morrem milhares de venezuelanos por falta de comida, de remédios; 80% das indústrias estão destruídas; só em outubro a inflação beirou 270%; o salário mínimo é entre 4 e 6 dólares” (de R$ 16,00 a 24,00); em 2017 “morreram mais de 20.000 crianças recém-nascidas, porque não há como atender as mães no parto”. Apesar de tudo isso, o Papa Francisco continua insensível aos apelos dos bispos venezuelanos e aos gemidos de um povo inteiro, recluso nesse satânico “campo de concentração”.


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POTENCIAL INFINITO – Ian Paul Marshall


Eu agradeço por este precioso momento, esta oportunidade de estar vivo, pois a vida é sagrada, especial e uma coisa frágil. Ao compreender que ela pode terminar a qualquer momento agradeço por tudo o que tenho e me esforço por viver cada dia ao máximo. Cheguei a compreender que o poder está em mim. Que os meus pensamentos anteriores, palavras e ações tornaram-se o meu estado presente e agora, neste momento, estou criando o meu futuro. Ao compreender este surpreendente poder que tenho, é a minha oração mais sincera compreender o meu potencial supremo no jogo voluntário e liberado da consciência nesta vasta expansão, de modo que eu possa inspirar você a fazer o mesmo.

Eu imprimo em minha consciência estados de perfeição! O Ser Perfeito que encontrei interiormente... A Sabedoria Perfeita que encontrei na Unidade... A Compaixão Perfeita que encontrei na Humanidade... Sei agora que vivo, respiro e tenho o meu ser em um campo vivo de consciência unificada. Todas as coisas se elevam e caem neste campo da consciência. Um mar de potencial infinito onde os pensamentos e os fenômenos, são os jogos espontâneos do espaço.

E neste momento enquanto há este “Eu”. começo a ver o mundo como ele realmente é, perfeito e puro! Onde cada átomo vibra com alegria e é unido pelo amor. Onde tudo é estimulante e significativo, radiante com potencial ilimitado. Afirmo que todas as pessoas do mundo são criadas semelhantes e puras. Que a abundância, alegria, saúde e paz são os estados naturais e completos de nosso ser. Aceito este presente agora para mim, e para toda a humanidade.

Sei agora que tenho um propósito na vida! Todos nós o temos! E a cada dia expresso este propósito, e permito que outros façam o mesmo. Pois sei que todos nós somos um. Sou o outro você. Você é o outro eu! O Eu é transformado em Nós e nós todos estamos nisto juntos. Assim estendo as minhas mãos e considero toda a vida e aceito a todos do mundo sabendo que toquei verdadeiramente a perfeita essência da minha própria existência.

Me dou a permissão de ser um milagre. Me entrego ao mundo e uso a minha vida e tudo o que possa compartilhar conscientemente de modo que beneficie quem atravessar o meu caminho ainda que seja apenas por um momento. Pois sei que são em momentos assim, que toda a existência está se revelando através de nós! E me convenço de que o Céu é verdadeiramente aqui na Terra, e que a vida é maravilhosa, perfeita e exatamente como ela deveria ser. Me tornei uma expressão da perfeição. E assim o É!


"Gotas de Crystal" gotasdecrystal@gmail.com

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PALAVRA DA SALVAÇÃO 113


Batismo do Senhor – Domingo, 13/01/2019

Anúncio do Evangelho (Lc 3,15-16.21-22)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo Ricardo:
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 pexels.com

“E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito desceu sobre Jesus...” (Lc 3,21-22)

Terminado o “tempo natalino”, começamos hoje o “tempo comum” (Ano C), ou seja, a vida pública de Jesus, sua missão como Filho em favor dos filhos e filhas. O relato do batismo – que marca a passagem da vida em Nazaré para a vida peregrina – faz referência a uma experiência fundante de Jesus: confirmado pelo Pai, impulsionado pelo Espírito, Ele descobre o sentido de sua vida e a missão que devia realizar. 

O batismo de Jesus significou uma profunda experiência espiritual, muito ligada à sua atitude humilde de aproximar-se do rio Jordão, onde as pessoas simples do povo buscavam no batismo de João uma purificação de seus pecados. Jesus foi reconhecido pelos pastores e magos, mas não pelos que compartilhavam com Ele a fila dos pecadores. Uma fila que margeava o rio Jordão, constituída por aqueles que queriam receber o batismo das mãos de João. E ali se pôs Jesus, entre eles, em silêncio. Não era um a mais, mas parecia ser.

Quê foi que levou Jesus a tomar esta decisão? Quê esperava encontrar com o batismo de João? Quais foram os sentimentos que o acompanharam durante este percurso de mais de 100 quilômetros desde Nazaré até o lugar onde recebeu seu batismo? Foi uma viagem solitária ou a fez em companhia de alguns amigos e amigas que também buscavam o mesmo? 

Jesus “desce” ao Jordão; este gesto resume sua descida do céu à terra, sua “kénosis”, seu esvaziamento radical. É uma “descida” às águas da humanidade; por isso, sobre Ele “desce o Espírito”. O Espírito não “desce” sobre aquele(a) que “sobe” ao pedestal da vaidade, do poder, da intolerância, do preconceito... Ali, o “ego inflado” não abre espaço para se deixar inspirar pelo mesmo Espírito que conduzia Jesus. É preciso “descer” às águas da própria existência, “entrar na fila solidária” da fragilidade humana, passar pelas águas da renovação vital e sair do outro lado, purificado e humanizado.

Embora não reconhecido pelas pessoas, ao entrar nas águas do Jordão, Jesus foi reconhecido e confirmado pelo Pai. E fez isso com uma voz potente para que todos se dessem conta de que o Filho queria compartilhar a situação da humanidade. E o Pai lhe deu carta branca para estar entre nós sem privilégios, continuando o despojamento que lhe supôs entrar em nosso mundo.

O batismo comove Jesus por dentro, o transtorna, parece que lhe invadem uma compaixão e ternura infinitas. O Deus dos pais se revela a Ele como Fonte de Vida, como Misericórdia e Compaixão, como fonte de dignificação e perdão. O Céu deixa de estar em silêncio, o Céu não se compraz na Lei e no Templo, o Céu se compraz em Jesus, e, a partir de sua profunda percepção do Deus como Ternura e Fonte da Vida, sua vida vai se revelar como Boa Notícia para os abatidos de toda a humanidade. Jesus não será mais o mesmo; o “filho do carpinteiro” foi tocado pelo Compassivo e sua vida vai se converter em visita de Deus a seu povo, em causa de liberdade para os oprimidos, em saúde para os enfermos, em perdão para os indignos, em inclusão para os excluídos, em festa para os tristes...

A Bíblia nos convida a tomar consciência que os lugares de encontro de Deus com o ser humano não são unicamente os sagrados, institucionais ou majestosos, mas, principalmente, os lugares da “margem”, do cotidiano, das experiências de fragilidade e limite, das obscuridades e dúvidas... enfim, das fendas da vida.

E foi das “fendas da humanidade” que o próprio Jesus entrou em comunhão com o Pai.

Segundo o evangelho de hoje, Jesus se faz presente na “fenda’ mais profunda da terra, no Jordão, e é precisamente ali onde Ele escuta a voz do Pai indicando-o como o Filho amado em quem “põe o seu bem-querer”. A partir desse momento, Jesus se descobre portador dessa “complacência divina” e vai fazendo-a presente nos diferentes lugares por onde se desloca com uma mobilidade surpreendente: do deserto à Galileia, onde anuncia a chegada do Reino; às margens do mar, chamando os primeiros discípulos; em Cafarnaum onde exerce seu ministério terapêutico; às portas das casas, acolhendo uma multidão de enfermos; no descampado onde oferece a grande mesa da partilha; nos territórios fronteiriços, onde acolhe e entra em diálogo com o diferente...

Não são lugares “sagrados”; é sua presença que os converte em “teofânicos” (manifestação da presença divina), porque ali onde Ele se faz presente, os céus se “rasgam” e Deus “se deixa ver” em seu Filho, e Suas palavras continuam ressoando em nós, convidando-nos a escutá-lo.

Viver a vocação batismal ativa nossa sensibilidade mais profunda, fazendo-nos entrar em sintonia com Deus e com a realidade. Deus age diretamente no coração e nos conduz com delicadeza, com carinho e com liberdade, preparando-nos para a grande “salto” na vida. E nosso coração aberto, atento, sintonizado com a ação de Deus, dispõe-se, coopera e responde à Graça divina, empenhando-se por encontrar “o que tanto deseja”. Essa é a experiência mística da vida: “sentir Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus”.

O(a) seguidor(a) de Jesus faz a experiência da intimidade, da presença, da comunhão, da proximidade de Deus em sua própria vida. Ele(a) vive embriagado(a) de vida, vive como um peixe nos oceanos de Deus, dizendo um profundo sim às ondas, ao vento, ao sol, à existência... Ele(a) sente-se cativado(a), envolvi-do(a), amado(a), sintonizado(a), habitado(a) por Deus de tal maneira que seus olhos, gestos, suas atitudes, palavras, seu coração, sua existência, transbordam Deus. Sente-se envolvido(a) pela “onda” de Deus e sintoniza-se com o Seu coração. Tal experiência é incomunicável; ninguém pode vivê-la por ele(a). 

A vivência batismal implica um contínuo “estar presente” diante do Deus Presente. E estar presente é estar “acordado”, no sentido de desperto e atento, e também no sentido musical de estar afinado, “em acorde”, sintonizado com a Presença que se revela de maneira “sempre nova e inesperada”.
  
Dentro de cada um de nós existe uma música, uma melodia, uma nota do divino. É preciso criar espaço para que ela possa fluir em forma de canto, de dança, de louvor... No meio desse mundo confuso e dividido é necessário encontrar um princípio integrador; é preciso compor uma sinfonia, buscar a “com-sonância” das diferentes vozes e instrumentos presentes ao nosso redor. O compromisso batismal é esse momento delicado que nos ajuda a recuperar o “som primordial”, e portanto, a unidade do sentido da nossa existência. Por isso, “viver a vocação batismal” não é evento, mas sintonia com o coração de Deus; é estar “antenado” no modo de agir de Deus e corresponder a essa ação divina. Faz-se necessário, portanto, um contínuo discernimento para deixar-se conduzir pelo Espírito e prolongar o modo original de ser e viver de Jesus.

Na oração:  Todo(a) seguidor(a) de Jesus é testemunha de uma presença contemplada e ouvida no silêncio da oração.

- Deixe-se levar como se estivesse num rio, observando-se com um olhar interior, escutando, sentindo...

- O Batismo implica expandir os espaços interiores, romper com tudo aquilo que atrofia a vida para acolher o novo: nova missão, novo compromisso, nova presença solidária, acolhida do diferente...

- Renove seu compromisso batismal: ser presença diferenciada em meio a um mundo carregado de morte e violência.

Pe. Adroaldo Palaoro sj



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sábado, 12 de janeiro de 2019

COMO SE FOSSE UM CASTIGO – Ariston Caldas


Como se fosse um castigo


            Cirilo conheceu Neidinha na última Primavera, ela de bermuda, blusinha de seda florida, sandálias brancas; muito bonita, quinze anos, até parecia ter mais, pela robustez. Cirilo soube da idade dela logo depois e aí comparou à dele, contando nos dedos. Quinze anos mais velho. Mais não teria sido isso a causa do arrependimento mais tarde, dez dias depois, quando conheceu Jacilda, mãe de Neidinha; 35 anos, viúva, mais bonita que o sair do sol, como ele a simbolizara no momento, dando uma de poeta. Talvez fosse tarde.

            De qualquer forma não deveria sentir-se triste, afinal de contas a filha de Jacilda era uma gracinha, mesmo sem comparações com a mãe, “uma protuberância”. A espontaneidade dos olhos, dos lábios; os gestos, os cabelos alucinantes, as pernas, a voz, tudo uma loucura. Neidinha era calada, macia. “Puxou ao pai”, dizia Jacilda – retraída, calma, sutil. Foi assim para aceitar as declarações de Cirilo, exigindo prazo para resposta; disse sim, muito séria, como se estivesse atormentada. Até o primeiro beijo foi outra novela e quando isso aconteceu o foi num cantinho da boca, de susto.

            Nas conversas curtas, Neidinha falava sobre o pai dela, chamava-se Amaro Veiga, 40 anos quando morreu num desastre aéreo. “Era calado assim”, dizia Jacilda espichando um canto da boca. Amaro deixou um seguro para ela, uma casa e diversos bens miúdos como móveis, eletrodomésticos e dois terrenos na área urbana central da cidade. Neidinha era filha única.

            Nas primeiras aproximações com Jacilda, Cirilo não chegou a exageros, mas sentiu um impacto no juízo transmitido pelo cheiro do corpo, pela estética das mãos, pelo jeito de andar; tantos detalhes preciosos que nem os sabia peculiarizar. Tentação. Se não tivesse conhecido Jacilda, teria casado com Neidinha em pouco tempo, mesmo porque a menina era bonita, mesmo sem o feitiço da mãe dela. Agora era uma dualidade; comprava presentes para as duas, mas com uma diferença: para Jacilda, tudo especial; no aniversário dela comprou uma bolsa de luxo e um estojo de perfume importado. Nunca dera um presente assim a Neidinha; trazia-lhe balas de mel, chicletes de hortelã; uma vez por outra, uma blusinha de malha, uma sandália simples. 

            Jacilda tinha mais sorte – vestidos de luxo, perfumes do estrangeiro. No último inverno ganhara um casaco de pele. Com o tempo, Neidinha passou a sentir essas coisas; de início até gostava de ver a mãe ganhando presentes valiosos, depois notou a diferença para os que ela recebia, mas não chegou a desconfiar: “por causa do santo, se beija o altar”, lembrou. Não tinha motivo para desconfiar de Cirilo com Jacilda, mulher de boa cepa, educada, moral alta. Ninguém no mundo era capaz de acusa-la disso ou daquilo; Cirilo, funcionário público de conceito, bem remunerado, de família decente, responsável. Pensando assim, Neidinha sentia-se tranquila, sem maldade, mesmo observando os presentes caros e a intimidade crescendo entre os dois. “Considerações ao futuro genro”, pensava.

            Toda tarde, quando Neidinha voltava do colégio das freiras, onde estudava, tomava banho, arrumava-se toda, perfumava-se e, depois da janta, sentava-se num estofado na sala de espera onde ficava aguardando Cirilo que só chegava depois das oito. Mas, como tudo na vida é mutável, naquela tarde Neidinha saíra cedo do colégio, uma professora dela adoecera. Rumou para casa, onde cuidaria dos deveres escolares. Tinha a chave da porta; entrou tranquila lembrando da professora doente. “De quê?” Não seria coisa grave.

            Pela porta escancarada do quarto de Jacilda, veio a surpresa. Não acreditou no que viu, era Cirilo nu deitado com ela também despida, tranquilo, folheando uma revista como se nada estivesse acontecendo no mundo; Jacilda alisando-lhe a barriga cabeluda. Neidinha sentiu vontade de gritar, mas não gritou; fitou novamente o cenário, sem acreditar no que via, sentiu falta de ar, imaginou que estava tonta; virou as costas, baixou a cabeça, disparou aflita e foi sentar-se no pátio que dava para o quintal onde acomodou a cabeça sobre os joelhos e desatou a chorar.

            Momentos depois Jacilda apareceu de short, cabelo desarrumado, mas tranquila como se nada tivesse acontecido. “Parece um pesadelo”, pensou Neidinha enxugando os olhos com os dedos.

            À noite, depois do jantar, Jacilda tratou do assunto com Neidinha: “Cirilo vai se casar comigo. Não fosse você, queridinha, eu teria perdido esta oportunidade”. Neidinha ouviu tudo calada, imóvel, com a imagem impura da mãe nua alisando a barriga cabeluda de Cirilo. E, abafada, saiu cabisbaixa para o quarto onde dormia, passando a noite sem pregar um olho, entre pensamentos mórbidos, com vontade de gritar bem alto: “Puta!”.


(LINHAS INTERCALADAS – 2ª Edição 2004)
Ariston Caldas
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Ariston Caldas nasceu em Inhambupe, norte da Bahia, em 15 de dezembro de 1923. Ainda menino, veio para o Sul do estado, primeiro Uruçuca, depois Itabuna. Em 1970 se mudou para Salvador onde residiu por 12 anos. Jornalista de profissão, Ariston trabalhou nos jornais A Tarde, Tribuna da Bahia e Jornal da Bahia e fundou o periódico ‘Terra Nossa’, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia; em Itabuna foi redator da Folha do Cacau, Tribuna do Cacau, Diário de Itabuna, dentre outros. Foi também diretor da Rádio Jornal.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

DISCURSO DO CHANCELER, REAÇÃO DAS ESQUERDAS E MISSÃO DO BRASIL – Marcos Machado


12 de Janeiro de 2019

♦  Marcos Machado

O discurso de posse do chanceler Ernesto Araújo ecoou pela mídia nacional e internacional e estabeleceu um marco divisório entre a ruptura dos 13 anos petistas com a tradição brasileira e a nova fase que se inicia.

Em 30 minutos, o novo chanceler enfeixou pontos de máxima importância para o futuro do Brasil. Ele não só os descreveu com objetividade, calma e conhecimento de causa, como soube também alinhar os males de que padecemos e apontar-lhes os remédios.

A reação das esquerdas nacionais e internacionais não se fez esperar. A acidez dos comentários, a parcialidade, a amargura em constatar que a era petista foi sepultada com pá de cal, mostram que a esquerda, no seu vezo antipatriótico, se condena a si mesma e nos dá a prova provada do acerto da bússola que o País almeja alcançar nos próximos anos.

Assim, em artigo publicado no jornal “El País” (3-1-19) sob o título “Novo chanceler do Brasil faz discurso de ruptura com tradição multilateral da diplomacia do país e frustra quem esperava tom moderado ou menos ideológico depois da posse”, Ricardo Della Colleta comenta: “E, para quem esperava que o chanceler moderasse o tom uma vez empossado ministro, seu pronunciamento foi um balde de água fria.”1

Em outros termos, rompeu-se a tradição da era FHC e petista. O chanceler reata as tradições da diplomacia brasileira e acena para os grandes dias do Itamaraty.

Eis as palavras textuais do novo chanceler: “Como talvez nenhuma outra instituição no Brasil, nós temos a responsabilidade de proteger e regar este tronco histórico multissecular por onde corre a seiva da nacionalidade.”2

Em novembro de 2018, após Ernesto Araújo ser convidado para o cargo de Chanceler do Brasil, o PT publicou uma nota de repúdio por suas “posições políticas conservadoras”.

Missão do Brasil e seu papel no concerto das nações

Duas outras passagens do discurso do chanceler:

“A nossa evidente tendência nacionalista não provém de nenhuma vontade de isolamento, ela é movimento sobretudo de autoconhecimento”.4

         “[…] temos a responsabilidade de proteger e regar este tronco histórico multissecular por onde corre a seiva da nacionalidade”.

Tem toda razão o chanceler: há uma seiva da nacionalidade que vem das raízes católicas do mundo português, da evangelização dos índios, do amadurecimento nacional que deu origem ao Brasil enquanto nação.

E o autoconhecimento em oposição à globalização é a reafirmação da nacionalidade, das qualidades com que Deus galardoou o Brasil.

No Rio de Janeiro, Palácio do Itamaraty (antiga sede do Ministério das Relações Exteriores).

Na impossibilidade de comentar aqui todos os ricos aspectos da fala do nosso chanceler, cremos que ele se insere na missão do Brasil, externada em discurso pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:

“Produto da cultura latina valorizada e como que transubstanciada pela influência sobrenatural da Igreja, a alma brasileira resulta da transplantação, para novos climas e novos quadros, destes valores eternos e definitivos que, precisamente porque definitivos e eternos, podem ajustar-se a todas as circunstâncias contingentes, sem perderem a identidade substancial consigo mesmo.”

         “A perfeita formação da alma brasileira comporta, pois, duas tarefas essenciais, uma que mantenha sempre intactos os fundamentos de nossa civilização cristã e ocidental e outra que ajuste esses fundamentos às condições peculiares a este hemisfério.”5

Que Nossa Senhora Aparecida ilumine, guie e governe esse tão amado Brasil, para a sua grandiosa missão.
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Notas:




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NOSSA SENHORA DA AMAZÔNIA


Aos 23 anos, a designer amazonense Lara Denys assumiu uma grande responsabilidade: a de desenhar a imagem da Nossa Senhora da Amazônia (foto ao lado). Nascida em uma família tradicionalmente católica, Lara venceu um concurso nacional para a criação da figura da Virgem. A jovem teve o projeto aprovado pelo Vaticano. Com traços caboclos, Nossa Senhora da Amazônia ganhará agora um Santuário em frente ao Rio Negro, no formato de uma canoa, principal transporte dos povos amazônicos.

A designer contou que, antes de produzir a imagem, estudou arte sacra e a fisionomia do caboclo. "Pesquisei em livros e vi até como indígenas carregam bebês. Queria que o traje fosse mais indígena, mas precisava cobrir todo o corpo da Nossa Senhora, para não incitar sexualidade. Planejei cada detalhe", disse. A roupa de Maria, por exemplo, é de tom terracota, que remete às terras amazônicas e demonstra a humildade da Virgem.

O vestido da Nossa Senhora traz ainda uma simples estampa baseada na arte dos indígenas Waimiri-Atroari. O manto ganhou um tom mais escuro que o tradicional azul celeste. Lara decidiu manter o véu na cor branca por representar a pureza da mãe de Jesus Cristo, que aparece nos braços da Nossa Senhora também com traços caboclos. "Ele é um verdadeiro curumim", descreveu.

A Nossa Senhora da Amazônia aparece ainda na figura em cima de uma vitória-régia. Segundo Lara, a planta foi escolhida por ser uma das espécies mais conhecidas e bonitas da região. "Além disso, a vitória-régia é forte, cresce em solo infértil, e suporta até 40 quilos. Quando a flor nasce, sempre no escuro, exala um perfume único. Ela é então a base da Nossa Senhora, que aparece como a verdadeira flor da vitória-régia", ressaltou. Ao redor da Virgem Maria, orquídeas brancas, tradicionais da Amazônia, foram estrategicamente posicionadas. De acordo com a criadora da imagem, as flores representam o feminino.
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Designer Lara Denys 
venceu concurso nacional para escolha da imagem da Nossa Senhora da Amazônia (Foto: Arquivo Pessoal)

(Recebi via WhatsApp)
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: A gente vai embora...


A gente vai embora...


"A gente vai embora e fica tudo aí, os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou para ter status.

A gente vai embora sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal.

A gente vai embora, se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.

A gente vai embora as brigas, as grosserias, a impaciência, serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.

A gente vai embora e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas. Os problemas moram dentro de nós. As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.

A gente vai embora e o mundo continua caótico, como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença. Na verdade, não faz. Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.

A gente vai embora, pois é. É bem assim: Piscou, a vida se vai.... O cachorro é doado e se apega aos novos donos. Os viúvos se casam novamente, andam de mãos dadas e vão ao cinema.

A gente vai embora e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa. As coisas que nem sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora. Quando menos se espera, A gente vai embora. Aliás, quem espera morrer? Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor. Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço. Talvez a gente esperasse menos dos outros.

Se a gente esperasse pela morte, talvez perdoasse mais, risse mais, saísse à tarde para ver o mar, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.

Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais, ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.

O tempo voa. A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim e ainda há aqueles que vivem com pressa!

Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque a gente vai embora o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.

O que você está fazendo com o tempo que lhe resta? Que possamos ser cada dia melhores e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!

Até porque, A GENTE VAI EMBORA..."


(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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