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quinta-feira, 23 de março de 2017

O ADVOGADO VERCIL RODRIGUES LANÇA “DICAS DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO”


“Dicas de Direito Previdenciário”


O Advogado Vercil Rodrigues, que também é jornalista e professor, acaba de lançar seu mais novo livro na seara jurídica, “Dicas de Direito Previdenciário”, pela Direitos Editora.
               
Em um esquema de perguntas e respostas, Dr. Vercil Rodrigues explora os principais temas e dúvidas das pessoas em Direito Previdenciário, seja em relação ao Regime Geral de Previdência Social (INSS), seja em relação aos Regimes de Previdência dos Servidores Públicos. E vai mais além. Aborda alguns efeitos dos benefícios previdenciários nos vínculos empregatícios, demonstrando domínio da matéria e a sua repercussão para além da relação de benefício, estabelecida entre segurado e a Previdência Social.

No “Dicas de Direito Previdenciário”, Vercil Rodrigues se preocupa em não trazer apenas conceitos estereotipados acerca do tema. De fato, há uma verdadeira aproximação da obra com o rigor técnico-jurídico e a prática necessária ao cotidiano do mundo previdenciário, de modo que o presente livro servirá como parâmetro para diversos seguimentos, tanto para operadores do Direito quanto para aqueles que de algum modo vivenciam o mundo previdenciário. É factível que o autor utiliza linguagem clara e inteligível através de temas próprios, de modo que os leitores conseguirão encontrar com facilidade respostas para os questionamentos trabalhados na presente intentada literária. Nesse sentido, o trabalho configura-se como obra de vanguarda, visto que traz uma abordagem pragmática embasada em estudos sólidos e robustos da doutrina e da jurisprudência dominante.

Sobre o livro declarou o advogado, auditor do trabalho aposentado e membro-fundador da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba), José Carlos Oliveira, que faz a apresentação da obra: “Na forma inteligente com que o NEO JURISTA se dispôs a escrever este livro, o fez com o critério de quem domina a matéria, embasando suas assertivas na legislação pertinente e no melhor de nossa doutrina, não deixando de externar seu próprio posicionamento. Assim, face aos importantes assuntos tratados neste livro, entre os quais estão: desempregado e auxílio-doença; auxílio-doença e empresa extinta; donas de casa e aposentadoria; inclusão previdenciária; aposentadoria especial no serviço público; estabilidade provisória e salário-maternidade, será um privilégio de lê-lo”.


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FALANGES MIDIÁTICAS, ACADÊMICAS E POSTORAIS

22 de março de 2017.



Os que empurraram as esquerdas para suas vitórias e o Brasil para o fracasso retomam as antigas práticas. Astutamente, tendo suas opiniões perdido credibilidade nas questões internas, usam e abusam da cena internacional para continuar ministrando “lições” à opinião pública.

Recordemos. Durante décadas, formadores de opinião, “trabalhadores em educação” e seguidores da Teologia da Libertação arrastaram o corpo social brasileiro para a valeta esquerdista. Era uma força irresistível a alavancar o PT para a condição de grande partido nacional, levar Lula à presidência da República e arrastar o Brasil para o caos. Nos microfones, as falanges midiáticas não poupavam sequer o público dos programas futebolísticos. Nas salas de aula, tornos e marretas ideológicas faziam cabeças em linha de produção. A CNBB e o clero dito progressista esmeravam-se em documentos e campanhas cujo cunho religioso se consumia em brevíssimas referências à Santíssima Virgem; tudo mais era perdição eufemística da mensagem cristã a serviço de determinada política. Certa feita, anos 90, designado pelo admirável arcebispo de Porto Alegre, D. Cláudio Colling, participei dos eventos que compunham o projeto da CNBB chamado “O Brasil que queremos”. Nos bastidores de todos os eventos e mesas de trabalho, os assuntos mais abordados pelas pastorais presentes eram eleição vindoura e Lula-lá… A tudo testemunhei porque, como peixe fora d’água, lá estava.

Assim, ao longo de muitos anos, o povo brasileiro foi orientado pelos corregedores da opinião pública a pensar com critérios esquerdistas, estatistas, coletivistas. Toda a análise sociológica, histórica, política e econômica era promovida com lentes marxistas. Quando, nos anos 90, o Leste Europeu sacudia do próprio lombo sete décadas de opressão, ferrugem e lixo comunista, o Brasil da teologia da libertação, dos progressistas, dos movimentos sociais mantidos pelos inesgotáveis fundos petistas estava ávido de importar tudo para cá.

O que aconteceu após 13 anos do sucesso eleitoral de 2002 foi o inevitável fracasso operacional e moral de 2014, quando já não podia mais ser ocultado. E tudo fica bem resumido nestas estrofes narrativas e proféticas de Miguezin de Princesa em “Nunca recebi propina”:

Prometeu melhores dias
Para um bocado de gente,
Vivia quase montado
No pescoço do vivente,
Mas, na hora de comer,
Só comeu quem foi parente.

Agora no xilindró,
Com saudade do faisão,
Come pão com margarina
E almoça rubacão
E diz: – Esse povo ingrato
Inda beija meu retrato
Nessa próxima eleição!

O poder petista, como tal, acabou. Junto com sua parceria, virou caso de polícia. A conexão publicitária entre esquerda e progresso, a ninguém mais convence. Com os foguetes queimados para levar o PT ao poder, torrou-se o prestígio de seus apoiadores. Por isso, leitor, você não ouve mais qualquer discurso esquerdista.

Que fazem, então, as falanges midiáticas, acadêmicas e pastorais? Reconhecidas as próprias limitações, dedicam-se a: 1) combater quem esteja à sua direita no arco ideológico, jogando rótulos entre os quais os de “ultradireita” e “fascista” são os mais recorrentes; 2) atacar propostas que busquem desfazer os estragos promovidos por um quarto de século de governos de esquerda; 3) investir contra conservadores e liberais como sendo os vilões a serem evitados.

Observe, então e por fim, o quanto se valem para isso do cenário internacional. Ali está o campo de prova onde reiteram suas convicções e “ensinamentos”, sem que o passado os condene. Não, as falanges não se penitenciam nem redimem. Apenas mudam de estratégia. Agora, pretendem nos ensinar a compreender o mundo com seus olhos.


Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

http://rodrigoconstantino.com/artigos/falanges-midiaticas-academicas-e-postorais/?utm_medium=feed&utm_source=feedpress.me&utm_campaign=Feed%3A+rconstantino

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A VILA – Helena Borborema (Parte II)

A Vila  (Parte II)



          Recém-chegado, o advogado Lafayette de Borborema logo iniciou suas atividades profissionais. Contaria ele muitos anos depois:


          “Devido ao ambiente hostil que a política lhe criara, o Dr. Unapetinga deixara o cargo de Juiz e fora embora da Vila poucos meses depois da minha chegada, deixando o campo forense para mim e o provisionado Laudelino Lorens. O meio era revolto; não recuei, disposto a advogar e, junto a Firmino Alves e seus amigos enfrentar as lutas também trabalhar em benefício do meio social."

          “O meu primeiro trabalho como advogado foi o preparo dos papéis de habilitação para um casamento civil pelo qual recebi trinta e cinco mil reis; o segundo foi uma defesa no Júri, por trezentos mil reis."

          “A primeira reunião do júri, cujos processos haviam sido feitos pela Justiça de Ilhéus, foi um marcante acontecimento social. Tive que funcionar como Promotor ad-hoc no mais importante dos processos, cujos acusados eram protegidos da situação contrária a Firmino Alves, interessada que se achava na absolvição dos acusados. Quando estava fazendo a acusação, entregaram-me um bilhete; parei e fiz a leitura do mesmo; estava assinado. Era uma ameaça; avisava-me que o partido tinha interesse na absolvição dos ‘meninos’, por isso que, se  eu quisesse ficar aqui, tinha que não apelar da absolvição dos mesmos. Guardei-o e continuei a acusação."

          “Depois da defesa, num intervalo para descanso, falaram-me pessoalmente sobre a conveniência de não apelar era uma ameaça velada. Fiz de conta que não compreendia."

          “Voltei à tribuna para replicar, o que fiz com mais ardor e firmeza. Terminado o julgamento os acusados foram absolvidos. Era o segundo ou terceiro julgamento e a acusação desta vez não podia mais apelar."

          “De outra feita, em casa, fui procurado por um senhor, contra que era advogado em uma causa cível, para prevenir-me daria mal se recorresse da sentença, que lhe havia sido favorável.Mandei-o sentar-se calmamente respondi-lhe que já havia apelado. Depois de um pequeno silencio, retirou-se.”

          “Vi que havia muita maldade e injustiça e precisava defender os injustiçados não pela justiça togada, e sim pelos ambiciosos, pelos espoliadores que tomavam as plantações dos pequenos lavradores, os quais eram abatidos com tiros de repetição nas emboscadas.”

          “Recebi ameaças, mas nunca recuei e nunca transigi. Também nada sofri pessoalmente. Sempre respeitando e sempre respeitado.”

          “Pouco a pouco, Itabuna foi entrando na ordem; passou à categoria de Comarca. A lei passou a imperar; foram chegando outros advogados, juízes foram se sucedendo, o movimento forense crescendo, acompanhando o desenvolvimento e o progresso do Município.”

          “Fui testemunha de tudo, porque como advogado tinha que conhecer os fatos na polícia, no foro e de vista.


          Mesmo sendo uma vila, havia prosperidade e vida social em Itabuna. Reuniões eram feitas em casas de famílias, onde não faltavam recitativos, modinhas e danças da época, como valsas, polcas e quadrilhas, principalmente na residência de Firmino Alves, que trouxera um piano de Salvador, o qual, do Banco da Vitória até sua casa, foi conduzido com enorme dificuldade a pau e corda.

          A alimentação era farta: muito peixe e pitus do rio Cachoeira, muita caça das matas próximas, enormes requeijões vindos do sertão, boa manteiga, queijos e enlatados vindos de Salvador, em geral importados do estrangeiro.

          Havia também reuniões literárias bem animadas, com discursos. A vida não era monótona. Com elementos da terra criou-se um grupo de teatro para cujos espetáculos a plateia trazia de casa as cadeiras. Criou-se um grêmio literário e recreativo, com uma pequena biblioteca. Foram também criadas duas filarmônicas, a Minerva e a Lira; ambas se digladiavam. Cada uma tinha seus adeptos.

          Mas, apesar desses progressos, a vida da população continuava a correr perigo; quem saía à noite estava arriscado a ter os passos embargados por um indivíduo escondido sob um pala, que riscava o fósforo para ver se era a pessoa a quem procurava para matar.

(Lafayette de Borborema : UMA VIDA, UM IDEAL)
Helena Borborema

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HELENA BORBOREMA - Nasceu em Itabuna. Professora de Geografia lecionou muitos anos no Colégio Divina Providência, na Ação Fraternal e no Colégio Estadual de Itabuna. Formada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Itabuna. Exerceu o cargo de Secretária de Educação e Cultura do Município. (A autora)

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JANOT: "O MÉRITO DA LAVA JATO FOI HAVER ENCONTRADO O VEIO PRINCIPAL DA CORRUPÇÃO POLÍTICA"

Brasil 22.03.2017



Confiram a íntegra do duro discurso de Rodrigo Janot em defesa da Lava Jato em evento da Escola Superior do MPU:

"Colegas,

A Lava Jato completou neste mês de março três anos de profícuos trabalhos. Do que se revelou no curso das investigações, é possível concluir que existem basicamente duas formas de corrupção no país: a econômica e a política. Elas não se excluem e, em certa medida, tocam-se e interagem.

A primeira, sempre combatida e bem conhecida do Ministério Público, tem fundamentalmente uma finalidade financeira: o corrupto busca o enriquecimento com a venda de facilidades. Normalmente, esse tipo de corrupção encontra-se em profusão nas camadas inferiores da estrutura burocrática do Estado.

A segunda, até então mais intuída do que propriamente conhecida, é ambiciosa e mais lesiva. O proveito econômico não está na sua alçada principal, mas antes o poder.
Enriquecer pela corrupção política é mais uma consequência do que propriamente um objetivo. Busca-se o poder, porque o dinheiro e suas facilidades chegam de arrasto. O mérito da Lava Jato foi haver encontrado o veio principal da corrupção política. Esse tipo de corrupção, como disse, é de altíssima lesividade social porque frauda a democracia representativa, movimenta bilhões de reais na clandestinidade e debilita o senso de solidariedade e de coesão, essenciais a uma sociedade saudável.

Escolhas para altos postos na estrutura do Estado, nas suas autarquias e empresas passam a não considerar a competência técnica do candidato, mas sua disposição para trabalhar na engrenagem arrecadadora de recursos espúrios destinados à máquina partidária que o apadrinhou. Desde o mensalão, essa realidade já começava a revelar seus contornos com mais nitidez. No entanto, foi nesses últimos três anos que a dura e inocultável verdade se mostrou por completo: nosso sistema político-partidário foi conspurcado e precisa urgentemente de reformas.

É necessário abrir espaço para a renovação o quanto antes, pois a política não pode continuar a ser uma custosa atividade de risco propícia para aventureiros sem escrúpulos. Certamente, essa crise política há de encontrar o devido equacionamento no âmbito do próprio sistema democrático. Serão as forças políticas da sociedade, dentro da institucionalidade, que, após debate e reflexão, devem apontar caminhos para que levem à quebra do círculo vicioso em que o país se encontra.

A nós do Ministério Público cabe um papel modesto nesse processo, mas de grande relevância social. Devemos dar combate, sem tréguas, ao crime, à corrupção e às tentativas de fraudar-se a lisura do processo eleitoral. É nesse contexto que o papel dos senhores, Procuradores Regionais Eleitorais, avulta em importância institucional. Muitos dos desvios do poder político podem e devem ser prevenidos e reprimidos, quando for o caso, já no processo eleitoral.

Precisamos intensificar, assim, a fiscalização do financiamento das campanhas, combater firmemente o caixa 2 e promover obstinadamente a responsabilização de quem não respeita o fair play do jogo democrático e abusa do poder econômico e político para vencer ilegitimamente eleições. O filtro do processo eleitoral, do qual o Ministério Público é importante componente, é fundamental para melhorar a qualidade de nossa política. Não é fácil a nossa missão, bem o sei. Para mim, já se vão 32 anos de árdua labuta nesta Casa.Tenho afirmado reiteradamente que o Ministério Público não engana a ninguém e não costuma vender ilusões ou fantasias. Quem busca atalhos e facilidades, de fato, não terá aqui o melhor lugar para encontrá-los.

Digo isso porque, mesmo quando exercemos nossas funções dentro da mais absoluta legalidade,estamos sujeitos a severas e, muitas vezes, injustas críticas de quem teve interesses contrariados por nossas ações. A maledicência e a má-fé são verdugos constantes e insolentes.Não quero deter-me no fato específico, mas não posso deixar de repudiar com toda veemência a aleivosia que tem sido disseminada para o público nos últimos dias: é uma mentira, que beira a irresponsabilidade, afirmar que realizamos, na Procuradoria-Geral da República, coletiva de imprensa para “vazar” nomes da Odebrecht.

Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios, mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e desvirtuar instrumentos legítimos de comunicação institucional. Refutei pessoalmente o fato para os próprios representantes do veículo de comunicação que publicou a matéria inverídica. Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder político. E repudiamos a relação promíscua com a imprensa.

Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar a todos à sua decrepitude moral, e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se não raras vezes da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado.

Infelizmente, precisamos reconhecer que sempre houve, na história da humanidade, homens dispostos a sacrificar seus compromissos éticos no altar da vaidade desmedida e da ambição sem freios. Esses não hesitam em violar o dever de imparcialidade ou em macular o decoro do cargo que exercem; na sofreguidão por reconhecimento e afago dos poderosos de plantão, perdem o referencial de decência e de retidão. Não se impressionem com a importância que parecem transitoriamente ostentar.

No fundo, são apenas difamadores e para eles, ouvidos moucos é o que cabe e, no limite, a lei. Não somos um deles, e isso já nos basta.Para encerrar, compartilho com os senhores a advertência do mestre Montesquieu que sempre tive presente comigo: o homem público deve buscar sempre a aprovação, mas nunca o aplauso. E, se o busca, espera-se, ao menos, que seja pelo cumprimento do seu dever para com as leis; jamais por servilismo ou compadrio."



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quarta-feira, 22 de março de 2017

RIO CACHOEIRA – Por Eglê S Machado

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Rio Cachoeira


O Rio esteve contente,
Mais caudaloso e disposto,
Parecia recomposto
Com corredeiras, valente!...

Mas Itabuna, inclemente,
Insiste em lhe dar desgosto
Persiste  em virar o rosto
Atitude prepotente.

Sem ar, sem viço, impotente.
Humilhado e decomposto,
O rio Cachoeira deposto,
Retorna ao leito indigente!

Sentindo n ‘alma um vazio
Eu choro por ti, meu rio!
  
Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
Janeiro 2015 


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PAPA NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA: TUTELAR UM BEM DE TODOS

Cerca de 633 milhões de pessoas no mundo são privadas do acesso à água potável em suas moradias - AP

22/03/2017

Cidade do Vaticano (RV) – A “necessidade de tutelar a água como bem de todos, valorizando também os seus significados culturais e religiosos”.

Ao saudar a os fiéis de língua inglesa na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco recordou o Dia Mundial da Água instituído pela ONU há 25 anos e saudou os participantes do encontro organizado em Roma pelo Vaticano sobre a proteção dos recursos hídricos.

“Encorajo em particular o vosso esforço no campo educativo, com propostas voltadas às crianças e aos jovens. Obrigado por aquilo que fazem, e que Deus vos abençoe”.

De fato, cerca de 633 milhões de pessoas no mundo são privadas do acesso à água potável em suas moradias e cerca de 2,4 bilhões não tem acesso aos serviços higiênico-sanitários adequados, o que provoca a cada ano a morte de mais de 300 mil crianças abaixo dos 5 anos.

Diante deste quadro que a ONU decidiu dedicar este 25º Dia Mundial da Água às águas residuais, ou seja, aquelas contaminadas por atividades domésticas, industriais e agrícolas, que são depuradas e reutilizadas segundo o objetivo sustentável fixado em 2015 pela ONU: “melhorar até 2013 a qualidade da água eliminando os despejos, reduzindo a poluição e a emissão de produtos químicos e descartes perigosos, reduzindo pela metade a quantidade de águas residuais e aumentando a reciclagem e o reemprego seguro a nível global”.

Em 24 de fevereiro passado, o Papa havia falado de “uma grande guerra mundial pela água”, sublinhando, no entanto,  que “ainda não é tarde, mas urgente tomar consciência sobre a necessidade da água e de seu valor essencial para o bem da humanidade”.

Neste sentido, o Pontifício Conselho da Cultura organizou no Augustianum a iniciativa “Watershed: replenishing the water values for a thirsty world”("Bacia hidrográfica: reabastecer os valores da água para um mundo sedento") conferência voltada, em particular aos representantes do Corpo Diplomático credenciado junto à Santa Sé e aos prelados da Cúria Romana.

Entre os conferencistas estarão, entre outros, o Cardeal Peter Turkson, Presidente do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e o Arcebispo Paul Richard Gallagher, Secretário para as Relações com os Estados.

A iniciativa é uma resposta concreta que o dicastério procura dar às questões levantadas pela Encíclica Laudato Si, em colaboração com o Clube de Roma e a Escola Superior de Cultura Social e mediática de Toru, na Polônia.

Sustentada por uma campanha no site http://worldwatervalues.org e nas redes sociais – que aposta no envolvimento dos jovens na defesa daquele que é um dos mais preciosos bens comuns – a iniciativa quer ser um verdadeiro divisor de águas na promoção de uma nova cultura do respeito pelo ambiente, centrada nos valores a serem oferecidos a um mundo sempre mais sedento.

(JE)



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CARTA DE CYRO DE MATTOS PARA EGLÊ MACHADO (Há 2 anos)


          Prezada Eglê,


          É muito bonito o que você vem fazendo comigo. Comove-me. Demonstra reconhecimento pelo meu trabalho, de maneira espontânea e sincera. E que você possui verdadeiro amor por Itabuna, sem outros interesses, coisa rara entre nós Itabunenses. Vou encaminhar esta divulgação sua através de seu prestigiado blog para os professores Graça Capinha e Manuel Portela, da Universidade de Coimbra, em Portugal. Atitude dessa natureza incentiva-me a continuar na jornada.
     
          Eu passei a ser vítima de uma rede de intriga aqui em minha terra a partir do momento que meu trabalho literário repercute além das fronteiras regionais. Não cheguei até aqui porque entrei pela porta dos conchavos, aliança em grupinhos e outras mazelas. Nem sequer ambicionei chegar onde estou. Essa situação alimentada por pessoas venenosas, movidas pela inveja e ciúme, cresceu também quando de minha passagem pela FICC. Alguns na mídia procuraram atingir minha honra, ofender meu caráter, caluniar-me para tirar o foco do escritor e jogar contra mim a cidade que me viu nascer, crescer e me conhece ao longo de mais de setenta anos de vida. É uma postura humana de fazer pena, de baixo nível, articulada por esse tipo de gente que se alimenta das doses venenosas da vida para não morrer. E a intriga, o ciúme, a inveja, a raiva e a mentira dessa gente continuam voltadas contra mim. Não sossega, vive disso. Não estou nem aí. Algumas atitudes políticas, por omissão, alimentam essa corrente, pois é sabido que gente da praia política não gosta de conviver com pessoas decentes, íntegras, com raras exceções. Os donos do poder político, melhor dizendo , da vaidade humana, gostam mesmo é de conviver com pessoas que rezem em sua cartilha, como mansos cordeiros ou veementes soldados bem mandados, com exceções, volto a dizer.
   
          Inventaram agora que afirmei serem os poetas do Clube dos Poetas uns tupiniquins. Nunca afirmei isso. Isso não faz o meu perfil. De fato nunca quis pertencer ao Clube dos Poetas porque é um direito meu. Como também tenho o direito pela minha experiência de vida de saber se este poema é frágil ou se esse texto não é um poema, existe nele um equívoco na expressão e nos sentimentos de mundo que entram no conteúdo do discurso.

          Não sou o dono da verdade, as pessoas podem também não gostar do que faço como poeta. Tenho consciência de meus limites e sei que muitos poetas estão acima de mim. Muitas pessoas gostam mesmo é do elogio fácil, da mentira, que você afirme ser ele um poeta, um intelectual maior, embora não seja. Aí é que surge também a retaliação dos ressentidos. É preciso saber que um poeta se faz pela qualidade de sua obra e não porque é membro de alguma academia de letras, clube, instituição social ou política. Nada a ver.

         Prezada Eglê, cada vez mais sinto que a vida precisa de criaturas como você. Pessoas verdadeiras, que amam a vida. Escrevem a vida com o canto dos pássaros e não com o cheiro repelente e vil da carniça, como tantos que existem por aí.
   
          Se quiser pode publicar o que aqui afirmo. 

          Abraços,


          Cyro de Mattos

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