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domingo, 29 de janeiro de 2017

UMA BREVE RETROSPECTIVA, por Jairo Xavier


Uma breve retrospectiva

Em 1964 o país estava mergulhado na baderna, caos político, social e econômico. A Rússia avançava do oriente para o leste europeu implantando a ditadura do proletariado, em seu monstruoso império da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O objetivo era transformar o mundo todo em uma ditadura comunista.

O Brasil, país continental, era estratégico para a expansão comunista. 
Os ativistas foram financiados aqui pelo ouro de Moscou.

Houve então várias tentativas de golpes comunistas, de Prestes a Marighela. 

O que houve em 1964 foi na verdade, uma contra revolução, que impediu que uma ditadura sanguinária comunista fosse aqui implantada.

Toda ditadura é ruim, mas as de esquerda, foram as piores, as mais duradouras, mais castradoras das artes, tecnologias e cultos religiosos.

Quer exemplos? 

A Rússia com Stalin, A Iugoslávia com o marechal Tito, a do Kmer vermelho, com Poul Pout, a de Cuba com Fidel, a da China com Mao Tsé, a do Vietname com Ho Chi Min, a da Coréia do Norte, com a dinastia das três gerações de malucos, vigentes até hoje é que arrasou o país... São tantas e com tantos assassinatos e prisões arbitrárias... Que a nossa pode ser chamada de "ditabranda".

Veja só, dados oficiais, reconhecidos até pela esquerda. Em 21 anos de regime militar no Brasil, morreram ou desapareceram  oficialmente 634 pessoas. Isto desaparecia em uma semana na URSS nas garras de Stalin e seus Gulags. 

Além do mais, onde é, e em que tempo ou lugar, houve, como no Brasil, uma "ditadura" que de 4 em 4 anos mudava o "ditador" e elegia-se outro, por um colégio composto por militares e civis alinhados. Uma oligarquia, é bem verdade, mas não uma ditadura. Não se fechou as câmaras de deputados, nem de senadores. Os estados continuaram com governadores civis, biônicos, bem verdade, mas civis...

Cassados e ou perseguidos, foram aqueles que pregavam abertamente a luta armada ou a incitavam, aqueles que assaltavam bancos, quartéis. Aqueles que sequestravam e até matavam em ações terroristas. Aqueles que entrincheirados em guerrilhas nas matas, estavam armados até os dentes. 

Ninguém foi fuzilado em praça pública e nem condenado a pena de morte por nenhum tribunal ou pior em plebiscito popular, sem direito a defesa e sumariamente fuzilado no "paredon" como em Cuba. . Houve tortura? Houve, até hoje há. Em todo subterrâneo existe perversos covardes, que se aproveitam de uma vantagem, para maltratar os outros. 

O regime contra revolucionário militar de 1964, entregaram aos cuidados de um dos maiores jurista que o Brasil já teve, um dos maiores especialista em direito constitucional, o Prof. Doutor Hélio Bicudo, por sinal um dos fundadores do PT, que revisasse e elaborasse o texto da nova constituição e a apresentasse a um conselho de juristas civis, e assim foi feito. A constituição foi respeitada, bem como o estado de direito. O ato institucional número 5, o AI 5, só foi instituído por um curtíssimo tempo, em 1977, no governo Geisel, que determinava em seu texto, prender sem mandado judicial, casos que implicasse questões de segurança nacional. Isto para impedir atos terroristas. Logo foi revogado. 

Vladimir Herzog? Foi uma lamentável morte de inocente, reconhecida até pelos militares. Quer tenha sido por suicídio ou por assassinato perpetrado por perversos. Infelizmente não existe guerra limpa. Em toda guerra sempre morreu e morrerão inocentes. O importante é proteger o máximo possível, inocentes. A esquerda o transformou em um mártir, ocultando os milhões de inocentes que foram exterminados sob as ditaduras de esquerda. 

Enfim, é muito cômodo para os pseudos intelectuais de esquerda, como Chico Buarque, Jorge Amado, Óscar Niemayer e tantos outros, se dizerem de esquerda e perseguidos pela ditadura, e com passaporte visado, saindo espontaneamente por aeroportos, por livre e espontânea vontade, irem "exilarem-se" no eixo Paris - Londres - New York, nos melhores cafés, Pubs e Resorts, respectivamente, do berço do capitalismo e de lá ficarem compondo suas músicas de protestos sociais, livros subversivos e projetos arquitetônicos mirabolantes e ganhando rios de dinheiro, vendendo onde? Isto mesmo, no Brasil e no mundo capitalista!

Por que não foram pra Cuba? URSS, China? Iugoslávia?

Simples, porque lá teriam que trabalhar duro e não teriam liberdade de expressão, pelo menos não para falar contra o mundo comunista. Seriam logo mandados para a Sibéria! 

Prova disto? Cite-me uma, só uma, música de Chico Buarque que tenha feito sucesso após o regime militar brasileiro. Nenhuma sabe por quê? Protestar contra a ditadura dava IBOPE e dinheiro.

Conheço de cor e salteado toda a retórica falsa da esquerda.
Morei na Residência do universitário carente da UFBA, lá eu era conhecido como "Destroier" de intelectuais de esquerda. Nos embates políticos sociais que travávamos, eu os vencia, não com a arte da argumentação, réplica e tréplica. Mas com evidências científicas históricas, fatos dos horrores do comunismo, e não com as falácias de que sempre ver valeram os esquerdistas. 

Conheço esta laia, convivi na residência com muitos destes que hoje estão no poder, se locupletando, e que mesmo naquela época, ao encontrarem uma "boquinha" exclamavam com um largo sorriso de jacaré: "A burguesia tem seus encantos, companheiro”. Canalhas! 

Eram uma cambada de maconheiros e cheiradores de pó e cachaceiros em sua maioria. Outra marca de quem tem tendência à esquerda, o abuso de drogas entorpecentes. Reparou como o Brasil enveredou pelos caminhos da droga e da violência desde que a esquerda está no poder? 

Conheço muito bem a alma humana e seus mecanismos psicológicos e Psico sociais, sem querer ser arrogante e nem dono da verdade, me parece que nasci há dez mil anos atrás, como diria o "maluco beleza" que também era de esquerda e cheirador de pó.

"E para aquele que provar que estou mentindo, eu tiro meu chapéu".


Jairo Xavier Filho, Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL, ocupante da cadeira nº20 que tem como patrono Gileno Amado.

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PLATAFORMA NING QUER DE VOLTA RSIC!

Ning quer de volta a RSIC!

(Diria a mamãe, se viva fosse: TARDE PIASTE!)

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1 - Ning acaba com versão grátis; concorrentes disputam órfãos

Meio Bit-20 de abr de 2010

Um mês após assumir o cargo de CEO do Ning, um site que permite a qualquer um criar redes sociais, Jason Rosenthal rodou a baiana e promoveu mudanças ...

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2 - NING Informações de assinatura importante para cemanosdeitabuna.ning.com

TT
A Equipe Ning

Responder |
Hoje 16:20
rápido Você
Atualizações Sociais

Caro
Ning Criador de rede,
Depois de cinco anos, agora estamos levantando nossas taxas tanto para o Ning Plus e planos Pro. Esta alteração, vai entrar em vigor em 1 de Outubro, de 2016.

Nós estaremos chegando novamente em breve no e-mail lembretes subsequentes com links personalizados que permitirá que você a aceitar este aumento de preços ou cancelar seu plano atual. Como um administrador, você terá duas opções:

Eleito para continuar sua rede sobre o plano Ning Plus. A nova taxa sobre este plano, que você encontrará abaixo, vai entrar em vigor em 1 de Outubro de 2016. Você vai ver este aumento de preços no início de seu primeiro ciclo de faturamento depois de 1 de outubro. (Por exemplo, se sua rede é cobrado mensalmente e seu dia ciclo de projeto de lei é o 20, você verá o novo preço refletido em seu 20º factura outubro. Se a sua rede é cobrada anualmente e renovado em Julho de 2016, você vai ver o novo preços quando sua rede renova em julho de 2017.) a sua assinatura continuará a renovar mês a mês ou ano-a-ano, dependendo do seu plano, e permanecerá em vigor até ser cancelada. O pagamento continuará a ser recolhidos a partir do método de pagamento listado como o método de pagamento padrão na sua conta Ning.com.

Eleito para cancelar sua assinatura Ning Plus. Se você não deseja continuar sua rede sob as novas taxas, você pode cancelar a sua Ning Plus - Assinatura mensal a qualquer momento antes de 1 de outubro de 2016. (Você pode fazer referência a nossa Billing & Política de Reembolso aqui: http: //www.ning .com / billingpolicy /) Ning Plus -. a assinatura anual vai honrar taxas existentes até o final do seu ciclo de projeto atual e pode ser cancelada a qualquer momento antes da data de renovação.

 Atuais Ning 2,0 Rates
(Em vigor desde Julho de 2011) New Ning Preços 2.0 *
(01 de outubro efetivo)

 Mensal Anual Mensal
Além disso $ 24,95 $ 239,90 para 59 $ 588 $
Pro $ 59,95 $ 599,90 para $ 119 $ 1,188

* Existente conjuntos de recursos, limites de armazenamento e níveis de suporte permanecem os mesmos em ambos os planos
 Se não receber uma resposta de você, sua rede vai renovar com a nova taxa, começando o seu primeiro ciclo de projeto de lei depois de 1 de outubro, e vai continuar a renovar até receber um pedido formal de cancelamento por telefone ou e-mail. Você pode descobrir sua data ciclo de projeto de lei, entrando em sua conta Ning.com e visualizar seu histórico de fatura.

 Como sempre, estamos aqui para ajudar se você tem dúvidas sobre esta mudança ou a sua conta. Por favor, visite o nosso Centro de Ajuda para obter mais informações.

 melhor,
A Equipe Ning


Copyright © 2016 Media Mode, Todos os direitos reservados.
Nosso endereço para correspondência é:
Media Mode
2000 Sierra Ponto Pkwy, 11th Floor
Brisbane, CA 94005
Nos adicione ao seu livro de endereços
Quer mudar a forma de receber esses e-mails?
Você pode atualizar suas preferências ou cancelar a inscrição nesta lista

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3 - We want you back!

TT
The Ning Team support@ning.com

Responder|
Hoje, 18:07
Você
Hi there!

As you may be aware, we've come under new management. One of the first decisions we made was to halt the price increase on Ning 2.0 Networks and the discontinuation of the Ning Mini plan. The decision to increase prices was driven by Mode's management team, and with a new team in place, our focus has been on providing more value for the existing price structure. Additionally, we've also been investing resources into improving platform stability, development, and customer service.

In short, we want you to know we're doing things differently and would love to have you back on whichever Ning 2.0 plan best suits your needs:

                                 Plus              Pro
Monthly Price       $24.95         $59.95
Annual Price         $239.90       $599.90
Member Limit       10,000         100,000
Storage Limit        10 GB 500 GB

If you would like to reactivate your canceled network, simply reply back to this message or give us a call! You can call us at 866.992.0972 (U.S.) / 650.713.3087 (U.S./international), where you'll now reach our billing team around the clock, 24/7. (In-house technical phone support is now available 24/7, as well.) We hope to hear from you soon and look forward to working with you in the future!

Cheers,
The Ning Team


Copyright © 2017 Ning Interactive, Inc., All rights reserved.
You are receiving this email because you previously created a Ning Network with us on the Ning Plus plan.

Our mailing address is:
Ning Interactive, Inc.
2850 Horizon Ridge Pkwy, Suite 200Las Vegas, NV 89052

Add us to your address book


Want to change how you receive these emails?
You can update your preferences or unsubscribe from this list

                                                       -----------------------

4 - TRADUÇÃO:


Nós queremos você de volta!
A Equipe Ning <support@ning.com>


Olá!

Como você pode estar ciente, nós viemos sob a gerência nova. Uma das primeiras decisões que tomamos foi interromper o aumento de preço nas redes Ning 2.0 e a descontinuidade do plano Ning Mini. A decisão de aumentar os preços foi impulsionada pela equipe de gerenciamento da Mode, e com uma nova equipe no lugar, nosso foco tem sido em fornecer mais valor para a estrutura de preços existente. Além disso, também investimos recursos na melhoria da estabilidade da plataforma, no desenvolvimento e no atendimento ao cliente.

Em suma, queremos que você saiba que estamos fazendo as coisas de forma diferente e adoraria tê-lo de volta em qualquer Ning 2.0 plano mais adequado às suas necessidades:
                                Plus          Pro
Preço Mensal    $ 24.95     $ 59.95
Preço Anual $ 239.90 $ 599.90
Membro Limite 10.000 100.000
Limite de Armazenamento 10 GB 500 GB

Se pretender reactivar a sua rede cancelada, basta responder a esta mensagem ou ligue-nos! Você pode chamar-nos em 866.992.0972 (EUA) / 650.713.3087 (EUA / internacional), onde você agora vai chegar a nossa equipe de faturamento 24 horas por dia, 24 horas por dia, 7 dias por semana. (O apoio técnico telefônico interno também está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.) Esperamos ouvir de você em breve e ansiosos para trabalhar com você no futuro!

Saúde,
A Equipe Ning

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5 - Prezados Senhores,

As más atitudes dos senhores se reverteram em um grande bem para mim. Durante sete anos só me deram prejuízo.
Esperei que pelo menos tivessem um gesto digno devolvendo-me os dólares que, por todos esses anos me subtraíram mensalmente, sem nada me oferecerem em troca, além de dissabores.

Estive pensando em entrar com Ação Judicial por prejuízo material e, principalmente por Dano Moral, já que muitos dos que postavam na ITABUNA CENTENÁRIA-RSIC cemanosdeitabuna.ning.com/ até se tornaram meus inimigos, imaginando que foram lesados por mim. Não me seria difícil contatar grande número de outros sites que passaram pela mesma situação, para entrarmos na justiça em grupo, mas, diante das tantas reclamações que vi na sua página do Facebook atinei que, (pelo menos por enquanto) não vale a pena chutar cachorro morto. Ah quero lhes dizer que ITABUNA CENTENÁRIA  http://cemanosdeitabuna.blogspot.com.br/
foi recriada sob a plataforma Blogger e está mais bonita, mais acessada, mais viva do que nunca . E de graça!

Abraços, Eglê.

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6 - Não recebi resposta

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29 /01/1905: MORRE O JORNALISTA E ABOLICIONISTA JOSÉ DO PATROCÍNIO

José do Patrocínio
9/10/1853, Campos (RJ)<br> 29/01/1905, Rio de Janeiro (RJ)​
O jornalista José do Patrocínio dedicou sua vida à causa abolicionista


José Carlos do Patrocínio era filho de uma escrava alforriada e do cônego João Monteiro. Aos 14 anos deixou a fazenda da família para tentar a vida no Rio de Janeiro, onde chegou a ingressar na Escola de Medicina. Ao fim de alguns anos, porém, abandonou o curso e formou-se em farmácia, em 1874.

Ainda estudante , fundou uma revista mensal, "Os Ferrões", onde começou a revelar seu talento como polemista que o tornaria famoso. Em 1877, ingressou na redação de "A Gazeta de Notícias", onde escreveu diversos artigos de propaganda abolicionista.

Em 1881, com dinheiro emprestado pelo sogro, adquiriu a "Gazeta da Tarde", à frente da qual permaneceu por seis anos. Neste jornal, deu início à campanha abolicionista. Em 1887, fundou a "Cidade do Rio", onde intensificou os ataques à política escravocrata.

Não se limitou a lutar apenas por escrito pelo abolicionismo. Realizou conferências públicas, ajudou a fuga de muitos escravos, organizou núcleos abolicionistas, militando ativamente até o triunfo da causa, em 13 de maio de 1888.

Seu prestígio imenso durante os últimos anos do Império decaiu após a proclamação da República, quando passou a lutar por um programa liberal. Acabou afastado da vida pública. Seu jornal, "Cidade do Rio de Janeiro", foi interditado e ele deportado para Cucuí, no Amazonas, sob a acusação de ter participado de uma revolta contra o governo de Floriano Peixoto.

Libertado pouco tempo depois, afastou-se da vida pública, colaborando esporadicamente na imprensa. Nos últimos anos de vida interessou-se pela navegação aérea, chegando a construir um aeróstato denominado Santa Cruz.

Patrocínio também escreveu obras de ficção, mas sem a repercussão nem o talento do jornalista. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de no. 21, que tinha Joaquim Serra como patrono.


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PALAVRA DA SALVAÇÃO (11)

4º Domingo do Tempo Comum - 29/01/2017

Anúncio do Evangelho (Mt 5,1-12a)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los:

”Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.


— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. André Teles:

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A lógica surpreendente das bem-aventuranças

O Evangelho que nos foi confiado é um programa para alcançar a felicidade, a vida ditosa, prazerosa, bem-aventurada. Na boca de Jesus brilha sempre a palavra chave: “Felizes”.

A felicidade, proclamada aqui por Ele, é já uma realidade presente na sua pessoa e na sua missão.

Todas e cada uma das bem-aventuranças são autobiográficas. Jesus viveu-as durante 30 anos antes de proclamá-las. Elas são, portanto, a expressão do que constitui o centro mesmo da sua pessoa e da sua vida, dos seus sentimentos, atitudes; numa palavra, do seu mistério.

Poderíamos dizer que as bem-aventuranças são o auto-retrato de Jesus. Elas são o compêndio do ministério de Jesus. Não é lei que se impõe por si mesma; é confissão: “o Reino chegou”.

As Bem-aventuranças não são uma doutrina, mas um estilo de vida, um modo de proceder. Jesus não prega diretamente uma moral. Proclama a “irrupção” da graça, do amor, da misericórdia, da justiça de Deus na história da humanidade.
Porque tem a certeza de que chegou a “hora” de Deus intervir na história, Jesus fica feliz e proclama “felizes” os até agora indefesos, oprimidos e marginalizados, mas que mantiveram viva a confiança em Deus.

Jesus fala da felicidade não no singular, mas no plural. Em outras palavras, o que Ele afirma é que a felicidade de cada um está em íntima relação com a felicidade dos outros, com quem cada um convive.

Todos sabemos que nas nossas igrejas fala-se muito mais da renúncia ao prazer, da mortificação, do sofrimento, da austeridade, do sacrifício, da suportabilidade e da resignação, ao passo que pouco se escuta sobre aquilo que deve mover as pessoas a buscar ser felizes, a deleitar-se com tudo aquilo que de bom Deus pôs no mundo e na vida, desfrutar o prazeroso, o sensível, o corporal. Não é comum encontrar pessoas que, espontaneamente, associem Deus e a religião à alegria de viver e, em geral, a tudo aquilo que nos faz sentir melhor, sentir-nos bem e ser mais felizes.

Portanto, o centro da fé cristã não está na religião com suas exigências de sacrifícios e renúncias, com suas verdades e suas normas, mas na felicidade dos seres humanos.

“A ética de Jesus é a ética do prazer de viver para todos, da felicidade compartilhada por todos, sem excluir ninguém. E isso é o que mais custa assumir e aceitar como projeto de vida, porque a ascética mais dura não é a da renúncia, mas sim da doação” (José Maria Castillo).

Os enunciados das bem-aventuranças soam à primeira vista como “idealistas”, “utópicas”, não possíveis de serem colocadas em prática no mundo em que vivemos. No entanto, pela sua provocação e questionamento, elas são a proposta mais realista, mais revolucionária e mais eficaz jamais pronunciada.

As bem-aventuranças são a exposição mais exigente e, ao mesmo tempo mais fascinante, da mensagem e da “intenção de Cristo”. Elas são a plenificação daquilo que é o mais humano em nós.

Poderíamos dizer que as Bem-aventuranças são a quinta-essência do seguimento de Jesus.

De fato, percebemos uma resistência surda frente às bem-aventuranças, não porque nosso coração não se reconheça nelas, mas porque parecem tão impossíveis, tão distantes estamos delas…; vivemos mergulhados em tantas contradições, profundos dramas e violências que nos parecem desmenti-las. Incomoda-nos e inquieta-nos sua mensagem de humildade, de mansidão, de paz, de pureza, de misericórdia… quando, na realidade, estamos envolvidos em construir, em fomentar um mundo que é arrogante, agressivo, violento, intolerante, excludente, injusto…

Temos resistências em escutá-las porque elas nos colocam de novo frente à verdade para a qual nascemos, diante do mais original de nosso coração e de nossas entranhas humanas. A ética de Jesus nas bem-aventuranças encontra resistência para ser assumida por nós precisamente em virtude de sua desconcertante humanidade.

As bem-aventuranças nos esperam no pequeno, no cotidiano, no próximo mais próximo, e nos impulsionam a proclamar: a paz é possível, a alegria é uma realidade, a justiça não é um luxo, a mansidão está ao alcance da mão… Elas nos dizem que nascemos para a bondade, a beleza, a compaixão…
Ao formular as bem-aventuranças, Mateus traça o perfil que caracterizará os seguidores de Jesus; elas condensam as atitudes básicas que os cristãos devem ter na relação com os outros, seguindo as pegadas do Mestre. Jesus propõe a ventura sem limites, a felicidade plena para seus seguidores.
Deus não quer a dor, a tristeza, o sofrimento; Deus quer precisamente o contrário: que o ser humano se realize plenamente, que viva feliz… Jesus acreditava na vida, e queria que todos vivessem intensamente.

Por isso, as bem-aventuranças podem ser escutadas como uma mensagem que brota do mais profundo da vida e que tem como finalidade apresentar a qualquer pessoa o mais humano que existe em nós.

Ao proclamar bem-aventurados os pobres, os que choram, os perseguidos, os humildes… Jesus, certamente, jamais quis sacralizar a dor humana. Ele constata a situação do povo, de pobreza, humilhação, submissão; percebe o esforço que o povo faz para mudar a situação, e o proclama feliz nesta busca, porque esta busca mora no próprio coração de Deus.
Aos olhos de Jesus nada é mais perigoso para o espírito humano do que vidas satisfeitas, acomodadas, sem desejos, sem a afeição das esperas e o desassossego das buscas; corações quietos, indolentes, medrosos, covardes, petrificados, sensatamente contentes com aquilo que são e têm.

Como são, ao contrário, humanamente repletos de vida os que quase nada são e têm, os que ainda se encantam com as buscas, os que sonham e lutam por um mundo novo. Sua vida é penosa, sem dúvida, mas repleta de razões, criatividade, entusiasmo e vitalidade.

As diferentes ciências (psicologia, filosofia, antropologia, etc) nos fazem cair na conta de que todos os seres humanos desejam ser felizes. Também elas nos permitem compreender que a felicidade não é uma situação existencial que possamos agarrar e possuí-la. Também não é uma sucessão interminável de prazeres que acabam por nos esgotar, mas uma forma de ser e de viver. Ela não emana do que temos ou fazemos, mas do centro de nosso ser.

A felicidade que buscamos é o que realmente somos, e isto só se revela quando a mente se cala. Ser feliz, portanto, consiste em experimentar na existência a plenitude de nossa verdadeira identidade.

Ser feliz é deixar viver a criatura livre, alegre e simples presente dentro de cada de nós. A felicidade é, assim, o livre curso da vida, o fluxo contínuo da Vida em nós que se “entretece” com a vida dos outros.

Texto bíblico: Mt. 5,1-12

Na oração: O melhor modo de fazer esta oração é seguir um dos “modos de orar” proposto por S. Inácio, ou seja: “Contemplar o significado de cada palavra da oração” (EE. 249). (meditação diária)
* Rezar as dimensões da vida que estão paralisadas, impedindo-lhe de viver a dinâmica das bem-aventuranças.
* Olhe no mais íntimo de você mesmo e pergunte-se: há um coração que deseja coisas grandes ou um coração adormecido pelas coisas? Seu coração conservou a inquietude da busca ou você tem se deixado sufocar pelas “coisas”, que terminam por atrofiá-lo?

Pe. Adroaldo Palaoro, sj

Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana – CEI 

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sábado, 28 de janeiro de 2017

TEMPLO DE DEUS - Michelle Coutant

Templo de Deus


Está começando um novo tempo. Tempo de muita limpeza e purificação, Tempo de avançarmos e de tomarmos o caminho da luz mais elevada. Muitos de nós estamos vivenciando desafios físicos extremos. Tenhamos muito cuidado com os nossos receptáculos físicos. Se esticarmos o nosso corpo físico e o pressionarmos demasiado, não conseguiremos manter a integridade da ascensão. Ascensão integrada, ascensão com facilidade e graça e bem-estar.

Quando abusamos de nosso corpo através das substâncias que ingerimos, os líquidos que bebemos e os alimentos que comemos, podemos tornar o caminho mais difícil para nós mesmos. Quando atingimos um determinado nível, um certo quociente de luz, teremos absorvido tanta luz quanto a que nós somos capazes de conter.

O nosso Eu Divino é ilimitado, expansivo, abrangente e contem a eterna luz divina, contudo é o jogo que escolhemos jogar em que nos revestimos deste nosso corpo físico. Para nos movimentarmos com facilidade e graça, uma vez que alcançamos um certo quociente de luz, iremos descobrir que devemos começar a entrar em alinhamento físico mais plenamente, se não o descobrirmos já. A nossa orientação interior far-nos-á saber que estamos, num sentido, a sermos impedidos de aumentar a nossa consciência até que o nosso corpo físico tenha entrado mais em alinhamento.

Pratiquemos a moderação em todas as nossas atitudes. Moderação nas comidas que comemos, nos líquidos que bebemos e em tudo o que levamos ao nosso corpo. O nosso corpo é Templo de Deus. O nosso corpo é Templo para o nosso Eu Divino, e este somos nós. Cuidemos do nosso abençoado templo. Amemos e honremos, acariciemos nosso templo e o retorno será de amor e de generosíssimas dádivas.

Podemos meditar e falar com o nosso corpo elemental, e podemos ajudar grandemente o nosso corpo ao permanecermos em alinhamento. Estamos sintonizados com a nossa sabedoria interior, ela nunca nos enganará. Muitos de nós seríamos beneficiados da libertação de hábitos como os cigarros e o álcool. Muitos de nós deveríamos considerar comer mais alimentos crus, que são a luz viva de Deus. Estes alimentos contêm a força vital que é necessária para sustentar o nosso corpo na ascensão. Estes alimentos estão preenchidos com os blocos de construção que sustêm e criam novos tecidos e constroem o nosso corpo saudável.

Sim, estamos a construir o nosso corpo de luz mas, por favor, não negligenciemos o nosso corpo físico. Ele nos responderá com saúde vibrante, mas nós devemos percorrer o caminho através destes tempos difíceis.  Nós estamos destinados a desfrutar dos prazeres da vida terrena, num corpo físico, que é vibrantemente saudável, um corpo de juventude eterna.

Lembremo-nos de saborear esta jornada, vivendo cada momento do agora. É por isso que estamos aqui, para saborear o prazer de termos um corpo físico, para saborear o nosso prazer nas mais elevadas emoções do amor incondicional, alegria, paz, harmonia e beleza e para desfrutarmos da abundância eterna que é o nosso privilégio divino. Quanto mais escolhas fazemos alinhadas com a vontade de Deus dentro de nós, mais rapidamente conseguiremos desfrutar destes generosos dons. Iremos desfrutar de facilidade e graça e sincronicidade nas nossas vidas e milagres irão ocorrer. Quando saboreamos a jornada, estamos também a viver no momento do agora.

Este é o momento em que está todo o nosso poder. Este é o momento em que estamos a criar. O passado está concluído e devemos planejar o futuro, mas viver no Agora. O Agora é o nosso poder Criativo. O Agora é a nossa ligação divina com Tudo O Que É. O Agora é eterno, nunca acaba, e é abençoado se escolhermos ficar no caminho reto e estreito e fazer com que assim seja.

Nós descobrimos esses momentos em que a vida é alegre e gloriosa, e cada vez mais desses momentos tem seu lugar, até que se tornem dias à medida que aprendemos a viver no amor dentro do nosso templo sagrado. Sabemos que muitos de nós já alcançaram este nível e sabemos que, uma vez que o conseguimos, nunca mais pararemos de o alcançar para a auto mestria. O amor, a alegria, a paz, a harmonia e a abundância fluem livremente nas nossas vidas e temos agora uma amostra do que vai ser a nossa jornada terrestre.

Mantenhamos a concentração no que é bom à nossa volta e veremos o bem em todos os outros à nossa volta. À medida que o fazemos, iremos incentivar os outros a viver a nossa verdade superior e haverá o resultado mais elevado para todos.

Avancemos com dedicação e determinação,
enquanto permanecemos no amor do nosso coração sagrado!


Enviado por: " PPS Crystal" ppscrystal@yahoo.com.br

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ITABUNA ONTEM: "Mergulhando" na História de Itabuna

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
"Mergulhando" na História de Itabuna


No começo do século XIX teve início a abertura de uma estrada ligando a Vila de São Jorge dos Ilhéus à Vila Imperial de Vitoria da Coquista. A região era formada por densa mata e seguir viajando era muito perigoso, particularmente devido ao constante ataque dos índios - inconformados com a presença branca em suas terras.

Em 1815, por ordem do então governador da província da Bahia, o Conde dos Arcos, formou-se um aldeamento à margem do rio Cachoeira com índios que viviam próximos ao rio Almada e que atemorizavam os viajantes. Formou-se, assim, um pequeno vilarejo com aproximadamente 60 pessoas, denominado Vila de Ferradas. Nesta vila, os Padres capuchinhos desenvolveram o trabalho de catequizar os índios, destacando-se o Frei Ludovico de Livorno, o qual, durante 30 anos, promoveu no lugar seu trabalho de evangelização (Jornal Agora, Edição Especial, 28 de Julho de 2001).

Ferradas tornou-se logo um ponto de pouso para os tropeiros que passavam em direção ao Planalto da Conquista, ali também aproveitavam para trocar as ferraduras de seus animais, desgastadas pela estrada lamacenta, um dos motivos que teria dado o nome à Vila de Ferradas. Outra versão para o nome da Vila dá conta de que os Padres Jesuítas, para demarcarem o território que utilizavam, marcavam com ferro em forma de cruz várias árvores, ficando, assim, Vila das Árvores Ferradas (Jornal Agora, Edição Especial, 28 de Julho de 2001).

Certo é que logo Ferradas se tornou um lugar para negociar e comercializar produtos, a Vila chegou a receber personalidades ilustres como o Príncipe Maximiliano Alexandre Felipe de Wied Newwied (1816) e os brasilianistas Von Spix e Von Martius (1817).

Atraído pela fama da terra fértil, chega à região Félix Severino de Oliveira vindo da Chapada dos Índios - Se. Em 1857, tendo a companhia de Manoel Constantino, o sergipano Félix Severino do Amor Divino ( como ficou conhecido) rumou mata a dentro em busca de terras muito boas para o plantio, como lhe dissera existir o companheiro. Seguiram margeando o rio Cachoeira até uma área 30 quilômetros mata a dentro, onde resolveram fazer uma taboca (roça). A esse local deram o nome de Marimbeta e ali ergueram a primeira casa da futura cidade de Itabuna, uma cabana na verdade.

Foi neste local, denominado Marimbeta, que Severino e Constantino trabalharam abrindo a mata, plantando milho, mandioca, cana-de-açúcar e cacau. Vendo a prosperidade do lugar, Felix Severino do Amor Divino manda vir de Sergipe parentes e amigos seus a fim de suprirem a carência de mão-de-obra e também prosperarem: era o ano de 1867. Dentre os parentes que chegaram , veio um sobrinho chamado José Firmino Alves (então com 14 anos) que mais tarde seria considerado fundador da cidade de Itabuna.

É preciso, contudo, ressaltar que foi grandemente significativa a presença dos sergipanos para o surgimento da cidade, mas também foi marcante a dos sírio-libaneses e daqueles vindos de Feira de Santana (Andrade, 1986,p. 122).



Fonte de Pesquisa: Cadernos do CEDOC - Publicação do Centro de Documentação e Memória Regional da UESC. Editora da UESC. 

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BAIRRO ARRAIAL DO RETIRO: RETIRO DOS QUILOMBOLAS – Por Davi Nunes

Bairro Arraial do Retiro: retiro dos quilombolas


O arraial sempre fora retiro, assento para o corpo dos viajantes mais intrépidos que carregavam as suas bagagens-vida para procurarem o melhor mocambo, para fugirem das opressões ou simplesmente para fazerem negócios e continuarem a trajetória. Ou para depois de terem findado o trabalho de extração de minério nas pedreiras em 1940, no Cabula, terem o canto-retiro para deitar o corpo cansado.
 Assim, vou nesse assento escritural, buscar dar conta de alguns fatos e tentar traçar um pequeno quadro da história do bairro Arraial do retiro, localizado no centro geográfico de Salvador, o Cabula.

O bairro Arraial do Retiro fora uma parte da fazenda São Gonçalo, a fazenda tinha uma grande extensão, tanto no sentido alto, o Cabula, quanto na margem baixa, São Gonçalo do Retiro, que dá na BR 324. O surgimento da comunidade ocorre quando parte da fazenda foi disponibilizada para a exploração de uma pedreira que hoje divide o local.

Dados da oralidade: outro dia um amigo, em entusiasmo de conversa sobre o Beiru, me disse que um mais velho lhe falou que no Retiro tinha a porteira de uma grande fazenda, a qual daria nas partes mais profundas do Cabula. Se for pensar geograficamente daria mesmo, mas provavelmente ele estava falando da fazenda São Gonçalo. As linhas que costuram as vozes da nossa história chegam sempre aos ouvidos atentos, faz a imaginação fluir fora do campo semântico do mundo branco e constitui as nossas verdades. Isso é um fato. Ouvido aberto para tecer em escrita a nossa história.

O bairro está localizado entre duas pedreiras: uma no lado esquerdo e outra no direito, dividindo a comunidade entre Arraial de cima e o Arraial de baixo. Essas pedreiras tiveram minérios extraídos até a década de 80. Observa-se que com o findar do trabalho com as plantações de laranja, pelo menos na Fazenda São Gonçalo, muitos dos antigos quilombolas foram para o trabalho nas pedreiras, na extração de minério. Foi um trabalho que durou algumas décadas, além de ter deixado infértil o solo para a plantação de laranja.

A socioexistência dos negros que fundaram a região fora sempre de muito trabalho, constituindo sobrevivência e tentando alastrar as vivências quilombolas – continuo de vivências africanas na diáspora – para constituir um bem-viver. No entanto, com a invasão dos brancos na região: primeiro com as chácaras, depois pela desapropriação do estado de muitas terras dos quilombolas, no intuito de criarem os prédios para a classe média baiana, e agora com a forte especulação imobiliária que vem ocorrendo na região, tudo foi ficando mais difícil.

As pedreiras do retiro possuem muita beleza: as suas dimensões são grandiosas, os buracos e paredões compõem o olhar com uma paisagem sublime, além dos lagos que completam a paisagem com o verde forte das águas. Toda essa natureza ainda se mantém forte e agonizante, devido o estado de degradação ambiental o qual passou todo o Cabula durante a sua história.

Outro fator interessante eram as linhas de bonde que surgiram entre 1920 e 1925. Elas vinham da Barroquinha; um subia a ladeira do Cabula, e a outra ia até o final de linha do Retiro, o que beneficiava os moradores da região como todo, inclusive do Arraial.

Assim, o Arraial do Retiro ainda é mocambo para os descendentes dos quilombolas, possui uma dinâmica comum dos bairros da periferia, polifonia rítmica dos andares dos jovens negros (as), atentos (as), pois precisam se esquivar às violências do estado baiano, o genocídio.

Velhas(os) que observam as pedreiras, as paisagens, signos que compõem as suas vidas e histórias que são passadas no gesto, na culinária, no olhar, na fala. Há uma natureza que traz o passado e toda uma dinâmica periférica atual que não esconde o desejo que estava incontido nos quilombos antigos, que é de transformação e de restauração da negritude fragmentada em anos de opressão e racismo estrutural.


Davi Nunes, graduado em Letras Vernáculas pela Universidade do Estado da Bahia, é poeta,  contista e escritor de literatura infantil.



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