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sexta-feira, 21 de abril de 2017

COERÊNCIA... POIS O MOMENTO EXIGE ESTA REFLEXÃO E ATITUDE - Por Mauricio Zagari

Alguns pontos que a lista do Fachin nos ensina:


1. Ser cego quanto à corrupção dos integrantes dos partidos do seu coração é só cegueira.

2
.Não há lado inocente. Esquerda e direita historicamente praticam a corrupção no Brasil. Defender incondicionalmente um desses lados não faz mais nenhum sentido. A contaminação é ampla e irrestrita. 

3. É um excelente momento para quem defende incondicionalmente certos partidos ou políticos se desculpar, cair na real e passar a torcer pelo Brasil em vez de por A ou B. PT esta contaminado, DEM está contaminado, PSOL está contaminado, PSDB está contaminado, PMDB está contaminado . A carne está podre. O discurso da defesa incondicional não faz mais nenhum sentido.

4. Seria ótimo se quem fica acusando Sergio Moro e a Lava Jato disso e daquilo parasse com a infantilidade e enxergasse que o que está sendo feito no país é um marco histórico, uma limpeza inédita que, se bem conduzida, pode revolucionar a política, o governo e, logo, a vida dos brasileiros. Para melhor. E isso está acima da nossa paixão política e ideológica, queiramos ou não. Apoiemos o que está sendo feito, por amor à pátria.

5. É hora de parar de ficar defendendo quem é indefensável. Se está claríssima a corrupção daquele político que você ama e defendeu sua vida toda, por favor, tire as escamas dos olhos, ponha a razão acima do coração e passe a apoiar a justa punição dele.

6.
Reforma política já. Renovação dos quadros políticos já. Votemos em quem não foi contaminado pela máquina da corrupção e passemos a fiscalizá-lo de perto, para que não seja seduzido pelas facilidades do poder.

7.
A vigilância sobre a classe política tem de se tornar um hábito diário no Brasil, para muito além da Lava Jato. Para isso, precisamos de mecanismos de transparência, fiscalização e punição que inibam toda prática da corrupção.

8. Já passou da hora de os brasileiros guardarem suas bandeiras, se unirem pela limpeza e a renovação dessa geração apodrecida de políticos e pela criação de mecanismos eficientes de controle da classe política. Depois que a faxina estiver terminada e o inimigo comum estiver vencido, podemos remover nossas bandeiras do armário e voltar a gritar palavras de ordem das nossas ideologias preferidas. Até lá, todos devemos dar as mãos e cantar apenas o hino nacional.

Em resumo: é hora de tirarmos as escamas dos olhos, pensarmos politicamente com a razão e não com o coração, apoiarmos o Brasil e não o partido ou o político A ou B, e nos unirmos contra o inimigo real: a corrupção do ser humano, que perpassa ideologias. Deus tenha misericórdia do nosso país.



Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

* * *

quinta-feira, 20 de abril de 2017

LEMBRANÇAS - Por Rute Caldas

Imagem ITABUNA CENTENÁRIA - ICAL

Lembranças 


Ah! Quantas lágrimas
Eu tenho sufocado,
Em lembrar com saudades
Dos momentos alegres
Que partilhaste conosco.

E mesmo não estando
Mais ao nosso lado
Creio que a glória de Deus
É ignorada por aqueles que,
Não têm a visão do amor
Porque ninguém morre,
Enquanto permanece vivo
Em nosso coração.

Por isso posso dizer
Que sinto saudade
E saudades...

  
“De Rute Caldas
Para Raul Otávio N. Caldas Cortes
Inspirado pela pessoa que muito te amou:
TUA MÃE.”

Vem aí “A História de Rute”


***

FILHOS DE ITABUNA: Sonia Coutinho

Sônia Coutinho


Sônia Coutinho nasceu em Itabuna, em 1939, e era filha do poeta simbolista Nathan Coutinho (1911-1991). Teve 11 livros publicados e traduziu outros 3.

Na infância começou as primeiras leituras, livros infantis e contos de Maupassant, frequentava a biblioteca do pai. Licenciada em inglês, formada pela Faculdade de Letras da Universidade Federal da Bahia. Jornalista com passagem como redatora pelo “Jornal do Comércio”, “O Jornal”, “O Globo” e agência Reuters, no Rio de Janeiro.

Sua ficção une arte e documento para situar o real imbrincado nas limitações da condição humana. Desenganos, desencontros, problemas existenciais e psicológicos na cidade grande informam o herói em crise que a autora logra exibir com surpreendente força em suas narrativas.

Seu primeiro livro, "O Herói Inútil", foi lançado em 1964, em Salvador, pela Editora Macunaíma. Romancista, contista e tradutora, Sonia ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti de Literatura. Em 1979, com "Os Venenos de Lucrécia", e em 1999, com "Os Seios de Pandora".

Em 2006, a escritora recebeu o Prêmio Clarice Lispector, da Biblioteca Nacional, para o melhor livro de contos com "Ovelha Negra" e "Amiga Loura". Entre outros títulos da autora, destaque para "Uma Certa Felicidade", "Mil Olhos de Uma Rosa" (2001), "O Caso Alice" (1991) e "O Jogo de Ifá" (2001).

Sônia Coutinho foi casada com o poeta, escritor e jornalista Florisvaldo Mattos, com quem teve uma filha.

Participou de várias antologias nacionais e internacionais e teve sua obra também publicada nos Estados Unidos, na França e na Alemanha. Seu conto "Toda Lana Turner Tem Seu Johnny Stompanato", publicado originalmente em seu livro "O Último Verão de Copacabana", foi incluído na antologia "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século", organizado por Italo Moriconi.

Em 1994 ganhou o título de mestre em teoria da comunicação com a tese-ensaio "Rainha do Crime — Ótica Feminina no Romance Policial”.

Sônia Coutinho faleceu  no dia 24 de agosto de 2013.

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Trecho do conto Camarão no jantar de Sônia Coutinho:



“E chega a noite do prometido jantar.

Não quero descrever a angústia dessa mulher, na sala, meia-luz, enquanto o tempo passa e a comida esfria.

Rogério está atrasado meia hora, mas ela ainda não sente inquietação. De vez em quando, vai até a cozinha dar uma olhada no bobó. Para acompanhar, há apenas arroz, uma refeição simplificada.

Agora, Rogério está atrasado uma hora, mas ainda sente esperanças.

Uma hora e meia de atraso, toda e qualquer possibilidade vai desaparecendo deste mundo.

Ah, mas que história insuportável. Ah, meu Deus, que dor. Terrível, a dor dessa perda.

Um amor que, no entanto, ela continua achando que não levou tão a sério quanto merecia.

Por que teve aquela reação tão radical, quando soube que ele era casado? Por que não fez como todas as outras, foi levando? Como não percebeu na mesma hora que tinha de ser humilde, porque jamais esqueceria aquele amor?

Um homem que, quem sabe — e isso alimenta sua dor —, ela talvez tivesse conquistado, no início, se fosse mais esperta.”



(Texto organizado por Eglê Santos Machado)
Fontes: A TARDE – Cultura/Literatura 25/08/2013, Cyro de Mattos/ ”Itabuna, chão de minhas raízes” e Projeto Releituras.

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FORRÓ NA SEXTA SUPER MUSICAL DA AABB ITABUNA 21/04

Leo Jorge em recente apresentação na AABB Itabuna.

Sexta na AABB tem forró com Léo Jorge e Baianos.com


Vai ser uma noite de forró daquelas a de sexta-feira (21) na AABB Itabuna. E o melhor: vai ser na Cabana do Tempo, com Léo Jorge e a banda Baianos.com, começando às 20h00.

O som do grupo mistura forró pé de serra com axé e MPB. Tem no repertório sucessos como Navegar, do cantor Jerônimo, e forró autêntico como o da canção Luz da Lua, de autoria da própria banda, que nos últimos sete anos tem sido uma das sensações da temporada de São João.

Como em toda Sexta Super Musical, os portões e o estacionamento dentro do clube vão estar liberados. Pode ir com a família, os amigos e até com as crianças, que têm muito espaço no parque e nas áreas verdes para brincar à vontade.

O endereço da AABB Itabuna é Rua Espanha s/n, São Judas, com acesso pela Vila Zara (ponte nova) para quem vem do litoral. Já para quem vem do interior, o acesso é via beira-rio (Av. Aziz Maron), passando pelo Shopping e bairro Conceição. Os telefones do clube são (73) 3211-2771 e 3211-4843 (Oi fixo).

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Contato – Raul Vilas Boas: (73) 9.8888-8376 (Oi) / (73) 9.9112-8444 (Tim)

Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9.9133-4523 (Zap/Tim) / (73) 9.8877-7701 (Oi)

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO: AS “SOVAS” DO SEVERO

As “sovas”  do Severo


Em 1923, o Sr. Antonio Tourinho, no seu jornal “O Dia”, publicou uma nota solicitando do Sr. Intendente uma providência para com os feireiros ou mateiros, que na véspera das feiras livres, vinham vender farinha e ficavam durante a noite deitados sobre os sacos da mesma, naturalmente ali soltando seus “maus ventos”. Eis o que escreveu o trovador Severo sobre o assunto:




Diz “O Dia” que a farinha,
Que pra feira é conduzida,
Já nos vem com a murrinha
De antes de ser cozida...


É que o maldito roceiro
Faz do saco o seu assento
E ali o tempo inteiro
Sopra no saco, seu “mau vento”


E assim, ‘seu Intendente’,
Tenha mais pena da gente...



(DOCUMENTÁRIO HISTÓRICO E ILUSTRADO DE ITABUNA – 1ª edição l968)

José Dantas de Andrade

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19 DE ABRIL: DIA DO ÍNDIO

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
História do Dia do Índio


Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril?

Origem da data

Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

Comemorações e importância da data

Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.

Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.





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BIOMAS PREOCUPAM A CNBB, MAS NÃO AS DEZENAS DE MILHÕES DE CATÓLICOS QUE ABANDONARAM A FÉ

19 de abril de 2017
Luis Dufaur

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão. Abandonada como muitas outras, mas para a CNBB o que importa é o bioma…

A Campanha da Fraternidade de 2017 abordou mais uma vez a questão ambiental, como já fez em edições anteriores. O tema foi “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Quando comentei isso com amigos, aliás muito enfronhados na problemática ambientalista brasileira, iniciou-se uma conversa amável que degenerou na máxima confusão.

Afinal de contas o que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) entende como bioma e o que tem a ver essa campanha com a religião católica, perguntavam todos.

Por isso quando vi o artigo “Biomas brasileiros — cultivar e cuidar” do Emmo. Cardeal arcebispo de São Paulo D. Odílio Scherer, achei que iria ouvir algo bem definido e esclarecedor.

E acabei estarrecido pela radicalidade dos propósitos expostos com dulçurosa redação.

A escolha do tema foi influenciada, escreveu o prelado, pela encíclica ‘Laudato si’, do papa Francisco (2015).

Voltou-me à mente a euforia das esquerdas latino-americanas mais extremadas com dita exortação.

Mas, o alto eclesiástico, explicou que a CNBB com essa campanha na Quaresma visou convidar os cristãos a refletirem sobre as implicações da sua fé em Deus.

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI, organismo vinculado à CNBB

Ele reconhece que o tema soa abstrato e distante da religião, objeto de ocupação apenas para especialistas e ambientalistas de carteirinha.

Leia-se MST, CIMI, ONGs nacionais e internacionais, Funai e outros tentáculos mais ou menos combinados com a CNBB para fazer a revolução no Brasil.

O arcebispo paulista também reconhece que “para a maioria das pessoas, talvez o conceito ‘bioma’ seja até desconhecido”.

E explica que “trata-se de um ambiente da natureza que tem um conjunto de características próprias e hospeda diversas espécies vivas bem harmonizadas com esse ambiente”.

Como é que as invasões das fazendas por indígenas atiçados pelo CIMI denunciadas documentadamente na CPI de Mato Grosso do Sul servem para “harmonizar” as ‘espécies vivas do ambiente’ jogando num luta fratricida uns brasileiros contra outros? Visivelmente há muitas coisas que não colam.

Quanto mais lia, menos entendia… É um modo de dizer, acho que entendia cada vez mais.

Prosseguindo me deparei com que:

Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos ‘biomas’. E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?

“Todos os biomas brasileiros estão ameaçados e a principal ameaça é representada pela interferência indevida do homem neles. [...]

“certas formas de manejo florestal, agricultura ou criação de gado, e mesmo de urbanização, podem produzir profundas alterações no delicado equilíbrio dos biomas.

“Por motivos econômicos, a natureza acaba sendo vista como fonte de recursos disponíveis, sobre os quais o homem avança com a vontade de se apropriar, sem considerar as consequências presentes e futuras de sua intervenção no ambiente da vida.

“A natureza ferida e desrespeitada pode voltar-se contra o próprio homem, que se torna a sua vítima”.

Simples: a gloriosa sucessão de gerações de produtores agropecuários que regaram o solo brasileiro com seu sangue, com seu suor e suas lágrimas para tirar o Brasil da incultura e da barbárie são os maiores inimigos do País… (ou de seus biomas)!

E Deus que mandou os homens ocuparem a Terra toda, será por caso inimigo dos biomas?

Então a Campanha da Fraternidade 2017 visa conscientizar os cristãos dessa realidade execrada pela CNBB após piruetas verbais bem do gosto dos “verdes” e das esquerdas subversivas.

Dita conscientização, acrescenta o artigo comentado, não fica no campo. Deve ir por cima das cidades e de seus habitantes que constituem a larga maioria da população nacional.

E como na cidade não existe o famoso “bioma” na acepção adotada pela CNBB, o artigo excogita a existência de um “bioma urbano” . Nele ‘o ser humano é seu principal agente ativo e passivo’.

Por que não mencionar também os passarinhos, animais de afeição, e em ultima análise, insetos, baratas e ratos que pululam desagradavelmente nas cidades, se a acepção adotada é para ser levada a sério?

O Exmo. arcebispo reconhece por fim que haverá “quem pergunte: por que motivo a Igreja Católica se preocupa com uma questão que não é propriamente religiosa? E por que promove essa reflexão justamente no tempo da Quaresma, marcadamente religioso e cristão?”

Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG, o bioma parece ter progredido…
É a pergunta de todo mundo que tem um resto de fé e de lógica.

E responde que “a atitude religiosa decorrente da fé cristã não se expressa apenas em cultos, ritos, preces e exercícios propriamente espirituais. A fé cristã integra todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”.

Mas é essa fé católica que está sendo abandonada no Brasil, não só na prática nas igrejas mas em “todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”!

A grei confiada à CNBB está se dispersando a ponto de ficar reduzida a um mero 50% – segundo dados do IBGE e da Datafolha – quando em 1940 os católicos eram 95% segundo o mesmo IBGE?

Essa perda massiva da fé católica não pede uma retomada fervorosa da pregação que inspirou o nascimento do Brasil e seu desenvolvimento através dos séculos de sua História?

A CNBB não responde ao clamor dessas dezenas de milhões de almas que se perdem no materialismo ambiente e prefere ficar na encíclica Laudato si’ levada como bandeira pelo bolivarianismo e populismo subversivo latino-americano!

E nos quase divinizados biomas…. que são explorados como ‘slogans’ do ambientalismo radical!




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