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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

2018 - ANÁLISE DE GRANDES ACONTECIMENTOS - Paulo Corrêa de Brito Filho


10 de Janeiro de 2019
Na manifestação na Praça dos Três Poderes, no fundo à esquerda, a faixa “PT NUNCA MAIS”. 

♦  Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor da revista Catolicismo. Artigo redigido no mês anterior
ao seu falecimento, ocorrido no dia 2 do corrente mês.


No ano findo, manifestou-se claramente o anseio da opinião pública, em quase todo o mundo, por um retorno à ordem. É possível contarmos com esse mesmo anseio no ano que se inicia? Tornar-se-á ele ainda mais intenso? Ou haverá obstáculos para a sua plena aplicação?

No panorama nacional e internacional, opõe-se a essa grande apetência dos povos pela ordem própria à Civilização Cristã o empenho de altos dirigentes eclesiásticos e civis a favor de um estado de coisas no sentido contrário, descolando-se, portanto, da opinião pública.

Ao longo de 2018, muito se discutiu sobre um eventual rompimento interno na Santa Igreja, devido a uma política de relativização dos chamados “valores não negociáveis”. Um exemplo disso foi a assinatura de um pacto provisório do Vaticano com o governo comunista da China, o qual deixou perplexos os católicos do mundo inteiro; especialmente os católicos chineses, que continuam a sofrer na pele a perseguição perpetrada pelos agentes do comunismo. O Cardeal Joseph Zen, arcebispo emérito de Hong-Kong, chegou a afirmar que os católicos chineses estavam sendo vendidos pelo Vaticano ao regime comunista.

Outro aspecto dessa relativização foi apresentado pelo Cardeal Walter Brandmüller, ao comentar a introdução do homossexualismo “de forma quase epidêmica no clero, inclusive na hierarquia”.

A oposição dos católicos a coisas desse gênero fortalece a cada dia a rejeição aos malefícios provocados na Igreja pelos princípios relativistas difundidos a partir do Concílio Vaticano II. A matéria principal da revista Catolicismo de janeiro faz um retrospecto dos fatos relacionados com essa relativização.

No tocante aos aspectos temporais, no Velho Continente falou-se muito de “desunião europeia”, quase tanto quanto de Europa Unida. Essa união passou a ser vista como um objetivo revolucionário para levar as nações a um agrupamento do tipo “Estados Unidos da Europa”, uma espécie de “República Universal”. Mas a cisão aberta a partir do “Brexit” causou uma rachadura no projeto pan-europeu, e se reforça ainda mais com a divisão entre os países que abrem suas fronteiras à imigração maometana e outros que as estão fechando, devido ao receio da invasão islâmica.

Em nosso Continente, o ano terminou sob a gravíssima ameaça do retorno da ambição expansionista de um governo russo, que faz lembrar os perigos da antiga URSS. Basta lembrar que, no último mês, bombardeiros da Rússia de Putin aterrissaram na vizinha e infeliz Venezuela, dominada e empobrecida pelo comuno-bolivarianismo. Com a desfaçatez que lhe é peculiar, o ditador Nicolás Maduro pretendeu justificar esse fato com a ideia de proteger os venezuelanos contra maquinações dos EUA, que estariam tramando com governos anticomunistas — especialmente com o brasileiro recém formado — um ataque ao seu país…

Esses são apenas alguns dos temas tratados na matéria de capa da referida edição de Catolicismo, cuja leitura recomendo aos diletos leitores.



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Paulo Corrêa de Brito Filho - discípulo e colaborador do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira desde o início da década de 50; Sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade – TFP; Diretor do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – IPCO e da histórica Revista Catolicismo.
Advogado formado pela histórica Faculdade de Direito do Largo São Francisco, sucedeu ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira na cadeira de História Moderna e Contemporânea da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; foi igualmente professor na Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero.
Foi fidelíssimo escravo de amor a Nossa Senhora a quem se consagrou desde jovem segundo o método de São Luis Maria Grignion de Montort.

Faleceu dia 02 de janeiro de 2019, em São Paulo, aos 88 anos.

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sábado, 22 de dezembro de 2018

STILLE NACHT UMA MELODIA CELESTIAL - Paulo Corrêa de Brito Filho


22 de dezembro 2018
Em Oberndorf, pequena cidade austríaca, a capela construída no lugar da antiga igreja de São Nicolau, onde foi interpretado pela primeira vez o Stille Nacht, e o selo comemorativo do bicentenário da canção.

“Noite silenciosa, noite Santa, tudo dorme, somente o fiel e santíssimo casal está desperto”

♦  Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor da revista Catolicismo

Uma canção suave, simples e inocente toca profundamente todos os corações: Stille Nacht (Noite Silenciosa) — a melodia da noite bendita entre todas, traduzida para o português como “Noite Feliz”.

Ouvindo-a, até mesmo muitos corações endurecidos pelo pragmatismo moderno ficam tocados por uma graça primaveril, que tem o dom de transportar as pessoas para os Natais de suas infâncias, quando uma alegria sobrenatural impregnava os ambientes. Uma alegria que é a fonte de todas as alegrias: na Gruta de Belém, numa noite fria, nascera o Menino Jesus.

Celebramos neste ano o bicentenário dessa maravilhosa e angélica canção, entoada pela primeira vez na Noite de Natal de 1818, na aldeia de Oberndorf, vizinha de Salzburg, na Áustria. Sua melodia celestial ecoa até hoje em todos os povos da Cristandade, ora em uma esplendorosa catedral, ora em uma simples capelinha; em palácios como em casinhas populares; em qualquer ambiente, rico ou pobre. Todos ficam transformados por algo imponderável, atraindo os anjos e aproximando o Céu da Terra.

De São Francisco de Assis, no século XIII, pode-se afirmar que foi o primeiro a montar um presépio com figuras vivas, representando Maria Santíssima, São José, o Menino Jesus, os Reis Magos, os pastores e os animais. Foi a origem dos vários estilos de presépios da arte sacra disseminada por todas as nações. Do Stille Nachtpode-se afirmar que é por excelência a canção natalina.

Sem menosprezar as numerosas, belíssimas e até sublimes canções de Natal compostas ao longo dos séculos em todo o orbe, não parece exagerado dizer que a mais sublime, famosa e imortal é o Stille Nacht, cantado não apenas em alemão, mas transcrito para todas as línguas. “Stille Nacht, heilige Nacht, Alles schläft, einsam wacht, nur das traute hochheilige Paar” (Noite silenciosa, noite Santa, tudo dorme, somente o fiel e santíssimo casal está desperto).

Na revista Catolicismo deste mês [no alto, foto da capa], comemorativa do Santo Natal, a matéria principal apresenta a origem e o histórico da canção, e seu autor tece comentários transcendentais a respeito desse evocativo cântico natalino.

Além de uma boa apreciação desta edição (disponível no site www.catolicismo.com.br), desejo aos diletos leitores um Feliz Natal, com as bênçãos e graças da Sagrada Família, as quais se estendam ao longo do Ano Novo.



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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

DOIS DE NOVEMBRO — Dia de Finados, vida eterna após a morte


2 de novembro de 2018

Como Nosso Senhor Jesus Cristo nos advertiu, a morte virá de repente, como um ladrão, oculto e de noite (I Tes. 5, 2) e como nos ensina e reafirmamos no Símbolo dos Apóstolos: “Creio na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém”.

 ♦  Paulo Corrêa de Brito Filho

Em nossos dias impregnados de materialismo e ateísmo, procura-se evitar a lembrança da morte, embora seja ela a única coisa que nos acontecerá com absoluta certeza.

Causa-nos temor recordar essa verdade, a ponto de muitos evitarem passar pelo cemitério até mesmo por ocasião de algum enterro, e outros procuram eliminar os aspectos trágicos, pungentes e tristes da morte. Chega-se ao extremo de tornar festivos os ambientes dos funerais, parecidos a lugares para encontros sociais mundanos.

Contrapondo-se a essa tendência materialista, a Santa Igreja nos faz lembrar de uma vida eterna após a morte. Incentiva-nos a meditar os “novíssimos do homem” — morte, juízo final, céu e inferno — e aconselha: “Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos, e jamais pecarás (Ecl. 7, 40).

Como mãe, a Igreja associa-se às nossas lágrimas e consola nossas dores na perda de um ente querido. Também nos incentiva a tributar todo respeito aos mortos, participar de funerais, sepultar dignamente os cadáveres, visitar as famílias enlutadas, rezar, oferecer sacrifícios e assistir à Missa em sufrágio das almas dos falecidos, para que sejam libertadas das penas do Purgatório e conduzidas ao Céu.

No dia de Finados, é especialmente louvável recordar as almas dos fiéis defuntos, de modo particular de nossos parentes e conhecidos, rezar por eles e visitar seus restos mortais nos cemitérios.

Para que nossos leitores possam medir quanto o mundo moderno se encontra distante de uma atitude varonil e católica perante o luto e a morte, a revista Catolicismo reproduz na edição de novembro um conjunto de oportunas considerações do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre o luto — os costumes tradicionais, as honras fúnebres, as manifestações e a concepção cristã de luto — e como esses valores vão sendo esquecidos e abandonados, devido ao conceito materialista de viver como se nunca fôssemos morrer. Como Jesus nos advertiu, a morte virá de repente, como um ladrão, oculto e de noite (I Tes. 5, 2).

Desejo aos prezados leitores uma proveitosa leitura de tal matéria, peço à Sagrada Família, Jesus, Maria e José, que nos conceda a todos a graça de uma boa morte. E peço também que aumente em nós a esperança da ressurreição, conforme nos ensina e reafirmamos no Símbolo dos Apóstolos: “Creio na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém”.




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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

UM ESTADO FUNDAMENTALMENTE CATÓLICO - Paulo Corrêa de Brito Filho


 15 de outubro de 2018

A relação do católico com a ação política, da Igreja com o Estado e a necessária subordinação da política à moral

Paulo Corrêa de Brito Filho


“Queremos a civilização católica, inteira e exclusivamente católica, viva e pujante, imunizada contra todos os gérmens de paganismo e orientada pela Igreja que a fez surgir e lhe deu toda a sua grandeza.” Este anseio foi expresso por Plinio Corrêa de Oliveira em 10 de outubro de 1937 no Legionário, semanário que então dirigia, o qual foi transformado por ele de simples folha paroquial no mais influente órgão católico de imprensa no Brasil.

Foi sem dúvida na redação do Legionário que começou a história da revista Catolicismo. Os propugnadores do neomodernismo não concordavam com o “Grupo do Plinio” — como eram conhecidos os colaboradores do Legionário — devido ao seu rijo combate às ideias modernistas condenadas por São Pio X. Por esse motivo eles foram obrigados a deixar em 1947 a direção do jornal. Quatro anos depois, em 1951, esse grupo fundou e passou a dedicar-se a um novo órgão de publicação. Nascia assim o mensário Catolicismo, cujos princípios doutrinários são os mesmos que haviam norteado o Legionário.

O artigo principal da edição deste mês de nossa revista [capa acima] reproduz um verdadeiro manifesto publicado naquela edição de 1937, no qual o Prof. Plinio expõe os ideais do Legionário sobre um Estado fundamentalmente católico. Tais ideais permanecem exatamente os nossos. Substituindo no título Legionário por Catolicismo, podemos hoje afirmar: Posição de Catolicismo em face da política brasileira. Nesse artigo, o leitor deve deter sua atenção especialmente na relação do católico com a ação política — ou seja, na relação da Igreja com o Estado e na necessária subordinação da política à moral. É matéria de caráter atemporal, plenamente aplicável à situação nacional às vésperas das eleições.

Duas outras matérias da referida edição relacionam-se também com as próximas eleições. A coluna de Mons. José Luiz Villac demonstra por que um católico não pode votar em candidatos que defendem práticas contrárias às Leis de Deus; e o artigo de José Carlos Sepúlveda da Fonseca aborda o choque entre o Brasil de superfície e o Brasil profundo, a propósito dos 30 anos da Constituinte.

Recomendo atenta leitura de tais matérias. Elas encontram-se disponíveis no site da revista: www.catolicismo.com.br



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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

DENUNCIA DOS LOBOS DISSIMULADOS EM PELES DE CORDEIROS - Paulo Corrêa de Brito Filho


18 de setembro de 2018

O sacerdote subversivo Joseph Comblin, ao lado de Dom Helder Câmara, cognominado “Arcebispo Vermelho”
  
Uma verdadeira revolução comuno-progressista estava em curso, com o objetivo de implantar no Brasil um regime como o que Fidel Castro e seus sequazes impuseram a Cuba

♦  Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor da revista Catolicismo


Uma das principais bandeiras da revista Catolicismo sempre foi a de denunciar o movimento progressista e premunir contra ele os fiéis católicos, para não serem embaídos e levados, por vezes inadvertidamente, a engrossar suas fileiras. Por isso nossa revista é considerada a mais antiprogressista e anticomunista do País. Não é uma missão fácil nem agradável. Nossa vida seria muito mais tranquila se combatêssemos apenas os inimigos externos, distantes, sem atingir os que penetram e atuam no interior da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Mas é imperativo de nossa consciência, como filhos da Igreja, lutar em sua defesa e denunciar os lobos dissimulados em peles de cordeiros, que nela se infiltram com o objetivo de desfigurá-la. No fiel desempenho dessa missão, a história de Catolicismo é marcada por uma grande campanha contra a infiltração comunista nos meios católicos, a qual está completando exatos 50 anos. Essa epopeia é narrada na matéria de capa da edição deste mês. Ela encontra-se disponível no site:



Em 1968, uma verdadeira revolução comuno-progressista estava em curso, com o objetivo de implantar no Brasil um regime como o que Fidel Castro e seus sequazes impuseram a Cuba. Um dos principais impulsionadores desse projeto da “esquerda católica” era o sacerdote belga Joseph Comblin, abrigado no Recife por Dom Helder Câmara. Em um relatório ele expôs os métodos ditatoriais e sangrentos para alcançarem esse objetivo. Era destinado a divulgação restrita, no entanto vazou para a imprensa, e dele o Brasil inteiro tomou conhecimento.

A subversão infiltrada na Igreja era conhecida e temida por grande número de católicos. Perplexos e chocados, acompanhavam o trabalho que o clero progressista empreendia para abolir antigas tradições e promover inovações brotadas depois do Concílio Vaticano II. O documento comprometedor do Pe. Comblin não deixava margem a dúvidas, e deu ensejo a uma atitude corajosa do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP brasileira. Numa Reverente e filial mensagem, apresentou a Paulo VI suas graves apreensões, seguindo-se um pedido de medidas a fim de impedir tais desvios, pois minavam a Igreja e levavam muitos fiéis a se afastarem dela ou a se engajarem em movimentos marxistas.

A TFP aderiu a essa mensagem e a esse pedido, e se empenhou em ampla coleta nacional de assinaturas num abaixo-assinado, conseguindo a adesão de 1.600.368 brasileiros. As listas contendo as assinaturas foram entregues no Vaticano sob a forma de microfilmes.

Qual foi a resposta da Santa Sé a esse SOS? O completo silêncio! No entanto, transcorridos alguns meses da campanha, Paulo VI se referiu a um processo de “autodemolição” da Igreja; e mais tarde, em 1972, afirmou ter a sensação de que “por alguma fissura tenha entrado a fumaça de Satanás no templo de Deus”. Palavras que confirmaram a grave denúncia da TFP, ecoada por nossa revista em todo o território nacional.


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terça-feira, 14 de agosto de 2018

ÓDIO COMUNISTA EXTERMINOU A FAMÍLIA ROMANOV - Paulo Corrêa de Brito Filho

14 de agosto de 2018

Capa da revista Catolicismo, Nº 812, agosto/2018

O extermínio da Família Imperial russa, perpetrado pelo ódio do comunismo igualitário, hoje disfarçado na defesa dos direitos humanos…

♦  Paulo Corrêa de Brito Filho

Cem anos se passaram desde o brutal extermínio da família imperial russa. Mas a lembrança de tal barbárie, que muitos procuram encobrir, nunca passará. Devemos tê-la bem presente a fim de jamais alimentarmos ilusões sobre tirânicos ditadores, como os que planejaram e executaram esse monstruoso crime.


O comunismo igualitário não podia suportar a existência de uma família nobre, que governara a imensa Rússia por diversas gerações. Alguns meses após a tomada do poder, Lenin ordenou esse massacre, um dos mais vergonhosos da longa lista de crimes contra a humanidade perpetrados pelo comunismo.

Para manter aceso o ódio de seus sequazes, os chefes bolcheviques de 1918 precisavam praticar atos radicalmente sanguinários, como a execução do Tzar Nicolau II e de sua família. Registrando tal necessidade revolucionária, Leon Trotsky escreveu em suas memórias: “A severidade da punição [a chacina da família imperial] mostrou a todos que continuaríamos a lutar sem piedade, sem nos determos diante de nada. Não se tratava apenas de amedrontar, aterrorizar e infundir o senso de desesperança no inimigo, mas também de sacudir nossas fileiras, demonstrando que não havia outra saída: vitória total ou ruína definitiva”.

Este foi o início de uma história escrita com sangue, a qual prosseguiu do mesmo modo e acrescentando muitos outros instrumentos, como prisões, torturas, fome e guerras fratricidas. Não só na Rússia, mas também nos diversos países que tiveram suas populações subjugadas pela tirania comunista. E o sangue continua a ser derramado ainda hoje, onde quer que se insista em implantar ditaduras semelhantes à soviética.

Em memória deste centenário, cerca de cem mil russos fizeram em 17 de julho último uma peregrinação na cidade de Yekaterinburg   [foto ao lado]. Eles passaram pelo local da casa-presídio onde a família Romanov e alguns de seus servidores foram chacinados, e percorreram 21 quilômetros até o lugar onde, em 1918, os comunistas dissolveram os cadáveres em ácido e os incineraram, antes de enterrarem os restos mortais.

Tais fatos não podem cair no esquecimento, sob pena de nos deixarmos surpreender futuramente pela multiplicação de perversidades semelhantes. A revista Catolicismo, na sua missão de relembrar verdades esquecidas, narrar grandes fatos silenciados, publicar crimes que seus autores pretendem ocultar, não poderia deixar passar o centenário do massacre da família Romanov sem recordar as atrocidades então praticadas. Com esse objetivo, nosso colaborador Renato Murta de Vasconcelos elaborou a matéria de capa da edição deste mês [foto no topo]. Aconselho a todos sua aquisição ou sua leitura por meio de nosso site ( http://catolicismo.com.br/ ).

Movimentos que se apresentam como “sociais”, agindo em nome dos “direitos humanos”, das “minorias” ou dos “marginalizados”, com muita frequência partem para a criminalidade. Eles não têm a menor clemência em relação aos sofrimentos humanos, praticam qualquer tipo de violência para alcançar seus objetivos. “Bons sentimentos” nunca se coadunaram com a “ditadura do proletariado”, que sempre foi o objetivo comunista, mesmo quando alegam a defesa de “direitos humanos”. Deus não tem permitido que o solo brasileiro seja atingido por essas desgraças, mas não faltam agitadores organizados com o objetivo político de tomar o poder e nele se perpetuar. Deus continuará a nos proteger contra esses sanguinários, desde que façamos por merecê-lo.

http://www.abim.inf.br/odio-comunista-exterminou-a-familia-romanov/#.W3MF5s5KjIU

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

SORBONNE - 50 ANOS DEPOIS - Paulo Corrêa de Brito Filho


4 de Maio de 2018
Obstinação contra a Cristandade na revolução sexual, anárquica e libertária de Maio de 68

Paulo Corrêa de Brito Filho

         Muitos julgaram que as primeiras badernas estudantis de maio de 1968, na Sorbonne, eram simples manifestações de jovens extravagantes com ideias amalucadas. Mas tais ideias se expandiram e provocaram grandes mudanças nos costumes tradicionais da França, e a partir daí contagiaram como lepra o mundo inteiro, resultando numa verdadeira revolução sexual e cultural, de acordo com o que berravam os sorbonianos: “Inventai novas perversões sexuais”.

As agitações tomaram as ruas, ergueram-se barricadas, violentos confrontos com as forças da ordem se espalharam para outras regiões. Depois tudo pareceu retornar à normalidade, mas de fato as coisas nunca voltaram a ser como antes. As sementes lançadas em maio de 68 geraram frutos perniciosos para todos os povos.

Incorporada à História como “Revolução da Sorbonne”, ela foi na realidade o marco do que poderíamos chamar de “IV Revolução”, desenvolvendo o processo cujas três primeiras fases foram a Revolução Protestante, a Revolução Francesa e a Revolução Comunista. O que se almejou em maio de 68 foi lançar uma radical revolução sexual, anárquica e libertária, e proclamar a morte dos costumes tradicionais. Foi também o nascimento de uma “nova era histórica” — uma “civilização do instinto” oposta à civilização cristã, tendo por meta a utopia igualitária.

Passados 50 anos da “Revolução da Sorbonne”, o mundo geme no caos. Enquanto isso, o impulso da onda libertária vai destruindo as instituições e encaminhando as nações rumo ao tribalismo, que seria a “V Revolução”.

A matéria principal da edição da revista Catolicismo deste mês, redigida pelo nosso colaborador Benoît Bemelmans, presidente da TFP francesa de 1996 a 2009, aponta para o que realmente pretendiam os revolucionários da Sorbonne, explicita a transformação que eles provocaram na sociedade, na mentalidade dos povos e também nos ambientes católicos, e ressalta a necessidade de uma reação para não nos afundarmos na libertinagem desbragada do mundo contemporâneo.

Na parede da Sorbonne, pichado o lema contestatário: “Défense d’interdire!” (É proibido proibir!)

Em face das ideias radicais de maio de 68, sintetizadas no slogan “É proibido proibir” [foto acima], nossa resposta só pode ser: “É necessário proibir”. Basta considerar que, dos 10 Mandamentos da Lei Deus, sete são preceitos proibitivos. Em qualquer sociedade onde tudo é permitido, nada fica de pé. Ela se torna insustentável, e acaba por desaparecer na anarquia geral.

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Aconselho vivamente a aquisição da revista Catolicismo deste mês (edição nº 809), que desenvolve em sua matéria de capa o tema:
SORBONNE – MAIO de 68
Rebelião radical contra os valores da Cristandade
— 50 anos depois, o que ficou?


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domingo, 8 de outubro de 2017

PRESENÇA DIABÓLICA NO MUNDO DE HOJE - Paulo Corrêa de Brito Filho

Presença diabólica no mundo de hoje

5 de outubro de 2017
   Paulo Corrêa de Brito Filho 

       A influência demoníaca na história humana sempre foi constante e intensa. É a tentativa satânica de levar os homens para a perdição, como ocorreu com os nossos primeiros pais nos primórdios da humanidade, quando em forma de serpente o demônio os tentou, sugerindo-lhes que se comessem o “fruto proibido” seriam “como deuses”.

         Adão e Eva caíram na tentação, cometeram o pecado original e perderam o estado de inocência. Toda a sua descendência sofreu a consequência de tal pecado, tornando-se doravante sujeita à ação do demônio, que procura levar os homens para o inferno.

         A ação diabólica apresenta-se de modo cada vez mais avassalador nos diversos setores da sociedade neopagã em que vivemos, sendo numerosas as práticas incentivadas pelos demônios para se apossarem das pessoas.

        O Pe. Luis Escobar, exorcista da Diocese de Rancágua (Chile), diz que a maioria daqueles que o procuram por se suporem vítimas de alguma ação preternatural teve contato com questões do ocultismo em algum momento da vida.

        O rock satânico é outro meio pelo qual o demônio se apodera das almas, segundo a opinião de vários exorcistas. Também a prática do aborto atrai demônios, pois estes desejam a destruição da criação, especialmente do gênero humano. Dentre as várias manifestações diabólicas de que trata o artigo, a possessão é a mais visível.

A TFP norte-americana em campanha contra missa negra no Oklahoma City Civic Center

        A par do notável avanço de atos satânicos, existem também vigorosas reações, especialmente nos Estados Unidos, onde a TFP norte-americana tem se destacado em campanhas de combate ao satanismo.

        Em face desse quadro terrível, a matéria de capa da revista Catolicismo (edição de setembro último [foto no topo]) apresenta vários exemplos de meios utilizados pelo Maligno — como o denominado “tabuleiro Ouija” — para levar as pessoas a cair nas redes do espiritismo e iniciarem-se assim em práticas ocultistas.

        Na matéria, com o título em epígrafe, o autor recomenda manter distância de superstições e coisas esotéricas, procurar os cuidados da Igreja e, sobretudo, recorrer à Santíssima Virgem, invocada como “Terror dos demônios”. Ela nos protegerá nesta época de tribulações, como ensina o Apóstolo São Paulo, “contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6, 12).

        À vista dessa aterradora questão que infesta o mundo, e com o propósito de auxiliar a todos a se livrarem de qualquer ação de tais “espíritos malignos”, recomendo a leitura dessa transcendental matéria publicada em Catolicismo. Ela encontra-se disponível no seguinte link: http://catolicismo.com.br/



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