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sábado, 18 de dezembro de 2021

NATAL E O BOM COMBATE COMO CONDIÇÃO PARA UMA AUTÊNTICA PAZ NA TERRA


A guerra contra o demônio e seus sequazes daqueles que desejam o estabelecimento da autêntica paz entre os homens

Fonte: Editorial da Revista Catolicismo, Nº 852, Dezembro/2022

É uma tradição da revista Catolicismo publicar na sua edição de dezembro matérias concernentes ao Santo Natal do Menino Jesus, que constitui com a Páscoa as duas maiores festas da Cristandade.

Neste ano reproduzimos um artigo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, publicado no mensário em dezembro 1963, no qual ele chama a atenção para o fato de que a imensa maioria das pessoas não atenta para o verdadeiro sentido da expressão “Paz na Terra”, contida na citação de São Lucas “Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade”.

Dr. Plinio mostra que não pode haver “Paz na Terra aos homens de boa vontade” (nem aos de má vontade…) se a humanidade não estiver voltada para a “Glória de Deus”. Como nos ensinou o Divino Mestre, “buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6, 33). Só assim teremos a “Paz na Terra”; se esquecermo-nos de Deus, não teremos o seu Reino e nem o acréscimo. Não teremos a verdadeira paz!

Em nossa época narcotizada pelo desejo de paz a qualquer preço — mesmo à custa da renúncia aos ideais católicos —, convém ter bem presente o que disse Santo Agostinho: “A paz é a tranquilidade da ordem de todas as coisas”. Segundo esta definição, paz não é apenas um período de tranquilidade, mas de “ordem de todas as coisas”; e tudo estará desordenado se os mandamentos de Deus forem transgredidos.

Outro aspecto importante dessa temática é que a “Paz na Terra — como consta no artigo em pauta — inclui a cessação de todas as lutas, exceto a incessante e gloriosa guerra contra o demônio e seus aliados, isto é, o mundo e a carne”. Aliados que atuam para tentar apagar da memória a lembrança de Deus. Daí os Natais secularizados de nosso século, parecidos com festas do comércio. Não se conseguiu eliminar inteiramente a lembrança do Natal, mas se conspira para que um dia isso aconteça.


Além do artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, duas outras matérias o complementam. Seus autores, Luís Dufaur e Paulo Américo de Araújo, acrescentam fatos e comentários evocativos do Santo Natal, quando há 2021 anos nascia em Belém o Príncipe da Paz, o Deus que faz guerra aos sequazes de Lúcifer e apresenta a única solução para as desordens que abalam o mundo e geram conflitos.

Um Santo e Feliz Natal a todos os diletos leitores de Catolicismo, com os nossos melhores votos de um Ano Novo repleto das mais seletas graças e bênçãos do Menino Jesus e de sua Mãe Santíssima.

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Para assinar a revista Catolicismo envie um e-mail para catolicismo@terra.com.br

https://www.abim.inf.br/natal-e-o-bom-combate-como-condicao-para-uma-autentica-paz-na-terra/

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

ONTEM, HÁ TANTO TEMPO – Plinio Corrêa de Oliveira



Plinio Corrêa de Oliveira

Todos estarão com as vistas voltadas para as festas de fim de ano. E assim virão os clássicos e inevitáveis retrospectos para o balanço de quanto ficou para trás.

Poder-se-á dizer que, para o mundo, este ano [1980] constituiu propriamente uma caminhada? Parece-me — pelo ocorrido até aqui — que foi antes uma imensa resvalada, ao longo da qual, de trambolhão em trambolhão, tudo inesperadamente pareceu cair várias vezes, de cada vez tudo (ou quase…) se reergueu também inesperadamente, de tal maneira que, por fim, nada está irreparavelmente quebrado, mas tudo traumatizado.

Falo do Brasil. Falo do Mundo. Falo, por exemplo, de ti, meu leitor. De ti, sim. Pois o fenômeno que tento descrever em escala mundial parece-me repetir-se em escala individual.

Quando vejo pessoas pela rua, quando observo nos jornais fotografias, de grupos como de multidões, tenho a impressão de que incontáveis são hoje os entes humanos sujeitos, em sua vida diária, a esta estranha cadência do acontecer. Talvez isso explique um não menos estranho comportamento de nossa memória em função do passado.

Dir-se-ia que, quando o presente é lento, o passado parece sobreviver agradavelmente em cada instante novo que vem chegando.

Quão diferente é nas fases em que o tempo corre, sacudido por trambolhões. Cada susto atrai tão inteiramente a atenção para o presente, com tal veemência transporta o espírito nas asas negras da apreensão, rumo a um futuro hostil, que o passado desaparece da memória. E, quando volta, está tão desbotado, tão lacerado, que por vezes toma o aspecto de um maço informe de farrapos.

Em virtude dessa debilitação da memória, o que se passou de manhã pode parecer-nos já à noite tão longínquo, tão remoto… O presente e o futuro de tal maneira absorvem a atenção que o dia de ontem, meio sumido da memória, parece relegado há um ano.

O que assim se observa na escala de um dia pode-se dizer de um mês ou até de um ano. Quando este ano der sua última badalada, e em sua derrapada final abismar no passado, várias das emoções que viveste intensamente, leitor, te parecerão já tão distantes, tão distantes!…

A ti, à tua pessoa. A ti, sim, que não posso ver senão como uma das milhões de gotas constitutivas desse maremagno que é a opinião pública. Quantas vezes esta última foi solicitada pelos meios de comunicação social, para vibrar intensamente em função de algum tema do momento! Quanta atualidade tiveram esses temas! E, entretanto, quão longínqua é a ressonância deles neste findar do ano!

Por assim dizer, passou-se tudo isto ontem. Há tanto tempo!

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Excertos do artigo “Ontem, há tanto tempo” de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado na “Folha de S. Paulo” em 25-10-1980.

 

https://www.abim.inf.br/ontem-ha-tanto-tempo/

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segunda-feira, 28 de junho de 2021

VENERAÇÃO AOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO - Paulo Corrêa de Brito Filho

Veneração aos Apóstolos Pedro e Paulo 

28 de junho de 2021


Neste dia 29 de junho celebramos São Pedro e São Paulo. Para lembrar essa memorável data, segue artigo do antigo diretor da revista Catolicismo, o jornalista católico contra-revolucionário Dr. Paulo Brito (1931-2019).

Paulo Corrêa de Brito Filho*

Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o primeiro Papa da Santa Igreja quando disse a São Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus” (Mt 16, 18-19). E confiou-lhe as chaves de ouro e de prata, símbolos do poder espiritual e temporal.

São Pedro foi designado primeiro bispo de Roma; e de sua permanência e martírio no local deriva a primazia da sede romana sobre as igrejas — com seus respectivos ritos — que compõem a Igreja Católica. Por isso os sucessores de Pedro na Cátedra da Cidade Eterna são denominados Romano Pontífice ou Sumo Pontífice.


A revista Catolicismo tem como logotipo [foto acima] um medalhão antigo dos Apóstolos Pedro e Paulo, a fim de ressaltar o quanto nossa publicação prima por defender a fé católica, apostólica, romana; e ao mesmo tempo, a nossa veneração aos Apóstolos, com especial menção a São Pedro, justamente por ter sido escolhido por Nosso Senhor para ser chefe dos Apóstolos e da Santa Igreja.

No próximo dia 29 é celebrada a festividade de São Pedro e São Paulo. Catolicismo já dedicou extenso artigo de capa a São Paulo (vide “São Paulo: O Apóstolo das Nações”, edição de junho/2008). Neste número dedicamos a matéria de capa a São Pedro, Príncipe dos Apóstolos.

Com esta homenagem, desejamos contribuir para o incremento de nosso amor e adesão à Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana; amor e adesão crescentes e sem limites, que devem crescer ainda mais nos presentes dias, ante o avanço inimaginável dos seus inimigos. Com efeito, as vicissitudes humanas conduziram a Igreja a uma crise sem precedentes, depois que nela se instalou um “misterioso processo de autodemolição” após o Concílio Vaticano II (cf. Paulo VI, em Alocução de 7-12-68 aos alunos do Seminário Lombardo). O mesmo Pontífice voltou ao assunto, alertando para o fato de que “por alguma fissura tenha penetrado a fumaça de Satanás no templo de Deus” (Alocução de 29-7-72, na comemoração dos Apóstolos São Pedro e São Paulo).

Atravessando essa crise num mar tempestuoso, a nave de Pedro parece prestes a naufragar, soprada violentamente pelos abomináveis ventos do progressismo dito católico e pela pestilencial “fumaça de Satanás”. Mas, apesar dessa profunda crise, temos a certeza da vitória, alicerçada na promessa de Jesus Cristo: “As portas do Inferno não prevalecerão” contra a Igreja. Imortal, Ela perdurará até o fim dos tempos, com a assistência do Divino Espírito Santo.

Recomendo aos diletos leitores a matéria sobre o Príncipe dos Apóstolos, que se encontra disponível no site de nossa publicação:

http://catolicismo.com.br/


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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

NOVA FASE DE UMA RESISTÊNCIA QUE NÃO CESSOU, MAS SE REARTICULA E REVIGORA

14 de dezembro de 2020


Fonte: Revista Catolicismo, Nº 840, Dezembro/2020

 

Em 1974, quando a chamada Ostpolitik do Vaticano (política para o Leste, ou seja, em relação aos países comunistas) empreendia uma aproximação diplomática com o mundo comunista, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira [foto acima] percebeu que ela abriria as portas do Ocidente para a entrada e aceitação do regime comunista. No entanto, isso se faria contrariando ensinamentos do Supremo Magistério da Igreja, cujas veementes condenações ao comunismo não deixavam margem à menor dúvida.

A principal consequência da Ostpolitik para os países católicos — cujos regimes eram de modo geral democráticos, liberais, e sobre os quais não pesavam tais condenações — poderia ser a implantação e perpetuação de governos ditatoriais, contrários ao direito de propriedade e à livre iniciativa. Podiam-se prever facilmente os prejuízos morais, econômicos e em muitos outros campos, tanto para os fiéis católicos quanto para os seus próprios países. Isto ficou claro, alguns anos depois, quando a derrocada do comunismo evidenciou a decadência e pobreza generalizadas nos países por ele dominados.

Como a diplomacia deve sempre se orientar por ordens superiores, cabia unicamente ao Papa (Paulo VI, então reinante) tolher o passo a essas tratativas.

De comum acordo com as diretorias das TFPs autônomas então existentes, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira redigiu uma declaração de resistência à Ostpolitik do Vaticano e orientou sua posterior divulgação em todo o mundo livre. Este documento pode ser lido integralmente em nosso site http://catolicismo.com.br/Acervo/Num/0280/P01.html

Não se tratava de ‘palavras ao vento’, destinadas a aplausos vazios e fugazes, mas se transformou na principal bandeira de combate dele juntamente com seus amigos e seguidores. Durante todos os anos que se seguiram a essa publicação, todas as tentativas de avanço internacional do comunismo foram denunciadas e fustigadas meticulosa e constantemente, colaborando assim para sua final derrocada. Era a continuação da resistência, da qual fez parte a denúncia dos efeitos da Ostpolitik vaticana.

Esse enorme esforço publicitário ficou registrado para a História em numerosos documentos, disponíveis em arquivos midiáticos. E não cessou até os nossos dias, em que o processo revolucionário atinge em cheio o campo da moral católica e dos costumes em geral. Quem depara hoje com as mentiras e exageros do ambientalismo; com o aborto dizimando legalmente vidas inocentes; com a propaganda escancarada em favor de pecados contra a natureza — deve entender que estamos diante dos mesmos inimigos da Igreja que a combatem há séculos, podendo-se mesmo falar em milênios.


Algo similar àquela declaração de resistência de 1974 se faz hoje, em relação aos importantes problemas atuais, com a publicação de um manifesto, lançado no dia 28 de outubro último, do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e outras 25 associações coirmãs e autônomas nos cinco continentes.

[Para ler a íntegra dessa declaração do Instituo click aqui: https://ipco.org.br/urgente-apelo-para-resistir-a-traicao-e-ruina-do-ocidente-fina-flor-da-civilizacao-crista/

Em tal documento é enunciada a posição de resistência ante a atitude concessiva de autoridades eclesiásticas em vários assuntos no âmbito da vida pública, das relações sociais, da moral e dos costumes, aos quais os Papas anteriores opuseram sempre a condenação ou censura.

Da redação de Catolicismo

 

https://www.abim.inf.br/nova-fase-de-uma-resistencia-que-nao-cessou-mas-se-rearticula-e-revigora/

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segunda-feira, 18 de maio de 2020

GRANDE EMBATE EM CIDADE GAÚCHA - Paulo Henrique Américo de Araújo

·        17 de maio de 2020

Túmulo do Servo de Deus Pe. João Batista Reus [Fotos Paulo Américo]

·         Paulo Henrique Américo de Araújo


Em janeiro, integrando a caravana de voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, tive a oportunidade de visitar a cidade de São Leopoldo (RS), onde se encontra o Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Ali o conhecido Pe. João Batista Reus (pronuncia-se Róis), jesuíta nascido na Alemanha e grande místico, exerceu boa parte de seu frutuoso apostolado. Falecido em 1947, seu corpo jaz numa capela ao lado da igreja, e atrai durante todo o ano multidões de fiéis.
Não é minha intenção descrever neste artigo a vida do Pe. Reus,1 mas sim focalizar alguns aspectos da atmosfera do santuárioe dos peregrinos que para lá acorrem.
Há duas realidades contrastantes no santuário: de um lado, a piedade verdadeira — na aparência débil — do povinho que se ajoelha junto ao túmulo do Servo de Deus; e de outro lado as manifestações do progressismo, como um monstro disforme e esmagador, que impregnam todo o ambiente. A impressão é a de um embate entre dois inimigos irreconciliáveis, dotados de forças extremamente desproporcionais. Uma luta entre Davi e Golias, dir-se-ia. Tudo indica que o gigante vencerá, porém a História nos afirma o contrário.
Após concluir minhas orações, detive-me para observar as pessoas que se aproximavam do túmulo do Pe. Reus. A “capela” – mais propriamente um galpão – não possui qualquer ornato, nem beleza. Bem poderia servir de garagem para automóveis. Nas paredes, alguns vitrôs simplórios deixam penetrar a luz direta do sol. Apenas um quadro estilizado da face do Pe. Reus quebra um pouco a monotonia que ali domina.
Invariavelmente os visitantes se apresentavam com expressões de veneração e respeito, cabeças baixas, lábios em movimento indicador de orações silenciosas. Alguns se ajoelhavam a poucos metros de distância, e nesta posição prosseguiam até chegar diante do túmulo. Homens e mulheres, jovens e velhos num fluxo contínuo, mas sem exasperação nem pressa. Em volta do túmulo, o frenesi de um domingo de verão desaparecia, como que por um passe de mágica; ou melhor, pela ação de uma graça impalpável, mas real.
Um dos nossos caravanistas notou naquele povinho uma atitude pitoresca, talvez fruto de um costume tornado natural. Alguns visitantes traziam flores e as tocavam na cruz que contém a figura incrustada do venerável sacerdote, e as depositavam sobre o túmulo. Outros peregrinos colhiam e levavam consigo algumas dessas mesmas flores, que pouco antes haviam sido ali depositadas. Expressivo símbolo da comunhão dos santos, confirmando que os oferecimentos ou méritos de alguns fiéis concorrem para o benefício de outros fiéis.
Ressalto com tristeza que tal devoção popular, carregada de muitos sinais de sinceridade, vinha acompanhada da degradação e imodéstia dos trajes. Não encontrei qualquer exceção a essa verdadeira ditadura das roupas imorais, tanto nos homens quanto nas mulheres. Entre eles um casal, aparentando idades entre 25 e 30 anos, veio para rezar, mas sua imoralidade no trajar mostrava-se ainda mais agressiva. Pareciam ter acabado de sair de uma academia de ginástica, como seus trajes o denunciavam. Com tatuagens aparentes, ambos se ajoelharam e rezaram ao Servo de Deus!
Como se conciliam, na mente dessas pessoas, a piedade e os trajes próprios à imoralidade? Falta de instrução? Maldade ostensiva? Não sei dizer. Mas sou tendente a concluir que, embora o processo de destruição dos costumes cristãos tenha alcançado no Ocidente todas as vitórias em matéria de imoralidade, paradoxalmente não conseguiu apagar no comum das pessoas o sentimento religioso.
Saindo pelos fundos do “galpão-capela”, encontrei-me em um jardim com grandes cruzes brancas. Trata-se, na verdade, de um cemitério com as sepulturas de dezenas de padres e irmãos leigos jesuítas, sinal impressionante do antigo florescimento da Companhia de Jesus na região. Mas naquele jardim não encontrei qualquer túmulo de padres mais novos, falecidos recentemente. Todas as sepulturas pertencem a jesuítas nascidos até a década de 50, todos com mais de 70 anos. Tudo indica não haver ali padres jovens.
Alguém poderá argumentar que só há sepulturas de padres velhos porque é comum os velhos morrerem! Argumento lógico, sem dúvida, mas todos os cemitérios demonstram ser ele apenas parcialmente verdadeiro. Pergunto se não seria normal, no meio dos falecidos ultimamente, encontrar ao menos um padre jovem. Por exemplo, com 40 ou 50 anos de idade. Por que não os há? A resposta é simples: praticamente não existem vocações recentes. A Companhia de Jesus e todas as Ordens religiosas vão definhando, numa inexorável crise de vocações, desde o início da era pós-conciliar. Qualquer um pode ver a prova disso naquele cemitério de cruzes brancas.
Escrivaninha, paramentos, breviário, altar e até um violino que pertenceram ao Pe. Reus

Por fim dirigi-me à igreja. Na cripta do Santíssimo Sacramento, no subsolo, um memorial do Pe. Reus exibe seus objetos pessoais: escrivaninha, paramentos, breviário, altar, e até um violino. Os visitantes tinham o olhar encantado ao vê-los. Nesse pequeno museu percebe-se, a um só tempo, a vida de piedade e a obra de apostolado do Servo de Deus. A esses objetos simples, mas com muita dignidade, se opõem outros aspectos modernizados da cripta: um gélido e monótono altar-mesa circundado pelas estações da Via-sacra, cujos Personagens disformes parecem ter sofrido ainda mais após a crucifixão. Ninguém demonstrava encantar-se com elas.
De todas as carrancas com que o progressismo se manifesta no santuário, a mais escandalosa e grotesca é sem dúvida a do altar principal. Um verdadeiro monstro de metal, mistura de ficção-científica e pós-modernismo de face hedionda. Tremo e hesito ao constatar que aquela figura pretende ser uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. Pareceu-me verdadeira blasfêmia considerá-la como tal. Como conseguirá alguém, diante daquela imagem, elevar a mente ao dulcíssimo Jesus, Filho da Virgem Santíssima? Impossível! Vi-me impelido a sair depressa dali.
Em São Leopoldo, o progressismo dito católico se imiscuiu nas expressões de piedade e devoção provenientes da vida exemplar do Pe. Reus. A catolicidade verdadeira, terna e singela sobrevive ali, mas sufocada pelas patas repugnantes da pseudo-arte moderna e do neopaganismo progressista. Uma análise apressada nos faria temer que as pequenas devoções não consigam resistir ao poderio massacrante desse monstro anti-católico. Se foi essa a conclusão de uma análise apressada, devemos ter em mente o jovem Davi combatendo contra Golias. O pequeno, tido por mais débil, pode perfeitamente derrotar o atual gigante!
O venerável jesuíta escreveu, ao partir da Alemanha: “Ó Maria, Mãe minha, fazei que chegue ao Brasil são e salvo, para lucrar muitas almas para Vós e para o Sagrado Coração de Jesus!”.3 Como o Pe. Reus veio para cá com essa santa intenção, peçamos que do Céu ele interceda agora junto a Nossa Senhora para a derrota do monstro progressista, que tanto afasta as almas de Deus.
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Notas
Fonte: Revista Catolicismo, Nº 833, Maio/2020.
1.      Uma boa biografia do jesuíta foi escrita por Ferdinand Bauman, S.J.: Um Apóstolo do Coração de Jesus, Publicações Avulsas de História, UNISINOS, S. Leopoldo, 1987.
2.      O Santuário do Sagrado Coração de Jesus, sob a influência da arte modernista, foi construído entre os anos de 1958 e 1968, após a morte do Pe. Reus.
3.      Op. cit. pág. 81.

http://www.abim.inf.br/grande-embate-em-cidade-gaucha/

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terça-feira, 12 de maio de 2020

VÍRUS DO PÂNICO: Gigantesca e catastrófica operação de baldeação ideológica


6 de maio de 2020

Capa da revista Catolicismo, Nº 833, Maio/2020

A pretexto do novo coronavírus, forças ponderosas parecem visar o domínio das mentes e das nações por meio de uma ditadura do pensamento único. Isso nos faz recordar de uma experiência orwelliana rumo a uma nova (des)ordem mundial para a implantação de um governo totalitário que ditaria normas para tudo. Todos seriam obrigados a levar um estilo de vida neo-comunista e miserabilista.

Enquanto a mídia se encarrega de espalhar ad nauseam previsões apocalípticas do contágio do vírus chinês, o mundo inteiro parece contagiado pelo vírus do medo. Mas muitos já começam a desconfiar dessa mesma mídia e estranhar os despóticos decretos governamentais de confinamento; por exemplo, a ordem “fique em casa”. Alguns acatam de modo pacifico tal ordem, e voluntariamente ficam em “prisão domiciliar”. Mas outros percebem que se está manipulando a opinião pública numa experiência orwelliana.

No célebre romance “1984” (publicado em 1949 sob o pseudônimo George Orwell), o escritor Eric Blair prenuncia o advento de uma governança mundial, que mandaria em todo o mundo, perseguindo quem pensasse por si próprio ao invés de pensar de acordo com a coletividade. A tecnologia chinesa de reconhecimento facial dos cidadãos, inspirada na vigilância policial do “grande irmão” imaginado por Orwell, teria condições para espionar e controlar os passos de todos, suas emoções, o que veem na internet, o que falam e fazem, os arquivos de uso dos celulares etc.

Muitos comentam que nada no mundo será como antes da pandemia Covid-19. Certos próceres, entre os quais o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, subserviente à China comunista, repetem sem cessar a palavra de ordem: o mundo pós-coronavírus será um “novo mundo”, no qual teremos “um novo normal” numa “nova ordem”.

Estaria a opinião pública mundial passando por um processo de “baldeação ideológica” para aceitar semelhante sistema de controle planetário? Passaria ela por um teste para o estabelecimento de uma República Universal, com um só governo totalitário ditando normas para tudo e para todos? Haveria forças poderosas desejando implantar um “mundo novo”, nos moldes de um “mundo chinês”? Esse governo mundial imporia a todos um mesmo estilo coletivista de vida? O brusco confinamento das pessoas, com graves consequências econômicas e a falência de inúmeras empresas, jogará muitas regiões na extrema pobreza? Pretende-se fazer desaparecer os derradeiros restos de uma Cristandade hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e antiliberal? Seria ela substituída por uma sociedade mundial igualitária, miserabilista e tribalista?

Alguns elementos para resposta, nossos leitores os encontrarão na matéria de capa da revista Catolicismo deste mês. Nesta mesma edição, como é natural, outras matérias se relacionam com essas questões. O fechamento de igrejas, não só no Brasil mas em todo o Ocidente, é decisão com a qual concorda a maior parte das autoridades eclesiásticas, comprazendo o regime chinês, comunista e ateu. Responsável, aliás, por ferrenha perseguição à Igreja, com o fechamento de templos, destruição de cruzes e imagens sagradas.




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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

A FORÇA DO BRASIL CRISTÃO RENASCENDO NAS TORMENTAS ATUAIS


 7 de Janeiro de 2019 
“Os guardas caem por terra” – James Tissot (1836–1902). Brooklyn Museum, Nova York.

Trecho do discurso de Plinio Corrêa de Oliveira no encerramento da campanha da TFP contra a infiltração comunista na Igreja. Pronunciado no dia 12 de setembro de 1968, no auditório da Casa de Portugal, em São Paulo*


Há no Evangelho esta promessa: “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra”. Devemos entender então como bem-aventurados os que não amam a rixa, nem a briga, nem a violência, porque deles será a Terra. Será deles, pois atrairão a si o amor dos homens que realmente amam o bem. Mas será deles também porque saberão opor-se, com força invencível, a quem os queira jugular por violência ilegítima. Esta é a força cristã do católico, cuja mansidão é a de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus; e a força indomável d’Aquele que também é o Leão de Judá!

No momento em que Nosso Senhor foi preso, alguém Lhe perguntou: “És tu Jesus de Nazaré?”. E Ele respondeu: “Ego sum”. Com esta simples resposta — “Eu sou” — os inimigos foram tomados de terror e caíram com a face em terra! Esta é a majestade, a força, a dignidade dos que têm a mansidão cristã!

Nosso País é cordato, ama a mansidão, e ao longo da sua história tem fugido às lutas. Mas se algum dia formos ameaçados com a pergunta — “Aceitas a pressão que se quer fazer contra ti? És ainda o Brasil cristão?” — tenho a certeza de que a nação responderá, com uma força que ainda ninguém lhe conhece, mas que está nascendo nas tormentas do momento atual: “Ego sum!”.

E todos os agitadores, nossos adversários, serão obrigados a se prostrar e cairão por terra, porque conhecerão isto que existe entre outras coisas autênticas do Brasil novo: a decisão de progredir fiel a si mesmo, fiel à tradição cristã, fiel à família e à propriedade. Com uma força que impressionará o mundo, a nação enfrentará quem tome sua mansidão como moleza, imaginando que pressões possam trazer resultado.
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(*) Fonte: Revista Catolicismo, Nº 817, Janeiro/2019. 
Aos que desejarem ouvir a gravação deste discurso, ele se encontra no seguinte link:



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domingo, 8 de outubro de 2017

PRESENÇA DIABÓLICA NO MUNDO DE HOJE - Paulo Corrêa de Brito Filho

Presença diabólica no mundo de hoje

5 de outubro de 2017
   Paulo Corrêa de Brito Filho 

       A influência demoníaca na história humana sempre foi constante e intensa. É a tentativa satânica de levar os homens para a perdição, como ocorreu com os nossos primeiros pais nos primórdios da humanidade, quando em forma de serpente o demônio os tentou, sugerindo-lhes que se comessem o “fruto proibido” seriam “como deuses”.

         Adão e Eva caíram na tentação, cometeram o pecado original e perderam o estado de inocência. Toda a sua descendência sofreu a consequência de tal pecado, tornando-se doravante sujeita à ação do demônio, que procura levar os homens para o inferno.

         A ação diabólica apresenta-se de modo cada vez mais avassalador nos diversos setores da sociedade neopagã em que vivemos, sendo numerosas as práticas incentivadas pelos demônios para se apossarem das pessoas.

        O Pe. Luis Escobar, exorcista da Diocese de Rancágua (Chile), diz que a maioria daqueles que o procuram por se suporem vítimas de alguma ação preternatural teve contato com questões do ocultismo em algum momento da vida.

        O rock satânico é outro meio pelo qual o demônio se apodera das almas, segundo a opinião de vários exorcistas. Também a prática do aborto atrai demônios, pois estes desejam a destruição da criação, especialmente do gênero humano. Dentre as várias manifestações diabólicas de que trata o artigo, a possessão é a mais visível.

A TFP norte-americana em campanha contra missa negra no Oklahoma City Civic Center

        A par do notável avanço de atos satânicos, existem também vigorosas reações, especialmente nos Estados Unidos, onde a TFP norte-americana tem se destacado em campanhas de combate ao satanismo.

        Em face desse quadro terrível, a matéria de capa da revista Catolicismo (edição de setembro último [foto no topo]) apresenta vários exemplos de meios utilizados pelo Maligno — como o denominado “tabuleiro Ouija” — para levar as pessoas a cair nas redes do espiritismo e iniciarem-se assim em práticas ocultistas.

        Na matéria, com o título em epígrafe, o autor recomenda manter distância de superstições e coisas esotéricas, procurar os cuidados da Igreja e, sobretudo, recorrer à Santíssima Virgem, invocada como “Terror dos demônios”. Ela nos protegerá nesta época de tribulações, como ensina o Apóstolo São Paulo, “contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6, 12).

        À vista dessa aterradora questão que infesta o mundo, e com o propósito de auxiliar a todos a se livrarem de qualquer ação de tais “espíritos malignos”, recomendo a leitura dessa transcendental matéria publicada em Catolicismo. Ela encontra-se disponível no seguinte link: http://catolicismo.com.br/



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