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domingo, 28 de novembro de 2021

COMO O “METAVERSO” CRIARÁ UM INFERNO VIRTUAL NA TERRA – John Horvat II


Um mundo tão solitário, desconectado da realidade e da natureza das coisas, pode alimentar as paixões desenfreadas que odeiam toda restrição moral. Um espaço como este pode rapidamente se transformar de Alice no País das Maravilhas em um asilo de loucos.

John Horvat II

(LifeSiteNews) – O próximo passo na revolução cibernética é o chamado metaverso, uma plataforma de computação poderosa que vai além de qualquer coisa conhecida. Está sendo comercializada como sendo a próxima geração da Internet, facilitando intensas experiências individuais e abrindo novos mercados. Alguns temem que o metaverso agrave os vícios que se veem atualmente nas redes sociais. Outros o veem como uma distração altamente prejudicial, especialmente entre os jovens.

No entanto, ninguém considera as implicações morais do projeto. O metaverso prejudicará as almas. Tragicamente, as pessoas não veem razão para envolver Deus e a moralidade em uma invenção tecnológica aparentemente fora do domínio privado da religião. Pior ainda, o clero não dá sinais de reconhecer o problema. Não está nem mesmo em seu radar.

Porém, o problema está aí. O metaverso é um ataque metafísico à cosmovisão da Igreja. Ele oblitera a natureza de um universo criado por Deus e tornará possíveis atos imorais que ofenderão gravemente o Criador.

Um processo de imaginação e destruição

metaverso deve ser entendido no contexto de um processo de esforço contínuo da modernidade para colocar a humanidade, e não Deus, no centro de todas as coisas.

Na verdade, é uma obsessão da modernidade imaginar novos mundos sem Deus. O Iluminismo introduziu maneiras de levar a realidade ao limite, desenvolvendo novas tecnologias, filosofias e estilos de vida.

Os tempos modernos deram início à glorificação do indivíduo. A sociedade se tornou uma coleção de pessoas, uma “pilha de areia de indivíduos”, segundo Hobbes, cada qual guiado pelo seu próprio interesse e mantido em ordem por um forte estado de direito encontrado em seu Leviatã.

Assim, o individualismo moderno tendeu a destruir as estruturas externas – tradição, costume ou comunidade – que incomodavam o interesse próprio. Destruiu muitos mecanismos morais que facilitavam a prática da virtude em comum. Criou uma ordem acelerada em que o homem se tornou o centro de tudo e a religião foi relegada a um assunto privado.

A pós-modernidade destrói a sociedade

A ordem da modernidade foi destruída pela pós-modernidade da década de 1960, que propôs liberar a imaginação e remover todas as restrições morais. O pós-modernismo levou o individualismo ao extremo por meio do uso de novas tecnologias, filosofias e estilos de vida. A sociedade virou de cabeça para baixo com as drogas psicodélicas, a música rock e a revolução sexual.

Pela mesma lógica em que a modernidade idolatrava o interesse próprio, o individualista pós-moderno torna o “direito” à autogratificação o único direito absoluto – mesmo quando tal comportamento é autodestrutivo. O individualista pós-moderno busca destruir aquelas estruturas internas – a lógica, a identidade ou a unidade – que impedem a gratificação instantânea. As narrativas “desconstruídas” da pós-modernidade isolaram os indivíduos ainda mais e os levaram a criar suas próprias realidades fora de Deus e de Sua moralidade.

No entanto, a modernidade e a pós-modernidade ainda estavam ancoradas de alguma forma em uma realidade externa da qual as pessoas não podiam escapar totalmente. Havia limitações físicas e ontológicas que mantinham a imaginação sob controle. Um homem poderia identificar-se como algo que ele não era, mas aquele desejo não alterava a realidade. Além do mais, seus sonhos não se tornavam óbvios para todos ao seu redor.

Entrando em uma nova fase de percepção da realidade

A introdução do metaverso está alterando essa dificuldade de mudar a realidade. Ela faz parte do que muitos futuristas chamam de Quarta Revolução Industrial.

Seguindo a trilha da modernidade e da pós-modernidade, o próximo passo no processo é a autoimaginação fora da realidade. Os obstáculos que se interpõem a isso são a maneira atual de perceber a natureza, a existência e o ser.

A próxima onda de inovação e tecnologia permitirá aos indivíduos mergulhar em um mundo de sua própria criação. As pessoas tornar-se-ão avatares, ou seja, ciberrepresentações de homens, mulheres, animais ou coisas que “vivem” na ciberesfera. Serão capazes de estar onde quiserem – seja na lua, no topo de edifícios ou “em um campo de unicórnios”. Esta plataforma pode ser habitada por extraterrestres, anjos, demônios ou qualquer coisa que siga as fantasias envolvidas.

As pessoas farão coisas sobre-humanas em que seus atos aparentemente não terão consequências. Embora isso não vá mudar o que existe, cria a poderosa mentira de que a imaginação de uma pessoa é mais real do que a realidade.

Essa enorme plataforma virtual é muito mais do que uma extensão da Internet, que permite às pessoas acessar a rede mundial de computadores. Esta fase irá “incorporar a Internet, colocando as pessoas bem no meio dela”. Neste novo mundo, reina a imaginação.

Não se trata de ficção científica

Este projeto não é ficção científica. Ele é discutido em veículos da mídia do establishment, tal como The Wall Street Journal. Todas as empresas de mídia social estão colocando suas peças no lugar. Mark Zuckerberg acaba de mudar o nome de Facebook para Meta. Para construir este novo mundo, ele investirá US $ 10 bilhões e contratará 10.000 novos funcionários.

“O metaverso será a maior revolução em plataformas de computação que o mundo já viu – maior do que a revolução da mobilidade, maior do que a revolução da web”, disse Marc Whitten, da Unity Software, em artigo de fundo do Wall Street Journal.

Ele propõe um universo paralelo tridimensional de realidade virtual e aumentada, em que avatares digitais se reunirão em números ilimitados. As pessoas serão equipadas com óculos especiais e até mesmo equipamentos táteis avançados que lhes permitirão sentir e tocar coisas remotas em tempo real. Elas poderão misturar o mundo real com o imaginário.

Daren Tsui, executivo-chefe da Together Labs Inc., declara: “A experiência do avatar parecerá tão real que você dificilmente conseguirá distinguir entre uma reunião virtual e uma reunião física. E a experiência virtual será melhor.”

Criando um mundo de ilusão sem consequências

Existem três problemas principais com o metaverso.

O primeiro é que encoraja as pessoas a se desligarem da realidade, criando um mundo delirante, sem consequências ou significado. As pessoas são livres para desafiar a natureza fazendo coisas impossíveis, como caminhar na lua ou assistir a um jogo de beisebol da posição do arremessador. As coisas mais absurdas se tornam possíveis dentro de um mundo imaginário desvinculado da realidade.

As pessoas não estarão mais presas ao tempo e poderão viajar no que imaginam ser passado ou futuro. Até a morte é superada com avatares e algoritmos que conspiram para trazer de volta pessoas que aparentam ser parentes falecidos ou figuras históricas com as quais se poderá conversar e interagir.

As pessoas serão livres para fazer coisas a outros (que podem ou não existir), e até mesmo cortar seus braços sem consequências. No metaverso, toda fantasia, mesmo a mais macabra, poderá se tornar realidade. Assim, ele abrirá espaços obscuros e sinistros que facilitarão atos pecaminosos ou suas simulações.

Um mundo tão solitário, desconectado da realidade e da natureza das coisas, poderá alimentar paixões desenfreadas que odeiam toda restrição moral. Tal espaço poderá se transformar rapidamente de Alice no País das Maravilhas em um asilo de loucos. A intemperança frenética da Internet e das mídias sociais atuais já está causando problemas psicológicos e sociais. Quão mais exponencial será a capacidade do metaverso de afogar as pessoas em frenesis e depressões?

Destruição da identidade

A segunda razão para nos preocuparmos com o metaverso é o fato de igualar identidade com escolha. O paradigma pós-moderno já permite que uma pessoa se identifique como outra coisa. No entanto, essa identificação existe apenas na mente da pessoa iludida. O público, de modo geral, consegue perceber a ilusão.

No entanto, o metaverso muda essa percepção. A pessoa se torna o modelo perfeito daquilo que deseja e não pode ser. Ela não precisa ser uma pessoa, mas pode ser um animal, planta ou coisa. Neste mundo de fantasia, a pessoa não precisa ser um único ser, mas pode ser uma cacofonia de seres sem unidade.

metaverso torna possível esta mentira de identificar o próprio ser com a liberdade. O filósofo existencialista Jean-Paul Sartre escreveu que “o homem é liberdade”, o que torna as pessoas essencialmente ilimitadas. Sartre disse, em seu livro O Ser e o Nada: “A liberdade nada mais é do que uma escolha que cria para si suas próprias possibilidades”.

metaverso é a realização dessa ideia distorcida de liberdade que se revolta contra as limitações contingentes da natureza humana. Ele busca transformar os indivíduos nos deuses de suas fantasias.

Demolição da metafísica

Porém, o aspecto mais perigoso do metaverso é a demolição da visão metafísica da vida, que conduz a alma ao Criador.

Todo mundo, inclusive as crianças, se envolvem com a metafísica. A natureza humana, especialmente a alma, exige uma compreensão racional de si mesma e do universo. Assim, uma definição clássica diz que a metafísica é uma investigação filosófica dos princípios e causas finais. Ao se engajar na metafísica, os indivíduos buscam a natureza das coisas que existem e as encaixam em uma visão coerente.

Uma verdadeira visão das coisas torna dolorosamente clara a natureza finita e contingente de cada ser humano. No entanto, ao compreender os desígnios da Criação, as pessoas veem que o objetivo da existência transcende as limitações físicas e sociais. Elas procuram seguir este caminho refletido pela natureza rumo ao Criador. Esse processo confere significado e propósito à vida, à medida que as almas se esforçam para atingir seu objetivo final, que se encontra em Deus.

A revolução transumana

As filosofias que informam o metaverso são contrárias a essa visão metafísica clássica. Não há tentativa de compreender a natureza das coisas, mas apenas a experiência ilimitada de eventos aleatórios. Essa noção “transumana” do mundo entende a humanidade como um processo em constante evolução. Klaus Schwab, o engenheiro do Great Reset, descreve esta próxima fase como a “fusão dos mundos digital, biológico e físico”.

A ideia do metaverso é coerente com a visão de Yuval Noah Harari, autor best-seller do New York Times que escreve frequentemente sobre esses assuntos. Ele vislumbra abertamente um futuro sem alma, livre arbítrio, e um ‘eu’ unificado ou Deus. O seu é um mundo algorítmico de experiências aleatórias onde a pessoa é o que quer que venha a ser. Ele afirma que não existem religiões, mas apenas ficções poderosas como o metaverso, onde as pessoas “criarão mundos virtuais inteiros, completos com infernos e céus”.

Harari não está sozinho em acreditar neste futuro assustador. Ele fala por toda uma ala progressista de cientistas, empresários e acadêmicos do Big Data e do Vale do Silício, todos empenhados na tarefa de mudar a natureza e a realidade humana por meio de artifícios como o metaverso. Eles não fazem segredo de sua rejeição da Criação de Deus e da ordem moral.

Rejeitar o metaverso: uma necessidade

Em face do metaverso que se aproxima, essas preocupações são urgentes. Nem todas as suas aplicações conterão uma dose completa de tais planos destrutivos para a humanidade. No entanto, sua direção geral já leva a um admirável mundo novo sem Deus. Tais conclusões não vêm de teorias conspiratórias, mas dos próprios promotores do metaverso, que as revelam abertamente.

Assim, o metaverso deve ser rejeitado porque sua cosmovisão é contrária à da Igreja. É aflitivo que algo tão grande possa aparecer no horizonte e os pastores das almas tenham tão pouco a dizer sobre o assunto. Na sociedade atual sem Deus, a apostasia da prática da Fé é causada muito mais por tais invenções tecnológicas do que por disputas teológicas abstratas.

Igualmente aflitivo é o fato de as pessoas não desejarem ver aonde tudo isso vai levar. A história mostra que, quando a gente dá rédea solta às paixões, acaba no desespero niilista. A experiência esmagadoramente intemperante do prazer do metaverso acabará exigindo as sensações ainda mais intensas da dor existencialista. Assim, o processo de decadência da modernidade seguirá seu curso completo: do autointeresse à autogratificação, à autoimaginação e à autoaniquilação.

Na verdade, um mundo dominado por delírios, pelo absurdo e pela negação do ser, em que o significado (da vida humana) e seu fim são obliterados e governados por uma bizarra fantasia, deve mudar de nome. Os visionários laicos do metaverso estão projetando na Terra, isto sim, um inferno virtual.

https://www.abim.inf.br/como-o-metaverso-criara-um-inferno-virtual-na-terra/

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terça-feira, 6 de julho de 2021

QUEM SUBSISTIRÁ AO DIA DA IRA? - Padre David Francisquini


Quem Subsistirá Ao Dia da Ira?

 Padre David Francisquini*


Tratei recentemente da escalada de corrupção moral envolvendo crianças, tendo prometido voltar ao assunto, tamanha a sua gravidade. Infelizmente, se na estrutura familiar ainda perduram alguns valores morais, estes não remontam aos princípios, mas a meros atavismos, muito mais fáceis de serem tragados pela maré montante da Revolução gnóstica e igualitária.

Tornou-se rotina, por exemplo, pessoas provenientes de casamentos desfeitos realizarem uma ou mais uniões, agravando ainda mais a precariedade da estrutura que muitos ainda teimam em chamar de “familiar”, na medida em que trazem filhos de uma união para conviver com outros que não são seus genitores ou irmãos.

Como não perceber que esse arranjo dito familiar resulta da falta de princípios e de convicções religiosas que constituíam até um tempo não muito remoto a salvaguarda do casamento, mas igualmente da instituição da família? 

A união entre um homem e uma mulher que desejassem constituir família se dava num Cartório de Registro Civil (não havia ainda a lei do divórcio), mas era, sobretudo, sacramentado no Altar, onde os nubentes juravam diante de Deus fidelidade mútua — até que a morte os separasse — e a educação da prole. 

O casamento indissolúvel, consubstanciado num Sacramento da Santa Igreja, redunda no bem dos cônjuges, dos filhos e da sociedade. Foi ensinado nos santos evangelhos com validade para todos os tempos e lugares, não devendo o homem separar aquilo que Deus uniu.  Este é um arcabouço sólido para se edificar a união entre o homem e a mulher.

No entanto, na medida em que a Revolução anticristã prossegue seu processo multissecular para implantar todo um estado de coisas avesso à ordem — que é a paz de Cristo no Reino de Cristo —, ela vai derrubando os obstáculos com os quais se depara, sendo o principal deles a família, um dos pilares da civilização cristã.

Aqui no Brasil, a ministra Damares Alves vem denunciando reiteradas vezes o tráfico de crianças para os piores fins, inclusive para serem abusadas sexualmente, com todas as sequelas que tais aberrações acarretam.

Se Deus julga e sentencia quem escandaliza e desvia uma criança que para ele seria melhor uma mó ao pescoço e ser lançado nas profundezas do mar, qual é a ameaça que pesa sobre os articuladores que se utilizam das crianças como instrumentos de seus planos para eliminar a ideia de Deus da face da Terra?

Outro reflexo dos dias tenebrosos em que vivemos é o Projeto de Lei, 3.369/2015, do comunista Orlando Silva (PCdoB), conhecido como Estatuto das Famílias do Século XXI, que na opinião de publicações e pessoas autorizadas visa à legalização do incesto e da união entre duas ou mais pessoas.

Como sacerdote de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu tenho o dever de ensinar os fiéis a cuidar de suas almas e a se santificar pela frequência habitual dos sacramentos. O ensinamento de hoje é apontar nas Escrituras Sagradas algumas passagens sobre a ira de Deus e os castigos infligidos por Ele àqueles que violam a sua santa Lei.

Deus fala em deixar a cidade em ruínas, desolada e arrasados os seus santuários, sem ofertas nem sacrifícios, a ponto de deixar as pessoas perplexas quando os inimigos ocuparem seus países e habitações, como aconteceu nas nações dominadas pelos regimes ditatoriais e ateus.

O Senhor fala em propagar entre as nações a espada, a desolação e a ruína de suas cidades. Recairá sobre elas o castigo de repente, como a águia se atira sobre a presa, porque rejeitaram obedecer aos decretos de sua santa Lei:

“Porque é chegado o grande dia de sua ira, e quem subsistirá?” (Ap. 6, 17).

“Da sua boca saía uma espada afiada para com ela ferir as nações; ele as regerá com uma vara de ferro, e ele é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-poderoso” (Ap. 19, 15).

“Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que vos ameaça? Fazei, portanto, frutos dignos de penitência […] porque o machado já está posto à raiz das árvores. Toda árvore que não dá bom fruto, será cortada e lançada ao fogo” (Lc 3. 7 e ss.).

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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

https://www.abim.inf.br/quem-subsistira-ao-dia-da-ira/

 

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

2 + 2 = X? - Paulo Roberto Campos

1 de julho de 2020

Paulo Roberto Campos

Está em voga certa pedagogia moderna, segundo a qual não se deve mais, como antigamente, corrigir — e muito menos reprimir — os erros cometidos pelos alunos, pois “poderia provocar traumas”.

Resultado dessa enganosa pedagogia: alunos de diferentes etapas do ensino fundamental são considerados “analfabetos funcionais”. Eles não entendem o texto que lêem, não sabem sequer interpretar uma única frase — entendem palavras soltas, mas não a expressão completa. Não sabem sequer as operações fundamentais de matemática.

Comento isso porque ontem recebi de um amigo carioca um vídeo que, de modo bem didático e cômico, ironiza a situação em que fica o aluno “protegido” por pessoas (às vezes até pelos pais…) que defendem a tese de que não há uma só verdade, mas verdades diferentes (sic!), “verdades alternativas”…, como a de que 2 + 2 são 22 (ou qualquer outro resultado).

E o professor que não aceita o resultado relativista e corrige os erros dos alunos poderá ser acusado de “politicamente incorreto”, extremista, fascista, por querer lhes impor “sua particular visão de mundo”. E sob acusação de “doutrinar e radicalizar os alunos”, o professor “nazista” poderá ser demitido do colégio.

Esse caso entre professor/aluno é apenas um exemplo. Tal relativismo se estende a todos os campos, como o da moral. Hoje, assim como se ensina que a verdade não é única, leciona-se que não há uma única moral, que se pode ir mudando a moral ao longo dos tempos. Entretanto, não acreditar que a moral é imutável é aceitar que a verdade é mutável, ou seja, mentira. E não passa de um ignorante troglodita aquele que nela crê. Daí a consequência: a perseguição aos “intolerantes” que ensinam logicamente que o resultado de 2 + 2 só pode ser 4.

Será que o tal do tão badalado “novo normal” dentro de uma “Nova Ordem Mundial” — da qual tanto se fala a propósito da atual pandemia — é aceitar como normal a ilogicidade, o absurdo e até aberrações?

A continuar assim, aonde vamos parar? Certamente, se não reagirmos, no tribalismo indígena, por meio de uma verdadeira Revolução Cultural, infelizmente já em curso.
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Postscriptum: Vale muito a pena assistir ao criativo vídeo que segue — a resposta final da professora é, além de divertida, brilhante!





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terça-feira, 12 de maio de 2020

VÍRUS DO PÂNICO: Gigantesca e catastrófica operação de baldeação ideológica


6 de maio de 2020

Capa da revista Catolicismo, Nº 833, Maio/2020

A pretexto do novo coronavírus, forças ponderosas parecem visar o domínio das mentes e das nações por meio de uma ditadura do pensamento único. Isso nos faz recordar de uma experiência orwelliana rumo a uma nova (des)ordem mundial para a implantação de um governo totalitário que ditaria normas para tudo. Todos seriam obrigados a levar um estilo de vida neo-comunista e miserabilista.

Enquanto a mídia se encarrega de espalhar ad nauseam previsões apocalípticas do contágio do vírus chinês, o mundo inteiro parece contagiado pelo vírus do medo. Mas muitos já começam a desconfiar dessa mesma mídia e estranhar os despóticos decretos governamentais de confinamento; por exemplo, a ordem “fique em casa”. Alguns acatam de modo pacifico tal ordem, e voluntariamente ficam em “prisão domiciliar”. Mas outros percebem que se está manipulando a opinião pública numa experiência orwelliana.

No célebre romance “1984” (publicado em 1949 sob o pseudônimo George Orwell), o escritor Eric Blair prenuncia o advento de uma governança mundial, que mandaria em todo o mundo, perseguindo quem pensasse por si próprio ao invés de pensar de acordo com a coletividade. A tecnologia chinesa de reconhecimento facial dos cidadãos, inspirada na vigilância policial do “grande irmão” imaginado por Orwell, teria condições para espionar e controlar os passos de todos, suas emoções, o que veem na internet, o que falam e fazem, os arquivos de uso dos celulares etc.

Muitos comentam que nada no mundo será como antes da pandemia Covid-19. Certos próceres, entre os quais o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, subserviente à China comunista, repetem sem cessar a palavra de ordem: o mundo pós-coronavírus será um “novo mundo”, no qual teremos “um novo normal” numa “nova ordem”.

Estaria a opinião pública mundial passando por um processo de “baldeação ideológica” para aceitar semelhante sistema de controle planetário? Passaria ela por um teste para o estabelecimento de uma República Universal, com um só governo totalitário ditando normas para tudo e para todos? Haveria forças poderosas desejando implantar um “mundo novo”, nos moldes de um “mundo chinês”? Esse governo mundial imporia a todos um mesmo estilo coletivista de vida? O brusco confinamento das pessoas, com graves consequências econômicas e a falência de inúmeras empresas, jogará muitas regiões na extrema pobreza? Pretende-se fazer desaparecer os derradeiros restos de uma Cristandade hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e antiliberal? Seria ela substituída por uma sociedade mundial igualitária, miserabilista e tribalista?

Alguns elementos para resposta, nossos leitores os encontrarão na matéria de capa da revista Catolicismo deste mês. Nesta mesma edição, como é natural, outras matérias se relacionam com essas questões. O fechamento de igrejas, não só no Brasil mas em todo o Ocidente, é decisão com a qual concorda a maior parte das autoridades eclesiásticas, comprazendo o regime chinês, comunista e ateu. Responsável, aliás, por ferrenha perseguição à Igreja, com o fechamento de templos, destruição de cruzes e imagens sagradas.




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terça-feira, 14 de abril de 2020

A GRIPE, A CHINA, A REVOLUÇÃO CULTURAL E FÁTIMA


14 de abril de 2020
 Lidador

Tanto a perspectiva histórica como a análise rigorosa dos fatos favorecem uma lúcida e objetiva percepção da realidade presente e futura. Por isso, dizia o nosso grande Padre António Vieira: “Se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado, segue-se que no passado e no futuro se vê o presente, porque o presente é futuro do passado, e o mesmo presente é o passado do futuro”.[1]

Há cerca de três décadas, ruiu o muro de Berlim [foto] e desmoronou-se, com estrondo e vergonha, o mundo soviético, ponta de lança do imperialismo comunista, o qual propugnava a implantação de Estados totalitários no mundo inteiro, os quais, por sua vez, haveriam de conduzir a humanidade a uma “igualdade” absoluta entre todos os homens e a uma radical “liberdade”. O igualitarismo radical e anárquico era a sua meta última. Não se pense, porém, que tal meta foi, depois disso, abandonada. A queda do muro não foi, ao contrário do que muitos disseram, o canto de cisne do comunismo. Persistiram sob o mesmo jugo totalitário a Coreia do Norte, o Vietnã, Cuba, a China Maoista, a Venezuela e muitos outros países, sobretudo na África…

Vinte anos antes da queda do comunismo soviético, já fora anunciada, para quem quisesse ver, uma das metamorfoses que deveria sofrer o coletivismo. Foi em Paris que se deu este anúncio, em Maio de 68. A Revolução Cultural então propugnada visava transformar radicalmente as mentalidades, constituindo um novo capítulo da guerra psicológica revolucionária. Tratava-se de uma guerra de conquista psicológica total, visando o homem na sua integridade.

Uma das modalidades dessa guerra psicológica pós-Sorbonne, que numerosos autores socialistas[2] e comunistas passaram a reconhecer como indispensável para escapar ao pântano em que se afundara o comunismo, que acabara por revelar toda a sua hedionda fisionomia sanguinária, entre “gulags”, deportações em massa, genocídios e campos de trabalhos forçados, seria uma silenciosa e sorrateira transformação operada agora na vida quotidiana dos países “capitalistas”; nos seus costumes, mentalidades, modos de ser, de sentir, de viver… Tal transformação prepararia, então, as mudanças socioeconômicas destinadas a submeter totalmente as consciências ao todo-poderoso Estado totalitário.

Esta fase revolucionária, então desencadeada, é, na verdade, uma subtil guerra psicológica e tendencial que pretende tornar possível a tão almejada utopia igualitária e libertária. Sem estas mudanças, as vitórias revolucionárias no campo político-ideológico tornar-se-iam necessariamente efêmeras, pois a reações inevitavelmente suscitadas pela implantação do totalitarismo coletivista serão sempre um empecilho para o avanço do projeto.[3]

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Ora, aconteceu precisamente que, ao longo dos últimos trinta anos, se difundiu pelo mundo um grande movimento de resistência à dita agenda única, que se tornara a principal promotora do aborto, da eutanásia, da união e adoção homossexual, da ideologia de gênero, do ecologismo, do animalismo, etc.. Países com grande importância na geopolítica mundial viram a sua opinião pública despertar da letargia em que caíra e eleger políticos que se apresentavam, de algum modo, como opositores da dita agenda. Nesse sentido, pode-se afirmar que a revolução perdeu terreno.

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Enquanto tudo isto acontecia, o gigante chinês, alentado pelas faraônicas concessões ocidentais, a partir da visita de Nixon à China, em 1972[4], pelos suicidas acordos de Xangai,[5] e por uma parcial liberalização interna da iniciativa privada — sob a forma de verdadeiro “capitalismo selvagem” — e sem nada abandonar do seu comunismo totalitário e ferreamente despótico, começou a tomar posição claramente dominante no panorama internacional,[6] com o objetivo — nas palavras de Xi Jinping —, de “recuperar todo o poder da China imperial». As nações ocidentais «estúpidas e decadentes” passaram a colaborar entusiasticamente para fortalecer ao máximo a potência amarela.[7] Esta, de seu lado, dedicou-se, entretanto, a incrementar o seu potencial bélico, sempre servido pelo portentoso aparato de um partido com os seus alegados 90 milhões de membros, e avançou em todo o mundo para a aquisição de incontáveis bancos, empresas, sociedades comerciais, tecnologia de ponta, matérias-primas e bens de toda a espécie. Começaram a instalar bases militares, no estratégico porto de Djibuti (Mar Vermelho), no sul da Argentina, no norte do Afeganistão, em numerosas ilhas e atóis do Índico e do Pacífico, além de diversos pontos da chamada “Rota da Seda”. Também passaram a controlar pontos estratégicos do planeta, em troca de infra-estruturas que os países necessitavam, mas não conseguiam pagar. É o caso do porto mais importante do Sri Lanka, da linha de caminho-de-ferro de Benguela, em Angola, de diversas obras em Moçambique, do porto do Pireu na Grécia ou do aeroporto de Toulouse, em França. Dez por cento dos portos europeus passaram, deste modo, para controle chinês.
Um povo disciplinado ferreamente pela estatolatria, e acolhido benevolamente pela OMC, despejou pelo mundo inteiro os seus produtos — muitíssimos deles contrafeitos e a preços irrecusáveis — assim competindo de forma arrasadora na economia de mercado. Competição muitas vezes desleal, dado o baixíssimo custo da sua mão-de-obra, que não se vê como qualificar senão como “escrava”.
Assim, pois, o mínimo que se poderia esperar de tal potência — dotada agora de um incrível poderio militar — é que procurasse a expansão da sua influência e da sua ideologia numa colossal manobra geopolítica.

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Em Sevilha, a Ponte de Triana totalmente abarrotada numa das procissões de Semana Santa de 2019. Na imagem inferior, foto do mesmo lugar no recente Domingo de Ramos.

Ora, precisamente neste ano de 2020, encontramos de súbito, como num imprevisto passe de mágica, o modus vivendi chinês implantado em quase todo o Ocidente. Com efeito, desde que se disseminou a nova e perigosa gripe que teve origem naquele país, as populações viram-se, de repente, confinadas em casa, sem liberdade de ir e vir, e numa total dependência da vontade do Estado. As próprias igrejas foram fechadas e os fiéis privados dos sacramentos, até mesmo os moribundos. Justamente durante a Quaresma, a Semana Santa e a Páscoa, cujas cerimônias litúrgicas foram banidas das igrejas…[8]

Tal como na China, as liberdades em geral tornaram-se absolutamente restritas e controladas pelo poder central. Esta crise, empolada ad nauseam pelos media,[9] desencadeará inevitavelmente uma gravíssima crise econômica em todo o Ocidente, já confirmada pelos mais abalizados economistas, que levará os povos ocidentais a dependerem ainda mais dos respectivos Estados, e, sobretudo, de uma China, súbita e surpreendentemente curada da gripe, e que aparece, de repente, a controlar toda a economia global de um mundo sem fronteiras.

Curiosamente, em todo o mundo ocidental, os partidos da esquerda, de centro-esquerda e ecologistas parecem perceber que tudo isto leva justamente aonde eles queriam. O Courrier internacional, corifeu da esquerda internacional, suplemento do Le Monde, que em Portugal é uma revista mensal, tem afirmado reiteradamente, que só o pânico poderá alterar a forma de viver dos consumistas.[10] Numa das suas capas chegou a perguntar solenemente se não terá chegado o momento de impor ao mundo a agenda climática.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, com Xi Jinping

O securitarismo hodierno pretende a todo o custo ver na OMS um oráculo da verdade. O seu diretor-geral declarou, há algumas semanas, que a presente gripe constituía uma pandemia. As tubas da mídia continuam a dar repetido eco às suas palavras de tons apocalípticos. Convém não esquecer, contudo, que este senhor é um marxista militante, que foi ministro da saúde da Etiópia, envolvido em diversas controvérsias no seu país, como a de ter encoberto epidemias de cólera e de estar acusado de graves escândalos de corrupção fiscal. Outro pormenor inquietante: o governo comunista chinês não deixou de manifestar especial regozijo quando da sua nomeação como diretor-geral da OMS.

Por outro lado, convém não deixar de sublinhar que a Covid 19, embora provoque elevada mortalidade, não se aproxima, nem de longe, dos números de outras epidemias, como foi o caso da tuberculose e da gripe espanhola ou pneumônica. Esta matou 50 milhões de pessoas e infectou mais de um terço da população mundial, nos anos de 1918 e 1919,[11] causando mais mortes do que a 1ª Guerra Mundial. Por sua vez, a gripe H1N1 matou entre 200 e 400 mil pessoas segundo diversas estimativas, só no ano de 2009.[12] Na última década, houve um aumento dramático do número de variantes graves do vírus influenza, que entra na população humana a partir de reservatórios animais.

Convém referir ainda que a gripe do Covid-19 atinge de modo especialmente letal ou perigoso aqueles que já estão fragilizados por diversos outros motivos e, embora ainda não exista uma vacina, a esmagadora maioria dos infectados — mais de 80% [13] — recupera-se naturalmente pela reação dos seus próprios anticorpos, ou por medicamentos já disponíveis para doenças afins, mas altamente eficazes contra o coronavírus.[14]

No entanto, o diktat da imprensa e de muitos governantes, contrariando a opinião de abalizados cientistas, é de que se torna indispensável impor uma drástica quarentena, confinamento em casa e cordões sanitários em torno das cidades, obrigando ao encerramento da maior parte das empresas. Tal paralisação, que muitos especialistas qualificam como contraproducente do ponto de vista epidemiológico,[15] produzirá inevitavelmente consequências econômicas catastróficas, com as suas sequelas de desemprego, fome, desordens sociais e até guerras. Ao mesmo tempo, de cá e de lá, vão surgindo melífluas vozes de sereia a anunciar o advento de uma radical mudança de paradigma social e econômico no mundo inteiro, rumo a uma sociedade claramente miserabilista. Outros vão dizendo que o mundo jamais será o mesmo e que teremos de alterar radicalmente, nesse mesmo sentido, os nossos hábitos.

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Imagem de Na. Sra. de Fátima (ladeada por Francisco e Jacinta) da Basílica da Estrela, Lisboa [Foto PRC]

Neste ponto, seria oportuno regressarmos a uma perspectiva histórica, olhando para o início do século XX, quando outra gripe, chamada espanhola ou pneumônica, de fato causou uma verdadeira hecatombe. Duas das suas vítimas foram precisamente os pequeninos pastores a quem Nossa Senhora aparecera: Francisco e Jacinta Marto.

Num lugar perdido da Serra d’Aire, um acontecimento histórico acabara de colocar Portugal novamente no centro da História, no ano de 1917. Foram as aparições de Nossa Senhora em Fátima, exatamente quando rebentava na Rússia a revolução bolchevique. O milagre do Sol, as previsões sobre as guerras mundiais, sobre a expansão dos erros do comunismo e futura conversão da Rússia marcaram uma impressionante manifestação da misericórdia divina. A Mãe de Deus viera pedir uma verdadeira conversão dos povos, num grande movimento de oração e penitência, que afastasse para longe as calamidades da guerra, das revoluções e da fome, — embora se dirigisse a três crianças de um lugarejo perdido, que nem sequer sabiam o que a palavra Rússia significava.

Sempre foi doutrina da Igreja que a peste, a fome e a guerra[16] (Jer 29, 17) são castigos de Deus, provocados pela infidelidade dos homens ao seu Criador. “As guerras não são senão castigos pelos pecados dos homens” dizia a pequena Jacinta, hoje elevada às honras dos altares.

Esta é outra chave para analisar os acontecimentos dos nossos dias: a chave sobrenatural. O grande ausente das tubas da mídia, das considerações da maioria dos governantes, e até, infelizmente, dos próprios homens da Igreja, é Deus nosso Senhor. O homem moderno, cada vez mais descrente, despreza qualquer consideração que ultrapasse a linha do puramente horizontal, natural, prosaico e terreno. As análises dos números, referentes à saúde pública, à economia, à geopolítica, à educação, etc., omitem como despiciendas quaisquer referências ao Criador dos Céus e da Terra.

As Igrejas foram fechadas. Os sacramentos quase completamente negados, até mesmo aos infelizes moribundos, o Santo Sacrifício da Missa, com a presença real de Deus em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, é recusado aos fiéis, que parecem ter voltado aos tempos das catacumbas.[17]

Seja como for, a vitória sobre os erros que a Rússia espalhou pelo mundo, anunciada em Fátima pela Mãe de Deus, virá. O triunfo do Imaculado Coração de Maria é certíssimo!

Porém, tal não significa que antes de isso acontecer a Humanidade não tenha de ser purificada através de tremendas provações. A peste, que talvez produza a fome e quiçá a guerra, sempre foi, repito, considerada pela doutrina tradicional da Igreja como castigo merecido pelos pecados dos homens.

“Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!” Esta foi a grande promessa de Nossa Senhora em Fátima.

Este triunfo virá após um castigo, que se tornou merecido pela apostasia generalizada, tanto dos governantes, temporais e espirituais, como dos povos que aceitaram sem indignação, viver num mundo em que a Lei de Deus é conculcada por uma legislação que permite a eliminação diária de incontáveis criaturas inocentes através do crime do aborto — mais do que as vítimas do coronavírus! (Por ano, realizam-se só em Portugal cerca de 15.000 abortos!!!); legislação que também escancarou as portas ao divórcio, à eutanásia, ao chamado casamento homossexual e às piores perversões, desde a pornografia e a profanação da inocência das crianças, até às práticas mais contrárias aos direitos de Deus e aos princípios da Civilização Cristã.


[1] “Citações e Pensamentos de Padre António Vieira” (2ª edição), 650 Citações, 170 Textos, 256 Páginas, Casa das Letras, Lisboa 2010.
[2]Entre eles destacaram-se autores franceses, como Alain Touraine, Pierre Fougueirollas, Pierre Rosanvallon, Laurent Joffrin, o austríaco-francês André Gorz e o teórico socialista espanhol Ignacio Sotelo.
[3]Diz, neste sentido, o socialista francês Pierre Fougueirollas: «Os jovens aspiram a novas relações interpessoais entre pais e filhos, entre professores e alunos, enfim, entre os próprios jovens, a partir de uma sexualidade expansiva.A revolução psicosexual que se gera actualmete na juventude, constitui uma força decisiva para alcançar a revolução total» (Marx, Freud e a Revolução total,pp. 336-367). Por sua vez, Marcuse diz: «Podemos falar indiscutivelmente de revolução cultural, posto que o protesto se dirige contra todo o stablishment cultural, incluindo a moral da sociedade existente (A sociedade carnívora).
[4]Comentando o “calamitoso” acordo de Xangai, para promover a “colaboração” em matérias como a ciência, a tecnologia, a cultura, o desporto e o jornalismo, dizia em 1972, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: «dada a candura liberal dos norte-americanos e a astúcia comunista dos chineses, tal tratado dará um resultado altamente conveniente para os comunistas. Estes entrarão em tais relações com o único objectivo de aproveitar todas as ocasiões para fazer aceitar a sua ideologia pela outra parte (…). Noutros termos, as relações sino-americanas irão desenvolver-se numa base da qual os chinos saberão tirar partido, e os americanos não».
E concluía o saudoso pensador brasileiro: «Yalta foi uma calamidade maior do que Munique. Foi Munique multiplicada por Munique. A Declaração de Xangai, é uma Yalta multiplicada por Yalta.— Onde nos levará ela?» (Folha de S. Paulo, 12 de Março de 1972).
[5]Na capital amarela, Nixon encontrou uma camarilha política ambiciosa e decidida a levar a cabo de forma inexorável a expansão do comunismo, conhecendo todas as fraquezas do parceiro americano e disposto a explorá-las a fundo, trocando concessões palpáveis por promessas vagas. Foi muito semelhante o que aconteceu nos acordos de Munique de 1939. A França e a Inglaterra, fizeram ao eixo Roma-Berlim as maiores concessões. Em troca, pediam a Hitler vagas promessas de paz. Assinado o tratado, Chamberlain e Daladier receberam nas respectivas capitais, ovações apoteóticas de populações que só pensavam em gozar pacatamente a vidinha quotidiana. Churchill exclamou, então, com perspicácia: “Tínheis a escolher entre a vergonha e a guerra: preferistes a vergonha e tereis a guerra”.
[6]Entretanto, milhões de católicos chineses, que resistiram heroicamente ao regime comunista, continuam a ser ferreamente perseguidos. Em 2014, por exemplo, uma campanha contra alegados edifícios “ilegais” na província de Zhejiang levou à demolição de mais de duas mil construções cristãs e de 600 cruzes.
[7]«Para vencer, necessitaremos de um elemento de surpresa. A burguesia deverá ser adormecida. Começaremos por lançar o mais espectacular movimento de paz que jamais tenha existido. Haverá proposições electrizantes e concessões extraordinárias. Os países capitalistas, estúpidos e decadentes, cooperarão com alegria para a sua própria destruição. Precipitar-se-ão sobre a nova oportunidade de amizade. No mesmo instante em que baixem a sua guarda, esmagá-los-emos com o nosso punho fechado». (Dimitri Z. Manuilsky, conferência pronunciada em 1931, na Escola Lenine de Guerra Política, apud Jean Ousset. “El marxismo leninismo”. Editorial Iction, Buenos Aires, 2a. ed., 1963 p. 113 – Manuilsky foi eleito presidente do Conselho de Segurança da ONU em 1949).
[8]Devemos dizer que há, pelo menos, uma muito honrosa excepção: o episcopado da Polónia decidiu não fechar as igrejas e, pelo contrário, multiplicar as Missas, a fim de criar espaços entre os fiéis durante as celebrações. A Sagrada Comunhão continuou a ser dada, como sempre, de joelhos e na boca. A Polónia é um dos países onde o número de infectados é mais reduzido…
[9]O The Daily Telegraph, de 23/03/20, noticia que em Itália seestão a contabilizar como vítimas do Covid-19 pessoas que morrem por outras causas, e transcreve, nesse sentido, as declarações de um cientista italiano, o Prof. Walter Ricciardi, assessor do Ministério da Saúde, nas quais admite que 88% dessaspessoas já tinham problemas graves que conduziriam à morte.
[10] “Courrier internacional”, Lisboa, Julho 2019, nº 281, «Chegou a hora de entrar em pânico»; «O medo pode ser a nossa salvação»; «Só o medo pode mudar os hábitos altamente carbonizados do mundo capitalista».
[11]US National Library of Medicine (Relatório de Kirsty R. Short, Katherine Kerdsierska, Carolien van de Sandt, professores de microbiologia e imunologia da Universidade de Melbourne e Queensland, Austrália, publicado online em 8 de Outubro de 2018).
[12]O vírus “H5N1”, assim como o “H1N1”, o “H2N2”, o “H3N2”, o “H3N8”, o “H7N2”, o “H9N2” e outras 190 codificações de variações genéticas do vírus da “Influenza A”, conhecido também como “vírus da gripe das aves”, ou simplesmente, “vírus da gripe”, é muito mais letal do que o coronavírus, matando no mundo cerca de 5.000 pessoas por dia. Para confirmar estes dados, basta consultar as estatísticas da própria OMS.
[13] Dados oficiais da OMS divulgados a 17/02/2020.
[14]O médico e microbiologista francês Didier Raoult, director do serviço de infectologia do Hospital de Marselha, tornou-se mundialmente conhecido nos últimos dias por dar a conhecer o único tratamento que realmente provou ser eficaz contra o virus chinês causador da Covid-19.O Dr. Raoult estuda há 13 anos os efeitos da cloroquina(mais precisamente, um dos seus derivados, a hidroxicloroquina)como antiviral (associado com o único antibiótico que funciona sobre os virus, a azitromicina). «São moléculas antigas, sem problemas de maior de toxicidade, e imediatamente disponíveis»,é o que afirma esteconceituado professor da Universidade de Marselha, que é o cientista com mais estudos e experiências produzidas sobre doenças virais no mundo. Surpreendentemente – ou não!? – enfrentauma tentativa de ridicularização e uma espantosa campanha de silêncio por parte da grande imprensa internacional (Ver: “Le Parisien”, de 27 de Março de 2020).
[15]Expresso, 19/03/20.
[16]«Eis o que diz o Senhor dos exércitos: Vou enviar contra eles a espada, a fome e a peste, e tratá-los-ei como figos deteriorados, tão maus que não se podem mais comer.Irei persegui-los com a espada, a fome e a peste, e deles farei objeto de horror ante todos os reinos da terra (…) porque não escutaram as minhas palavras – oráculo do Senhor – quando, sem cessar, lhes enviava os profetas, meus servos, aos quais também não ouviram – oráculo do Senhor». Jeremias, 29, 17-19.
[17]«Ao concentrarem-se exclusivamente em todas as medidas de protecção higiénica (os bispos que fecharam as suas igrejas) perderam uma visão sobrenatural e abandonaram a primazia do bem eterno das almas» afirmou o Bispo D. Athanasius Schneider, em 31 de Março de 2020.


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