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domingo, 7 de abril de 2019

SÃO TOMÁS DE AQUINO


 Somos de vidro, também de pedra, água e areia...

Viajantes do tempo. O remetente e o destinatário. 

Tudo que jogamos contra o vento vem ao nosso encontro.

Somos o próprio reflexo que vemos no espelho e além dele.

Somos a vida e a morte. O tudo e também o nada.

Somos idealizadores. Sonhadores. Propagadores.

Feitos de inocência num mundo de regras.

Maldosos ou bondosos - no tempo exato...

Ora oferecemos riscos, ora somos a mais perfeita das ternuras.

O ponto de encontro está em cada um de nós. Encontrar-se é o desafio.

Entender-se sagrado é o caminho. Enxergar além de, é o que falta.

Permitir-se acolher o irmão e entender que ele é tão frágil e tão forte como nós é a meta. Que ninguém é melhor do que ninguém. No final das contas somos pó...

Nem sempre intactos. Nem sempre puros...

O importante é buscar, olhar para dentro de si e observar que o mundo é benção, que somos filhos da Graça - temos a divindade dentro de nós...

"Sejamos gratos às pessoas que nos proporcionam felicidade, são elas os adoráveis jardineiros que nos fazem florir a alma."


(São Tomás de Aquino)

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EXTORSÃO INDÍGENA – Eugenio Trujillo Villegas*


7 de abril de 2019

Eugenio Trujillo Villegas*


O sudoeste da Colômbia continua inexplicavelmente paralisado, situação que persiste há quase um mês. O exército, a polícia, o governo e o presidente da república tornaram-se meros observadores de uma das mais espantosas chantagens ocorridas no país, sem nada fazer para evitá-la. Com efeito, menos de 300 mil indígenas do Departamento de Cauca colocaram as instituições colombianas de joelhos e exigem furibundamente uma série de disparates que nenhum Estado legítimo pode aceitar.

Entre os absurdos, pedem que nunca mais se fumigue plantações de coca com glifosato; que helicópteros e aviões das Forças Armadas fiquem proibidos de sobrevoar áreas indígenas; que o governo aumente mais três trilhões de pesos/ano — cerca de um bilhão de dólares — os subsídios concedidos às comunidades indígenas, para que possam continuar a viver sem trabalhar; que 49.000 hectares de terras produtivas, pertencentes a particulares, sejam desapropriados e entregues aos concelhos indígenas; que seja proibidaa extração de petróleo por fracking no país; que se restrinja a mineração em larga escala; que a impunidade seja garantida aos indígenas que cometeram crimes durante os protestos; e, finalmente, como demonstração do delírio de suas pretensões, que o senhor Juan Guaidó não seja reconhecido como presidente da Venezuela…

A análise mais elementar dos fatos mostra que os índios não estão sozinhos, e nem foram eles os autores dessas exigências absurdas. Forças sinistras com grande poder destrutivo encontram-se por trás deste protesto, dirigindo, ordenando e estabelecendo o seu curso, com óbvios interesses subversivos, a fim de liquidar com a unidade nacional e levar o país ao caos, à anarquia, à tomada do poder pela esquerda marxista, ansiosa por trilhar os passos do chavismo e do castrismo.

O país assistiu tudo isso às claras, pois seus fautores sequer tiveram a precaução de se disfarçar. Nas mesas de negociação, junto aos representantes do Estado, estavam os “honoráveis” deputados das FARC para estimular e dirigir o protesto. Compareceu também aí para negociar o incendiário senador Gustavo Petro, com a sua apavorante comitiva de ódio da autoproclamada Colômbia Humana.

Como ele mesmo disse, no dia em que perdeu a eleição presidencial, sua intenção é de queimar o país, derrubar o presidente legítimo e tomar o poder pela força e implantar uma ditadura como a de Maduro, Castro e Ortega, seus amigos íntimos e fiéis seguidores, e assim impor a revolução bolivariana na Colômbia.

Nesta tentativa de destruir o país existem outros vermes além dos já mencionados. Há as FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia), supostamente pacificadas, com as suas armas reluzentes, que segundo Santos teriam sido entregues à ONU… E há também o ELN (Ejército de Liberación Nacional), que não quer saber de negociações, mas sim das mancadas do Estado, alcançadas aqui com extrema facilidade. E existem também os numerosos cartéis de drogas que abundam nas Américas, porque é exatamente nessa região de concelhos indígenas onde a coca é cultivada. Igualmente estão presentes os proprietários das rotas de droga produzida em outras regiões que depois é levada para o Oceano Pacífico, de onde é remetida ao seu destino final: os EUA.

E como se isso não fosse um quadro assustador, agora prometem que muitas outras comunidades indígenas em diferentes regiões, e também as chamadas negritudes e outras minorias raciais manipuladas pela subversão, querem aderir à greve a fim de estendê-la ao país inteiro.

É fato que para este objetivo a mobilização já começou em vários departamentos. O que é chamado de “protesto pacífico” já começou a matar policiais, soldados e opositores; dinamitar pontes e estradas; aterrorizar cerca de 50 milhões de colombianos, que espantados assistem a aplicação do “processo de paz”, imposto por meio do engano e manipulação do ex-presidente Santos, ao conceder aos guerrilheiros espaços de impunidade para os protestos ilegais como o atual.

Tal situação paralisa cinco departamentos colombianos nos quais já há falta de comida, de suprimentos médicos urgentes, de combustíveis e muitas outras necessidades básicas. Até quando? Ninguém sabe… Há muitas questões óbvias em meio à emergência que estão sem resposta. Onde está o presidente? E os ministros? E a polícia? E o exército?

Não vemos as autoridades legítimas atenderem o clamor dos milhões de afetados, pois impedidos de ir a suas propriedades, levar seus produtos agrícolas para alimentar a população colombiana, exercer o seu direito ao trabalho, à mobilização, ao comércio, à indústria, educação, saúde e vida. Tudo isso desapareceu do horizonte dos direitos dos cidadãos para que seja imposta a ditadura das minorias subversivas.

Se existe algum exemplo atual de violação dos direitos humanos é este que estamos testemunhando. No entanto, aqueles que pregam tanto a defesa desses direitos, agora ficam em silêncio. Para essas pessoas perversas, os direitos humanos nada mais são do que um instrumento de guerra em favor da revolução marxista.

Enquanto as pessoas estão morrendo de fome nos paraísos comunistas, eles só querem destruir a economia de livre mercado que produz riqueza, e também torna possível a generosa ajuda que salva muitas vidas mesmo nos países comunistas.

Mas não apenas os comunistas hipócritas se calam. Muitos líderes religiosos e empresariais também estão calados e intimidados. Os bispos, os líderes dos sindicatos, os políticos, pouco ou nada dizem sobre isso. E devido a esse silêncio, as chamas se espalham e o perigo apenas aumenta.

Colômbia! Acorde! Esta é a paz mentirosa que nos prometeram! Votamos contra isto no referendo, elegemos Duque presidente para nos salvar dessa tragédia e, apesar de tudo isso, contra a nossa vontade, arrastam-nos para o cadafalso do socialismo. É para lá que eles estão nos levando!

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(*) O autor é diretor da Sociedad Colombiana de Tradición y Acción. Matéria traduzida do original castelhano por Paulo Henrique Chaves.


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PALAVRA DA SALVAÇÃO (125)



 5º Domingo da Quaresma – 07/04/2019

Anúncio do Evangelho (Jo 8,1-11)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los.
Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?”
Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo.
Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles?” Ninguém te condenou?”
Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Roger Araújo:

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Conversão: passar do desprezo ao apreço do outro
“Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério” (Jo 8,4)

“Um país que empequenece seus cidadãos para que possam ser mais dóceis em suas mãos, logo descobrirá que, com seres humanos apequenados, nenhuma coisa grande poderá ser realizada” (Stuart Mill). Em outras palavras, uma sociedade que “empequenece” as pessoas, nunca realizará grandes obras.

Uma afirmação assim, serve de advertência diante do nosso contexto social, político e religioso em que vivemos, onde a intolerância, o julgamento, o preconceito, a crítica destrutiva... assumem contornos assustadores, humilhando os outros, ridicularizando-os, descartando-os... Quando proferimos, contra uma pessoa ou grupos, acusações ou expressões que ferem a reputação, estamos esvaziando nossas relações de humanismo, desembocando na barbárie. E quando os meios de comunicação, sobretudo as redes sociais, se colocam a serviço deste movimento desumanizador, passamos a viver na “sociedade do desprezo”.

O espírito da acusação e de humilhação do outro, é um espírito de morte. Este mal espírito de nosso tempo, em seu exagero cancerígeno, aparece também, com muita frequência, na Igreja e em suas comunidades e grupos. Por meras aparências, suspeita-se do outro, pensa-se mal dele, condena-o no coração, marginaliza-o. Quantas pessoas já temos “empequenecidas” em nossa opinião! Diante do desapreço generalizado é preciso deixar ressoar em nosso interior as palavras de Jesus: “quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”.

As “pedras na mão” são fáceis de serem encontradas também em nossas vidas. Hoje são as pedras do WhatsApp, do twitter, das mensagens preconceituosas, das fake-news..., que bloqueiam o futuro das pessoas através da crítica sem piedade, do desprezo que destrói, da indiferença que congela as relações... A arrogância também tem raízes em nosso interior; manifesta-se no nosso pensar e agir cotidianos. Ela é a base de nossas intransigências, dos nossos preconceitos, dos nossos dogmatismos, de nossas críticas amargas, dos comentários maldosos... A arrogância mora no nosso desprezo e nas nossas ironias. Ela nos paralisa.

O convite de Jesus a reconhecer nosso pecado é a única via para que essas pedras não caiam sobre nenhum inocente e, ao mesmo tempo, nós possamos encontrar a possibilidade da transformação e da mudança. Enquanto nos habite este “espírito mau”, nada bom, nem grandioso poderá ser construído. Uma sociedade que “empequenece” seus homens e mulheres não poderá ter futuro; uma igreja que “empequenece” seus membros, através de um moralismo e um legalismo doentio, também não poderá ser testemunha do evangelho; um grupo, dentro da igreja, que faça o mesmo, estará traindo o modo compassivo e acolhedor de Jesus. 

“A misericórdia de nosso Senhor se manifesta sobretudo quando Ele se inclina sobre a miséria humana e demonstra sua compaixão, para quem necessita de compreensão, cura e perdão. Tudo em Jesus fala de misericórdia; mais ainda, Ele mesmo é a misericórdia” (Papa Francisco). A presença misericordiosa de Jesus aparece claramente na cena da “mulher adúltera”, relatado pelo evangelho deste domingo. Ali, a mulher é colocada no centro, pelas autoridades religiosas que tem a lei na mão: constrangimento, humilhação, olhares julgadores, juízo de morte... sobre ela. Vítima de julgamento, ela está no centro da morte. Não há saída, perante a lei. Jesus, no entanto, toma outra atitude: desloca-se para o centro das atenções e se faz centro junto com a mulher; sua presença solidária continua deixando a mulher no centro; porém, Ele inverte a situação dela: ela agora está no centro da misericórdia, portanto, no centro da vida. 

Jesus, com sua presença misericordiosa, inverte o sentido do centro: antes, centro de exclusão e violência, agora, centro como ponto de partida para nova vida. Antes, um centro atrofiado que conduzia à morte; agora, centro expansivo, pois ativa e impulsiona a vida em direção a um novo horizonte de sentido.

A partir desse centro, junto a Jesus, a mulher poderá ser autora de sua nova existência; ela é movida a expandir esse centro, indo ao encontro dos outros para testemunhar a experiência que viveu: “vai e não peques mais”. Ela, agora, torna-se centro da vida pois recupera sua autonomia e poderá abrir-se ao novo futuro, como oferta da misericórdia.

Vivamos a Quaresma como um novo tempo para nossa sociedade, para a igreja, para as comunidades! Queira Deus que nos “beatifiquemos” uns aos outros “em vida”! Só reconhecendo, com um olhar apreciativo, o profundo, o que há de bondade no coração, a luz que cada um emite, engrandeceremos os outros e faremos que nossa sociedade, nossa comunidade, seja cada vez maior. A cultura do encontro, da acolhida, do apreço pelo outro, faz chegar o Reino de Deus.

Jesus sempre revelou um “olhar alternativo”, longe do julgamento, do desprezo e da humilhação. Ele não via as pessoas através do filtro “justos ou pecadores”, nem projetava nelas suas simpatias ou antipatias, seus medos e suas necessidades.

Jesus sempre foi a luz, sem sombras nem exclusões. Ninguém nunca ficou à margem da sua luz, pois seu olhar pousava sobre todo rosto, sem diferenças de raças, línguas ou religiões. Quando Jesus se aproximava da realidade condenada, a olhava de maneira diferente do olhar domesticado pelo moralismo. Por isso, diante da insistência das autoridades religiosas que argumentavam com as pedras nas mãos, Jesus faz um silêncio, tempo e espaço que também ajudam os acusadores a olhar de outra maneira. Olhando com amor há, sim, saída para a mulher adúltera. Se não olharmos a realidade com amor, toda a nossa visão estará adulterada. Compreendem-no as autoridades religiosas quando Jesus as convida a olhar a mulher com misericórdia e a partir de sua própria realidade de pecadores. Os varões deixam cair as pedras de sua segurança e da lei, abrindo suas mãos para acolher outra visão. Assim, a mulher é salva da morte, da lei, de seu pecado e do cerco social que lhe negava a vida, simbolizado nesse grupo de homens que a rodeava. Jesus olha a interioridade, ali onde essa mulher é amada pelo Pai, e resgata sua vida dos olhares de morte que a capturam. Nesse dia, o povo que rodeava Jesus aprendeu a olhar. 

Jesus é o mestre do olhar alternativo. Precisamente porque conhece o coração humano, Jesus acerta ao dizer: “Quem não tem pecado, que atire a primeira pedra”. Diante destas palavras, que desnudam as atitudes farisaicas daqueles que se achavam “justos”, todos se afastam. Ninguém é melhor que ninguém. Com quê direito julgamos, desqualificamos e condenamos? 

Texto bíblico:  Jo 8,1-11

Na oração: Em muitas situações difíceis da vida, o que salva é o olhar. Olhar com os “olhos cristificados”: eis o desafio. Não se trata de qualquer olhar. É o olhar limpo, diáfano, que desarma, que não esconde engano ou segundas intenções.
Contemplar o rosto do outro é sentir sua presença, sem pré-conceitos e pré-juízos..., vendo nele o sinal da ternura de Deus. Olhar admirado e gratuito, como aquele de Jesus, que transforma, que liberta e que se comove diante da realidade, especialmente da frágil realidade humana.

- Seu olhar: marcado pelo peso da lei ou pelo peso do amor? 

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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sábado, 6 de abril de 2019

O PODER DA VÍRGULA




A vírgula pode ser uma pausa... ou não:
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro:
R$ 23,4.
R$ 2,34.

Pode criar heróis:
Isso só, ele resolve! 
Isso, só ele resolve! 

Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido! 
Vamos perder nada, foi resolvido!

A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber! 
Não, queremos saber!

A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo!
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Considerações adicionais: 
"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura".

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

Moral da história:
A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação!
Pontue sua vida com o que realmente importa.
Isso faz toda a diferença!


ABI - Associação Brasileira de Imprensa

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PACTO ENTRE NAZISMO E COMUNISMO


6 de abril de 2019

Plinio Corrêa de Oliveira em sua biblioteca

A aliança entre a Alemanha nazista e a Rússia comunista, foi consumada em 1939 com o “Pacto Ribbentrop-Molotov — o que confirmou as denúncias feitas por Plinio Corrêa de Oliveira. Desmentindo todas as notícias que a mídia internacional difundia antes da II Guerra Mundial a respeito da visceral incompatibilidade entre nazismo e comunismo, a analogia ideológica e política entre ambos regimes foi sistematicamente denunciada pelas páginas do “Legionário” e confirmada pela assinatura do Pacto Ribbentrop-Molotov.
Juan Gonzalo Larraín Campbell

Fonte: Revista Catolicismo, Nº 532, Abril/1995


Continuando o propósito, exposto em artigo de fevereiro passado, de levar ao conhecimento dos leitores algumas previsões que o Professor Plinio Corrêa de Oliveira apresentou no “Legionário”, por ocasião da Segunda Guerra Mundial, focalizamos a seguir um dos prognósticos mais sensacionais do fundador da TFP. Isto é, a antecipada denúncia do pacto Ribbentrop-Molotov entre a Alemanha nazista e a Rússia comunista.

Falso dilema: comunismo ou nazismo

Para se compreender melhor o alcance da referida previsão, convém que o leitor considere, ainda que de maneira sucinta, alguns aspectos do quadro político-religioso reinante na época.

As democracias vigentes no início da década de 30, em países da Europa e de outros continentes, estavam corroídas por seu próprio liberalismo, que as conduzia a crescente desagregação social.
Nesse contexto, começaram a aparecer no quadro internacional os totalitarismos chamados de ordem, apresentando-se como panacéia em face da anarquia e, ao mesmo tempo, como os únicos bastiões que se opunham à expansão do comunismo soviético. Sua máxima expressão foi o nazismo.

O prestígio que Hitler alcançava tanto na Alemanha quanto no Exterior se devia, em boa medida, ao fato de ser propagandeado pela mídia como o grande adversário do comunismo.

Colocava-se assim para a opinião pública mundial e para a católica, especialmente, uma alternativa: optar pelo comunismo (o que era inaceitável para os católicos numa época feliz, na qual não existia ainda a Ostpolitik vaticana) ou aderir de algum modo ao nazismo e seus congêneres.

Nessa hora de extrema gravidade para a Igreja e a Civilização Cristã, não faltou clarividência, argúcia e coragem ao futuro fundador da TFP para denunciar energicamente, baseado na firmíssima solidez de sua fé e em sua coerente adesão à doutrina católica, que a solução para conjurar a ameaça comunista não consistia em “salvadores” totalitários. Tal solução — sempre insistiu ele — cifrava-se no único Salvador verdadeiro, Nosso Senhor Jesus Cristo, e nos ensinamentos de sua Santa Igreja.

Não é nossa intenção mostrar aqui a oposição sistemática que o eminente pensador católico desenvolveu contra o nazi-fascismo, denunciando desde o começo dos anos 30 as analogias doutrinárias e de métodos de ação existentes entre este e o comunismo.1

O inverossímil do pacto teuto-russo

Interessa-nos, para efeito deste artigo, mostrar, a título de exemplo, algumas das principais denúncias que o destacado líder católico fizera sobre o itinerário convergente nazi-comunista que parecia na época absolutamente inverossímil até para os espíritos tidos por mais lúcidos.

São muito sintomáticas nesse sentido as seguintes linhas publicadas na revista francesa “Historiama”, em 1975:

“Quando foi conhecidas na França e na Grã-Bretanha, no mês de agosto de 1939 a assinatura do pacto de aliança germano-soviética, triunfo da diplomacia de Berlim, a opinião pública foi traumatizada […] O pacto germano-soviético surpreendeu a diplomacia ocidental em 1939″.2

Se a opinião pública francesa e inglesa foram traumatizadas e a diplomacia ocidental surpreendida, nem uma coisa nem outra aconteceu com o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nem com o “Legionário” , órgão de imprensa do qual era então diretor. Senão vejamos.

Auxílio econômico de Hitler a Stalin
Em outubro de 1937, comentando a restrição imposta pelo Governo alemão à Igreja, mediante a qual este baixava instruções para que se economizasse o mais possível o vinho e o trigo essenciais para a celebração do Santo Sacrifício da Missa e à comunhão dos fiéis, Plinio Corrêa de Oliveira lançava as primeiras suspeitas que o conduziriam a conjeturar o pacto teuto-russo. Assim se expressava ele:

“Enquanto se faz economia com o culto divino economias insignificantes e miseráveis que rebaixam quem as faz, o governo hitlerista abria largos créditos […] para o governo russo(1), emprestando-lhe dinheiro […]. O dinheiro que se nega ao culto de Deus se gasta com um simples mortal e, mais ainda, se fornece aos próprios inimigos da civilização”.3

Reatadas relações diplomáticas entre Alemanha e Rússia Em agosto de 1938, o Prof. Plinio agrega a desconfiança dos leitores a respeito do entendimento germano-soviético:

“Simultaneamente com o tumulto causado pela tensão germano-tcheca, produziram-se dois fatos importantes […]. O primeiro foi o reatamento das relações diplomáticas entre a Alemanha e a Rússia, que vinham sendo muito regulares e que se tornaram normais. Moscou tem hoje seu embaixador ariano, assim como Berlim o seu embaixador russo […]. Porque a verdade é esta: se bem que Hitler pregue contra o comunismo e se apresente como defensor da civilização européia contra esse mal, sua atitude em relação ao governo soviético difere fundamentalmente dessa propaganda e, apesar de todos os seus discursos inflamados, ele tem feito muitas ofertas interessadas e amistosas a Moscou”.4

1939 assistiu a espantosa previsão

Em 1° de janeiro de 1939, o destacado líder católico, vaticinava de um modo que poderíamos qualificar de profético:

“Efetivamente, enquanto todos os campos se definem, um movimentos cada vez mais nítido se processa. É a fusão doutrinária do nazismo com o comunismo. A nosso ver, 1939 assistirá a consumação dessa fusão”5.

Os fatos confirmaram de modo espantoso a previsão acima.

De outro lado, as relações comerciais entre a Alemanha nazista e o México nitidamente esquerdista se desenvolviam cada vez mais, fortificando assim as razões da desconfiança levantada pelo insigne pensador católico.


Afinidade ideológica dos totalitarismos

Em maio de 1939, o ilustre diretor do “Legionário” afirmava:

“A nota mais curiosa do noticiário da semana passada foi fornecido, sem dúvida pelos rumores insistentes sobre uma aproximação teuto-russa. À primeira vista esta versão tem contra si fortes possibilidades […].

“ Dada a campanha espetacular que o nazismo e o comunismo dirigem um contra o outro, seria deveras surpreendente que ambos se reconciliassem.

“Os observadores menos superficiais entretanto, não consideram tão inverossímil essa hipótese.

“Em primeiro lugar nenhuma pessoa medianamente culta poderá negar a inteira afinidade ideológica existente entre o totalitarismo e o comunismo” […].

 Após fundamentar com numerosos fatos a referida identidade, o Prof. Plinio concluía:

“A Alemanha é nacional-socialista. A Rússia está ficando nacionalista sem deixar de ser comunista.”
Pesem-se bem as palavras: entre um “nacionalismo-socialista” e um “nacionalismo-comunista” que diferença há?6


A confirmação

Três meses depois, a 23 de agosto de 1939, era assinado o pacto Ribbentrop-Molotov, que confirmou de modo retumbante as previsões que, a esse respeito, fizera o diretor do “Legionário”. Pouco dias depois Hitler invadia a católica Polônia, com aval russo, dando início à Segunda Guerra Mundial.

A ufania de ser contra-revolucionário

O ódio dos revolucionários de todos os matizes, a incompreensão e o silêncio acanhado dos moderados se desataram de modo especial naquela época contra o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira por causa de sua destemida denúncia da união nazi-comunista. É muito explicável pois, que o “Legionário”, ufano pela posição assumida por seu diretor desafiasse, sempre com espírito cavalheiresco, seus irredutíveis adversários, destacando de modo particular o acerto de suas previsões, precisamente num dos pontos que mais ódio suscitara.

Assim, na edição de 14 de janeiro de 1940, sob uma fotografia, figura a seguinte legenda:


“Um aperto de mão histórico”

Stalin e Joachim von Ribbentrop

“A assinatura do pacto entre o nazismo e o comunismo espantou grande número de pessoas. Daí a surpresa de muitos leitores ante a cordialidade risonha e afetuosa do aperto de mão trocado, como acima se vê, entre Ribbentrop e Stalin logo depois de assinado o acordo. O “Legionário”, entretanto previu o acontecimento com uma longa antecedência”.7

           E o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira escrevia em junho de 1940:

“Entrando na guerra do lado da Alemanha, a Itália confirmou todas as previsões desta folha […].”

Referindo-se a seguir à propaganda que o Governo italiano um ano antes fazia contra as democracias, devido às ligações que estas mantinham com os soviéticos, prossegue:

“Nessa ocasião, o Legionário já sustentava a inconsistência da luta entre o totalitarismo de direita e de esquerda. Segundo as previsões desta folha, dia viria em que os fatos demonstrariam esta tese, e o mundo ainda assistiria à aliança de uma e outra ideologia. Veio finalmente o pacto Ribbentrop-Stalin e de lá para cá nosso ponto de vista tem recebido da realidade a sua mais plena confirmação”.8

Mestre e guia da Contra-Revolução

Várias vezes em conversas e reuniões, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira tem aludido às polêmicas denúncias por ele feitas através das páginas do “Legionário” . Entre as que se referem à ordem temporal, a relatada no presente artigo é uma das que ele mais destaca, pelo inverossímil que ela aparentava aos homens de pouca fé.

É pois com especial alegria que redigimos estas linhas para os leitores de Catolicismo —continuador do Legionário — sobre o glorioso passado do Fundador da TFP, colocando uma vez mais em relevo o discernimento político providencial com que a Santíssima Virgem o dotou desde sua juventude. O que faz dele, entre muitas outras qualidades e dons, o Mestre e Guia incontestável, como já tem sido observado, da Contra-Revolução em nossos dias
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NOTAS
1. Quem deseje informar-se a respeito, pode consultar os artigos por ele publicados sobre o assunto em “Legionário”, e, posteriormente, em “Catolicismo” e na “Folha de S. Paulo” .

2. “Historama”, Paris, n° 280, p. 97.
3. Plinio Corrêa de Oliveira, À Margem do hitlerismo, “Legionário”, 24-10-37.
4. Plinio Corrêa de Oliveira, Alemanha e Rússia trocam carícias, “Legionário”, 28-8-38.
5. Plinio Corrêa de Oliveira, Entre o passado e o futuro, “Legionário”, 1-1-39.
6. Plinio Corrêa de Oliveira, seção 7 dias em revista, “Legionário”, 14-5-39.
7. “Legionário”, 14-5-40
8. Plinio Corrêa de Oliveira, seção 7 dias em revista, “Legionário”, 16-6-40.




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sexta-feira, 5 de abril de 2019

O SANTO REMÉDIO - Sebastião Gonçalves Leite


Em todo processo de enfermidade o doente é sempre o Espírito devedor em tratamento, para a cura da alma. Pois a doença se apresenta no corpo físico devido quase sempre a transgressões das Leis Divina e Natural. Isto ocorre pelo afastamento do Espírito destas leis. Quanto mais o Espírito das Leis Divinas se afasta, mais ele sofre, em decorrência das enfermidades que o atingem.

Neste cenário de dor, surge como esperança maior à cura da alma, como bênção de Deus, para com seus filhos, através do remédio eficaz: a Caridade. Remédio este que renova e tonifica a alma, permite a troca energética do corpo e da alma, no corpo e fora dele. É realmente um Santo Remédio esta substância chamada Caridade. Que está ao alcance de todos – encarnados ou não.

De solução e aplicação fáceis, pode ser administrado em dosagem homeopática ou para os casos mais graves de enfermidade da alma, em tratamento de choque, nos processos acelerados de cura.

Este Santo Remédio traz, ao final do processo de tratamento, a cura da alma e do corpo de forma definitiva para o ser.

Este medicamento é muito requisitado e é encontrado em todos os cantos da Terra. Como também é utilizado como tônico da vida, do corpo e da alma, garantindo a felicidade dos seres.

Dizem os mais entendidos que a composição deste milagroso medicamento é de noventa e nove por cento de Amor e um por cento de ação terapêutica, pela ação dos seres envolvidos em sua aplicação.

Que remédio bom este Santo Remédio! Vale lembrar que não é encontrado em farmácias e drogarias e que também não tem custo para o enfermo nem para o doador.

O laboratório que detém sua patente é o Laboratório Divino, que o libera por ação da Providência Divina.

Cá entre nós, Santo Remédio este chamado Caridade, e é de graça mesmo. Como também não tem contraindicação no tratamento das enfermidades.

Sebastião Gonçalves Leite



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SÃO FRANCISCO DE FÁTIMA — UMA SEMENTE PARA O REINO DE MARIA - Marcos Luiz Garcia


5 de abril de 2019
 Marcos Luiz Garcia

Tudo parece indicar que a razão principal das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917, foi proclamar o triunfo do seu Imaculado Coração. Deus, nos seus desígnios, teria permitido que Ela viesse à Terra para anunciar a fundação de uma civilização cuja catolicidade, fervor e beleza será superior à que nasceu na época medieval após a conversão dos povos bárbaros.

Com efeito, uma era toda marial, o Reino de Maria, foi assegurada aos homens pelo próprio Deus, no ato da expulsão de Adão e Eva do Paraíso, quando afirmou que o demônio teria sua cabeça esmagada pela Santíssima Virgem. O início dessa nova Idade Média da fé foi também profetizado por São Luís Maria Grignion de Montfort no seu célebre Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Essa época viria com a conversão da humanidade, operada por Nossa Senhora. Mas para isso é necessário atender devidamente os pedidos feitos por Ela na Cova da Iria, e posteriormente à Irmã Lúcia, no convento das Doroteias em Tuy (Espanha). Quais eram esses pedidos? Que os católicos rezem diariamente o Terço; que mudem de vida e se penitenciem dos seus pecados; e que façam a comunhão reparadora nos primeiros sábados de cinco meses seguidos.

Houve ainda um pedido endereçado ao Papa, para que ele, em união com todos os Bispos do mundo, consagrasse a Rússia (o nome desse país foi mencionado explicitamente) ao Imaculado Coração de Maria. Atendidos esses pedidos, Nossa Senhora prometia não apenas a conversão dos homens, mas também a conversão da Rússia, trazendo-a de volta para o seio da Igreja Católica e destruindo o comunismo que seria ali implantado dentro de alguns meses.

Inteira correspondência de Francisco

Estes antecedentes lançam luz sobre a santidade de São Francisco de Fátima, cujo centenário da entrada no Céu se comemora no dia 4 de abril deste ano. Já preparado espiritualmente pelo Anjo de Portugal, no ano de 1916, ele preenchia as condições exigidas por Nossa Senhora para vê-La. De fato, no dia 13 de maio de 1917 Ela lhe apareceu pela primeira vez, como à sua irmã Jacinta e também à sua prima Lúcia.

Durante a aparição, depois de Lúcia ouvir Nossa Senhora dizer que vinha do Céu, prosseguiu o seguinte diálogo:

— Eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta?
— Também.
— E o Francisco?
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

A Irmã Lúcia escreveu que, no final da aparição, Nossa Senhora “abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que um reflexo que delas expedia, e que penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazia-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente do que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetimos intimamente: ‘Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento’”.

Durante essa aparição, Francisco não ouvia o que Nossa Senhora dizia, apenas via. Portanto, só depois ele tomou conhecimento de que Ela o levaria logo para o Céu, “mas teria de rezar muitos terços”. Apesar desse seu “débito” para com a Mãe de Deus, Ela não deixou de envolvê-lo naquela luz sobrenatural com a qual inundou as almas da sua irmã Jacinta e da sua prima Lúcia. O fato é que Francisco disse um SIM tão completo a Nossa Senhora, que a partir daquele momento se produziu nele uma conversão inteira.

Morte de um grande santo

Na narração da Irmã Lúcia sobre as aparições, não está claro se o motivo de Francisco não ouvir Nossa Senhora seria alguma mancha na alma, que já o impedira de receber do Anjo de Portugal a Sagrada Comunhão. Ao que tudo indica, seria uma mancha venial, não mortal. Mesmo assim, ele precisaria rezar muitos terços para entrar no Céu, pois a porta do Céu é estreita, como registra o Evangelho.

Francisco aceitou a sua penitência, humilhou-se e cumpriu na perfeição o que Nossa Senhora lhe pedira: rezou muitos e muitos terços. Convém lembrar que, pouco antes de seu falecimento, perguntou a Lúcia se se lembrava de alguma falta que ele tivesse cometido. Ela se lembrou de uma, e lhe contou. Em seguida ele pediu a Lúcia que fizesse a mesma pergunta a Jacinta, que estava doente no quarto ao lado.

Esta avidez em se humilhar, a fim de se purificar, manifesta claro indício de uma alma verdadeiramente santa. Foi com essas excelentes disposições que Francisco expirou numa placidez imensa.

Aquisição da mentalidade de Nossa Senhora

Analisando o olhar de Francisco nesta foto, pode-se constatar um altíssimo grau de discernimento místico de Deus e de outros aspectos da vida. Em outras palavras, Francisco ficou como que modelado segundo o Imaculado Coração de Maria, com a sua mentalidade assumida pela de Nossa Senhora. Pode-se supor que tenha se produzido nele o fenômeno da troca de corações com Ela, como ocorreu entre Santa Gema Galgani e Nosso Senhor. Mas isso não explicaria toda a expressão do olhar de Francisco. Numa das aparições em Fátima, os videntes tiveram uma visão do inferno, portanto viram muitas almas caindo nele. Mas a Irmã Lúcia afirmou depois que ele foi quem menos se impressionou com aquela visão aterradora, que marcou indelevelmente a alma das três crianças.

No olhar de Francisco parece haver um fundo de grande preocupação, embora cheio de confiança. Não teria Nossa Senhora feito Francisco pressentir, ou mesmo antever de alguma forma misteriosa, a tremenda crise por que passaria a Santa Igreja? Talvez seja a atual crise a pior de toda a sua história, e também da civilização cristã. Se a Santíssima Virgem deu luzes neste sentido a Jacinta, por que não as teria dado também a Francisco, embora ele não tenha externado nada a esse respeito? Julgo não ser descabido levantar tal hipótese.

Isso poderia deitar luz sobre o grande empenho de Francisco em consolar Nosso Senhor no sacrário — ou seja, Jesus escondido, como era sua expressão. Era frequente ele se isolar por longos períodos, a fim de consolar Nosso Senhor Jesus Cristo, contrastando com uma imensa gama de católicos que só buscam Deus e Sua Mãe Santíssima para pedir e receber, mas quase nunca para dar e agradecer. Desta forma ele estaria atendendo à queixa que Nosso Senhor fez à Irmã Josefa Menendez, lamentando permanecer horas e horas no sacrário, como um prisioneiro, esperando por alguém que Lhe dê uma esmola de amor.

Não constitui a admirável trajetória de Francisco, desde a conversão à altíssima santidade, uma imagem da transformação que Nossa Senhora operará nas almas dos católicos com o triunfo do seu Imaculado Coração?

Além disso, a santidade atingida por Francisco chancela a veracidade das aparições e da Mensagem de Fátima. Ninguém se torna santo com base numa mentira. Por isso, parece razoável admitir que Francisco seja uma semente do Reino de Maria, como também um intercessor para alcançarmos graças necessárias de fidelidade inteira à Santa Igreja, a Nossa Senhora e a Deus Nosso Senhor neste século de pecados imensos e ininterruptos.

Façamos como Francisco de Fátima. Creiamos firmemente na Mensagem de Nossa Senhora. Atendamos a tudo que Ela pediu. Façamos de sua Mensagem o nosso ideal, e assim seremos transformados em sementes de triunfo do Imaculado Coração de Maria. Há chance maior de realizar um altíssimo ideal que agrade tanto a Deus? Peçamos a São Francisco de Fátima essa graça tão preciosa.

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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 820, Abril/2019.


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